"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

CONFIRMA-SE A ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA NA PETROBRAS

 

O termo “organização criminosa" foi usado formalmente a primeira vez, para designar um esquema de corrupção com o envolvimento de representantes do PT e legendas aliadas, pelo procurador-geral da República Antonio Fernando Souza, no texto da denúncia do mensalão ao Supremo Tribunal Federal. Sete anos depois, a denúncia seria confirmada por sentenças condenatórias no STF.
 
Há cinco meses, a expressão voltou a aparecer em documento oficial, desta vez num ofício do delegado da Polícia Federal Cairo Costa Duarte ao juiz federal do Paraná Sérgio Moro, do processo Lava-Jato, em que estão implicados o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ao investigar a compra esquisita da refinaria de Pasadena e outras denúncias em torno da Petrobras, o delegado pediu ao juiz acesso a documentos obtidos pela Lava-Jato, para facilitar seu trabalho de levantamento de uma “organização criminosa” na estatal.
 
Pois trechos divulgados dos depoimentos de Paulo Roberto e Youssef, sob o regime de delação premiada, confirmam a existência da tal organização, eles próprios dois de seus elos-chave — Costa, arrecadador de propinas junto a empreiteiras; Youssef, branqueador do dinheiro, por meio de firmas fantasmas e operações fajutas.
 
Relata Costa que PT, PMDB e PP eram os beneficiários da enxurrada de dinheiro “por fora” gerada por comissões sobre contratos bilionários superfaturados. Quase todos assinados com empreiteiras envolvidas com o projeto da refinaria Abreu e Lima, orçada em US$ 1,8 bilhão e que sairá por dez vezes mais. Obra convenientemente administrada pela diretoria de Abastecimento da estatal, ocupada de 2004 a 2012 por Paulo Roberto. Segundo Youssef, Paulo Roberto Costa, funcionário de carreira da estatal, foi nomeado para o cargo depois de pressão dos partidos sobre o presidente Lula. Ele cedeu e o esquema foi montado.
 
Mas, diz Paulo Roberto, outras diretorias também atuavam no paralelo: a de Serviços, de Jorge Renato Duque, indicado pelo PT; Nestor Cerveró, já conhecido, e Jorge Zelada, da diretoria Internacional, e também José Eduardo Dutra, ex-presidente da empresa, ex-senador sergipano pelo PT. Até a subsidiária Transpetro, de Sérgio Machado, ligado ao PMDB, consta das denúncias. Também não falta nos depoimentos o indefectível João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.
 
Pelas cifras envolvidas — apenas Costa tinha US$ 23 milhões seus na Suíça — e dimensão do esquema, o caso deve ser maior que o mensalão petista, de Marcos Valério, José Dirceu, entre outros.
 
“Paulinho”, como Lula chamava Paulo Roberto Costa, assumiu o cargo de diretor em 2004. Seis anos depois, “recursos não contabilizados” tirados da Petrobras já teriam financiado campanhas de petistas e aliados. Talvez, entre várias, a da própria Dilma.

13 de outubro de 2014
Editorial de O Globo em 10 de outubro de 2014.
 

PATRULHAMENTO POLITICAMENTE CORRETO


 

Modificar, na marra, o jeito de falar do brasileiro não é fácil.

A cartilha demolitória, preparada no exterior para acabar com nossa soberania, prevê uma alteração semântica para mascarar a realidade e dourar a pílula do veneno que nos é administrado.

Não fossem os humoristas, profissionais ou amadores, hoje estaríamos em uma situação irreversível.

Um grande apresentador de programa de auditório dominical deu mostras da verve tupiniquim, quando disse ser tão velho que no seu tempo, homem que comia homem era canibal.

Em outra ocasião, disse que afogar o ganso era asfixiar o palmípede em meio líquido.

Também proclamou que sentar na boneca resultava apenas em quebrar um brinquedo de uma inocente menina.

Assim, vimos nos últimos anos favela virar comunidade, fora da lei que incita a invasão de propriedade virar coordenador de movimento social, etc.

Veneno de cobra se combate com veneno de cobra.

Sugerimos novos eufemismos:

Mensaleiro = crápula que rouba dinheiro público e passa apenas alguns meses na prisão.

Caixa dois= botim a ser dividido entre os celerados, sem nenhum controle.

Melancia = fruta verde por fora, porém vermelha na essência interior, que se torna patrioticamente indigesta quando apodrece.

O povo é xucro, mas não é burro.

É generoso, mas confia que um dia a farra termina.

Uma hora dança quem pensa que mudança rima com lambança...
 
13 de outubro de 2014
Carlos Maurício Mantiqueira é Livre Pensador.

 

DILMA E O SITE "MARACUTAIAS NA PETROBRAS"

Gabrielli, Graça, Dilma e "Paulinho"

Em 17 de abril de 2013, protocolei, na Presidência da República, uma grave carta dirigida a Dilma Rousseff.

Passados mais de dezessete meses de vergonhoso silêncio daquela que insiste em afirmar que tem “tolerância zero” com a corrupção, um fato recente tornou citada carta de uma atualidade digna de nota.

Trata-se da decisão da WIPO – World Intellectual Property Organization (Arbitration and Mediation Center) sobre uma descabida pretensão da Petrobras: retirar do ar o site “Maracutaias na Petrobras”, no qual tal carta está disponível.

De referida carta, transcrevo: “O site www.maracutaiasnapetrobras.com  foi criado para centralizar as diversas denúncias de falcatruas federais praticadas contra a empresa cujo Conselho de Administração foi presidido por V. Exª. de 2003 a 2010. Tendo como objetivo impedir que os vários crimes de lesa-pátria cometidos contra a empresa caiam no esquecimento, o site reproduz as mais diferentes acusações que foram tornadas públicas e ignoradas pelas autoridades competentes”.

Relativamente à tentativa de retirada do ar do site “Maracutaias na Petrobras”, a nossa petroleira procedeu como o corno da piada que – ao tomar conhecimento que sua mulher transava com seus amantes no sofá da sala de sua própria casa – solucionou o problema tirando o sofá da sala. Se não, vejamos: a Petrobras, em vez de mandar apurar rigorosamente os fatos denunciados, contratou um escritório de advocacia especializado em causas de propriedade intelectual (Ouro Preto Advogados) para tentar tirar o site do ar.
Além disso, a Petrobras tentou intimidar o cidadão que possui o domínio do site, Ivo Lúcio Marcelino, o que pode ser constatado pela mensagem a ele encaminhada.

Em tal mensagem, encontra-se salientado que, pelo fato de o nome “petrobras” ter sido utilizado sem a devida autorização, o cancelamento do domínio em questão deve ser solicitado ao órgão competente, sob pena de serem tomadas as medidas jurídicas cabíveis.

