"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

OLAVO COM A FAMÍLIA BOLSONARO: O CAOS CRIADO PELO PT E A NECESSIDADE DE UMA NOVA MILITÂNCIA DE DIREITA

                                      
O filósofo Olavo de Carvalho e o deputado federal Jair Bolsonaro, acompanhado de seus filhos, Flavio Bolsonaro, deputado estadual (RJ), e Carlos Bolsonaro, vereador da cidade do Rio de Janeiro, conversaram sobre os inúmeros atentados do PT contra a família e contra o país.
 
Também foi abordada a necessidade de se criar uma militância organizada e articular lideranças políticas capazes de fazer oposição real e efetiva aos projetos revolucionários do PT e da ONU.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ZMpoOJ-NAzg


14 de fevereiro de 2014
Escrito por Olavo de Carvalho, Jair Bolsonaro, Flavio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro
www.olavodecarvalho.org
www.bolsonaro.com.br
www.radiovox.org

O PREVISÍVEL VERÍSSIMO


          Media Watch - O Estado de São Paulo 
Deixa de ser charlatão, Veríssimo.
Acabou-se o tempo em que você e outros impostores ganhavam por WO.

O escritor Luís Fernando Veríssimo tornou-se reconhecido por suas crônicas adocicadas para colegiais do ensino fundamental. Foi o bastante para que achasse poder ir além e tornar-se um crítico político: acabou apenas consolidando-se como um defensor das ideologias mais espúrias.

No Estadão de ontem (13), ele usa seu estilo literário escolar a serviço de sua militância, fazendo um joguinho de palavras com um suposto significado lisonjeiro da palavra "incrível", em contraposição à tendência pejorativa de "inacreditável" para com isto dar um toque engraçadinho ao escárnio dos valores conservadores do povo brasileiro e à advocacia do nefasto programa Mais Médicos, do PT. 
Transcrevo abaixo a sua listinha do inacreditável:
Inacreditável seria o Jair Bolsonaro na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara em substituição ao Feliciano, uma ilustração viva da frase "ir de mal a pior".

Inacreditável é, depois de dois mil anos de civilização cristã, existir gente que ama seus filhos e seus cachorros e se emociona com a novela e, mesmo assim, defende o vigilantismo brutal, como se fazer justiça fosse enfrentar a barbárie com a barbárie, e salvar uma sociedade fosse embrutecê-la até a autodestruição.

Inacreditável é que a reação mais forte à vinda de médicos estrangeiros para suprir a falta de atendimento no interior do Brasil, e a exploração da questão dos cubanos insatisfeitos para sabotar o programa, venha justamente de associações médicas.
 
Pois aqui eu vou dizer o que é inacreditável.
Inacreditável é o militantismo gayzista querer impor sua ideologia de gênero sobre a população a ponto de querer meter na cadeia quem só discorde de suas fantasias sexistas; são bichas emplumadas entrando em escolas para pregarem sua viadagem como nova moral; é o kit gay, pelo qual o governo se empenha muito mais a ensinar os meninos a darem o... e as meninas a virarem vadias do que ensinar matérias decentes, como Português, Matemática e Ciências.

Inacreditável é como os brasileiros ainda suportam um governo e uma mídia plenamente empenhados em proteger traficantes, bandidos, terroristas e vândalos enquanto nega à população o mais elementar de todos os direitos, isto é, o direito de se defender.

Inacreditável é o governo que se diz ter tanto lutado por direitos dos trabalhadores manter um convênio com uma ditadura para manter sob trabalho escravo em solo nacional milhares de indivíduos que provavelmente não são médicos coisa nenhuma! Inacreditável é também a falta de transparência do Programa Mais Médicos, e ainda mais, o fato de o governo ter extinto mais de 40 mil leitos hospitalares durante as três gestões petistas, além de outras milhares  de vagas em faculdades que foram fechadas.

Deixa de ser charlatão, Veríssimo. Acabou-se o tempo em que você e outros impostores ganhavam por WO. Você não chega hoje nem a ser inacreditável, mas apenas sofrivelmente previsível...
14 de fevereiro de 2014
Klauber Cristofen Pires

NÃO. NÃO PODE ACONTECER.


          Artigos - Conservadorismo 
Não é só abominável matar. É abominável pensar que se pode matar outra pessoa para defender uma idéia.
Jesus teria vindo ao mundo para resgatar uma só alma e por uma só alma teria entregado na cruz seu sofrimento e seu sangue.

Um bom dia desafiaram Chesterton na rua sobre um tema de doutrina, e ele se foi para sua casa para escrever Ortodoxia, uma de suas obras capitais. Eu não sou Chesterton, nem tenho seu talento nem o espaço para escrever outra obra parecida. Porém, tampouco me deixo desafiar em vão, como o fez Rudolf Hommes em sua bem conseguida coluna do domingo passado.
Neste escrito, Hommes nos propunha a Álvaro Uribe e a mim, que disséssemos que nos pareceria abominável o crime que se cometeu contra Aída Avella, ou contra Petro, ou contra Iván Cepeda, ou contra Piedad Córdoba.
Tal coisa ajudaria a pôr contra a parede os bandidos que quiseram fazer isso ou algo parecido.
 
Em pouco me ocupa o doutor Hommes com seu cordial desafio. Porque não somente me pareceria abominável um crime desses, senão que me antecipo a declarar abominável a só ameaça ou advertência de cometê-lo. E não me limito à declaração pedida, mais ou menos concisa, que qualquer um poderia supor mais ou menos desmotivada. Vou muito além, jogando em cima de mim a responsabilidade de explicar a razão do meu dito e suas profundas conseqüências.
 
