"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

BANDIDO CONTROLAM NOSSA SOBERANIA


Não se duvida de que o governo Dilma Rousseff tem sido uma lástima. Que o desemprego chegou em massa, os impostos aumentam sem chance para o contribuinte, direitos trabalhistas foram reduzidos, paramos de crescer e a alta do custo de vida atinge todo mundo. Uma situação para o Brasil exasperar-se.
No entanto… No entanto, por que dar voz e voto a uma série de empresas privadas estrangeiras, daquelas constituídas para ganhar dinheiro às custas dos trouxas que somos nós, rebaixando relações econômicas que nos dizem exclusivamente respeito?
Standart&Poor`s, Fitch, Moody`s e outras arapucas faturam de acordo com seus interesses. Quando em dificuldades, prestes a falir, essas empresas “de risco” incluem em seus relatórios para os investidores internacionais números capazes de perturbá-los, ainda que às custas da economia de Estados soberanos.
O quadro aqui no Brasíl é triste? Sem dúvida, mas qual a justificativa para ficar pior apenas porque meliantes pretendem sobreviver às nossas custas e às custas de quem tem recursos sobrando para investir onde maiores dividendos possam encontrar?
O grave nessa história é que estamos nos curvando à chantagem. O governo, as autoridades econômicas, os banqueiros e a mídia tomam como dogmas absolutos as conclusões duvidosas e mal-intencionadas dessas quadrilhas de classificação de performances. Não se viu um protesto ou mera ponderação frente a tais intervenções daqueles que não possuem mandato, autorização ou capacidade para nos julgar. Falaram, está falado, mesmo quando, por coincidência, acertam ao descrever nossas agruras. Quem lhes passou procuração para intervir na realidade econômica brasileira, tornando-a mais aguda em função da ânsia de aumentarem seu faturamento?
A fraqueza do governo Dilma fica exposta não só por conta de erros, falsas promessas e manobras eleitorais. Transparece também quando cedemos à ação de bandidos internacionais que infelizmente controlam nossa soberania.
SENADO NA BAIXA
A Câmara acaba de desfazer o que de mais importante o Senado votou, em termos de reforma política. Uma simples conta aritmética, de 513 contra 81, transforma os representantes da Federação em apêndices desimportantes dos que pretendem exprimir a população. Trata-se de um falso equilíbrio que a Constituição não consegue resolver. Nos limites do Poder Legislativo. Quem sabe tenha chegado a hora de o Judiciário intervir? Porque no caso do financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas, fica evidente ser a opinião pública contrária. O Supremo Tribunal Federal, também. Como os interesses de Eduardo Cunha e seus seguidores precisavam ser atendidos, eis o resultado: a bandalheira continuará a mesma, nas próximas eleições.

11 de setembro de 2015
Carlos Chagas

BAIANO VAI REVELAR DETALHES DA CORRUPÇÃO NA CAMPANHA DE DILMA


A grande mídia divulgou sem a devida importância a notícia de que o lobista Fernando Soares fechou o acordo de delação. Apontado como o operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras pelas investigações da Lava Jato, Soares é mais conhecido como Baiano e dispõe de informações que podem abalar a República e até causar a cassação da presidente Dilma Rousseff.

No último dia 25, na CPI da Petrobras, em acareação com o ex-diretor Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef anunciou que uma nova delação premiada iria esclarecer a divergência entre os dois sobre o repasse de recursos para a campanha da presidente Dilma Roussef em 2010, por meio do ex-ministro Antonio Palocci.

Confira as palavras exatas do doleiro: 

“Ratifico meus depoimentos dados como réu colaborador. E vou dizer mais ainda. Vou me reservar ao silêncio com referência a esse assunto porque existe investigação desse assunto do Palocci que vai ser revelado e logo vai ser esclarecido. Outro réu colaborador está falando. Eu não fiz esse repasse”, disse, acrescentando: 

“Assim que for revelado, vocês vão saber. Vocês vão saber realmente quem foi que pediu o recurso e quem repassou”.

Ou seja, com a delação de Baiano, enfim a força-tarefa da Lava Jato saberá até onde o novo-rico consultor Antonio Palocci esteve metido nas irregularidades da campanha de Dilma.

A CONTROVÉRSIA

Na CPI, Paulo Roberto Costa afirmou que, “pelo que se lembra”, o pedido de dinheiro para a campanha presidencial do PT teria sido levado a ele pelo doleiro. 

