"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 26 de novembro de 2016

HISTÓRIA 1 - FIDEL CASTRO

DOCUMENTAL DE FIDEL CASTRO 2016

FIDEL CASTRO MORTO E CUBANOS EM FESTA

FIDEL CASTRO MORTO E CUBANOS EM FESTA


26 de novembro de 2016
postado por m.americo

VEJA EXIBE A CORRUPÇÃO DOS CACIQUES TUCANOS E PREVÊ DEMISSÃO DE PADILHA E MOREIRA


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Delação da Odebrecht incrimina Serra, Aécio e Alckmin
A revista Veja que começou a circular este sábado ataca pesadamente o governo do presidente Michel Temer. A reportagem de capa, sob o título “Era uma vez três ministros”, disseca a demissão de Geddel Vieira Lima e anuncia que a delação dos quase 80 executivos da Odebrecht vai derrubar os ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco. Além dessas informações explosivas, a Veja também denuncia que o esquema de corrupção beneficiava também os tucanos José Serra (atual ministro do Exterior) o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves. Os títulos são reveladores: “Como a Odebrecht operava a propina de Serra na Suíça”, a respeito do envolvimento do chanceler, e “O santo nas planilhas da empreiteira é ele mesmo: Alckmin”, sobre o governador de São Paulo, confirmando o codinome dele no listão da Odebrecht.
“A queda do ministro Geddel Vieira Lima foi a quinta de um titular da Esplanada de Michel Temer em seis meses de mandato — uma média de uma a cada quarenta dias. Mas a demissão de Geddel, que usou todo o peso de seu cargo para tentar liberar a construção de um prédio no qual tinha comprado um apartamento, está longe de representar o fim dos problemas do governo. A delação da Odebrecht e denúncias de tráfico de influência prometem novas turbulências para o governo Temer”, diz a chamada da reportagem, no site da Veja.
TUCANOS INCRIMINADOS – Segundo a Veja, o esquema de propinas para favorecer Geraldo Alckmin se intensificou em 2009, quando ele lançou sua pré-candidatura e começou a se movimentar dentro do PSDB para concorrer à Presidência da República.
O então deputado pernambucano Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB já morto, foi quem sugeriu usar as contas do ex-deputado, empresário e banqueiro Ronaldo Cezar Coelho para camuflar a propina da Odebrecht. Os pagamentos obedeciam um cronograma. Cerca de R$ 6,5 milhões foram usados para cobrir gastos da campanha de 2010. A revista informa que Ronaldo Cezar Coelho aderiu ao programa de repatriação de recursos.
Ainda segundo a reportagem da Veja, nenhum dos delatores até agora disse ter discutido repasses diretamente com o governador de São Paulo, o que indica que a negociação era feita diretamente por Marcelo Odebrecht ou até pelo pai dele, o patriarca Emilio Odebrecht.
ALCKMIN É O “SANTO” – O codinome “Santo”, referente ao envolvimento de Alckmin com a facção radical católica Opus Dei, está associado ao pagamento de um percentual de 5% sobre obras da rodovia Mogi-Dutra, em 2002, num total de aproximadamente R$ 3,4 milhões. Há referência também ao pagamento de R$ 500 mil em propinas na Linha 4 do Metrô.
Por fim, a Veja diz ainda que Aécio Neves recebeu “repasses vultosos” por meio de uma agência de publicidade registrada em nome de Paulo Vasconcelos, um de seus marqueteiros. Segundo um dos investigadores citado pela reportagem, “está tudo muito bem documentado”.
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PS  – De uma só vez, a Veja conseguiu destruir o que restava da imagem dos três pré-candidatos tucanos à Presidência da República. E a política nacional mergulha numa grande incógnita. (C.N.)

26 de novembro de 2016
Carlos Newton

QUAL A DIFICULDADE DA MÍDIA PARA CHAMAR FIDEL CASTRO DE DITADOR??

NÃO CAIAM NOS TRUQUES PSICOLÓGICOS DE SOCIALISTAS QUE TENTAM TE CONSTRANGER POR COMEMORAR A MORTE DE FIDEL



Como não poderia deixar de ser, já vi por aí socialistas dizendo que “é um absurdo que alguns comemorem a morte de Fidel Castro”. E, como previsto, já tem gente caindo no truque. É o de sempre: quando um socialista lança seus truques, sempre tem gente que cai feito patinho.

