"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

ADVOGADOS ACUSAM PRESIDENTE DA OAB DE ATACAR A LAVA JATO



Advogados dizem que presidente da OAB tem usado a entidade para atacar a Lava Jato.

O Movimento Advogados do Brasil divulgou um novo manifesto, desta vez para repudiar as declarações do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz.

Segundo o movimento, Santa Cruz “continua usando a instituição para manifestar seu posicionamento político pessoal, atacando a maior operação de combate à corrupção, a Operação Lava Jato”.

Em entrevista à revista Época, no último sábado (20), o presidente da OAB atacou o juiz federal Marcelo Bretas e afirmou que “a Lava Jato do Rio tem inovado porque ela é quase um partido político”.

Segundo O Antagonista, o manifesto do movimento de juristas recebeu mais de 115 assinaturas até o momento.

No início deste mês, a Associação de Advogados e Estagiários do Estado do Rio de Janeiro (AAEERJ) entrou com representação pedindo o afastamento do presidente Santa Cruz
A causa do pedido são mensagens consideradas ofensivas postadas pelo advogado nas redes sociais.

22 de julho de 2019
renova mídia

PRIVILEGIADOS, UNI-VOS!

A esquerda abandonou os trabalhadores por uma suposta fidelidade partidária e doutrinária

A votação da reforma da Previdência terminou, no campo da esquerda, por provocar desalinhamentos entre os seus membros, com deputados se demarcando da posição de seus respectivos partidos, sobretudo no PSB e no PDT, com PT, PSOL e PCdoB mantendo a fidelidade de seus parlamentares. Os primeiros mostraram uma salutar desavença interna, os últimos mantiveram-se firmes em suas origens leninistas, em suas várias vertentes.

Contudo, para além do problema partidário de ordem conjuntural, com ameaças de punições e expulsões, lideradas por chefões partidários fazendo o seu teatrinho, existe uma questão de monta, concernente ao que significa ser de esquerda. Ou seja, qual é o tipo de esquerda que se alinha com os privilegiados de funções públicas e abandona os que não usufruem os mesmos privilégios? 
Será que a mensagem da esquerda brasileira – e para além dela – é uma mensagem particularista, corporativa?

A mensagem da esquerda, em sua vertente marxista, era efetivamente universal. Estava voltada para a emancipação da classe trabalhadora, naquele então denominada proletária, e, por intermédio dela, da humanidade. A defesa dos proletários se faria por sua libertação das amarras do capitalismo, instituindo um tipo de sociedade cuja característica central seria a igualdade em todos os níveis, sem nenhum tipo de particularismo, nem de interesse particular.

Para o presente propósito, não cabe a discussão sobre a exequibilidade ou não dessa proposta, mas tão somente ressaltar sua universalidade, sem a qual ela se torna claramente ininteligível. 
A contraposição principal se estabelecia em relação aos burgueses, que deveriam ser eliminados ou, em sua versão mais branda, tornados iguais. 
Não se tratava, na posição marxista, de defender os interesses corporativos de funcionários públicos em detrimento dos outros trabalhadores.

Em linguagem corrente: não tem cabimento político, nem moral, que os trabalhadores comuns, com ganhos pequenos, financiem o regime dos funcionários públicos, mediante aposentadorias precoces, integralidade de seus vencimentos e paridade, entre outros benefícios. Seria a própria mensagem da esquerda que estaria sendo traída, em proveito de um punhado de privilegiados, que se arvoram, hipocritamente, em defensores dos “direitos sociais”, como se fossem os direitos de todos os trabalhadores.

Os deputados rebeldes têm, dentre outros méritos, o de terem resgatado uma mensagem de cunho universal, abandonando o corporativismo e o particularismo de seus respectivos partidos. 
Os que não se rebelaram ficaram atados à usurpação ideológica. Pensaram eles na sociedade como um todo, não no caráter restritivo da conjuntura partidária. 
Partido, em sua definição, defende uma parte, porém devendo integrá-la ao interesse coletivo, sem o qual cai nas armadilhas do corporativismo e do fisiologismo.

A pauta previdenciária é uma pauta da sociedade e do Estado, não apenas dos partidos políticos. Não se trata de ser a favor ou contra o governo, mas de ser ou não a favor da coletividade, do bem maior. O cálculo meramente partidário é particular, restrito às suas lideranças e a seus interesses. Não tem nenhuma dimensão social.
Do ponto de vista da esquerda em geral, a mensagem dos rebeldes foi de renovação, de sacudida das carcaças partidárias. Pensaram no todo, e não na parte; no coletivo, e não no particular. Apesar das incompreensões de seu gesto, estão proclamando por um reposicionamento da esquerda e de seus respectivos programas.

