"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 12 de setembro de 2015

UM ABSURDO TENTAR RESTRINGIR AS PEQUISAS ELEITORAIS


O título sintetiza bem, creio eu, a iniciativa do senador Romero Jucá, PMDB de Roraima, de incluir emenda no projeto de Reforma Política, emenda voltada para restringir a divulgação de pesquisas eleitorais através da imprensa e das emissoras de televisão e rádio, o que se choca com a liberdade de expressão e comunicação consagrada no texto constitucional. O pior é que tal emenda foi aprovada por aquela Casa do Congresso, o que leva a nova apreciação da matéria pela Câmara dos Deputados. O tema foi objeto de reportagem de Mariana Haubert, Folha de São Paulo, edição de quarta-feira.
Nela encontram-se incluídas declarações importantes (todas contrárias à tentativa absurda) de Ricardo Pedreira, diretor da Associação Nacional de Jornais, de Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, e da diretora do Ibope, Márcia Cavalari. O obstáculo colocado proíbe as empresas jornalísticas de contratar (e divulgar) pesquisas eleitorais de Institutos que, no mesmo ano das urnas, tiverem realizado trabalhos de aferição de opinião pública por parte do governo federal, estaduais e municipais. Não faz sentido.
EXPLICAÇÃO
Vamos logo ver o porquê. Os levantamentos do Datafolha e do Ibope sobre a popularidade do governo Dilma Rousseff apresentaram índices altamente negativos e os resultados foram divulgados pelos jornais e televisões. Se alguma delas foi feita por encomenda do governo, a empresa que a executou estaria impedida de aceitar a realização de outros contratos, estes por parte de órgãos da imprensa.
Mas se um dos dois institutos não tiver trabalhado para o mesmo governo, esse poderá aceitar a tarefa e divulgar as conclusões a que chegou. Isso em primeiro lugar.
Em segundo, pesquisas sobre popularidade de administrações não se vinculam às bases de diversos candidatos, portanto de diferentes partidos, nas disputas eleitorais. Romero Jucá e o Senado federal confundiram-se e assim confundiram o próprio projeto de reforma política. Como é possível um erro dessa dimensão, tão facilmente verificado tanto em seu conteúdo quanto em sua essência. Inclusive atingindo a liberdade de expressão assegurada pela Constituição Brasileira de 1988.
Além do mais a proibição proposta restringe a divulgação dos levantamentos pela mídia, mas não aplica o mesmo veto a publicações particulares, que existem em grande número, inclusive por intermédio das redes sociais da Internet.
DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS
Cria, assim, um sistema absolutamente desigual de dois pesos e duas medidas.
Tal comparação ,colocando de um lado os jornais e emissoras, e, de outro as redes sociais, conduziria, prevalecesse a emenda, a uma brecha para distorções. Pois no caso da Internet, cada um pode se tornar o transmissor de si mesmo, colocando o que deseja informar nas telas dos computadores. Esse desejo, como se sabe, e vários exemplos confirmam, nem sempre coincide com a verdade dos fatos. Abrir-se-ia dessa forma uma sinuosa estrada com destino à confusão instalada por versões falsas e números provenientes do desejo de qualquer um.
Como se comprova, a partir do usos da lógica, as contradições causadas pela emenda Romero Jucá aumentam e se tornam cada vez mais perigosas à própria democracia. Afinal de contas, por quais motivos jornais, revistas, emissoras de televisão, não estariam livres para contratar e divulgar tendências eleitorais? Nem o senador por Roraima consegue responder e, muito menos, explicar.

12 de setembro de 2015
Pedro do Coutto

DISPUTA PELA PROPINA FOI LEVADA AO PLANALTO, DIZ YOUSSEF


O doleiro Alberto Youssef, delator da Operação Lava Jato, revelou a investigadores uma reunião que teve com o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), em Brasília, para discutir “conflitos internos” no partido por causa da distribuição de recursos oriundos do esquema de corrupção na Petrobrás, que teriam chegado ao conhecimento do Palácio do Planalto.

De acordo com o delator, o conflito dentro do PP foi levado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa aos ex-ministros Ideli Salvatti e Gilberto Carvalho então responsáveis pela Secretaria de Relações Institucionais e Secretaria-Geral da Presidência da República, respectivamente. Costa assumiu o comando da diretoria da estatal em 2004, por indicação do PP.

Em seu depoimento, o doleiro afirmou que o ex-diretor da Petrobrás disse em reuniões que necessitava de uma “indicação” do Planalto a respeito de qual ala do PP deveria receber os recursos do esquema de corrupção. As reuniões nas quais o ex-diretor fez as afirmações, segundo Youssef, foram realizadas com a presença de parlamentares do partido.

