"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

DO PT PARA O PT

 

AMIGOS, AMIGOS

 

COMPANHEIROS

 

O SEGUNDO LANCE DO FED

 
 
31 de janeiro de 2014
Editorial O Estadão

O SOL NA CABEÇA

Nestes tempos de muito calor, tempestades e milhares de raios, uma carioca da Gávea teve muita sorte porque lhe caiu na cabeça apenas um porco-espinho. A frase de Milton em O Paraíso Perdido tem valor universal, mas parece ter sido escrita para o Brasil deste verão tenso, pré-Copa do Mundo e eleições: a mente humana pode fazer do céu um inferno e do inferno um céu.

Comentando uma conferência budista, Alan Lighting escreveu: "Como cientista, acredito firmemente que os átomos e moléculas são reais e existem independentemente de nossas cabeças". Lighting observa, entretanto, que, enrascados na teia de 1,5 kg de neurônios, temos dificuldade de determinar o que é real. Constantemente, no esforço de representar o mundo, ignoramos dados essenciais ou inventamos algo que não está diante de nós.

Como todo mundo parece esperar alguma coisa em 2014, os rolezinhos foram recebidos com excitação e uma tonelada de interpretações. Racismo, luta de classes, desejo de entrar nos templos do consumo, cada um atirou para o lado, deixando de fora uma realidade que os americanos descrevem de forma direta e simples: boy meets girl. Como foi possível ignorar essa força elementar e fixar nos grandes traços políticos e sociológicos?

Em 2010, no Rio, houve de fato um rolezinho em que moradores de uma favela entraram num shopping e foram retirados por seguranças e forças policiais. Na época a esquerda oficial ignorou o episódio. Sérgio Cabral era o governador, em plena campanha de renovação do mandato, e o PT estava junto - são aliados antigos que até hoje hesitam diante da separação.

A morte de um jovem gay em São Paulo também foi interpretada com excessiva rapidez. Os militantes apostaram num assassinato homofóbico antes de concluídas as apurações.

Estamos entrando no período eleitoral. Os debates assumem tom apaixonado, a verdade naufraga como numa guerra.

No livro Mishima ou a Visão do Vazio, Marguerite Yourcenar faz uma observação sobre autores que estabelecem uma ligação da obra e vida de Mishima usando cabos, sem perceber que as conexões, nesse caso, são finos capilares. O pensamento militante costuma ter essa tendência: ligar com cabos uma realidade que emerge apenas através de delicados capilares.

O resultado disso é um debate enlouquecido, em que a raiva predomina. Recentemente disse pelo rádio que havia uma cela vermelha, com o n.º 13, na Papuda e que poderia abrigar os dirigentes do PT. Foi tomado como um insulto. Não tive outra saída senão mostrar a imagem da cela vermelha com o n.º 13. Aí o debate se deslocou para discutir se a cor era mesmo vermelha ou vinho. Limitei-me a lembrar que em outros idiomas o vinho tinto é chamado de vinho vermelho.

Imagens, que também são discutíveis, ajudam a criar um mínimo de consenso sobre o real. Dilma, em Davos, disse que o Brasil está preparado para a Copa. No mesmo dia passageiros da Gol forçaram a porta de emergência e protestaram em cima das asas do avião. Isso não quer dizer que Dilma estivesse mentindo em Davos. Mas a imagem nos conduz a uma reflexão sobre o nível de preparo do Brasil, alguns meses antes do evento.

No Rio, o vice-governador Pezão afirmou que o sistema de trens estava ganhando cada vez mais credibilidade. As imagens diziam o contrário: passageiros caminhando pelos trilhos, sufocados pelo calor, lamentando a degradação dos serviços.

Outro dia, tuiteiros do PT afirmaram que os presos de Pedrinhas não me deixaram entrar no presídio porque eu seria uma ave de mau agouro, sempre atrás de tragédias. Quem conhece crises penitenciárias sabe que a entrada ou não de alguém num presídio depende das autoridades, não dos presos. Os tuiteiros do PT viraram samurais eletrônicos da família Sarney. Que destino, bro!

Os debates, que se davam em baixo nível, devem cair mais na Copa e nas eleições. Toda a efervescência artificial do momento já revela o medo do desconhecido, dos desdobramentos incontroláveis que podem surgir da revolta popular. É preciso saber antes, interpretar antes, emplacar logo uma versão que resolva o único problema com que realmente vale a pena se preocupar: como continuar no poder. Se dependesse de mim, veria as coisas com calma e até um certo distanciamento. As emoções virão, não é preciso vivê-las antecipadamente.