A vida humana é sagrada, não porque os mil códigos penais o digam, nem porque está escrito nos Direitos do Homem e do Cidadão, que redigiram na Revolução Francesa, nem porque o secretário da ONU repita isso diariamente. A vida humana é sagrada porque esse é o primeiro e fundamental dos princípios do Direito Natural, que existe além de qualquer formulação positiva que o desenvolva e precise. Para um cristão, como eu sou, Jesus teria vindo ao mundo para resgatar uma só alma e por uma só alma teria entregado na cruz seu sofrimento e seu sangue. O valor de uma vida, a mais humilde, é maior que o de todas as coisas que giram em nosso universo.
 
Pertenço a uma corrente de pensamento que politicamente se expressa por esses lados como conservadora e que no mundo europeu se chama liberal. Dessa doutrina o grande Suárez pôde tirar sua definição do conservadorismo, como o partido do Direito. E o Direito é a regra e medida dos atos dos que entram em comunidade com outros. Só pelo respeito a essas regras essenciais é fecunda e próspera a convivência humana. De outro modo não seria possível, como com freqüência se nos ocorre que é a nossa.
 
O Direito Político não pode se levantar, senão a partir de algumas pautas axiológicas fundamentais. E a primeira é o respeito à vida de todos, sem que o estorvem diferenças de opinião, distâncias de pareceres sobre a organização social, controvérsias de qualquer intensidade sobre a coisa pública. Não há concessão possível na matéria.
 
Ninguém tem direito de matar outro. Semelhante extremo seria possível nos limites da legítima defesa e no estado de necessidade, que uma classe particular de agentes, os membros das Forças Armadas, desempenha por cada um, no trágico caso em que isso fosse mister.
 
Dificilmente encontraria pessoas mais distantes das idéias e crenças em que me movo sobre os temas essenciais da sociedade e do Estado que as que Hommes cita. Porém, não há assunto que me movesse de minha linha de conduta. A violência é a razão da sem-razão. É a capitulação ante o fenômeno essencial da Política. É a barbárie que quer apagar 25 séculos de tentativa civilizatória. Por isso me parecem tão pobres de espírito os que matam, seqüestram, assaltam, dizem que em defesa de seus ideários. Pobres selvagens, carentes de tudo, especialmente de fé na causa que dizem servir.
 
Aos que quiseram me matar lhes guardo profunda compaixão. Se os odiasse me pareceria a eles, que é a última coisa que queria deixar para meus filhos e meus compatriotas como lembrança de minha vida. Essa é minha resposta.
 
14 de fevereiro de 2014
Fernando Londoño Hoyos
Tradução: Graça Salgueiro

VERGONHA? MUITO PELO CONTRÁRIO


          Artigos - Governo do PT 
200470473-001Vergonhoso não é apoiar Rachel, e sim deixá-la sozinha sob uma torrente de críticos canalhas.
Vergonha não é apoiar Jair Bolsonaro, uma das pouquíssimas vozes que se colocam abertamente contra o governo autoritário do PT.

Faz exatamente uma semana que escrevi um artigo que mudou o curso deste blog. Foram mais de 10 mil visualizações e dezenas de comentários, todos de pessoas que se identificaram com um sentimento comum: a solidão resultante da busca pela verdade.

Mas o que eu não incluí naquele artigo foi um outro efeito colateral bastante comum, ainda mais em épocas de mídias sociais, onde nossas opiniões chegam a tantas pessoas em tão pouco tempo: a perda de amigos e conhecidos única e exclusivamente por conta de nossas opiniões manifestas publicamente.

Aqui em casa o fenômeno não é incomum. Já fomos eliminados do círculo social de inúmeras pessoas por causa de nossas opiniões, incluindo parentes, colegas de trabalho e “amigos” – entre aspas porque, para mim, um amigo verdadeiro não corta relações por causa de opiniões divergentes. Enfim, quem diz o que pensa, ainda mais quando pensa fora do ordinário ruminado pelas massas, acaba colhendo inimizades.
Mas aonde quero chegar? A um post que um bom amigo, sem aspas, publicou ontem. Disse ele assim:

Meu sincero agradecimento à “jornalista” Sheherazade e aos “justiceiros” do Flamengo. Nunca li tanta idiotice e hipocrisia no Facebook desde os últimos acontecimentos.
Ser contra um partido corrupto é comigo mesmo. Ser contra a violência urbana, eu também sou. Mas ler amigos meus, com formação e educação, defendendo tipos como Ratinho e Bolsonaro, sendo a favor da tortura e conclamando os “bons tempos da ditadura” é demais! Há inúmeros problemas no nosso país e NENHUM deles será resolvido com barbárie e ignorância. Sinto muito, caros amigos, mas o comportamento de vocês (não é uma indireta, é uma DIRETA a todos que postaram apoio a tais atos e indivíduos) é VERGONHOSO.
Um pouquinho mais de consciência, por favor…

