"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

DILMA DUVIDA DA VEJA E PEDE ACESSO A DETALHES DE DENÚNCIAS DO EX-DIRETOR DA PETROBRAS



Dilma alega que a revista Veja “não dá provas, não diz fatos”.
 
A presidente Dilma Rousseff quer ter acesso a detalhes das denúncias de que integrantes do governo foram citados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em depoimento prestado na Polícia Federal (PF). Domingo (7), a presidente pediu que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, solicitasse informações oficiais sobre as declarações de Costa, que foi preso na Operação Lava Jato, da PF, e é acusado de receber propina.

“Pedi ao José Eduardo que fizesse ofício à Polícia Federal perguntando se ela pode nos informar quem é funcionário do governo, agente político, enfim, quem é do Executivo que está envolvido nisso, para a gente poder tomar providência”, disse Dilma nesta tarde, em entrevista no Palácio da Alvorada.
 
Segundo a presidente, a resposta não foi suficiente, nem definitiva e, por esse motivo, o próximo passo será pedir ao Ministério Público (MP). “Se o MP também não [puder nos passar os dados], nós vamos perguntar para o Supremo”, informou Dilma.
 
O envolvimento de políticos em um esquema de propina na Petrobras foi noticiado em reportagem da revista Veja desta semana, segundo a qual o ex-diretor da estatal citou nomes de parlamentares, de um ministro e de ex-governadores com participação em um esquema irregular de negócios da petrolífera com outras empresas. De acordo com a revista, Costa fez um acordo de delação premiada com a PF, que permite a redução da pena para quem colabora com as investigações.
 
EU QUERO SABER…
 
“[Sobre] o problema dentro da Petrobras, nós estamos sabendo que está sendo investigado”, disse a presidenta. “Agora falaram que tem um problema no governo. Eu quero saber quem, como, quando, onde e que problema, porque aí eu posso tomar as medidas cabíveis”, ressaltou Dilma.

Ela evitou comentar nomes de pessoas incluídas na denúncia de Costa, argumentando que precisa saber se eles estão citados “de fato no processo”. A presidente disse que a revista “não dá provas, não diz fatos”. “Eu não quero ‘dizem’, quero fatos e comprovações”, explicou.
 
Dilma destacou que não pretende atrapalhar as investigações e lembrou que o próprio vazamento do depoimento pode causar anulação do processo. “Eu quero, sem prejuízo da investigação, que me digam. [..] não é [algo] trivial, é [sobre] o governo brasileiro. Então tem de avisar para a gente.
Tem de dizer: ‘olha, estou investigando, e o indício é esse’. Se quiser que a gente não fale, a gente não fala. Mas a gente toma providência”, afirmou.

10 de setembro de 2014
Paulo Victor Chagas
Agência Brasil

NOVO PRESIDENTE DO STJ ATACA NEPOTISMO, MAS SUA BIOGRAFIA O CONTRADIZ

  

Falcão, que ataca o nepotismo, e a mulher Ana, que foi agraciada

O novo presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Francisco Falcão, empossado na última segunda-feira, foi logo demitindo a nora de um ministro e o filho da cozinheira de outro.
Promete uma revolução no STJ, pois submeterá à filtragem da Polícia Federal os nomes de candidatos a vagas na corte. As novas indicações de magistrados para o STJ dependerão dessa “ficha limpa” a ser atestada por PF, Abin e Conselho Nacional de Justiça.
 
Falcão pretende também acelerar processos contra governadores, desembargadores e conselheiros de Tribunais de Contas que estão parados no STJ.
 
Para identificar casos de nepotismo, todos os servidores serão recadastrados. Essas notícias são auspiciosas, mas poucos lembram que Falcão tem experiência em nepotismo. Sua mulher, Ana Elizabeth Bezerra de Melo Paraguai, foi nomeada em 2009 assessora técnica da Consultoria Técnica da Secretaria de Estado de Articulação Governamental, em Brasília. A repercussão foi tão negativa que o governador José Maranhão anulou a nomeação.
 
Além da esposa, o ministro, que é de uma família paraibana, também mantinha um filho na folha do gabinete do então senador Roberto Cavalcanti, proprietário do Correio da Paraíba, e réu em processos no STJ.
 
Em entrevista a Frederico Vasconcelos e Severino Motta, da Folha, Falcão fala de seus planos para moralizar o tribunal, mas esses problemas familiares ficaram de fora da matéria.
 
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Folha – Quais serão suas prioridades na presidência do STJ?
Francisco Falcão - Vamos priorizar o julgamento de recursos repetitivos. Quero julgar casos em que os brasileiros mais demandam à Justiça. São ações contra bancos, operadoras de telefonia e concessionárias de serviços públicos. Além disso, vamos fazer uma parceria com o procurador-geral da República para priorizar o andamento de inquéritos e julgamento de ações penais contra governadores, desembargadores e conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais. Tem muita coisa parada. Vamos fazer uma limpeza.
 
Os processos de governadores não podem abrir uma crise entre Judiciário e Executivo?
Ninguém vai escolher o que vai julgar. Nós vamos dar celeridade aos processos, principalmente as ações penais. Isso não é nenhuma caça às bruxas. É cumprir o dever. Processo penal tem que ser o primeiro a ser julgado.
 
Qual será a atuação do grupo de juízes que o sr. trouxe do Conselho Nacional de Justiça?
É uma tropa de elite que veio da Corregedoria para trabalhar na assessoria direta do presidente. Alguns são do tempo da Eliana Calmon. O novo secretário de controle interno do STJ será uma pessoa de confiança do presidente do TCU. Acho que nunca houve isso em tribunal nenhum. Quero ele para dizer se o que a gente vai fazer está errado. É uma prevenção.
 
