"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 7 de março de 2017

EDUCAÇÃO NO BRASIL, PARA PENSAR!

Educação no Brasil, para pensar! - YouTube 

https://www.youtube.com/watch?v=D5Yx_MON24w
2 de set de 2013 - Vídeo enviado por Leandro Pasquini
No dia 07 de julho, Marília Gabriela recebeu o cientista político Alberto Carlos Almeida. Ele falou sobre ...

07 de março de 2017
postado ´por m.americo

ARTISTA DE ESQUERDA SURTAM: DORIA CONGELA ORÇAMENTO DA SECRETARIA DE CULTURA E MAMATAS CRIADAS POR HADDAD


Pelo jeito, Doria terá que aguentar mais ofensas da esquerda por um bom tempo. A gestão do prefeito acaba de congelar 43,5% do orçamento municipal destinado à Secretaria de Cultura, o que, como era de se esperar, gerou protestos dos artistas/oportunistas que vivem às custas do dinheiro dos pagadores de impostos.

Já foi até organizado um ato contra a medida. O evento foi convocado pela “Cooperativa Paulista de Teatro” junto com a “Frente Única – Descongela Cultura Já” e se chama o “Grande Ato pelo Descongelamento da Cultura”, que aconteceu no dia 22 deste mês. Foram pouco menos de 300 pessoas de acordo com a Polícia Militar.

Os artistas/oportunistas não se conformaram com a baixa aderência e preparam outro evento, a “ação na Câmara Municipal de São Paulo” no próximo dia 14 de março e um novo “Grande Ato” no dia 27 de março. Reserve na sua agenda para acompanhar mais dois fracassos!

Na visão dos organizadores da baderna, o congelamento das verbas estaria atrapalhando as atividades da “Escola Municipal de Iniciação Artística de São Paulo” e o “prêmio Zé Renato”, criado pela gestão do petista Fernando Haddad para financiar peças de teatro (no valor de até 250 mil reais por peça) com o dinheiro público. 
DO J.LIVRE  (Colaboração do ILISP.)

07 de março de 2017
terra viva

PARECE MAS NÃO É



Mais um dos nós cegos que amarram a vida brasileira está prestes a ser atado pela trajetória dessa “lei de iniciativa popular” do Ministério Publico que surfou a onda da luta contra a corrupção.

Nem entro no mérito das “10 medidas”. Tudo está errado nessa história a começar pela figura deformada de lei de inciativa popular enfiada de última hora na Constituição de 88. Ferramentas de “democracia semidireta” como esta são uma inovação suíça dos meados do século 19 que foi incorporada à democracia americana na virada para o 20. Pouco menos de 100 anos depois da inauguração do “governo do povo, pelo povo e para o povo”, em 1787, a excessiva “blindagem” dos representantes eleitos arquitetada pelos “Fundadores” tinha se revelado um trágico equívoco. Com mandatos garantidos até à eleição seguinte, como continuam sendo no Brasil, políticos corruptos estavam à vontade para se mancomunar com empresários corruptos e se locupletar impunemente o que reduziu o sistema a uma ditadura de uma minoria articulada para explorar o povo.

Nada disso! A obra da sociedade é que precisava de garantias de estabilidade! E para obtê-la era preciso quebrar a dos representantes eleitos que a comprometia sem no entanto enfraquecer o “governo de representação”. As leis de iniciativa popular foram o primeiro instrumento da reforma permanente que começou ali e prossegue ininterrupta até hoje. Foi com elas que se instituiu, em etapas sucessivas, os complementos do “referendo” das leis dos legislativos e do “recall” dos mandatos dos representantes que inclui os de todos os funcionários que prestam serviços diretos ao público e, para isso mesmo, são eleitos por ele e não nomeados por políticos.



O pressuposto dessas três ferramentas é, no entanto, o estrito respeito ao princípio federalista. Uma organização democrática – a prerrogativa de decidir, entre iguais, quem vai fazer o quê por ordem de quem – era um imperativo de sobrevivência para comunidades isoladas em territórios hostis longe das autoridades dos países de origem. Foi a mesma que funcionou muito bem por 300 anos no Brasil Colônia das Câmaras Municipais. O federalismo apenas institucionaliza a lógica da necessidade e consagra a sequência histórica desse segundo renascimento da democracia no “Novo Mundo”. Se o povo é a única fonte de legitimação das instituições republicanas, tudo que envolver um só município – educação, segurança, normas de convivência, etc. – deve ser decidido (e bancado) por ele mesmo e só o que envolver mais de um município deve ser decidido (e bancado) pelo poder estadual. Nos EUA independentes essas unidades políticas e geográficas originais só concordaram em aderir a um ente nacional abstrato se os poderes dele ficassem restritos à defesa do território e da moeda nacionais e ao estabelecimento de relações internacionais pois, tudo contra o que se lutava, lá e nas “Vilas Ricas” do Brasil, era um poder centralizado colhendo, à distância, impostos abusivos e mandando despoticamente em gente diferente com necessidades diferentes apenas para sustentar seus privilégios.



