"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

ELEIÇÕES 2018 - VÍDEO QUE TSE DISSE SER FAKE É REAL


ELEIÇÕES 2018 - URGENTE!! Vídeo que TSE Disse Ser Fake É REAL!!!!!

09 de outubro de 2018

POR QUE OS ELEITORES MAIS POBRES ESTÃO VOTANDO NA DIREITA


Porque os eleitores mais pobres estão votando na direita09 de outubro de 2018

AO VIVO: "PT, GLEISI HORRMANN E HADDAD EM PÉ-DE-GUERRA. BOLSONARO É O MOTIVO

TERREMOTOS AUMENTARAM DE UMA FORMA DESTRUTIVA

A BATALHA FINAL DO GRANDE EVENTO NIBIRU COMEÇOU! SE PREPARE PARA O ÁPICE!


A BATALHA FINAL DO GRANDE EVENTO NIBIRU COMEÇOU! SE PREPARE PARA O ÁPICE!

09 de outubro de 2018

GENERAL DO EXÉRCITO DÁ DECLARAÇÃO BOMBÁSTICA DAS URNAS ELETRÔNICAS


Gen. do Exército da declaração Bombástica das Urnas Eletrônicas

09 de outubro de 2018

BOMBA... BOMBA... BOMBA...




Bomba, bomba, bomba...

09 de outubro de 2018

O VERDADEIRO FASCISMO NO BRASIL



Percival Puggina aponta quem são os verdadeiros fascistas, no Brasil - justamente aqueles que chamam de fascistas quem discordar da esquerda:

A esquerda brasileira que diviniza Lula, fazendo dele luz e tudo mais poste, crava, com isso, nova baliza para marcar sua conduta fascista.

Eu sei, eu sei. Comumente é dito o oposto. Seja nas manifestações acadêmicas e culturais, seja nas orquestrações rueiras, a acusação vai para o outro lado. Olavo de Carvalho chama atenção para o fato de o adjetivo “fascista” ser lançado como insulto sobre qualquer adversário que ouse se interpor no caminho dos partidos de esquerda. Dado que seus candidatos se deram bem mal nesta eleição, há muitos destinatários para esse adjetivo, disparado, inclusive, pelo jornalismo militante. Com efeito, alguns coadjuvantes do PT, que se mediam com a régua da própria arrogância, descobriram-se praticamente sem voto e sem povo em cujo nome falar. Juntam-se ao PT, porém, para insultar adversários: são todos fascistas...

A maior causa da ignorância está em não suscitar qualquer mal estar físico. Se doesse, coçasse, causasse insônia ou tontura, os afetados buscariam cura através do conhecimento. O mundo seria melhor. A ignorância, no entanto, costuma vir acompanhada de uma sensação de euforia e de superior onisciência. Pois é o que normalmente acontece quando, no embate político, alguém fora do clubinho esquerdista é chamado de fascista.

No entanto, o fascismo se caracteriza por:

• Ser estatista. Mussolini dizia: “Tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado”. No Brasil em que vivo, tamanha reverência antiprivatista ao Estado é marca registrada da esquerda e de suas corporações funcionais. Ou não?

• Ser nacionalista e expansionista. No Brasil em que vivo, a esquerda é nacionalista em benefício do Estado e seus poderes e verbas, e não em benefício da sociedade. Para completar o quadro, tem projetos expansionistas fora de nossas fronteiras, com ditaduras do continente, com o Foro de São Paulo, com a Unasul e com a URSAL. Ou não?

• Organizar parcelas da sociedade em corpos paramilitares, com estrutura de comando, exibi-los em ostensivos desfiles e mantê-los prontos para a ação, inclusive para a ação violenta. Qual a diferença essencial entre os “camisas negras” do fascismo italiano e os “exércitos” de Stédile, Boulos e os black blocs? Pois é.

• Formar, com o comunismo e o nazismo, a tríade coletivista e totalitária do século XX. A exemplo dos demais coletivismos, o fascismo desconsidera a preciosa dimensão individual da pessoa humana, diluindo-a no coletivo do estado nacional. O fascismo se opõe pelo vértice ao que pretendem liberais e conservadores. No Brasil em que vivo, ambos – conservadores e liberais – exaltam as potencialidades do ser humano livre e veem como um oneroso trambolho o Estado tão cultivado pela esquerda. Fascistas?

