"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 10 de janeiro de 2015

COMANDANTES, AJAM!!!



 
Não existe nação evoluída que não tenha passado por agruras; uma guerra interna, externa ou grandes desastres, com perdas patrimoniais e de vidas humanas.
O Brasil não fugirá a regra, faço tal afirmativa há muito tempo.
Perdemos nossa oportunidade na Contrarrevolução de 1964, mas o espírito conciliador de nossas Forças Armadas (FFAA), inspirada por Caxias, não permitiu condenar à morte os apátridas, que tentaram vender nosso Brasil.
O ciclo dos governos Militares, que eram compostos em grande parte por civis, retirou o Brasil do caos e o conduziu a ser reconhecido internacionalmente, em condições favoráveis.
Foi criada a lei da anistia, permitindo àqueles apátridas vencidos, retornarem, outro erro, mas no mesmo espírito já mencionado assim fora feito.
Infelizmente o resultado foi permitir que os vencidos iniciassem a tentativa de deturpar a história e novamente enganar nosso povo, colocando a si como democratas e não como inimigos do Brasil, terroristas, ladrões, assassinos, sequestradores e vendilhões da Pátria.
Com a proposta de poder permanente e implantação de um Estado comunista, instalaram o Foro de São Paulo, com acordos entre todos os partidos de esquerda da América Latina e fiança do pt e dos Castros da ilha prisão.
O braço armado do Foro de São Paulo, na implantação da república bolivariana, é o grupo de narcotraficantes e terroristas, FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O pt organiza no Brasil, o seu braço armado composto dos ditos movimentos sociais: MST (Movimentos dos Sem Terra); Via Campesina e outros de menor porte e também compõe o braço armado o grupo criminoso, de São Paulo, PCC (Primeiro Comando da Capital).
As FARC praticam ações como na comunidade de Bojayá, no noroeste da Colômbia, onde houve o massacre em uma igreja que deixou 79 mortos, entre os civis moradores do local, em 2002. São os aliados do pt e da esquerda no Brasil, que assinaram o Foro de São Paulo.
Desde os governos da chamada nova república, vimos o crescimento da corrupção e enriquecimento de políticos ligados ao poder.
O pt aprimorou a corrupção a ponto comprar a maioria dos políticos e colocar a maior empresa do Brasil, a Petrobras, em situação de pré-falência e desacreditada no mundo inteiro, a Eletrobrás está no mesmo caminho. Vivemos assistindo descobertas de escândalos sucessivos, desde os correios, passando pela amante do ex-presidente até agora com a Petrobras, que deverá ser seguido pelo do BNDES.
A esquerda está preparando o CAOS há bastante tempo: Nações indígenas; Acordos internacionais, com risco para nossa integridade; Destruição da família; Anulação da educação; Apartheid; Ligação com governos de esquerda; Perdão de dívidas de governos ditatoriais e Aparelhamento do Estado.
Para este ano vindouro de 2015, a esquerda tentará dar passos mais largos em direção ao verdadeiro governo comunista e para demonstrar isso já identificamos algumas atitudes:
1. A tentativa do governo petista da atual terrorista em aprovar o Decreto 8.243, projeto que implanta o soviets brasileiro, anulando o Congresso;
2. Foi para SANCIONAMENTO presidencial lei que irá permitir o ACESSO de FORÇAS ESTRANGEIRAS em nosso PAÍS, sem o CONTROLE de NOSSAS FORÇAS ARMADAS: 22/12/2014 SF PLC 00034 2014. Esta altera a Lei Complementar nº 90, de 1º/10/1997, permite forças estrangeiras transitar pelo território nacional;
3. A criação, nesta última reunião realizada em Quito, da URSAL - União das Repúblicas Socialistas da América Latina, congregando, Cuba, Argentina, Uruguai, Bolívia, Brasil, Equador, Venezuela e Nicarágua, constitui um enorme risco para a própria soberania do Brasil. Perto disso, a corrupção é um mal menor. Notem que o Chile, Colômbia e o Paraguai não pertencem ao grupo. A URSAL propõe acabar com as fronteiras e até as Forças Armadas estrangeiras poderão entrar em nosso território.
Pelo projeto do Foro de São Paulo e da UNASUL (URSAL), está sendo criado o exército vermelho da república bolivariana, que irá controlar todo o bloco, a exemplo da antiga União Soviética.
A completa inoperância do Congresso e a omissão do Judiciário, leva às FFAA a responsabilidade de manutenção das instituições e integridade do território brasileiro.
As FFAA deixarão ocorrer uma guerra civil no Brasil?
Tal pergunta deve ser respondida pelos comandantes militares, pois se não tomarem uma decisão e posição corajosa, sem dúvida haverá uma GUERRA CIVIL.
A grande maioria dos brasileiros não é partidária ao comunismo e fatalmente haverá conflito. A forma de impedir esse conflito é uma ação pró-ativa dos COMANDANTES MILITARES, com base no Art. 142 de nossa constituição.
Não é revolução e sim a preservação do BRASIL.
 