Diante da possibilidade de perda das valiosas informações contidas no site que tanto incomodou a Petrobras, foi criado outro site cujo nome fosse mais aceitável. Assim, para preservar a memória da roubalheira denunciada, passou-se a operar com o genérico www.maracutaiasnapetroroubobras.com.

Com a criação do novo site, foi evitado que documentos da maior importância  fossem “varridos para baixo do tapete” – bordão que a candidata Dilma não se cansa de repetir ao se referir ao governo FHC. Entre tais documentos, destaca-se um determinado Acordo de Quotistas que legaliza superfaturamentos contra a Petrobras

Por importante, transcrevo a seguir outro trecho da carta referida no início: “Finalizando, Excelência, uma constatação: diante da total omissão daqueles que deveriam agir, cabe a V. Exª. usando da autoridade de seu cargo, determinar a apuração dos citados fatos, que estão arrasando a credibilidade da Petrobras”.

Uma palavra final: para melhor compreensão da escandalosa situação, sugiro que seja feita a comparação do trecho acima citado com o artigo Dossiê “Dilma + Polícia Federal”. Seguem os links:



Em síntese: se Dilma apurou alguma coisa, guardou para si mesma ou escondeu, para sempre, em algum arquivo morto... O silêncio oficial é altamente suspeito.

Quem garante que outras “Sociedades de Propósito Específico” firmadas entre a Petrobras e grandes empresas não tenham problemas idênticos aos da Gemini ou aos revelados na “Colaboração Premiada” da Operação Lava Jato – que agora escandalizam a Nação?

Alguém se habilita a investigar, com seriedade, e a responder tal pergunta?

13 de outubro de 2014
João Vinhosa é Engenheiro.

DEEM OVOS AO POVO

As espirais da vida, em que pese repetirem através da história a essência da humanidade e seus comportamentos, muitas vezes desnorteiam e apontam para desfechos inesperados. É como se atirássemos em algo e acertássemos em outro. E isso acontece porque, como ensinou Nicolau Maquiavel, temos a tendência de imaginar as coisas como queremos que  sejam e não como elas são. Por exemplo, não é incomum ocorrer frustrações em negócios provavelmente promissores, em previsões de economistas e videntes que dificilmente dão certo, em expectativas com relação a pessoas que pareciam uma coisa e reagiram de outro modo.
Evidentemente, as espirais ou constantes que vem e vão através dos fatos podem ser manipuladas, forjadas para apontar artificialmente em certas direções e, assim, manejar aspirações e sentimentos. Nesse aspecto se distingue o poder político, especialmente o governamental, que é capaz de forma eficiente de utilizar técnicas de manipulação e táticas de convencimento da opinião publica.
Campanhas são momentos privilegiados em que as técnicas e táticas se evidenciam com vigor. O marketing, então, se torna preciosa arte de construir imagens que agradem aos eleitores e marqueteiros ensinam candidatos a falar, a se expressar corporalmente, a se comportar e, sobretudo, a representar no palco iluminado da política.
No caso do PT, além de se orientar pelo marqueteiro funciona com seu próprio modo de ser e sempre utilizou as seguintes táticas: a mentira, a intimidação, a repetição como mantras de certas ideias como aquelas que denigrem o oponente, a atribuição aos outros dos próprios erros, o incitamento ao ódio entre ricos e pobres e entre negros e brancos, o posicionamento petista como único capaz de proteger e salvar os pobres e oprimidos. Enfim, petistas são maniqueístas: nós somos o bons, os demais são os ruins.
E tem as pesquisas usadas como táticas de campanha, que também podem induzir e confundir eleitores. Nesta eleição ficou evidente no primeiro turno que os grandes institutos erraram feio e muito. Naturalmente, eles se defendem, mas tudo indica que se confirmaram as palavras do ministro e estadista inglês de origem judaica, Disraeli: “a estatística é uma forma nobre de mentira”.
Façamos, então, um pequeno cálculo com relação ao primeiro turno para ver se o inglês tinha razão:
A última pesquisa IBOPE/TV Globo e Estadão de 04/10 mostrava o seguinte resultado:
Dilma 40%
Aécio 24%
Marina 21%
A pesquisa Datafolha/Jornal Folha de S. Paulo e TV Globo na mesma data apontava para:
Dilma, 40%
Aécio 24%
Marina 22%
Pois bem, 142.822.046 foi o total de votantes. 104.023.802 foram os votos válidos, ou seja, 38.798.244 brasileiros votaram em branco, anularam o voto ou se abstiveram de votar o que significa 27,17% dos votos válidos.
De acordo com os votos válidos, 104.023.802, tivemos a seguinte situação pelo TSE:
Dilma teve 43.267.668 votos, que representam 41,59% dos votos válidos.
Aécio teve 34.897.211 votos que representam 33,55% dos votos válidos.
Marina teve 22.176.619 votos que representam 21,32% dos votos válidos.
Tomando em consideração o total de votantes, 142.822.046, que é base de cálculo dos institutos de pesquisa teremos o seguinte resultado:
Dilma teve 43.267.668 votos que representam 30,29% do total de votos.
Aécio teve 34.897.211 votos, que representam 24,43% do total de votos.
Marina teve 22.176.619 dos votos que representam 15,53% do total dos votos.
Como se vê, as pesquisas erraram muito. Mas deixemos a aridez dos cálculos onde se utilizou a regra três e vejamos algumas notícias da economia:
O Estado de S. Paulo - 30/08/2014: investimento e indústria afundam e o Brasil entra em recessão.
O Estado de S. Paulo – 11/09/2014: prévia da FGV indica piora no emprego.
Folha de S. Paulo – 01/10/2014: economia do governo desaba para 10% da meta deste ano.
O Estado de S. Paulo – 09/10/2014: com a inflação tendo atingido 6,75% em doze meses o secretário de Política econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, recomendou ontem o seguinte: “os brasileiros tem uma série de outros produtos substitutos para a carne, como frangos e ovos, que vêm representando comportamento benigno este ano”.
Na Revolução Francesa a rainha Maria Antonieta mandou dar brioche ao povo que pedia pão e acabou guilhotinada. As espirais da história às vezes se repetem com outras formas e com sinais trocados, mas sempre com a mesma essência humana. A presidente/candidata que se cuide.
13 de outubro de 2014
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

A COMISSÃO TRILATERAL


 
Clube Bilderberg o CFR (Conselho de Relações Internacionais) são, sem dúvida, as instituições na sombra do Poder mais importantes que existem, mas também a Comissão Trilateral, uma entidade pouco conhecida, desempena um papel fundamental no esquema de implantação da Nova Ordem Mundial e em sua vontade de conquista global.