Toda lei “nacional” fora desse escopo restrito é, portanto, intrinsecamente antidemocrática. Quanto à regra de maioria, ela é a menos ruim porque todas as alternativas são piores. Mas também as maiorias são tanto mais democráticas quanto menores forem os pedaços em que a massa dos eleitores for pulverizada. 
As ferramentas de “democracia semidireta” só se aplicam aos âmbitos municipal e estadual e num contexto de eleição distrital pura não só por essa razão mas também porque só esse sistema define quem exatamente é representante de quem e permite processos de cobrança e substituição perfeitamente legítimos. 
Qualquer cidadão pode iniciar uma petição de “recall”, propor uma nova lei ou convocar o “referendo” de uma lei baixada pelo legislativo. Mas é preciso colher entre 5% e 7% (dependendo do município) das assinaturas dos eleitores do funcionário ou representante visado ou do eleitorado afetado pela lei proposta ou desafiada. 
Conferidas as assinaturas pelo Secretário de Estado municipal ou estadual, função que existe especificamente para supervisionar a legitimação desses processos, fica a petição qualificada para ser submetida a um “sim” ou “não” de todos os eleitores daquele funcionário ou representante numa votação especial, no caso de “recall”, ou mediante a impressão da lei proposta ou desafiada na cédula da próxima eleição majoritária para aprovação ou rejeição de todos os eleitores do estado ou município afetados por ela. Na de novembro passado a média nacional de propostas do gênero nas cédulas nos EUA foi de 62.



Os legislativos são, portanto, meros “pacientes” desses processos. Não podem alterar o que é decidido de forma tão transparente e inclusiva. 
O Judiciário pode, em alguns casos, interferir. Mas para desencorajar desvios ha eleições de confirmação (ou não) também dos juízes de cada comarca a cada quatro anos. No âmbito federal ha só processos indiretos de “impeachment” que raríssimamente chegam a ser aplicados pois o sistema vai sendo permanentemente higienizado ao longo do caminho.

Tendo recomendado reiteradamente a “democracia semidireta” adotada com variações em todo o mundo que funciona, chamo a atenção, agora, para as falsificações presentes em todas as ditaduras disfarçadas. 
Nossa lei torta, aberta apenas à iniciativa de corporações e fechada aos cidadãos comuns, pode, com muito boa vontade, ser considerada como uma brecha num sistema hermético que pode eventualmente ser usada para o bem. Mas dar a um indivíduo no STF o poder de fixar o precedente de que bastam umas tantas assinaturas para substituir 140 milhões de eleitores e impor leis intocáveis a todo o país terá o mesmo efeito do que tentou fazer o PT quando quis substituir o conjunto do eleitorado pelos seus “movimentos sociais” amestrados: será o tiro de misericórdia na esperança de uma democracia no Brasil.


07 de março de 2017
vespeiro
Artigo para O Estado de S. Paulo de 6/3/2017

O HUMOR DO SPONHOLZ...



07 DE MARÇO DE 2017

O IMPACTO DO CRIME SOBRE AS VÍTIMAS

Muito se discute sobre o homem-delinquente, a motivação do crime, a origem do criminoso, seus laços familiares, o ambiente em que nasceu, cresceu e morreu. Para a vítima, não sobra nem uma nota de rodapé.

Um exército de assistentes sociais, psicólogos, agentes de atividades socioeducativas, ativistas sociais, juristas e sociólogos é mobilizado para cuidar do delinquente, seja maior ou menor, com a ilusão de recuperá-lo para o convívio social.

A mesma mobilização não é vista para impedir que as crianças cheguem ao estágio da delinquência, talvez porque renda poucos empregos e apelos de autopiedade.

Recuperar coitados que se desviaram do caminho do bem, por culpa da sociedade excludente, rende muito mais cartaz do que encaminhar as pessoas desde cedo pela estrada certa.

Aprisionar as pessoas em sua dependência, que dura para sempre, é uma estratégia perversa que garante empregos e rendas para profissionais de diversas áreas, porém não liberta. O que liberta são a educação, a autonomia e a cidadania, o que não interessa a quem se beneficia da exploração dos guetos.

A vítima tampouco interessa. Morreu, já era. Não rende empregos, recursos para organizações não-governamentais e mandatos eletivos. Coitado é quem mata, que vai sofrer nos porões dos cruéis regimes estabelecidos.

Ninguém vai pesquisar o empobrecimento das famílias que perderam seu provedor, as crianças que ficaram órfãs, a viúva que se vê obrigada a trabalhar dia e noite para sustentar os filhos, sem ter com quem deixar a prole.

Predomina o sentimento de falsidade, a proteção do mal em nome do bem.


07 de março de 2017
Miguel Lucena é delegado da PCDF e jornalista.

UM GUIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS NO BRASIL: AFINAL, ONDE SE ENQUADRA O PSDB?

Esse post tem um único objetivo: classificar a tendência ideológica dos diferentes partidos políticos brasileiros de acordo com seu estatuto e/ou seus principais representantes. 
Note ainda que em nosso pais os partidos não costumam ser muito firmes em suas convicções ideológicas. 
Dessa forma é comum termos políticos de esquerda filiados a partidos de direita, e vice-versa. Devido a seu tamanho e amplo espectro político, o PMDB foi classificado como sendo tanto de centro-direita como de centro-esquerda. 
Entre parênteses o número de deputados federais eleitos pelo partido em 2014. No caso do PMDB foram alocados 33 deputados federais para centro-direita e outros 32 para centro-esquerda.

Partidos de extrema-esquerda:

 PCdoB (10), PSTU, PCB, PCO, PSOL (5). Total = 15

Partidos de esquerda: 

PT (68), PSB (34), PTB (25), PDT (20), PPS (10), PTdoB (2), PTN (4), PPL, SD (15), REDE (formado depois da eleição de 2014). Total = 178

Partidos de centro-esquerda: 

PMDB (32), PSDB (54), PRP (3), PV (8), PP (38), PHS (5), PSD (36), PEN (2), PROS (11), PMB (formado depois da eleição de 2014). Total = 189

Partidos de centro-direita:

PMDB (33), DEM (21), PTC (2), PSC (13), PMN (3), PRB (21), PR (34). Total = 127

Partidos de direita: 

PRTB (1), PSDC (2), PSL (1), NOVO (formado depois da eleição de 2014). Total = 4

Partidos de extrema-direita: nenhum.