De acordo com o doleiro, o deputado Nelson Meurer (PP/PR) e o ex-ministro Mário Negromonte (Cidades, governo Dilma Rousseff) relataram terem tratado da distribuição de vantagens do esquema de corrupção na Petrobrás com Ideli e Gilberto Carvalho.

COSTA NEGA
Já Paulo Roberto Costa negou que o assunto tivesse sido levado ao Planalto. Em depoimento no final de julho, o ex-diretor de Abastecimento afirmou que ocorreram tratativas com o PP, inclusive para alterar o operador da distribuição de propinas, já que o grupo liderado por Ciro Nogueira não confiava em Youssef.
Costa negou ter conversado com Ideli ou Gilberto Carvalho sobre problemas com o PP e disse que aguardou a definição do próprio partido a respeito do grupo que deveria receber os recursos.

PAGANDO A FILIAÇÃO
Alberto Youssef disse, ainda, que o senador Ciro Nogueira (PI) recebeu US$ 150 mil para se filiar ao PP, partido que preside atualmente. Em depoimento do início de julho, o doleiro relatou que o dinheiro foi passado por ele ao ex-deputado José Janene, morto em 2010, e não foi oriundo do esquema de corrupção na Petrobrás. Segundo Youssef, o dinheiro saiu de seus recursos ‘próprios’, obtidos a partir do esquema conhecido como Banestado – escândalo da evasão de cerca de US$ 30 bilhões.

“Com relação ao senador Ciro Nogueira, o declarante afirma que a sua vinda para o Partido Progressista custou cento e cinquenta mil dólares; que este valor foi pago ao próprio Ciro Nogueira”, escrevem os investigadores em relatório elaborado a partir do depoimento de Youssef.

O relatório integra o inquérito que investiga suposta fomação de quadrilha por 39 pessoas para organizar o esquema de corrupção na Petrobras. Ciro Nogueira deixou o PFL para se filiar ao PP em 2002.

12 de setembro de 2015
Beatriz Bulla, Talita Fernandes, Andreza Matais e Julia Affonso
Estadão

DILMA APOSTA NA LAVA JATO CONTRA O IMPEACHMENT

DILMA APOSTA QUE LAVA JATO VAI 'PEGAR' OS PRINCIPAIS OPOSITORES

O ESCÂNDALO DA LAVA JATO AMEAÇA O GOVERNO DILMA DESDE MARÇO DE 2014. FOTO: ANDRÉ DUSEK/AE


Se a Lava Jato tem atormentado a presidente Dilma Rousseff desde a sua deflagração, em março de 2014, agora representa sua esperança de escapar do impeachment. Ela recebeu garantias, que fontes de sua assessoria dizem não identificar, de que as principais ameaças ao seu mandato, do vice-presidente Michel Temer ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, dificilmente escaparão da mão pesada da Lava Jato.

Informada também que está fora da Lava Jato, Dilma fixou a meta de “entrar para a História” como aquela que “varreu a corrupção do Brasil”.

Assessores de Dilma também espalham que, além de Eduardo Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros, enfrentará maus bocados.

Assessores mais próximos contam que Dilma não está nem aí com o envolvimento de aliados e até de ministros na Lava Jato.

Dilma sente pesar com o envolvimento cada vez mais claro de Lula na Lava Jato, mas, dizem assessores, não perde noite de sono com isso.



12 de setembro de 2015
diário do poder

MORO ABRE SIGILO DE DELAÇÃO DO EMPREITEIRO RICARDO PESSOA

PESSOA CONFESSOU REPASSES DE PROPINA NO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO

O CONTEÚDO DESSES TERMOS AINDA NÃO FOI ANEXADO AOS AUTOS FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM


A Justiça Federal, em Curitiba, levantou o sigilo nesta sexta-feira, 11, de pelo menos onze depoimentos da delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, assinada com a Procuradoria-Geral da República. Nos termos, o empreiteiro confessou repasses de propina do esquema de corrupção que operou na Petrobras entre 2004 e 2014 para o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (governo Lula) e para o PT, via ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, por meio de "doações declaradas e não-declaradas".

O conteúdo desses termos ainda não foi anexado aos autos, mas eles estão descritos pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato, em Curitiba, nas decisões de levantamento de sigilo.

Neles, Pessoa trata ainda das propinas para os ex-deputados Luiz Argolo (ex-PP e afastado do Solidariedade/BA) e Aline Corrêa (PP/SP), com recursos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras. O empreiteiro fala, ainda, sobre as operações de propina envolvendo a Diretoria de Serviços - cota do PT no esquema alvo da Lava Jato - com os lobistas Adir Assad e Mário Góes.