Como o sr. tratará a questão do nepotismo no STJ?
Assim que assumi, descobri casos de parentes de ministros e já demiti os servidores. Um era nepotismo mesmo, era a nora de um colega. Em outro caso não era parentesco, mas era uma safadeza. Um ministro colocou o filho da cozinheira num cargo em comissão. Para evitar novos casos, farei com que todos os servidores passem por um recadastramento. Vão assinar um formulário para dizer que não têm parente até o terceiro grau com nenhum ministro, diretor ou servidor.
 
Outra situação é aquela que Eliana Calmon chamava de “filhotismo”: filhos de ministros e ex-ministros que tentam usar essa influência para beneficiar clientes…
Filho de ministro não pode atuar na Turma em que o pai é magistrado. Agora, você não pode impedir que o filho do ministro atue em outra Turma. Eu tenho um filho que advoga. Ele é maior de idade. Se eu disser para ele, “a partir de amanhã você não advoga mais no STJ”, ele pode se recusar. Eu vou fazer o quê? Entrar com ação contra ele? Isso a OAB vai ter que disciplinar.
 
O sr. falou em limitar viagens de ministros. Como fará isso?
Assinamos uma resolução determinando que compete ao presidente do STJ representar o tribunal em eventos. Poderá delegar ao vice-presidente essa representação. Se ele não puder, delegará ao corregedor. Havendo impossibilidade do corregedor, poderá se delegar a um ministro. Ele viajará só na classe executiva e não poderá levar a mulher. A mulher é por conta dele. E a viagem vai para o Portal da Transparência.
 
10 de setembro de 2014
Carlos Newton

AÉCIO SOBRE A RESPONSABILIDADE DE DILMA NO MENSALÃO DA PETROBRAS: O POVO BRASILEIRO NÃO ACEITA MAIS OUVIR "EU NÃO SABIA"


 
O candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, disse nesta terça-feira (9) que a presidente Dilma Rousseff dizer que não sabia de eventual corrupção na Petrobras é uma "desculpa que não serve mais aos brasileiros".

Aécio deu a declaração em Goiânia, onde participou de ato de campanha. Ele foi questionado por jornalistas sobre as denúncias do ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, segundo quem havia pagamento de propina para políticos e autoridades do governo em um esquema que beneficiava contratos de fornecedores da Petrobras. "Não dá para a presidente Dilma voltar a dizer que não sabia. Essa desculpa não serve mais ao povo brasileiro", disse Aécio.
 
Segundo o candidato, a oposição já denuncia problemas na Petrobras desde o ano passado. "A gente começou a denunciar irregularidades na estatal e o governo dizia que a gente queria denegrir a imagem da principal empresa publica brasileira. Hoje vemos que um grupo político se apropriou da Petrobras para fazer negócios, que tinham como consequência manter o PT no governo. Isso precisa ser investigado", afirmou.

O candidato afirma que pretende reformular a empresa para evitar novas fraudes. "A minha proposta é a de devolver a Petrobras aos brasileiros, isso em todas as empresas públicas. Farei uma intervenção em todas elas", afirmou, sem destacar quais mudanças seriam essas. Aécio voltou a afirmar, a exemplo do que tem feito em atos de campanha, que a presidente Dilma vai perder as eleições. 

"O PT vai perder essas eleições, essa é a minha convicção. Eles não têm mais condições de permanecer no poder. Por isso queremos uma retomada de valores e que salve a economia brasileira. A situação que vivemos hoje, com corrupção e volta da inflação, só mostra a inexperiência da presidente Dilma", disse.

(G1)

A INCÓGNITA MARIA DA SELVA

Por que Marina Silva não assume que é contra o modelo atual do pré-sal? Para não perder votos no Rio de Janeiro e entre os ambientalistas?
 https://www.youtube.com/watch?v=yFDEHn0SV8M&feature=player_embedded

Em entrevista ao Roda Viva, em 2009, Marina Silva foi muito clara em manifestar a sua opinião sobre o pré-sal: não é prioridade, é energia fóssil e não deve ser o futuro das fontes de energia para o país. Mas esta não foi a sua única manifestação. 

Ao UOL, ela deu uma entrevista, em junho de 2010, com o mesmo teor, mas manifestando a sua contrariedade quanto ao modelo de partilha dos royalties e a falta de cálculo dos custos ambientais, citando o desastre ecológico do Golfo do México.  

Neste vídeo, em entrevista para a TV Cultura, Marina manifesta claramente que é contra o modelo de distribuição dos royalties, que, segundo ela, "não foi o melhor", pois a distribuição deveria ser "equânime" entre todos os estados. 

Além disso, Marina, em entrevista a Rádio CBN, em maio de 2010, propôs usar os royalties da exploração de petróleo na camada do pré-sal para manter a Previdência Social nas próximas décadas. Na oportunidade, reafirmou que a distribuição dos royalties não deve ficar apenas com os estados produtores. “Os produtores devem ser valorizados, mas riquezas devem ser compartilhadas por todo o país”. 

Outra declaração tipicamente marinista dada em viagem ao Tocantins, dizendo que o pré-sal deve contribuir para o fim do pré-sal: “Temos que sair do mal necessário para o bem desejável, que são as energias limpas, renováveis, seguras. Vamos ter que sair da idade dos combustíveis fósseis não por falta deles, é porque temos que produzir a energia do século 21, a energia da crise ambiental global que pode destruir o planeta”. 

 Por fim, já em outubro de 2013, Marina Silva deixou claro sobre como irá frear o desenvolvimento do pré-sal, da mesma forma que freou o desenvolvimento energético e do agronegócio quando foi ministra: pelo travamento do licenciamento ambiental. Disse ela ao Roda Viva:
 
“As empresas vão começar a operar sem os devidos requerimentos para evitar desastres”, afirmou Marina, lembrando do grande vazamento de óleo ocorrido no Golfo do México em 2010. Previsto pela Lei 9.966, de 2000, o Plano Nacional de Contingência (PNC) ainda está sob avaliação da Presidência da República, de acordo com o Ministério de Minas e Energia.
 
