"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 31 de julho de 2018

A VIGILANTE MÍDIA BRASILEIRA TENTA BARRAR UM INTRUSO, CHAMADO JAIR BOLSONARO

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Charge do Thomate (Arquivo Google)
 A vigilante mídia brasileira se espanta mais com a adesão de uma quarta parte da população às posições conservadoras do candidato Bolsonaro do que com a adesão de um terço dessa mesma população às condutas moralmente corrosivas e economicamente destrutivas de um criminoso condenado, réu em meia dúzia de outros processos cujo denominador comum é a promíscua relação pessoal com grandes empresas que prosperam à sombra do Estado.
Qual o motivo do estresse em que se envolveu o circo político-partidário nacional nas últimas semanas? Tratava-se, visivelmente, de barrar a presença de um intruso, um outsider, uma zebra que entrou no picadeiro eleitoral com ponderável estoque de intenções de voto.
INCÔMODO – É fácil compreender o desconforto que isso causa. As forças políticas tradicionais, que degustaram os canapés do poder ao longo dos últimos trinta anos não sabem como operar com intrusos. Habituaram-se a atuar como corretoras de votos parlamentares e operadoras de verbas públicas legítima e ilegitimamente coletadas. Todo intruso é risco e todo risco tem preço, sabem os aprendizes do mercado de capitais.
É verdade o que intuem. Bolsonaro é um intruso e, como tal, fator de risco. No entanto, esses mesmos partidos que somam letrinhas para encorpar a sopa, gastaram e continuam gastando seu tempo – e em muitos casos, longo tempo – cuidando de cargos e negócios. Em vez de ouvirem as vozes mais sensatas da opinião pública, de abrirem quadros e mentes para a renovação exigida pela sociedade, em vez de compreenderem seus anseios, fecharam-se no entorno de elites decadentes e, em muitos casos, totalmente desmoralizadas. Deram as costas para os interesses nacionais e para os clamores por responsabilidade e equilíbrio fiscal.
Lançaram e deixaram que fossem lançados pela janela dos interesses mais escusos valores monetários duramente produzidos pelo trabalho dos cidadãos. Jogaram e continuam jogando o país no caos. Não ouviram os liberais e se afastaram dos conservadores que, juntos, formam folgada maioria do eleitorado.
HÁ SEMPRE RISCO – Bolsonaro representa um risco? Sim, há risco em toda eleição presidencial. Viver sob esse modelo político é como rodar em estrada esburacada – anda-se devagar e aos solavancos. Pneus estouram. Há candidatos de risco e candidatos sabidamente catastróficos. Quem confia no centrão ou no Ciro “tarja preta” Gomes, não deve atravessar a rua desacompanhado.
Em política, muito do que se resulta é definido pelo que se combate. Reitero ser ainda cedo para opções eleitorais definitivas. Na minha planilha, chegou a hora de marcar quem combate quem e o quê. Isso tem seu lado divertido e seu lado desolador. É divertido observar o descaramento das negociações que distribuem terrenos na lua do poder. É desolador o confinamento da maioria do eleitorado.