Em dois dos depoimentos de delação que serão tornados públicos, o dono da UTC aponta ainda a formação e a atuação do cartel de empreiteiras que fatiava obras da Petrobras, pagando propinas sobre valores pagos em consórcios formados nas obras do Comperj, no Rio, e na Refinaria Repar, no Paraná.

Um deles, envolvendo a Odebrecht, que nega envolvimento no esquema da estatal petrolífera.(AE)



12 de setembro de 2015
diário do poder

EMPREITEIRO DIZ QUE PROPINA AO PT ERA ROTINA

RICARDO PESSOA DIZ QUE PROPINA ERA 'ROTINEIRA E AUTOMÁTICA'

O EMPREITEIRO FOI OUVIDO PELO JUIZ FEDERAL SÉRGIO MORO.


O dono da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, confessou ontem em depoimento à Justiça Federal que pagou propina para o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e para o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa - cotas do PT e do PP, respectivamente, no esquema de cartel e corrupção na estatal, que inclui também o PMDB, no comando da Diretoria Internacional. O juiz questionou ao empreiteiro quantas vezes ele teria conversado com Duque. "Conversei com o diretor Duque muitas vezes", respondeu o empresário. "Mas esses assuntos (propina) poucas vezes, porque passou a ser uma coisa rotineira, automática", disse Pessoa.

Duque está preso em Curitiba, base da Lava Jato, e é réu em três ações penais na Justiça Federal no Paraná. As audiências da 13ª Vara Criminal Federal, onde tramitam as ações sobre propinas na estatal, são filmadas. Os relatos das testemunhas e dos acusados são gravados em áudio e vídeo.

"Pagou (a UTC) propina a Paulo Roberto Costa, mas não diretamente, e sim através do senhor Alberto Youssef e senhor Janene (José Janene, ex-deputado do PP, morto em 2010). Duque (eu) paguei (por meio de) Pedro Barusco (ex-gerente de Engenharia da Petrobras) e do senhor João Vaccari (ex-tesoureiro do PT)", afirmou Pessoa.

O empreiteiro foi ouvido pelo juiz federal Sérgio Moro - que conduz os processos da Lava Jato em Curitiba - em ação penal em que são réus o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, e executivos do grupo.

"O senhor conversou diretamente com o senhor Renato Duque sobre propinas?" questionou o magistrado. "Conversei e ele sempre me encaminhou para o senhor João Vaccari e Barusco", respondeu o empreiteiro.

"Mas ele encaminhou para assunto de propina?", insistiu Moro. "Sim senhor", confirmou Pessoa.

'Sem dificuldades'

O dono da UTC fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República no âmbito dos processos da Lava Jato que correm no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo políticos com foro privilegiado.

"Por que pagava-se propinas para esses agentes da Petrobras?, perguntou o juiz. "Pelo contrato, pagava-se propina para se obter o contrato, para se ter a continuidade dele, da maneira mais correta, mais clara, mais calma, mais sem dificuldades", respondeu o empreiteiro .

O juiz quis saber se parcela dos valores de propinas para as diretorias de Serviços e Abastecimento era sempre destinada à parte política. "Sempre, sempre", respondeu Pessoa.

Em seu acordo com a Procuradoria-Geral da República, o empreiteiro implicou ao menos 15 partidos, da situação e da oposição ao governo federal, que receberam repasses legais e ilegais de sua empresa.

Ele afirmou que as doações eleitorais da UTC visavam "abrir portas" no Congresso e em todos os órgãos públicos. Dentre os repasses, o delator já admitiu em delação na Procuradoria-Geral da República ter se encontrado sete vezes com o ex-presidente Lula. Disse também que entregou, na sede do PT, em São Paulo, R$ 2,4 milhões em dinheiro vivo para a campanha dele em 2006 - mas admitiu não saber se o ex-presidente tinha conhecimento que o dinheiro teria origem ilegal.

Além disso, trechos de seus depoimentos foram utilizados na denúncia contra o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL), acusado de corrupção e lavagem de dinheiro no esquema da Petrobras.

A íntegra da colaboração de Pessoa está sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, onde estão as investigações contra políticos que possuem foro privilegiado.

Parte dos depoimentos que foram encaminhados ao juiz Sérgio Moro, contudo, tiveram o sigilo suspenso ontem. Isso porque o magistrado entendeu que os trechos da delação que não citam políticos com foro privilegiado e envolvem fatos já apontados nas ações penais em curso na Justiça Federal no Paraná devem ser tornados públicos.

Dirceu e políticos

Nos termos, que não foram divulgados na íntegra até a conclusão desta edição, o empreiteiro confessou repasses de propina do esquema de corrupção que operou na Petrobras entre 2004 e 2014 para o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (durante o primeiro mandato de Lula) e para o PT, via Vaccari Neto, por meio de "doações declaradas e não declaradas".