Claro que outras divisões são possíveis, poderíamos por exemplo dividir os partidos entre conservadores, liberais, e progressistas (socialistas). Mas os pontos que quero ilustrar permaneceriam essencialmente os mesmos, quais sejam, a inexistência de um único partido político de extrema-direita, e o amplo domínio dos partidos de centro-esquerda e esquerda.

Como inexistem partidos de extrema-direita no Brasil, os candidatos de direita e centro-direita acabam sendo taxados de radicais e extremistas. Não é raro a imprensa taxar candidatos de direita como sendo ultraconservadores ou radicais de extrema-direita. Isso ocorre em decorrência direta do fato de que nosso espectro político esta muito viesado para a esquerda. Isto é, qualquer um mais a direita do PSDB já é imediatamente rotulado como um radical de extrema-direita. Já na outra ponta, a existência de vários partidos de extrema-esquerda faz com que partidos de esquerda e centro-esquerda pareçam moderados. Daí você nunca ouvir na imprensa o termo radical de esquerda para designar membros do PT ou do PSDB por exemplo.

Uma conta rápida mostra que enquanto os partidos de esquerda detém 382 deputados, sobram apenas 131 deputados representando partidos de direita. Analisando esses números, não causa surpresa o fato de que pautas com apoio majoritário da população (tais como a revogação do estatuto do desarmamento, e a redução da maioridade penal) enfrentem grandes resistências para serem aprovadas no Congresso Nacional onde predominam partidos com pautas de esquerda.

Claro que existem deputados de direita no PSDB, da mesma maneira que existem esquerdistas filiados a partidos de direita. Mas o ponto desse post é ressaltar que a ausência de um partido de extrema-direita no Brasil (para contrabalancear os partidos de extrema esquerda) tem causado um deslocamento do espectro político favorável a esquerda. Notem que são 5 partidos de extrema-esquerda, com 15 deputados federais, contra nem um único partido de extrema-direita. 
E, pior que isso, apenas 4 deputados de direita. Isto é, a extrema-esquerda possui mais do que o triplo de representantes no Congresso do que os partidos moderados de direita. Além disso, a divisão acima demonstra a grande força e domínio das pautas de esquerda no debate no Congresso Nacional, mesmo quando essas pautas não encontram grande apoio junto a população.

07 de março de 2017
adolfo sachsida

A SURUBA CONTINUA

Tem razão o desbocado Senador Romero Jucá: a suruba continua, e cada vez maior, mais agitada e perigosa, contagiando todos os poderes da república. Vejam o escore da recente votação na segunda turma: Toffoli 4 x Fachin 0, que tirou Sarney das garras do juiz Sergio Moro. Se processo no STF significa impunidade, como está pintando, não vai acontecer nada com o líder dos “Honoráveis Bandidos” (Palmério Dória, Geração Editorial). Há quem diga que ele é, na realidade, o decano da corrupção, e não o tal Jorge Luz que, em parceria com seu filho Bruno, movimentou a módica quantia de 40 milhões de dólares do antigo e tradicional propinoduto brasileiro. Sarney deve ter amealhado fortuna incalculável nas suas várias décadas de intensa atividade no submundo do crime contra o patrimônio público.

A Sonia Racy escreveu que consultou um importante jurista sobre esta infame decisão do Supremo, que lhe disse: “se essa jurisprudência se aplicar aos demais, é o início do fim da Lava Jato”.

Como querem os políticos.

A esta altura do campeonato, o Ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve estar profundamente arrependido de não ter contratado os serviços do advogado Kakay para livrá-lo da rápida e implacável justiça de primeira instância, que já o transformou em réu. Afinal, Sarney, como Lula, não tem foro privilegiado. Ou melhor: não tinha.

O odor de pizza que exala do Supremo aguça o apetite de um montão de criminosos, especialmente daqueles que se escondem sob o manto escuro do nojento, repulsivo e execrável foro especial por prerrogativa de função, uma aberração tupiniquim que não existe em nenhum outro país do mundo, à exceção da Espanha, como o famigerado Renan Calheiros. Dos crimes que ele praticou em 2004, um já prescreveu por conta da demora na tramitação do processo. E há grande probabilidade de haver prescrição dos outros, o que fará com que o “ilustre” parlamentar não seja punido pelos malfeitos que cometeu. Que tal? Processo no Supremo cheira ou não a impunidade?

A bocarra faminta por injustiça não é só desses cidadãos de primeira classe, mas de tantos outros que, como nós, são de segunda: ao menos 50 alvos da Lava Jato sem foro privilegiado estão cozinhando no forno lento e brando do STF. Ninguém sabe quando serão servidos à sociedade, que gostaria de comê-los crus, se desse.

A esbornia é mesmo geral e irrestrita. Nosso STF, ainda na quinta-feira, adiou a sessão sobre a necessidade ou não da assembleia estadual autorizar que um governador seja processado pelo Supremo, o que liberta, pelo menos por enquanto, o petista Fernando Pimentel, acusado de várias falcatruas.

Temos que concordar com Romero Jucá: a bacanal continua mesmo a todo vapor. Agora vem o ex-ministro Henrique Eduardo Alves dizer que não sabe como que quase um milhão de dólares foram parar na sua conta. Incrível. Enquanto o povo passa fome, governantes e políticos abrem contas bancárias onde brota dinheiro.

A festança não para. Vide o “trailer” da delação da Odebrecht, no qual Marcelo informa que mais de 150 milhões de reais do total de 300 “disponibilizados “ para o PT foram repassados à chapa Dilma/Temer na campanha de 2014.

