"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 15 de março de 2019

FARC E ELN: MAIS DOIS GRUPOS TERRORISTAS EM AÇÃO NA VENEZUELA

Há uma velha máxima que afirma: “semelhante atrai semelhante”. E, no caso da esquerda ideológica, isso é mais do que comprovado.

Em dezembro de 2002 as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)enviam carta assinada por Luis Edgar Devia Silva, codinome de Raúl Reyes, guerrilheiro colombiano, membro do Secretariado, porta-voz e assessor do Bloco do Sul das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, ao Foro de São Pauloexpressando solidariedade ao atual presidiário Lula, ao presidente Hugo Chávez (1954-2013), aos palestinos e ao recém eleito presidente esquerdista do Equador, Lucio Gutiérrez (2003-2005).

O atual residente da cela n° 13 das dependências do prédio da Polícia Federal em Curitiba, seu partido e os partidos satélites, deram inúmeras mostras de apoio, inclusive financeiro, para os governantes de países socialistas e comunistas.

Uma festa. Um pardieiro.



O ditador venezuelano, Nicolás Maduro, se sustenta pela conexão e aliança espúria entre o governo e as várias estruturas criminosas que nasceram nas sombras do chavismo.

A cooptação de instituições governamentais, as ligações diretas entre o governo de Maduro e as elites econômicas venezuelanas estão repletas de lucros ilícitos, e o encorajamento aberto do governo a grupos armados para intimidar a população são sinais inequívocos de que a crise venezuelana aumenta cada vez mais.

Desde o bloqueio comandado por Donald Trump, o regime de Maduro fez um lucrativo negócio de exportar ouro e minerais venezuelanos para países e grupos que são ideologicamente opostos aos EUA.

Nisto que pode ser considerado um “negócio legalizado”, Maduro e seus asseclas fazem vistas grossas às estruturas criminosas envolvidas no tráfico de drogas conseguindo assim um apoio implícito para continuar sentando na cadeira em Miraflores.

Tanto as Farc quanto o grupo guerrilheiro do Exército de Libertação Nacional (ELN) importaram uma prática de extorsão utilizada por eles em seu país de origem a Colômbia, para o território venezuelano: a “vacina” (la vacuna) um pagamento de imposto de guerra.

O ELN já se espalhou para pelo menos 12 estados, mas por enquanto tem se mantido principalmente nas regiões de mineração.
Guerrilheiros do Exército de Liberação Nacional (ELN)

O massacre de sete pessoas em uma das regiões de mineração da Venezuela confirmou que o grupo guerrilheiro colombiano ELN está expandindo suas atividades criminosas no sul da Venezuela, invadindo o território de mineração de ouro das máfias locais.

Em 14 de outubro, na fronteira com a Guiana, membros do Exército de Libertação Nacional (ELN) teriam emboscado um grupo de mineiros na cidade de El Bochinche, localizada no município de Sifontes, no estado de Bolívar.

Os primeiros relatos vieram de seis mineiros que sobreviveram ao ataque. Só mais tarde as forças armadas venezuelanas descobriram sete corpos perto da mina, segundo o jornal El Pitazo.

Todas as vítimas cujos corpos foram recuperados apresentavam sinais de execução sumária: tiros na nuca. Moradores locais relataram 16 desaparecimentos.

Não houve nenhuma manifestação oficial por parte das autoridades venezuelanas sobre esses acontecimentos.


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Até que ocorresse um acordo tácito entre as gangues instaladas nas regiões, aconteceram repetidos massacres nas áreas de mineração do estado de Bolívar, principalmente devido a rivalidades entre grupos criminosos chamados de “sindicatos” (sindicatos) ou “pranatos”, o último dos quais é um tipo de máfia que se originou no sistema prisional da Venezuela e os líderes são chamados de “pranas”.

Os pranatos de mineração estabeleceram-se com sucesso e agora ditam o padrão para todos os negócios ilegais que prosperam com o roubo descontrolado dos depósitos minerais da Venezuela.

Ipsis Litteris. De acordo com Alfredo Michelena, escritor do Analítica:


“Pranato, és un neologismo proveniente de otro: pran. Viene del submundo criminal venezolano e identifica al jefe o capo de los presos en una cárcel cuya red delincuencial se extiende fuera de la prisión.

Usamos pranato en vez de régimen, pues va más allá al significar una articulación o alianza con fuerzas delictivas organizadas. En él no solo participan venezolanos filocubanos chavistas, militares corruptos, Cuba y los boliburgueses, sino grupos guerrilleros como las FARC y el ELN, potencias extraregionales como Rusia, China e Irán y movimientos radicales islamitas, además de bandas criminales locales e internacionales y los miembros del Foro de San Pablo. Pero nuestro problema no es solo de derechos humanos y democracia o crisis humanitaria. El pranato venezolano al ser parte de las ‘organizaciones delictivas transnacionales’ es además una “amenaza más inmediata para nuestro hemisferio”, como planteó Rex Tillerson.”