O conteúdo desses termos não haviam sido anexado aos autos, mas eles foram descritos por Moro. Neles, Pessoa trata ainda das propinas para os ex-deputados Luiz Argôlo (ex-PP e afastado do Solidariedade/BA) e Aline Corrêa (PP/SP), com recursos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

O empreiteiro fala, ainda, sobre as operações de propina envolvendo a Diretoria de Serviços - cota do PT no esquema alvo da Lava Jato - com os lobistas Adir Assad e Mário Góes.

Em dois dos depoimentos, Pessoa fala sobre a atuação do cartel em consórcios formados nas obras do Comperj, no Rio, e na Refinaria Repar, no Paraná. As informações são do jornal



12 de setembro de 2015
diário do poder

O "DAY AFTER" NO GOVERNO DOS ALOPRADOS: REBAIXAMENTO FOI RUIM, MAS TAMBÉM FOI BOM.



 (Globo) Um dia após o Brasil perder o grau de investimento — selo de bom pagador — dado pela agência da classificação de risco Standard & Poor’s (S&P), a presidente Dilma Rousseff convocou seus principais ministros para discutir os efeitos desse movimento sobre a economia. Porém, nenhuma medida concreta foi apresentada. 

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, escolhido porta-voz pelo Palácio do Planalto, só conseguiu dizer que a equipe econômica apresentará, até o fim deste mês, as medidas de cortes de gastos e aumentos de impostos que serão adotadas para reequilibrar as contas e atingir a meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida pública) de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) em 2016. 

Já o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), após se reunir com Levy, disse que o governo anuncia nesta sexta-feiras medidas de caráter administrativo, como cortes em contratos de serviços de terceiros, passagens aéreas e diárias. 

Segundo Levy, a decisão da S&P de rebaixar o Brasil — resultado de uma combinação entre baixo crescimento, deterioração fiscal e crise política — pode ter sido precipitada, pois o governo está trabalhando para corrigir esses problemas.— Uma das agências pode ter se precipitado. Quando a gente mostrar que o processo que já estava em andamento vai ter conclusão em algumas semanas, acho que talvez o afã de revisar a nota do Brasil arrefeça entre as outras agências e a própria avaliação do mercado irá se tranquilizar — disse: — A gente sabe que o mercado não se tranquiliza com palavras, apenas com ações. Evidentemente, a gente deve soltar mais ações de cortes de gastos, de aumento da eficiência do setor público e também um fechamento da equação fiscal que garanta a realização da meta de 0,7% do PIB em 2016. 

Na reunião, Dilma orientou os ministros a acelerarem propostas de cortes de gastos para que, depois, o governo possa negociar com o Congresso o envio de novas fontes de receita. Além de cortes de funcionários e ministérios, o governo fará um pente-fino em todos os programas sociais e benefícios concedidos para eliminar fraudes e desperdícios. Já os aumentos de impostos devem ser temporários.

CORTE DE MINISTÉRIOS

Também pode ser anunciado nos próximos dias o início dos cortes nos ministérios. Dilma já decidiu que irá manter o status de ministério da Advocacia Geral da União (AGU), da Controladoria Geral da União (CGU) e do Banco Central. Ela foi aconselhada sobre a necessidade de blindar os chefes dessas áreas de processos e sinalizar que não serão enfraquecidas. Por outro lado, está avançado, apesar das críticas de setores do PT, a proposta de extinção das Secretarias de Direitos Humanos; de Políticas para as Mulheres e da Igualdade Racial. Elas seriam todas fundidas num único ministério, o Ministério dos Direitos Humanos e Ações Afirmativas.

A proposta prevê ainda o fim da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) e da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Nessa configuração, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) — hoje abrigado na SAE — iria para o Ministério do Planejamento, e a Micro e Pequena Empresa para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Algumas alternativas em estudo envolvem ainda o Ministério do Turismo, que pode ser extinto, restando apenas a Embratur com as incumbências da pasta, ou ser fundido com o Ministério dos Esportes, como já foi no passado. Outra área que pode ser fundida é a Cultura com o Ministério da Educação.

Dilma pediu que a equipe não trate a perda do grau de investimento como o fato mais importante da semana, mas que também não minimize a decisão, porque ela tem fortes impactos no mercado financeiro. O objetivo da reunião, contou um ministro da coordenação política, foi unificar o discurso em torno do tema e ratificar o rumo das políticas em discussão.