31 de julho de 2018
Percival Puggina

EM BUSCA DE PRESTÍGIO E PARTICIPAÇÃO, OS MILITARES ACOMPANHAM A CENA ELEITORAL

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Charge do André (Arquivo Google)
Desde a eleição indireta de 1985, a cúpula do poder militar nunca esteve tão atenta a uma corrida presidencial quanto na disputa deste ano. Depois de perder prestígio nas três décadas posteriores ao fim da ditadura, as Forças Armadas enxergam uma oportunidade de recuperar influência institucional e política.
Integrantes da ativa e da reserva monitoram o que classificam como um ambiente de instabilidade em torno da eleição. A deterioração dos partidos e de líderes políticos na crise aberta pela Lava Jato faz com que parte deles projete a continuidade dessa tensão mesmo com a formação do novo governo em 2019.
CONTRARIEDADE – É especialmente indisfarçável a contrariedade de figurões da caserna com a esquerda e com o ex-presidente Lula. A quase soltura do petista há três domingos e o protesto do grupo que jogou tinta vermelha no Supremo são tratados (exageradamente) como articulações perigosas.
O primeiro passo desta nova etapa da marcha política dos militares foi dado em abril. Não foi acidente a mensagem pública em que o comandante do Exército, general Villas Boas, manifestou “repúdio à impunidade” na véspera do julgamento do habeas corpus de Lula no STF.
Desde então, Villas Boas recebeu dez pré-candidatos à Presidência. Só não esteve com Guilherme Boulos (PSOL), que declarou que não aceitaria o convite. A prática é incomum: em 2014, o comandante Enzo Peri não incluiu na agenda nem um cafezinho com postulantes ao Planalto.
ALINHAMENTO – Na ponte que liga os quartéis aos palácios, observa-se um alinhamento nítido entre a tropa e Jair Bolsonaro (PSL), que vai além do discurso de repulsa à corrupção. Os militares, que subiram degraus no governo Michel Temer, ganhariam mais peso ao lado de um ex-colega de farda.
Não há zumbido de golpe no topo da hierarquia. As prioridades são um orçamento polpudo para reequipar as Forças, uma blindagem à Previdência das tropas e espaços no poder. Depois que Temer instalou dois militares em seu ministério, não se cogita bater em retirada.

31 de julho de 2018
Bruno Boghossian
Folha

GOLPE CONTRA A PETROBRAS É DE R$ 3,7 TRILHÕES, O MESMO VALOR DA DÍVIDA PÚBLICA

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)
Como o assunto é importantíssimo e a grande mídia não se interessa, vamos voltar a ele. O golpe que a gestão de Pedro Parente armou contra a Petrobras deveria ser o assunto principal do país, neste momento, suplantando em muito a sucessão presidencial, a corrupção epidêmica e a crise eterna da segurança pública, entre outras mazelas. Mas o assunto não frequenta as páginas dos jornais, cujos analistas desconhecem em profundidade a questão e não lhe dão a devida importância, julgam que se trata de mais um enfrentamento entre estatizantes e privatizantes.
Na verdade, o problema é muito mais grave, significa uma ameaça direta à segurança nacional, e o silêncio sobre o assunto só pode ser proposital. Não foi por mera coincidência que o projeto Aleluia teve aprovação pela Câmara na calada da noite, com rótulo de “urgente” e sem passar pelo crivo das comissões técnicas, em plena Copa do Mundo, vejam o profissionalismo que marca este golpe aplicado contra o Brasil pelo próprio Conselho Administrativo da Petrobras, que é pago para zelar pelos interesses nacionais.