O PSDB deve estar com remorso de ter proposto a ação de anulação desta chapa no TSE, já que agora faz parte do governo.

A esculhambação é geral e irrestrita.

Quando forem divulgadas as 77 delações dos executivos da maior empreiteira do país, a “imundície” vai atingir o ventilador e espalhar “dejetos” por todos os lados. Não vai sobrar quase ninguém, se sobrar alguém.

Diante de tudo isso, a sociedade precisa reagir.

Afinal, quem não se lembra do refrão da famosa música “Vira, vira”, grande sucesso dos Mamonas Assassinas, que inspirou Romero Jucá, e que era cantada de norte a sul, por crianças e adultos?

Chega de nos passarem impunemente a mão no traseiro.

Vamos às ruas dia 26 de março exigir que os meliantes que vem roubando o Brasil sejam condenados.

Até lá.


07 de março de 2017
Faveco Corrêa é jornalista, publicitário, empresário e consultor.

O BAÚ DE PANDORA

O jornalista Silvestre Gorgulho é um amigo dos amigos. Na segunda-feira, bem cedo, li o seu artigo “Os sete de Pandora”, publicado no Correio Braziliense. Tenho o privilégio de, também, ser seu amigo.

Conheci Silvestre quando foi secretário de Cultura do melhor governador que já tivemos no Distrito Federal, José Aparecido de Oliveira que, auxiliado por homens públicos ilibados, transformou Brasília em Patrimônio Cultural da Humanidade, reconhecido pela UNESCO. Aparecido, como todos, no governo, cometeu equívocos que acabaram sendo consolidados, comprometendo o plano original da cidade. Mas, isto é passado e, agora, devemos preservar o que restou do sonho de JK.

Durante os anos de vida em Brasília, Silvestre prestou inestimáveis serviços à Brasília, tendo colaborado com vários governadores, especialmente na conturbada sucessão do outro Zé; este, considerado excelente gestor, também cometeu equívocos que comprometeu não a área física da capital, mas os conceitos morais que, então, ainda estavam sob controle.

No texto, Silvestre expõe os sete anos que se passaram desde que a “Caixa de Pandora” foi aberta, libertando todos os males de Brasília, menos a esperança que se tornou nossa melhor herança. Denominada como a “Capital da Esperança”, Brasília resiste aos vergonhosos procedimentos de nossos representantes e segue em frente, superando as agruras e, agora, sedenta, a cidade aguarda as novas eleições com o espírito renovado pelos blocos de rua que afastaram por alguns dias os fantasmas que nos assustam.

A defesa do amigo deve ser respeitada, mas a população sofre com a violência, o desemprego, sem assistência médica causada por vários governos irresponsáveis. Estas são as razões de a população estar desanimada com o desempenho dos meninos criados nos pilotis dos blocos residenciais.

Porém, o que interessa nestas linhas é a preocupação do Silvestre com a demora no andamento dos processos a que responde o ex-governador José Roberto Arruda e outros acusados na “Caixa de Pandora”. O articulista espera que os profissionais do direito e das leis consigam explicar a razão de, só agora, o STJ determinar a perícia das fitas de gravações feitas por delator-aliado e expostas à opinião pública nacional.

O Superior Tribunal de Justiça só se manifestou neste momento pelo simples fato de que só agora examinou os autos. É assim; os tribunais superiores existem para que eventuais equívocos sejam apreciados, corrigidos ou não, fora do calor das acusações.

A “Caixa de Pandora”, como a “Lava-Jato”, não foi aberta totalmente pelo Ministério Publico, a Polícia Civil e Federal e pela Justiça. Os males que nos atingem passaram por um minúsculo buraco, e, contrariamente, a Pandora escapa aos poucos, maculando reputações e prendendo aqueles que silenciam quando são levados à presença das autoridades responsáveis pelas investigações.

Enquanto o nosso complexo penitenciário de presos comuns está abarrotado de muitos inocentes ou sem culpa comprovada, alguns dos nossos políticos e seus cúmplices, investigados ou réus, em ações de combate à corrupção, com o rabo entre as pernas, delatam, mentem, envolvem inocentes, vivem em prisões domiciliares e cumprem, com alguma tranquilidade, as penas que lhes foram aplicadas com os benefícios de suas justas e espontâneas delações premiadíssimas.

Aos inocentes cabe protestar, como faz Silvestre, e não ficar com medo da exposição pública. Se não devem, não há o que temer. O silêncio não costuma ser dos inocentes.

07 de março de 2017
paulo castelo branco

O PT DESTRUIU O BRASIL

O PT destruiu o Brasil | Marco Antonio Villa 

libertatum.blogspot.com/2017/03/o-pt-destruiu-o-brasil-marco-antonio.html
20 min atrás - terça-feira, 7 de março de 2017. O PT destruiu o Brasil | Marco Antonio VillaO PT destruiu o Brasil | Marco Antonio Villa. Unmute. If playback ...

07 de março de 2017
postado por m.americo

A SOTURNA MANSÃO DE OBAMA EM KALORAMA SERÁ UMA ESPÉCIE "THINK TANK" DO TERROR ESQUERDISTA AMERICANO CONTRA DONALD TRUMP

A mansão de Kalorama: a fortaleza do terror esquerdista sob o comando de Obama e seus sequazes.



Barack Obama, o ex-POTUS (President of The United States), como seus homólogos do PT no Brasil, não consegue desencarnar do poder. Para tanto, está ultimando os preparativos para ocupar uma soturna mansão em Kalorama, célebre refúgio de milionários nos arredores de Washington, mais ou menos a cerca de 3 quilômetros da Casa Branca.