Democracias contemporâneas dependem de uma esquerda moderna e plural. Dependem de uma esquerda que pense os desafios do mundo atual, acompanhando as enormes mudanças políticas, econômicas, sociais, culturais, tecnológicas e científicas das últimas décadas, que transformaram a face da humanidade. 
Pense-se no conceito marxista e positivista de proletário, para melhor aquilatarmos a grande transformação. Perdeu seu significado, quanto mais não seja, porque o mundo mudou.

O que tinha a esquerda a propor na reforma da Previdência? Além do não dogmático, voltado para a defesa dos privilegiados e de suas corporações, tinha algo a dizer? 
Não poderia ter apresentado uma proposta mais universal do que aquela que, após laboriosas negociações, foi finalmente aprovada em primeira votação? 
Não teria sido o momento de a esquerda dizer não aos privilegiados e sim aos trabalhadores em geral?

Em vez disso, optou por abandonar os trabalhadores, refugiando-se numa suposta fidelidade partidária e doutrinária. 
Ora, é precisamente essa doutrina que está em questão. Ela não responde ao espírito do tempo, funciona como óculos às avessas, que só vêm para dentro, retirando-se do exterior.

O PT continua firme em suas posições esquerdizantes, à sua origem leninista, apesar de seu namoro com a social-democracia no primeiro governo Lula. 
O PCdoB e o PSOL seguem na mesma linha dogmática. 
O PSB tem também um programa partidário de cunho marxistizante, cuja leitura remete a uma peça de ficção política, própria de outro tempo. 
O PDT, originário do antigo PTB, por sua vez, é fruto de outra concepção, oriunda do trabalhismo inglês e, nesse sentido, já não segue a orientação leninista, algo próprio, então, dos comunistas ingleses. 
Historicamente, correspondem ambos os partidos a uma primeira versão da social-democracia no País, embora tampouco tenham seguido o caminho da modernização. Haveria aí uma proximidade com os tucanos, com a atual social-democracia brasileira, por terem fontes comuns.

Os debates da reforma da Previdência, extremamente pobres na perspectiva das esquerdas, mostraram os impasses de uma modernização necessária, mas claudicante e já atrasada. O seu dilema poderia ser assim traduzido: O “proletários de todo o mundo, uni-vos!” tornou-se “privilegiados, uni-vos!”. Triste destino!

22 de julho de 2019
Denis Lerrer Rosenfield
O Estado de S.Paulo

O BRASIL LAVA MAIS BRANCO

Surge uma convergência entre os Bolsonaro e um ministro ligado ao PT porque os objetivos são comuns
Estou em Cananeia, que foi, ao lado de São Vicente, ali pelos anos 30 do século XVI, uma das primeiras cidades do Brasil. Seu fundador chamava-se Cosme Fernandes, mas era conhecido como Bacharel da Cananeia. 
Era um degredado, juntou-se com uma índia, tornou-se poderoso, não respeitava a Coroa. Um fora da lei.

Esperando a balsa em Itapitangui, soube que o ministro Toffoli proibiu investigações com dados do Coaf, sem autorização judicial. 
Pensei: um frêmito de alegria deve estar animando os fora da lei do Brasil. Sobretudo os que fazem lavagem de dinheiro.

Como pedir uma autorização judicial sem os dados do Coaf que a fundamentam? Lembrei-me de um poema de Vinicius: “Filhos, melhor não tê-los/ Mas se não os temos, como sabê-los?”

A propósito, a última semana foi dominada pelos filhos do Capitão. A decisão de Toffoli partiu de um pedido de Flávio Bolsonaro para deter as investigações, que, aliás, se estendem a vários deputados do Rio de Janeiro.

Isso significa, em primeiro lugar, que o caso Queiroz volta para a gaveta; o esqueleto volta para o armário. Mas revela também uma contradição no discurso de Bolsonaro.

Ele se coloca ao lado da Lavo-Jato nas investigações contra o PT, mas, no momento em que elas rondam sua família, o estado de direito precisa ser salvo. Nesse caso, surge uma convergência entre os Bolsonaro e um ministro historicamente ligado ao PT porque os objetivos são comuns.

Essa imagem de esqueleto no armário para mim é importante porque tem uma influência decisiva nos grupos partidários. Ela enfraquece as afinidades políticas e fortalece o sentido de cumplicidade. Partilham-se menos as ideias, mais os segredos.

Espantoso escrever sobre a família do presidente como se ainda estivéssemos numa monarquia. Foi esse também o impacto que me trouxe a notícia de que Eduardo Bolsonaro seria indicado para embaixador nos Estados Unidos.

Alguns entusiastas do progresso afirmam sempre que estamos muitos melhores do que nos tempos remotos da humanidade. É indiscutível. Nesse viés otimista poderia, por exemplo, consolar-me com os romanos que comentavam Calígula e seu cavalo Incitatus, nomeado senador.