Alguns problemas reais, como a crise argentina, estão passando ao largo. E podem ter repercussão aqui. O mesmo vale, em menor escala, para a crise na Venezuela. O fracasso de duas economias de peso na América Latina merece estar, creio eu, na ordem do dia. Lembro que, apesar de tudo, a Argentina vai crescer 2,8%, talvez um pouco mais que o próprio Brasil. O índice de crescimento não é tudo. O FMI olha com apreensão para a Argentina e é inevitável que as dificuldades hermanas tenham repercussão no nosso país.

É preciso ainda achar um espaço nessa batalha polifônica em torno do funk ostentação, de biografias de cantores, e discutir um rumo para um país que, a meu ver, já o perdeu com o esgotamento do modelo de puro estímulo ao consumo e coalizão presidencial fisiológica.

Um ocupante da casa do Big Brother fez pipi na piscina e se defendeu: "Quem não faz pipi na piscina?". Todos os que não fazem deveriam levar isso em conta. Há muitos fios soltos por aí, tão importantes para conhecer o País como o fenômeno dos rolezinhos, que na imaginação desvairada é o prenúncio do grande arrastão que descerá dos morros e da periferia.

Há 50 anos os militares tomavam o poder. Muitos dos sobreviventes já estão naquela idade em que chaves e óculos desaparecem com frequência, numa aparente conspiração para nos enganar. Discordo da afirmação budista de que o mundo é um produto da mente. Reconheço nele uma existência autônoma. Mas concordo com a tese de que tudo passa, tudo passará.

Eu me divirto com o reflexo dessa realidade essencial no desespero dos que querem o poder para sempre. Adoro vê-los rangendo bytes e pixels nos blogs envenenados. E a vida vindo em ondas, como o mar.

A CASA DA AMANTE


PUXAR O CABELO PARA SAIR DO CHÃO


FORMAS DE DEVANEIOS


 
31 de janeiro de 2014
Milton Hatoum, Estado de S. Paulo

GENTE FINA É OUTRA COISA

 

O Brasil inteiro viu a foto que ilustra este artigo. Ela mostra o instante em que nossa simpática presidente deixava, pela porta da frente, o Restaurante Eleven, que está entre os três de Portugal a merecer uma estrela no Michelin, guia gastronômico mais respeitado do mundo. Só para lhes dar uma ideia, entre todos os restaurantes do país, só 3 merecem a cobiçada estrela.
 
Dona Dilma, que acredita estar cercada por uma equipe de assessores competentes, imaginou que passeava incógnita. Nunca supôs que pudesse vir a ser fotografada. O espocar do flash há de ter causado pânico em toda a equipe de festivos cortesãos.
 
Há coisas que se fazem, há coisas que não se devem fazer. No Brasil, ao deixar um restaurante, é comum pedir que embalem pra viagem o que sobrou de comida. Faz parte dos costumes nacionais, por isso não espanta ninguém. Na China acontece o mesmo —chamam lá doggy bag, pacote pro cachorrinho.
 
Já na Europa, essa prática não é comum. Digo que não é comum para ser delicado — na verdade, é impensável. Não passa pela cabeça de ninguém levar restos para casa. Seria ressentido como uma confissão de penúria.
 
Em restaurantes, tampouco se usa comprar bebida pra viagem. Lojas especializadas estão aí para essa função. É compreensível que essas sutilezas escapem à percepção de pessoas menos traquejadas.
 
Dona Dilma & cortesãos deixando restaurante lisboeta Crédito: Nuno Fox, Expresso
Dona Dilma & cortesãos deixando restaurante lisboeta
Crédito: Nuno Fox, Expresso
 
Reparem bem na foto. Integrantes do primeiro círculo de acompanhantes da presidente de nossa República carregam sacolas com garrafas de vinho. Tivessem comprado essas garrafas em loja apropriada, elas teriam sido envoltas em sacolas opacas. E repousariam no automóvel.
 
Portanto, a dedução se impõe: foram compradas no restaurante estrelado. A preço estrelado. Restaurante não é loja de bebidas. O preço de venda é, naturalmente, o mesmo que está no cardápio: de 3 a 8 vezes mais elevado que o valor que um comércio especializado cobraria.
 
