"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

A HORA É AGORA! PRECISAMOS RESGATAR O BRASIL REAL E DECENTE!

NO brasil maravilha DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA : Aparelhos atuam nas eleições e na corrupção


Usam-se fundos de pensão de estatais em altas negociatas, mas não se ouvem reclamações das vítimas, talvez por uma estranha solidariedade ideológica

Prestes a completar 12 anos de Planalto, o PT, ou facções dele, vê-se envolvido em alguns casos emblemáticos de uma característica relevante desse longo período no poder, a montagem de aparelhos do partido na máquina pública.
 

A invejável disciplina e empenho petistas na defesa da visão de mundo do partido se reflete no exercício do perigoso princípio de que “os fins justificam os meios”. Com este pano de fundo é que foi engendrado o mensalão, abastecido com dinheiro público desviado sem pudores para comprar apoio político-parlamentar ao primeiro governo Lula.

 
Os últimos meses têm sido férteis em casos nada abonadores derivados da atuação de aparelhos petistas. O que operou desde o primeiro governo Lula na Petrobras, num conluio entre sindicalistas, políticos e empreiteiros, apenas começa a ser conhecido com vazamentos de partes de longos depoimentos prestados sob acordo de delação premiada pelo ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa.

O doleiro desse e outros esquemas, Alberto Youssef, fez o mesmo acordo com a Justiça e deve contribuir com informações também esclarecedoras deste que talvez seja o maior escândalo, em cifras, dos últimos tempos.

Soube-se há pouco da atuação enviesada dos Correios, em Minas, para privilegiar as candidaturas de Dilma e de Fernando Pimentel, esta ao governo do estado, na distribuição de peças de propaganda eleitoral.

Desvendada pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, a história também é exemplar da atuação de aparelhos petistas, cujo resultado é a “privatização” dessas estatais por interesses partidários. E como a eleição presidencial tem sido a mais dura enfrentada pelo PT desde a vitória de Lula em 2002, todo este aparato de militantes instalados dentro da máquina do Estado — funcionários concursados ou não — trabalha nestes dias com empenho extra. Há muita coisa em jogo nas urnas — além do poder em si, empregos e dinheiro.

Na mesma linha dos golpes dados na Petrobras, há o uso criminoso de fundos de pensão de funcionários de empresas públicas, em altas negociatas, diante do silêncio do braço sindical petista e, por tabela, dos funcionários.

O próprio Youssef e o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, são citados em investigações sobre malfeitos com dinheiro da Petros, fundo dos empregados da Petrobras, e Postalis, não por acaso o fundo dos Correios. Há várias operações de que resultam prejuízos para os fundos e, claro, lucros para os operadores.

Pouco ou nada se sabe de reclamações contra esses virtuais assaltos aos fundos. Talvez o silêncio se explique por alguma estranha solidariedade ideológica. Na Petrobras, há quem não critique a gestão no mínimo temerária de José Sérgio Gabrielli, em cuja administração Paulo Roberto fez a festa, por considerá-lo um “nacionalista”. Mais uma vez, fins justificam meios.

 09 de outubro de 2014
camuflados

VIGARICE, CANALHICE, PATIFARIA! APARELHAMENTO SEM PUDOR!







 
Os Correios já foram uma das estatais mais admiradas, pela qualidade e capilaridade dos seus serviços. Era um símbolo inequívoco da unidade do País, aproximando a sua população, do Oiapoque ao Chuí. Mas o aparelhamento promovido pelo PT na última década desfez esse símbolo e a cada dia reescreve a história da estatal, transformando-a num mero cabo eleitoral. 

O episódio mais recente dessa triste história é um vídeo obtido com exclusividade pelo Estado, no qual o deputado estadual mineiro Durval Ângelo (PT) expressa satisfação e orgulho pelos bons serviços prestados pelos Correios à campanha petista em Minas Gerais, pelo apoio tanto à candidata à reeleição Dilma Rousseff como ao candidato a governador Fernando Pimentel.