Mas se o viés for saudosista, ficaria melancólico ao lembrar que o primeiro embaixador do Brasil nos Estados Unidos foi Joaquim Nabuco, uma das figuras mais importantes de nossa história política.

O pressuposto da indicação agora é a proximidade com Trump. Acontece que uma tarefa dessas implica uma relação também com instituições, forças políticas, grupos empresariais.

Dificilmente numa república seria indicado o filho de um presidente para tal cargo. A tendência republicana é buscar um nome experiente e capaz, dada a importância da tarefa.

Nos Estados Unidos, há uma prática mais comum de indicar embaixadores sem tradição diplomática. De um modo geral, são empresários apontados pelo próprio presidente.

Trump tem utilizado muito esse recurso, que não surgiu com ele. Mas os embaixadores que apontou têm provocado polêmicas em várias partes do mundo: Alemanha, Holanda, Israel, com uma atuação política agressiva e algumas gafes.

Talvez seja inspirado em Trump e também na atuação da filha do presidente americano Ivanka que Bolsonaro pensa em dar esse passo. Ivanka acompanha o pai, sob críticas na imprensa, em alguns encontros internacionais.

Não conheço bastante o Senado de hoje para cravar uma previsão. Sei apenas que será algo difícil manter essa escolha, e ela dará margem a um grande psicodrama político.

A quantidade de memes e piadas mostra que o tema caiu no universo do humor. Dispensa grandes considerações teóricas, pois grande parte das pessoas compreende o que se passa e o expressa de uma forma muito mais criativa.

A tarefa dos senadores será considerar se esta é uma boa escolha e funcionar como um contrapeso ao poder do presidente.

Aqui no extremo meridional paulista, na histórica Cananeia, busco o consolo no passado. Estamos melhor que Roma Antiga nas nomeações e chegamos ao estágio da Suíça. Mas a Suíça do tempo em que era famosa por lavar mais branco.


22 de julho de 2019
Fernando Gabeira
O Globo

LIBERDADE PELA METADE É HIPOCRISIA POR INTEIRO

Em 12 de julho, o jornalista Glenn Greenwald era um dos convidados da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei), parte da programação paralela à Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), um dos principais eventos do gênero no Brasil. 

Mas, no horário marcado para o início de sua palestra, manifestantes tentaram impedi-lo de falar. Para isso, usaram um carro de som, lasers e rojões, que incendiaram uma árvore. Só a intervenção da polícia conseguiu garantir que Greenwald falasse. 

O site que o jornalista comanda, o The Intercept Brasil, vem publicando supostos diálogos atribuídos ao então juiz federal Sergio Moro, hoje ministro da Justiça; ao procurador Deltan Dallagnol, do Ministério Público Federal; e a outros membros da força-tarefa da Operação Lava Jato.

Poucos dias depois, a Feira do Livro de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, cancelou a participação da jornalista Miriam Leitão e seu marido, o sociólogo Sérgio Abranches, no evento, previsto para agosto. 

A decisão ocorreu em reação a um abaixo-assinado on-line em que, referindo-se à jornalista, crítica do governo de Jair Bolsonaro, os signatários afirmam que, “por seu [de Miriam] viés ideológico e posicionamento, a população jaraguaense repudia sua presença, requerendo, assim, que a mesma não se faça presente em evento tão importante em nossa cidade”. Além do abaixo-assinado, a organização do evento recebeu até mesmo ameaças de agressão física contra o casal.

Um grande teste para as convicções democráticas de cada um de nós é justamente a defesa dos direitos daqueles que discordam das nossas posições
Esse tipo de intimidação, vinda de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, merece todo o repúdio, sendo típica de aprendizes de ditadores que não suportam o pluralismo de ideias, marca de qualquer sociedade democrática saudável. 

Especificamente no caso de Greenwald, é preciso ressaltar que, ainda que os supostos diálogos tenham sido obtidos de forma flagrantemente ilegal, e ainda que haja dúvidas fundadas sobre a própria autenticidade do material, sua divulgação continua a ser um direito do Intercept, sempre que se trate de assunto de interesse público. 

Se já não há crime na publicação dos supostos diálogos por Greenwald, menos ainda há no caso de Miriam Leitão. 
Que a liberdade de expressão de ambos seja atacada desta forma é uma vergonha para o país, que a muito custo recuperou este direito após anos de censura e autoritarismo.

Mas, dito isto, também é preciso relembrar que, em muitos casos, especialmente na esquerda, a indignação contra o tratamento dado a Greenwald e Miriam tem um quê de seletivo. Afinal, esse tipo de agressão não tem nada de novo. Em fevereiro de 2013, a blogueira cubana Yoani Sánchez foi hostilizada por manifestantes de esquerda no Nordeste, também levando ao cancelamento de um evento do qual ela participaria. 