Pois lembremos desta notícia de 2013 do G1, lembrando que socialistas britânicos comemoraram a morte de Margaret Thatcher, em 4 de abril de 2013:

Grupos de pessoas se reuniram em Londres e em Glasgow, na Escócia, entre outros lugares, para celebrar nas ruas, abertamente, a morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, ocorrida nesta segunda (8). As comemorações mostram como a ex-premiê, importante figura política que mudou o Reino Unido, diminuindo drasticamente o papel do Estado, é polêmica ainda hoje. 
Uma celebração improvisada acontecia em Brixton, na zona sul de Londres, cenário de intensos distúrbios sociais na década de 1980.

“Thatcher em si representa muito do que o povo odeia que aconteceu na Grã-Bretanha nos últimos 20, 30 anos”, disse o designer gráfico Ben Windsor, de 40 anos, ao lado de um homem que segurava um cartaz com uma caricatura grosseira da baronesa e as palavras “júbilo, júbilo”. 
Sob o olhar de policiais, outros manifestantes chegaram com latas de cerveja e garrafas de vinho, gritando “ela está morta!”.

No começo da noite, 199 mil pessoas já haviam “curtido” o site isthatcherdeadyet.co.uk (“Thatcher já morreu?”). 
O site havia recebido uma atualização em grandes letras maiúsculas: “SIM”. A página incentivava os visitantes a festejarem a morte de Thatcher, e oferecia a trilha sonora.

“Margaret Thatcher morreu. A senhora não vai voltar”, dizia o site. A frase fazia um trocadilho com um famoso discurso em que ela, reagindo a pedidos de moderação do seu Partido Conservador, disse que “a senhora não é de recuar”.

Thatcher, que foi primeira-ministra entre 1979 e 1990, adotou radicais políticas direitistas que, embora vistas como modernizadoras por muitos, alienaram outros tantos, que a viam como uma destruidora de empregos e de setores econômicos tradicionais.

As palavras de ódio dedicadas a ela, 23 anos após o fim do seu governo, mostram que muitos não a esqueceram nem perdoaram. “A melhor notícia que eu recebi no ano todo”, disse uma pessoa no Facebook, dizendo-se ex-mineiro.

No bairro de Belgravia, uma garrafa de leite foi deixada na porta da casa dela, numa alusão ao corte no fornecimento de leite a escolas primárias, adotada por ela quando ministra da Educação, na década de 1970.

Nem precisamos elencar todos os méritos de Margaret Thatcher, que são muitos. Só lembrar que ela não criou uma ditadura em seu país, não teve presos políticos, não transformou seu país no reinado da prostituição de luxo (por questões de sobrevivência), não tem milhares de escravos e nem sedimentou seu poder sobre uma montanha de cadáver.

Ora, depois que os socialistas britânicos comemoraram a morte de Thatcher, nenhum deles possui qualquer moral para constranger quem comemore a morte de Fidel Castro. Moralmente, nem dá para compará-los. Fidel Castro era um psicopata, um genocida, um inimigo da humanidade.


Se alguém vier te constranger com esse joguinho dizendo “é absurdo comemorar a morte de alguém”, esfregue essa matéria do G1 na cara do embusteiro e exija evidências de que ele protestou diante daquela comemoração de 2013. 
Com certeza, a pessoa não apresentará provas de que ela ficou contra aquela comemoração. 
Portanto, tudo que ela terá é encenação para blindar um psicopata da justa comemoração.

Hoje é dia de festa!


26 de novembro de 2016
ceticismo político

NAS RUAS DE MIAMI, CUBANOS COMEMORAM A MORTE DE FIDEL CASTRO

Imagem para o resultado de notícias
morte do ex-presidente Fidel Castro, líder da revolução que fez ... passo que os EUA proibiram exportações destinadas à Cuba, com exceção de remédio e comida.
26 de novembro de 2016postado por m.americo

HERÓI OU CANALHA?

Ele pegou um país destruído físico e moralmente e o reconstruiu em questão de anos. 
Em pouco tempo tornou esse país uma potência mundial. Acabou com o desemprego, aumentou incrivelmente a renda do trabalhador, nunca desviou um centavo de dinheiro público para sua conta pessoal, deu sentido e orgulho para toda uma nação. 
Me refiro, como todos devem ter adivinhado, a Adolf Hitler. Sim, quando se conta apenas parte de uma história é possível dizer uma grande mentira falando-se apenas verdades. 
Nao se engane, Hitler foi um canalha, um ditador sanguinário, alguém que destruiu seu povo e seu país. Qualquer pessoa que elogie Hitler, qualquer um que conte apenas a primeira parte da história, mas se esqueca da segunda, é um canalha.