“Esse assunto veio através do Youssef de um pedido de R$ 2 milhões e autorizei repassar recursos do PP para a campanha de Dilma Roussef”, afirmou o ex-diretor.

Yossef, porém, não quis adiantar o esclarecimento e deixou que Fernando Baiano agora o faça. Além de dar esta informação que pode liquidar com a presidente Dilma no Tribunal Superior Eleitoral,o lobista vai fazer um arraso dentro do PMDB, completando informações sobre o relacionamento entre o empresário Júlio Camargo e o deputado Eduardo Cunha.

E não vai parar por aí. Além do presidente da Câmara, a delação vai colocar em apuros outros importantes políticos da outrora base aliada, como o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-­AL), o ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-­RN) e também o senador Delcídio do Amaral (PT- MS).

Delcídio, que já deveria constar da primeira lista de Janot, estranhamente foi poupado pelo procurador geral. 
Era dirigente do PP no Mato Grosso do Sul, tornou-se diretor de Gás e Energia da Petrobras e depois entrou no PT, vejam até que ponto a ideologia é circunstância desprezível para esse tipo de gente. 
Foi citado como corrupto em depoimentos da delação premiada, mas Janot fingiu não ter percebido.

11 de setembro de 2015
Carlos Newton

QUASE UMA FÁBULA, MAS NÃO É UMA FÁBULA...

VÃO TODOS À MERDA!

O homem comprou o pedaço de terra com muito esforço. Pensava que ali poderia, ao "abrigo inviolável" das leis que protegem o indivíduo, fazer tudo para .plantar e colher, criar e educar os filhos, envelhecer e morrer com o sentimento de dever cumprido.

Mas a Lei disse: "Não pode desmatar, Não pode usar a água da mina sem pagar ao Estado, Não pode produzir sementes para a lavoura, Não pode  atrasar no pagamento de impostos...Nem  contar com a ajuda dos filhos no seu trabalho, nem pode educar, nem castigar. O Estado os fará cidadãos melhores...

Naquele instante pensou que estava sendo qualificado como um cidadão pior, incapaz de cuidar da própria vida e conduzir sua família para harmonizar-se com outras famílias, contribuindo com o exemplo e o mérito na construção de uma sociedade, uma nação, uma pátria livre. Aí ouviu a voz do coração: era mesmo um besta, um idiota pensando que as promessas do Estado eram verdadeiras.

E ficou por ali pensando numa solução para apaziguar as contradições do espírito. Tomou um café, fumou mais um cigarro, acariciou os cabelos da mulher que colhia verduras na horta com ajuda do filho e foi até o ponto mais alto da propriedade de onde podia avistar o mundo cheio de montanhas. Sabia que depois das montanhas havia o mar e depois do mar o mais além. Tudo contido no espaço infinito.

O filho mais velho, atendendo ao chamado da Lei fora recrutado pelo serviço militar obrigatório. Mandaram-no para uma missão "de paz" num país africano, lá longe, onde por dever de ofício e treinamento específico, tinha de matar outros jovens, em nome da paz. Num entrevero foi atingido mortalmente.

Restou a lembrança do sorriso saudável. das risadas contando os causos e os acordes do violão calado, como que aguardando a volta do dono, coberto de poeira. Violão e cachorro são bichos que se ligam muito e acabam com a cara dos donos. Faltando estes, ficam tristes.

O homem recebeu mais porradas: o filho do meio que, entre amigos adolescentes, conheceu as drogas na escola, tornou-se agressivo e um dia qualquer não voltou para casa. A polícia foi avisada sobre o menor desaparecido. E o delegado falou que bom mesmo era rezar. Teria sorte se o menino fosse encontrado.

Respirou fundo e voltou para a casa. Seus miolos ferviam e as árvores estavam florescendo para alegria da passarada. Na mesa de estudos da filha estavam os livros e uma caixinha com dizeres  "Saúde sexual". Abriu a caixa e viu o pênis de borracha enfiado num preservativo. No caderninho impresso e colorido ele começou a ler as instruções sobre o uso de drogas injetáveis, os cuidados para cheirar cocaína e o aviso: "isto é segredo seu. Não mostre para seus pais..."

O coração apertado e o amargo que tornava a saliva semelhante a fel, as mãos e as pernas tremendo, chorou e imaginou-se de repente como Davi diante de Golias, o Estado gigante. Tomou a caixa, os objetos e o caderninho e  foi direto para a cozinha onde o fogo de lenha  ganhou uma labareda colorida e uma fumaça negra e fedorenta.