Em outubro daquele mesmo ano, na Festa Literária Internacional de Cachoeira (BA), a ação de militantes conseguiu suspender uma mesa-redonda da qual participavam o filósofo Luiz Felipe Pondé e o sociólogo Demétrio Magnoli, forçando, ainda, o cancelamento de outro debate dentro do mesmo evento. 

Em junho de 2017, a mesma Miriam Leitão que hoje é alvo de bolsonaristas foi agredida verbalmente antes, durante e depois de um voo de Brasília ao Rio de Janeiro, por petistas que retornavam do congresso nacional do partido, realizado na capital nacional. 

Em outubro do mesmo ano, a exibição de um documentário sobre o filósofo Olavo de Carvalho na Universidade Federal de Pernambuco terminou em pancadaria promovida por militantes de esquerda – meses antes, cineastas tentaram (mas não conseguiram) inviabilizar um festival de cinema, retirando seus filmes do evento em protesto contra a inclusão deste mesmo documentário.

Não há a menor diferença entre estes casos de 2013 e 2017 e os episódios de dias atrás. São todos manifestações de ódio à liberdade de expressão, tentativas de calar quem pensa de forma diferente. 
Mas haverá quem silencie sobre uns e critique outros. Pior ainda: haverá quem repudie uns enquanto aplaude e justifica outros – no caso da cubana Yoani, por exemplo, o editor de um site de esquerda chegou ao cúmulo de afirmar que, como não houve violência física propriamente dita, o protesto seria legítimo.

Defender a liberdade de expressão apenas para quem concorda conosco não é democracia, mas hipocrisia. Não é possível repudiar os ataques contra Yoani, Magnoli, Pondé, 
O Jardim das Aflições e a agressão petista contra Miriam Leitão, e ao mesmo tempo defender ou aceitar que se impeça Greenwald e a mesma Miriam de falar – e vice-versa. Excetuados os casos óbvios, como a apologia ao crime ou a promoção de ideias que violam claramente a dignidade humana, caso do racismo, o livre fluxo de ideias é uma conquista civilizatória que precisamos preservar com todo o esforço; e um grande teste para as convicções democráticas de cada um de nós, independentemente de posição político-partidária, é justamente a defesa dos direitos daqueles que discordam das nossas posições.

22 de julho de 2019
Editorial Gazeta do Povo, PR

GOVERNO ANUNCIA BLOQUEIO EXTRA DE R$ 1,4 GI NO ORÇAMENTO PARA CUMPRIR META

BOLSONARO DIZ QUE PRETENDE ACABAR COM A MAIOR PARTE DOS CONSELHOS



Chefe do Executivo quer extinguir a maioria dos conselhos formados por governo e sociedade civil.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse, nesta segunda-feira (22), que pretende extinguir “a grande maioria dos conselhos” formados por representantes do governo e da sociedade civil.

Após participar de um evento com oficiais da Aeronáutica, em Brasília, Bolsonaro declarou:

“Nós queremos enxugar os conselhos, extinguir a grande maioria deles para que o governo possa funcionar. Não podemos ficar refém de conselhos, muitos deles [ocupados] por pessoas indicadas por outros governos.”

Bolsonaro deu a declaração após ser questionado sobre o decreto, assinado por ele, que excluiu as vagas destinadas a especialistas e integrantes da sociedade civil no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad).

De acordo com o presidente, a extinção da maioria dos conselhos e o enxugamento daqueles que permanecerem são medidas necessárias para que o governo “possa funcionar”.

Segundo o site G1, Bolsonaro completou:

“Como regra, a gente não pode ter conselho que não decide nada. Dada a quantidade de pessoas envolvidas a decisão é quase impossível de ser tomada.”


22 de julho de 2019
renova mídia

JURO BAIXO, MAS AINDA REAL

Você financiaria o déficit público em troca de taxa de juros zero ou juro negativo?

O investidor brasileiro ficou mal-acostumado, viciado em taxa de juros elevada. Longo período de inflação alta, cultivada com juros nominais elevadíssimos, patrocinou algumas distorções nas expectativas de retorno do investidor.

Ganhos reais de 6% ao ano, em média, acima da inflação, ajudam a justificar a preferência pela renda fixa, instrumentos de dívida, do setor público ou privado, que remuneravam regiamente investidores dispostos a emprestar dinheiro em troca dos generosos juros praticados no passado.

Investir no mercado de capitais, abrir mão de juros tão altos para se tornar acionista de empresas, sem nenhuma garantia de retorno, parecia uma alternativa pouco atraente. E, convenhamos, não é fácil bater o retorno histórico proporcionado pelo mercado de renda fixa no Brasil.

O cenário macroeconômico mudou, e muito. Precisamos aprender a investir com juros menores e também em mercados de maior risco, se o perfil de risco aceitar. E, adicionalmente, reduzir os custos para investir.