Dilma lembrou aos ministros que a S&P chegou a revisar para baixo a classificação dos Estados Unidos em 2011, quando o governo americano enfrentava um embate com o Congresso, que se recusava a elevar o teto da dívida pública. Dilma disse que o presidente Barack Obama reagiu à decisão da agência com naturalidade. Na reunião de ontem, os presentes receberam uma cópia em inglês de um discurso feito por Obama comentando o rebaixamento na ocasião.

Levy também fez questão de falar publicamente sobre o ocorrido nos Estados Unidos e fez um paralelo com o Brasil. Frisou que o movimento da agência ajudou a solucionar o impasse nos Estados Unidos. Assim, o downgrade do Brasil agora pode ter como aspecto positivo a solução para o problema das contas públicas:

— Cada país é um país, mas não é impossível deixar de lembrar o movimento dessa empresa em 2011, nos Estados Unidos. Havia uma falta de disposição do Congresso em aumentar o teto da dívida, o que dificultava o aumento de despesas. Pela falta de clareza, a agência fez uma avaliação política lá, assim como fez no Brasil. Na ocasião, esse movimento catalisou uma dinâmica positiva na economia americana.

O Palácio do Planalto distribuiu um gráfico aos ministros para mostrar que o grau de classificação do Brasil junto à agência era pior na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. E, mesmo assim, naquele período não deixaram de chegar investimentos do exterior:— O investidor vai continuar vindo, até porque os ativos no país estão mais baratos com a valorização do dólar. O realinhamento do câmbio também melhora o perfil das contas externas — disse ao GLOBO um ministro. 

O governo busca reduzir em 0,5 do PIB o gasto com despesas discricionárias. Isso faria com que esses gastos passassem de 4% do PIB este ano para 3,5%. Outro gráfico debatido na reunião mostrava que esse indicador já foi de 3% do PIB em 2003 e que, na maioria dos anos, esteve abaixo de 4%.— Ou seja, 3,5% do PIB não é nada absurdo no cenário atual — acrescentou o ministro.

12 de setembro de 2015
in coroneLeaks

PF COMEÇA A PEGAR OS GRAÚDOS DO PT


(Estadão) A Polícia Federal quer ouvir, na Operação Lava Jato, o presidente do PT, Rui Falcão, e José Filippi Júnior, tesoureiro das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2006, e da presidente Dilma Rousseff, em 2010. Os nomes do líder petista e do tesoureiro constam do rol de políticos, inclusive ex-ministros dos dois governos Lula e Dilma, submetido pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, 9.

O pedido é do delegado Josélio Sousa, que integra a força-tarefa da Lava Jato perante o Supremo. ao STF. A PF pede 80 dias para tocar as apurações alegando ‘dimensão dos fatos e a quantidade de investigados nos autos’.

rui-falcao

Nesta etapa da investigação, a PF mira em quadros importantes do PT, PMDB e PP. Os três partidos estão sob suspeita de lotearem diretorias da Petrobrás, entre 2004 e 2014, para arrecadar propina em grandes contratos, mediante fraudes em licitações e conluio de agentes públicos com empreiteiras organizadas em cartel. O esquema instalado na estatal foi desbaratado pela força-tarefa da Lava Jato.

A PF não imputa a eles nenhuma prática de ilícitos, mas avalia ser importante ouvir suas versões sobre o esquema na Petrobrás. A PF suspeita que Lula pode ter sido ‘beneficiado pelo esquema em curso na Petrobrás, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo’.
Rui Falcão é presidente do PT desde 2011. Desde que o escândalo da Lava Jato estourou e atingiu seu partido, ele tem reiterado que todas as arrecadações de recursos para as campanhas eleitorais foram lícitas.

pp-pmdb

Do PT, a PF quer ouvir além de Lula, Rui Falcão e José de Filippi, os ex-presidentes da Petrobrás José Eduardo Dutra e José Sérgio Gabrielli, o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil/Governo Lula), a ex-ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti e o ex-ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência Gilberto Carvalho.

As investigações incriminam o ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, preso desde 15 de abril por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. O petista nega taxativamente ter arrecadado propinas para a sua legenda.

Do PP, a PF pede ao Supremo para ouvir o ex-ministro de Cidades Mário Negromonte e Daniela Negromonte. Do PMDB, o delegado mira no lobista Jorge Luz, no ex-diretor de Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, já condenado em duas ações da Lava Jato, na 1ª Instância, e em Maria Cléia Santos de Oliveira, assessora do senador Valdir Raupp (PMDB-RO).

COM A PALAVRA, O PT
Por meio de sua assessoria de imprensa, o PT informou ‘que não vai se pronunciar pois não tem conhecimento oficial dessa demanda da Polícia Federal’

12 de setembro de 2015
in coroneLeaks

A CARA DE PAU DO AGU NÃO É "IMPREVISÍVEL". ELE MENTE TANTO QUANTO DILMA MENTIU A CAMPANHA INTEIRA.