Hoje Fidel Castro morreu, e esse será um ótimo termômetro para distinguirmos pessoas decentes de canalhas. Esse post tem como objetivo alertar sobre as mentiras comuns que são contadas sobre Cuba e Fidel Castro.

Mentira 1: Antes de Fidel Cuba era um puteiro americano. MENTIRA! Cuba era uma ilha próspera. Sim, havia prostituição. Mas daí a dizer que Cuba era um puteiro a céu aberto vai uma grande distância.

Mentira 2:
Antes de Fidel Cuba era um país de analfabetos. MENTIRA! Cuba tinha um dos menores índices de analfabetismo em todo continente americano antes mesmo de Fidel chegar ao poder.

Mentira 3:
O número de médicos cubanos cresceu exponencialmente após Fidel tomar o poder. MENTIRA! Antes mesmo de Fidel chegar ao poder Cuba já tinha uma das maiores relações médico por habitante do continente americano.

Mentira 4:
Fidel acabou com a pobreza em Cuba. MENTIRA! Após mais de 50 anos de regime ditatorial Fidel transformou uma ilha próspera numa grande favela. Nesse mesmo intervalo de tempo a Coréia do Sul, com democracia e capitalismo, deixou de ser um país pobre para se tornar uma nação rica (mesmo tendo passado por uma dura guerra no período e sofrer ameaça externa constante).

Mentira 5:
Cuba tem um padrão de vida elevado. MENTIRA! Muitos vao citar o IDH e dizer que o IDH cubano é maior que o brasileiro. Essa é aquela famosa mentira construída com uma verdade. IDH é uma medida que não traduz exatamente o que alguns chamam de qualidade de vida. Já escrevi sobre isso aqui
No lugar do IDH tenho a medida Sachsida de padrão de vida: país bom é aquele que recebe mais imigrantes ilegais, e país ruim é aquele que mais manda imigrantes ilegais. 
Nunca vi ninguém querer fugir para Cuba, mas temos milhares de exemplos de cubanos que se arriscam a fugir, por mar aberto, de Cuba. 
Se Cuba é tao bom assim, por que é proibido querer sair de lá? Pra mim lugar de onde se é proibido de sair chama-se prisão.

Hoje Fidel Castro morreu, vocês ouvirão muitas coisas que isoladas, apesar de verdadeiras, criam uma grande mentira. 
A grande mentira de que Fidel não era um canalha. 
Fidel, como todo ditador sanguinário, foi um grande canalha. 
No aeroporto de Havana havia uma grande placa onde se lia "Hoje 500 milhões de crianças dormirão na rua hoje, nenhuma delas é cubana". E pensar que tem gente que acreditou nisso.... não é engraçado que pessoas que sempre desconfiam do governo de democracias ocidentais acreditem em tudo que era dito por um ditador socialista? 

Milhares de crianças cubanas dormiram órfãs de pais vivos, pois seus pais eram presos pela ditadura de Fidel Castro. Milhares de esposas ficavam viúvas pois seus maridos eram fuzilados pelo perigoso crime de discordarem do governo ditatorial cubano. Milhares de mães tinham seus filhos arrancados de seu seio e jogados em prisões políticas. Até hoje é proibido fazer críticas ao governo ditatorial socialista cubano. Criticar a ditadura dos irmãos Castro é punível com pena de prisão.

Hoje Fidel Castro morreu, e vários jornalistas, políticos, intelectuais, e professores brasileiros que criticam a ditadura brasileira irão aplaudir de pé o ditador mais longevo e cruel de nosso continente. Hoje, Fernando de Moraes já disse na CBN "Valeu a pena". Nao é irônico que uma pessoa que é tão crítica a ditadura aplauda um ditador? 

Nada disso Fernando de Moraes, não valeu a pena!!!! Milhares de homens, mulheres, crianças, jovens e idosos foram brutalmente assassinados por um regime totalitário, por um regime cruel e covarde, não!!! Nao valeu a pena. Talvez voce queira dizer "Tudo vale a pena se a alma não é pequena". 
De minha parte digo apenas que é muito fácil comemorar sacrifícios alheios, é muito fácil elogiar um regime ditatorial cruel, covarde e miserável, que defende uma doutrina socialista, quando voce mesmo esta a salvo dele e desfruta das benesses do capitalismo. Engracado que esses intelectuais adoram elogiar Cuba tomando café em Paris. Não seria mais lógico morarem em Cuba? Por que morar em Paris, ou Nova York, ou São Paulo, se Cuba é tao bom assim?