COMANDANTES DA MARINHA, EXÉRCITO E AERONÁUTICA.
PELO BRASIL, AJAM!

10 de janeiro de 2015

Ney de Oliveira Waszak é Coronel na reserva do EB.

PEÇA FUNDA


 

No socialismo real o racionamento, denominado de “distribuição racional de alimentos”, assume algumas modalidades. Na ex-União Soviética, modelo básico para os demais países socialistas, foram introduzidos em diversas épocas, diversos tipos de racionamento:

- Racionamento por tarjeta (libreta, em Cuba). Esse tipo de racionamento constitui a fase inicial e constante de todo sistema de racionamento e é sempre implantado no início de qualquer regime socialista que, por razões político-econômicas, exige a padronização de toda a população. Em Cuba, mais de 50 anos após a revolução, ainda vige esse sistema inicial.

- Abastecimento coletivo. Uma parte ou toda a ração individual é entregue ao povo em forma de comida preparada e servida em restaurantes coletivos. Na ex-URSS, durante certo tempo, cerca de 70% dos operários industriais recebiam sua cota de alimentos dessa forma.

- Manipulação de preços. Através da manipulação dos preços fixados pelo próprio Estado socialista, este eleva os preços dos produtos mais escassos e geralmente os mais indispensáveis, estabelecendo, dessa forma, um racionamento indireto que prejudica principalmente os que recebem os menores salários. Ou seja, os operários que, teoricamente, conforme diz a doutrina científica, estão no Poder. Inversamente, o Estado também baixa os preços de determinados artigos de escassa saída ou de má qualidade. Esse mecanismo é utilizado em algumas partes do país, como forma de fazer política.

A distribuição de alimentos nos regimes socialistas sempre foi discriminada ou “diferencial” – como diziam os economistas marxistas -, baseada em critérios classistas e políticos.

No racionamento por tarjeta, por exemplo, as cidades são divididas em vários grupos, onde as rações mais elevadas são destinadas às grandes cidades; dentro de cada cidade a população é dividida em categorias de rações decrescentes; finalmente, também se discrimina o número de calorias dentro de uma mesma família, de acordo com as tarefas atribuídas a cada pessoa: operários da indústria pesada, outros operários, empregados, familiares e crianças.

A discriminação política na distribuição de alimentos foi imposta desde o primeiro dia da tomada do Poder pelos comunistas. Na ex-União Soviética e demais países onde vigiu o socialismo, e ainda em Cuba, Vietnã, China e Coréia do Norte, em contraste com as chamadas “classes ricas”, os ativistas do partido sempre gozaram de um tratamento preferencial.

Além de todos esses privilégios, a nomenklatura do partido ainda tem direito, além da sua ração oficial, a abastecer-se nos armazéns estatais paralelos, um verdadeiro mercado negro legal, a preços mais elevados. Em Cuba, nesses armazéns, as compras devem ser pagas em dólares* e aí podem ser encontrados todos os produtos possíveis e imagináveis que não são encontrados nas tiendas governamentais.
Esse controle de distribuição de alimentos está sempre vinculado à polícia secreta. Em Cuba, ao G2, através dos CDRs (Comitês de Defesa da Revolução).

Na Rússia, no mesmo decreto que criou a CHEKA, em 7 de dezembro de 1917, Lênin ordenou a toda a população apresentar em 24 horas, aos Comitês de Moradores, uma declaração assinada, em três vias, indicando domicílio, salário, lugar de trabalho e ocupação. Com esses dados básicos sobre cada pessoa o governo comunista deu início ao trabalho de controlar todo o país.