Na hora do almoço, tinha tomado a decisão: -De hoje em diante você não vai mais para a escola. Vou ser professor aqui em casa.
- Mas pai... Aquilo é um programa do governo, do ministério da educação, da ONU...


- A ONU já matou seu irmão e agora quer ensinar você a usar drogas... Basta o outro, que sumiu. Quer saber de uma coisa? Quero que o governo, o ministério e a ONU vão todos à merda.

11 de setembro de 2015
viver de novo

UMA ENTREVISTA QUASE IDIOTA...

"Pastor" Levy dá uma entrevista quase idiota sobre o rebaixamento do Brasil.


"Se a gente precisar pagar impostos, eu tenho certeza que a população vai estar preparada para isso." Ou "a gente tem que ter a disposição para todo mundo fazer um sacrifício para a economia voltar a crescer de novo". Durante toda a entrevista, "Pastor" Levy falou em cortar mais gastos, o que é óbvio e não foi feito pelo governo e em aumentar impostos para cobrir os crimes fiscais de Dilma Rousseff. Chegou ao ponto de elogiar Dilma Rousseff, sem citar que a presidente, durante os quatro anos anteriores e especialmente no ano eleitoral, enganou o país, mentiu para a população, cometeu crimes fiscais premeditados para se reeleger. Esperava-se uma entrevista com um plano de trabalho. Não tem plano, a não ser aquela Agenda Brasil do Renan, o estudo sobre o ICMS (que já tem 200 anos) e o Plano de Logística, que depende basicamente de investimento estrangeiro. Um investimento que está indo embora a partir de hoje, por termos recebido o selo de caloteiro no mercado internacional.

11 de setembro de 2015
in coroneLeaks

DEPOIS QUE DILMA REBAIXOU O BRASIL, DÓLAR CHEGA A R$ 3,90. MERCADO EM PÂNICO!



(O Globo) O dólar comercial opera em forte alta de 2,63% nesta quinta-feira, um dia após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) ter cortado a nota de crédito do Brasil, fazendo-o perder seu grau de investimento — espécie de selo de bom pagador. A divisa americana está cotada a R$ 3,897 para compra e a R$ 3,899 para venda. Na máxima da sessão, chegou a R$ 3,908.

A nota do Brasil pela S&P foi de “BBB-” para “BB+” menos de dois meses após a agência revisar a perspectiva do Brasil para negativa. Pesou para a dicisão a proposta orçamentária do Planalto para 2016. O cenário econômico levou a entidade a colocar o rating em perspectiva negativa, o que aponta a possibilidade de novo rebaixamento nos próximos meses.

Na noite de ontem, em entrevista ao “Jornal da Globo”, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a nota da S&P “é apenas uma avaliação se a gente está olhando com seriedade para isso. Se a sociedade, o Congresso, o governo estão entendendo a seriedade de ter equilíbrio fiscal, é necessário para o Brasil ter a confiança das pessoas”.

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Levy afirmou que a população está preparada e vai entender se precisar pagar mais impostos para o país voltar a crescer e criar empregos. Na visão de Levy, está ficando cada vez mais claro para as pessoas que é preciso fazer escolhas que não são fáceis para o país chegar ao equilíbrio fiscal e crescer. O ministro disse que assumiu o cargo com o objetivo de fazer com que Brasil readquirisse o equilíbrio fiscal, “porque é essencial para a gente poder crescer”.

SEGURO CONTRA CALOTE DÁ SALTO
O risco associado ao Brasil, medido pelo CDS (Credit Default Swap, na sigla em inglês, uma espécie de seguro contra calote), chegou a disparar 14,5% nesta quinta-feira. O contrato com prazo de cinco anos, em dólar, fechara ontem em 374 pontos centesimais e, hoje, atingiu os 428 pontos nos primeiros minutos de negociação. Agora, sobe 7,5%, a 402 pontos.O CDS de cinco anos da da Rússia, que também não possui mais grau de investimento e ainda é alvo de um embargo econômico, está em de 375 pontos.

