"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 9 de agosto de 2014

OAB DIZ QUE É INACEITÁVEL O MONITORAMENTO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS PELO EXÉRCITO



A criação de um órgão do Exército brasileiro para monitorar movimentos sociais do país é alvo de críticas e desconfianças por parte de vários setores, como OAB e sociólogos. “Não cabe ao Exército cuidar de segurança de público interno. A função dessa corporação é proteger o país contra as ameaças externas. O ideal seria que esse órgão fosse subordinado à Polícia Civil ou militar”, defende o advogado Bruno Burgarelli, presidente da Comissão de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB/MG).
 
Após ser diversas vezes acionado em 2013 e 2014 para auxiliar na segurança pública, principalmente durante as manifestações, o Exército brasileiro criou um órgão de monitoramento de movimentos sociais com potencial para prejudicar o deslocamento e a atuação de tropas federais para conter distúrbios.
 
A nova 4ª subchefia do Comando de Operações Terrestres (Coter) receberá dados de todos os órgãos que integram o Sistema de Inteligência do país (Sisbin). De acordo com o Exército, todo o trabalho será preventivo, permitindo que a Força Nacional chegue ao local para atuar.
“Outra questão é qual a destinação real desse material (coletado pelo órgão). É um monitoramento de segurança ou está havendo violações de direitos individuais?”, questiona Burgarelli.
 
ENQUADRAMENTO
 
Qualquer movimento, de black blocs a sem-teto, pode ser objeto de acompanhamento pelo Exército, caso seja enquadrado entre os segmentos que podem prejudicar a execução de uma missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
Para o Exército, métodos de atuação de vários desses movimentos usam táticas similares a guerrilhas urbanas e rurais. Há suspeitas de que alguns deles tenham ligação com organizações criminosas das grandes capitais.
 
SEM JUSTIFICATIVA
 
O sociólogo Luís Flávio Sapori também desconfia da nova atribuição do Exército brasileiro, que ele diz ser “desnecessária e injustificável”. “Não me parece que o Exército deva se envolver em atividades de monitoramento. Em uma democracia, isso não é uma tarefa das Forças Armadas. Isso pode criar constrangimentos e retornar à perspectiva de que o Exército é o guardião do Estado e das instituições, e não é o caso ”, afirma Sapori.
 
07 de agosto de 2014

IBOPE NA FOLHA TEM INTERPRETAÇÕES DIVERGENTES EM SÃO PAULO E MINAS GERAIS

      