Embora ele não tenha me marcado no post, tenho certeza de que a direta foi para mim também. Afinal, quem olhar a linha do tempo do meu perfil no Facebook vai encontrar todas as referências que ele fez: Rachel Sheherazade, Ratinho e Bolsonaro. Eu poderia responder a meu amigo ali mesmo no post dele, mas achei que seria muito oportuno escrever um artigo inteiro, dado que muitos dos leitores deste blog poderão tirar proveito desta experiência. E é sem nenhuma vergonha que o faço, muito pelo contrário.
  • Vergonhoso não é apoiar Rachel, e sim deixá-la sozinha sob uma torrente de críticos canalhas. Chamá-la de jornalista entre aspas, como se ela não o fosse, é unir forças com a mídia esquerdista, que trata Rachel como se ela fosse uma leprosa. A resistência aos ímpetos autoritários esquerdistas presentes hoje na imprensa brasileira está sendo feita, na televisão, por pouquíssimas pessoas, dentre elas a referida jornalista e Paulo Eduardo Martins, os que mais sofrem ataques. Além do mais, não deveria ser preciso repetir tantas vezes que ela jamais disse que os atos ocorridos no Rio eram justificáveis, mas sim compreensíveis. Tomar tal declaração como incitação ao crime configura ou falta de capacidade de interpretação ou intenção deliberada de sujar a imagem da mesma.
  • Vergonhoso não é aplaudir o senhor Carlos Roberto Massa por sua fala inspirada, onde prega em rede nacional que a polícia tome as rédeas contra os criminosos. Vergonhoso é descartar qualquer manifestação de uma pessoa simplesmente por achar que a mesma não é digna de ser ouvida. Ninguém é passível de ser julgado somente por seus atos maus. Se fosse assim, não poderíamos tirar proveito de nada do que foi dito ou escrito na história humana, pois mesmo os grandes filósofos também usaram sua cota de besteiras. Por outro lado, mesmo assassinos psicopatas como Lênin tiveram algo positivo na vida. Este, por exemplo, não pode ser recriminado por não ter se aproveitado, pessoalmente, das riquezas materiais que sua posição proporcionava, como o fazem nossos governantes, que se locupletam com o dinheiro público. Da mesma forma, seriam as palavras do Ratinho desprezíveis, somente porque em outras oportunidades ele possa ter agido fora do esperado? Não, se ele usou de sua influência, audiência e poder midiático para passar uma mensagem correta, eu o aplaudo. E quando ele diz em seu programa que “tem que baixar o pau nesses baderneiros”, não poderia ser mais correto: a polícia não pode, em hipótese alguma, tratar criminosos como gente do bem. É impossível combater o crime sem repressão, ainda mais em nosso Brasil de 50 mil mortes violentas por ano. Violência não se combate com amor e carinho.
  • Vergonha não é apoiar Jair Bolsonaro, uma das pouquíssimas vozes que se colocam abertamente contra o governo autoritário do PT. Vergonha é tachá-lo de torturador, sendo que o mesmo jamais participou de tais práticas, e tentar colar sua imagem à ditadura, como se a mesma tivesse sido o pior dos males da história brasileira. Bolsonaro é contra as cotas raciais? Eu também. Bolsonaro é contra a histeria e o circo montados sobre a homofobia? Eu também. A esquerda brasileira cumpre à risca todas as estratégias de desestabilização social, sendo a mais eficiente delas a divisão da população em grupos que se odeiem mutuamente – negros e brancos, gays e héteros, índios e colonizadores, pobres e ricos, sem terra e com terra, e assim por diante. Bolsonaro é contra isso? Eu também. Por isso não tenho vergonha de postar seus vídeos, especialmente este em questão, onde ele ataca o PT e defende a médica cubana que desertou do regime assassino Castrista. E por fim, vergonha é ter Jean Wyllys, atual nêmesis de Bolsonaro, como deputado; esse sim um canalha incitador de ódio, eleito com uma votação menor que a de um vereador de cidade pequena, devido à aberração que é o sistema político brasileiro.
Em qual país as pessoas pensam que estão vivendo? Falam da ditadura com o ranço esquerdista, se esquecendo que os mesmos vagabundos covardes que fugiram daqui fazem de tudo, nos dias de hoje, para tolher a liberdade de expressão, e se colocam ao lado de bandidos. Não é assim que faz Chico Buarque, quando luta contra a livre direito de se publicar biografias, e se veste de Black Bloc em flagrante apoio a tal “movimento”? Não houve, durante o período militar, um caso sequer de censura que chegasse aos pés do que vivemos hoje no Brasil.
Hoje a situação é muito pior – naquela época as regras da censura eram claras, e hoje a censura se dá por meio de juízes esquerdistas que interpretam a lei a seu bel-prazer, certos de que, ao tomarem uma decisão anti-democrática, mas que vá ao encontro da ânsia petista por controle, manterão seus cargos vitalícios, e ainda serão aplaudidos e reconhecidos. Isso significa que eu seja a favor da censura? Jamais! Significa somente que não adianta ficar olhando para o acidente pelo vidro de trás do carro, e se esquecer da tragédia que se mostra à frente. O que vem por aí é muito pior do que qualquer coisa que tenhamos passado em nossa curta história como país independente.
 
Uma outra observação interessante é a de que os militares jamais aparelharam os órgãos públicos e a imprensa com os seus pares. Pelo contrário, deixaram abertas as posições mais importantes, as do setor educacional e midiático, para serem ocupadas por esquerdistas, que então montaram durante três décadas o que vivemos hoje. Esse foi um erro monumental, que deixou todo o aparato cultural brasileiro nas mãos da esquerda. Não preciso falar dos resultados dessa política suicida do general Golbery – estamos na maior crise intelectual e moral da história brasileira.
Para terminar a argumentação, quero citar Sófocles, sobre a consciência:
Não existe testemunha mais terrível – acusador mais poderoso – do que a consciência que habita em nós.
 