[Mantive o texto original de Michelena para transmitir a força da linguagem. Creio que o espanhol não seja tão difícil de ser compreendido. De qualquer modo, a tradução pode ser lida clicando-se aqui].


Além do que, a palavra ‘pranatos’ remete à uma situação que o Brasil conhece muito bem e que traz à mente a cela de número 13 em Curitiba.

O deputado Américo de Grazia, representante do Estado de Bolívar na Assembleia Nacional, foi um dos primeiros a fazer a denúncia.

“As comunidades indígenas e mineradoras relatam a presença do ELN em El Bochinchedesde novembro de 2017”, disse ele.

Continuando, de Grazia afirmou: “O ELN está avançando na Venezuela em busca de novas oportunidades para expandir suas economias criminosas”.

O congressista De Grazia explicou que aproximadamente 100 membros armados e uniformizados do ELN se estabeleceram em El Bochinche, onde ocorreu o último ataque contra mineiros.

“Eles se apoderaram da operação madeireira de Hermanos Hernández e instalaram um acampamento lá”, acrescentou.

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De Grazia também alegou que o ELN e as autoridades governamentais nas áreas de mineração formaram uma aliança como parte de uma rede de corrupção que chega até Caracas e envolve altos funcionários militares e civis.

“O governo do presidente Nicolás Maduro está muito satisfeito com o trabalho do ELN. Eles apreciam que tenham trocado os pranatos no controle da mineração ilegal. O governo pensa no ELN como pessoas sérias com quem eles podem negociar. É por isso que eles estão agindo com impunidade. Eles se mudaram para Cedeño (um município no estado de Bolívar) e assumiram a mineração de coltán e diamantes. Agora, há cerca de um ano, nós os vimos brigando pelas minas de ouro do outro lado do país, na fronteira com a Guiana”, disse o político.

O presidente colombiano, Iván Duque, também mencionou a probabilidade de o ELN transferir alguns de seus enclaves criminosos para o território venezuelano – com o “apoio” de Nicolás Maduro.

De sua parte, o governo venezuelano acusa o ELN de invadir a Venezuela e transfere a culpa para a incompetência da Colômbia em detê-los. Fingem ‘indignação’ para que as aparências sejam mantidas. Só isso.

A presença do ELN a mais de 1.500 quilômetros da fronteira colombiana pode significar que estão prontos para entrar em outra guerra – desta vez para o ouro – e suas primeiras batalhas serão com as gangues criminosas que operam ao longo das fronteiras com a Guiana e o Brasil.

Javier Tarazona, diretor da organização não-governamental Fundaredes, tem acompanhado a expansão do ELN na Venezuela. Ele concorda com De Grazia em relação à mudança em “governos criminosos” nas regiões de mineração do país:


“O governo perdeu o controle do pranatos de mineração e está apelando para o poder de fogo que o ELN tem. Eles estão operando como um braço armado do partido a fim de manter os lucros da mineração ilegal.

A situação atual na Venezuela – em parte porque as autoridades parecem não ter a vontade de intervir – torna mais fácil para o grupo encher seus cofres e fortalecer suas estruturas criminais com os recursos que obtém da mineração de ouro.

Adicione a isso a pressão que o governo colombiano está colocando sobre o grupo guerrilheiro para acabar com o cessar-fogo, e, buscar refúgio do outro lado da fronteira pode parecer uma opção atraente para o ELN mais do que nunca”.

Uma recente reunião na Venezuela entre os líderes de dois grupos guerrilheiros colombianos pode sinalizar que esses grupos solidificaram suas atividades criminosas na Venezuela, onde é mais fácil para eles agirem e fugir das autoridades.

Em 3 de dezembro, o jornal La Silla Vacía informou que uma reunião foi realizada em outubro de 2018 entre os principais líderes do Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Algumas fontes também disseram à La Silla Vacía que membros do partido político Forças Alternativas Revolucionárias do Comum (FARC) também estavam presentes.

Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)

Segundo foi apurado, os dois grupos “estão coordenando suas atividades para transportar a cocaína pelas rotas controladas pelo ELN na fronteira entre a Venezuela e o departamento de Arauca, na Colômbia. Depois de mais de cinco anos de guerra entre as FARC e o ELN no mesmo departamento, eles agora fizeram um pacto de não agressão”.

O periódico El Colombiano também informou sobre essa união.


“Uma potencial aliança entre os dissidentes das FARC e o ELN tem sérias implicações para a Venezuela e a Colômbia. Duas consequências, em particular, podem ser terríveis para os dois países: o aumento das atividades do crime organizado em território venezuelano e o golpe no acordo de paz da Colômbia com as FARC.