A distribuição de alimentos no socialismo, regime em que o Estado é o único patrão, sempre foi uma formidável arma política para favorecer ou destruir determinados indivíduos ou setores da população, para encorajar determinadas camadas sociais a destruir outras e, inclusive, para incentivar a produção.

Os fundamentos dessa discriminação político-produtiva socialista na distribuição de produtos essenciais à população, foram magistralmente sintetizados por Lênin na Conferência de Abastecimentos da Rússia, realizada em junho de 1921:

“Não se pode estabelecer a distribuição de produtos alimentícios somente com um espírito de justiça. É preciso pensar que se trata de um método, uma ferramenta, um meio para elevar a produção. Só alimentaremos por conta do Estado os empregados que sejam realmente indispensáveis para conseguir uma maior produtividade no trabalho, e converteremos a distribuição em um instrumento político para diminuir o número dos que não são absolutamente necessários e estimular aqueles que, na verdade, necessitamos”.

Esses fundamentos políticos-produtivos continuam a ser impostos aos que vivem em Cuba, àqueles que ainda não conseguiram deixar a Ilha da Liberdade a nado ou agarrados a pneus.

10 de janeiro de 2015
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

"CLARO QUE SÍ, PODEMOS!"

 

 
Desde começos do ano apareceu na cena política espanhola uma alternativa, um novo ator coletivo, o partido Podemos.
 
Lançado em 16 de janeiro, num teatro de Madri, formado por educadores, professores e artistas, alguns com presença na mídia nacional, quase todos entre 30 e 40 anos, instituiu-se numa assembleia aberta, convocada pela internet, com o objetivo de disputar as eleições europeias, previstas para maio.
 
Os resultados surpreenderam os mais otimistas: numa campanha barata, com grande participação de militantes anônimos, sem contar com doações de empresas e sem prestar “consultorias” rentáveis, o Podemos registrou quase 8% dos votos, elegendo cinco deputados para o Parlamento Europeu, virando a quarta força política do país. Em algumas cidades e regiões, ultrapassou o patamar de 10% dos votos, tomando o terceiro lugar.
 
O programa político apresentado pelos candidatos do Podemos tentou captar e canalizar demandas fortes na sociedade espanhola, desde que explodiu a crise econômica de 2008: revigoramento dos sistemas públicos de saúde e de educação; políticas de reindustrialização; incentivos à construção civil para as pessoas de baixa renda; reajustes salariais, revertendo a curva declinante das remunerações dos trabalhadores.
 
A preocupação em defender a sociedade exprimiu-se na fórmula: “Toda a riqueza do país, nas suas diferentes formas, e seja qual for a sua titularidade, está subordinada ao interesse geral.” Trata-se, a rigor, de um princípio inserido na Constituição espanhola e foi curioso observar como um princípio constitucional podia transformar-se numa proposta com ares de subversiva. Ou subversivos estariam sendo os governantes, mais preocupados em cuidar dos bancos e das grandes empresas do que do bem-estar e da felicidade das pessoas?
 
Havia, em outros aspectos, ousadas ideias: impedir restrições à lei sobre a interrupção voluntária da gravidez; retirar a Espanha da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan); revogar a Lei sobre os Estrangeiros; respeitar a liberdade da Catalunha — ou outras regiões do país — de decidir o próprio destino.
 
O sucesso tornou populares os líderes e as propostas do Podemos. Entre maio e julho, o partido multiplicou por seis seus apoios nas redes sociais, de cem mil para 600 mil. Neste último mês, pesquisas do Centro de Pesquisas Sociológicas (CIS) apontavam o Podemos como segunda força política, superando o tradicional representante da social democracia, o Partido Socialista Espanhol (PSOE), e a apenas um ponto do Partido Popular (PP), de direita, que preside o atual governo.
 
As inscrições abertas pela internet explodiram, passando, em três meses, de julho a outubro, de 32 mil para mais de 200 mil filiados. Ao mesmo tempo, entrevistas de lideranças do Podemos em programas de televisão registravam recordes de audiência.
Outras pesquisas, publicadas no início de novembro, situaram o novo partido como principal força política eleitoral, à frente do PP e do PSOE. Entretanto, considerando-se as próximas eleições gerais, de novembro do próximo ano, observaram-se ainda oscilações, mas por diferenças mínimas, entre os principais partidos.
 
Em virtude da importância política adquirida, o Podemos transformou-se rapidamente em alvo de restrições, agravos e denúncias.
 