10 de setembro de 2014
coroneLeaks 

DILMA QUIS FUGIR DO DEBATE NA GLOBO


 
Segundo o Radar Online, da Veja, na reunião em que os representantes dos partidos e a cúpula de jornalismo da Globo definiram as regras do debate presidencial na emissora, o PT tentou melar a data acordada para o evento. O representante petista Albino Castro disse que o partido não aceitava a noite de 2 de outubro para a realização do debate. Não queria, explicou, que o último ato da campanha eleitoral fosse na Globo. Os representantes dos outros seis partidos convidados não consideraram isso um problema. E o debate foi mantido para o dia 2.

DELAÇÃO NÃO RIMA COM ILAÇÃO (RIMAR ATÉ QUE RIMA, EMBORA OS SIGNIFICADOS SEJAM BEM DISSONANTES)


 
O delator em busca de um prêmio, que no limite máximo é a liberdade plena, não brinca em serviço. As regras são claras: as denúncias deverão vir acompanhadas de provas documentais, testemunhais ou de informações que possam levar a cúmplices e a outros criminosos. 

O ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, pelo que foi apreendido pela PF, possui todas as informações organizadas. Uma verdadeira contabilidade de bilhões não contabilizados. Planilhas, número de contas bancárias, até mesmo recibos ou comprovantes de depósitos. Certamente também está oferecendo informações sobre os "laranjas" que representavam os corruptos beneficiados pelo Mensalão da Petrobras, para que a PF chegue aos verdadeiros culpados.

O prêmio pela delação não é automático. É ao final que o juiz, de posse de todas as informações, analisa o grau de colaboração oferecida pelo réu para só então avaliar a redução ou eliminação da pena a que originalmente o delator estaria sujeito. Desta forma, não existe enrolação ou ilação, como gosta de dizer o PT e a Dilma para desqualificar quem os acusa. Depois de iniciado o processo, não há mais porque fazer chantagem, pois só a verdade passível de comprovação será considerada pelo magistrado.

Da forma como houve o vazamento para a revista Veja, ele não deve ter saído da PF ou do MP. Provavelmente saiu do próprio Paulo Roberto Costa, por meio da sua advogada ou familiares, para que o assunto fique em evidência, valorizando a delação. Assim sendo, é natural que o vazamento continue, cada vez com provas mais robustas, para que não exista chance de que o governo petista e o STF aparelhado venham a arquivar o caso. Não será surpresa alguma se na próxima edição da Veja tenhamos provas documentais contra as mais altas figuras do governo do PT. As mais altas mesmo! Vamos aguardar, porque delação não rima com ilação. Mas pode mudar eleição. 

AINDA SEM O IMPACTO DO MENSALÃO DA PETROBRAS, PESQUISA MOSTRA POUCAS OSCILAÇÕES NO QUADRO ELEITORAL



 
Nova pesquisa de intenções de voto das eleições presidenciais, divulgada nesta terça-feira (9) pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), feita pelo instituto MDA, mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) isolada na liderança no primeiro turno e empatada com a candidata do PSB, Marina Silva, no segundo turno. 

Ambas cresceram no primeiro turno em relação à pesquisa anterior da MDA, divulgada no último dia 27, mas o crescimento maior ainda foi de Marina –embora a ex-senadora não tenha aparecido empatada com Dilma neste levantamento, como ocorreu com recentes pesquisas do Datafolha e Ibope. 

Dilma interrompeu uma oscilação negativa e subiu de 34,2% das intenções de voto para 38,1%, no primeiro turno. Já Marina manteve trajetória ascendente e foi de 28,2% para 33,5% das intenções de voto. O tucano Aécio Neves surge na terceira colocação da disputa: ele oscilou de 16% para 14,7%.
Numa disputa no segundo turno entre Dilma e Marina, as intenções de voto da petista aumentaram, mas ela aparece empatada tecnicamente com a ex-ministra do Meio Ambiente. Na pesquisa anterior, a presidente tinha 37,8% e subiu para 42,7% nesta sondagem. Já Marina passou de 43,7% para 45,5%, oscilação dentro da margem de erro. 

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre os dias 5 e 7 de setembro e foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-00574/2014.

(Folha Poder)
 
10 de setembro de 2014
in coroneLeaks 

COORDENADOR DA CAMPANHA DE DILMA TEM UMA PASADENA PARA CHAMAR DE SUA



Ontem, este Blog chamava atenção para o fato de Miguel Rossetto, que deixa o ministério do Desenvolvimento Agrário para coordenar a campanha de Dilma, tinha seu nome citado na Operação Lava Jato. Faltou dizer que ele tem uma Pasadena para chamar de sua, conforme publicado hoje por Veja. É o mesmo esquema. Comprar uma unidade de produção por preço superfaturado. Leia abaixo:

Instalado pessoalmente pela presidente Dilma Rousseff na coordenação da campanha à reeleição, o petista Miguel Rossetto tinha o nome e o telefone celular anotados numa agenda apreendida pela Polícia Federal que pertencia ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que aceitou uma delação premiada para narrar como funcionava e quais políticos e partidos se beneficiaram do esquema de desvios de recursos da estatal. Os primeiros nomes foram revelados na edição desta semana de VEJA.

Hoje ministro do Desenvolvimento Agrário, cargo do qual estará afastado nos próximos trinta dias – ele tirou férias para atuar na campanha –, Rossetto sentava à mesa com Paulo Roberto nas reuniões de diretoria da Petrobras quando ocupava o posto de presidente da Petrobras Biocombustível (PetBio). Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as anotações se referem aos anos de 2012 e 2013. Questionado, Rossetto disse que mantinha apenas “relação de trabalho” com o operador do “petrolão”.