A Selic repousa no patamar de 6,50% ao ano, desde abril de 2018. São 15 meses de estabilidade, com tendência de queda, que obrigam o investidor a repensar a alocação de seus ativos.

Muitos reclamam de barriga cheia. Embora o juro nominal esteja na mínima histórica, ainda oferece juro real de cerca de 2,5% ao ano, no curto prazo, e um pouco maior, nos prazos mais longos.

Creio que o investidor brasileiro só sentirá falta desse juro, baixo, porém real, quando perder esse prêmio, como vem acontecendo no Japão há alguns anos e, mais recentemente, em alguns países europeus.

Sabe quanto ganha o investidor que compra um título de dez anos do governo alemão, por exemplo? Juro negativo de 0,4% ao ano! Sim, juro negativo, o investidor alemão paga para o governo guardar o dinheiro dele. Eu disse guardar porque, em não havendo rendimentos, parece inadequado falar investir.

Considerando inflação de 1,6% ao ano, a perda do investidor alemão é de 2% ao ano. Não deixa de ser uma transferência de renda dos mais ricos (dos rentistas, investidores) para os menos favorecidos, já que o governo, ao reduzir o custo da dívida, pode destinar recursos para implementar políticas públicas. Será que algum dia a gente chega lá?

Por aqui, o mercado ainda oferece oportunidades nada desprezíveis. O Tesouro Nacional paga juro real de 2,5% ao ano nos recursos de curtíssimo prazo, com liquidez diária (Letra Financeira do Tesouro).

Nas dívidas mais longas, com vencimento em 2035 e 2045, o juro real sobe para 3,6% ano, remuneração prefixada dos investidores que compram as Notas do Tesouro Nacional, série B, corrigidas pela variação do IPCA.

Sim, já foi melhor, muito melhor. Mas esse é o mercado que temos no momento. Não fique paralisado esperando o mercado voltar. Talvez não volte, talvez caia um pouco mais, aproveite enquanto é tempo.

Juros menores abrem espaço e apetite para o mercado de capitais. Os que tiverem tolerância ao risco podem diversificar suas aplicações investindo em ações, se ainda não o fazem, ou aumentar suas posições em ações, até o percentual aceitável, e desde que o horizonte seja de longo prazo.

Ou não, se o mercado de capitais não for a sua praia, permaneça na renda fixa, ainda generosa. E lembre-se de que esse mercado é constituído por instrumentos de dívida, pública ou privados.

Para ganhar mais, o investidor corre, necessariamente, mais risco de crédito. Avalie se o prêmio compensa o risco e diversifique, sempre.


22 de julho de 2019
Marcia Dessen
Planejadora financeira CFP (“Certified Financial Planner”), autora de “Finanças Pessoais: O Que Fazer com Meu Dinheiro”.
Folha de SP

O FIM DOS LIKES NO INSTAGRAM?

O modelo de likes ficou obsoleto; há outras formas de medir popularidade

Levantou poeira na semana passada o experimento do Instagram de ocultar os likes que um conteúdo recebe.

O Brasil está entre os países em que o teste está sendo realizado. Parece coisa pequena, mas o impacto de uma mudança como essa pode ser gigantesco.

A justificativa seria "tornar o Instagram um lugar onde as pessoas sintam-se confortáveis para se expressar", além de "remover a pressão sobre o sucesso de cada post". Esses pontos fazem sentido. Mas a questão é mais profunda.

A organização da internet em likes tem levado a um estado geral de inflamação da rede, que, por sua vez, resvala na sociedade.

Na busca por likes, vale tudo. Por exemplo, surgiu toda uma indústria para vender curtidas artificiais em qualquer rede social. No Instagram, mil likes em uma foto custam hoje por volta de R$ 35. No atacado, 50 mil likes custam cerca de R$ 900.

Em outras palavras, quem tem dinheiro pode artificialmente ser "famoso" na rede. Mesmo celebridades recorrem a esse tipo de recurso, tendo em vista a concorrência acirrada (e a ideia de que "todo o mundo está fazendo, então vou fazer também").

Mais do que isso, grupos políticos que querem dar aparência de "popularidade" a uma determinada ideia também fazem o mesmo: compram likes para artificialmente dar a impressão de que o "povo" está apoiando sua mensagem, criando uma forma perversa de propaganda oculta, que se tornou comum.

A compra de likes não é o único problema. Há estudos científicos que mostram que conteúdos apelativos e mesmo mentirosos geram mais "engajamento" e se espalham mais rápido e amplamente na rede.

Em outras palavras, na busca por likes, acabamos todos incentivados a produzir conteúdo cada vez mais extremo, reforçando um círculo vicioso inflamatório.

É nesse contexto que a medida do Instagram é um bom passo inicial. Mas há também razões comerciais.