O conhecido aparelhamento da administração pública promovido pelo PT recebeu nova prova - histórica -, agora em vídeo. Uma prova que não pode ser negada nem contestada. O vídeo em questão é similar aos vídeos - infelizmente, bastante conhecidos dos brasileiros - que flagram um corrupto recebendo, por exemplo, uma mala de dinheiro. No caso dos Correios, é a prova incontestável do uso de uma empresa estatal - que deveria servir ao público - em benefício de um partido.


Na reunião gravada, tudo é dito abertamente, sem qualquer escrúpulo, sem qualquer pudor. Diz o deputado petista: 
"Se hoje nós temos a capilaridade da campanha do (Fernando) Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios".

Para que não pairasse dúvida do grau de importância da reunião, o próprio presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, está lá presente, como testemunha do aparelhamento. Da mesma forma que um presidente de uma empresa privada ouve dos seus gerentes os bons resultados operacionais da empresa, Wagner Pinheiro ouve de Durval Ângelo os bons resultados da ação dos Correios em prol das campanhas de Dilma e de Fernando Pimentel no Estado de Minas Gerais. 

"Se hoje nós estamos com 40% em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios", diz Durval, acintosamente.

Diante da revelação feita pelo Estado, o presidente dos Correios emitiu uma nota na qual afirma que "os Correios não estão contribuindo com a campanha de qualquer candidato". Justifica-se dizendo que "a reunião não ocorreu durante o expediente e a empresa não custeou despesas relacionadas a ela". É como dizer que um deputado não recebeu propina como deputado porque não era no seu horário de trabalho.

No vídeo, o deputado pede a Pinheiro que faça a direção nacional do PT saber dos bons serviços prestados pela estatal. "Queremos que você leve à direção nacional do PT, que eu também faço parte do diretório, mas também à direção nacional da campanha da Dilma a grande contribuição que os Correios estão fazendo". O vídeo explicita assim não apenas o aparelhamento, mas como é feita a coordenação do aparelhamento e como o PT não brinca no poder.

Instala-se e cobra resultados - e os camaradas têm grande zelo em mostrar os resultados obtidos. Que não fique nas sombras o empenho deles no aparelhamento.

Durval não podia ser mais explícito: 
"No dia da reunião que tivemos no hotel (da qual participou Pimentel), o Helvécio Magalhães (coordenador da campanha do petista) falou: vou me reunir com a equipe ainda esta semana e liberar a infraestrutura. E se hoje nós temos a capilaridade da campanha do Pimentel e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios". Diante da repercussão do caso, Durval explicou que "liberar a infraestrutura" era uma referência a funcionários petistas dos Correios que pediam férias para fazer campanha. 

O vídeo mostra o contrário: 
o uso da máquina pública, e não do tempo livre privado, para fazer campanha.

O que se vê no vídeo é uma espécie de sentimento do dever cumprido. 
Mas o parlamentar petista alerta: aquilo ainda não era uma prestação de contas completa. Esta virá após a eleição de Dilma e Pimentel, na qual - pelas suas palavras - a estatal está fortemente empenhada. 
É o aparelhamento sem pudor e sem escrúpulos.
 
09 de outubro de 2014 
O Estado de São Paulo

A HORA E A VEZ PARA RESGATAR O BRASIL DECENTE: É PRECISO MUDAR PELO VOTO





Não basta ajoelhar, tem de rezar.
 Não basta se alfabetizar, tem de ler até o fim. 
Não basta ler, tem de analisar. 
Não basta analisar, tem de lembrar. Não basta papaguear slogans, tem de criticar. Não basta crer em marketing, tem de construir um pensamento crítico. Não basta votar, tem de cobrar.

Falta educação política ao eleitor brasileiro. 
Faltam consciência, razão, atitude. 
O programa partidário na televisão, que de gratuito não tem nada, é uma idiossincrasia de país subdesenvolvido. Beneficia quem está por cima. É nocivo, antidemocrático e enganador por dar mais tempo na televisão a qualquer partido que esteja no poder. É um bombardeio de telenovelas eleitorais com efeitos especiais e personagens montados.