Na gestão de Rossetto, a subsidiária de biocombustíveis pagou, em 2009, 55 milhões de reais pela compra de metade da unidade da BSBios na cidade de Marialva, no Paraná, num negócio investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) pela supervalorização de 297,3%.
Dois meses antes, a BSBios havia comprado 100% desta mesma unidade por 37 milhões de reais. Dois anos depois, em 2011, também sob o comando de Rossetto, uma nova operação controversa: a Biocombustível desembolsou 200 milhões de reais por metade da refinaria de biocombustível de Passo Fundo (RS).
O Tribunal de Contas da União investiga se houve sobrepreço nas duas compras -- nas palavras dos próprios ministros da corte, podem ser consideradas ‘mini-Pasadenas’.

Em 2009, poucos meses após ter assumido a presidência da Petrobras Biocombustível, foram reveladas suspeitas de uso político de convênios do programa de biocombustível da empresa para favorecer cooperativas agrícolas ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST) e à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

Ex-vice-governador do Rio Grande do Sul na gestão Olívio Dutra (PT), Miguel Rossetto também enfrentou denúncias de que a antiga sede do PT gaúcho foi financiada com dinheiro de caixa 2. A suspeita veio à tona em 2001, durante o governo Dutra, e foi investigada na CPI da Segurança Pública, na Assembleia Legislativa do Estado. Sete anos depois, o caso voltou novamente à tona – desta vez a revelação de caixa dois na sede do PT foi feita mensaleiro José Dirceu, condenado por comandar o mensalão.

Questionada nesta segunda-feira sobre se a chegada de Rossetto representava mudanças na campanha depois das revelações feitas por VEJA, Dilma afirmou: "Ele é uma pessoa de altíssima qualidade. É muito próximo a mim".

10 de setembro de 2014
in coroneLeaks

PT LANÇA CAMPANHA DO PLEBISCITO DA CONSTITUINTE. UM GOLPE DE ESTADO COMUNISTA COM O APOIO DA DILMA


Dilma aparece em foto apoiando o plebiscito golpista em site do PT
Com o estranho silêncio da grande imprensa o PT iniciou nesta segunda-feira um movimento golpista, tipicamente bolivariano, ou seja, a coleta de assinaturas para conseguir levar adiante um plebiscito da Constituinte. Trata-se de um ardil do Foro de São Paulo que objetiva implantar uma tal de “reforma política”, que vislumbra, na verdade rasgar a Constituição de 1988 em vigência, para no seu lugar cravar uma nova, como aconteceu na Venezuela, jogando a pá de cal sobre a democracia e a liberdade, para transformar o Brasil numa república comunista bolivariana, pasmem, com o bovino consentimento do povo brasileiro! 
Em boa hora, artigo do escritor Flávio Quintela no site Mídia Sem Máscara, faz um alerta importante. Já escrevi sobre isso aqui no blog, mas a grande imprensa brasileira em sua maioria controlada pelos esbirros do PT e pela da turma da Marina Silva, silencia.
Leiam:
 
Começou na segunda-feira uma ação coordenada em todo o Brasil por um movimento que se intitula Plebiscito Constituinte. Com uma roupagem patriótica, uma comunicação feita nas cores da bandeira brasileira e um apelo à juventude que foi às ruas em junho de 2013, esse movimento tenta viabilizar algo que há muito vem sendo considerado pelo atual governo e por todo o PT como uma peça-chave para a supressão do Estado Democrático de Direito: uma Constituinte para modificar o sistema político brasileiro. Essa aberração foi sugerida pela primeira vez pela própria presidente Dilma Rousseff em seu pronunciamento de 24 de junho de 2013.
 
A ideia vai ao encontro das práticas bolivarianas usadas com sucesso para destruir as democracias vizinhas, como a da Venezuela. A substituição da democracia representativa pela chamada “democracia direta” tem sido a forma mais eficiente de corroer o jogo democrático usando suas próprias regras. Ao contrário do que diz o dito popular, a voz do povo não é a voz de Deus, e nunca foi.
 
Legislar por meio de plebiscitos é algo inviável, principalmente em um país com as dimensões do Brasil. A massa popular é muito mais manipulável que algumas centenas de parlamentares, e a legitimidade de uma consulta popular só é, na aparência, maior que a de uma decisão votada no Legislativo.

Ou seja, para a maioria da população, participar de um plebiscito soa como a coisa mais democrática possível, uma vez que essa mesma maioria não consegue enxergar que sua opinião está sendo moldada e manipulada pelo grupo que ocupa o poder – e, com ele, a maior máquina de propaganda já vista na história brasileira.
 
Mas voltemos ao tal movimento, que está neste momento colhendo apoio nas ruas. É encabeçado por organizações de esquerda e extrema-esquerda, entre as quais o PT, o PCdoB, a CUT e dezenas de sindicatos.
O objetivo final do movimento é forçar a convocação de uma Constituinte exclusiva para modificar os artigos constitucionais que regem o sistema político brasileiro.
Hoje, a única maneira de se fazer isso é através de uma emenda constitucional, que por sua vez requer maioria absoluta nas votações das duas casas do Legislativo. Numa Constituinte, só é preciso conseguir maioria simples.

Esse fato, mais o clima de pressão popular que tal Constituinte geraria no país, permitiria que o grupo capitaneado pelo PT aprovasse medidas como o financiamento público de campanha e o voto em lista fechada, além de possíveis aberrações como o fim da limitação de dois mandatos consecutivos, a inclusão na Constituição de mecanismos de participação popular, nos moldes do Decreto 8.243, e outras monstruosidades antidemocráticas.
 
A experiência nos diz que é sempre prudente desconfiar de quem quer mudar as regras do jogo.
Depois de 12 anos, pela primeira vez a chance de o candidato petista perder é maior que a de ganhar.

A população está deixando claro, diariamente, nas ruas, nas redes sociais, nas pesquisas, que não quer mais esse partido tomando conta do país.
E é justamente diante dessa revolta, dessa insatisfação, que está sendo proposta uma solução de ruptura, algo projetado e planejado para ser a tábua de salvação de um grupo político que está afundando. Esse plebiscito tem cheiro de golpe. E de golpe estamos cheios.