Mas que importa? Quando se paga com dinheiro dos outros, todas as extravagâncias são permitidas, não é mesmo?
Gente fina é outra coisa: pode até tentar se esconder, mas sempre esquece o rabo de fora.
 
31 de janeiro de 2014
José Horta Manzano

A LIÇÃO DA CORÉIA DO NORTE EXECUTANDO "TRAIDORES" E "INIMIGOS DO SOCIALISMO"


Jang Song Thaek preso de modo humilhante em sessão do Partido Comunista
Jang Song Thaek preso de modo humilhante
em sessão do Partido Comunista
 
Kim Jong-um, o ditador comunista da Coreia do Norte, ordenou a execução de seu tio e antigo tutor, Jang Song-thaek.

A supressão repentina do tio do ditador aconteceu nas condições mais humilhantes.

Ele foi preso durante a reunião do Partido Comunista, na presença de todo o plenário de dirigentes, e julgado sumariamente.

Do tribunal militar de condenação ele foi arrastado diretamente para a execução de forma degradante.

Jang Song-thaek foi vice-presidente da Comissão de Defesa Nacional, órgão de decisão mais poderoso do país, explicou o jornal “Libération” de Paris,

Nunca se saberá exatamente a causa do homicídio do dirigente. A agência oficial KCNA o acusou de “traidor”.

Como é costume, os insultos e acusações misturam-se arbitrariamente na ata de morte:
“O acusado é um traidor da nação, tem perpetrado atos facciosos e contra-revolucionários contra o partido, visando derrubar a direção de nosso partido, do Estado e do sistema socialista”, disse a KCNA.

A mesma agência reproduz uma “confissão” do morto, cuja autenticidade é mais do que duvidosa, pois provavelmente foi forjada pelo tribunal que o condenou.

“Ele revelou sua verdadeira imagem de traidor de todos os tempos”, acrescentou a agência. A KCNA especificou alguns dos piores “crimes” do executado: aplausos insuficientemente vigorosos nas reuniões políticas, impedir a instalação numa fábrica de um mosaico criado especialmente para glorificar o ditador supremo marxista!!!
Jang Song Thaek levado de modo vexatório do tribunal à execução
Jang Song Thaek levado de modo vexatório do tribunal à execução
 
Alguns dos colaboradores de Jang Song-thaek teriam sido executados com ele. Na Coréia do Norte parentes e amigos próximos sofrem a mesma pena que o acusado. Teme-se também pela sorte de sua mulher.

Mas tudo aconteceu entre densas brumas, devido ao secretismo que envolve a ditadura.

Os analistas estrangeiros apenas acenam com alguma certeza para a hipótese de que a morte foi determinada pela inveja e paranoia do ditador, obsedado por temores de golpes e tentativas de assassinato, como ocorre, aliás, com inúmeros ditadores com a consciência em desordem.

Segundo Abraham Denmark, especialista do Escritório Nacional de Pesquisa Asiática, baseado nos EUA, “outra interpretação é que o ditador Jong-um já não tinha necessidade dele e não queria ninguém que partilhasse seu poder”.

Mas o especialista reconheceu que “não se podem fazer senão suposições, dada a natureza do regime”.

O crime e o mistério tenebroso somados traduzem o lado sinistro e, em certo sentido, satânico do comunismo.
 
31 de janeiro de 2014
in pesadelo chinês

MARIA DILMA ANTONIETA

 

Fui buscar na Wilkipedia se a rainha guilhotinada Maria Antonieta, na ferveção da Revolução Francesa tinha ou não dito a frase fatal: “se o povo não tem pão, por que não come brioches”? Isso teria inflamado a multidão plebeia, que pediu, cheia de ódio que a cabeça da rainha fosse separada do corpo, através da guilhotina. E nesse embrulho histórico caiu a monarquia e junto, caíram as cabeças dos nobres. Allons enfant de la Patrie...Essa foi uma lição para as castas nobres do mundo todo, que passaram a prestar atenção no que lhes dizem seus especialistas em relações públicas. Será que a Dona Maria Dilma Antonieta, tem alguém que lhe leve a verdade do que pensa o povo? Ela andou tropeçando feio, esta semana. Levou uma corte real inteira, até de devotos lustradores de botas, para uma viagem a Davos.