11 de setembro de 2015
in coroneLeaks

ASSALTO A MÃO ARMADA



Tanto faz se estão usando gazua, pistola ou punhal. A verdade é que ao propor a elevação do imposto de renda das pessoas físicas, o ministro da Fazenda e sua quadrilha assumiram a condição de assaltantes. Porque o assalariado não tem como escapar do assalto. É descontado em folha ou perde-se no emaranhado de declarações que só os contadores entendem, esbulhado por um poder público que não retribui as contribuições com serviços e demais obrigações.
As empresas sempre encontrarão mecanismos para aliviar a agressão, descontando despesas particulares de seus diretores e utilizando artifícios que não raro fazem o patrão pagar menos do que o empregado. Automóveis, mansões, refeições, viagens e tudo o mais eles conseguem abater, mas quem vive de salário que se dane.
Junte-se a redução de direitos trabalhistas, a elevação do custo de vida, as demissões em massa e as incertezas de todo amanhecer para que se evidencie ter o governo acabado. Não dá mais para continuar. Poderá o cidadão comum, envolto por mil dificuldades, taxas e impostos, continuar emprestando apoio à incompetência dos governantes?
IMPEACHMENT
Como faltam três anos e quatro meses para o encerramento dessa farsa, outra saída não existe: o impeachment da presidente da República, símbolo maior das agruras que nos assolam. Fosse feita nova pesquisa, que aliás não demora, menos de sete por cento dos consultados optariam pela permanência de Madame e seu governo. Apesar da conturbação a ser causada pelo trauma, melhor assim do que assistir as instituições postas em frangalhos.
Quanto à recuperação, fica a dúvida: quem, organização, movimento ou partido, se disporia a enfrentar o desafio? “Todo o poder ao Judiciário!” virou coisa do passado. “Militares, nunca mais!” tornou-se imperativo categórico. “Tudo pelo social” não deu certo. Muito menos copiar o “New Deal” dos americanos ou aguardar um inviável “Plano Marshall”. Do fundo do poço, o anseio é por luz e calor.
Deveria a presidente Dilma ter presente a lição que Diógenes um dia passou em Alexandre. Oferecendo o que ele quisesse em matéria de riqueza, joias e poder, postado na frente do barril onde o filósofo morava, ouviu o futuro dominador do mundo: “Majestade, não me tires o que não me poder dar”. É que Alexandre se postara entre Diógenes e o sol…
MICHEL PRECISA DEFINIR-SE
Afinal, o vice Michel Temer apoia ou não o aumento de impostos? Para os líderes do PMDB, jura que não. Diante da presidente Dilma e de seus ministros, aceita proposta…

11 de setembro de 2015
Carlos Chagas

RENAN QUER CORTES DE DESPESAS ANTES DE AUMENTO NOS IMPOSTOS



No dia seguinte após participar de um jantar promovido pelo vice-presidente e presidente do PMDB, Michel Temer, com governadores e outros integrantes da cúpula do partido, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que a legenda não defende a “necessidade urgente” de elevação da carga tributária e do aumento de impostos.
“Isso (aumento de impostos) é uma coisa que mais adiante pode ser discutida, mas há uma preliminar que é o corte de despesa, a eficiência do gasto público e é isso que precisa, em primeiro lugar, ser colocado”, disse Renan, na chegada ao Senado.
Questionado se o aumento de impostos não poderia reforçar o caixa dos Estados comandados pelo partido, o presidente do Senado disse que os governadores entendem que é preciso suprir o déficit fiscal. Mas destacou que os dirigentes estaduais consideram, assim como o PMDB, que em primeiro lugar vem o “dever de casa, que é cortar despesas e dar eficiência ao gasto público”.
CRISE MUITO GRANDE
Renan classificou a conversa com os governadores “boa” e disse que eles estão preocupados com a situação financeira e fiscal dos Estados. Preocupação, em sua opinião justificada, uma vez que há uma crise muito grande. Um dos governadores presentes no encontro era Renan Filho, de Alagoas, filho do presidente do Senado.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Renan não é nenhum sumidade, mas sabe enxergar o óbvio, enquanto Dilma Rousseff e Lula continuam completamente baratinados, sem coragem de reduzir a máquina estatal, que eles inflaram desnecessariamente, para dar empregos aos companheiros do PT, que o deputado Anthony Garotinho apelidou de “partido da boquinha”. (C.N.)

11 de setembro de 2015
Deu no Correio Braziliense

O HUMOR DO ALPINO...



11 de setembro de 2015

DILMA E WAGNER SABIAM DO DECRETO SOBRE NOMEAÇÃO DE MILITARES?


Eva manda mais do que Wagner
Quando li nos jornais a polêmica sobre o decreto fajuto que atribuía ao ministro da Defesa a prerrogativa de nomear, remover e promover oficiais das Forças Armadas, numa iniciativa atribuída à secretária-geral do Ministério da Defesa, pensei logo que o ministro Jaques Wagner estivesse com graves problemas pessoais e mentais, a ponto de contratar para cargo tão importante uma pessoa capaz de desrespeitar a hierarquia, fraudar assinatura e criar uma crise absolutamente desnecessárias, numa hora dessas. 