Os mais indulgentes chamam seus líderes de “ingênuos”, e suas propostas, de “irrealistas.” Num registro mais severo, são acusados de “irresponsáveis” e de “populistas”, destacando-se a “perigosa” aproximação com a experiência em curso na Venezuela e na Bolívia, e as “inaceitáveis” evocações de V. Lênin nas intervenções de Pablo Iglesias Turrión, um dos recém-eleitos eurodeputados e principal liderança política e midiática do partido.
 
O Podemos experimenta um momento de euforia, comum em experiências inovadoras, que surgem com alto índice de entusiasmo. Com uma organização democrática, embora sujeita a questionamentos, acionando as redes sociais e se beneficiando de seu potencial “horizontalizador”, terá pela frente desafios que já fizeram naufragar aventuras semelhantes: combinar demandas sociais com o jogo político-partidário institucional. As disputas eleitorais com a mudança social.
 
As repetidas manifestações de rua (os “indignados”), mesmo muito amplas, mas sem participação no jogo institucional, propondo o voto nulo ou a abstenção, contribuíram, involuntariamente, para ascenso da direita ao poder político. Já a concentração exclusiva nas disputas institucionais — o cretinismo parlamentar — levou ao abandono da perspectiva de mudança. Foi o caso do PSOE, que se tornou um mero gestor da crise sistêmica do capitalismo em detrimento dos interesses das maiorias.
 
Trata-se de “converter a indignação social em mudança política”. O Podemos terá êxito? “Claro que sí, podemos”, responde Iglesias. Coragem e esperança, um belo presente de Natal para os espanhóis.

01 de janeiro de 2015
Daniel Aarão Reis é professor de História Contemporânea da UFF - daniel.aaraoreis@gmail.com. Originalmente publicado em O Globo em 30 de dezembro de 2014.

GIGANTESCA QUEDA DE BRAÇO


 

Na queda de braço entre os EUA e a Rússia os primeiros estão levando vantagem, mais do que as sansões econômicas, a baixa forçada do preço do petróleo está castigando a última, ao mesmo tempo em que atinge duramente a economia do Irã e da Venezuela. Apesar dos problemas que enfrentam na Síria e na Criméia os EUA e seus aliados da UE estão ganhando na América Latina onde os ventos sopram a favor deles, pois aproveitando a incompetência e corrupção dos governos que lhe são hostis provavelmente conseguirão substituí-los por outros mais favoráveis.

O fim das sanções contra Cuba acabará de derrubar o perigo no seu quintal, quebrando a ponta da lança vermelha na América Latina, pois os devotados guerrilheiros comunistas daqui ficam sem entender nada. Acabou-se a causa. Só lhes restarão a defesa do meio ambiente e dos “direitos humanos”, em ambos os casos estarão fazendo o jogo dos “inimigos” do norte.

Aproveitando a melhor posição, os EUA prosseguem a escalada adotando medidas de  isolamento da Rússia, fornecendo armas à Ucrânia e fortalecendo a presença militar nos vizinhos da Rússia, o que no conjunto, constituem a segunda Guerra Fria. O mesmo tipo de sansões econômicas induziu o Japão à guerra, mas nesta queda de braço a  Rússia conta com a impossibilidade da Europa de substituir a importação de gás russo pra suprir sua necessidade de energia, contudo, a grande aposta russa seria a criação de uma aliança anti-dólar com países (os Brics?) dispostos e capazes de deixar o dólar de lado no comércio internacional e evitar manter as reservas monetárias em dólar, o que quebraria o poderio econômico-financeiro estadunidense, mas arriscaria a uma reação bélica.

Aliás, ficando evidente a superioridade de um dos lados o outro pode arriscar um lance desesperado  assumindo a possibilidade de guerra total e portanto,  nuclear.  Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After nesta hipótese.

No momento, só quem está lucrando com a baixa do petróleo são os importadores. Noticiou-se que a China economiza dois bilhões por dia.

As Marionetes e quem maneja os cordéis

Ao invés de criarem seu próprio dinheiro, há governos que tomam emprestado aos cartéis bancários, controlados pela linhagem financeira dos Iluminati, pagando juros  (e as vezes, pequena parte do principal), com dinheiro arrancado diretamente do bolso dos contribuintes. Uma quantia astronômica de dinheiro vai, portanto, direto aos cofres dos banqueiros internacionais para o pagamento de empréstimos que poderiam ter sido evitados se os governos simplesmente emitissem. Então por que  não fazem isto?