O advogado geral da União entrega mil páginas de mentira ao relator do processo no TCU.

A crise econômica era mais do que previsível. Era visível. Todo o mercado estava vendo que o Brasil, basicamente um exportador de commodities, deveria apertar o cinto como nenhum outro país para poder vencer os próximos anos. Nada disso aconteceu. Abriram os cofres e gastaram o dinheiro que não tinham para reeleger Dilma Rousseff, sabendo que estavam metendo o país num poço sem fundo. Cometerem crimes fiscais de forma dolosa, sabendo exatamente o que estavam preparando para os próximos anos.

Querem alguns exemplos de como nada era imprevisível?

Em setembro de 2012, o contrato da soja em Chicago era negociado a US$ 17,70 o bushel. Em setembro de 2014,em plena campanha mentirosa de Dilma FRousseff, estava abaixo de US$ 9,90. O petróleo, em janeiro de 2014, era negociado em Nova York a US$ 112,50 e, em setembro, estava a US$ 63,70. Não era queda de uma década, era queda de menos de um ano. Imprevisível é a cara de pau do AGU da Dilma. 

Os preços do minério de ferro desabaram ao longo de 2014. Enquanto em 2013 a tonelada foi negociada a US$ 135 no mercado internacional, em setembro, durante a campanha eleitral, estava cotado em US$ 73. E, segundo analistas, a tendência era de novas quedas por conta do aumento da oferta, podendo chegar a U$ 55 a tonelada em 2015.

Para completar a farsa, foram soltando o dólar que, a partir do resultado eleitoral, subiu 10,3% entre outubro e dezembro.

Dilma sabia exatamente o que estava fazendo, assim como a sua equipe econômica. O único objetivo era fazer o diabo para vencer a eleição. Fizeram mais. Transformaram o país num inferno de recessão, desemprego, juros altos, falta de investimentos e só enxergam o aumento de carga tributária como saída. Que o TCU cumpra o seu papel e ajude o Brasil a sair deste buraco. Que o seu julgamento seja previsível: a desaprovação das contas de 2014, por terem sido conduzidas de forma criminosa, abrindo o caminho para o impeachment.

12 de setembro de 2015
in coroneLeaks

PODEM ROLAR SEGREDOS DE ESTADO NO LEITO CONJUGAL DO MST



Chiavon é o segundo homem na hierarquia do MST
Em aditamento a análise da questão do decreto sobre nomeação e promoção de oficiais das Forças Armadas, não podemos esquecer, dentre outros, os seguintes pontos de notório vínculo com o fato:
  1. Pelo Ministério da Defesa tramitam informações sigilosas e secretas sobre a segurança nacional.
  2. Considerando a posição ocupada pela funcionária pública Eva dal Chiavon no órgão e seu vínculo matrimonial, terão sido preservados os segredos sobre a segurança nacional ou repassados para seu marido Francisco dal Chiavon, membro ativo do MST e, portanto, vinculado ao Foro de São Paulo ?
  3. É fato notório que o Lula ameaçou toda a nação com o “exército do Stédile”. Será que o “general” Stédile recebeu (e continua recebendo) informações secretas militares sobre a segurança nacional ?
  4. A imprensa noticiou hoje que o texto do decreto será corrigido para ficar claro que o ministro da Defesa “poderá” delegar aos comandos militares a competência para cuidar de questões administrativas.
  5. O tempo do verbo (“poderá”) deixa claro que o objetivo do decreto não será alterado e, salvo melhor juízo, que os militares continuarão mutilados com relação ao poder de decisão sobre assuntos internos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Dizem que após os 40 anos ninguém pode continuar acreditando em coincidências. No caso, o marido de Eva não é o Adão, mas o Francisco dal Chiavon, um dos mais importantes dirigentes nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, uma entidade que vive à margem da lei ou fora da lei.O fato desta senhora ocupar esta cargo estratégico e falsificar assinatura de oficial-general é ultrajante, (C.N.)