Relendo com mais calma o noticiário, percebi que me enganara. A secretária-geral Eva dal Chiavon é experiente e qualificada, tendo sido chefe da Casa Civil do governo da Bahia. 
O único defeito que se coloca nela é ser casada com o principal executivo do Movimento dos Sem Terra, Francisco dal Chiavon, mas este fato é problema pessoal dela, o amor é lindo, ninguém tem nada a ver com isso.
Mas o noticiário revela que a secretária-geral, na ausência do ministro, resolveu se comportar como se fosse superior a ele e agiu de forma irresponsável nesse episódio do decreto, deixando em má situação a própria presidente da República, e mesmo assim não acontece nada a ela, que parece pairar acima da lei e da ordem.
CRIMES COMETIDOS
Falsidade ideológica, contrafação, prevaricação – podem ser diversos os crimes cometidos pela secretária-geral, conforme salienta o advogado Celso Serra, ao chamar atenção para a importância do ato consumado por Eva dal Chiavon, que na ausência do ministro Jaques Wagner conseguiu a assinatura da presidente da República e mandou publicar no Diário Oficial da União um decreto supostamente assinado também pelo ministro em exercício, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira.
Acontece que vice-ministro (hipoteticamente em exercício) garante não ter firmado o tal decreto que propicia ao Ministério alterar de modo substantivo a composição das Forças Armadas. E se o almirante não assinou, fica logo confirmado o crime de contrafação, não é preciso nem investigar.
Trata-se de fatos públicos e notórios. Portanto, a Procuradoria Geral da República precisa entrar em cena para informar aos brasileiros se pretende abrir inquérito sobre os atos cometidos pela secretária-geral Eva dal Chiavon, ou vai tentar passar uma borracha nisso tudo.
JAQUES E DILMA SABIAM?
Até agora, a secretária-geral continua no cargo, não se falou em demissão. Sua permanência na função deixa algumas dúvidas cruéis. O ministro Jaques Wagner e a presidente Dilma realmente não sabiam desse decreto, que estava engavetado há três anos? Quem desengavetou foi a própria secretária-geral? Por ordem de quem? Que lhe deu ordem para publicar o decreto no Diário Oficial na ausência do ministro? Por que ainda não foi punida?
Essas indagações deixam clara a possibilidade de o ministro Jaques Wagner e a presidente Dilma Rousseff terem combinado a edição do decreto, que ele resolveu executar quando estivesse ausente, para parecer que havia concordância dos chefes militares, pois contava com a assinatura do vice-ministro, Almirante Eduardo Bacellar, muito respeitado nas Forças Armadas e ex-chefe da Escola Superior de Guerra.
A secretária-geral obedeceu à ordem, mas não teve coragem de pedir a assinatura do vice-ministro e aconteceu essa polêmica toda. É claro que Dilma e Wagner sabiam de tudo, caso contrário a presidente teria ligado para o celular dele. Se a culpa fosse exclusivamente de Eva dal Chiavon, é óbvio que esta senhora já teria sido demitida.
Porém, se todo esse raciocínio está equivocado e Eva dal Chiavon continua na função exclusivamente devido ao prestígio de seu marido, chefão do MST, será o caso de colocar logo o sem-terra Francisco Dal Chiavon no lugar de Dilma, porque é mais importante do que ela. Ou não?
O QUE DIZ A LEI
O mais incrível é que tanto o decreto (com a griffe Chiavon) quanto a portaria retificadora (com a griffe Wagner) são absolutamente inconstitucionais, como nos ensina o comentarista José Augusto Aranha:
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
…
XIII – exercer o comando supremo das Forças Armadas, promover seus oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos;
…
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os limites traçados nas respectivas delegações.
”
Ou seja, o inciso XIII não está aberto à delegação, que até já virou moda. Mas neste país, quem se interessa pela Constituição?
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PS – Para não misturar as bolas, deixaremos de comentar hoje o favorecimento da enfermeira Fátima Mendonça, mulher de Jaques Wagner. Ela se tornou servidora sem fazer concurso e foi nomeada assessora de supervisão geral da Coordenação de Assistência Médica do Tribunal de Justiça de Salvador, à época com salário de R$ 14,6 mil. Quando Wagner elegeu-se governador, ela simulou se afastar, a pretexto de assumir o comando das Voluntárias Sociais, cargo tradicionalmente reservado às primeiras-damas, mas continuou recebendo o salário. Segundo a então corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon, que é baiana, na verdade a enfermeira Fátima jamais trabalhou no Tribunal, apenas constava (e consta) da folha de pagamentos. (C.N.)