Não me envergonho de nada que escrevi, tanto que tudo continua no mesmo lugar, com os mesmos links, pelo menos até que a ditadura petista resolva começar a tirar os blogueiros e colunistas de direita do ar. Minha consciência não me acusou, mesmo tendo testemunhado, lido e relido tudo o que escrevi. Não creio que tenha perdido mais um amigo, pois já tive muitas discussões com esse que escreveu o texto lá de cima, e sempre conservamos a boa amizade. Mas a oportunidade que ele me deu de me questionar e escrever tudo isso é tal que cabe o agradecimento.
Merci, mon ami.

14 de fevereiro de 2014
Flavio Quintela, escritor

A GRITARIA CONTRA RACHEL SHEHERAZADE.

Ou: Dando com a língua nos dentes      
A mentalidade esquerdista e o gosto pelo crime sempre andaram lado a lado. Cito alguns dos mais recentes exemplos brasileiros de memória e remeto os leitores aos mais antigos aqui e aqui.
Vamos aos exemplos mais recentes.
Ano passado, a Presidente Dilma recebeu representantes da Marcha das Vadias, aqueles mesmos responsáveis pelos crimes de atentado violento ao pudor e crime de ultraje a culto durante a visita do Papa Francisco.
O PT sempre foi um aliado incondicional das FARC (aqui), e portanto, cúmplice dos crimes deste grupo terrorista aqui no Brasil.
Nosso governo federal mantém relações promíscuas com a ditadura cubana, responsável pela morte de mais de 100 mil cubanos e por financiar guerrilhas no nosso país nos 1960 e 70.
Recentemente, o governo ficou quietinho e se associou implicitamente ao crime de racismo contra Joaquim Barbosa na página “Blog da Dilma”.
O Ministério da Saúde fez um panfleto “educativo” para “orientar” o consumo de cocaína para as últimas paradas "gays".
O governo petista (e ativistas de esquerda) promove ainda a campanha do desarmamento da população civil e lutou pela aprovação da "Lei das Palmadas", incentivos claros a criminalidade.
A esquerda, em geral, dá voz a criminosos condenados. As reações histéricas contra a diminuição da maioridade penal não cessam de partir de intelectuais de esquerda e seus veículos de mídia (aqui), Seus militantes promovem incentivo à pedofilia no Kit Gay, querendo corromper, desde cedo, a juventude.
Um deputado gayzista pode imputar crimes gravíssimos ao Papa e, por extensão, a toda comunidade de cristãos, sem que com isso, alguma autoridade competente veja incitação de ódio.
Caetano Veloso e Marcelo D2, “expoentes” do “pensamento” esquerdista apóiam os Black Blocs, assim como os artistas globais, um deputado do PSOL (e seu assessor) e o Sindicato dos professores do Rio de Janeiro. Recentemente, a ação da milícia esquerdista resultou na morte de um cinegrafista.
Um líder gayzista pode fazer apologia da pedofilia e um professor da Unicamp pode defender regimes genocidas dentro da universidade e ninguém se escandaliza.
A lista é tão extensa, que chega a cansar.
Arrogar-se o direito de incitar, louvar, promover e praticar crimes em prol da “justiça social” e contra a “opressão” é uma profissão de fé de todo o esquerdista que se preze. Assim como exagerar o senso das proporções até a demência. Vale tudo na busca de “um mundo melhor”.
Para esquerdistas, estamos diante da barbárie não por conta dos nossos mais de 60 mil homicídios anuais, mas sim porque há pequenos grupos de justiceiros batendo em pivetes na Zona Sul da Cidade Maravilhosa
A esquerda, que sempre adorou proteger e afagar criminosos, agora orquestra uma campanha contra Rachel Sheherazade, por conta de seus comentários sobre o episódio ocorrido no Rio de Janeiro há alguns dias.
Ao considerar que “num país que sofre de violência endêmica, a atitude dos vingadores é até compreensível’”, Sheherazade foi tomada como um bode expiatório e alvo preferencial. Isso não é novo e já ocorria há algum tempo (e aqui).
Mas a reação à jornalista do SBT agora aproveitou-se de um comentário supostamente ambíguo e de nada adiantou Sheherazade esclarecer sua fala, pouco tempo depois.

Como resumiu Reinaldo Azevedo:
“Estranha essa gente: defende o direito de defesa para os bandidos mais asquerosos — e nem poderia ser diferente —, mas pede a execução sumária de alguém por ter emitido uma opinião infeliz.”
Ou até pede seu estupro, como fez o esquerdista “filósofo de São Paulo”, recentemente (a história está contada em detalhes aqui).
O sucesso que alguns comentaristas mais conservadores vêm fazendo na imprensa incomoda e muito. Imagino que após o sucesso estrondoso do livro "O Mínimo que você precisa saber para não ser um idiota" e a conseqüente anulação do “mandamento comunista” de Milton Temer “Olavo de Carvalho não é para ser comentado” – visto que o filósofo voltou a ser comentado na grande mídia - também deva encher de raiva toda a esquerda.
Por isso, tem-se a necessidade do exagero – “a direita está poderosíssima” - para adestrar a militância, reforçar os cacoetes mentais e prepará-la para novos upgrades revolucionários.
Quanto mais os militantes, os intelectuais orgânicos e os idiotas úteis se convencerem de que devem excluir os rotweillers” da imprensa, para preservar um "debate democratico", melhor.
Porém, a mentalidade esquerdista funciona dialeticamente. Faltava mais algum elemento para fechar o quadro. A histeria contra o sucesso de alguns conservadores na imprensa não poderia ser o único objetivo.
Até que veio a “reportagem” da Carta Capital (ou carta CaPTal).
Dando com a língua nos dentes, a revista chapa-branca nos esclareceu o real motivo de toda essa histeria: é uma “nova” tática em prol da velha “utopia” (ou seria distopia?) de controle dos meios de comunicação, o sonho de consumo do PT e da esquerda em geral.
Ora, se “la loca de Buenos Aires” "Cretina" Kirchner conseguiu, por que o governo Dilma não conseguiria aqui também, não é?