É muito raro, raro mesmo, que o gorro fascista seja arremessado por alguém que não o tirou da própria cabeça.

09 de outubro de 2018
in blog do orlando tambosi

DÓRIA APÓIA BOLSONARO, MAS FHC E ALCKMIN AINDA ESTÃO EM CIMA DO MURO

Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deverá publicar nota sobre seu posicionamento no segundo turno esta semana Foto: Marcos Alves / Agêncio O Globo
FHC assistiu ao PSDB desmoronar nestas eleições
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi às redes sociais nesta segunda-feira para dizer que não manifestou apoio a nenhum dos candidatos à Presidência que disputam o segundo turno — Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). O ex-presidente afirma que não teria motivos para se posicionar porque Haddad e Bolsonaro não se mostraram até agora compromissados com ideias que ele acredita serem relevantes para o país.
“As redes divulgam que apoiarei Haddad. Mentira: nem o PT nem Bolsonaro explicitaram compromisso com o que creio. Por que haveria de me pronunciar sobre candidaturas que ou são contra ou não se definem sobre temas que prezo para o país e o povo?”, escreveu.
SEM DETALHES – FHC não explica na publicação a quais temas está se referindo. Há uma expectativa de que o ex-presidente divulgue ainda esta semana, provavelmente na quarta-feira, uma nota mais abrangente sobre um posicionamento dele na eleição presidencial.
Nesta segunda-feira, FH direcionou críticas às duas candidaturas nas redes sociais. “Os candidatos vitoriosos devem dizer o que farão com o Brasil, não quem perdeu. Não concordo com o reacionarismo cultural e o descompromisso institucional de uns vitoriosos e tampouco com a corrupção sistêmica e com apoio ao arbítrio na Venezuela e em outros países”, postou.
SEM PRESSIONAR – Nesta terça-feira, a direção nacional do PSDB se reunirá em Brasília para começar a discutir uma orientação partidária para a polarização entre Bolsonaro e Haddad. Aliados do candidato derrotado à Presidência, Geraldo Alckmin, afirmaram neste domingo que o tucano não manifestará apoio a nenhum dos dois adversários.
Seja qual for a decisão da Executiva nacional do PSDB, a qual Alckmin preside, uma certeza entre os tucanos é a de que as lideranças do partido vão se posicionar no segundo turno de acordo com seus interesses individuais. O partido não terá força para impor qualquer posicionamento.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Doria é esperto e foi logo apoiando Bolsonaro. Com isso, emparedou o adversário Márcio França, do PSB, e praticamente consolidou o caminho da vitória no segundo turno. (C.N.)