11 de setembro de 2015
Carlos Newton

REMÉDIO AMARGO PARA PROGRAMAS SOCIAIS NÃO AFETA BANCOS



Em seu pronunciamento no Dia da Independência, defensivamente feito através da Internet, para evitar reações contrárias naquele momento, a presidente Dilma Rousseff – reportagem de Geralda Doca, Catarina Alencastro e Cristiane Jungblut, O Globo de terça-feira – deixou aberta a possibilidade de uma reavaliação de programas sociais e acentuou que o remédio para superar a crise e retomar o desenvolvimento será amargo. A perspectiva, portanto, é a de corte nas verbas destinadas à área social, posição esta, assinalou a reportagem, defendida pelo ministro Joaquim Levy.
Ocorre de plano uma pergunta obrigatória: os cortes a serem praticados encontram-se dentro dos limites da lei? Sim. A indagação se impõe porque restrições não podem atingir direitos adquiridos. E a dúvida natural conduz à outra: a quais cortes, especificamente, ela se referiu?
A generalização é perigosa, tanto para os trabalhadores e servidores públicos quanto para o próprio governo. Pode contribuir para uma nova redução do consumo e aumentar ainda mais a impopularidade da presidente. Mas não apenas isso, que já seria muito.
CONTRADIÇÕES
Há mais contradições no roteiro exposto através da Internet. Uma delas decorre da entrevista do ministro Nelson Barbosa à jornalista Mirian Leitão, Globonews, noite de segunda-feira. Pressionado pela entrevistadora, o titular do Planejamento afirmou que na proposta orçamentária para 2016, encaminhada ao Congresso, as despesas obrigatórias atingem 61% da lei de meios, dos quais 40% referentes ao setor da Previdência Social.
Causa surpresa tal afirmação, se compararmos os números apontados por Nelson Barbosa com os inscritos no orçamento deste ano, lei 13.115 de 20 de abril de 2015. Em termos percentuais o panorama nacional não pode ter mudado tanto no espaço de doze meses. Vamos aos números.
Comecemos pelo teto orçamentário. O de 2015 é de 2,9 trilhões de reais. Assim, aplicada a devida correção, a proposição para o próximo exercício, passará para 3,3 trilhões, em números redondos. Muito bem. Na atual lei de meios, a rubrica relativa à despesa com Previdência e Seguridade Social (Item do artigo 1º) cita especificamente 797 milhões de reais. A rubrica inclui todas as entidades e órgãos a ela vinculados, abrangendo assim tanto o INSS quanto as aposentadorias e pensões dos funcionários públicos. Os servidores das estatais são regidos pela CLT.
Dessa forma, como está descrito e escrito na lei, para um total de 2,9 trilhões, a parcela de 797 bilhões de reais representa em torno de 28%. Como pode esse subtotal ter-se elevado percentualmente para 41% de um ano para outro?
SEPARAÇÃO DE GASTOS
Isso de um lado. De outro, Nelson Barbosa, ao tentar responder a Miriam Leitão, a mim parece ter separado os gastos do INSS com os da Seguridade Social, quando, pela lei 13.115/2015, fazem arte de um mesmo conjunto. A explicação, assim, encontra-se inflada de fantasia.
Mas em matéria de fantasia, deve-se inevitavelmente comparar, para dissipar a nuvem que dificulta a visão e, portanto, a análise clara, dados relativos aos juros pagos para rolar a dívida interna. Os títulos que a lastreiam estão de posse dos bancos, em sua grande maioria. Valos lá.
O Item 3 do artigo terceiro da lei 13.115 projeta o refinanciamento (só o refinanciamento, não a despesa com a redução do estoque) na escala de exatamente 904,5 bilhões de reais. Como se constata nitidamente, com base na própria lei em vigor, refinanciar o endividamento interno custa mais do que toda a Seguridade Social juntas.
E O LADO FINANCEIRO?
Portanto não possui encadeamento lógico cortar-se na área social sem praticar o mesmo no plano financeiro. Mais um detalhe: á dívida interna é de aproximadamente 3,3 trilhões de reais, sessenta por cento do PIB, como informa o Banco Central. Os juros (14,25%a/a) levam a um desembolso de, digamos, 430 bilhões. Por que, então, o refinanciamento está calculado em 904,5 bilhões de reais?
Só pode haver uma explicação, que não é a do ministro Joaquim Levy, nem do ministro Nelson Barbosa: a rolagem da dívida inclui a capitalização dos juros. Com tal operação, o desembolso a curto prazo diminui. Mas, em consequência, o endividamento aumenta. Qual a razão que leva o governo a não cortar as despesas com os juros que o país paga?