Atualmente, Hussein Obama ocupa um escritório no centro de Washington, a que tem direito por lei. Todavia, esse mimo que lhe concede a lei não permite que o ex-mandatário utilize-o para finalidades políticas. Daí a decisão do ex-POTUS de alugar a portentosa mansão que bem poderia servir como a vivenda de Drácula, naqueles filmes estrelados pelo sósia de Michel Temer. Mas ninguém se espante se das águas furtadas que rasgam o telhado da soturna mansão escapem tenebrosos e deploráveis morcegos quando a noite abraça Washington.

Na verdade, a mansão está sendo preparada para ser um bunker político de Obama, segundo assinala o site TheDuran. Tanto é que o ex-POTUS já preparou uma suíte especial na mansão para abrigar Valerie Jarret, que fora sua assessora especial enquanto reinou durante 8 anos na Presidência.

Muito conhecida pela mídia Fake News que infesta o jornalismo americano, Jarret viveu dentro da Casa Branca com a família de Obama, inclusive participando todos os dias do jantar em família.

Hussein Obama e Valerie Jarret na mansão: planos para incendiar os Estados Unidos. 


PROJETO DIABÓLICO

Dizem que estimulado por Jarret e Michlele (a esposa de Obama), o ex-POTUS passará a se concentrar num diabólico plano destinado a pressionar o governo de Donald Trump. Obama quer se transformar no líder da Oposição e mobilizará todas as suas energias para obrigar uma eventual renúncia de Trump ou o seu impeachment.

Coincidências à parte, a mansão de Kalorama, que os Obama estão alugando é de propriedade de Joe Lockhart, que foi o secretário de imprensa de Bill Clinton.

O vetusto e imponente imóvel ainda está sendo remodelado e redecorado por Michelle, não sem os imprescindíveis pitacos de Jarret, espécie de cão de guarda da ex-primeira família.

Concluindo: os esquerdistas são todos iguais. Como Lula e seus sequazes aqui no Brasil. Jatinhos, sítios e triplex. Em Washington, a fabulosa mansão de Kalorama, um bucólico e tranquilo enclave a alguns minutos do centro político dos United States.

Lá, como aqui, os esquerdistas liderados por Obama e sua trupe, continuam gritando nas ruas, atacando até mesmo idosos, incendiando automóveis, enfim, espalhando o terror. Todos os esquerdistas são psicopatas. Pior que isso. Eles são os principais causadores de todos os problemas do mundo.

07 de março de 2017
in aluizio amorim

ARTISTAS DE ESQUERDA SURTAM: DÓRIA CONGELA ORÇAMENTO DA SECRETARIA DE CULTURA E MAMATAS CRIADAS POR HADDAD

Pelo jeito, Doria terá que aguentar mais ofensas da esquerda por um bom tempo. A gestão do prefeito acaba de congelar 43,5% do orçamento municipal destinado à Secretaria de Cultura, o que, como era de se esperar, gerou protestos dos artistas/oportunistas que vivem às custas do dinheiro dos pagadores de impostos.

Já foi até organizado um ato contra a medida. O evento foi convocado pela “Cooperativa Paulista de Teatro” junto com a “Frente Única – Descongela Cultura Já” e se chama o “Grande Ato pelo Descongelamento da Cultura”, que aconteceu no dia 22 deste mês. Foram pouco menos de 300 pessoas de acordo com a Polícia Militar.

Os artistas/oportunistas não se conformaram com a baixa aderência e preparam outro evento, a “ação na Câmara Municipal de São Paulo” no próximo dia 14 de março e um novo “Grande Ato” no dia 27 de março. Reserve na sua agenda para acompanhar mais dois fracassos!

Na visão dos organizadores da baderna, o congelamento das verbas estaria atrapalhando as atividades da “Escola Municipal de Iniciação Artística de São Paulo” e o “prêmio Zé Renato”, criado pela gestão do petista Fernando Haddad para financiar peças de teatro (no valor de até 250 mil reais por peça) com o dinheiro público. (DO J.LIVRE Colaboração do ILISP).


07 de março de 2017
condomínio de ideias

MANIFESTO DE 400 INTELECTUAIS POR LULA PROVA: ELE É O CANDIDATO DA MAIS DESUMANA DAS ELITES



Como se noticiou por aí, mais cerca de 400 artistas e intelectuais lançaram um manifesto de apoio a uma eventual candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto em 2018.

As assinaturas incluem o teólogo e escritor Leonardo Boff , o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, a atriz Marieta Severo, os cantores Chico Buarque, Beth Carvalho e Martinho da Vila.

O manifesto tem aquela narrativa de costume: “É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse País, que nos faz, através desse documento, solicitar ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano”.

O texto também fala que o retorno de Lula seria necessário para “incluir muita gente e reincluir aqueles que foram banidos outra vez”.

O detalhe é que tal manifesto comprova apenas o seguinte: o PT é o candidato das elites. Intelectuais e artistas (praticamente todos de segunda categoria) ainda são, sim, uma elite. Pior: em geral a elite de esquerda é das mais desumanas e indiferentes ao sofrimento do povo.

Se é esse tipo de gente que está lutando por Lula, então é preciso dizer ao povo para repudiá-lo. No passado o PT atacava os candidatos “das elites”. Hoje Lula é o candidato da mais perversa das elites
.

07 de março de 2017
ceticismo político

BREXIT: O QUE VOCÊ DEVE SABER E A GLOBO NEWS NÃO CONTA

O referendo Brexit confunde o Brasil por não ser de direita ou esquerda, mas tratar de algo só discutido no Primeiro Mundo: o globalismo.