Do site Mídia Sem Máscara
 

TEM DE PRIVATIZAR A PETROBRAS E TODAS AS ESTATAIS QUE SÃO NINHOS DE CORRUPÇÃO E OFERECEM UM PÉSSIMO SERVIÇO À NAÇÃO

Vejam com atenção este vídeo (na revista Veja). A jornalista Joicy Hasselamann, de Veja, conversa com o jornalista Reinaldo Azevedo a respeito das repercussões de alta intensidade que dominam o momento político nacional a partir das graves denúncias do ex-diretor da Petrobras, Paulo Cesar Costa, formuladas durante seu depoimento perante o Ministério Público e a Polícia Federal, na condição de "delação premiada", e que foram objeto da reportagem-bomba de Veja desta semana.

Concordo com Reinaldo Azevedo. Tem de privatizar a Petrobras e demais estatais que se transformaram em usinas de corrupção drenando, via roubalheiras variads, bilhões dos cofres públicos, prejudicando de forma brutal o povo brasileiro.

Mas não é só isso. Toda essa roubalheira é operacionalizada pelo PT, sob o comando de Lula, com o objetivo de obter apoio ao projeto de poder do PT, ou seja, a implantação de um regime bolivariano nos moldes do que ocorreu na Venezuela, ou seja, o dinheiro público financiando um golpe de Estado!

No atual estágio econômico do Brasil não cabe mais nenhuma empresa estatal. Estatais são ninhos de roubalheiras. Aliás, nunca foram necessárias, mas empurrando bem, vamos dizerm, que há cerca de 50 anos, determinado momento, para deslanchar a economia o governos passados criaram as estatais. Ocorre que na atualidade hoje existem grande grupos multinacionais que um PIB maior do que o do Brasil.

Não cabe mais de jeito nenhum empresas estatais. Elas são na verdade os verdugos econômicos do povo brasileiro, porque se transformaram numa coisa só: centros de corrupção.

Para se ter uma ideia, o salário dos diretores da Petrobras, por exemplo, está em torno de R$ 70 mil mensais. E eles ainda acham pouco. 

É por isso que Lula e seus sequazes do PT defendem com unhas e dentes as estatais. Não querem largar de jeito nenhum a teta estatal onde mamam fartamente. 
 
10 de setembro de 2014
in aluizio amorim

O VERGONHOSO ESCÂNDALO DA PETROBRAS CADA VEZ MAIS PERTO DE EDUARDO CAMPOS


Eduardo Campos em uma de suas viagens de campanha à bordo do jatinho fantasma 
Faço a transcrição de post do blog do jornalista Reinaldo Azevedo, de Veja, que mostra que o santinho do pau oco de Pernambuco, morto no fatídico e misterioso acidente aéreo, passará à história com uma biografia digamos assim, que não combina com aquela que vem sendo a ele atribuída pela Marina Silva, sua enigmática companheira política até que o jatinho fantasma mergulhou num terreno baldio nos arredores de Santos, em São Paulo, sepultando muitos segredos.
Leiam:
 
Uma coisa enigmática: Marina Silva e assessor sorrindo durante o velório de Eduardo Campos.
Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras, vai depor na CPI mista na próxima quarta, dia 10. Ele tem muitas coisas a explicar, entre elas o fato de que morava num apartamento avaliado em R$ 7,5 milhões, que pertencia a uma offshore que, nitidamente, tem um laranja no Brasil (leia post). Mas há muito mais.
 
Segundo depoimento prestado por Cerveró à Justiça Federal do Paraná, informa o Estadão, foi Paulo Roberto Costa quem indicou os membros da comissão de licitação da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, uma das obras com evidências escancaradas de superfaturamento.

Não custa lembrar que, entre os beneficiários de propina, o engenheiro inclui justamente Eduardo Campos, que era, então, governador de Pernambuco.
 
A refinaria de Abreu e Lima, construída pela Petrobras, talvez seja um emblema da falta de limites da turma. Orçada inicialmente em US$ 2,5 bilhões, ela já custou, até agora, US$ 18 bilhões. Estima-se que o esquema a que pertenciam Costa e o doleiro Alberto Youssef tenha desviado, só nesse empreendimento, algo em torno de R$ 400 milhões.
 
Há mais: segundo informa O Globo, “Costa concedeu vantagens financeiras, dilatou prazos e suprimiu compromissos assumidos por Pernambuco num acordo firmado diretamente com Campos”.
Documentos obtidos pelo jornal revelam que Costa e Campos “assinaram um termo de adiantamento de tarifas da Petrobras ao Porto de Suape por conta do futuro uso do porto no transporte de produtos da refinaria Abreu e Lima, cuja inauguração está prevista para novembro”.
 
O jornal revela que “o termo foi assinado pelos dois em 18 de agosto de 2008 e cita repasses de R$ 475,7 milhões da estatal ao governo pernambucano.

Pernambuco descumpriu um termo de compromisso assinado no ano anterior, o que levou a um aditivo validado por Costa e Campos. A transação começou a ser investigada pela Controladoria-Geral da União em junho deste ano. Até agora, a estatal já repassou R$ 783 milhões a título de antecipação de tarifas.”
 
É impressionante como a Petrobras atuava — e talvez atue, vai saber — como se fosse mesmo um governo independente. A cada dia, fica mais claro por que o tal engenheiro preso havia arrolado Eduardo Campos como uma testemunha de defesa
 
Para encerrar, é bom não esquecer: à Polícia Federal e ao Ministério Público, Costa afirmou que esteve várias vezes com Lula, dando a entender que o ex-presidente da República sempre soube o que se passava por lá.

Do Blog do Reinaldo Azevedo

OS PETISTAS E A MARINA SILVA MENTEM TANTO QUE O DIA EM QUE DISSEREM UMA VERDADE NINGUÉM ACREDITARÁ



Leiam a matéria que segue abaixo do site da revista Veja, quando Dilma tenta dar um olé no Petrolão. No final a ‘Presidenta’ diz que “acha Marina Silva bem intencionada”.
Ora, só um idiota não vê que vencendo Marina Silva ou Dilma, tanto faz.