11 de setembro de 2015
Pedro do Coutto

DILMA MARCA A REUNIÃO DA QUINTA PARA DISCUTIR A REUNIÃO DA TERÇA...


             E LÁ VAI O BRASIL DESCENDO A LADEIRA...

(O Globo) A presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião extraordinária da coordenação política para a manhã desta quinta-feira para debater o rebaixamento do grau de investimento do Brasil. Ela teria uma reunião com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Nelson Barbosa (Planejamento) e Joaquim Levy (Fazenda) para discutir cortes orçamentários e formas de aumentar a arrecadação, entre eles, a possibilidade de elevação ou criação de impostos. No entanto, a presidente optou por chamar mais ministros e o vice-presidente, Michel Temer, para fazer um debate ampliado da crise e do downgrade que o país enfrenta.

Na manhã de hoje, o dólar comercial opera em forte alta de 2,63%, um dia após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) ter cortado a nota de crédito do Brasil, fazendo-o perder seu grau de investimento — espécie de selo de bom pagador. A divisa americana está cotada a R$ 3,897 para compra e a R$ 3,899 para venda. Na máxima da sessão, chegou a R$ 3,908. O mercado acionário brasileiro ainda não abriu mas os Depositary Receipts da Petrobras em Frankfurt — recibos de ações da estatal negociados na Bolsa alemã — chegaram a cair 13,9%, de € 4,70 a € 4,05.

A presidente convocou além do vice, oito ministros e os líderes do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Congresso, José Pimentel (PT-CE). Os ministros presentes à reunião são Gilberto Kassab (Cidades), Ricardo Berzoini (Comunicações), Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), Eduardo Braga (Minas e Energia), José Eduardo Cardozo (Justiça), além de Mercadante, Barbosa. e Levy. A reunião começou às 9h20.

Na noite de ontem, em entrevista ao “Jornal da Globo”, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que a nota da S&P “é apenas uma avaliação se a gente está olhando com seriedade para isso. Se a sociedade, o Congresso, o governo estão entendendo a seriedade de ter equilíbrio fiscal, é necessário para o Brasil ter a confiança das pessoas”.

As reuniões de coordenação política ocorrem, normalmente, uma vez por semana e, geralmente, às segundas-feiras. Nesta semana, houve reunião na terça-feira, já que na segunda foi feriado da Independência.

O governo enfrenta dificuldades para aumentar impostos. Dilma sinalizou com a volta da CPMF e o ministro Joaquim Levy (Fazenda) passou a defender o aumento do Imposto de Renda. No Congresso, as medidas são consideradas absurdas. Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) são contra a elevação da carga tributária e pedem ao governo que aprofunde os cortes no Orçamento.



11 de setembro de 2015
in coroneLeaks

ANTES QUE SE ARREBENTE

SÃO PAULO - Há gente experta na política a vaticinar que o Brasil só escapará da encalacrada atual depois de esborrachar-se no muro. Não bastaria antever a aproximação do armagedom para mudar de rota. Seria preciso experimentá-lo.

Souvarine, o sabotador anarquista do "Germinal" de Zola, era um esteta do gênero: "Ateiem fogo aos quatro cantos das cidades, ceifem os povos, arrasem tudo e, quando nada mais sobrar deste mundo podre, talvez surja dele um melhor", dizia e praticava. A proclamação chega a ser esplêndida na literatura. Quando acontece na vida vivida, é apenas desgraça.

É para a desgraça certa que se desenrolam os acontecimentos da política brasileira. Estivesse a crise resumida a quizilas de poder, não haveria razão para desespero, mas ela arrasta para o fogo a segurança material de 200 milhões de almas.

O problema é como restaurar a responsabilidade dos atores políticos no momento em que o príncipe do nosso sistema, o presidente da República, reduziu-se a figura simbólica. A saída mais rápida seria repactuar forças em torno de Dilma Rousseff, o que no entanto tem sido dificultado pela inapetência da presidente e pela sua proximidade dos vetores desagregadores representados por Lula e pelo PT.

Não será possível salvar o governo Dilma, o ex-presidente Lula e o PT. Se a presidente continuar conectada ao seu mentor e ao seu partido, ninguém mais chegará perto dela para negociar saídas. O isolamento ficará tão intenso que a renúncia se tornará um recurso de misericórdia.