O referendo Brexit, que definiu que o Reino Unido não faz mais parte da União Européia, causou um choque nas hostes do jornalismo mundial. O Brasil, crente manjado de qualquer coisa que saia no editorial do New York Times, levou um susto com o resultado: os ingleses não querem fazer parte da UE.

Durante a cobertura do Brexit na Globo News, comentava-se com entusiasmo que a decisão de permanecer era praticamente certa. Que até mesmo Nigel Farage, o líder do UKIP, o partido eurocético a transformar a Inglaterra em um sistema de quatro partidos principais, que nunca é citado sem as palavras mentirosas “xenófobo”, “populista” ou “de extrema-direita”, teria admitido a derrota. Que Financial Times, The Guardian, Telegraph e tantos outros davam como certa a permanência do Reino Unido na zona de mando de Bruxelas.

A Inglaterra foi o país que inventou o governo mediado e vigiado pela imprensa – seus paparazzi e sua imprensa marrom de tablóides até hoje é famosa por expor os podres e a privacidade de governantes, da nobreza e de celebridades.

Quando o primeiro referendo britânico a respeito da União Européia foi aventado na década de 70, simplesmente todos os jornais das Ilhas Britânicas advogaram pelo voto pró-União Européia, exceto dois: The Morning Star e The Spectator. Para este Brexit, um outro jornal se uniu ao time: o Daily Mail.

Quando foi a última vez que uma revista com mais de um século de idade como a Spectator, com os maiores nomes do país que mais espalhou cultura e civilização pelo mundo, foi citada como fonte no jornalismo brasileiro?


Nas últimas quatro mais importantes eleições do Reino Unido, a Spectator adivinhou o resultado de todas, enquanto o país e o mundo inteiro apostavam no contrário. Que a Escócia permaneceria no Reino Unido. Que David Cameron seria reeleito (afirmavam que as chances eram pequenas, Cameron foi o Primeiro Ministro com mais votos para reeleição desde ninguém menos do que Winston Churchill). Que o Brexit teria como resultado a saída da União Européia. Nos três casos, apostaram na vitória da esquerda. Perderam, para padrões britânicos, de lavada. Na única vitória (óbvia) da esquerda, a Spectator já exibia na capa de seu site que não havia surpresa, pois fora fácil antever os resultados com a campanha catastrófica do concorrente Zac Goldsmith.

Quantos brasileiros ouvem o nome da melhor revista semanal do Reino Unido? Quantos sabem da sua existência? Para o tupiniquim, mesmo (ou especialmente) o universitário pesquisador bilíngue, é praticamente uma certeza de que o único jornal lido e respeitado na Terra de Sua Majestade é o The Guardian, que até no formato tenta copiar os tablóides de fofoca The Sun e The Mirror, com conteúdo ideológico de mesmo jaez. Um jornal tratado pelos ingleses com a mesma confiança que o Brasil tem pelos piores colunistas da Folha de S. Paulo. Ou pela Carta Capital. É só ver o quanto conseguiu influenciar no Brexit.



Segundo a visão de sumidades do pensamento mundial como Cristiana Lôbo e J. K. Rowling, aqueles que não votaram por subjugar a Inglaterra aos burocratas não-eleitos da União Européia seriam “de extrema-direita”, racistas, xenófobos e radicais. Será uma visão válida? A globalização era criticada, justamente, pela esquerda na década de 90. Não há algo historicamente constituído que parece termos esquecido e que precisamos resgatar para interpretar os fatos?
Globalização e globalismo

No Primeiro Mundo, quando se discute sobre os grandes blocos econômicos, sobretudo a UE e as medidas da ONU pelo mundo, é comum que se fale sobre o globalismo, a verdadeira questão do Brexit. O termo é praticamente desconhecido no Brasil, que obedece caninamente à ONU sem nem saber disso. A palavra possui o total de zero referências em nosso noticiário. Formadores de opinião, intelectuais e professores universitários, à direita ou à esquerda, não sabem o que é o globalismo, se são globalistas ou não.

O entendimento histórico comum, não só no Brasil de Paulo Freire, mas da educação voltada para a tecnicidade da sociedade, é o de que houve uma disputa entre fascismo, socialismo e capitalismo na Segunda Guerra e na Guerra Fria, e de, com a extinção militar provisória do primeiro o descrédito do segundo, hoje vivemos num mundo globalizado e multipolar, com tendências razoavelmente conservadoras ou progressistas disputando terreno em blocos de livre comércio que promovem a democracia.

Na suposição de uma hipotética multipolarização, quais seriam de fato os vários pólos? Será que Bolívia, Grécia e Egito, ou mesmo Suíça, Qatar e Canadá, podem mesmo competir com a influência da América de Obama e da Rússia de Putin? Será que a Inglaterra tem mais poder como a Inglaterra através do Brexit ou como um voto eternamente derrotado na Comissão Européia?


Adicione-se a tal caldo o componente islâmico, que hoje pode ser considerado uma terceira força, e a massa do que nos ensinaram desanda de vez (vide o debate entre o filósofo conservador Olavo de Carvalho e “o cérebro de Putin” Alexandr Dugin sobre a Nova Ordem Mundial). Basta lembrar que, em uma lista recente das pessoas mais poderosas do mundo (da qual Dilma Rousseff saltou no abismo de 8.ª mulher mais poderosa do mundo para não comparecer entre as 100 mais), o homem mais poderoso da Europa foi considerado… Recep Erdogan, o presidente da Turquia, que mal faz parte da Europa.

A esquerda nas décadas de 80 e 90 era radicalmente contrária à globalização. Quem estudou até o início de 2000 lembra do pânico que palavras como “globalização”, “ALCA”, “FMI” e “acordo de livre comércio” causavam no que é hoje o PT, o PSOL, a Marina Silva, os professores de História, os especialistas de jornal. Por que todos inverteram o discurso e se preocupam tanto em chamar de “fascistas” e “racistas” quem possui ceticismo em relação à União Européia?