Às vésperas do voto de 5 de outubro, o eleitor no Brasil parece suscetível à influência das máquinas partidárias, das mentiras e da hipocrisia de candidatos a todos os cargos. É só observar as tendências do mapa nacional eleitoral, com as múmias e os ladrões, vivinhos e populares.

Penso no eleitor maria-vai-com-as-outras, que prefere não se informar direito, por preguiça, desinteresse ou apego a uma sociedade virtual de rapidinhas mentais, em que se curte ou se demole um texto sem passar do primeiro parágrafo. Dedinho para cima, dedinho para baixo. Adeus às sutilezas, elas só fazem perder tempo. Em vez de ler, posso postar o prato de comida de ontem, as travessuras do cachorro, a descrição detalhada de uma cirurgia, compartilhar textos e vídeos falsos, posso ofender quem discorda ou apedrejar o próximo. Poderia dizer que entendo. Mas não compreendo.

Quando vejo que falsidades sem vergonha rendem votos, penso no voto de cabresto. Não falo do povão nem de classes desfavorecidas. Mas da ignorância – do verbo “ignorar”. Quem ignora é facilmente manipulável pelo marketing sem escrúpulo, não importa a classe social ou o tempo de estudo. É assustador o nível de desinformação dos eleitores brasileiros, especialmente dos mais jovens.

O país que vai às urnas para eleger presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual é o mesmo que explodiu nas ruas há um ano. Foram protestos, pacíficos e incendiários, contra a roubalheira institucionalizada nos últimos anos, a farra dos desvios de verba pública, a tragédia do transporte, saúde, segurança e educação, a insatisfação com indicadores sociais e econômicos, a volta da inflação, a alta do custo de vida, as alianças espúrias com corruptos.

Será que é o mesmo Brasil? 


Escândalos como o da Petrobras derrubam presidentes em países com consciência política. No Japão, alguns governantes e executivos se suicidam quando são flagrados num roubo dessa magnitude. Aqui no Brasil, não faz nem cócegas. Dilma Rousseff, no debate de quinta-feira, disse que “todo mundo comete corrupção”. Eu não cometo corrupção. Você comete? Ouvimos esse discurso há três mandatos do PT, o mesmo partido que desfraldou a bandeira da ética na política.

Não adianta desmascarar os elogios de Dilma a Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras, bandido e atual delator. Todo mundo sabe agora que ele renunciou em 2012 coberto de agradecimentos de Dilma, em ata, “pelos relevantes serviços prestados à companhia no desempenho de suas funções”. Bota relevância nisso.

Por enquanto, Paulo Roberto Costa virou um pária em casa, com tornozeleira eletrônica. Vamos lavar a jato toda a sujeira, afinal ele devolverá quase US$ 26 milhões em contas bancárias no exterior. E lancha, terreno, Range Rover. 

Dilma convence o eleitor de que foi ela quem pressionou o Ministério Público e a Polícia Federal a investigar? Daqui a alguns anos, Paulo Roberto se candidata a deputado. O marketing é fácil: o que rouba mas delata, o que rouba mas se arrepende, o que poupa os amigos mais poderosos. Ou então escreve um livro best-seller Como roubei durante oito anos a Petrobras e o Brasil do PT sem que ninguém soubesse.

Não é só pelos 20 centavos. Não é só pela Petrobras. 

Qualquer um, se vive um dia normal de classe C, se anda de ônibus superlotado, se vai à emergência de um hospital, se tenta abrir um negócio sem despachante, se vai ao supermercado semanalmente, se esconde celular com medo de ser morto, se procura uma creche que não cobre preços extorsivos, se matricula o filho na escola e compra o material, se vai à farmácia, se precisa cuidar dos pais doentes, se convive com os atuais níveis de poluição e péssimo manuseio do lixo, se assiste ao aparelhamento do Poder, sabe hoje que é preciso mudar. Pelo voto.

RUTH DE AQUINO
Época

E O DECRETO 8243, AÉCIO?


 

Aécio, meu velho, vou votar em você. Não que eu queira, verdadeiramente. Mas sobrou você como a nossa, talvez, última barreira sanitária contra esse vírus ébola que é o petismo. Cada vez que vejo nas entrevistas o teu rosto sorridente, penso: como ele pode se mostrar tão feliz?