SILÊNCIO TOTAL – A grande mídia, que se encontra em avançado processo de falência, é é direta ou indiretamente bem paga para silenciar sobre o assunto, não há outra explicação. Como pode ser aprovado sem debate um projeto parlamentar que envolve interesses da ordem de US$ 1 trilhão, valor equivalente à dívida pública que está aniquilando o Brasil e impede seu desenvolvimento?
Como uma proposta deste nível pôde ser aprovada sem passar pelas comissões técnicas da Câmara e sem que a Polícia Federal e a Guarda Nacional fossem acionadas para algemar os responsáveis por este crime contra a nação? Ou esse grande golpe vai acabar em pizza, sem que ninguém seja responsabilizado?
Os números são estarrecedores. Poucos países do mundo (o Brasil, apesar de tudo, ainda é a nona economia) sabem o que significa US$ 1 trilhão, equivalente a R$ 3,7 trilhões, o total exato da dívida pública brasileira no final de junho.
IDIOTA COMPLETO – O projeto Aleluia foi aprovado numa manobra do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que é um idiota completo, nada entende de economia e não levou um tostão, bastou dizerem a ele que a proposta era contra os estatizantes defensores da Petrobras e ele logo aderiu à “causa liberalizante”.
A proposta permite a venda de 70% das reservas da Petrobrás obtidas pela chamada Cessão Onerosa (o que pode representar até 3,5 bilhões de barris). E vai possibilitar, também, a entrega do petróleo do excedente da Cessão Onerosa, avaliado entre 9 e 14 bilhões de barris.
No total, está se tratando de riqueza potencial de mais de US$ 1 trilhão, estimando-se o barril de óleo a US$ 70, que a Petrobras extrai pelo custo de ridículos 8 dólares no pré-sal, rivalizando com o Oriente Médio, que extrai a 7 dólares em alguns campos.
TRADUÇÃO SIMULTÂNEA – Para quem não conhece o ramo, é preciso esclarecer. Segundo a Agência Internacional de Energia, os custos de exploração e desenvolvimento variam entre 7 e 35 dólares por barril.
O petróleo extraído no Oriente Médio apresenta o menor custo (7 dólares), enquanto o óleo não-convencional produzido nos EUA  (xisto) apresenta o custo mais elevado (35 dólares). O óleo de águas profundas apresenta um custo intermediário, de cerca de 18 dólares por barril. Mas a Petrobras já extrai a 8 dólares (ou 7 dólares, dependendo do câmbio), como se o Brasil fosse a Arábia Saudita do Século XXI. Pense nisso.
NAS MÃOS DO SENADO – O projeto foi criminosamente aprovado na Câmara, em regime de urgência, sem passar pelas Comissões Técnicas, praticamente sem debates, na calada da noite, em plena euforia da Copa do Mundo.
Agora, foi encaminhado ao Senado para ser votado após o recesso. Espera-se que o presidente Eunício de Oliveira (MDB-CE) tenha um ataque de bom senso e faça esta proposta tramitar pelas comissões técnicas. Eunício precisa lembrar que foi iniciado na política pelo sogro Paes de Andrade, um deputado que fez carreira defendendo os interesses nacionais. Sempre foi um ferrenho integrante do “MDB Autêntico”, a ala comandada por dr. Ulysses Guimarães.
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P. S.
 – Como dizia nosso amigo Carlos Chagas,  o episódio da visita que Paes de Andrade fez à sua terra, Mombaça, no exercício da Presidência da República, é um episódio menor na trajetória do deputado cearense. Ele deve ser lembrado pela defesa dos interesses nacionais. Na ditadura militar, Paes de Andrade chegou a ser cassado, mas ao redigirem o Ato Institucional, escreveram deputado “Vaz de Andrade”. O presidente da Câmara, Auro Moura Andrade, se fingiu de distraído e não houve a cassação. Mas isso é outra história. (C.N.)