O Foro de São Paulo continuará dando as regras do jogo, até porque o PSB a barriga de alguel de Marina Silva, é um dos integrantes do Foro de São Paulo, a organização transnacional esquerdista fundada por Lula e Fidel Castro e que levou o nome de Foro de São Paulo por causa de seu primeiro congresso na capital paulista em 1990.
 
Em suma: a turma do PT e da Marina Silva mentem tanto que o dia que falarem eventualmente a verdade, ninguém mais acreditará.
 
Quem acredita nessa corja de embusteiros são os eleitores idiotas metidos a espertos mas que embarcam na canoa furada de um bando de rematados mentirosos. Neste caso cabe uma indagação: a ricaça Neca Setúbal, herdeira do Banco Itaú, marineira de primeira hora, convidaria a Marina Silva para administrar o seu banco? 
 
A montagem fotográfica acima diz tudo! Reparem o agora santinho de Pernambuco, Eduardo Campos, num alegre conchavo com Lula. Não é à toa o sorriso largo de ambos. Campos está incluído na lista dos gatunos da Petrobras! 
 
Os fatos estão aí escancarados. Só os estúpidos e mal intencionados votam na Dilma e na Marina Silva. 
Leiam o que diz Dilma:
 
Sem deixar muito claro que tipo de providência concreta tomou até agora desde que VEJA revelou nomes de parlamentares, governadores e um ministro citados como beneficiários do balcão de negócios montado na Petrobras, a presidente-candidata Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira que solicitou à Polícia Federal e ao Ministério Público a íntegra do depoimento à Polícia Federal do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
Preso em Curitiba, o delator do esquema de desvios na estatal aceitou acordo de delação premiada.

“Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso garantir que todas as sangrias estão estancadas”, disse a petista em sabatina do jornal O Estado de S. Paulo, no Palácio da Alvorada, em Brasília.
 
Dilma disse que “não tinha a menor ideia” das irregularidades que aconteciam dentro da empresa, reveladas na edição desta semana de VEJA – mas não negou as denúncias. Ela afirmou que “nunca houve desconfiança” sobre a gestão de Paulo Roberto, principalmente pelo fato de ele ser um servidor de carreira, e que o caso “não é típico” dos quadros da Petrobras.

Ela pediu informações à PF e ao Ministério Público e disse que já obteve posicionamento do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, citado por Costa como um dos beneficiados no esquema de corrupção.

“Ele deu as explicações para mim e por escrito e nega veementemente tais fatos. Mas eu tomei uma medida: determinei ao ministro José Eduardo Cardozo [Justiça] que fizesse um ofício à PF, porque se houver algum funcionário do governo, nós gostaríamos de ter acesso a essa informação para poder tomar todas as providências e tomar essas medidas baseadas em informações oficiais”, afirmou a presidente. 

“Os processos estão criptografados e dentro do cofre. Vazamento pode significar não validade das provas. Eu fiz o ofício ao procurador geral da República para ter essas informações."
 
APROXIMAÇÃO COM MARINA
 
Dilma também tentou amenizar as comparações que sua campanha fez entre a adversária Marina Silva (PSB) e os ex-presidentes Jânio Quadros e Fernando Collor de Melo – este último, aliado do governo petista. Mas manteve a mesma linha do discurso de terrorismo eleitoral contra a rival.

"Eu acho a Marina bem intencionada. Não estou fazendo uma comparação pessoal. A comparação com Jânio e Collor é que ambos governaram sem apoio. Quem acha que vai negociar com notáveis, que é possível governar sem partido, geralmente ocorre alguma coisa muito perigosa”, afirmou.

"Que o governo Collor não teve base de sustentação é um dado da história. Eu respeito o Collor, mas discordo das políticas. Por isso comecei falando que acho a Marina bem intencionada."

Do site de Veja

MARIDO DE MARINA SILVA RESPONDE PROCESSO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E ALDO REBELO MANTÉM ACUSAÇÃO NO "CASO DO MOGNO"


O texto que segue é uma reportagem da revista Época, desta semana, revelando que Fábio Vaz de Lima, marido de Marina Silva, é réu numa ação por improbidade administrativa, que se refere ao “Caso Usimar’.

Nesta mesma matéria Época também traz também detalhes do rumoroso caso das 6 mil toras de Mogno, cujos detalhes revelei aqui no blog, que foi denunciado pelo então líder do governo na Câmara, o deputado Alto Rebelo, atual ministro do Esporte da Dilma, em plenário, durante os debates sobre a votação do Código Florestal. Alo Rebelo acusou o marido de Marina Silva de ter fraudado contrabando de madeira no Acre.
 
Em sua reportagem, Época procurou Aldo Rebelo indagando se ele retirava a denúncia. Aldo não retirou.
Leiam:
 
Marina Silva e seu marido Fábio Vaz de Lima, que pediu exoneração do cargo de secretário do governo do PT do Acre, depois que Marina tornou-se candidata presidencial. (Foto: época)
Fábio Vaz de Lima, marido da ex-senadora, ex-ministra e candidata à Presidência da República Marina Silva, é réu numa ação civil por improbidade administrativa. A ação tramita na 6ª Vara da Justiça Federal, em São Luís, capital do Maranhão. Conhecido e noticiado como “Caso Usimar”, o processo, número 2001.37.00.008085-6, está, neste momento, com o juiz federal Jorge Ferraz de Oliveira Junior. O último registro eletrônico no site da 6ª Vara Federal diz que os autos estão conclusos para decisão desde o último dia 5 de maio.
 