As economias criminosas que os dissidentes das FARC e o ELN trouxeram para a Venezuela tornaram-se meios de vida para muitos venezuelanos famintos e desesperados que enfrentam o agravamento da crise econômica em seu país. Essas economias, no entanto, também servem ao presidente Nicolás Maduro, que forneceu apoio aos grupos em estados como Apure, Amazonas e Bolívar, hoje considerados enclaves criminosos.

A possibilidade de um acordo de paz entre o ELN e o governo colombiano já havia diminuído no ano passado, e a chegada do presidente Iván Duque parece ter garantido sua morte. A atual situação do grupo significa que eles tem todos os motivos para se refugiar na Venezuela, onde podem tirar proveito do apoio do governo Maduro e de alguns membros da guarda nacional.”

Agora, ELN e FARC são aliados estratégicos.

Em algumas áreas, os dois grupos já estão trabalhando juntos. Se a aliança continuar se fortalecendo, a ameaça desses grupos poderá se espalhar para além da Venezuela e da Colômbia e representar um perigo regional mais grave.


15 de março de 2019
Walter Barreto
in Renova Mídia

PSDB E PT DE MÃOS DADAS CONTRA JANAÍNA NA PRESIDÊNCIA DA ALESP


O PSDB refez uma aliança histórica com o PT na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para evitar que a deputada Janaina Paschoal chegue à presidência da Casa.

Os tucanos querem manter a hegemonia na Casa ao reeleger nesta sexta-feira (15) o deputado Cauê Macris (PSDB-SP) para mais dois anos à frente do Parlamento paulista.

A parceria do PSDB com o PT é alvo de intensa críticas da deputada Janaina Paschoal, principal adversária de Cauê na disputa. Questionado pelo Estadão sobre o acordo com o PT, o deputado tucano desconversou.

A eleição será com voto aberto, logo após a posse dos 94 deputados estaduais eleitos em 2018.

Nos últimos 24 anos, o PSDB só não comandou a Assembleia no biênio 2005/2007. De lá para cá, o partido sempre conquistou a presidência com folga.

Janaina Paschoal, deputada mais votada da história do Brasil, conta com apoio declarado apenas dos seus 14 colegas de bancada e do deputado Arthur Mamãe Falei (DEM), como você viu na RENOVA.

“Criaram a tese de que vou tirar os carros oficiais dos deputados, tudo para fugir de admitir que não vão votar em mim porque fizeram acordos com o adversário em torno de cargos na casa”, lamentou Janaina.