A Folha de São Paulo publicou na edição de sexta-feira, primeiro de agosto, matéria assinada por Fernando Canzian sobre pesquisa do Ibope sobre a sucessão presidencial em quatro estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Pernambuco. O texto inclui a interpretação de que, à luz dos números, ficam evidenciadas as dificuldades de Dilma Rousseff em São Paulo e Minas Gerais. Dificuldades existem para todos os candidatos nesta ou naquela região. Em Minas as dificuldades que a presidente encontra têm base nos índices do Ibope. Em São Paulo, não.
Em Minas, o Ibope aponta 41 pontos para Aécio neves, 31% para Dilma. Diferença bastante ampla no segundo maior colégio eleitoral do país. Mas o mesmo não acontece em São Paulo. Pois em São Paulo, Dilma Rousseff, de acordo com o próprio Ibope, lidera com a parcela de 30%, contra 25 pontos de Aécio neves. Para manter lógico o raciocínio que levou à interpretação, o Ibope, autor do levantamento, ou o responsável pelo texto, deveriam acentuar que, no caso paulista, a dificuldade cabe ao senador Aécio Neves.
Sobretudo levando-se em conta que, no estado, o governador Geraldo Alckmim, do PSDB, mesmo partido de Aécio, lidera amplamente a pesquisa para o governo estadual. Fosse hoje a eleição, estaria reeleito com nada menos de 54 pontos. O candidato do PT, ex-ministro Padilha, aparece na pesquisa com apenas 5%, ou 4%, das intenções de voto. Observando-se a força de Alckmim em contraste com a fraqueza de Padilha, conclui-se que parte expressiva dos que votam no atual governador estão dispostos a votar simultaneamente em Dilma Rousseff. Pois se assim não fosse, ela não poderia atinge a escala de 30%, segundo o próprio Ibope. A dificuldade em São Paulo, portanto,  é de Aécio, que não está conseguindo atrair para si os eleitores de Alckmim.
No Rio de Janeiro, informa o Ibope, a atual presidente lidera com 35% sobre 15 pontos de Aécio. Em Pernambuco, para completar o quadro publicado pela Folha de São Paulo, Dilma alcança 41 pontos, aparecendo em segundo, não Aécio, mas o ex-governador Eduardo campos com 37%. Aécio Neves atinge apenas 6 degraus. Este quadro comprova que Aécio e Campos estão disputando em partes desiguais as correntes que se opõe à reeleição de Aécio, entretanto, é muito melhor que a de Eduardo Campos. Se houver segundo turno, será entre Dilma e o ex-governador de Minas Gerais.
AS DIFICULDADES DE CAMPOS
Mas já que focalizamos as dificuldades de Dilma e Aécio em Minas e São Paulo, os dois polos colocados pelo Ibope para efeito de análise, devemos destacar as dificuldades, estas sim, infinitamente maiores, que envolvem a caminhada de Eduardo Campos para as urnas. Vamos ver: em São Paulo ele registra apenas  6%. No Rio de Janeiro 5%. Em Minas Gerais apresenta igualmente a mesma fação de 5 pontos. Só está bem em Pernambuco, estado do qual foi governador. E, mesmo assim, encontra-se em segundo lugar com 37%. Dilma, como vimos, tem 41.
Portanto se aceitarmos a perspectiva de que, liderando com 30% em São Paulo, Dilma depara-se com dificuldades no estado, examinando-se os índices atribuídos em quase rodo o país a Eduardo campos, implicitamente chegaremos à conclusão que se trata de uma candidatura cercada por um mar de impossibilidades. Neste caso, sim, é válido o raciocínio. Quanto a Dilma e Aécio em Minas e São Paulo, a análise deve ser revista pelo Ibope.
 
07 de agosto de 2014
Cristovam Buarque

AÉCIO PLANEJA SUPER GOVERNO SEM BUROCRACIA E SEM APARELHAMENTO

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O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, anunciou três super ministérios que implantará se for eleito e outros poderão ser anunciados nas próximas semanas, já que o mineiro tem dito que pretende administrar com no máximo 23 pastas e, portanto, fusões de áreas estão em estudo.

Nos últimos dias, Aécio anunciou o super ministério da Infraestrutura, que abarcaria as áreas de transportes terrestres, portos e aeroportos e talvez energia; o super ministério da Agricultura, que seria composto também pela Pesca; e o super ministério da Justiça e Segurança Pública, que pode incluir áreas que têm status de ministério hoje, como os Direitos Humanos.

Um dos estrategistas da campanha tucana ouvido pela Reuters disse que podem surgir super ministérios em outras áreas, já que haverá fusões de pastas para chegar à meta de redução dos atuais 39 ministérios para 23. Segundo ele, entretanto, esse desenho ainda não está concluído.

O ex-governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, está encarregado de fazer o novo desenho administrativo de uma eventual gestão tucana, mas ainda não o concluiu.

"O que não dá é para continuar despachando com quase 40 ministros", disse esse estrategista, que falou sob condição de anonimato. "E mesmo com a fusão de áreas o que queremos deixar claro é que não haverá descontinuidade das políticas públicas. Não é porque não haverá Ministério da Pesca que as políticas para os pescadores serão interrompidas", argumentou.

O estrategista explica ainda que Aécio quer que o ministro da Infraestrutura possa articular os investimentos em logística de forma integrada, sem ter, por exemplo, um representante para portos e outro para aeroportos. "Quanto mais ministérios, maior a disputa por poder e dinheiro", disse o estrategista.

Há meses o tucano fala da redução do tamanho do governo federal, mas vinha evitando detalhar quais pastas deixariam de existir por temer resistência de setores que hoje são beneficiados por pastas específicas. Questionado sobre o papel da Casa Civil num eventual governo tucano, o assessor disse que ainda não está claro qual o papel desse ministério.

No governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Casa Civil passou a ter um papel central da administração, tanto que seus ocupantes eram apontados como os "primeiros-ministros" do governo. Foi assim com José Dirceu, que acabou deixando o posto por causa do escândalo do mensalão, esquema de compra de base parlamentar pelo qual ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A relevância da pasta prosseguiu com a presidente Dilma Rousseff, mas com perfil mais gerencial. Quando Dilma assumiu em 2010, tentou manter o perfil forte da pasta, nomeando Antonio Palocci, que deixou o governo no primeiro semestre de 2011 após ser revelado que ele prestava consultoria para empresas que poderiam firmar contratos com o governo.

"Não me parece ser esse o perfil que o Aécio quer. Mas isso ainda não está fechado", disse o estrategista.
 
09 de agosto de 2014
in coroneLeaks

INVESTIDORES ESTRANGEIROS COBRAM MAIS CARO PARA APLICAR NO BRASIL DO QUE NO MÉXICO, CHILE, PERU E COLÔMBIA. MOTIVO: NINGUÉM ACREDITA NA CONTABILIDADE CRIATIVA DA DILMA


 Caiu a máscara da política econômica da Dilma. A maquiagem dos números espanta os investidores.
 
Reticentes com o cenário econômico, investidores têm cobrado mais caro do Brasil do que de vizinhos na América Latina para aplicar no país. Até 2012, o Brasil pagava prêmios de risco similares aos de alguns mercados da região. Desde então, as taxas descolaram.

Analistas argumentam que, enquanto alguns países latino-americanos reforçaram os fundamentos econômicos por meio de reformas estruturais nos últimos anos, o Brasil percorreu caminho oposto, apresentando, por exemplo, piora nas contas públicas e externas e no comprometimento com a meta de inflação. Ainda que o custo de algumas captações externas tenha diminuído recentemente, o país continua tendo que oferecer taxas mais atrativas aos investidores.
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Prêmio de risco do Brasil piora em relação à AL
 
A diferença de percepção do mercado pode ser vista nos spreads dos contratos de seguro contra calotes - "credit default swap" (CDS), na expressão em inglês. No caso do Brasil, eles estão sendo negociados em patamares bem mais elevados que os da média das principais economias da América Latina. Esse tipo de contrato é uma medida de risco. Cada 100 pontos-base significa que o credor vai pagar o equivalente a 1% da sua carteira de investimento pela proteção oferecida pelo vendedor do CDS.

O CDS do Brasil com vencimento em cinco anos era negociado ontem com spread de 166 pontos-base, bem acima dos prêmios pagos pelo Chile (77), Colômbia (93), México (86) e Peru (94), de acordo com dados da consultoria Markit. Além disso, a diferença entre o prêmio do Brasil e a média desses quatro países saltou de sete pontos-base em 2010 para 72 pontos agora. No fim do ano passado, chegou a 99 pontos.

"Essa diferença aumentou quando começaram a ficar evidentes as manobras contábeis do governo para ocultar o descumprimento das metas fiscais", explica Rodolfo Oliveira, da consultoria Tendências. Os títulos da dívida externa brasileira também estão pagando spreads mais altos. Na última emissão, o país contratou taxa mais alta que as do México, Colômbia e Peru.
 
(Valor Econômico)
 
09 de agosto de 2014
in coroneLeaks

AÉCIO SAI DA CNA COM O VOTO DO AGRO


 
Em evento que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu nessa quarta-feira com os três presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto, o candidato do PSDB, Aécio Neves, foi o que mais agradou aos empresários e dirigentes de entidades do agronegócio entre as fontes ouvidas pelo Valor PRO, serviço de notícia em tempo real do Valor.

Quando o assunto é segurança jurídica no campo, crise do etanol e seguro rural, questões que mais preocupam o setor atualmente, Aécio se posicionou mais claramente, segundo interlocutores do segmento agropecuário. Eduardo Campos (PSB) pouco apresentou e a presidente Dilma Rousseff (PT) apenas defendeu ações de seu governo com relação a esses temas, avaliadas como fracas por alguns representantes do setor.

"O Aécio é disparado o candidato do agronegócio, pode perguntar para vários empresários aqui", disse o vice-presidente da Federação da Agricultura Pecuária do Estado do Mato Grosso (Famato). Para ele, apesar de Campos ser o candidato que melhor se comunica, Aécio tem consultores de currículo e especializados na área agropecuária. "O senador [Aécio] é o que está mais bem assessorado e tem dois ex-ministros da Agricultura em sua equipe, o Roberto Rodrigues e o Alysson Paulinelli", avaliou.