Vaz e outros 18 réus foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por ter aprovado, em 14 de dezembro de 2000, um projeto da Usimar Componentes Automotivos no Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Segundo a denúncia, o projeto, que nunca saiu do papel, resultou num prejuízo de R$ 44,15 milhões.
A ação tramita na Justiça desde dezembro de 2001. Já subiu para o Supremo Tribunal Federal – mas, em 2008, a ministra Cármen Lúcia mandou que retornasse à 6ª Vara, onde está até hoje, 13 anos depois de começar, à espera de julgamento.
Vaz foi procurado por ÉPOCA, direta e indiretamente. Não quis falar até o fechamento desta reportagem.
No dia 20 de agosto, quando Marina se declarou candidata a presidente no lugar de Eduardo Campos, Vaz deu uma entrevista ao blog do jornalista Altino Machado, de Rio Branco, capital do Acre. Machado perguntou sobre o Caso Usimar. Vaz respondeu: “Infelizmente, colocaram meu nome de maneira indevida, pois naquela reunião do Conselho Deliberativo da Sudam eu participava apenas como ouvinte. Não votei, pois não era titular e nem suplente do Conselho Deliberativo. Estou pagando caro por um erro que não cometi”.
 
CASO MISTERIOSO

Na ata da reunião da Sudam – onde 19 conselheiros tinham direito a voto –, o nome dele aparece como um dos 18 nomes que deram aprovação ao projeto da Usimar. Apenas um voto foi contundentemente contra – do então superintendente da Receita Federal para a Região Norte, João Tostes Netto, hoje secretário estadual da Fazenda no Pará.
Num voto estritamente técnico, Tostes elencou diversas irregularidades que, no seu entendimento, não deveriam permitir a aprovação. Vaz estava na reunião da Sudam, em São Luís, representando oficialmente o então governador do Acre, Jorge Viana (PT), do qual era subsecretário.
Viana e seu suplente, o secretário de Planejamento Gilberto Siqueira, não puderam comparecer. “Fui deslocado para São Luís de maneira inesperada”, disse. “Viajei uma noite toda, cheguei no final da manhã, mas atrasado para a reunião da Sudam. Por ter assinado a lista de presença, acredito que meu nome foi colocado na ata, depois não (me) ocorreu atenção de retificar.” Vaz responde a processo porque seu nome aparece na ata – e a Justiça decidirá sobre sua participação no episódio.
 
Vaz tem 49 anos e é pai de dois dos quatro filhos de Marina. Nascido em Santos, litoral paulista, foi para o Acre com 17 anos, em 1983. Enraizou-se, trabalhou na área agrícola e na militância social. Conheceu Marina na Universidade Federal do Acre. Juntaram os trapos em 1986, quando ela já se separara do primeiro marido.
Foram ambos do PT até 2009, quando Marina se desfiliou e entrou para o PV.
Embora tenha se desfiliado, Vaz nunca entrou para o PV ou outro partido. Também não se afastou dos governos petistas no Acre – onde trabalhou em cargos executivos de confiança durante quase 14 anos.
Só se afastou do governo de Tião Viana dois dias antes de Marina declararse candidata a presidente. Como secretário adjunto de Desenvolvimento Florestal, da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis, seu salário era de R$ 18 mil.

O casal tem uma outra chateação, além da que se amontoa na 6ª Vara Federal. Tem a ver com o hoje ministro de Esportes da presidente e candidata Dilma Rousseff, Aldo Rebelo. Na madrugada de 11 de maio de 2011, Aldo era só deputado federal, pelo PCdoB. Estava cercado de deputados, no plenário da Câmara Federal, todos tensos com a acirrada discussão sobre o Código Florestal, então acompanhada com lupa e Twitter por Marina. Disseram a Aldo, relator do projeto, que a ex-ministra postara um comentário  acusando-o de fraudar uma parte do texto em discussão (não era verdade).
Este é o vídeo da denúncia formulada pelo deputado Aldo Rebelo, durante votação do Código Florestal. Procurado agora pela reportagem de Época, Aldo manteve a denúncia.

Aldo explodiu (como o leitor curioso pode ver no YouTube). Dedo em riste, disse: “Quem fraudou contrabando de madeira foi o marido de Marina Silva, defendido por mim, nesta Casa, quando eu era líder do governo. Quando líder do governo, evitei o depoimento do marido de dona Marina”.

Ele se refere a uma denúncia feita em 2004, durante o primeiro governo Lula. Marina era ministra do Meio Ambiente. E Vaz – técnico agrícola, ongueiro e então secretário do já segundo governo Viana – passava pela chateação de ter sido acusado por irregularidades e corrupção no Ibama, órgão sob a coordenação de Marina. Publicadas na imprensa, as denúncias chamaram a atenção do deputado oposicionista Luiz Carlos Hauly, do PSDB do Paraná.
 
No requerimento 25/04, Hauly formalizou um convite para que o presidente do Ibama, Marcus Barroso Barros, dois outros comissionados do órgão e mais Vaz fossem prestar esclarecimentos na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC) da Câmara dos Deputados. Especificou o tema:

“Superfaturamento em contratações do Ibama, com recursos do BNDES”. ÉPOCA refez a tramitação do requerimento de Hauly e ouviu o áudio da reunião em que ele foi votado – está tudo on-line, no site da Câmara dos Deputados. Foi a sexta reunião ordinária da CFFC, em 12 de maio de 2004, presidida pelo deputado Antony Garotinho. Foi nela que atuou Aldo, então líder do governo petista.
 
A ata cita Hauly apresentando a convocação dos quatro e registra que o deputado João Magno (PT-MG) fez uso da palavra. No áudio, Magno pede a Hauly que só o presidente do Ibama fosse chamado. Depois das negociações, Hauly acatou.
Os quatro viraram um só: “Em votação, o requerimento foi aprovado por unanimidade com alteração: convidar somente o senhor Marcus Barroso Barros”. Vaz estava livre. Barroso Barros depôs em 16 de junho de 2004 – e o citou duas vezes. “Conheci o Fábio Vaz de Lima por ser esposo da ministra Marina Silva”, disse aos deputados da CFFC. “Não desconheço (sua) importância para a organização dos trabalhadores na criação de reservas extrativistas.”
 