 
 Foi um vexame que não deu em nada, com um discurso chinfrim, irrelevante. Afastando-nos assim, cada vez mais, das políticas e do comércio internacional. E na volta da Suíça, mentiu que seu avião precisava reabastecer em Lisboa. Mentira, o avião tem autonomia, podia vir direto para o Brasil. E estando lá em terras portuguesas ela lotou o hotel mais caro de Lisboa, 40 quartos. Gastando num jantar-bacalhoada 300 mil reais para o seu séquito que, num vexame típico de classe média aproveitadora, encheu sacolas de viagem com Vinho do Porto, bem contentes com aquela boca livre. What a shame! Não muito diferente de quando um caminhão é saqueado perto de uma favela, com os pobres levando tudo quanto podem antes da polícia chegar. No percurso de sua jornada real, a Dona Maria Dilma Antonieta parou em Cuba, onde foi inaugurar o Puerto de Mariel (porto livre?) com dinheiro do BNDES. Aproveitando o encontro com os ditadores Castro para negociar a vinda de mais 2.000 “médicos” cubanos. A frase “...por que não comem brioches?” ainda não foi dita.
 
 Mas o significado do desprezo pela opinião pública foi ostensivamente provado. Ela, a Dona Maria Dilma Antonieta não se sente obrigada a explicar nada. Algumas perguntas simples. Por que nossa grana foi destinada ao Puerto Mariel ao invés de investir nos portos brasileiros, tão precários para escoar nossa produção agrícola? Por que não foram reconstruídas as nossas estradas que dão lá, hoje veias entupidas à beira de um enfarte? Por que nossos estádios custaram (e ainda vão custar) o dobro do gasto na Alemanha, por exemplo? Por que fazer a Copa, neste país tão desgraçado, sem infra estrutura? São tantas as perguntas – e nenhumas as respostas. A Rainha pode tudo com sua caneta generosa, sempre pronta para assinar qualquer providência que dê mais poder e dinheiro de corrupção aos da canalha do PT. Bom, tem sempre uma lógica que se repete na história do mundo. É que os ditadores acabam caindo, inexoravelmente.
 
 Alguns tem a sorte de conservar sua cabeça. Outros, ao serem enterrados, precisam ter sua cabeça costurada ao pescoço. Que será que vai acontecer com a Maria Antonieta brasileira? Suspense. 
 
31 de janeiro de 2014
Enio Mainardi

NA SAÚDE, TUDO AZUL NA AMÉRICA DO SUL

             

b6
 
Na melhor tradição deste novo gigante do empreendedorismo brasileiro – o PT e PT e Cia. Ltda. – a Folha de S. Paulo constatou hoje que o atual ministro da Saúde e candidato ao governo de São Paulo a ser empurrado pessoalmente por don Lula I, Alexandre Padilha, aproveitou seus últimos dias no ministério para assinar pessoalmente um convênio de R$ 199,8 mil com a ONG fundada por seu pai, Anivaldo Padilha.
 
O empreendimento de papai Anivaldo – a Koinonia – Presença Ecumênica e Serviços – já colheu de variados ministérios do governo do PT um total de ecumênicos R$ 1,75 milhão desde 1998, tudo para “promover palestras, organizar jogos e seminários e treinar jovens” nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador para tarefas tais como alertar o povo contra os perigos da AIDS e prestar outros serviços igualmente imprescindíveis que o governo não tem condições de oferecer sozinho com os 40% do PIB que nos arranca como impostos.
 
b3
 
Dona Dilma, o candidato Padilha e papai Anivaldo informam a quem interessar possa que a aprovação do pagamento de tais serviços particulares de pai para filho pelo ministério que não consegue oferecer hospitais públicos que se diferenciem muito dos presídios nacionais “é normal, está dentro das regras” e, naturalmente, não tem nenhuma relação com o parentesco entre outorgante e contemplado.
 
O Ministério da Saúde ficará, aliás, em excelentes mãos depois da saída dos Padilha.
O substituto escolhido pela “faxineira” Dilma, Arthur Chioro, vem de São Bernardo do Campo, seara de don Lula, e também já avisou a quem interessar possa que está se desligando da empresa de consultoria (que presta o mesmo tipo de serviço a que se vinha dedicando José Dirceu antes de ser trancafiado na Papuda) da qual é o sócio majoritário.
OPI-002.eps
 
A empresa seguirá prestando seus serviços mas agora com alguém mais detendo a titularidade das ações que pertencem ao futuro ministro, o que indica que, se tivesse capital aberto em bolsa seria o momento de comprar suas ações, tal é a expectativa quanto à sua prosperidade futura.
 