Em meados da década de 60, com a Guerra Fria no auge em diversas frentes, a intelectualidade do Ocidente já havia abandonado todas as esperanças de conter o avanço comunista. A questão não era se o comunismo seria possível globalmente, mas quando.

Para Karl Marx, a Revolução ocorreria espontaneamente, pelo materialismo histórico-dialético. Como já notara o filósofo Benedetto Croce, arqui-rival de Antonio Gramsci, em Materialismo Histórico E Economia Marxista, tal previsão nunca ocorreu, e os operários ganhavam cada vez mais a cada década no capitalismo.


Desde a Segunda Internacional, houve um racha entre os comunistas da velha guarda, das casernas e coturnos, que queriam a Revolução, e os então intitulados socialistas. Estes últimos não acreditavam mais na Revolução, preferindo criar partidos socialistas e chegar ao socialismo pelas vias democráticas. Controlando o Estado, poderiam criar direitos trabalhistas e aumentar impostos, até a atividade econômica ser abocanhada e unificada pelo Estado. Com 51% de impostos, o Estado poderia comprar empresas privadas, se tornando o maior agente econômico de um país, até criar o socialismo sem, supostamente, derramar uma gota de sangue. Desacreditados em 1889, ganharam força com a dissolução das monarquias européias após a Primeira Guerra, e começaram a criar Partidos Socialistas por todo o Ocidente. Leis para se comprar empresas privadas são criadas. A situação e a ideologia são facilmente reconhecíveis no Brasil de 2016, mas não é levada em conta para o Brexit.

Os capitalistas se assustam e, culturalmente, capitulam, financiando a Guerra Fria no front militar, mas fagocitando o ideário socialista em sua cultura. É a era da Escola de Frankfurt atacando a base familiar da sociedade, de Antonio Gramsci transformando tudo em propaganda partidária, de Foucault, Reich, Deleuze e do sex lib, do maio de 68 e do Woodstock. O único problema seria como causar a Revolução em países de capitalismo avançado (e não os bananeiros de Terceiro Mundo sonhando em se tornar a China), que não aceitariam de bom grado a estatização dos meios de produção.

Um grupo de capitalistas na América traça então um programa de reação. O principal nome era o economista austríaco e futuro Nobel de Economia Friedrich von Hayek, que, graças a tal pragmatismo, abdica de alguns princípios mais ortodoxos da Escola Austríaca de Economia de que faz parte. Como colaboradores, não teve economistas “austríacos”, mas os Chicago Boys de Milton Friedman, da Escola de Chicago.


O plano foi a chamada globalização da economia, aplicando um princípio hoje básico estudado por 9 em cada 10 economistas iniciantes em obras como a de Gregory Mankiw: se ao invés de um país produzir batatas e armas, um país que produza bem armas (diga-se, a Suíça) e outro que produza bem batatas (como a Inglaterra) especializarem-se cada qual em seu setor de excelência e trocar livremente com o outro país, ambos terão uma produção maior e enriquecerão mais e mais rapidamente do que se precisassem produzir tudo.

A economia setorizada torna todos os países mutuamente dependentes. Nada de Brexit até então. Onde antes havia o ranço nacionalista e o protecionismo que gerou a Primeira Guerra, a dependência econômica gerou a paz e uma fraternidade entre os povos europeus nunca antes vista. Confirmando inversamente a tese de Frédéric Bastiat, em A Lei: por onde não passa o comércio, passam soldados. Retirados os soldados, veio o comércio.

Com uma economia globalizada e setorizada, causando hiperprodução e um enriquecimento rápido e sem igual, não havia como ganhar eleições com Partidos Socialistas e “socializar os meios de produção”. O avanço do socialismo foi barrado por Friedrich von Hayek na economia e, militarmente, pelas 26 letras do artigo quinto do Tratado de Washington, que fundou a OTAN em 1949: “The Parties agree that an armed attack against one or more of them in Europe or North America shall be considered an attack against them all”. Um herói de quem seu professor de História nunca ouviu falar, mas odeia sem saber.

A história é integralmente desconhecida por aqueles que espumam “Eu estudei História!” com empáfia e bordões na internet, mas ela possui complicações que confundem nossa visão sobre o mundo hoje. Vide o Brexit.

A esquerda, que lutou contra “a globalização” até o início da década de 2000 (alguém se lembra de José Bové, que vinha ao Brasil de mãos dadas com o MST, tratorando McDonald’s pelo mundo?), mudou radicalmente (sic) o discurso contra os “neoliberais” (até hoje mal definidos), preferindo fingir que não tentou lutar contra a forma de economia que mais enriqueceu os pobres, com rapidez inacreditável até para os deslumbrados, em toda a história. E hoje pode criticar o Brexit à vontade, mesmo que o globalismo da UE não seja o Estado gigante que sempre sonhou.
Deturparam a União Européia

Os primeiros acordos de livre comércio entre países são feitos, como o famoso Benelux, gênese da futura União Européia, que estudamos na escola. Os Chicago Boys, liberais tout court, ainda que num nível muito mais brando do que a Escola Austríaca, ocupam as fundações que determinariam os rumos da futura União Européia. Estão até hoje no FMI, no Banco Mundial, no Banco Central Europeu, nas fundações bilionárias que dão tutano à UE.

Aqui é preciso entender uma bifurcação. Na economia liberal, quanto mais países integrados e praticando comércio (trocas livres), melhor. Na política, o exato contrário é melhor: os agentes precisam ser locais, não terem poder sobre vastos territórios, não estarem longe do povo representado, não terem poder de barganha perante muitos outros políticos em conluio.