Quem elogia um canalha é porque canalha o é. De minha parte digo que hoje o mundo amanheceu mais feliz. Liberdade para Cuba, liberdade para o povo cubano!!!! Basta da ditadura dos irmãos Castro, eu exijo democracia e abertura para o povo cubano! Quem apoia ditadores não me representa! Liberdade para o povo cubano! #FreeCuba


26 de novembro de 2016
Adolfo Sachsida

MORRE FIDEL CASTRO. HAVENDO UM INFERNO, ESTÁ INDO PRA LÁ. OU: O MISTIFICADOR DA HISTÓRIA

A mais estúpida de todas as leituras é aquela que poderia ser assim sintetizada: “Fidel liderou uma ditadura, mas melhorou os índices sociais”. Isso que parece ingênuo, de uma objetividade crua e descarnada de qualquer ideologia, é, de fato, uma impostura formidável

Aos 90 anos, morre Fidel Castro. Viveu 57 desses 90 como ditador de Cuba, ditadura esta que, desde fevereiro de 2008, tem Raúl, o irmão, como executivo. As considerações que seguem são quase as mesmas que fiz naquele ano, quando o facínora de afastou do dia a dia do governo.

Tenho um pouco de vergonha de muitos da minha profissão. Com as exceções de sempre e de praxe, afirmo de modo categórico: está tomada por pusilânimes, por idiotas, por cretinos incapazes de escolher entre o bem e o mal, entre a democracia e a ditadura, entre a vida e a morte. Já li nesta manhã muita coisa que a imprensa relevante publicou, no Brasil e no mundo, a respeito da morte do ditador. Não fiz a contabilidade, mas creio que 90% dos textos apelam a uma covardia formidável: seu legado seria ambíguo; Fidel nem é o herói de que falam as esquerdas nem o facínora apontado pela direita. Até parece que ele é apenas um objeto ideológico sujeito a interpretações. Não por acaso, esquece-se de abordar, então, o seu legado segundo o ponto de vista da democracia.

A mais estúpida de todas as leituras é aquela que poderia ser assim sintetizada: “Fidel liderou uma ditadura, mas melhorou os índices sociais”. Isso que parece ingênuo, de uma objetividade crua e descarnada de qualquer ideologia, é, de fato, uma impostura formidável; aí está a fonte justificadora do mais assassino de todos os regimes políticos jamais inventados pela humanidade. A ditadura comunista viria, assim, embalada pelo mito da reparação social: “Não se tem liberdade, mas, ao menos, há saúde e educação para todos”.

Pergunto: uma ditadura de direita, então, se justificaria segundo esses mesmos termos?

Mas atenção! Não se trata apenas de criticar esse postulado indecente que aceita trocar liberdade por conquistas sociais. O milagre social da revolução cubana foi criado em cima de mentiras objetivas. Em 1952, Cuba tinha o terceiro PIB per capita da América Latina. Em 1982, estava em 15º lugar, à frente apenas de Nicarágua, El Salvador, Bolívia e Haiti. A fonte? La Lune et le Caudillo, de Jeannine Verdes-Leroux. O livro, de 1989, tem o sugestivo subtítulo de “O sonho dos intelectuais e o regime cubano”. Estuda como se implantou e se consolidou o regime comunista no país entre 1957 (a revolução é de 1959) e 1971. Não foi só essa mentira. Ao chegar ao poder, Fidel afirmou que 50% da população da ilha era analfabeta. Mentira! Em 1958, a taxa era de 22%, contra 44% da população mundial.

Um ano depois da revolução, já não havia no governo nenhum dos liberais e democratas que também haviam combatido a ditadura de Fulgêncio Batista. Tinham renunciado ao poder, estavam exilados ou mortos. Logo nos primeiros dias da revolução, antes mesmo que se explicitasse a opção pelo comunismo, Fidel e sua turma executaram nada menos de 600 pessoas. Em 1960, pelo menos 50 mil pessoas oriundas da classe média, que haviam apoiado a revolução, já haviam deixado Cuba. Três anos depois, 250 mil. A Confederação dos Trabalhadores Cubanos, peça-chave na deposição do regime anterior, foi tomada pelos comunistas. Em 1962, imaginem, a CTC cobra de Fidel a “supressão do direito de greve”!!! O principal líder operário anti-Batista, que ajudou a fazer a revolução, David Salvador, foi encarcerado naquele ano.