Você parece que está vivendo permanentemente dentro de um comercial de tv - enquanto nós ficamos de fora, nos sentindo tão inseguros, tão sem saída. Deve ser uma estratégia de campanha você contrastar tua figura "presidenciável" com o daquela senhora odiável e desprezível que parece sempre estar tão mentalmente desorganizada, tão alienada do mundo.
Mas ela tem a caneta na mão e assina papéis que compram Pasadena, que importa médicos fajutos, que prefere investir em Cuba, Venezuela ao invés de nosso tão desesperadamente carente Brasil. E que sorrateiramente sancionou esse maldito Decreto 8243 que vai criar os Sovietes, que significa a liquidação do nosso (ainda) regime democrático.

Vou votar em você Aécio. Pode ser que você esteja mineiramente quieto e se fingindo de morto enquanto vai costurando acordos políticos que, no fim, vão virar o veneno que fará o PT entrar em coma e morrer. Pode ser.
Mas reconheça que muitos do que votarão em você o farão principalmente para se opor ao PT. Esquecendo, por um momento, dos votos dos "bolsas", somos nós que faremos a diferença. E nós queremos botar fé que você seja o cavaleiro de armadura reluzente, que com a sua espada Durindana vai estraçalhar as hostes inimigas. Nós queremos que você seja o nosso Campeão.

Sei que não é novidade o que estou aqui dizendo, e que é inocente quem põe sua vida na mão dos outros, confiando inteiramente no Líder sob o qual faremos a guerra. Mas que outra possibilidade temos, além de você?

Aécio, fala! são tantos os temas que estão sendo discutidos por tantos, inclusive aqui no Face. Mas você não fala e nós ficamos conjecturando o que te faz tão convencional, tão discreto. Você é neto do Tancredo, que era cheio de manhas, espertezas, tão bom jogador de poker que foi.

Talvez seja assim mesmo que se deve jogar numa eleição como esta, você deve saber - temos que confiar em teu critério. Mas estamos ressabiados.
Queremos colocar pólvora e bolas de aço em nossas espingardas, sair das trincheiras e correr contra o inimigo que nos amedronta, e que nos empurra para a defensiva. Precisamos de tua voz e entusiasmo, Aécio.

O tempo está correndo contra nós. Desculpe falar tanto em nós, nós. Seria mais apropriado dizer que, talvez, esta opinião seja só minha.

09 de outubro de 2014
Diego Mainardi é Publicitário.

O PARTIDO DO CRIME ORGANIZADO


 

Surpreendida pelos resultados das urnas no primeiro turno, a alta “cúpula” (e deveria eu dizer “alta cópula”) do Partido-Religião lançou suas hordas na internet e principalmente nas redes sociais com o velho discurso do tipo “eles não sabe do que a gente é capais”
 
Esse tipo de atitude, que já não assusta mais ninguém, só serve para demonstrar o desespero dos vagabundos petistas apavorados com a proximidade da perda das “tetas” da máquina pública.
 
Imaginem o seguinte, meus amigos: você é um pobre diabo em dúvida com sua sexualidade, sozinho ou separado de 5 casamentos, professor da Universidade Pública com PhD na Alemanha e é chefe-companheiro de alguma cadeira do ciclo básico na USP... ou pense por outro lado que você é um desses parasitas que habitam as ONGS, um desses funcionários públicos incompetentes que está “cedido” para outra secretaria onde ganha uma enorme gratificação por ser petista. 
 
Imaginou? Pois é: seu mundinho está desmoronando, não está meu amigo?
Pense, seu picareta, na dificuldade de receber dinheiro do CNPQ do B com os vagabundos petistas fora do poder. Imagine a dificuldade em publicar trabalhos do tipo “A Masturbação Feminina no Interior de São Paulo durante o Regime Militar”. Aproxima-se o fim da mamata, seu charlatão ! Toda aparelhagem da máquina pública que vocês cuidadosamente montaram desde 2003 está para desmoronar, não está?
 