O fato é que o modelo de likes para organizar conteúdos na rede ficou velho. Ele teve um impacto explosivo nos anos 2000 e em boa parte desta década. Mas, com o surgimento de ferramentas como inteligência artificial, o modelo do like começa a ficar obsoleto. Há muitas outras formas de medir popularidade e organizar conteúdos que não precisam mais do like.

Outra questão é a desigualdade. Likes são um tipo de capital que se distribui de forma profundamente desbalanceada nas redes sociais. Um pequeno percentual de celebridades acumula volumes gigantescos de engajamento, sobrando pouco para os usuários comuns.

Essa questão distributiva começou a se tornar ruim para o negócio e a abrir flancos para a entrada de concorrentes.

Um exemplo é o aplicativo de vídeos Kwai, surgido na China e que começa a se popularizar em outros países, incluindo o Brasil. Sua promessa é justamente acabar com o desnível entre celebridades e usuários comuns. Essa fórmula tem funcionado tão bem que começa a ser copiada por outras redes sociais.

A obsolescência dos likes é só um sintoma de uma temporada de mudanças mais profundas que irão sacudir o território das redes sociais. Obviamente, com efeitos para toda a sociedade.

READER

Já era Hackear só computadores

Já é Hackear usinas nucleares

Já vem Hackear satélites (dica do The Hack, tks)


22 de julho de 2019
Ronaldo Lemos
Advogado, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro.

Folha de SP

CANALHAS SEM ÉTICA

A privacidade é um manto que protege o vício da própria degeneração

Homens adoram ver duas gatas em ação. Muita gente já tentou explicar a razão disso. Muitas mulheres falam horrores quando esse assunto vem à baila. Usam aquelas palavras que, como "energia", você usa quando não sabe o que mais dizer, tipo "machismo", "sexismo". Mas, devemos reconhecer, a favor da palavra "energia", que ela não carrega a energia ruim de "machismo" e "sexismo".

Talvez a razão óbvia para que os homens gostem de ver duas gatas em ação seja o fato de que ali são duas gatas em ação. Simples assim. De qualquer forma, esse é um dos mistérios que os homens levarão para o túmulo, intocado pelo ressentimento de muitos.

Outro é: afinal, por que mesmo homens inteligentes se encantam primeiro pelo corpo da mulher e depois pela sua alma? Mais xingamentos. Mas nada muda: eis outro mistério que os homens levarão para seu túmulo. Intocado. Outro: por que mesmo homens experientes não conseguem resistir a um sorriso de uma jovem linda? Mais um segredo que os homens levarão para o túmulo. Intocado.

A verdade é que enquanto as mulheres erotizam o intelecto masculino, os homens erotizam as pernas cruzadas das mulheres dentro de uma saia curta.

Mas mesmo os canalhas devem ter ética. Já dizia o grande Nelson Rodrigues, "um dia teremos saudade do canalha honesto", aquele que confessa: quando elogio o intelecto de uma mulher, tenho, antes de tudo, as pernas cruzadas dela devorando o meu intelecto.

Há, também, o canalha deselegante. E a elegância desaparecerá antes dos golfinhos na escala ambiental. Vou contar uma cena a que assisti num hotel numa importante capital do país.

Café da manhã tipo 6h30. Um hotel de gente que vai à cidade trabalhar, logo, acorda cedo. Mesas ocupadas com pessoas diferentes, mulheres e homens. Eis que duas meninas, de uns 20 anos, acompanhadas pelo "investidor", adentram o ambiente. Elas, claramente bêbadas, vestidas com vestidos muito acima dos joelhos, se acariciando. Ele, abraçando as duas, "se achando".

Pecado capital. Toda virtude é tímida, mesmo aquela que faz de você capaz de comer duas mulheres ao mesmo tempo num hotel caro. Aí reside o núcleo da deselegância.

Mas há um outro fenômeno relacionado a essa deselegância. O ressentimento masculino para com a emancipação feminina vem se somar aos históricos ressentimentos que toda relação afetiva e sexual carrega desde o alto paleolítico.

Adentrar o café da manhã do hotel deixando claro que pagara e (supostamente) comera as duas gatas, com tantas mulheres ali, é um ato de profunda grosseria.

A verdade é que muitos homens esqueceram como tratar uma mulher, "mesmo" que ela seja uma médica, uma advogada, uma juíza, uma executiva. O sutil fato que a emancipação feminina não elimina o imperativo de que uma mulher deve ser tratada com elegância e cuidado escapa às almas mais grosseiras e ressentidas entre os homens. Suspeito que essa perda de percepção seja uma das catástrofes afetivas do mundo contemporâneo.

Duas gatas em ação é um sonho de consumo de qualquer homem mortal (dos deuses também). Não era isso que se via naquela cena. O desejo ali parecia falso.