15 de março de 2019
renova mídia

REPÓRTER FAZ O "CURSO" DE OLAVO DE CARVALHO E RELATA O QUE FOI QUE APRENDEU

 (EUA). Foto: Vivi Zanatta / Folhapress
Olavo na casa de um dos seus filhos em Petersburg, na Virginia (EUA)
Vai se acabando meu terceiro mês como aluno do COF (Curso Online de Filosofia). E aí? O que aprendi? Aprendi a entender a origem do carisma de Olavo, que antes para mim era um mistério. Minha consciência, buscando o conhecimento (Viu, professor? Aprendi!), concluiu que as pessoas gostam dele e o admiram porque enxergam a dedicação extrema à missão que ele escolheu na vida, ao mesmo tempo que percebem uma certa vulnerabilidade por trás da casca de filósofo durão. Isso fica claro quando ele revela suas fraquezas: por exemplo, quando choraminga que nenhum aluno o defende. É o que basta para centenas de pessoas se mobilizarem a favor dele.
Aprendi também que é mentira que os seguidores de Olavo sejam todos pessoas com deficiência intelectual ou ressentidas por não ter acesso às melhores universidades, como alguns críticos gostam de insinuar. Tive conversas profundas com gente inteligente e seriamente empenhada em aprender.
ACOLHIMENTO – Não é a burrice que atrai gente ao COF (assim como obviamente não é a burrice que atrai para a esquerda), é outra coisa. Suspeito que, em parte, seja a busca de um senso de pertencimento, do acolhimento de um vovô que ao mesmo tempo tem a aura sábia de alguém que está entendendo tudo — quando está tão difícil entender as coisas — e a informalidade de quem não tem papas na língua.
Aprendi também que, no fundo, toda a obra de Olavo tem por trás a intenção de atacar alguém ou alguma coisa. Quando fala de filosofia, ele ataca as pessoas que escolheram a filosofia como profissão. Quando o assunto é ciência, o subtexto é a superioridade da filosofia sobre a ciência. Qualquer discussão sobre política tem como premissa a má-fé ou o analfabetismo de qualquer um que não concorde com ele.
OFENSAS, SEMPRE – Mesmo seu livro mais filosófico, sobre Aristóteles, dedica quase metade de suas páginas a ofender alguém (no caso, o parecerista da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, classificado como “analfabeto” depois de recusar a publicação da tese de Olavo na revista Ciência Hoje). Olavo pode até se importar com o conhecimento, mas se importa mais com a guerra.
Aprendi que quase toda a obra de Olavo é uma tentativa de negar a complexidade do mundo. Por trás de seus textos estruturalmente sofisticados, há ideias bem simples. Ele quer voltar no tempo, para um mundo que ele fosse capaz de entender: onde só há dois sexos (e não me venha com gênero), Newton basta (sem as incertezas e as heresias da relatividade e da física quântica), preocupar-se com o clima é assunto para São Pedro e todo mundo que não é bom é mau, e vice-versa.
Um mundo cristão, de cultura clássica, sob o comando de quem parece estar no comando — melhor se for alguém bem autoritário. Um mundo que possa ser apreendido inteiro por uma única mente brilhante, como a de Aristóteles — sem todas as complicações contemporâneas, que exigem uma imensa diversidade de perspectivas para fazer sentido.
MENSAGEM ÚNICA – Aprendi também o poder de uma mensagem única que preencha todos os espaços do dia, com a ajuda das redes sociais. A repetição incansável cria um ambiente saturado de informação, que não deixa espaço para mais nada. Quando essa mensagem é de ódio, os efeitos sociais são profundos. É sério: essa experiência me impactou muito e mudou, espero que temporariamente, minha percepção da realidade. Estou me sentindo muito desinformado sobre tudo que não é olavismo, e também muito paranoico, coisa que nunca fui.
Aprendi, mais que tudo, sobre a força demolidora do insulto para impedir qualquer possibilidade de diálogo. Olavo é um artista da ofensa. Julgando pela perspectiva subjetiva de minha consciência, avalio que pelo menos metade das dezenas de milhares de páginas que ele diz ter escrito são ofensas a alguém. De um lado, ele xinga como uma criança: com a repetição infindável de apelidos engraçadinhos ao longo de dias e dias. Mas ele faz isso com a erudição de alguém que lê muito.
USANDO A ARMA – Acho que aprendi um pouco a usar dessa arma também. Cheguei mesmo a bolar, para mim mesmo, um exercício para treinar essa habilidade. Imaginei, de maneira hipotética, que eu quisesse ofender Olavo. E aí ofendi, sem dó: com referências a sua idade, a sua saúde, a seu peso, a suas dificuldades cognitivas na infância que formaram uma personalidade obcecada pela ideia de entender tudo. Dei-lhe apelidos feitos de palavras horríveis, inclusive uma com rima quase perfeita com seu sobrenome. Ficou bom. Ficou demolidor. Senti o poder que isso pode ter, de incitar.
Mas por que mesmo eu iria querer incitar alguém, num momento como este? Que uma pessoa que tenha acesso ao poder do Estado, inclusive de mobilizar violência a seu serviço, esteja incitando, aí já é outra história.
Assim como sobre a evolução ou o formato esférico da Terra, Olavo mandou avisar que não tem opinião formada sobre a reforma da Previdência, num post que deve ter deixado muito apoiador de Bolsonaro nervoso.
CASO SZABÓ – Depois ganhou um novo alvo quando o ministro da Justiça Sergio Moro chamou a especialista em segurança pública Ilona Szabó, que se considera uma liberal, para ser suplente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Olavo ficou furioso porque considera Szabó esquerdista, por causa de sua proximidade com Fernando Henrique Cardoso. A treta durou 48 horas, até Moro voltar atrás na indicação, depois de ser pressionado pelo presidente.