Só nos anos 1960, o regime de Fidel fuzilou entre 7 mil e 10 mil pessoas. Caracterizá-lo como um assassino não é uma questão de gosto, mas de fato; não se trata de tomar essa característica como parte de seu legado supostamente ambíguo. Não há nada de ambíguo em fuzilar 10 mil. É coisa de facínora. Como é incontroverso que ele e seu amiguinho, o Porco Fedorento Che Guevara, criaram campos de concentração na ilha, os da UMAP (Unidade Militar de Apoio à Produção), formados por prisioneiros políticos, que chegaram a 30 mil!!! Ali estavam religiosos, prostitutas, homossexuais, opositores do regime, criminosos comuns…

Os movimentos gays, que costumam ser simpáticos à esquerda, deveriam saber que a Universidade Havana passou por uma depuração anti-homossexual. Isso mesmo. Em sessões públicas, os gays eram obrigados a reconhecer seus “vícios” e a renunciar a eles. As alternativas eram demissão e cana (em sentido literal e metafórico). Segundo O Livro Negro do Comunismo, desde 1959, estima-se em 100 mil o número de pessoas que passaram pela cadeia ou pelos “campos” de reeducação no país. Os fuzilamentos são estimados entre 15 mil e 17 mil pessoas.

Quando Fidel fez 80 anos, escrevi neste blog o seguinte:
“Em 1961, estima-se que Cuba tivesse 6,5 milhões de habitantes. Nada menos de 50 mil já tinham fugido da ditadura para o exílio. Ou seja: 0,77% da população. Isso não impediu, é claro, que José Dirceu fosse buscar abrigo na ilha quando veio o golpe militar. 
Ali ganhou uma nova cara e consta que treinou guerrilha — há quem diga que nunca deu um tiro. Em 1964, o Brasil tinha 80 milhões. Se os militares tivessem feito aqui o que o ditador cubano fez lá, nada menos de 616 mil brasileiros teriam ido embora. Cuba tem hoje 11 milhões de habitantes. Desde 1959, foram executadas na ilha 17 mil pessoas — não se sabe quantas morreram nas masmorras. Só os reconhecidamente executados são 0,154% da população. Postos os números em termos brasileiros, dada uma população atual de 180 milhões, os mortos seriam 277.200. Só nos primeiros cinco meses da revolução, foram sumariamente executadas 600 pessoas (0,0092% da população). É pouco? No Brasil de 1964, isso significaria 7.360 mortes logo de cara.

Os 21 anos de ditadura militar brasileira mataram, em números superestimados, 424 pessoas, incluindo os guerrilheiros do Araguaia. Desse total, por razões comprovadamente políticas, foram 293 pessoas. Os números sobre o Brasil estão no livro “Dos Filhos Deste Solo”, do petista e ex-ministro de Lula Nilmário Miranda. Em Cuba, de 1959 para cá, passaram por prisões políticas 100 mil pessoas (0,9% da população atual). 
Em Banânia, isso representaria 1.620.000 pessoas. Essa é a democracia que um grupo de petistas estava — ou está — se preparando para saudar no próximo dia 13 de agosto, quando Fidel faz (ou faria) 80 anos, 47 dos quais à frente de uma das ditaduras mais fechadas e sanguinárias no planeta. Mais detalhes no texto “A América Latina e a Experiência Comunista”, de Pascal Fontaine, que integra “O Livro Negro do Comunismo – Crimes, Terror e Repressão” (Editora Bertrand Brasil), recebido com um silêncio covarde e cúmplice por aqui. E também em “Loué Soient nos Seigneurs”, de Régis Debray (Editora Gallimard), que conheceu de perto, em Che Guevara, parceiro de Fidel, “o ódio que faz do homem uma eficaz, violenta, seletiva e fria máquina de matar”.

Nota: ainda hoje, as prisões cubanas são um exemplo acabado da degradação humana. A totalidade dos presos de Fidel preferiria, sem sombra de dúvidas, dividir celas com os terroristas de Guantánamo. Mas o mundo, claro, acha Bush um bandido e para quando discursa o ditador de opereta.”

Então…
Viram só? Por que os nossos ditadores, que não passam de soldadinhos de chumbo perto da máquina de matar que foi Fidel Castro, também não têm reconhecida a sua herança ambígua, não é mesmo? Já imaginaram. “Há quem diga que o general Emílio Médici foi um ditador, mas, para alguns, foi um verdadeiro herói…” Não! Isso os nossos jornalistas isentos jamais dirão.

Mas cobram isenção diante de um dos maiores assassinos da história.

Não saúdo a morte de ninguém. Mas vai que o inferno exista… Existindo, Fidel foi pra lá.