09 de outubro de 2018
Silvia AmorimO Globo

APÓS CRÍTICAS, BOLSONARO E HADDAD RECUAM SOBRE FAZER NOVA CONSTITUIÇÃO

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Charge do Laerte (laerte.com)
Levados ao segundo turno da eleição presidencial, os candidatos do PSL, Jair Bolsonaro, e do PT, Fernando Haddad, recuaram e descartaram a controversa ideia de fazer uma nova Constituição para o país. Enquanto o petista vai recalibrar a estratégia da campanha e acenar ao centro, seu adversário fortalecerá as táticas que lhe renderam 46% dos votos no primeiro turno.
Bolsonaro se preocupou, em entrevista ao Jornal Nacional nesta segunda-feira (dia 8), em enfatizar que respeita o voto popular e que desautorizou seu vice, general Hamilton Mourão, por ter dito que ele considerava convocar uma Constituinte escrita por notáveis e achava razoável a hipótese de um autogolpe contra o Congresso.
ERROU O NOME – “Ele deu uma canelada. Eu o desautorizei”, disse Bolsonaro sobre o vice, cujo nome errou duas vezes (“Augusto”). “Ele é general, eu sou capitão, mas o presidente serei eu.”
Bolsonaro ainda acenou ao Nordeste e aos mais pobres, campos em que o PT leva vantagem, e afirmou que não acabará com o Bolsa Família.
O PT, por sua vez, fez um gesto significativo ao eleitorado de centro que teme ver Haddad tutelado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado por corrupção. Nesta segunda-feira (dia 8), o candidato foi liberado pelo padrinho de visitá-lo semanalmente na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde cumpre pena, e reduziu o número de citações a seu nome em entrevistas.
NOVOS RUMOS – A correção de rota petista deve ser mais drástica do que a de Bolsonaro, a fim de buscar ampliar a base de 29,3% dos votos recebidos no domingo. A avaliação da campanha, porém, é que perfazer a diferença será “muito difícil”.
Após receber Haddad nesta segunda-feira, Lula o autorizou a revisar pontos do programa de governo em busca de alianças. Assim foi descartada a instalação de uma Assembleia Constituinte, criticada.
Indagado em entrevista no Jornal Nacional desta segunda sobre a possibilidade de nova Constituição, Haddad declarou que o PT “reviu o posicionamento” e que eventuais mudanças se darão somente com emendas à atual.
CARTA BRANCA – Lula orientou o discípulo a ir à rua fazer campanha e deu carta branca para que firme sua identidade e converse com diversos partidos –inclusive com lideranças do PSDB como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com quem tem boa relação.
A ideia é que os acordos formais se deem entre siglas de esquerda e centro-esquerda, como PDT, PSB e PSOL, mas haja espaço para uma frente em defesa da democracia. O ex-adversário Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado, pretende anunciar nesta quarta “apoio crítico” ao petista.
Após se reunir com Haddad e o comando da campanha em São Paulo, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que as visitas de Haddad a Lula dependerão da dinâmica de campanha: “Temos menos de 20 dias. Não sei qual será o tempo e a disposição para isso. Se for possível, ele vai; se não, vai fazer campanha”.
WAGNER REFORÇA – Para articular o arco de diálogo, a campanha de Haddad incorporou nesta segunda o senador eleito pela Bahia Jaques Wagner. Com bom trânsito entre políticos, empresários e integrantes das Forças Armadas, o ex- ministro da Defesa de Dilma Rousseff buscará diferentes setores e tentará esfriar os ânimos no PT.
Uma ala importante da coordenação defende que o eixo do segundo turno seja o debate econômico, com a radicalização do discurso e sem acenos ao mercado, enquanto o grupo próximo a Haddad quer movimentos para ampliar o apoio, inclusive com empresários e investidores.
A campanha se preocupa também em buscar o eleitor lulista que migrou para Bolsonaro. Daí a ênfase no discurso para o eleitorado mais pobre.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Em tradução simultânea, Bolsonaro seguirá na mesma balada, porque não se mexe em time que está vencendo. Do outro lado, os petistas estão batendo cabeça, porque ninguém sabe o que fazer e Lula já jogou a toalha, convencido da derrota. (C.N.)

09 de outubro de 2018
Marina Dias, Catia Seabra e Talita Fernandes
Folha

BALANÇO DA ELEIÇÃO É POSITIVO E REVELA UM NOVO CENÁRIO POLÍTICO NO BRASIL

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br.)
Um balanço geral revela novo cenário no Brasil. E me parece que esse contexto é positivo, pois traduz sentimentos de mudança da sociedade em sintonia com agenda internacional de liberalismo econômico, combate à criminalidade violenta e repúdio à corrupção. As eleições demonstraram a solidez da democracia brasileira, contrariando o discurso daqueles que tentaram manchar a imagem do Brasil no exterior, chamando nosso país de golpista.
Uma das suspeitas lançadas contra Bolsonaro foi a pecha de ditador ou inimigo da democracia. Esse ataque não vingou, pois sua candidatura fluiu dentro do sistema eleitoral e no curso das regras do jogo democrático.
QUADROS QUALIFICADOS – Chegou-se a suscitar, de modo equivocado, a impossibilidade de membros das Forças Armadas exercerem funções civis ou se candidatarem a cargos públicos. Quem sustenta semelhante tese desconhece a Constituição de 1988. Aliás, as Forças Armadas tem quadros extremamente qualificados para contribuir nas mais diversas áreas civis do governo.
Diga-se que a magistratura e o Ministério Público brasileiros também tem pessoas que podem contribuir para o crescimento do Brasil. E igualmente empresários, e outros funcionários das mais diversas carreiras devem participar da vida pública. Quer dizer, estamos vivendo novos tempos. Quem sabe os cidadãos não começam a participar mais ativamente da vida política nacional?”