A Comissão Trilateral foi criada em 1973 e seu fundador e principal incentivador foi David Rockefeller, por muito tempo presidente do Chase Manhattan Bank, instituição controlada pela família Rockefeller. O primeiro encontro da Comissão Trilateral ocorreu em Tóquio nos dias 21 a 23 de outubro de 1973. Sessenta e cinco pessoas pertenciam ao grupo Americano, das quais 35 tinham relações estreitas com o CFR.

Durante o primeiro ano e meio de existência, a Comissão produziu seis relatórios, denominados "Informativos do Triângulo". Esses relatórios converteram-se no selo característico da Comissão e têm servido como diretrizes do desenvolvimento de seus planos e como antena para avaliar a opinião do público: dois deles no Encontro de Tóquio de outubro de 1973, três no Encontro de Bruxelas em junho de 1974 e um no Encontro de Washington de dezembro de 1974.

Gary Allen, no The Rockefeller File, publicado em 1975, escreveu o seguinte: "Se os documentos do Triângulo são indicativos de algo, podemos dizer que existem quatro eixos principais no controle da economia mundial: o primeiro na direção de criar um sistema monetário mundial renovado", algo já realizado; "o segundo, na direção da pilhagem dos nossos recursos para uma ulterior radicalização das nações espoliadas", também já conseguido, considerando que Rockefeller e companhia enviaram bilhões de dólares em tecnologia americana à URSS e à China como requisito do futuro Governo Mundial Único e seu monopólio; "o terceiro, na direção de explorar a crise energética para exercer um maior controle internacional", também já conseguido, com o temor de escassez energética, os movimentos de defesa do meio ambiente e a guerra do Iraque.

O congressista Larry McDonald, em seu prólogo ao livro de Gary Allen escreveu: "Esta é uma exposição concisa, e que provoca calafrios, do que certamente foi a história mais importante do nosso tempo: a idéia dos Rockefeller e seus aliados de criar um Governo Mundial Único que combine o supercapitalismo e o comunismo sob um mesmo teto, tudo sob o controle deles (...) os Rockefeller e seus aliados passaram pelo menos 50 tudo sob o controle deles (...) os Rockefeller e seus aliados passaram pelo menos 50 anos seguindo um cuidadoso plano para controlar os EUA e o resto do mundo aumentando o seu poder político através do seu poder econômico".

A Comissão Trilateral - exclusivamente dedicada a tornar realidade a visão de ordem mundial de David Rockefeller, de conseguir a uniformidade ideológica do mundo - está composta pelas três regiões-chave em nível comercial e estratégico do planeta: América do Norte, Japão e Europa Ocidental. Holly Sklar afirma em The Trilateral Commission e Elite Planning for World Management, 1980, que "seu propósito é dirigir a interdependência global entre essas três grandes regiões, de maneira a que os ricos defendam os interesses do capitalismo ocidental num mundo explosivo, provavelmente desanimando o protecionismo, o nacionalismo e qualquer outra resposta que possa colocar a elite contra a elite". Por sua vez, Paul Volker, membro da Trilateral e ex-presidente do Federal Reserve, declarou-o mais claramente: "O nível de vida do americano médio deve diminuir".

Rockefeller introduziu pela primeira vez a idéia da Comissão Trilateral num Encontro do Clube Bilderberg em Knokke, Bélgica, na primavera de 1972, depois de haver lido o livro Between Two Ages, escrito pelo professor Zbigniew Brzezinski, da Universidade Columbia. O livro coincidia com a visão de Rockefeller de que "as pessoas, os governos e as economias de todas as nações devem servir às necessidades dos bancos e das empresas multinacionais".

Dois meses mais tarde, em julho de 1972, David Rockefeller, membro do Clube Bilderberg e presidente do CFR, cedeu sua residência de Pocantico Hills, nos arredores de Nova York, para servir como quartel-general dos primeiros encontros organizativos da Comissão Trilateral. Propósito aparente da Trilateral foi "criar e manter a associação entre as classes dirigentes da América do Norte, da Europa Ocidental e do Japão" porque, segundo os dirigentes da Trilateral, "o público e os líderes da maior parte dos países continuam vivendo num universo mental que já não existe, um mundo de nações separadas, e tem (...) dificuldades para pensar em (...) perspectivas globais".

A Comissão Trilateral é composta por presidentes, embaixadores, secretários de Estado, investidores de Wall Street, banqueiros internacionais, executivos de fundações, advogados de lobbies, líderes militares da OTAN e do Pentágono, ricos industriais, dirigentes de sindicatos, magnatas dos meios de comunicação, reitores e importantes professores de universidades, senadores e congressistas, assim como empreendedores endinheirados, alguns em atividades, outros aposentados. Holly Sklar acrescenta que "a participação de representantes de trabalhadores ajuda a controlar o isolamento popular e a reduzir a distância que separa os membros da Trilateral das massas de gente comum".

A diferença entre o Clube Bilderberg e a Comissão Trilateral é que o Clube, muito mais antigo, limita-se aos membros da OTAN, ou seja, EUA, Europa Ocidental e Canadá. Atualmente, com a ampliação da União Européia e da OTAN, os ex-presidentes dos países do Pacto de Varsóvia estão sendo admitidos no Clube.

O senador Barry Goldwater em seu livro With no Apologies, qualificou a Comissão Trilateral de "a última conspiração internacional de David Rockefeller", e acrescentou: "Seu objetivo é consolidar, na esfera multinacional, os interesses comerciais e financeiros das grandes empresas através do controle da política do governo dos EUA (...) David Rockefeller e Zibigniew Brzezinski encontraram em Jimmy Carter seu candidato ideal. Eles o apoiaram em sua designação e em sua presidência". Efetivamente, a candidatura Carter tinha só 4% de apoio do Partido Democrata e, da noite para o dia, ele, o homem da Geórgia, converteu-se no candidato à presidência."Para conseguir isso, mobilizaram o dinheiro necessário batendo à porta dos banqueiros de Wall Street, obtiveram a influência intelectual da comunidade acadêmica - sempre dependente do dinheiro das grandes fundações isentas de impostos - e deram ordens aos meios de comunicação membros do CFR e da Trilateral". Deve ser assinalado que Jimmy Carter havia sido um dos fundadores da Comissão Trilateral.

A figura de Jimmy Carter foi construída da mesma forma que fizeram com Ford, Mitterrand, Felipe Gonzalez, Clinton, Karzai, etc. Tanto John Kerry como George W. Bush pertencem à mesma combinação de associações: o CFR e o Clube Bilderberg e, portanto, não importa quem ganhe, pois o verdadeiro poder continua sempre nas mãos dos adeptos da globalização, que são guiados por uma única missão chamada Governo Mundial Único.