É porque os Iluminati controlam facilmente os governos corruptos com propinas e comissões. Apelidam de privatização a venda de ativos dos Estados-nacionais em resposta às cobranças dos débitos engenhosamente criados pelos bancos com a conivência dos maus governos. Quanto mais corruptos mais cedem o controle de seus recursos naturais e seu parque industrial, enfim, da sua soberania simplesmente porque não têm como pagar esses empréstimos-armadilha, criados artificialmente para enredá-los em situação deplorável.

A ‘Dívida do Terceiro Mundo’, especialmente a dos países ricos em matérias primas estratégicas, foi fabricada para substituir a antiga ocupação física, dos tempos do colonialismo, pela ‘ocupação financeira’, induzindo-os à rendição e à entrega total das suas riquezas e de seu mercado.

10 de janeiro de 2015
Gelio Fregapani é Escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

A CRISE INTERNA E MUNDIAL


 

O ano termina sob o espectro de perspectivas preocupantes no âmbito nacional e no do poder mundial.

Isso recomenda que os povos assumam atitude engajada e participativa, livre das falsas lideranças que iludem tanta gente, e, assim, se libertem de um sistema que os despoja e aliena.

No País persiste o assédio para que se desnacionalizem as poucas grandes empresas públicas e privadas sob controle nacional que ainda lhe restam.

Historicamente, os agentes das campanhas nesse sentido valeram-se sempre, como ocorre atualmente, da retórica moralista para atingir seu real objetivo.

Vivemos sob um sistema político em que os aspirantes aos cargos eletivos dependem de exposição na TV – um espaço fechado aos não comprometidos com os reais donos e beneficiários desse sistema. Dependem também de dinheiro grosso para as campanhas eleitorais, num país em que a economia é concentradíssima e desnacionalizada.

Nessas condições,  ainda que o Executivo estivesse nas mãos de titular solidamente apoiado pela maioria da sociedade, ele não teria como colocar os interesses dela acima dos grupos que concentram o poder real.

Estes elegem a grande maioria do Congresso e, sustentando-se  na grande mídia,  exercem ascendência ideológica sobre o Judiciário, o Ministério Público, a Polícia, os quadros técnicos e administrativos da Fazenda, Banco Central etc.

Além disso, a autonomia dada pela Constituição a esses órgãos e a instituição das agências independentes permitem ações e iniciativas descoordenadas, em que  preferências pessoais  substituem políticas coerentes orientadas pelo interesse público.

Ademais, cargos na Administração, nas agências do Estado e nas grandes empresas e bancos estatais são usados pelos chefes do Executivo, inclusive os do PT -  pois lhes falta maioria no  Congresso, onde prevalece o toma-lá-dá-cá - como moeda de barganha com partidos políticos, em nome da “governabilidade”.

Isso não significa que a corrupção tenha aumentado em relação a Collor e FHC, mais claramente engajados com a oligarquia financeira mundial - e cujas eleições foram por ela patrocinadas.

Os casos de corrupção nos entes públicos e nas estatais servem como  instrumentos de chantagem operados por revistas de opinião - tradicionalmente amparadas por serviços secretos estrangeiros – e como munição para alvejar as estatais e fazer que a União as entregue a troco de nada.

De qualquer forma,  os petistas no Executivo são,  de há muito, acuados para cederem mais espaço aos quadros da confiança da oligarquia, e, quanto mais fazem concessões, mais ficam vulneráveis, e mais são alvo de ataques desestabilizadores.

Desde antes da eleição presidencial, o epicentro da crise tem sido os escândalos nas encomendas da Petrobrás, com ou sem licitações.

A presidente ficou na defensiva, pois a Administração não se antecipou nas investigações  à Polícia Federal e ao Ministério Público.  Enfraqueceu-se,  assim, em face das pressões que têm por  obter mais concessões em favor das grandes transnacionais do petróleo: mais leilões e abertura  ao óleo do pré-sal, mais ampla e favorecida que a que já lhes tem sido proporcionada pela ANP.

No mesmo impulso de tornar a Petrobrás um botim da onda privatizante, as transnacionais aproveitam para colocar em cheque as empreiteiras, conglomerados de capital nacional, atuantes em numerosas indústrias e serviços tecnológicos.