Na “reportagem” chamada “Esqueça Sheherazade. A culpa é de Silvio e do governo”, lemos pelo menos três coisas interessantíssimas:

 
1) “Por mais antipatia de uma parcela da população que uma revistaVeja ou um jornalO Estado de S. Paulopossam despertar, faz parte do jogo democrático a sua existência. São negócios como outro qualquer e, por mais que incomodem, têm todo o direito de existir e publicar o que bem entenderem, dentro dos limites da Constituição. No caso de uma rádio ou televisão, contudo, a história é outra. Eles operam por meio de outorgas concedidas pelo Ministério das Comunicações com o aval do Congresso. E aí há regras. Afinal, é uma autorização de uso de um bem público, não é uma mera iniciativa privada, como querem nos fazer crer. Pela legislação em vigor, é o Ministério das Comunicações o órgão responsável por fiscalizar o conteúdo veiculado pelas emissoras e responsabilizá-las se houver violação da lei. (...) É só o Ministério das Comunicações, comandado por Paulo Bernardo, começar a agir e multar as empresas. Só não o faz porque não quer.”
 
Ou seja: além da ameaça velada à revista Veja e ao Estadão, a revista chapa-branca (ou seria “chapa-vermelha?”) explicita uma proposta concreta: está na hora de usar o poder do governo para enquadrar os donos de televisão, ameaçando-os com multas e a perda da concessão.

2) “E é no mínimo questionável o uso de tais concessões para enriquecer bispos de igrejas suspeitas, faturar bilhões a cada ano com a venda de publicidade ou colocar no ar comentaristas como Sheherazade, Martins e Prates, que diariamente desrespeitam as leis, deseducam e pregam a violência e o preconceito para milhões de brasileiros. Só governo, por meio do Ministério das Comunicações, pode mudar isso.”
 
Para essa gente, a prática de se tomar concessões por não estarem de acordo com o que o governo determina, também deveria se voltar contra os canais religiosos, colocando-os sob controle. Lembremos que Gilberto Carvalho quer que o PT entre em “uma disputa ideológica com as lideranças evangélicas para conquistar a classe C”. (aqui).
O detalhe sórdido da “Carta Estatal” é que, ao colocar as igrejas como alvo, ela use o termo “igrejas suspeitas” referindo-se implicitamente a todas elas, embora o objetivo seja fazer as pessoas pensarem logo na Igreja Universal do Reino de Deus.
O truque é aproveitar-se da imagem de uma seita cristã picareta (e, não sem doses de ironia, fiel aliada do governo petista e de seus projetos mais anticristãos), e colocá-la como representante de todas. Feito esse jogo sujo, conclui-se, num salto lógico monumental, que todas as seitas cristãs são picaretas e deveriam ser controladas. Exceto, é claro, aquela que é aliada do petismo.
É como a prática comum no nosso “jornalismo” de associar religião ao fundamentalismo (e extremismo); o fundamentalismo ao terrorismo; e depois, associar o terrorismo ao cristianismo. E, a partir daí, querer calar o cristianismo acusando-o de extremista e intolerante. Não é lindo como funciona a mente esquerdista?
Ao reclamar da própria Sheherazade, Paulo Martins e Luiz Carlos Prates, a revista (que vive de publicidade estatal e talvez, por isso, se irrite com "venda de publicidade" na TV e no rádio) não cita, é claro, nenhum "desrespeito às leis", "incitação à violência" ou propagação de "preconceitos", que os jornalistas tenham cometido. E ao fazer tal encenação, o autor do texto da Carta Das Kapital involuntariamente torna-se passível de processo por crime de calúnia (art. 138 do Código Penal).

3) E só a sociedade civil organizada pode pressionar o governo e o Congresso para que isso aconteça.

A sociedade civil organizada (termo usado numa acepção claramente gramscista), na verdade, é apenas um nome escolhido para caracterizar os movimentos militantes aliados do próprio governo, os quais vão, através de uma “estratégia de tesouras”, pressionar por mais controle estatal.
É de se prever, portanto, mais e mais manifestações contra a “mídia golpista” e por mais “democratização dos meios de comunicação” nos meses anteriores às eleições de outubro.
Esquerdistas são assim mesmo. Mentem, inventam, forçam o senso das proporções até a loucura. Torcem os sentidos das leis e das palavras. Acusam seus oponentes de crimes que eles mesmos cometem. Ameaçam. Odeiam a liberdade de expressão. Eles não largam o osso de controlar as opiniões. E sempre acabam dando com a língua nos dentes.
 
14 de fevereiro de 2014
Rodrigo Sias é economista.