Desde a sua fundação, essa tríade globalizadora chamada Comissão Trilateral trabalha para ver o fim da soberania dos EUA. Vejamos algumas citações extraídas do livro Between Two Ages, de Brzezinski: na página 72, ele escreveuque "O marxismo é simultaneamente uma vitória do homem ativo sobre o homem passivo, da razão sobre a crença". Na página 83 afirma: "O marxismo, disseminado popularmente em forma de comunismo, representa o maior avanço na habilidade do homem para conceituar sua relação com o mundo". E na página 123 encontramos: "O marxismo proporciona a melhor compreensão da realidade contemporânea".

Na primeira parte de seu livro The Insiders: 1979 -The Carter's Years, John McManus, da The John Birch Society (uma organização dedicada a restaurar e preservar a liberdade que defende a Constituição dos EUA) escreve: "Em nenhum lugar diz o senhor Brzezinski a seus leitores que o marxismo 'na forma de comunismo', que ele elogia, foi responsável pelo assassinato de aproximadamente 100 milhões de seres humanos durante o Século XX, pela escravidão de outro bilhão e pela necessidade, privação e desespero de todos os seus cidadãos, à exceção de uns poucos criminosos que dirigiram as nações comunistas".

Finalmente, Brzezinski, na antepenúltima página de seu livro, nos conta o significado de tudo isso. O objetivo da Comissão Trilateral é "conseguir o Governo Mundial".

Enquanto muitos biógrafos, através de meias verdades e mentiras completas, têm falado da fabulosa riqueza da família Rockefeller e de seu praticamente ilimitado poder econômico e político que, segundo a propaganda oficial, se ocupa em alimentar os famintos dos países do Terceiro Mundo, em educar os pobres através de uma miríade de benevolentes fundações e sociedades, e na construção da infraestrutura das nações subdesenvolvidas e devastadas pelas guerras, muito poucos autores apresentaram um aspecto importante da família Rockefeller: o fomento do monopólio, com o estabelecimento de fundações para ganhar poder sobre os cidadãos americanos e, finalmente, subjugar a todos pelo poder da ditadura mundial, unindo o mundo sob o estandarte de um Governo Mundial.

Também há muito os paralelismos entre os Rockefeller e os russos tenham sido suprimidos, o maior segredo de todos, o de que o financiamento da revolução bolchevique foi proporcionado pelos supercapitalistas americanos, continua enterrado porque a família Rockefeller, através de suas organizações - o CFR, o Clube Bilderberg e a Comissão Trilateral, etc. - possui os principais meios de comunicação e as empresas editoriais dos EUA. Anthony Sutton, em Wall Street and the Bolchevik Revolution (Arlington House, 1974), explica: "Nada praticamente foi escrito sobre a estreita relação que tiveram, no passado, os Rockefller com seus supostos arqui-inimigos, os comunistas. Existiu uma aliança contínua, embora escondida, entre os capitalistas e os revolucionários socialistas em benefício mútuo". Sutton documentou a insidiosa traição da elite americana dos arquimilionários, entre os quais encontravam-se John D. Rockefeller e os banqueiros de Wall Street, ao financiar a revolução e o governo mais brutal de todos os tempos. Gary Allen, no Rockefeller File, 1976, faz eco às descobertas de Sutton, quando afirma: "E o mais surpreendente é a quantidade de provas públicas que existem a respeito".

Gary Allen, no citado livro, pergunta: por que multimilionários como os Rockefeller financiam e colaboram com alguns comunistas e marxistas que juraram publicamente acabar com eles? As vantagens dos comunistas são óbvias, porém quais benefícios obteria o Ocidente com tudo isso? A palavra mágica é "monopólio", "um monopólio que abarca tudo, não apenas o controle do governo, o sistema monetário e todas as propriedades, mas também o monopólio que, com as empresas com que emula, se autoperpetua e é eterno".

E prossegue Gary Allen: "Enquanto o objetivo de J. P, Morgan era o monopólio e o controle da indústria, no final do Século XIX, J. D. Rockefeller, a alma mater de Wall Street, entendeu que a melhor maneira de conseguir um monopólio não removível era por via geopolítica, fazendo com que a sociedade trabalhasse em favor dos monopolistas com a desculpa do interesse público".

Frederick C. Howe explica em Confessions of a Monopolist (1906) como funciona a estratégia na prática: "Estas são as regras dos grandes negócios: consiga um monopólio e faça com que a sociedade trabalhe para você. Enquanto acreditamos que os revolucionários e os capitalistas internacionais estão às turras, deixamos de ver um ponto crucial (...) a associação entre o capitalismo monopolista internacional e o socialismo revolucionário para um benefício mútuo".

Um diabólico plano dos banqueiros para controlar pelos bastidores o socialismo internacional, desenvolvido no início do Século XX, foi financiado por Andrew Carnegie, da Fundação Carnegie, hoje sob o controle do Clube Bilderberg. Esses financistas internacionais, apolíticos e amorais, conforme explica Anthony Sutton em Wall Street and the Bolshevik Revolution, capítulo XI, "buscavam mercados que pudessem explorar monopolisticamente sem medo de competição". Sutton não deixa pedra sobre pedra quando afirma que em 1917 os banqueiros colocaram seu olhar sobre a Rússia, seu "escolhido mercado cativo".

O objetivo do plano, escreve Jennings C. Wise em Woodrow Wilson: Disciple of Revolution, Nova York, Paisley Press, 1938, página 45, era unificar os"financistas e os socialistas internacionais num movimento que desse lugar à formação de uma liga (a Liga das Nações, precursora da ONU) para reforçar a paz (...) e controlar as organizações governamentais e assim encontrar um remédio para todas as enfermidades políticas da humanidade". Quantos milhões morrera nesse processo? A palavra-chave é: monopólio. Pensem simplesmente na antiga União Soviética, onde o Estado controlava e supervisionava tudo.

Não faz falta dizer que para "garantir a paz" é necessário o pré-requisito da guerra, o que tornava necessária a Revolução Bolchevique. O gigantesco mercado russo deveria converter-se em um mercado cativo e numa colônia a ser explorada por alguns poucos financistas americanos e suas empresas. O que não podiam conseguir a Comissão Interestadual de Comércio e a Comissão Federal de Comércio nos EUA, podia ser obtido por um governo socialista no estrangeiro, com o apoio e os incentivos de Wall Street e Washington D. C.