31 de julho de 2018
Carlos Newton

BOLSONARO APROVEITA BRECHA JURÍDICA E SE BENEFICIA COM OUTDOORS PELO PAÍS



Bolsonaro começou a usar outdoors no ano passado
Um conflito de decisões da Justiça Eleitoral e uma interpretação sobre liminar concedida em janeiro pelo ministro do TSE Luiz Fux abriram brecha legal para que pelo menos 200 outdoors fossem inaugurados em todas as 27 unidades federativas do país em benefício do candidato Jair Bolsonaro (PSL-RJ).
Embora não existam indícios de que o comando da pré-campanha de Bolsonaro financie ou controle as inaugurações dos outdoors, ele fez amplo uso dessa arma de propaganda na batalha eleitoral.
DEM REAGE – Há alguns dias, depois que a Prefeitura de Ilha Solteira (SP), comandada pelo DEM, ordenou a demolição de um outdoor que fora erguido ilegalmente num espaço público, o então pré-candidato usou uma rede social para explorar o assunto: “Prefeito de Ilha Solteira, DEM, manda derrubar outdoor de Jair Bolsonaro. O TSE não considera campanha antecipada o uso de outdoor”, escreveu.
Um levantamento feito pela Folha em redes sociais localizou registros de vídeo e imagens de outdoors em benefício de Bolsonaro espalhados por mais de 200 cidades de todos os estados, de novembro de 2017 a julho de 2018.
O número total pode ser bem maior. Um militante de Bolsonaro que inaugurou a propaganda em Chã Grande (PE) disse em entrevista a uma televisão local que só no Pernambuco o grupo já havia erguido 92 outdoors.
VARIANTES – As propagandas variam de forma e dizeres, mas todas trazem a fotografia e o nome do candidato do PSL à Presidência. Os militantes que dizem pagar a propaganda por conta própria também fazem “atos de inauguração”, com carreatas e fogos de artifício.
Para a Justiça Eleitoral, contudo, isso não é suficiente para caracterizar uma propaganda eleitoral ilegal. Segundo o TSE e juízes consultados pela reportagem, o tribunal não tomou uma decisão unificada para todo o país, deixando que impere a análise de caso a caso, quando a Justiça deve ser provocada pelo Ministério Público.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) fez isso, em janeiro, para pedir a derrubada de outdoors pró-Bolsonaro na Bahia. A decisão de Luiz Fux, em janeiro, acabou tendo efeito contrário ao buscado pela PGR. Em vez de determinar a ilegalidade dessa modalidade de propaganda, Fux mandou que os outdoors fossem mantidos nos seus lugares. Citando jurisprudência, ele afirmou que o tribunal definiu “o pedido de voto como um dos requisitos necessários à caracterização da propaganda antecipada”.
SEM PEDIR VOTO – Em suma, se o outdoor não traz um pedido explícito de voto, estaria liberado. Decisão nesse mesmo sentido foi reafirmada pelo TSE em uma sessão no último dia 26 de junho. Para o Ministério Público, a mera existência do outdoor já é um pedido de voto. Além disso, o uso de outdoor é proibido durante a campanha.
A decisão de Fux abriu espaço para interpretações das mais diversas em todo o país. Os militantes de Bolsonaro passaram a dizer que estavam autorizados a erguer os outdoors.
Na prática, quando provocados pelo Ministério Público, os juízes estão tendo que observar se os dizeres do outdoor configuram ou não “um pedido explícito de voto”. Ocorre que, do pedido do Ministério Público à análise do Judiciário, muitos dias se passam e o outdoor já foi visto por centenas ou talvez milhares de pessoas, cumprindo seu objetivo de propaganda eleitoral.
DECISÕES – Em pelo menos cinco casos, a Justiça Eleitoral já mandou destruir as propagandas, com decisões em Mato Grosso, São Paulo, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Sul.
Em Cuiabá, o juiz eleitoral Paulo Cézar Alves Sodré determinou no começo deste mês a retirada de outdoors em Pontes e Lacerda (MT).
À Folha o juiz afirmou que a propaganda trazia expressões que configuravam o pedido de voto. Um dos cartazes dizia: “Contra corrupção, Bolsonaro é a solução”. O magistrado disse que sua decisão vai na mesma linha do que ficou estabelecido pelo TSE em 26 de junho.
NA BAHIA – Em Capela do Alto Alegre (BA), a Justiça Eleitoral mandou que um outdoor pró-Bolsonaro com a inscrição “Deus, Pátria e Família” fosse desmontado.
A juíza Ana Paula Fernandes Teixeira escreveu que o “direito de manifestar-se sobre a pessoa que anseia a participação no processo eleitoral é livre e tal não poderá ser cerceado”, porém o uso de uma ampla imagem, “de forma a configurar-se como possível propaganda eleitoral cuja intenção seja angariar votos em período que fora ao estipulado na lei, não pode ser acolhido pelo Judiciário”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Muito inteligente, econômica e eficiente essa estratégia de espalhar outdoors pelo país, pagos por adeptos da candidatura de Bolsonaro. Como vai ser pouco visto na televisão, o capitão encontrou uma boa solução para ter visibilidade no interior do país, com outdoors fincados à beira das rodovias. (C.N.)