AS ATROCIDADES DO BOM-MOCISMO


          Artigos - Movimento Revolucionário        

Quando moleque, lá por volta dos idos de mil novecentos e bolinha, houve um crime bárbaro na cidade onde eu morava. Um homem matou sua mãe a machadadas para ficar com a casa da velhinha. Ele foi preso e recebeu uma tunda na base de coronhadas. Toda a cidade soube do assassinato pela rádio local e da surra pelas fotos, tiradas a pedido do delegado, que eram apresentadas para todo transeunte que solicitasse ao fotógrafo.


Na época, meus pais contaram-me o fato e, se fosse de minha vontade, poderia ver os tais retratos. Bastava ir ao estúdio fotográfico. Fui. É óbvio que não era algo bonito de se ver, mas era muitíssimo menos abjeto que matar a própria mãe a machadadas.

Hoje temos o caso do rapaz que foi despido e preso com um cadeado de bicicleta em um poste por um grupo de vigilantes. Também não é algo bonito pra se ver. Entretanto, o que esse rapaz fez para atrair a cólera dos, até então, pacatos moradores? A galera chique do bem não quer saber desse tipo de pergunta.

Pois é, doravante, os representantes das potestades estatais estão aos quatro vetos afirmando que tais práticas são inadmissíveis. Sim, mas quais práticas? A de termos criminosos, de todos os portes, roubando e matando pessoas que se esforçam em ganhar o pão de cada dia com o seu labor? A de contarmos com uma horda de vozes, dentro e fora da maquinaria Estatal, empenhada em vitimizar o crime ao mesmo tempo em que desmoraliza as autoridades policiais e despreza a sociedade? Ou a de vermos homens que, diante desse quadro, decidem proteger os seus familiares e vizinhos por conta e risco?

E não é apenas isso. É escandaloso vermos as cândidas almas do bem não marejarem seus olhos em lágrimas em casos como o da mulher que, em janeiro, foi sequestrada, acorrentada, obrigada a fazer suas necessidades numa bacia e ameaça de mutilação e morte durante dez dias.
Não choraram porque a pobre mulher é apenas uma cidadã anônima e, por isso, seu drama não toca os tolerantes corações dessa gente.

Sem mais delongas, como havíamos dito, nada disso é algo bonito de se ver, mas em tais circunstâncias é válido perguntar: o que os cidadãos de bem fizeram para merecer tanta desatenção e desrespeito da parte daqueles que enchem a boca para dizer que os representam? O quê os ditos representantes realmente fazem pelo povo que dizem representar? O quê?
É, meu caro! É aí que a porca torce o rabo.

14 de fevereiro de 2014
Dartagnan da Silva Zanela  

AÉCIO DIZ QUE SERÁ O MAIOR PRESIDENTE QUE ESSE BRASIL JÁ TEVE


 
No dia em que o PT fará festa para abrir a pré-campanha do ex-ministro Fernando Pimentel para o governo de Minas, com a presença do ex-presidente Lula, o senador mineiro e presidenciável Aécio Neves (PSDB) disse nesta sexta-feira (14) que "mineiro não é bobo" e sabe diferenciar um partido do outro.
 
Segundo colégio eleitoral do país, atrás apenas de São Paulo, Minas terá um peso importante na disputa presidencial. Tanto o PT quanto o PSDB veem na disputa para o governo de Minas uma alavanca importante para as candidaturas presidenciais dos seus respectivos pré-candidatos, a presidente Dilma e o próprio Aécio.
 
Um dia antes de desembarcar em Minas, Lula deu entrevista ao jornal "O Tempo", de Belo Horizonte, e disse que os investimentos sociais feitos pelos governos do PSDB desde 2003 se realizaram quase que integralmente com recursos do governo federal petista. Sem que alguém o questionasse sobre a declaração de Lula, Aécio reagiu a ela.
 
"Podem até querer fazer o mineiro de bobo, mas o mineiro não é bobo. O mineiro sabe que os avanços mais relevantes que tivemos ao longo desses anos se deveu ao esforço do Estado." Ele acrescentou dizendo que Lula "está mal informado pelos seus aliados no Estado e com uma visão que não é republicana".
 
"Eu vi uma entrevista em que se usou a expressão 'todo o dinheiro era quase do governo federal', como se fosse quase um gesto de bondade do governo federal fazer parceria com os Estados. Isso é uma grande bobagem: não existe dinheiro federal, estadual, municipal. Existe dinheiro público, vindo dos nossos impostos, do trabalhador mineiro", completou.
 
O senador também retomou uma crítica que voltou a fazer com mais frequência, diante dos incrementos das viagens da presidente Dilma ao Estado, sobre os baixos investimentos do governo federal em Minas, as promessas não cumpridas e também os programas feitos em convênios com a União, como o Luz para Todos, em que a maior parte dos recursos foram alocados pelo Estado.
 
MAIOR PRESIDENTE
 
Na sede da revista "Viver Brasil", Aécio falou para empresários mineiros em um almoço-palestra que contou também com muitos aliados, entre eles o ministro Pimenta da Veiga, o pré-candidato do PSDB ao governo de Minas.
 
Além de voltar a fazer todas as críticas pontuais aos programas federais do PT, como o de energia e segurança, Aécio pediu apoio para sua empreitada e disse que está nessa luta para ser o melhor presidente.
 