Segundo uma testemunha do Congresso dos EUA (U.S. Senate, Congressional Record, outubro de 1919) o apoio financeiro de John D. Rockefeller a Lênin e Trotski provocou a fracassada Revolução Comunista de 1905. Essa afirmação foi feita em público pelo banqueiro investidor da família Rockefeller e presidente da empresa de investimentos de Nova York, Kuhn, Loeb & CO., o jesuíta Jacob Schiff, também fundador do Federal Reserve, sem cuja influência a Revolução Bolchevique nunca teria tido êxito. Na primavera de 1917, Jacob Schiff começou a financiar Trotski com o propósito de que a Revolução Socialista na Rússia prosperasse. O surpreendente é que esses documentos foram encontrados em mais de um expediente do Departamento de Estado dos EUA (861.00/5339).

O documento mais importante data de 13 de novembro de 1918. Um outro documento demonstra que esse mesmo Jacob Schiff, da Kuhn, Loeb & CO. também havia financiado secretamente os japoneses em sua guerra contra a Rússia.

Um outro fato inusitado é que o emissário pessoal de John D. Rockefeller, George Kennan, evidentemente financiado por ele, passou vinte anos promovendo a atividade revolucionária contra o Czar da Rússia, de acordo com o livro Rape of the Constituition: Death of Freedom, de Gyeorgos C. Hatonn.Tehachapi, Califórnia, América West Publishers, 1990.

Quando a revolução de 1905 fracassou, os banqueiros reagiram. No livro acima citado, Gyeorgios C. Hatonn explica como Lênin "foi mantido" na Suíça até 1907, fora de perigo, e Trotski "foi levado para os EUA, onde viveu, sem pagar aluguel, em uma propriedade da Standard Oil, em Bayonne, Nova Jersey". "Em 1917, ao ser expulso da Espanha, novamente Trotski e toda a sua família cruzaram o Atlântico e desembarcaram em Nova York em 13 de janeiro de 1917".

Em 1916, quando o Czar abdicou, Trotski, com 10 mil dólares recebidos de Rockefeller, deixou Nova York em 16 de março de 1917 junto com 300 revolucionários comunistas de Nova York, viajou para a Rússia. Rockefeller teve o cuidado de mandar um comunista norte-americano - Lincoln Steffens - junto com Trotski, para assegurar-se de que voltaria são e salvo à Rússia.

Por que o implacável John D. Rockefeller apoiou Trotski? Porque Trotski, o revolucionário bolchevista, advogava "a revolução e a ditadura mundial, sua uniformidade ideológica e seu compromisso com o internacionalismo liberal.

“Os bolchevistas e os banqueiros tinham, então, algo em comum: o internacionalismo", uma vez que as finanças internacionais têm, também, os mesmos objetivos comuns: a erradicação dos poderes descentralizados, muito mais difíceis de controlar e o estabelecimento de um Governo Mundial, um monopólio de Poder que se perpetue no tempo.

Graças a outras obras impressionantes de Anthony Sutton, as provas da implicação dos Rockefeller na "organização, patrocínio e apoio à Revolução Bolchevique são tão numerosas e avassaladoras que simplesmente não admitem discussão" (Gary Allen, The Rockefeller File, capítulo 9: Building the Big Red Machine). "Para os Rockefeller, o socialismo não é um sistema para redistribuir a riqueza (e muito menos para redistribuir sua própria riqueza), mas sim um sistema para controlar as pessoas e a competição. O socialismo coloca todo o Poder nas mãos do governo. Como os Rockefeller controlam os governos, isso significa que eles têm o controle. O fato de você não saber não significa que eles não saibam!" (Idem).

Como curiosidade: Trotski se casaria depois com a filha de um dos banqueiros mais ricos, Jivotovski, que também respaldou a Revolução Bolchevique.

Em 1926, após os bolcheviques terem tomado o Poder na Rússia, a Standard Oil de Nova York, de Rockefeller, e sua subsidiária, a Vacuum Oil Company, através do Chase National Bank (esse banco, de Rockefeller, desempenhou um papel fundamental na fundação da Câmara de Comércio Russo-Americana em 1922, sob a direção de Reeve Schley, vice-presidente do Chase National Bank) fechou um acordo para vender petróleo soviético nos países europeus. Como parte do preço do acordo, John D. Rockefeller havia feito um empréstimo de 75 milhões de dólares aos bolcheviques. Como resultado desse pacto, "em 1927, o sócio secreto da União Soviética, a Standard Oil de Nova York, construiu uma refinaria de petróleo na União soviética". "Portanto, John D. Rockefeller", conclui Gary Allen em seu livro acima mencionado, "o caudilho do capitalismo, ajudou na recuperação da economia bolchevique", embora o governo dos EUA só tenha reconhecido oficialmente o Estado soviético em 1933. Ou seja, os Rockefeller, ricos e influentes, colaboraram com o regime soviético assassino explicitamente contra a Lei de seu país.

Finalmente, 200 membros da Comissão Trilateral estiveram reunidos durante vários dias no final de março de 1993 em Washington. Nesse Encontro discutiram e concordaram com a criação de um Novo Exército Mundial e com a soberania das Nações Unidas nas decisões políticas de imigração dos Estados individuais. Durante a noite de 28 de março, seus representantes jantaram com funcionários-chave do governo americano e apresentaram suas "recomendações". No dia seguinte, fizeram o mesmo durante o café da manhã com Bill Clinton, segundo uma informação publicada, em junho de 1993, pelo site do New World Order Intelligence Update, de Toronto. Esse encontro-chave aplainou o caminho para a Conferência do Milênio das Nações Unidas, que ocorreu em setembro de 2000 e, surpreendentemente, recebeu pouca atenção dos meios de comunicação.

Uma das propostas mais sinistras, que nunca havia sido feita, foi a de estabelecer um exército permanente da ONU, instalações para suas tropas e a criação de uma unidade de Inteligência operacional. Apesar dos meios de comunicação de massa não terem dado importância a isso, segundo o artigo Who Really Runs the World", de Richard Greaves, a proposta era de uma capacidade militar suficiente "para derrubar qualquer governo nacional que não tratasse seu povo em conformidade com os critérios da ONU sobre Direitos Humanos e Justiça Social", palavras-chave que os adeptos da globalização usam para referir-se à diminuição de liberdades individuais e ao maior controle que deveriam exercer as Nações Unidas. Nenhuma Nação será capaz de trabalhar por conta própria nem ser independente, porque a independência será vendida às massas como a incapacidade de um governo para tratar seu povo de acordo com os critérios da ONU.

Os membros do Clube Bilderberg, por sua vez, planejam usar, como passo intermediário,  a ONU, como Polícia Global com o propósito de corroer ainda mais a independência e a soberania nacionais na Europa. Em um site da Internet, as linhas gerais do projeto são explicadas. Essa propaganda promocional diz que é de fundamental importância para os que querem a globalização que a Áustria, Suíça, Finlândia e Irlanda concordem em participar da força da União Européia, pois isso lhes permitiria adquirir uma condição melhor que a de observadores da UE ou membros da Sociedade para a Paz da OTAN, sem comprometer-se completamente com a defesa coletiva e pôr em perigo o seu status de neutralidade.