31 de julho de 2018
Deu na Folha

EXCERTO D' O LIVRO DO COMUNISMO

Aqui, o genocídio “da classe” junta-se ao genocídio “da raça”: matar de fome uma criança kulak ucraniana deliberadamente coagida à indigência pelo regime stalinista “vale” o matar de fome uma criança judia do gueto de Varsóvia coagida à indigência pelo regime nazista. 
Essa constatação de modo algum repõe em causa a “singularidade de Auschwitz”: a mobilização dos mais modernos recursos técnicos e a implantação de um verdadeiro “processo industrial” - a construção de uma “usina de extermínio”, o uso de gases, a cremação. 
Mas destaca uma particularidade de muitos regimes comunistas: a utilização sistemática da “arma da fome”; o regime tende a controlar a totalidade do estoque de comida disponível e, por um sistema de racionamento por vezes bastante sofisticado, só o distribui em função do “mérito” e do “demérito” de uns e de outros. 
Este procedimento pode mesmo provocar gigantescas situações de indigência. Lembremo-nos de que, no período posterior a 1918, somente os países comunistas conheceram essa grande fome que levou à morte de centenas de milhares, ou quem sabe até de milhões de pessoas. Ainda nesta última década, dois países da África que se dizem marxistas-leninistas - Etiópia e Moçambique - sofreram dessas indigências assassinas. 
Um primeiro balanço global desses crimes pode ser esboçado: 
- fuzilamento de dezenas de milhares de reféns, ou de pessoas aprisionadas sem julgamento, e massacre de centenas de milhares de trabalhadores revoltados entre 1918 e 1922; 
- a fome de 1922, provocando a morte de cinco milhões de pessoas; 
- execução e deportação dos cossacos da região do Don em 1920; 
- assassinato de dezenas de milhares de pessoas em campos de concentração entre 1919 e 1930; 
- execução de cerca de 690.000 pessoas por ocasião do Grande Expurgo de 1937-1938; 
- deportação de dois milhões de kulaks (ou supostos kulaks) em 1930-1932; 
- destruição por fome provocada e não socorrida de seis milhões de ucranianos em 1932-1933; 
- deportação de centenas de milhares de poloneses, ucranianos, bálticos, moldávios e bessarábios em 1939- 1941, e posteriormente em 1944-1945; 
- deportação dos alemães do Volga em 1941;
 - deportação-abandono dos tártaros da Criméia em 1943; - deportação-abandono dos chechenos em 1944; 
- deportação-abandono dos inguches em 1944; 
- deportação-abandono das populações urbanas do Camboja entre 1975 e 1978; 
- lenta destruição dos tibetanos pelos chineses, desde 1950, etc. 

Não terminaríamos nunca de enumerar os crimes do leninismo e do stalinismo, com freqüência reproduzidos de modo quase idêntico pelos regimes de Mão Zedong, Kim II Sung, Pol Pot. 
Permanece uma difícil questão epistemológica: o historiador está apto a usar, em sua caracterização e em sua interpretação, fatos ou noções tais como “crime contra a humanidade” ou “genocídio”, relativos, como vimos acima, ao domínio jurídico? Não seriam essas noções demasiado dependentes de imperativos conjunturais - a condenação do Stéphane Courtois e outros - O Livro Negro do Comunismo - Crimes, Terror e Repressão – by PapaiNoel 11 nazismo em Nuremberg - para serem integradas a uma reflexão histórica que vise estabelecer uma análise pertinente a médio prazo? 

Por outro lado, essas noções não estão demasiado carregadas de “valores” suscetíveis de “falsearem” o objetivo da análise histórica? Sobre o primeiro ponto, a história deste século mostrou que a prática do massacre de massa, feita por Estados ou por Partidos-Estados, não foi uma exclusividade nazista. 
Bósnia e Ruanda provam que essas práticas perduram e que elas constituirão, sem dúvida, uma das características principais deste século. 

31 de julho de 2018
Excerto d' O LIVRO NEGRO DO COMUNISMO

segunda-feira, 30 de julho de 2018

TOFFOLI VAI OU NÃO VAI EXPLICAR A MESADA DE R$ 100 MIL DA SUA MULHER?


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Silêncio de Dias Toffoli é constrangedor e revelador
Como dizia o grande humorista Paulo Silvino, “perguntar não ofende”. Então, o povo quer saber se o criativo ministro Dias Tofolli, inventor da tese da plausibilidade da inocência de José Dirceu, vai ou não vai explicar por que recebe uma mesada de R$ 100 mil mensais de sua mulher, a advogada Roberta Maria Rangel.
A edição desta semana da revista digital Crusoé denuncia que os repasses de R$ 100 mil ao ministro do Supremo Tribunal Federal saem de uma conta de Roberta no banco Itaú, com destino a outra mantida em nome do casal no banco Mercantil do Brasil.
Os repasses, de acordo com a publicação, foram realizados ao menos desde 2015 e somam R$ 4,5 milhões. Dos R$ 100 mil mensais depositados pela mulher de Toffoli, diz a revista, metade (R$ 50 mil) é transferida para a ex-mulher do ministro, Mônica Ortega, e o restante é utilizado para custear suas despesas pessoais. Ainda segundo a reportagem, a conta é operada por um funcionário do gabinete de Toffoli.
IMPEACHMENT – No linguajar policial, a existência desta conta é tipo “batom na cueca”, não existe possibilidade de defesa. Por isso, a mesada pode motivar um pedido de impeachment do ministro, que jamais deveria ter sido nomeado para o Supremo, pois não tinha notório saber e agora não tem reputação ilibada.
Não é o primeiro ato pouco republicano de Toffoli, que há alguns anos aceitou a reforma de sua casa pela empreiteira OAS, segundo revelou o ex-presidente da empresa, Léo Pinheiro.
Na reportagem, a revista digital Crusoé revelou que, em 2015, a área técnica do Mercantil encontrou indícios de lavagem de dinheiro nas transações efetuadas na conta do ministro, mas a diretoria do banco ordenou que as informações não fossem encaminhadas para o Coaf, órgão de inteligência financeira do Brasil. Todos os bancos são obrigados a comunicar ao Coaf transações suspeitas de lavagem de dinheiro, mas como se tratava de um ministro do Supremo, deixaram para lá…