Seja sob o atual governo,  manipulado para ceder mais, seja sob políticos mais intimamente vinculados ao império anglo-americano, como os do PSDB, trama-se a culminação do processo de desnacionalização da economia e de destruição completa da soberania nacional.

Na economia, a desnacionalização e demais defeitos estruturais geraram mais uma crise, tendo  - mesmo com baixo crescimento do PIB - o déficit de transações correntes com o exterior  aumentado em mais de 12% em 2014, após crescer de US$ 28,2 bilhões em 2008 para U$ 81 bilhões em 2013.

Enquanto a sociedade não forma um movimento para construir modelo econômico e social viável, é importante entender que só isso a poderá salvar. Golpe parlamentar, judicial, ou do tipo que for, para trocar de presidente e de partido no governo, apenas agravaria a situação.

O futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy  - não nestes termos -  declarou-se favorável a medidas macroeconômicas ao gosto do “mercado financeiro”, i.e., dos grandes bancos mundiais e locais.  É, pois, desse modo que a presidente espera enfrentar mais uma crise recorrente causada pelas estruturas políticas e econômicas do modelo dependente.

Essas estruturas são: a primarização e perda de qualidade relativa do que sobrou da indústria; a concentração; a desnacionalização da economia.   Elas implicam que o Brasil está mal posicionado diante das dificuldades, sem falar no desastre estrutural derivado, que é a dívida pública.

Essa já cresceu demais, devido aos juros compostos a taxas absurdas, e crescerá mais, mesmo com a volta do superávit primário para pagar juros, uma vez que os feiticeiros incumbidos de sanar a crise não pretendem baixar as taxas. Muito pelo contrário...

Completando o conjunto de fatores -  incuráveis sem mudança de sistema político e econômico - estão aí as infraestruturas deterioradas, desde há decênios, como as da energia e dos transportes.

Vejamos algumas das ideias de Levy externadas em entrevista ao “Valor”, na qual defendeu o consenso dos banqueiros e economistas “liberais”, em versão moderada, i.e., sem o radicalismo das propostas dos candidatos que se opuseram à presidente.

Levy não tem como escapar às contradições e aos impasses a que conduzem seus planos.  Ele pretende, por exemplo, aumentar a abertura no comércio exterior.

No quadro de retração econômica em quase todo o Mundo, não é provável obter concessões significativas em troca de maior abertura do Brasil às importações.  Ademais, o objetivo de conter a inflação dos preços importando mais bens e serviços, sem conseguir exportar mais,  implica fazer crescer o crítico déficit nas transações correntes.

Levy fala também de corrigir preços relativos. Mas o que quer dizer com isso? Se os subsídios que deseja suprimir são os do crédito dos bancos públicos, as empresas mais prejudicadas serão as de capital nacional, já que as transnacionais dispõem de crédito baratíssimo no exterior.

Certamente, Levy não visa cortar os privilégios fiscais do sistema financeiro, nem os dos carteis industriais transnacionais, como as montadoras, nem intervir em seus mercados através do fomento a concorrentes independentes. E, sem isso, os preços relativos que mais se precisa corrigir não serão alterados.

Ou o preço que, na visão dos macroeconomistas oficiais, estaria precisando ser reduzido seriam os salários?

O futuro comandante da economia propugna, em especial, por acabar com a dualidade das taxas de juros, aproximando as taxas dos bancos públicos e as dos bancos privados.

O liberalismo é, sobre tudo, um rótulo, pois os concentradores usam a palavra mágica “mercado” como álibi para ocultar a identidade de quem exatamente manipula o mercado.

Então os que se filiam aos interesses dos carteis, proclamam que não cabe ao governo intervir no mercado, que deve ser competitivo, i.e., governado pela concorrência, embora ele o faça para elevar, por exemplo,  as taxas de juros.

Não se informa que os preços nos mercados cartelizados não são dirigidos pela concorrência, mas, sim, pelo consenso dos concentradores.  Os bancos são favorecidos pela Constituição, cujo artigo 164 veda ao Banco Central financiar o Tesouro,  e este é proibido de emitir moeda.  Além disso, só um número limitado de bancos é autorizado a comprar e vender títulos do Tesouro.

Está claro, portanto, que a equalização das taxas recomendada por Levy só pode ser feita determinando aos bancos públicos elevar suas taxas.