Trata-se, uma vez mais, de outro passo em direção ao Governo Mundial Único. A Áustria destinou cerca de 2 mil soldados para "Missões de Paz" da ONU; a Finlândia, 2 mil; a Suécia 1500; e a Irlanda, mil.

Concluindo, uma citação do clérigo do Século XIX, Edwin H. Chapin: "Aqui e ali, no transcurso do tempo, sempre existiu um indivíduo que se levanta e projeta sua sombra sobre o mundo".

Finalmente, como vocês, cidadãos comuns não-comunistas, banqueiros, executivos e industriais se sentem ao saber que os EUA financiaram e ajudaram a construir o imponente Poder dos soviéticos, o Estado comunista que assassinou cerca de 100 milhões de seus cidadãos? E que o poder oculto responsável por isso era a família número um de banqueiros dos EUA que representa os ideais da sociedade capitalista? Que os EUA transferiram para a União Soviética, secretamente, a tecnologia mais sofisticada e cara do momento para com isso criar um inimigo visível que justificasse os novos métodos de coerção e terror e agora fazem o mesmo com a China, às expensas de seus próprios compatriotas? E enquanto se fortalece o inimigo, assusta-se a população dizendo-lhe que a cooperação é necessária porque sem acordos bilaterais "o inimigo" nos atacará!

Fonte: - A Verdadeira História do Clube Bilderberg, Daniel Estulin, editora Planeta, 2005

13 de outubro de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

VIRADA EM MINAS GERAIS!

MULTIDÃO DÁ ABRAÇO SIMBÓLICO À PRAÇA DA LIBERDADE EM BELO HORIZONTE EM ATO DE APOIO A AÉCIO DE NEVES.

O senador eleito e campeão de votos Antonio Anastasia representou Aécio Neves, que neste sábado esteve em Recife, Pernambuco, onde recebeu o apoio da família de Eduardo Campos. (Fotos de Bruno Magalhãos/Coligação Muda Brasil) - Para ver mais fotos clique AQUI
A Praça da Liberdade, um dos principais cartões postais de Belo Horizonte e palco histórico de inúmeras manifestações políticas na capital, amanheceu colorida de verde e amarelo, neste sábado (11/10), na mais ampla mobilização espontânea em apoio à candidatura de Aécio Neves à Presidência da República. Cerca de 10 mil pessoas ocuparam todo o entorno da praça.
 
Envolvidos por enormes bandeiras do Brasil, balões coloridos e muita música, os participantes do movimento, incluindo crianças, jovens, idosos compareceram à Praça da Liberdade, motivados por um único sentimento: o grande desejo de mudança nos rumos do país.
A confiança de que a eleição de Aécio Neves representa essa transformação tomou conta de todos os pontos da praça, com inúmeras manifestações de indignação pelas mais recentes denúncias de corrupção na Petrobras.
 
Abraço simbólico em torno da Praça da Liberdade reuniu milhares de pessoas
Em um dos momentos mais emocionantes, os manifestantes deram as mãos e, cantando o Hino Nacional, deram um abraço simbólico na Praça, enquanto soltavam balões azuis e amarelos.
 
Presente no grande encontro, o ex-governador de Minas, Antonio Anastasia, senador eleito com 57% da preferência dos mineiros (5.102.987 de votos), comentou que a participação de voluntários, de pessoas que querem trabalhar pela candidatura, é fundamental nesta reta final.
 
“Estamos a duas semanas da eleição e a candidatura de Aécio cresce em todo o Brasil, principalmente em Belo Horizonte. É uma bela mobilização espontânea porque estamos otimistas, animados e sabemos que Aécio vencerá para fazer um governo pela ética, pela eficiência que o Brasil precisa para os próximos anos. Esta corrupção lamentavelmente está contaminando o país. Vamos fazer um governo com resultado e devolver ao Brasil e aos brasileiros qualidade de vida e bons serviços públicos”, afirmou Anastasia.

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PESQUISA ISTOÉ/SENSUS DE POIS DO PETROLÃO

PESQUISA ISTOÉ/SENSUS DEPOIS DA EXPLOSÃO DO PETROLÃO: ÁECIO DISPARA COM 58,8%. DILMA TEM 41,2%. TUCANO JÁ ACUMULA DIFERENÇA DE 17,6%.



Primeira pesquisa ISTOÉ\Sensus realizada depois do primeiro turno da sucessão presidencial mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff com 41,2%.

Uma diferença de 17,6 pontos percentuais. O levantamento feito entre a quarta-feira 7 e o sábado 10 é o primeiro a captar parte dos efeitos provocados pelas revelações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o detalhamento do esquema de corrupção na estatal.

“Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%.

A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%. “O tamanho da rejeição à candidatura de Dilma, torna praticamente impossível a reeleição da presidenta”, diz Guedes. A pesquisa também capta, segundo o diretor do Sensus, os apoios políticos que Aécio recebeu durante a semana, entre eles o do PSB, PV e PPS.
 
As 2000 entrevistas feitas em 24 Estados e 136 municípios mostra que houve uma migração do eleitorado à candidatura tucana mais rápida do que as manifestações oficiais dos líderes políticos. No levantamento sobre o total dos votos, Aécio soma 52,4%, Dilma 36,7% e os indecisos, brancos e nulos são 11%, tudo com margem de erro de 2,2% e índice de confiança de 95%.

Nos votos espontâneos, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor, Aécio soma 52,1%, Dilma fica 35,4% e os indecisos são 12,6%. “A analise de todos esses dados permite afirmar que onda a favor de Aécio detectada nas duas semanas que antecederam o primeiro turno continua muito forte”, diz Guedes. O tucano, segundo a pesquisa ISTOÉ\Sensus, vence em todas as regiões do País, menos no Nordeste.

No PSDB, a expectativa é a de que a diferença a favor de Dilma no Nordeste caia nas próximas pesquisas, principalmente em Pernambuco, na Bahia e no Ceará.
Em Pernambuco devido o engajamento da família de Eduardo Campos na campanha, oficializado na manhã do sábado 10.
Na Bahia em função da presença mais forte do prefeito de Salvador, ACM Neto, no palanque tucano. E, no Ceará, com a participação do senador eleito Tasso Jereissati.
 
Além da vantagem regional, Aécio, de acordo com o levantamento, supera Dilma em todas as categorias socioeconômicas, o que, segundo a análise de Guedes, indica que a estratégia petista de apostar na divisão do País entre pobres e ricos não tem dado resultado.
 