Outra opção seria organizar em torno de Michel Temer um governo de fato, fundado na partilha de responsabilidade com grupos dominantes no Congresso. A substância do acordo teria de conter reformas dolorosas nas despesas e nas receitas do Estado, além da "despetização" do Executivo. A um pacto forte assim, Dilma seria obrigada a submeter-se ou cair fora.


11 de setembro de 2015
Vinicius Mota, Folha de SP

A IGNORÂNCIA É UMA DÁDIVA

A presidente Dilma Rousseff escolheu mais uma vez recolher-se ao conforto que a supina ignorância dos fatos proporciona a quem a alega para justificar por que não tomou as medidas necessárias para evitar que o País se esboroasse. Em entrevista a três jornais na última segunda-feira, convocada às pressas para tentar explicar uma reforma administrativa confusa e oportunista, Dilma quis convencer os leitores de que “não dava para saber” no ano passado o tamanho da crise econômica. Ao dizer isso, ela torna a apostar que todos os brasileiros são mais alienados da realidade do que ela.

De tão recorrente, a estratégia de Dilma de dizer que “não sabia” se tornou o bordão de seu governo. O caso da Petrobrás é exemplar. Embora na última década ela tenha ocupado cargos que lhe davam poder suficiente para saber o que se passava em cada sala dos escritórios da principal estatal brasileira – foi ministra de Minas e Energia, presidiu o Conselho de Administração da Petrobrás e chefiou a Casa Civil, além de ter se tornado presidente da República com fama de especialista em energia, durona e centralizadora –, Dilma alegou, candidamente, que desconhecia o processo de destruição da empresa, que envolvia a corrupção de vários de seus principais executivos e bilhões de reais desviados. “Eu não tinha a menor ideia de que isso acontecia na Petrobrás”, declarou ela ao Estado em setembro de 2014.

Agora, mantendo esse padrão, Dilma declara que não sabia do envolvimento de petistas no escândalo do petrolão. “Eu não imaginava. Fui surpreendida. Lamento profundamente”, disse a presidente na mais recente entrevista, emulando seu criador, o ex-presidente Lula, que, na eclosão do escândalo do mensalão, deu essa inesquecível declaração aos brasileiros: “Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, e que chocam o País”.

Mas Dilma admite ser ignorante não apenas em relação à corrupção que carcome seu governo à vista de todos. Para espanto geral, a “gerentona” petista disse, a respeito da crise econômica, que errou ao ter “demorado tanto para perceber que a situação poderia ser mais grave do que imaginávamos”. E ainda tentou dividir com seus governados o fardo de sua ignorância, ao dizer que “ninguém imaginava isso”.

Ora, os dados a respeito da degradação da economia, fruto das políticas irresponsáveis de uma presidente que atropelou, uma a uma, todas as regras da boa administração, estavam disponíveis para quem estivesse disposto a vê-los. Já em meados do ano passado, a arrecadação federal apresentava queda, e as contas do governo sobreviviam com Refis e pedaladas. A crise que Dilma só agora admite ver não começou ontem.

Mas Dilma tinha uma eleição a ganhar e, conforme suas próprias palavras, ela se sentiu autorizada a fazer “o diabo” contra seus adversários, atribuindo-lhes a intenção de tomar medidas de austeridade que ela mesma agora é obrigada a adotar. Não se pense, contudo, que a petista se emendou.

Todas as decisões que tomou para contornar a crise são meros truques para tentar engambelar a plateia. O ajuste fiscal, que já era tímido, foi escalpelado no Congresso graças à desastrada condução política de Dilma. E agora a presidente diz que aceita cortar Ministérios – medida que, durante a campanha eleitoral, ela classificou de “lorota”.

Como de hábito, Dilma não sabe quais pastas serão suprimidas, mas calcula que serão fechados cerca de mil dos 22,5 mil cargos comissionados. Isso dá apenas 5% do total – uma taxa de desemprego de apaniguados bem menor do que a enfrentada pelos brasileiros em geral, que caminha para os dois dígitos.

Diante de tudo isso, não há razão para crer que, embora finalmente tenha se dado conta dos imensos problemas do País, Dilma tenha decidido fazer o básico para resolvê-los. Ao contrário: com suas decisões erráticas, motivadas pela desesperada necessidade de se manter no poder, a presidente tende a perenizá-los.



11 de setembro de 2015
Editoral O Estado