Mais tarde, surgiu no Facebook uma petição on-line pedindo a Moro e a Bolsonaro que defendam Olavo dos crimes que vêm sendo cometidos contra ele. O abaixo-assinado fala de “perseguição, fake news e assassinato de reputação” contra meu professor e sua família, denuncia uma “rede que atua dentro e fora do país e que incita o ódio através de ataques constantes”, sem mencionar nada específico.
TUDO POR DINHEIRO – No dia 27 de fevereiro chegou o boleto com a mensalidade do COF. Deletei. Mas no dia 2 de março Olavo postou um apelo a seus seguidores no Facebook: “Acossados por uma rede internacional de caluniadores e difamadores, recebemos ainda uma cobrança monstruosa de despesas médicas e impostos, e vamos precisar desesperadamente da ajuda de nossos amigos.”
Olavo pede dinheiro e fornece seus dados bancários no Brasil e nos Estados Unidos. Disse que só pode pagar pela ajuda com livros autografados e sua profunda gratidão.
A cobrança à qual ele se refere foi por causa de uma internação de emergência para tirar um tumor da traqueia, em março do ano passado, contrariando a tese olavista, muitas vezes repetida, de que fumar faz bem à saúde. Aparentemente, a conta do hospital chegou agora — acontece isso nos Estados Unidos, você é atendido sem que ninguém discuta custos e de repente chega em sua casa uma conta astronômica. Eduardo Bolsonaro compartilhou o apelo olavista, ajudando bastante a divulgá-lo.
PERGUNTA DA ALUNA – Na página pessoal de Olavo, uma aluna perguntou, em relação ao apelo: “Professor, acho que peguei o bonde andando e não estou entendendo o que está acontecendo. O senhor está com dificuldades para custear as despesas médicas que o senhor teve no ano passado, quando precisou ficar internado em um hospital? Os débitos fiscais são perante o Fisco dos EUA ou daqui do Brasil? Estão alegando sonegação? O que isso tudo tem a ver com a perseguição que seus detratores vêm impondo ao senhor? Isso tem a ver com a renda que o senhor tem com o COF, com os alunos brasileiros? Estão alegando evasão de divisas?”
Ela foi gentil na pergunta, e conferi que é uma verdadeira admiradora de Olavo, que contribuiu para outras campanhas em benefício dele e de outros ícones da direita, e tem papel de liderança organizando jovens. Mas ficou sem resposta.
MENSALIDADE – Procurei o e-mail do Seminário de Filosofia na minha lixeira e fui lá renovar minha mensalidade: mais R$ 60. O tema da aula foi o projeto da Escola de Frankfurt, um grupo de filósofos alemães de um século atrás, de destruir o mundo. Segundo Olavo, os frankfurtianos dominam o pensamento de esquerda hoje e, consequentemente, mandam na mídia, na universidade e no PT. É basicamente por isso que é impossível dialogar com toda essa gente: todos eles estão trabalhando pela destruição do mundo.
Era sábado de Carnaval, passava das 11 da noite e eu ouvia da janela gritos da festa lá embaixo. Enquanto isso, quase 800 pessoas discutiam animadas no chat, lotado de novo, sobre as formas mais eficazes de doar ao mestre.
MAIS UM CANAL – Carnaval animado na Virgínia. O professor estreou hoje mais um canal de comunicação: o perfil do Twitter @oproprioolavo. Agora dá para passar quase 24 horas por dia consumindo e comentando conteúdo dele, sem fazer mais nada. Você checa o Twitter, tem algo ultrajante lá, comenta, depois faz o mesmo na página pessoal no Facebook, depois na fanpage e, quando terminar de comentar lá, já tem algo novo no Twitter. É assim dia e noite. Fora os grupos de apoio no Facebook. Estou quase agradecendo ao sujeito que me expulsou do grupo do WhatsApp.
O maior alvo dessa metralhadora é Mourão: hoje houve um post dizendo que é melhor Bolsonaro confiar nos filhos do que nele, outro dizendo que ele não vê Bolsonaro como comandante — o que em si já é um golpe militar —, um dizendo que ele próprio, Olavo, defende mais a honra das Forças Armadas do que o general vice, um comparando o capitão comprometido com as promessas de campanha com o general que as despreza, outro lembrando que Mourão deveria servir à vontade popular, entre tantos. Olavo também compartilhou um “Pedido de Desculpas” do Movimento Direita Brasil, por ter recomendado o voto em Alexandre Frota, depois dos ataques do ator a Olavo.
E BOLSONARO? – Sobrou tempo para uma advertência ao presidente, a quem Olavo permanece fiel: “Bolsonaro está dando mais atenção gentil a seus inimigos do que ao povo que o elegeu. Isso é SUICÍDIO. Ou ele vira as costas aos fofoqueiros e fala ao povo uma vez por semana, ou pode-se considerar derrotado desde já”.
Em suas aulas, o filósofo elogia os governos de Viktor Orbán, da Hungria (na foto), e Andrzej Duda, da Polônia, ambos
O presidente deu mais mostras de que escuta o mestre: anunciou que faria lives semanais pelo Facebook e publicou logo a primeira, criticando campanhas de educação sexual e reclamando de lombadas eletrônicas. Dois dias antes, ele já tinha elogiado Olavo no Twitter, mesmo com o filósofo descendo a lenha todo dia em seu vice.
AINDA FURIOSO – Mesmo com o apoio de Bolsonaro, Olavo está furioso. Hoje parece ter rachado com o governo. “Já não posso mais me calar. Todos os meus alunos que ocupam cargos no governo — umas poucas dezenas, creio eu — deveriam, no meu entender, abandoná-los o mais cedo possível e voltar a sua vida de estudos.” Sua explicação foi a seguinte: “O presente governo está repleto de inimigos do presidente e inimigos do povo, e andar em companhia desses pústulas só é bom para quem é como eles”. Será que a influência do filósofo no poder está se acabando?