Um produtor rural da Bahia, que preferiu falar em condição de anonimato, considerou que o candidato mineiro foi quem mais se propôs a dizer o que vai fazer, e não só reconhecer os problemas do setor. "Mas o discurso do Eduardo chama muita atenção na parte de pesquisa agropecuárias, de dar prioridade à inovação."

Já a presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar, Elizabeth Farina, destacou as falas de Aécio e Eduardo de apoio ao setor de etanol, que vive dificuldades financeiras, fechamento de fábricas e baixo faturamento. "Saio do evento com satisfação de ver o etanol e a agroenergia fazendo parte dos discursos do Aécio e do Eduardo", avaliou. "E fico decepcionada de que esses assuntos não tenham sido mencionados pela presidente Dilma."Segundo a presidente da Unica, cerca de 60 usinas de etanol fecharam as portas nos últimos anos, 40 delas localizadas apenas na região Centro-Sul.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, Luis Cláudio Paranhos, também elogiou a postura de ambos os candidatos de oposição ao governo de terem incluído na pauta o fortalecimento político do Ministério da Agricultura. "A sensação que ficou é de que as apresentações do Aécio e do Eduardo falaram em valorizar a gestão do Mapa [Ministério da Agricultura], que tem sido muito enfraquecido nos últimos governos", comentou.

Parte de representantes do setor ouvidos, porém, apoia o governo da presidente Dilma, por causa da política de crédito. Algumas fontes do agronegócio, que participaram do evento de sabatina aos candidatos, chegaram a mencionar o carisma e o perfil moderno de gestão presentes nas falas de Eduardo Campos

Conforme declarou uma fonte representante de uma das principais entidades do setor pecuário, "tem muita gente no nosso meio que gostaria de votar no Eduardo, mas o posicionamento ideológico da Marina Silva ainda assusta". Segundo ele, o bom desempenho de Eduardo na sabatina, se comprometendo em dar atenção para a área de defesa sanitária, não foi suficiente para melhorar a imagem de sua chapa presidencial.

No geral, representantes do setor elogiaram e aplaudiram a iniciativa dos três presidenciáveis de aceitar dialogar sobre propostas para a agropecuária. "Na eleição de 2010 só o [José] Serra compareceu ao evento da CNA", disse Eduardo Riedel, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul).
 
(Valor Econômico)
 
09 de agosto de 2014
in coroneLeaks

QUER MAIOR PROVA DE USO DA MÁQUINA PÚBLICA?


Em Belo Monte, com João Santana e equipe.
 
A campanha de Dilma Rousseff, que ontem gravou em Belo Monte e que dois dias atrás gravou em São Paulo declara, na prestação de contas divulgada nesta quarta, gastos de apenas R$ 86 mil até o presente momento. Isso é pouco mais da metade do que a presidente declara ter em dinheiro vivo guardado debaixo do colchão. Quer maior prova de uso da máquina pública do que não gastar e fazer campanha declarada em horário de expediente?
 
09 de agosto de 2014
in coroneLeaks

A LIRA DESBARATADA



 

 
Qual a mais bela das artes?

A música é a de mais fácil absorção. Pode-se ouvi-la sem nenhum esforço e nos reanima a fé.

A dança nos testemunha que vivemos.

A pintura nos imortaliza o que vimos ou imaginamos.

A escultura nos dá o paradigma do belo.

O teatro nos ajuda a usar nossas próprias máscaras.

A literatura nos eterniza palavras e sentimentos.

“O poeta é comparável ao príncipe das nuvens, que frequenta a tempestade e se ri do arqueiro; exilado no solo no meio de vaias, suas asas de gigante o impedem de andar.”

Hoje nossa lira pode parecer desbaratada; porque temos a voz enrouquecida de tanto cantar à gente ensurdecida, tal qual o grande vate.

Sigamos o exemplo de São Nuno Alvares Pereira. Já velho tomou o hábito de monge, mas vestiu-o sobre a armadura. Perguntado “por que?” respondeu: “Se acaso a Pátria precisar de mim “.

Ars longa vita brevis.

“A vida é breve,
a arte é longa,
a oportunidade passageira,
a experiência enganosa,
e o julgamento difícil”.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A Lira Desbaratada


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

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09 de agosto de 2014
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