12 de setembro de 2015
Celso Serra

EPISÓDIO DO FALSO DECRETO EXIBE A ESCULHAMBAÇÃO NO GOVERNO




Foi rapidamente removido para baixo do tapete o escândalo do falso decreto que dava mais poderes ao ministro da Defesa e esvaziava os três comandantes das Forças Armadas. Enquanto as autoridades se comportam como se não tivesse acontecido nada e agradecem o silêncio obsequioso da grande mídia, o episódio, pela gravidade de que se reveste, serve de excelente exemplo da esculhambação que hoje marca o dia a dia da política brasileira.
Não é cabível acreditar que, no estratégico Ministério da Defesa, seja possível que uma funcionária pública de segundo escalão (na ausência do ministro Jaques Wagner, que estava em viagem à China) resgate uma sugestão de decreto que jazia engavetada há três anos, falsifique a assinatura de um comandante militar, depois convença a presidente da República a assinar o documento, e por fim mande publicar o decreto no Diário Oficial da União, sem ordem do ministro, e nada lhe aconteça.
Como o assunto virou escândalo, o ministro e a presidente da República disseram que não sabiam de nada. Mas o comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar, fez questão de denunciar que não assinou o decreto, e a presidente da República então foi obrigada a voltar atrás e mandou o ministro Wagner assinar uma errata do decreto, para restabelecer os poderes dos comandantes militares.
WAGNER E DILMA MENTIRAM
O ministro Jaques Wagner e a presidente Dilma Rousseff evidentemente mentiram, ao dizer que não sabiam de nada. É claro que eles combinaram baixar o decreto quando Wagner estivesse ausente, para não desgastá-lo perante as Forças Armadas. E o ministro Aloizio Mercadante também participou da patética manobra, porque nenhum decreto é assinado e publicado sem conhecimento da Casa Civil.
Portanto, é ingenuidade achar que a secretária-geral da Defesa, Eva dal Chiavon, tenha tomado a iniciativa de desengavetar o decreto sem aprovação do ministro e tomado todas as providências necessárias para que fosse aprovado e entrasse em vigor. Se ela tivesse feito tudo isso sem autorização, é claro que já teria sido demitida.
Neste festival de mentiras, só escapa o almirante Eduardo Bacellar, que seguiu afirmando não ter assinado o decreto. Ninguém teve coragem de desmenti-lo e tudo vai ficar por isso mesmo, nessa república felliniana, onde la nave va, sem ninguém no comando.
Responda francamente: Chiavon tem jeito de ser sem terra?
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PS – Na edição de ontem aqui da Tribuna, publicamos a foto do número 2 do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Francisco dal Chiavon, marido da secretária-geral da Defesa, Eva dal Chiavon. Ao ver a foto, o comentarista Jorge Conforte não se conteve e afirmou:“Este cara não tem nenhuma aparência de que algum dia na sua vida pegou num cabo de uma enxada”. Realmente, dá para notar que no Brasil, depois de 13 anos de governo do PT, até a liderança do MST agora é de elite. Reparem a foto.
12 de setembro de 2015
Carlos Newton

LULA JOGA CONTA DO AJUSTE NO COLO DA DILMA


 

"Me assusta muito a visão de todos aqueles que, ao primeiro sintoma de uma crise, começam falar em ajuste. Ajuste significa corte de salários, corte de emprego, significa voltar ao patamar de miséria que você estava [antes] para poder recuperar a economia. 
A mim, não agrada. Todas as experiências de ajuste que foram feitas levaram os países à perda de postos de trabalho e ao empobrecimento da população"

Lula, hoje, em Buenos Aires, jogando a culpa da recessão, desemprego, inflação, nas costas de Dilma Rousseff. Abandona o governo e livra a sua cara para 2018. Vai fazer oposição, afastando Dilma do PT.

12 de setembro de 2015
in coroneLeaks

ENTREGA DA DEFESA DE DILMA AO TCU SOBRE OS CRIMES DAS PEDALADAS FISCAIS


(Globo) A defesa que a presidente Dilma Rousseff apresentou na sexta-feira à tarde ao Tribunal de Contas da União (TCU) no processo sobre as contas do governo de 2014 vai listar decretos editados desde 2000 para contestar a acusação de que ela fez gastos sem autorização do Congresso, o que é irregular. 

A defesa formulada pela Advocacia-Geral da União (AGU) compara os decretos de Dilma que liberaram gastos adicionais no ano passado com as autorizações de gastos extras em anos anteriores.
A alegação do governo é que não há diferença quanto à natureza dessas ordens. A AGU sustenta que a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) autoriza a edição de decretos, admitindo o remanejamento de limites de gastos por meio de portarias. A ideia é defender que há jurisprudência no assunto.

Hoje é o último dia do prazo adicional de 30 dias dado pelo TCU para a nova defesa da presidente no processo que analisa as contas de 2014. O ministro Luís Inácio Adams, da AGU, deve apresentar a defesa pessoalmente ao ministro relator das contas, Augusto Nardes. 

Dilma corre o risco de ter as contas rejeitadas no TCU, o que poderá ser usado como motivo para a Câmara dos Deputados abrir um processo de impeachment. O TCU listou 13 indícios de irregularidades, entre eles as chamadas “pedaladas fiscais”, manobra que consistiu num represamento de repasses do Tesouro para os bancos públicos pagarem benefícios como o seguro-desemprego e o Bolsa Família.