26 de novembro de 2016
Reinaldo Azevedo

A HISTÓRIA NÃO O ABSOLVERÁ



Artigo de Carlos Alberto Montaner, ensaísta cubano-norte-americano, sobre a morte do sanguinário ditador Fidel Castro, que um dia se jactou: "A história me absolverá". 
Não, a história não absolverá o homem que desgraçou seu próprio país e fomentou a violência na América Latina:

Fidel Castro ha muerto. 
¿Qué leyenda de 10 palabras hay que poner en su lápida? “Aquí yacen los restos de un infatigable revolucionario-internacionalista nacido en Cuba”. 
Me niego a repetir los detalles conocidos de su biografía. Pueden leerse en cualquier parte. Me parece más interesante responder cuatro preguntas clave.

¿Qué rasgos psicológicos le dieron forma y sentido a su vida, motivando su conducta de conquistador revolucionario, cruce caribeño entre Napoleón y Lenin?


Era inteligente, pero más estratega que teórico. Más hombre de acción que de pensamiento. Quería acabar con el colonialismo y con las democracias, sustituyéndolas por dictaduras estalinistas. 
Fue perseverante. Voluntarioso. Audaz. Bien informado. Memorioso. Intolerante. Inflexible. Mesiánico. Paranoide. Violento. Manipulador. Competitivo al extremo de convertir el enfrentamiento con Estados Unidos en su leitmotif. Narcisista, lo que incluye histrionismo, falta total de empatía, elementos paranoides, mendacidad, grandiosidad, locuacidad incontenible, incapacidad para admitir errores o aceptar frustraciones, junto a una necesidad patológica de ser admirado, temido o respetado, expresiones de la pleitesía transformadas en alimentos de los que se nutría su insaciable ego. 
Padecía, además, de una fatal y absoluta arrogancia. Lo sabía todo sobre todo. Prescribía y proscribía a su antojo. Impulsaba las más delirantes iniciativas, desde el desarrollo de vacas enanas caseras hasta la siembra abrumadora de moringa, un milagroso vegetal. 
Era un cubano extraordinariamente emprendedor. El único permitido en el país.

¿Cómo era el mundo en que se formó?


Revolución y violencia en su estado puro. Fidel creció en un universo convulso, estremecido por el internacionalismo, que no tomaba en cuenta las instituciones ni la ley. 
Su infancia (n. 1926) tuvo como telón de fondo las bombas, la represión y la caída del dictador cubano Gerardo Machado (1933). 
Poco después, le llegaron los ecos de la Guerra Civil española (1936-1939), episodio que sacudió a los cubanos, especialmente a alguien, como él, hijo de gallego. La adolescencia, internado en un colegio jesuita dirigido por curas españoles, fue paralela a la Segunda Guerra (1940-1945). El joven Fidel, buen atleta, buen estudiante, seguía ilusionado en un mapa europeo las victorias alemanas. 
El universitario (1945-1950) vivió y participó en las luchas a tiros de los pistoleros habaneros. Fue un gangstercillo. Hirió a tiros a compañeros de aula desprevenidos. Tal vez mató alguno. Participó en frustradas aventuras guerreras internacionalistas. Se enroló en una expedición (Cayo Confites, 1947) para derrocar al dominicano Trujillo. 
Era la época de la aventurera “Legión del Caribe”. Durante el bogotazo (1948), en Colombia, trató de sublevar a una comisaría de policías. Los cubanos no tenían conciencia de que el suyo era un país pequeño y subdesarrollado. 
Como “Llave de las Indias” y plataforma de España en el Nuevo Mundo, los cubanos no conocían sus propios límites. Esa impronta resultaría imborrable el resto de su vida. Sería, para siempre, un impetuoso conspirador dispuesto a cambiar el mundo a tiros. No en balde, cuando llegó a la mayoría de edad se cambió su segundo nombre, Hipólito, por el de Alejandro.

¿En qué creía?