"Vou disputar essa eleição não para ser presidente, mas para ser o maior presidente que esse Brasil já teve", disse Aécio, que pediu aos seus conterrâneos e aliados presidentes para que não o deixem "solitário" nessa disputa. Ele pediu ajuda para uma campanha "solidária".
 
14 de fevereiro de 2014
in coroneleaks

GILMAR MENDES DETONA AS VAQUINHAS DO PT, EM RESPOSTA A SUPLICY


Clique aqui ou na imagem para ampliar e ler a resposta do ministro do STF, Gilmar Mendes, a quem o PT quer processar por desconfiar - com razão! - das vaquinhas dos mensaleiros, dada ao senador Eduardo Suplicy:
 
Temos, acima, um documento histórico, que diferencia os homens de bem dos canalhas. Os criminosos dos honestos. Nós deles!
 
14 de fevereiro de 2014
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VERGONHOSO! GILBERTO CARVALHO CRIMINALIZA A PM E DEFENDE VÂNDALOS DO MST


Para ele, só não ocorreu uma tragédia porque os sem-terra defenderam os policiais. Deles mesmos! Mais de 40 ficaram feridos para defender o STF e o Palácio do Planalto de invasões.
 
 
O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, responsabilizou nesta quinta-feira à noite a Polícia Militar (PM) do Distrito Federal pelo confronto de quarta-feira entre militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e policiais, em passeata na frente do Palácio do Planalto que deixou mais de 40 feridos. Carvalho afirmou que o conflito teve origem numa informação errada que levou a PM a avançar entre os manifestantes, até um ônibus do MST estacionado no local, onde haveria porretes que poderiam ser usados contra os policiais.

— Estava tudo na mais perfeita ordem até que a Polícia Militar teve uma informação, que eu não sei da onde veio, de que um ônibus que estava ali estacionado estava com porretes que podiam ser usados contra a policia. E o comandante, eu não vou criticá-lo porque eu não conversei com ele, toma uma decisão de fazer um grupo entrar para dentro da multidão para ir lá trancar o ônibus. Na verdade foi um erro de informação — afirmou o ministro.

Carvalho falou sobre o tema após participar de evento do 6.º Congresso Nacional do MST, em Brasília. Ele afirmou que, na verdade, o que havia dentro do ônibus eram cruzes de madeira para um ato simbólico na frente do Planalto e pedaços de pau usados na montagem de algumas barracas de lona para representar um acampamento de sem-terra.

O ministro elogiou a atitude de líderes do MST, no momento em que os manifestantes cercaram o ônibus e o grupo de policiais. Os coordenadores dos sem-terra protegeram os PMs e, segundo o ministro, evitaram uma tragédia. Carvalho aproveitou para elogiar o movimento e, sem citar nomes, criticar os black blocs: — Quando uma manifestação tem liderança, uma pauta clara e direção madura, as coisas podem transcorrer sem grande problema. As fotos que aparecem hoje infelizmente foram daquele momento.
 
(O Globo)

 
Editorial da Folha de São Paulo (Hoje)
Criança de 30 anos
Cada vez menos relevante, o MST encontra nos tumultos um meio de chamar a atenção de uma sociedade voltada para outras causas
O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) chega ao seu 30º aniversário como se ainda fosse uma criança. Não vai na afirmação um elogio pelo frescor de suas ideias, pois estas são arcaicas, ou pelo espírito alegre de suas manifestações, já que nelas se destaca o caráter arbitrário e o pendor para o confronto.

É uma criança porque não amadurece. Repete palavras de ordem criadas na década de 1980, quando os quase 40 milhões de brasileiros que viviam na zona rural representavam 32,3% da população. De lá para cá, no entanto, dobrou o número de habitantes nas cidades, passando de 82 milhões para 161 milhões, enquanto diminuiu o total de pessoas nos campos. Agora são 30 milhões, ou 15,6% da população nacional.

Houve, ademais, notável avanço do agronegócio. O setor é um dos que mais se moderniza no Brasil, ostentando seguidos saltos de produtividade. Se cabem críticas, elas não chegam perto de sugerir a necessidade de alterar um modelo que se provou bem-sucedido.

O MST, a despeito disso, insiste numa reforma agrária utópica. Líderes da organização até são capazes de enunciar um diagnóstico óbvio: a luta pela terra está fora da pauta da sociedade e do governo. Dificilmente seria de outra forma num país que, além das mudanças demográficas, registra ínfimos índices de desemprego e atende 50 milhões de pessoas com programas de transferência de renda.

Em vez de dar o passo seguinte no raciocínio --a batalha que o MST trava hoje em dia é imaginária--, a direção do movimento empenha-se em elaborar interpretações mirabolantes. Às já clássicas expressões, como "cooptação" e "despolitização", acrescenta-se o entendimento de que a luta existe, "mas está escondida, abafada".

É um despautério. O país conhece inédita rotina de protestos nos principais centros urbanos. Muitos gritos se escutaram, muitas placas, cartazes e faixas se escreveram. A bandeira da reforma agrária, entretanto, não foi erguida. Talvez por causa desse sinal de irrelevância o MST considerou importante chamar a atenção por outros meios. Anteontem, em Brasília, alguns de seus integrantes ameaçaram invadir o Supremo Tribunal Federal e provocaram tumulto na praça dos Três Poderes.

O grupo ganhou o noticiário, como decerto desejava, mas não por suas ideias ou sua pujança. A organização já não mobiliza como na década de 1990, e sua direção é cada vez mais refém do próprio movimento, vendo neste um fim em si mesmo, e não apenas um meio.