Abrir mão de suas ações em favor de alguma alma caridosa é, aliás, uma importante concessão posto que o futuro ministro é alvo de um inquérito do Ministério Público por improbidade administrativa por ter contrariado recorrentemente a lei orgânica de São Bernardo ao resistir resolutamente a fazê-lo enquanto exerceu a função de secretário da Saúde daquele município sem abrir mão de ser sócio majoritário da Consaúde Consultoria que, por acaso e apenas por acaso, arranja convênios na área de saúde para diversas prefeituras controladas pelo PT.
 
De modo que durmam em paz: na área de Saúde Publica, está tudo azul na América do Sul.
 
b5
 
31 de janeiro de 2014
vespeiro

QUALQUER SEMELHANÇA...

(Não é mera coincidência!)

Ayn Rand (1905-1982)
Ayn Rand (1905-1982)
 
«When you see that in order to produce, you need to obtain permission from men who produce nothing
— when you see that money is flowing to those who deal, not in goods, but in favors
— when you see that men get richer by graft and by pull than by work, and your laws don’t protect you against them, but protect them against you
— when you see corruption being rewarded and honesty becoming a self-sacrifice
— you may know that your society is doomed.»
 
Interligne 18b
 
«Quando você vir que, para produzir, precisa obter autorização de quem nada produz
 
— que o dinheiro não beneficia aqueles que comerciam produtos, mas os que negociam favores
 
— que tem gente enriquecendo mais fácil por suborno e por influência do que por trabalho, e que as leis não estão aí para resguardar você mas, ao contrário, para protegê-los contra você
 
— que a corrupção está sendo valorizada ao passo que a honestidade virou sacrifício,
 
— tenha certeza de que sua sociedade está condenada à ruína.»
 
Interligne 18b
 
Ayn Rand, nascida Alissa Zinovievna Rosenbaum (em cirílico: Алиса Зиновьевна Розенбаум) — (1905-1982), foi filósofa e escritora americana de origem judia russa. O trecho acima foi extraído do artigo The Meaning of Money, publicado em 1° jan° 1957.
Para ler o texto integral (em inglês), clique aqui.
 
31 de janeiro de 2014
in Brasil de longe
(subtítulo editado)

A BICICLETA DO SENHOR PADRE

Retro Bike
 
Todos os domingos, num lugarejo do interior, dois padres costumavam cruzar, de bicicleta, cada um a caminho de sua paróquia para rezar a missa. Certo dia, um deles vinha a pé. Surpreso, o outro padre parou, cumprimentou e perguntou:
«Onde está sua bicicleta, Padre João?» «Sumiu! Acho que foi furtada do pátio da igreja.»
«Que absurdo!» ― exclamou o ciclista. «Eu tenho uma ideia para saber quem é o culpado: na hora do sermão, cite os 10 mandamentos. Quando chegar ao “Não roubarás”, faça uma pausa e percorra os fiéis com o olhar. O culpado com certeza vai-se denunciar!»
No domingo seguinte, os dois cruzam de novo na estrada. Ambos de bicicleta. O que tinha dado a ideia diz:
«Parece que o sermão deu certo, não é, Padre João?»
«Mais ou menos», ― responde ele ― «na verdade, quando cheguei ao “Não cobiçarás a mulher do próximo”, acabei por me lembrar onde é que tinha deixado a bicicleta.»
 
31 de janeiro de 2014
José Horta Manzano

FLORILÉGIO DE HUMOR 4

 

by Raymond Burki, desenhista suíço
by Raymond Burki, desenhista suíço

by Ronaldo Cunha Dias, desenhista gaúcho
by Ronaldo Cunha Dias, desenhista gaúcho

by Pol Leurs, desenhista luxemburguês
by Pol Leurs, desenhista luxemburguês

by Carlos Alberto da Costa Amorim, desenhista carioca
by Carlos Alberto da Costa Amorim, desenhista carioca

by Pepe Angonoa, desenhista argentino
by Pepe Angonoa, desenhista argentino

by Marco Jacobsen, desenhista paulista
by Marco Jacobsen, desenhista paulista

by Amarildo Lima, desenhista capixaba
by Amarildo Lima, desenhista capixaba

by Santo, desenhista mineiro
by Santo, desenhista mineiro

by Pawel Kuczynski, desenhista polonês
by Pawel Kuczynski, desenhista polonês