Fidel aseguró que se convirtió en marxista-leninista en la universidad. Probablemente. Es la edad y el sitio para esos ritos de paso. El marxismo-leninismo es un disparate perfecto para explicarlo todo. Es la pomada china de las ideologías. Fidel tomó un cursillo elemental. Le bastaba. Le impresionó mucho ¿Qué hacer?, el librito de Lenin. 
Incluso, los escritos de Benito Mussolini y de José Antonio Primo de Rivera. 
No hay grandes contradicciones entre fascismo y comunismo. Por eso Stalin y Hitler, llegado el momento, cogiditos de mano, pactaron el desguace de Polonia. 
Los comunistas cubanos, como todos, eran antiyanquis y estaban convencidos de que los problemas del país derivaban del régimen de propiedad y de la explotación imperialista auxiliada por los lacayos locales. Fidel se lo creyó. 
Sus padrinos ideológicos fueron otros jóvenes comunistas: Flavio Bravo y Alfredo Guevara. Fidel no militó públicamente en el pequeño Partido Socialista Popular (comunista), pero su hermano Raúl, apéndice obediente, sí lo hizo. 
Allí se quedó en prenda hasta el ataque al cuartel Moncada (1953). Fidel se reservó para el Partido Ortodoxo, una formación socialdemócrata con opciones reales de llegar al poder que lo postuló para congresista. 
Batista dio un golpe (1952) y Fidel se reinventó para siempre, con barba y uniforme verde oliva encaramado en una montaña. 
Era su oportunidad. Había nacido el Comandante. El Máximo Líder. Sólo se quitó el disfraz cuando lo sustituyó por un extravagante mameluco deportivo marca Adidas.

¿Cuál es el balance de su gestión?

Desastroso. Les prometió libertades a los cubanos, los traicionó y calcó el modelo soviético de gobierno. Acabó con uno de los países más prósperos de América Latina y diezmó y dispersó a la clase empresarial, pulverizando el aparato productivo. 
Tres generaciones de cubanos no han conocido otros gobernantes durante cincuenta y tantos años de partido único y terror. 
Extendió la educación pública y la salud, pero ese dato lo incrimina aún más. Confirma el fracaso de un sistema con mucha gente educada y saludable incapaz de producir, hambrienta y entristecida por no poder vivir siquiera como clase media, lo que los precipita a las balsas. 
Fusiló a miles de adversarios. Mantuvo en las cárceles a decenas de miles de presos políticos durante muchos años. Persiguió y acosó a los homosexuales, a los cultivadores del jazz o el rock, a los jóvenes de pelo largo, a quienes escuchaban emisoras extranjeras o leían libros prohibidos. Impuso un macho feroz y rural como estereotipo revolucionario. 
El 20% de la sociedad acabó exiliada. Creó una sociedad coral dedicada públicamente a las alabanzas del Jefe y de su régimen. 
Por su enfermiza búsqueda de protagonismo, miles de soldados cubanos resultaron muertos en guerras y guerrillas extranjeras dedicadas a crear paraísos estalinistas o a destruir democracias como la uruguaya, la venezolana o la peruana de los años sesenta. 
Carecía de escrúpulos políticos. Se alió a Corea del Norte y a la Teocracia iraní. Apoyó la invasión soviética a Checoslovaquia. Defendió a los gorilas argentinos en los foros internacionales. 
El 90% de su tiempo lo dedicó a jugar a la revolución planetaria. Deja un país mucho peor del que lo recibió como a un héroe. 
La historia lo condenará. Es cuestión de tiempo.


26 de novembro de 2016
in orlando tambosi

EX-PRESIDENTE CUBANO FIDEL CASTRO MORRE AOS 90 ANOS EM HAVANA

EX-PRESIDENTE CUBANO E LÍDER DA REVOLUÇÃO MORRE AOS 90 ANOS

CASTRO E O PRESIDENTE DO VIETNÃ. FOTO DIVULGADA NO DIA 16

O ex-presidente e líder da revolução cubana Fidel Castro morreu aos 90 anos.
A informação foi confirmada pela rede cubana estatal de televisão e por diversas fontes oficiais na madrugada deste sábado. A estatal cubana Cubavisión não deu mais detalhes.

Fidel Castro assumiu o poder em Cuba após a revolução de 1959, que destituiu o ditador Fulgêncio Batista. Desde então, Castro foi primeiro-ministro e presidente de Cuba até 2008, quando deixou o cargo para o irmão mais novo Raul Castro.

A última aparição pública de Fidel foi em abril, num discurso no último dia do congresso do partido comunista cubano de 2016.