Graças a isso, o Brexit pode aproveitar o melhor dos dois mundos: poderes políticos locais, com tratados de livre comércio (quem não quer comercializar com a Inglaterra?) com a Europa e com o mundo.


Tal bifurcação confunde mortalmente os analistas até hoje, como confundiu os próprios Chicago Boys. O comércio livre pretendido funcionaria à perfeição se fosse um comércio entre indivíduos e empresas, não entre governos. A despeito da suposta promoção do “livre comércio”, a UE gera, justamente, protecionismo europeu ante a produtos estrangeiros ao bloco.

Mais: o comércio é firmado entre governos, o que é justamente o tipo de comércio pretendido por Marx, Stalin e Mao. Ludwig von Mises, maior economista do mundo e principal nome da Escola Austríaca, deu a seu magnum opus o título de Ação Humana justamente para frisar tal noção de comércio. E o próprio Mises avisa que acordos comerciais feitos por governos sempre visam a estimular as próprias exportações e a tolher as importações.

Em outras palavras, a globalização de “livre comércio” apenas mantém uma certa aparência de comércio. Apesar de todos os países da União Européia terem enriquecido no bloco (o argumento número 1 dos unionistas), quem mais cresceu foi a burocracia para gerir o próprio bloco – e, sobretudo, o poder transnacional sobre as decisões populares em cada país. É isso que gera o Brexit, não “extremismo”.

Como escrevem sobre o Brexit Ryan McMaken e Carmen Elena Dorobat no Instituto Mises:

A UE é uma organização secreta e totalmente isolada do povo europeu, o qual não detém absolutamente nenhum poder de supervisão sobre ela. A UE não é gerida por pessoas eleitas. O próprio Parlamento Europeu é totalmente impotente para impedir ou revogar os atos da Comissão Europeia (que é o corpo executivo da União Europeia). Os membros da comissão não são eleitos, mas sim designados pelos governos dos estados-membros.

Sendo um conglomerado formado por dezenas de comissões anônimas e secretas, a UE é um paraíso para um burocrata. Pessoas extremamente poderosas permanecem praticamente anônimas, seguras para impingir seus infindáveis esquemas intervencionistas sem jamais temer qualquer punição dos eleitores. Praticamente ninguém é capaz de citar os nomes dos mais poderosos indivíduos da UE, seja dos cinco presidentes da UE ou de outros poderosos membros das organizações pertencentes à UE.

Como bem disse um observador: “De que adiantaria eu saber quem eles são? Ninguém tem nenhum poder sobre eles.”

Como já sabiam os céticos do globalismo desde sempre, não é mera burocracia: é um Leviatã instituindo leis a serem obedecidas, sob pena de sanções, que nunca foram debatidas. Nem mesmo seus autores foram eleitos. Aliás, o povo nem sequer sabe da sua existência.

A globalização econômica, liberal, enriquecedora e libertadora de tiranias, trouxe em sua aplicação na Europa, o berço da civilização e o Primeiro Mundo par excellence, uma forma de controle político nunca antes experimentada pela Europa. O que possui uma aparência de livre mercado é o nome fantasia de um controle por engenheiros sociais não-eleitos, completamente desconhecidos do público comandado, promovendo toda a sorte de políticas alienígenas aos valores europeus, aos desejos populares, à própria noção de que a Europa que conhecemos continuará a ser a Europa, e não um puxadinho da Arábia Saudita ou do Estado Islâmico.

O Brexit, fora uma turbulência econômica ínfima inicial, faz bem aos cidadãos, e mal aos políticos. Poucas coisas são tão boas no mundo. Beira o sexo.

Graças a isso, Nigel Farage, o líder do partido da independência britânica UKIP, encurralou o presidente da União Européia na parede de maneira histórica, com um comentário que faria muito analista político que chama Nigel Farage de “extrema-direita” ou “eurofóbico” (sic) sem resposta: quem diabos é o presidente da União Européia, que manda tanto na Europa?!


07 de março de 2017
Flávio Morgenstern

TODA A VERDADE: CHINA, REPÚBLICA CORRUPTA

Toda a Verdade, China, República Corrupta - YouTube 

https://www.youtube.com/watch?v=H4RYirv-vCU
23 de jun de 2016 - Vídeo enviado por TaV Docs
Coreia do Norte, liberdade ou morte - Toda A Verdade [Sic-Noticias] - Duration: 50:05. m244986 210 .

07 de marpo de 2017
postado por m.americo

PEC DOS RÉUS TRAMITA NA CCJ DO SENADO FEDERAL

PROPOSTA IMPEDE RÉUS DE OCUPAR CARGO DE CHEFE DOS PODERES EXECUTIVO, LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO
O PROJETO É DE AUTORIA DO SENADOR RICARDO FERRAÇO (PSDB-ES) E AGUARDA RELATOR FOTO: WALDEMIR BARRETO/AGÊNCIA SENADO

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/2017, que impede réus em processo penal de ocupar cargo de chefe dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nos três níveis federativos, tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O projeto do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) aguarda relator.

No texto, ele argumenta ser “incompatível com o modelo republicano" que funções de chefia de poder sejam exercidas por quem esteja na condição de réu. Com isso, propõe que tal situação impeça o acesso ao cargo.

Caso esteja já exercendo o cargo, o político terá de ser afastado no prazo máximo de 48 horas, sob pena de nulidade dos atos praticados. A vedação só cessará quando houver absolvição judicial. A PEC 5/2017 vai na direção inversa da PEC anteriormente apresentada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR), que blindava os presidentes da Câmara e do Senado.


07 de março de 2017
diário do poder