Dilma inicialmente ganhou 30 dias para se explicar, o que já foi feito. Depois, Nardes concedeu mais 30 dias para Dilma se defender de mais duas acusações, feitas pelo procurador Júlio Marcelo de Oliveira, do MPF.

Após a apresentação da defesa final de Dilma, a área técnica do TCU que dá suporte ao relator Nardes vai analisar a argumentação para esses dois últimos pontos contestados. O julgamento deve ocorrer entre o fim deste mês e o início de outubro. 
A palavra final sobre as contas é do Congresso. O procurador apontou a existência de dois decretos presidenciais que abriram créditos orçamentários sem autorização do Congresso e fraude na programação de desembolsos por conta da omissão de um pedido de suplementação orçamentária para o seguro-desemprego. 

De acordo com a AGU, decretos com essa natureza foram identificados em todos os anos desde 2000, ano em que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) começou a vigorar. 
Para a defesa de Dilma, o Congresso não foi desrespeitado. O governo dirá ainda que não houve fraude nos decretos de contingenciamento e que a lei foi respeitada. 

DECRETOS DE R$ 15,5 BILHÕES

De acordo com o parecer do procurador Oliveira, dois decretos presidenciais com abertura de créditos orçamentários foram editados em 3 de dezembro de 2014, no valor de R$ 15,5 bilhões, sem autorização do Congresso. Nardes disse ter identificado outros decretos nesta mesma direção, o que deve ser adicionado ao relatório a ser levado a julgamento pelo plenário do TCU.

O parecer de Oliveira considera fraude o fato de o governo ter ignorado pedido de suplementação orçamentária feito pelo Ministério do Trabalho, no valor de R$ 9,2 bilhões, para custear despesas do seguro-desemprego. 
O pedido foi feito fevereiro de 2014, e um decreto de contingenciamento foi editado sem levar em conta a solicitação. Assim, o contingenciamento teria ficado menor que o necessário.

12 de setembro de 2015
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PT NÃO QUADROS QUALIFICADOS PARA A CASA CIVIL (OU PARA QUALQUER OUTRO EXERCÍCIO POLÍTICO)

PT não tem quadros qualificados para a Casa Civil. Sai Mercadante, entra um não petista.





A matéria abaixo da Folha de São Paulo é quente, pois é produzida pela filha do José Américo Dias, secretário nacional de comunicação do PT e afilhada do ministro da SECOM, Edinho Silva. O nome dela é Marina Dias e está infiltrada na Folha apenas para fazer boas matérias sobre o PT. É praticamente uma assessora de imprensa do PT fantasiada de jornalista da Folha.

Um dia após o rebaixamento do Brasil pela agência internacional de classificação de risco Standard & Poor's, a presidente Dilma Rousseff começou a cogitar mudanças no coração do seu governo, indo em busca de um substituto para o chefe da Casa Civil, o petista Aloizio Mercadante.

O ministro foi um dos principais defensores da ideia de apresentar ao Congresso uma proposta de Orçamento com previsão de deficit de R$ 30,5 bilhões, movimento que ampliou desconfianças do mercado sobre o governo e precipitou a perda do selo de bom pagador que o país tinha.

Dilma busca um nome que atue como espécie de "primeiro-ministro" e que não seja filiado ao PT. Segundo assessores, ela percebeu que precisa fazer um movimento de impacto, com ressonância política, para tentar sair da grave crise que paralisa o governo. Ela cogita até alguém de fora da política, mas com receptividade na base aliada e na oposição, tentativa de melhorar a governabilidade e evitar novas derrotas no Congresso.

12 de setembro de 2015
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DELAÇÃO PREMIADA DE FERNANDO BAIANO SOBRE PASADENA PÕE DILMA E PMDB EM PÂNICO




(O Globo) Apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, Fernando Baiano, assinou o acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República. A informação foi publicada nesta quinta-feira pelo jornal “Valor Econômico” e confirmada pelo GLOBO. O acordo com a PGR prevê, pelo menos, oito temas nos quais Baiano detalhará sua participação no esquema da Petrobras.

O lobista, que foi citado pelo delator Julio Camargo como “sócio oculto” do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deve continuar preso na Polícia Federal pelo menos até novembro quando, pelo acordo, pode ser solto.

Baiano passou a última quarta-feira prestando depoimentos na sede da Polícia Federal em Curitiba. O GLOBO apurou que o operador já falou sobre três dos oito anexos inicialmente previstos no acordo. Entre os temas acordados, está a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. E a participação de políticos ligados ao PMDB no esquema.

12 de setembro de 2015
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