Passando ao contexto mundial, no império anglo-americano, satélites europeus e outros, têm prevalecido a degeneração estrutural: financeirização e retração da economia real.

O centro do poder mundial fez meia pausa na escalada de intervenções armadas, planejadas desde 2001, visando, pelo menos, até ao Irã, depois de ter arrasado, entre outros, Líbia e Iraque, e se ter apossado de suas imensas reservas de petróleo e de seu ouro.

Isso decorreu de ter  sido a ocupação da Síria contida pela Rússia, que se tornou o alvo primordial da agressão econômica e do cerco militar imperiais, intensificado com o golpe de Estado na Ucrânia e a ocupação do governo desta por prepostos dos EUA.

China, principalmente, e Índia são as maiores exceções ao panorama de retração econômica, no momento em que a Rússia busca sobreviver à pressão imperial intensificando suas relações com seus parceiros asiáticos.

Há que seguir de perto a evolução do jogo de poder mundial,  cujo equilíbrio constitui condição fundamental, embora não suficiente, para que o Brasil construa estruturas essenciais a seu progresso.

10 de janeiro de 2015
Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento.

"... NUNCA ANTES NESTE PAÍS..."



Esta frase cunhada pelo ex-presidente Lula guarda em si variadas interpretações, como por exemplo:

Nunca antes neste país se viu tanta corrupção;

Nunca antes neste país se viu tanta incapacidade dos governantes;

Nunca antes neste país se viu tamanho aparelhamento do Estado;

Nunca antes neste país se viu tantos incompetentes exercendo cargos públicos;

Nunca antes neste país se viu tantos parentes de políticos se enriquecerem misteriosamente;

Nunca antes neste país condenados por corrupção ativa e passiva foram considerados heróis, pelos governantes;

Nunca antes neste país se viu um Congresso Nacional composto por tantas figuras sem qualquer expressão política e intelectual;

Nunca antes neste país se viu um Congresso tão submisso ao poder executivo e tão ávido de receber propinas;

Nunca antes neste país se viu o agigantamento da contracultura, onde bundas e seios de silicone, físicos artificiais moldados por anabolizantes, cantores medíocres e músicas sofríveis alcançam notoriedade em detrimento da honestidade, da cultura, da inspiração poética e do saber.

Nunca antes se viu neste país um coro orquestrado pela imprensa comprada, por políticos corruptos e por tanto desserviço à Pátria para solapar os Poderes e as instituições e o permanente incensar de ditadores da América e de alhures;

Nunca antes neste país se viu um presidente tão medíocre quanto o Lula por tentar se equiparar a Juscelino, a encarnar Pedro Álvares Cabral e a igualar-se a Jesus Cristo.

A pobreza intelectual hoje é generalizada, crescente e pelo que se vê incontrolável.

Atinge os meios acadêmicos, as escolas, os mestres, a imprensa falada, escrita e televisionada.

As datas magnas da nacionalidade estão sendo, propositadamente, relegadas a um segundo plano; os vultos nacionais de há muito caíram no esquecimento e sequer são mencionados nas escolas; a disciplina social, o respeito às coisas sagradas e a referência aos idosos já são coisas do passado.

Os homens públicos já não correspondem á confiança que o povo lhes delega.

Segmentos da sociedade, sabidamente espúrios como o MST e muitas das chamadas ONG’s, se organizam para auferir vantagens escusas e minar o sistema.

Inaugurou o metalúrgico presidente uma era de parcimônia com a corrupção e desde o seu primeiro ano de governo (que se prolonga até hoje, segundo dizem) não se passou um dia, sequer, sem pipocar um escândalo, seja no Executivo, no Legislativo e mesmo no Judiciário.

E não há qualquer reação, qualquer indignação, salvo de um ou outro congressista e agora, da Polícia Federal, do MPF e de um Juiz Federal.

Que as instâncias superiores da Justiça Federal, ao apreciarem os inevitáveis recursos, não joguem por terra esse eficiente e moralizador trabalho, procurando com lupa, filigranas processuais para atenuar a situação dos reconhecidos ladrões.

O governo já não oferece a oportunidade de trabalho que dignifica o cidadão e enriquece o país. Ao revés, distribui benesses como bolsa família, bolsa escola e outras tais, que estimulam o ócio, aviltam a cidadania e empobrecem o erário.