Quando entrei na sala de aula para assistir à aula número 463, encontrei, pela primeira vez, mais de 1.000 alunos no chat. O clima era de comoção. Muita gente xingando Mourão, outros atacando o diplomata Paulo Roberto de Almeida, demitido nesta semana da diretoria do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, depois de compartilhar críticas a Olavo. Vários discutiam a confusão no Ministério da Educação, onde um assessor, o coronel Ricardo Roquetti, era acusado de tutelar o ministro, indicado por meu professor, a mando de Mourão, e de perseguir os alunos de Olavo, que ocupam posições-chaves na pasta.
IDADE MÉDIA – A aula não falou de nenhuma dessas polêmicas: foi sobre ciência política. Olavo disse que “não temos nada a comemorar pela modernidade”, referindo-se ao fim da Idade Média. “O resultado foi o homem perdido. O individualismo é a consequência, porque o ‘eu’ foi tudo que restou a ele, quando acabou o império e a autoridade da Igreja.” Sobrou tapa para Haddad (“que quis transformar São Paulo numa cracolândia”) e Obama (“que nem nasceu nos Estados Unidos — tem documento falso”), acusados de, por influência da Escola de Frankfurt, propor uma política “baseada no prazer sexual”.
Elogios só para a Polônia e para a Hungria, cujos governos, que vêm sendo acusados de destruir a democracia, segundo Olavo estão “abertos para o transcendente”. António Salazar, ex-ditador de Portugal, também foi citado em tom positivo: “Um homem mais religioso do que todo o clero brasileiro junto”.
E BRASÍLIA? – Mas, numa semana de muita polêmica, que terminou com Olavo solicitando a todos os seus alunos que deixassem o governo, o professor nem falou de Brasília. Será que ele realmente resolveu abrir mão do poder político e dedicar-se a ser um professor que fala de filosofia?
Parece que não. O coronel Roquetti foi demitido do Ministério da Educação, a mando do presidente, e os alunos de Olavo, pelo visto, ficaram. Ao longo dos últimos três meses, meu professor comprou briga com quase todo mundo que ele não indicou no governo. Até agora, os Bolsonaros apoiaram-no em todas e demitiram quem ele mandou — Ilona Szabó, o coronel Roquetti, Paulo Roberto de Almeida —, mesmo contra a vontade de figurões como Moro e Mourão.
BRIGA COM VÉLEZ – Agora meu professor parece ter rachado também com o ministro que ele mesmo indicou, Ricardo Vélez Rodríguez. No Twitter, ele perguntava se “Vélez se vendeu ou se deu?”. Bem que o colega dele, o filósofo Joel Pinheiro da Fonseca, com quem almocei na semana passada, tinha me avisado que brigar com as pessoas é o modus operandi de Olavo. É assim que ele passa pelo mundo: tretando. E com muita frequência o seguidor de hoje vira o arqui-inimigo de amanhã.
Aliás, li hoje um denso artigo filosófico de um desses ex-seguidores, Martim Vasques da Cunha, publicado na semana passada no jornal conservador Gazeta do Povo. Chama-se “O mínimo que você precisa saber sobre o pensamento de Olavo de Carvalho”. O texto é cuidadoso e respeitoso, e dedica bem mais elogios do que críticas ao ex-professor. Mas as críticas são fortes: Cunha acusa-o de ter um projeto de poder com toques místicos.
“O que era para ser uma comunidade de estudos tornou-se depois uma ‘teia hierárquica’, cuja meta é influenciar espiritualmente os eventos políticos de uma nação, como uma casta.”
COISA AUTORITÁRIA – Para Cunha, o que Olavo tem em mente é “um programa de reforma intelectual, moral e espiritual do ser humano”: ou seja, a coisa mais autoritária que existe. A resposta de Olavo a esse tipo de crítica vem na forma de apelido: no caso, Mastim Vaca. Fico aqui pensando qual apelido ele vai me dar. Pênis Burroman, será? Ou será que vai me reservar a suprema humilhação de me ignorar?
Mas o que não foi ignorado hoje foi um tuíte de Olavo dizendo que nenhum estudante consegue sobreviver na universidade sem usar drogas e participar de bolinação coletiva. A mensagem bombou nas redes sociais, servindo de escada para uma infinitude de piadas.
Uma coisa que Olavo disse me faz pensar muito: a ideia de que um professor universitário tem conflitos de interesse demais e não pode pensar livremente. Acho que ele tem razão, sabia? Realmente vivemos uma época em que é difícil pensar com liberdade.
UM SOLDADO – Mas tenho notado que Olavo convive também com um número enorme de conflitos de interesse. Por exemplo: ele sabe que sua audiência aumenta — e a receita também — se ele se comportar menos como um filósofo e mais como um soldado.
Esse papel de animador de torcida que ele tem certamente o atrapalha na hora de olhar para as coisas querendo realmente ganhar conhecimento.
Hoje, por exemplo, a Polícia Federal tinha acabado de anunciar que o matador de Marielle Franco era vizinho de Bolsonaro, e que o motorista que conduziu o assassino no crime foi fotografado ao lado do presidente. Olavo postou: “Pô, presidente, a mídia já está insinuando que o senhor e sua família são culpados da morte da Marielle. Nem diante de uma coisa dessas o senhor vai tomar a iniciativa de processar os caluniadores?”. Não é estranho que um filósofo nunca, jamais, em tempo algum critique ou sequer admita dúvida sobre o presidente da República? Que livre-pensador é esse, casado com o poder?