09 de outubro de 2018
Fábio Medina Osório

NENHUM GOVERNO TERÁ ÊXITO SE NÃO ADOTAR AS REFORMAS FUNDAMENTAIS

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Charge do Nani (nanihumor.com)
Mais uma vez o país estará definindo seu futuro. Diante do presidencialismo de coalisão, quem for eleito agora tem um desafio: vai governar para o povo ou vai se submeter ao fisiologismo do Congresso Nacional, agravados com descontrole da dívida pública bruta atual de 88% do PIB, que pode atingir 95% em 2023, de acordo com projeção do FMI. Nos países emergentes a média é de 40%. No período, algumas políticas sociais introduziram mecanismos que amenizaram, mas não resolveram a dramática pobreza brasileira.
A questão social é grave pela concentração da renda, gerando privilégios indecorosos. Na outra ponta a renda do trabalhador, da classe média assalariada, está em processo de redução expressivo. O desemprego estrutural agrava essa realidade. São temas áridos da economia, que afetam a vida da maioria da população, mas ignorados nos programas presidenciáveis.
PRIVILÉGIOS – Diante dessa realidade, a farra dos privilégios é invencível na vida econômica nacional. No período de 2003 a 2016 (governos Lula, Dilma e Temer) o grande capital foi vitorioso, como demonstram os números. Os subsídios financeiros, desonerações e as renúncias tributárias, benefícios fiscais, custaram ao país R$ 3,5 trilhões (quase 1 trilhão de dólares). Isto em um governo que se dizia popular.
Em verdade, foi o beneficiador de grupos econômicos e bolsos de quem menos tem necessidade de favores oficiais, afetando diretamente o desenvolvimento, impactando a modernização produtiva e reduzindo a criação de um emprego.
A rigor, a administração pública brasileira, em diferentes governos, vem sendo capturada e vai elevando ano após ano a renúncia fiscal como política econômica de Estado. A elevada carga tributária brasileira é, também, consequência desses privilégios.
DÉFICIT PÚBLICO – No ano passado o déficit público nominal, diferença entre receitas e despesas, incluindo os juros da dívida pública, atingiu R$ 562 bilhões. Os brasileiros, pela ação do governo e visão parcial da mídia jornalística, omitem o “déficit nominal” e dão destaque somente ao “déficit primário” (excluindo os juros) que foi de R$ 155 bilhões.
Em 2019, quando assumirá o novo presidente da República, as renúncias e benefícios tributários crescerão em 8%. Atingirão R$ 306 bilhões, agravando ainda mais a situação econômica no primeiro ano do novo governo. Os grupos de interesses, formalizado no Congresso nas suas corporativas frentes parlamentares, não abrem mão dos seus privilégios.
Resta indagar: esse viés de política econômica não é um dos responsáveis pela desigualdade da renda nacional?
JUROS DO BNDES  – Um exemplo dessa deformação tem o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) como protagonista. Entre 2008 e 2015, o Tesouro Nacional captou a preços de mercado R$ 500 bilhões, depois emprestado a grandes empresas (a exemplo da JBS) a taxas de juros subsidiados, a TJLP, muito inferior à Selic.
Quem paga o subsídio implícito é a sociedade. Acrescente que poderosas empresas, a exemplo da indústria automobilística, usam largamente de incentivos tributários e redutíveis ao longo das últimas décadas.
Trabalho do Instituto Fiscal Independente constatou que, somente com empréstimos e financiamentos, o governo federal tem a receber R$ 1.545 trilhão. Os dois principais devedores são o BNDES, com R$ 636,3 bilhões e os Estados e Municípios, no total de R$ 577,0 bilhões. São questões dramáticas que serão enfrentadas por quem venha a ser eleito.
DESAFIOS SATÂNICOS – Se renascidos de volta ao mundo temporal, Jesus, Maomé ou Moisés, eleitos presidente da República, teriam desafios satânicos e diabólicos para colocar o Brasil em nível civilizatório na sua administração pública.
Ajuste fiscal, equilíbrio das contas públicas, abertura comercial, desconcentração da renda e justiça social seriam frentes de combate permanente. Valendo dizer que nenhum governo terá êxito se não adotar reformas fundamentais para o futuro do Brasil.