PESQUISA ISTOÉ - Sensus
 
Realização – Sensus
Registro na Justiça Eleitoral – BR-01076/2014
Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 Estados e 136 municípios do País
Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural
Campo – de 07 a 10 de Outubro de 2014
Margem de erro - +/- 2,2%

Confiança – 95%

12 de outubro de 2014
in aluizio amorim

OS EUA E O NOVO "TRÁFICO NEGREIRO" NO NORTE DO BRASIL

 


Agentes da DEA (Agência de Controle de Drogas dos Estados Unidos), trabalhando em conjunto com autoridades peruanas, produziram relatórios recentes comprovando, por meio de escutas, o envolvimento de policiais locais com máfias peruanas, equatorianas e bolivianas, dedicadas ao transporte ilegal de emigrantes africanos e haitianos para o Brasil.

Vinda de diferentes países, e por caminhos também variados, até Epitaciolandia ou Brasileia, no Acre, a imigração haitiana e africana no Brasil é uma questão humanitária, mas também geopolítica, econômica e estratégica.

Ao contrário de refugiados sírios e iraquianos, que, ameaçados de morte, fome e estupro, não tem como pagar um avião, os haitianos ou africanos que chegam por aqui, gastam, somente com “coiotes”, entre 15.000 e 18.000 reais cada um.

DRENAGEM DE DÓLARES

Por essa razão, ao não combater e não desestimular,  rigorosamente, esse fluxo, o governo brasileiro está incentivando a drenagem de milhões de dólares da economia de nações extremamente pobres, não para o nosso país, mas para as mãos de agentes corruptos e traficantes do Equador e do Peru, da Bolívia e do Brasil.

Justificando a intervenção de agentes norte-americanos em nossas fronteiras, e a própria imigração ilegal de países como a Bolívia e o Peru. Fortalecendo, assim, o faturamento, o funcionamento, não apenas desse moderno tráfico negreiro, mas também a produção, transporte e venda de drogas, já que – como demonstra a investigação da DEA – os mesmos criminosos que atravessam cocaína na fronteira, o fazem com haitianos e imigrantes asiáticos e africanos.

Com os 6.000 dólares obtidos com a escravização de sua família para agiotas, durante meses ou anos, em sua cidade de origem – uma pequena fortuna entregue a ”coyotes”, apenas para chegar ao Brasil – um haitiano, um cabo-verdiano, um senegalês, poderia montar pequeno negócio artesanal ou agrícola em seu próprio país, e dar ocupação e renda a membros de sua   família.

VIAGEM SEM VOLTA

Aplicado em uma viagem sem volta, esse capital se evapora em poucos dias, sem oferecer nenhum benefício ou segurança no destino.
Cinquenta mil pessoas já passaram pela rota que, saindo da África ou das Antilhas, passa pela República Dominicana, Espanha, o Panamá, o Equador, o Peru e a Bolívia para chegar ao Brasil.

Centenas se amontoam, como gado,  todos os dias, na fronteira, e muitos já podem ser vistos, deambulando, sem destino, pelas ruas de várias cidades  brasileiras. São tratados como escravos no caminho e no Brasil, devido à sua condição de ilegais, estão sujeitos a todo tipo de exploração.

Quanto tempo vai levar até que, pressionada pelo tráfico,  e recrutada e treinada antes mesmo de entrar em nosso território, parte deles comece a ser usada como “mulas”? Ou se organize, em redes, para introduzir e vender drogas dentro do Brasil ?

12 de outubro de 2014
Mauro Santayana
(Hoje em Dia)

DILMA E PT VETAM PERGUNTAS, E FOLHA DESISTE DE DEBATE

        

A Folha decidiu sair da organização do debate presidencial que estava preparando em conjunto com o SBT, UOL e rádio Jovem Pan. A decisão foi tomada após a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) anunciar que não aceitaria a presença de jornalistas fazendo perguntas aos candidatos.

“Os debates são muito engessados por imposição da Lei Eleitoral e dos próprios candidatos.
As regras impostas já vetam o direito à réplica para jornalistas. Agora, querem dar um passo atrás e proibir também as perguntas dos jornalistas.
Nesse caso, para a Folha, fica sem sentido organizar um evento sobre o qual não terá nenhuma influência para representar os direitos e interesses de seus leitores”, diz o editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila.

A campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB) também não queria inicialmente a participação de jornalistas fazendo perguntas. Essa posição foi apresentada em reunião na tarde da última terça-feira (7). No dia seguinte, o tucano recuou e afirmou que aceitaria um bloco no qual os candidatos responderiam perguntas de jornalistas escolhidos por Folha, UOL, SBT e Jovem Pan.

PT RECUSA

A mudança de posição de Aécio foi informada ao comando da candidatura de Dilma, que se propôs a novamente analisar o assunto. Nesta sexta-feira (10), entretanto, a campanha petista informou que não desejaria mesmo as perguntas de jornalistas. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, explicou a posição do partido:
“O debate no segundo turno deve ser entre os candidatos, um contra o outro; se for para fazer perguntas de jornalistas, é melhor fazer uma entrevista, como a presidente tem feito”.

O debate no SBT será realizado no dia 16 de outubro, uma quinta-feira, às 18h, um horário diferente dos encontros promovidos pelas outras emissoras, que são sempre mais tarde, no final da noite.
O portal UOL, empresa do Grupo Folha, continua participando do evento e deve fazer a transmissão ao vivo, pela internet. A Jovem Pan também vai transmitir o som do debate no dia 16.

O formato do encontro será tradicional, sem espaço para surpresas. Cada candidato terá tempo fixo para fazer perguntas, réplicas e tréplicas. O moderador será o jornalista Carlos Nascimento, do SBT, a quem caberá apenas o controle dos tempos de Dilma e de Aécio, sem autorização para emitir juízos de valor a respeito do conteúdo do encontro.

OUTROS DEBATES

Além do debate no SBT, há outros três encontros entre os presidenciáveis previstos. O primeiro será no dia 14, na Bandeirantes. Depois, no dia 19, na Record.
O último será na Globo, dia 24. Em nenhum deles será permitida a participação de jornalistas fazendo perguntas.
No evento promovido pela TV Globo, as campanhas de Dilma e de Aécio aceitaram que um dos blocos seja com perguntas de eleitores indecisos selecionados pela emissora.

USAR RECURSOS ILÍCITOS EM CAMPANHA É MOTIVO PARA ANULAR VITÓRIA EM ELEIÇÃO?