15 de março de 2019
Denis Russo BurgiermanÉpoca

DELTAN DIZ QUE STF FECHOU 'JANELA DE COMBATE À CORRUPÇÃO'



O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, criticou a decisão tomada pelo STF nesta quinta-feira (14).


Deltan Dallagnol criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a competência exclusiva da Justiça Eleitoral para julgar casos de crimes comuns em que houver crime eleitoral envolvido.

Segundo o procurador da República, a derrota histórica da Operação Lava Jato nesta quinta-feira (14) começa a “fechar a janela de combate à corrupção política que se abriu há 5 anos”.



Deltan Dallagnol


Hoje, começou a se fechar a janela de combate à corrupção política que se abriu há 5 anos, no início da Lava Jato.

Pelo julgamento de ontem, todo caso de corrupção e lavagem de dinheiro que envolver também caixa 2 eleitoral deverá sair da Justiça Federal e ser enviado para a Justiça Eleitoral.

O coordenador da Lava Jato e outros procuradores da força-tarefa criticaram duramente nos últimos dias esta possibilidade. Ao tomar a decisão, o Supremo ignorou a preocupação da Lava Jato e a aflição da população.

15 de março de 2019
renova mídia

VERGONHA: STF SACRAMENTA O FIM DA LAVA JATO

DERROTA DA LAVA JATO (WILLIAM WAACK)

MARÇO AURÉLIO DIZ QUE CONDENAÇÕES PODEM SER ANULADAS


A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a competência da Justiça Eleitoral julgar crimes comuns, como corrupção e lavagem, pode levar a anulação de condenações.

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (14) que, em tese, isso só ocorreria se ficar entendido que o juiz federal julgou alguém pelo crime de caixa dois, por exemplo, o que atrairia a competência da Justiça Eleitoral.

O ministro ressaltou, no entanto, que nestes casos o andamento do processo não é anulado, e pode ser aproveitado por um outro magistrado que vir a analisar a investigação.

“Porque nós temos já os elementos coligidos no processo. Então esses elementos que servem à instrução criminal são aproveitados”, disse o ministro, segundo o jornalista Fausto Macedo.

Questionado se sentenças poderiam ser anuladas, o ministro, que votou pela competência da Justiça Eleitoralprocessar os delitos eleitorais e conexos, respondeu que sim.

“Essas podem ser afastadas ante a incompetência absoluta do órgão que a prolatou”, explicou o ministro.


15 de março de 2019
renova mídia

STF TENTA PATRULHAR SEUS CRÍTICOS




STF tenta patrulhar seus críticos

15 de março de 2019

LAVA JATO SOFRE DERROTA NO SUPREMO

CAIXA 3 DE ONYX LORENZONI NA OAS!? E AGORA, PRESIDENTE BOLSONARO?

O STF CONTRA A LAVA JATO! E DIAS TOFFOLI QUER CALAR O POVO! ATÉ QUANDO BRASIL!?

49 MORTOS EM ATAQUES CONTRA MESQUITAS NA NOVA ZELÂNDIA


Duas mesquitas foram atacadas nesta sexta-feira (15) na Nova Zelândia. 49 pessoas morreram e outras 48 foram feridas, das quais 12 estão em estado grave.

Ataques simultâneos a duas mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, deixaram 49 mortos e 48 feridos nesta sexta-feira (15).

A mesquitas de Linwood, que estava lotada com mais de 300 pessoas, e a de Masjid Al Noor, ao lado do Parque Hagley, foram os alvos do ataque.

As últimas informações foram compartilhadas pela primeira-ministra Jacinda Ardern. As autoridades ainda não divulgaram as identidades das vítimas e dos terroristas.

Quatro pessoas envolvidas nos ataques foram detidas: três homens (um deles seria australiano) e uma mulher.