09 de outubro de 2018
Sebastião Nery

CAMPANHA DE BOLSONARO SOUBE APROVEITAR A INTERNET E AS REDES SOCIAIS

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Charge do Edra (Arquivo Google)
Dois dias após a eleição que mudou o país, e que terá impacto global na sequência de eleições mundiais afetadas pelas redes sociais, a ressaca do maremoto político de 7 de outubro ainda é grande. Falamos em colunas anteriores tanto da polarização como do conteúdo simbólico e sociológico das redes sociais. Falamos, também, de sua gigantesca influência no ambiente político, pela construção de narrativas eficientes em tempo real. Alertamos ainda sobre bots e fake news, e das perturbações potenciais ao processo de escolhas públicas e de votação.
Acompanhando o Twitter, já durante o debate na quinta-feira (dia 4), verificamos que Bolsonaro, que sempre esteve na frente nas redes sociais até então, ampliou ainda mais sua vantagem frente aos demais concorrentes, atingindo médias equivalentes ou acima de 100 mil tuítes por hora. Ele não participou do debate na Globo. No horário, foi veiculada uma entrevista sua para a Record. Essa margem de crescimento se estabeleceu na última semana e durou até a votação no domingo.
PELO FACE – Observando o Facebook desde setembro, vemos outro quadro ainda mais revelador. Bolsonaro havia estabelecido uma muralha de engajamento e de atração de perfis em patamar imensamente maior que a soma dos outros candidatos. Esse domínio — que em gráfico aparenta um curioso formato do Pão de Açúcar —  teve um pico menor no dia 1º de outubro e outro maior no dia 4, na quinta. Houve um volume total de 13,9 milhões de interações nas publicações de Bolsonaro na rede, com seu ápice durante o debate, quando chegou a atrair 430 mil interações em média por postagem.
Suas inserções nas redes não se resumiram a essas duas plataformas. Tiveram impacto demolidor também nas listas de mobilizadores no WhatsApp, que selaram uma estratégia que prescindiu dos meios tradicionais de TV e da estrutura partidária. Isso muda completamente a forma de fazer campanha, gerar mobilização e engajamento.
Discurso Moralista – Claro, houve a mensagem e sem a correta envelopagem isso não seria possível. Ao construir um discurso moralista com base na questão da corrupção e da segurança pública como metatemas, Bolsonaro produziu sínteses que atingiram os brasileiros, a despeito de seu viés ultraconservador. A partir disso, abriu outras frentes por esse viés, trazendo a questão da Venezuela, da economia e do antipetismo, apresentando-se como o único capaz de higienizar a política e a vida pública.
Mas houve também o senso de timing. Com discurso construído desde 2014, intensificado em 2016, no impeachment, e turbinado em 2018 pelas redes, houve tempo para Bolsonaro consolidar e possibilitar conversões. Milhões delas.
CIRO SE ATRASOU – Outros, como Ciro Gomes, intensificaram sobremodo sua presença nas redes, mas tardiamente. Ciro logrou o segundo lugar virtual na busca de última hora de parte do eleitorado por uma terceira via, ainda assim muito distante, atingindo, antes do início da votação, a marca de 547 mil tuítes. Bolsonaro já estava em 1,5 milhão.
Para nossa surpresa, esse potencial impacto foi negligenciado por analistas e pelas campanhas. No caso de alguns analistas, percebe-se que erraram em suas previsões por desconsiderarem o impacto das redes.
Fixaram-se numa abordagem retrô, na qual o tempo de TV e estruturas partidárias tradicionais eram os fatores preponderantes da equação. Essas análises permearam a estratégia de várias campanhas, que buscaram por aí mudar seu destino na esperança que o tempo diferenciado de mídia seria definitivo para reverter o jogo. A esfinge não foi decifrada e os engoliu.
09 de outubro de 2018
Marco Aurelio Ruediger (Marco Aurelio Ruediger é chefe da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas)