           


Questão jurídica nova, relevante e de alta indagação, surge a partir do momento em que vieram a público, ainda que não inteiramente completas, as revelações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, que afirmaram, perante o Juiz Federal de Curitiba, que a campanha presidencial de 2010 foi abastecida com recursos ilícitos provenientes de contratos com a Petrobras e entregues ao PT e demais partidos políticos coligados à época. Tanto é o suficiente para considerar anulável aquele pleito presidencial, mesmo já passados perto de quatro anos.

O que se afirma é tão surpreendente quanto inédito na história eleitoral do país, sem que perca a base jurídica, de fato e de Direito, que a sustenta. O raciocínio é simples, lógico e não demanda dos juristas esforço mental para sua exposição e conclusão.

O Código Eleitoral Brasileiro (Lei 4737, de 15.6.1965, com as alterações nele introduzidas posteriormente, inclusive após a Constituição Federal de 1988), dispõe no artigo 222 que “É também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o artigo 237, ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei”.

ANULÁVEL

Tem-se, pois, que uma eleição para a qual foi empregado processo-meio de propaganda ou captação de sufrágios (leia-se: campanha) proibido por lei, tanto já é o bastante para que a mesma eleição seja anulável. A lei não diz que a eleição é nula, mas anulável.

Este artigo 222 remete ao artigo 237 do mesmo Código Eleitoral, ao mencionar o “uso de meios de que trata o artigo 237″, como causa, também, ensejadora da anulação de uma eleição, ou votação, que são palavras sinônimas, neste caso. Então, vamos ler o que diz este artigo 237: “A interferência do poder econômico e o desvio ou abuso de poder da autoridade, em desfavor da liberdade do voto, serão coibidos e punidos”.

Indaga-se: ter abastecido o PT e demais partidos coligados, na campanha-propaganda das eleições de 2010, com recursos ilicitamente obtidos em contratos com a Petrobras não constitui “processo de propaganda ou captação de sufrágios vedados por lei”?. E ainda: também não representa a “interferência do poder econômico e o desvio ou abuso da autoridade, em desfavor da liberdade do voto”?

CÓDIGO ELEITORAL

Registre-se que o mesmo Código Eleitoral Brasileiro é cogente e imperativo ao afirmar que “Toda propaganda eleitoral será realizada sob a responsabilidade dos partidos, e por eles paga” (artigo 241).

As revelações daqueles dois (Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef), que são mais do que revelações e constituem-se confissões, põem a descoberto o que, até então, era desconhecido.
Ou seja, a captação de recursos ilícitos para aquela campanha presidencial, o que o Código Eleitoral Brasileiro proíbe e possibilita a anulação daquele pleito, senão todo o pleito, ao menos no tocante à presidência da República, em que Dilma saiu vitoriosa.

A questão da prescrição parece superada, porque ainda não consumada. Os delitos não foram cometidos tão longe no tempo. São até recentes. Mas ainda que fossem, o prazo prescricional passa a contar da data em que o(s) crime(s) foram descoberto(s), visto que, até então, estavam ocultados do eleitorado brasileiro.
E somente nesta semana de Outubro de 2014 é que os delitos foram tornados públicos. E delitos de natureza permanente, enquanto não vindos à tona. Delitos de ordem pública e que vitimaram perto de 200 milhões de brasileiros.

Conclusão: até mesmo a eleição de Dilma, em 2010, pode ser anulada, com o seu despojamento do cargo que ocupou e, consequentemente, a também anulação de todos os atos presidenciais por Dilma praticados e assinados. Parece loucura, mas não é não. Basta confrontar os fatos, agora denunciados, com o Código Eleitoral Brasileiro.

12 de outubro de 2014
Jorge Béja

NOVAS DENÚNCIAS AGITAM A CPI DA PETROBRAS

 


 
Partidos de oposição na Câmara e no Senado devem começar, na próxima semana, articulações para tentar marcar uma reunião de emergência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga negócios ilícitos na Petrobras.
Ainda sem data para o encontro, que deve ocorrer em Brasília, parlamentares oposicionistas retomarão as tentativas por mais informações da Justiça, após o vazamento do depoimento do ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, à Justiça Federal do Paraná, confirmando suspeitas levantadas pelo colegiado.

“Estamos tentando uma agenda e, evidentemente, conseguir a cópia do depoimento. Foi uma comprovação e o testemunho mais forte para o processo”, afirmou o líder do DEM na Câmara, deputado Mendonça Filho (PE).  Segundo ele, a oposição ainda não definiu a estratégia, mas vai tentar a convocação da CPMI, mesmo com quorum ainda comprometido pelo segundo turno das eleições.

No audio liberado pela Justiça do Paraná, Paulo Roberto Costa afirmou que as empresas contratadas como fornecedoras da Petrobras tinham de pagar 3% do valor do contrato como propina e que, parte desse dinheiro, era direcionada para dirigentes do PT, PMDB e PP

PT RECLAMA

Em entrevista à Agência Brasil, o ex-líder do PT na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS), reagiu às denúncias. Fontana reafirmou declarações feitas desde a instalação da CPMI. À época, ele acusou a oposição de fazer uma “movimentação grosseiramente eleitoral”.
O parlamentar lembrou que as investigações envolvendo a estatal já estavam sendo conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Também sem antecipar estratégias, Fontana adiantou que os aliados trabalharão para impedir a marcação da reunião de emergência.

“O ex-diretor da Petrobras é claramente um criminoso, corrompido e que participou de um conjunto de ilícitos e ilegalidades. Agora, faz delação premiada. A utilização pré-eleitoral da delação é algo inaceitável e precisa ser duramente criticado. Evidentemente, faremos tudo que está ao nosso alcance para evitar essa exploração dirigida contra nossa candidata”, declarou o deputado do PT.

Ontem, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, divulgou nota repudiando as declarações do ex-diretor da Petrobras, classificando-as de “caluniosas”.  
Líder do PMDB, o deputado Eduardo Cunha (RJ), um dos mais cotados para assumir a  presidência da Casa, admitiu que a delação premiada “causa preocupação na campanha da candidata do PT”.

Ele manteve a posição de que todas as informações sobre os crimes de corrupção na estatal sejam públicas. “Temos de mostrar quem são os verdadeiros denunciados, quais as provas e se, efetivamente, tiveram participação nesse mar de lama da Petrobras”, ressaltou.

Procurados pela Agência Brasil, o presidente e o relator da CPMI da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e deputado Marco Maia (PT-RS),  não retornaram até a publicação da matéria. Também não retornaram o líder do PT na Câmara e o vice-presidente da Casa, deputados Vicentinho (SP) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).
 
13 de outubro de 2014Carolina Gonçalves
Agência Brasil 

CONGRESSO MUMIFICADO


Charge O Tempo 08/10
 
12 de outubro de 2014