Não se trata de uma condenação moral da prostituição --profissão que só cresce em demanda com o desgaste das relações entre homem e mulher--, mas, sim, como a leveza sensual de uma mulher que bebeu "um pouco demais" pode se transformar num espetáculo macabro, antes de tudo por ter perdido a proteção da privacidade. O vínculo entre vício e privacidade é como um manto que protege o vício da própria degeneração. Mesmo no vício há uma ética.

Qualquer pessoa com um mínimo de experiência, e não corroída pelas mentiras corretas de uma época idiota como a nossa, sabe que a distância entre o vício e a virtude, principalmente numa mulher, depende do número de taças de vinho que ela bebeu. Mas essa máxima, até para o Marquês de Sade, pertence à alcova (quarto secreto da vida sexual das mulheres durante séculos). Sade escreveu um famoso libelo a favor dos vícios de alcova chamado "Filosofia da Alcova", em que ele descreve a iniciação da jovem Eugénie na vida libertina.

Se um dia a graça das deusas pousar sobre você e você ficar com duas gatas ao mesmo tempo, não as exponha a essa humilhação, nem as mulheres que estejam no recinto. No final das contas, o modo como um homem trata uma mulher em qualquer que seja a situação fala muito mais do seu caráter do que as ideias que ele vomita por aí.


22 de julho de 2019
Luiz Felipe Pondé
Escritor e ensaísta, autor de “Dez Mandamentos” e “Marketing Existencial”. É doutor em filosofia pela USP
folha de SP

NOVO PRESIDENTE DO BNDES ANUNCIA QUE ABRIRÁ A 'CAIXA-PRETA' E REVELARÁ SEU CONTEÚDO AO POVO BRASILEIRO


A famigerada "caixa-preta" do BNDES durante muitos anos guardada a sete chaves pelos lacaios dos comunistas parece que finalmente será aberta. E o anúncio partiu do novo Presidente do BNDES, Gustavo Montezano, durante evento com a presença do Presidente Jair Bolsonaro.

Aliás, o vídeo acima, com a alocução de Montezano, foi veiculado pelo próprio Presidente Bolsonaro em sua página oficial no Facebook.


A CAIXA SOTURNA E MISTERIOSAO novo Presidente do BNDES anunciou as cinco metas delineadas pela direção desse banco estatal para os próximos seis meses. 
A primeira dessas cinco metas, segundo Montezano é "explicar a caixa preta" para a população brasileira. Segundo consta, a dita "caixa preta"do BNDES contém a lista de empréstimos desse banco estatal a diversos países comunistas então amigos de primeira hora dos governos de Lula e Dilma. 
Transcrevo como segue matéria da Agência Brasil sobre a promessa do novo Presidente do BNDES. Leiam:

O novo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Gustavo Montezano, disse na última sexta-feira (dia 19)) que sua prioridade é abrir a chamada caixa-preta e dar mais visibilidade à instituição. “Hoje, a credibilidade do banco, a transparência, o patriotismo e a capacidade de prover informações estão sendo questionadas”, disse, em cerimônia de apresentação pública aos funcionários, no auditório da sede do banco, no Rio. Montezano tomou posse nesta terça-feira (16), em Brasília.

Segundo Montezano, a abertura da caixa preta do banco é uma das promessas de campanha do presidente Jair Bolsonaro.”Precisamos virar a página, dar todas as informações necessárias.”

Uma das metas, de acordo com ele, é acelerar a venda de participações da carteira da Banespar, empresa de participações do banco, já que o banco atualmente tem cerca de R$ 110 bilhões dessas ações e não há meta ou limite estipulado para a venda.

Outra prioridade é fazer a devolução de recursos do BNDES ao Tesouro Nacional, que tem hoje cerca de R$ 330 bilhões aplicados. “Isso é quase 7% da dívida líquida pública federal. É um número substancial.”

Montezano disse ainda que até o final do ano vai montar um plano plurianual com “orçamento claro de receita e despesas”, repensando a estrutura de capital com metas objetivas de entregas até o fim do mandato do governo Bolsonaro. A última das metas é melhorar a prestação de serviços ao Estado brasileiro.
‘DESFAZER O ESTRAGO’

“O principal desafio da política econômica corrente é desfazer o estrago que foi feito antes”, afirmou, ao destacar o crescimento excessivo do Estado, que se tornou empresário e endividado. Para ele, governos anteriores “exageraram na dose.”

“Temos 30 milhões de pessoas sem emprego no Brasil. Não são um milhão, dois, dez milhões. São 30, vou repetir gritando, 30 milhões de pessoas no desemprego no Brasil. A gente tem que estar revoltado com isso. 
Não podemos nos acostumar com o absurdo, assim como não pode se acostumar que pessoas vivam com esgoto. A gente tem que voltar a se revoltar com esse cenário revoltante. Hoje o cenário do nosso país é trágico e a gente não tem outra chance”, disse, em referência à mão de obra subutilizada na economia.