ENVOLVIDOS NA LAVA JATO, RAUPP, JUCÁ, EUNÍCIO E LINDBERGH PERDEM A ELEIÇÃO

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Jucá perdeu por apenas 500 votos
A maioria dos senadores que tentaram reeleição, como Cristovam Buarque (PPS-DF), perdeu a disputa. Dos nove senadores citados na Lava-Jato que tentaram a reeleição neste ano, três deles conseguiram a vaga. Ciro Nogueira (PP) e Humberto Costa (PT) lideraram as votações no Piauí e em Pernambuco, respectivamente, enquanto que Renan Calheiros (MDB) ficou com a segunda vaga em Alagoas.
Já Eunício Oliveira (MDB-CE) e Romero Jucá (MDB-RR) ficaram em terceiro em seus estados , perdendo, portanto, a vaga no senado. Ambos tiveram menos de 0,5% de diferença para os que conquistaram a segunda vaga, Eduardo Girão (PROS- CE) e Mecias de Jesus (PRB-RR), respectivamente. Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), Lindbergh Farias ()PT-RJ) e Edison Lobão (MDB-MA) ocuparam a quarta posição em seus estados, enquanto Valdir Raupp (MDB-RO) ficou apenas em sexto.
Além destes, outros três citados na operação se candidataram à Câmara: Aécio Neves (PSDB), que foi o 19º mais votado e eleito em Minas Gerais; Gleisi Hoffmann (PT), terceiro mais votada e eleita pelo Paraná; e José Agripino Maia (DEM), que foi o décimo mais votado no Rio Grande do Norte, mas ficou de fora, pois apenas são oito eleitos no estado.
OS ELEITOS – Veja os senadores eleitos em todos os estados e no Distrito Federal.
Acre: Petecão (PSD) e Márcio Bittar (MDB); Alagoas: Rodrigo Cunha (PSDB) e Renan Calheiros (MDB); Amapá: Randolfe Rodrigues (REDE) e Lucas Barreto (PTB); Amazonas: Plinio Valério (PSDB) e Eduardo Braga (MDB); Bahia: Jaques Wagner (PT) e Angelo Coronel (PSD); Ceará: Cid Gomes (PDT) e Eduardo Girão (PROS); Distrito Federal: Leila do Vôlei (PSB) e Izalci (PSDB); Espírito Santo:Fabiano Contarato (REDE) e Marcos do Val (PPS); Goiás: Vanderlan (PP) e Jorge Kajuru (PRP); Maranhão: Weverton (PDT) e Eliziane Gama (PPS); Mato Grosso:Selma Arruda (PSL) e Jayme Campos (DEM); Mato Grosso do Sul: Nelsinho Trad (PTB) e Soraya Thronycke (PSL); Minas Gerais:  Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PHS); Pará:  Jader Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (PSC); Paraíba: Veneziano (PSB) e Daniella Ribeiro (PP); Paraná:  Profº Oriovisto (PODE) e Flávio Arns (REDE); Pernambuco: Humberto Costa (PT) e Jarbas Vasconcelos (MDB); Piauí: Ciro Nogueira (PP-PI) e Marcelo Castro (MDB); Rio de Janeiro: Flávio Bolsonaro (PSL) e Arolde de Oliveira (PSD); Rio Grande do Norte: Capitão Styvenson (REDE) e Dra. Zenaide Maia (PHS); Rio Grande do Sul: Luiz Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT); Rondônia: Marcos Rogério (DEM) e Confúcio Moura (MDB); Roraima: Chico Rodrigues (DEM) e Mecias de Jesus (PRB); Santa Catarina: Espiridião Amin (PP) e Jorginho Mello (PR); São Paulo: Major Olimpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB); Sergipe: Alessandro Vieira (REDE) e Rogério Santos (PT); Tocantins:  Eduardo Gomes (SD) e Irajá (PSD)

09 de outubro de 2018
Luciano FerreiraO Globo

OLAVO DE CARVALHO PERDE A LINHA COM MINISTRO RAUL JUNGMANN