Distribui às republiquetas vizinhas parte na riqueza nacional, como se ele, governo, fosse o gerador de recursos e deles pudesse se dispor à vontade.

O sistema de saúde está falido, o ensino comprometido, a segurança pública um caos e ainda assim a presidente (recuso-me a dizer presidenta) acena como se estivéssemos navegando em mar calmo.

Nossa gasolina é vendida a preço vil a outros países e aqui, a preços escorchantes.

Nossas fronteiras escancaradas favorecendo suspeita imigração; as maiores empresas brasileiras combalidas e dilapidadas pela corrupção; os poderes já desacreditados fingem nada saber e deixam o povo aos deus-dará.

Nunca pensei em ter tanta revolta contra os governantes e me envergonhar de ser brasileiro. Mas hoje, infelizmente, são estes os sentimentos que tomam conta do meu dia-a-dia.

10 de janeiro de 2015
Mozart Hamilton Bueno é Maçom ,Juiz de Direito aposentado e Professor (Residente em Brasília).

GOVERNO DIONISÍACO


 

O conjunto de oportunistas do governo Dilma, estando ela à frente do primeiro escalão, pode ser definido, adequadamente, com o jargão da literatura.

Dioniso era o deus grego que se encharcava de vinho, mais conhecido por Baco, na forma latina. Era o Lula mitológico, o que “toma todas”, mas estava longe de fazer o mal e apoderar-se dos bens alheios, ao contrário de sua cópia nordestina. Nunca ganhou um templo em sua homenagem comprado com o dinheiro dos adoradores, diferentemente do tríplex que recebeu de uma empreiteira sócia do governo, o maldito burguês de Guarujá.

Assim como as personagens de um texto dionisíaco passavam ao largo dos padrões morais e realizavam os seus desejos instintivamente, assim é o governo da bacante* Dilma, e de seus componentes que não enxergam a ética nem com o telescópio de Palomar.**

Considerando a presença grotesca da gestora deste arremedo de governo, como personagem presidencial, sem resquício de inteligência estratégica ou criadora, não é preciso analisá-la para reconhecer o desatino de suas ações, que farão o segundo ciclo da desastrosa passagem pelo governo mais arruinador que o primeiro, denominado ‘O Teste’.

A outrora atuante terrorista visava à destruição física dos órgãos do Estado e de quem, inadvertidamente, estivesse no mesmo perímetro de sua mira e na de seus camaradas de “aparelho”. Agora, desorientada está na distribuição de cargos e ministérios para pagamentos do apoio recebido ou para livrar-se das pressões, menos tensas das que infligia à sociedade, na época em que empunhava o fuzil que, hoje, deseja retirar das forças policiais.

Trocando a quente arma pela caneta, continua idêntica quanto à destruição da estrutura do Estado, pondo à frente dos ministérios o que há de pior entre os conchavados que a cercam, dando a todos a oportunidade de abocanharem uma parte do lote que nós, estúpidos contribuintes, vamos deixar, a partir de abril, no Banco do Brasil, servilmente aceitando o mágico cálculo mensal para satisfação da faminta leoa.

Em oposição ao governo dionisíaco, a parte sadia que mandou a Dilma para os quintos dos infernos, e que só deseja pôr o Brasil no pódio das grandes nações, espera que venha um digno presidente e ponha em prática as regras do equilibrado Apolo.

Um governo apolíneo é o de que precisamos: leis aplicadas a todos e respeitadas por todos; um povo amadurecido que aprenda a se disciplinar e a trabalhar; o respeito às Instituições e àqueles que as sustentam para o bem-estar da Nação.

Mas isso quando sair o deboche e entrar a dignidade. Quando sair o entreguismo e entrar a defesa da soberania. Quando sair os apátridas e entrarem os brasileiros patriotas. Quando trocarem as benesses e os favores pela meritocracia. Quando ocuparem cargos e ministérios competentes pessoas peritas em seus misteres.

Após esses longos anos de dionisíacas farras petistas, de atraso intelectual, de corrupção dos espíritos, tudo com o dinheiro da nação, o incrível objeto da ambição descabida das ratazanas de esquerda, terá que haver, para descontaminação, um trabalho demorado e incessante de assepsia do país, e a retomada dos valores perdidos.

*Sacerdotisa de Baco.

**Observatório astronômico dos Estados Unidos.

10 de janeiro de 2015
Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.