Está na hora de o MST crescer, mas de nada ajuda que, um dia depois da confusão, a presidente Dilma Rousseff tenha se reunido com líderes da entidade. Passa a falsa impressão de que eles estão no caminho certo.
 
14 de fevereiro de 2014
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PRESIDENTE DO BANCO QUE REPASSOU DINHEIRO AO VALERIODUTO É ASSESSOR DO PETISTA PIMENTEL


Bicalho, ao centro, recebendo título de Cidadão de Belo Horizonte
 
Ex-presidente do banco Bemge e réu no braço do processo do mensalão tucano que tramita em Minas Gerais, José Afonso Bicalho trabalha como assessor econômico no gabinete de Fernando Pimentel no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ele é contratado através do BNDES desde abril do ano passado.

Quando Bicalho era presidente do Bemge, em 1998, o banco transferiu R$ 500 mil à SMP&B, agência de Marcos Valério, a título de patrocínio de um evento de motocross. O dinheiro teria sido desviado para a campanha pela reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB), de acordo com a denúncia do Ministério Público. No processo, Bicalho responde pelo crime de peculato.

Na noite de quarta-feira, outro réu do mesmo processo, o jornalista Eduardo Guedes, deixou a assessoria que prestava ao senador Aécio Neves (PSDB), depois da revelação de que ele ainda atuava próximo ao pré-candidato à Presidência, apesar de responder na Justiça por eventual participação no esquema de desvio de recursos implantado por Valério.

Nesta quinta-feira, tanto o BNDES quanto o Ministério do Desenvolvimento se recusaram a informar o salário de Bicalho no governo federal, sob a alegação de que o decreto que regulamentou a Lei de Acesso à Informação desobrigaria o BNDES de divulgar o salário de seus empregados de forma individualizada. Por meio da assessoria, O GLOBO perguntou ao ministro Fernando Pimentel se a contratação de Bicalho era motivo de constrangimento para a pasta. Ele preferiu não se pronunciar.
 
( O Globo )
 
14 de fevereiro de 2014
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PT INCITOU MST A INVADIR O STF


O acampamento do PT diante do STF...
 
Militantes do MST na Praça dos Três Poderes se concentram em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (Foto: Mariana Oliveira / G1)
...incitou uma invasão ao STF.
Infiltrado na passeata do Movimento dos Sem Terra (MST) realizada anteontem, em Brasília, o serviço de inteligência da Câmara dos Deputados avisou à segurança do Supremo Tribunal Federal que petistas estavam incentivando a invasão da Corte.
 
Imediatamente, o ministro Ricardo Lewandowski, que presidia a sessão, decidiu suspendê-la. Ele avisou que tinha recebido um alerta da segurança e que havia, de fato, risco de invasão.
 
De acordo com o serviço de segurança da Câmara, quando os manifestantes chegaram ao local onde o PT montou um acampamento para protestar contra a condenação de ex-dirigentes do partido no processo do mensalão, houve uma onda de incentivos para que se dirigissem ao STF.
 
O acampamento é feito por filiados ao PT do Distrito Federal, que desde novembro se revezam nas barracas. O ex-deputado João Paulo Cunha (PT-SP) almoçou com eles no dia 3, véspera da prisão.
 
(Estadão)

DISQUE LIBERDADE


Contrária ao modelo do programa Mais Médicos, um dos principais do gestão Dilma Rousseff, a AMB (Associação Médica Brasileira) criou uma iniciativa para reter e fixar no país o médico estrangeiro que deixar o programa. Ela prevê até um "disk-deserção": por um celular 24 horas, o estrangeiro pode solicitar assistência para se desvincular do programa. Procurado, o Ministério da Saúde não quis se pronunciar.

Lançado em junho, o Mais Médicos utiliza profissionais com diplomas estrangeiros, visando reduzir o deficit no interior ou nas periferias. Para entidades médicas, entre elas a AMB, esses profissionais podem ter conhecimentos insuficientes e são trazidos sem critério de avaliação. Essa oposição, porém, não encontrou eco na população, que aprovou a vinda dos estrangeiros, segundo pesquisas.

A iniciativa da AMB é mais um capítulo desse embate. Ela prevê que o estrangeiro receba apoio jurídico no julgamento de pedidos de asilo ou refúgio e conte com aulas on-line para prestar o Revalida, o exame que reconhece o diploma estrangeiro --participantes do Mais Médicos têm permissão específica. A associação afirma ainda que vai ajudar financeiramente o desertor por meio de parcerias com empresas e entidades médicas.

O presidente da AMB, Florentino de Araújo, diz que tomou a iniciativa após a deserção, na semana passada, da cubana Ramona Rodriguez. "Ela nos disse que teve a liberdade cerceada. Só podia sair de casa para trabalhar. Se fosse viajar, teria de notificar seu supervisor em Belém. Ao nosso ver, isso significa que o governo patrocina um modelo análogo à escravidão."

Contratada pela AMB para prestar assessoria, Ramona segue à espera do julgamento do pedido de refúgio no país. Após o caso dela vir a público, a AMB diz ter recebido dez novos pedidos de auxílio à deserção de cubanos. Araújo diz que os cubanos terão mais atenção da associação "devido à insegurança jurídica do convênio que os trouxeram ao país". Hoje, atuam no Brasil pelo Mais Médicos 7.400 profissionais cubanos.
 
(Folha de São Paulo)
 
14 de fevereiro de 2014
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