ALDO REBELO MANTÉM ACUSAÇÃO
 
Depois da explosão de Aldo, naquele maio de 2011, Marina convocou uma entrevista coletiva para rebater as acusações contra seu marido. Disse que eram “falsas e levianas”, “cortina de fumaça para sair do debate do Código Florestal”. E representou ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel – processo 005422/2011-58. Pediu que fossem investigadas “as acusações proferidas pelo deputado Aldo Rebelo e todas as demais acusações delas derivadas veiculadas na imprensa desde então”, relativas a “supostas irregularidades ocorridas durante sua gestão no Ministério do Meio Ambiente, entre janeiro de 2003 e maio de 2008, que teriam beneficiado seu marido, Fábio de Lima”. Nem ela nem o marido processaram Aldo – nem ele retirou ou pediu desculpas pelo que disse.

Gurgel deu seu parecer dois anos depois – em 23 de julho de 2013, momento em que Marina lutava pela aprovação legal da Rede Sustentabilidade. É um parecer conclusivo: “Quanto às acusações feitas contra Fábio Vaz de Lima, não há um único elemento que confira foros de verossimilhança aos fatos mencionados pela imprensa. Determino o arquivamento dos autos”.

Marina traz o documento de três páginas e meia sempre à mão. Vaz ainda não esqueceu a madrugada em que Aldo o atacou. “A democracia não se faz com mentiras e atos torpes como ele fez”, disse. Na semana passada, ÉPOCA perguntou a Aldo, por meio de sua assessoria, se ele retirava o que disse. Não retirou.

Resta, ativo, o processo da 6ª Vara Federal. E, claro, a prosaica questão sobre como será chamado se Marina for a próxima presidente da República. Primeiro-cavalheiro, como recomendam alguns puristas? Ou primeiro-damo, como alguns já o chamam em tom de brincadeira?

Do site da revista Época
 
10 de setembro de 2014
in aluizio amorim

SUIÇA CONFIRMA: JÁ COMEÇARAM AS INVESTIGAÇÕES DAS CONTAS MILIONÁRIAS DOS GATUNOS DA PETROBRAS


PETROLÃO – O engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras: o delator começou a falar e deixa Lula, Dilma e Marina Silva desesperados.
O procurador-geral da Suíça, Michel Lauber, confirmou nesta segunda-feira, em Genebra, que a Justiça do país europeu continua investigando contas bancárias de pessoas ligadas à Petrobras. "A investigação está em andamento", declarou Lauber, sem informar nomes nem dar detalhes da apuração.
 
Em maio, a Justiça suíça entregou ao Brasil informações apontando que um colaborador do doleiro Alberto Youssef, pivô da Operação Lava-Jato, mantinha no país uma conta de 5 milhões de dólares – o dinheiro foi bloqueado.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o próximo alvo da Lava-Jato são empreiteiras que detêm contratos com a petroleira.
 
As investigações rastrearam repasses ao exterior realizados por uma subcontratada das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Outros depósitos partiram de empreiteiras com sede em Salvador (BA).
Já foi decretado o embargo de outros 23 milhões de dólares em 12 contas ligadas ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A Suíça abriu processo penal contra ele por lavagem de dinheiro.

 Em coletiva de imprensa, o presidente da Suíça, Didier Burkhalter, afirmou que as investigações sobre o caso vão continuar, independentemente das considerações políticas e eleitorais no Brasil que o caso possa ter: "Na Suíça há uma lei e se cumpre".

 
"Há uma colaboração judicial que está ocorrendo, e na Suíça existe uma separação de Poderes", disse Burkhalter. "A lei é aplicada sem levar em conta o contexto e não vamos mudar nossa política."
 
PETROLÃO
 
Preso em março pela Polícia Federal, Paulo Roberto Costa aceitou recentemente os termos de um acordo de delação premiada – e começou a falar, conforme revelou a edição desta semana de VEJA. No prédio da PF em Curitiba, ele vem sendo interrogado por delegados e procuradores – os detalhes dos depoimentos podem jogar o governo no centro de um escândalo de corrupção de proporções semelhantes às do mensalão. 
Os depoimentos são registrados em vídeo — na metade da semana passada, já havia pelo menos 42 horas de gravação. Paulo Roberto acusa uma verdadeira constelação de participar do esquema de corrupção.
 
Entre eles estão os presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA). Do Senado,  Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, e Romero Jucá (PMDB-RR), o eterno líder de qualquer governo.
Já no grupo de deputados figuram o petista Cândido Vaccarezza (SP) e João Pizzolatti (SC), um dos mais ativos integrantes da bancada do PP na casa. O ex-ministro das Cidades e ex-deputado Mario Negromonte, também do PP, é outro citado por Paulo Roberto como destinatário da propina.
Da lista de três “governadores” citados pelo ex-diretor, todos os políticos são de estados onde a Petrobras tem grandes projetos em curso: Sérgio Cabral (PMDB), ex-governador do Rio, Roseana Sarney (PMDB), atual governadora do Maranhão, e Eduardo Campos (PSB), ex-governador de Pernambuco e ex-candidato à Presidência da República morto no mês passado em um acidente aéreo.
 
Paulo Roberto também esmiúça a lógica que predominava na assinatura dos contratos bilionários da Petrobras – admitindo, pela primeira vez, que as empreiteiras contratadas pela companhia tinham, obrigatoriamente, que contribuir para um caixa paralelo cujo destino final eram partidos e políticos de diferentes partidos da base aliada do governo.
 
Sobre o PT, ele afirmou que o operador encarregado de fazer a ponte com o esquema era o tesoureiro nacional do partido, João Vaccari Neto, cujo nome já havia aparecido nas investigações como personagem de negócios suspeitos do doleiro Alberto Youssef.

Do site da revista Veja

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

                                           Os ladrões da Petrobras.


 
10 de setembro de 2014