30 de julho de 2018
Carlos Newton

MOMENTO RELAX...


Mike Tyson vs Evander Holyfield #Legendary Night# HD


30 de julho de 2018

LIVRO REVELA A "COMPRA E VENDA" DE MEDIDAS PROVISÓRIAS NO CONGRESSO


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Charge do Nani (nanihumorcom)
Sob o título “Centrão repagina o mapa da mina”, a jornalista Maria Cristina Fernandes publica artigo no suplemento semanal do jornal Valor em que trata do livro “Dinheiro, Eleições e Poder”, de Bruno Carazza. O autor é especialista em políticas públicas e gestão governamental do Ministério do Planejamento. Editado pela Companhia das Letras, o livro expõe a engrenagem dos despachantes de interesses no Congresso Nacional.
Carazza é mestre em economia pela UnB e doutor em direito pela UFMG. É autor do blog “O E$pírito das Leis”, da Folha, onde analisa interesses em jogo e possíveis efeitos dos projetos em discussão no Congresso.
MERCADO LIVRE – A repórter Maria Cristina Fernandes registra que o autor “destrinchou uma a uma as relatorias das medidas provisórias”, acrescentando que “as MPs oferecem o melhor campo de trabalho para os traficantes de interesses no Congresso.
Como o atacado das doações eleitorais minguou, o “Centrão” concentrará suas forças no “varejo congressual”, na definição do cientista político Bruno Carazza.
Segundo a articulista, o “Centrão” privilegia a unidade do bloco, em detrimento da disputa presidencial, porque concentra suas apostas no Congresso. É a partir de seus postos de poder que os partidos têm a prerrogativa de indicar presidentes de comissões e relatores de projetos prioritários.
JUCÁ É O CAMPEÃO – Eis alguns destaques do livro:
Ao longo do primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma média de 36% dos relatores receberam doações de setores vinculados às MPs nas quais tinham plenos poderes.
A partir de 2007 até o fim do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, o negócio bombou: 68% dos relatores haviam sido financiados pelos setores das MPs sob sua responsabilidade.
O senador Romero Jucá (PMDB-RR) é identificado como o protótipo do parlamentar cujo papel na negociação das propostas legislativas fez dele interlocutor privilegiado do setor privado [“resolvedor-geral da República”, segundo define um lobista].
Dos 81 senadores, apenas 23 foram relatores de medidas provisórias na Casa entre 2001 e 2017. Mais da metade dos relatores foram escolhidos nas hostes do PMDB, principal partido no Senado. Deles, o campeão absoluto é Jucá. De 238 medidas provisórias aprovadas ao longo desses 16 anos, o senador relatou 73.
Os setores que mais contribuíram com financiamento de campanha foram construção, alimentício e bebidas, financeiro, siderurgia e metalurgia, mineração e farmacêutica.

30 de julho de 2018
Frederico Vasconcelos
Interesse Público

A CANALHICE DA ESQUERDA CATÓLICA


A canalhice da esquerda católica


30 de julho de 2018

FEDERALISMO BRASILEIRO: O QUE É E O QUE ESTÁ ERRADO COM ELE?


Federalismo Brasileiro: o que é e o que está errado com ele?


30 de julho de 2018