A polícia local informou, porém, que não está descartada a hipótese de que outros criminosos estejam envolvidos e foragidos. Nenhum dos suspeitos sob custódia estavam em listas de observação por parte da polícia.


15 de março de 2019
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PROJETO DO MAJOR OLÍMPIO TENTA REVERTER DECISÃO DO STF


Major Olimpio tenta garantir a continuidade da Operação Lava Jato através de um Projeto de Lei.

Na noite desta quinta-feira (14), o líder do PSL no Senado, Major Olimpio, apresentou Projeto de Lei que propõe reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e garantir a continuidade da Operação Lava Jato.

O STF decidiu ontem que processos da Operação Lava Jato que envolvem crimes eleitorais, como caixa 2, associados a crimes comuns, como corrupção, devem tramitar na Justiça Eleitoral, como você viu na RENOVA.

Major Olimpio diz que o projeto irá garantir o combate ao crime organizado e à corrupção, evitando a impunidade.

O senador do PSL declarou:

“A Justiça Eleitoral continuará a fazer o brilhante trabalho de combater crimes eleitorais e a Justiça comum irá continuar combatendo a corrupção e a impunidade. Chega de impunidade.”

E, segundo o Metrópoles, concluiu:

“Essa alteração proposta vem ao encontro da vontade do titular do poder, o povo brasileiro, pois, possibilita que operações contra a corrupção e o crime organizado cometidos, como, por exemplo, a denominada operação Lava Jato, sejam devidamente garantidas e sejam julgadas pela Justiça competente, de modo a evitar possíveis impunidades.”


15 de março de 2019
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CPI DA LAVA TOGA ALCANÇA NÚMERO NECESSÁRIO DE ASSINATURAS



O novo requerimento para criação da CPI da Lava Toga alcançou no início da noite desta quinta-feira (14) o número necessário de assinaturas para ser apresentado no Senado.

As assinaturas para a instauração da CPI da Lava-Toga começaram a ser coletadas, mais uma vez, pelo senador Alessandro Vieira na tarde da última terça-feira (12).

Os senadores Elmano Férrer e Roberto Rocha garantiram apoio à proposta, que já soma 27 assinaturas.

Este é o segundo requerimento que Vieira apresenta neste sentido. O primeiro, há mais de um mês, até conseguiu as assinaturas necessárias, mas três senadores retiraram o apoio de última hora, como você viu na RENOVA.

Confira a lista completa dos senadores que assinaram a CPI da Lava Toga:

1. Alessandro Vieira
2. Jorge Kajuru
3. Selma Arruda
4. Eduardo Girão
5. Leila Barros
6. Fabiano Contarato
7. Rodrigo Cunha
8. Marcos do Val
9. Randolfe Rodrigues
10. Plínio Valério
11. Lasier Martins
12. Styverson Valentim
13. Alvaro Dias
14. Reguffe
15. Oriovisto Guimarães
16. Cid Gomes
17. Eliziane Gama
18. Major Olímpio
19. Izalci Lucas
20. Carlos Viana
21. Luiz Carlos Heinze
22. Esperidião Amin
23. Jorginho Mello
24. Telmário Mota
25. Soraya Thronicke
26. Elmano Férrer
27. Roberto Rocha


15 de março de 2019
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STF QUER INVESTIGAÇÃO DE DEPUTADOS PEDINDO IMPEACHMENT DE MINISTROS


Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão dispostos a cobrar da Procuradoria-Geral da República (PGR) a abertura de um inquérito para investigar deputados pelo crime de denunciação caluniosa.

Os principais alvos do STF seriam os deputados que assinaram o pedido de impeachment de quatro integrantes da corte, diz a Folha.

Os magistrados viraram alvo do pedido de impeachment depois de votarem a favor da criminalização da homofobia. O pedido de afastamento foi assinado por 16 parlamentares.

Como você viu na RENOVA, o texto do pedido de impeachment afirmava que os magistrados atuaram “em desacordo com a separação dos Poderes, na medida em que legislam no lugar dos parlamentares eleitos diretamente pelo povo para o exercício dessa função”.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) protestou contra a medida do STF citando uma matéria do site O Antagonista:






O Presidente do STF quer processar criminalmente, com ameaça de prisão, aqueles que pedirem o impeachment de ministros da Corte, inclusive parlamentares: juízes não podem intimidar o Parlamento ou cidadãos! https://bit.ly/2UCn355 #LavaToga

STF quer denunciar deputados - O Antagonista

O STF quer perseguir o Congresso Nacional...oantagonista.com

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Na tarde desta quinta-feira (14), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou a abertura de inquérito para apurar fake news e calúnias que atinjam o Supremo e seus membros.

Toffoli disse que, como presidente do STF, cabe a ele zelar pela “honorabilidade e segurança” dos colegas, bem como de seus familiares.

14 de março de 2019
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