“Precisamos desalavancar o Estado, reduzir a participação do Estado na economia, tornar o Brasil mais produtivo. 
No mundo moderno, sem barreira de competição, se não tivermos produtividade, ficaremos para trás. Isso é o que o BNDES vai fazer. O banco vai transformar o Brasil”, destacou.

“O banco não deve competir com o setor privado, que já oferece o serviço de forma eficiente. O dinheiro público tem que ser empregado onde não está sendo oferecido”, ressaltou.

De acordo com Montezano, o BNDES vai assessorar o estado brasileiro em privatizações, concessões e reestruturação financeira. 
No crédito, vai atuar onde não há participação de capital privado, nas aéreas de saneamento, infraestrutura e, ainda, financiar fábrica de projetos. “Temos que cobrar pelos nossos serviços, porque o banco tem que ser sustentável, mas vamos cobrar o necessário para cobrir nosso custo.”

Na abertura da cerimônia, houve apresentação do coral Pequenas Vozes do Carmelo, projeto social da Província Carmelitana de Santo Elias. O grupo foi criado em 2009 para defender os direitos das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. As crianças cantaram o Hino Nacional e tiraram fotos com o novo presidente do BNDES. (Com informações da Agência Brasil)

22 de julho de 2019
aluizio amorim

VIVER DE LIKES: ATÉ QUANDO?

EDUARDO E MÔNICA (PARÓDIA DO CASSETA & PLANETA)

UCRÂNIA APROVA LEI IGUALANDO O COMUNISMO AO NAZISMO



A lei havia sido aprovada pelo Legislativo ucraniano em maio de 2015, mas só agora a Corte confirmou sua constitucionalidade.

A Corte Constitucional da Ucrânia, equivalente ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, confirmou a constitucionalidade de uma legislação que iguala o comunismo ao nazismo.

A lei, que bane a disseminação de símbolos que representem essas ideologias, causou diversos protestos na Rússia, informa o site RFERL.

Após a aprovação da legislação, em 2015, o ministro das Relações Exteriores russo acusou a Ucrânia de estar utilizando “métodos totalitários” para “dizimar partidos e organizações e atacar a liberdade de imprensa, de opinião e de consciência”.

No último dia 16 de julho, o site da Corte Constitucional publicou a decisão obrigando que “os regimes comunistas e nazistas” sejam tratados da mesma forma, como “estados policiais repressivos”.

“O regime comunista, assim como o regime nazista, causou danos irreparáveis para os direitos humanos durante toda a sua existência”, diz um trecho do texto da legislação.


22 de julho de 2019
renova mídia

PROJETO QUER AMPLIAR TEMPO MÁXIMO NA PRISÃO DE 30 PARA 50 ANOS



Tramitando na CCJ da Câmara, texto também propõe que prazo para prescrição de crimes passe de 20 para 35 anos.

Um projeto de lei que visa aumentar o limite de cumprimento da pena na prisão de 30 para 50 anos tramita na Câmara dos Deputados.

Atualmente, o Código Penal determina que não há tempo máximo de pena determinada na Justiça, mas que, na prática, uma pessoa só pode ficar detida por, no máximo, 30 anos.

De autoria do deputado federal José Medeiros (Pode-MT), a proposta também aumenta o prazo de prescrição dos crimes de 20 para 35 anos.

Medeiros afirma que “o limite abstrato de 30 anos tem se revelado flagrantemente desproporcional diante de penas vultosas aplicadas a determinados sujeitos”, informa o site R7.

A proposta está na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania) da Casa, onde será analisada. Em seguida, segue para o plenário da Câmara, do Senado e, por fim, para a sanção presidencial, caso seja aprovada pelo Congresso.


22 de julho de 2019
renova mídia

REINO UNIDO SOFRE COM O AUMENTO NO NÚMERO DE CRIMES COM FACAS



Apesar do número alarmante, as facas não parecem ser o único problema do Reino Unido.

O Reino Unido, mais notavelmente a capital Londres, experimenta um aumento acentuado no número de crimes com facas.

De abril de 2018 a maio de 2019, os crimes com facas na Inglaterra e no País de Gales aumentaram 8%, segundo relatório criminal do Escritório de Estatísticas Nacionais do país.

No período em questão, a polícia britânica registrou 47.136 incidentes envolvendo objetos pontiagudos. Houve um esfaqueamento fatal a cada 1,45 dias desde o início do ano até maio, de acordo com a BBC.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, implementou a proibição de armas brancas na capital em abril de 2018, mas a medida não está funcionando conforme o esperado.

O muçulmano que comanda a cidade reconhece o aumento do crime ao longo dos anos — em grande parte durante o seu mandato — mas culpa um sistema de “crescente desigualdade” pela onda de violência.


22 de julho de 2019
renova mídia