26 de novembro de 2016
Tiago de Vasconcelos
diário do poder

MORTE DE FIDEL VAI SEPULTAR O COMUNISMO ATÉ QUE A HUMANIDADE EVOLUA E O RECRIE


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Lenda da esquerda latino-americana, Fidel Castro morreu no fim da noite de sexta-feira, informou seu irmão e atual presidente Raúl Castro. 
Fidel foi o líder histórico da revolução cubana, que, mais de cinco décadas depois de seu triunfo, sobrevive como um dos últimos regimes comunistas do mundo.
Único nome ainda vivo dos grandes protagonistas da guerra fria, Fidel encarnou o símbolo do desafio a Washington: o guerrilheiro de barba e uniforme verde oliva, que fez uma revolução socialista, marxista-leninista, a apenas 150 km do litoral dos estados unidos.
Fidel governou por 48 anos a ilha, mas continuou sendo o líder máximo e guia ideológico da revolução mesmo quando, doente, delegou o poder a seu irmão Raúl, cinco anos mais velho, em 31 de julho de 2006.
SIERRA MASTRA – No dia 1 de janeiro de 1959, Fidel Castro, à frente do em exército de “barbudos”, derrotou o ditador Fulgêncio Batista, após 25 meses de luta nas montanhas de Sierra Maestra. Este dia foi o começo de um pesadelo para Washington e uma era de polarização na América Latina.
Em seu comando, Cuba participou do momento mais quente da guerra fria, converteu-se em santuário da esquerda, inspiração e sustentação de grupos armados que enfrentaram regimes de direita e sangrentas ditaduras, na época financiadas pelos Estados Unidos em seu afã de frear o avanço do comunismo.
O PATRIARCA – Fidel dirigiu com pulso firme o destino dos cubanos, para uns um pai insubstituível, para outros com um orgulho messiânico. Em seu governo nasceram 70% dos 11,2 milhões de habitantes da ilha.
Seus opositores o viam como implacável ditador que acabou com as liberdades, submeteu os cubanos a penúrias econômicas e não admitiu a decadência. 
Mais de 1,5 milhão de pessoas partiram para o exílio, principalmente para Miami, nos Estados Unidos.
Mas, para seus seguidores, ele sempre foi um paradigma da justiça social e da solidariedade para com o terceiro mundo, elevando cuba à potência mundial no esporte, com os níveis de saúde e educação mais elevados da América Latina.
ETERNO GUERRILHEIRO – De personalidade excepcional, complexa e esmagadora, para ele nada passava indiferente. Opositores na ilha e no exílio, incluindo alguns “fidelistas”, traçam um retrato contrastado: inteligente, ambicioso, audaz, voluntarioso, corajoso e autoritário.
Fidel nasceu na oriental aldeia de birán, no dia 13 de agosto de 1926, terceiro dos sete filhos do imigrante espanhol Angel Castro e da camponesa cubana Lina Ruz.
Fidel foi educado e disciplinado desde pequeno por jesuítas, mas moldou sua rebeldia inata na Universidade de Havana, onde se graduou em Direito em 1950.
aos 26 anos – Iniciou a revolução cubana aos 26 anos quando, com pouco mais de cem homens, tentou invadir, no dia 26 de julho de 1953, a segunda fortaleza militar da ilha, o Quartel Moncada.
Sua famosa frase “a história me absolverá”, dita quando foi julgado por essa ação, mostrou o quanto compreendia do poder destas palavras. Foi um dos maiores oradores dos últimos 50 anos, famoso por seus discursos absurdamente infinitos.
Ficou exilado no México e retornou com 81 homens, entre eles o argentino Ernesto Che Guevara e seu irmão, em um desastroso desembarque no dia 2 de dezembro de 1956 para iniciar a guerra que derrotou batista.
SOBREVIVENTE – Sua história e a da revolução se confundem numa só. Sobreviveu a uma invasão da Baía Dos Porcos, em 1961, à crise dos mísseis em 1962 e à desintegração da União Soviética, que sustentou militarmente e economicamente a ilha por mais de três décadas.
Onze homens da Casa Branca tentaram asfixiar o governo comunista por meio de um embargo econômico, vigente desde 1962, considerado “criminoso” por Havana e, segundo os opositores de Fidel, utilizado por ele como justificativa para o desastre da economia.
De acordo com as forças de segurança cubana foram 638 complôs orquestrados contra Fidel Castro, principalmente pela Cia.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 

É o fim de uma era. Com a morte de Fidel, a revolução cubana irá para o espaço e surgirá a democracia, que Fidel aniquilou ao transformar o comunismo numa mera ditadura. 
Por isso, pode-se dizer, sem medo de errar, que o mundo jamais experimentou um regime verdadeiramente comunista. Até agora, o que houve foram apenas ditaduras supostamente comunistas, com perseguição a oposicionistas, censura à imprensa e tudo o mais. 
Marx e Engels jamais aprovariam nenhum dos regimes comunistas até agora implantados, que se transformaram na negação de suas ideias. 
A morte de Fidel vai sepultar o comunismo, até que a humanidade evolua e possa recriá-lo com novas feições.  (C.N.)

26 de novembro de 2016

IstoÉ