É por causa desse tipo de efeito cascata..por causa dessa gente toda com os dias contados que os petistas, mais uma vez, estão lançando suas baixarias pela internet. Milhares e milhares de funcionários da administração pública brasileira estão contando os dias para ver essa ralé pela costas e respirar ar puro dentro das repartições que essa gente empestou com o cheiro do álcool barato, da maconha e do lança-perfume.
 
Os petistas sabem que vão sair. Já vi esse filme passar aqui na Prefeitura Municipal de Porto Alegre em 2006 quando esses vagabundos custaram a “cair na real” depois de perderem a eleição. Preparem-se meus amigos. Não é o MAV no facebook que nos deve preocupar. Não é o motoqueiro com a pistola na cintura – tão chegado aos vagabundos do Foro de São Paulo – que devemos temer. O que nós precisamos saber é que, nos últimos dias de seu governo, essa gente vai fazer a política da “terra arrasada” e vai tentar destruir, fraudar, roubar, levar para casa ou esconder TUDO que possa deixar a marca de sua passagem pelo poder.
 
O que a eleição de 2014 está ensinando aos brasileiros é que o PT não tem adversários; tem inimigos. Há, e eu já disse isso um dia, uma gigantesca diferença entre os dois cuja característica mais importante a ser lembrada é a incapacidade dessa gente conviver dentro de uma sociedade se revezando no poder. Não será portanto a economia destruída, o risco do Ebola ou a crise na segurança o monstro que Aécio Neves terá de enfrentar. Não será a rede hospitalar brasileira destruída e sucateada, as universidades aparelhadas ou os policiais na miséria...
 
Será a pior, mais covarde, traiçoeira e inescrupulosa oposição que algum governo já teve. O PT, meus amigos, vai levar o país ao caos conforme ele agora já vem prometendo e poucos vêm levando a sério – mais uma lição para os que viram o crime organizado assumir o governo em 2003 e voltar a oposição em 2015 como se fosse um “partido de trabalhadores” - um partido que pode aceitar deixar o governo para ser oposição e que pode eventualmente um dia sair novamente da oposição para ser governo mas que jamais deixará de ser o que sempre foi – o Partido do Crime Organizado.

09 de outubro de 2014
Milton Simon Pires é Médico.

A AGENDA PRÉ-INSURGENTE DO MST



Segundo o ministro Gilberto Carvalho, “o MST é um movimento legítimo” (ESP. 26/2/2014). Ora, o MST não tem existência jurídica. Ou seja, formalmente não existe. Como é legítimo, Ministro?

Ministro, vá ao Google e leia esta matéria de Grego Stoso, publicada em 27/2/2014 na Internet:

“Haddad fecha acordo com o MST para o fornecimento de alimentos orgânicos para escolas públicas de SP. Só uma coisa me incomoda nesta notícia. Como, se o MST que não é uma entidade registrada na junta comercial? Não possui CNPJ, não recolhe impostos, não é formalizada juridicamente e não possui estatuto; e justamente por isso, não pode ser processada judicialmente pelas arruaças e destruições que promove no patrimônio alheio, como irá fornecer alimentos para a prefeitura de São Paulo?

Vai ser tudo sem nota no caixa dois, ou irão abrir uma empresa de fachada para que consigam emitir NF sem recolher impostos? E mesmo que tenham uma empresa aberta, onde está o contrato social da empresa? Quem são os sócios? Onde fica a sede? E, cadê o edital de concorrência onde o MST foi ganhador da licitação? E se o MST abrir uma empresa e formalizar sua situação juridicamente, seus dirigentes poderão ser processados pela baderna que promovem no campo. Um tiro no pé. Votaram no Haddad, e a prefeitura já está virando um penico esquerdofrênico. O MP tem obrigação de acabar com essa bandalheira. Tem coisas que só acontecem no terceiro mundo da Amérdica Latrina”.

E vejam o que falou João Pedro Stedile em 17/2/2014:
Stédile anuncia ‘urbanização’ do MST: ‘Não adianta só ocupar terras'
Por Vasconcelos Quadros - iG São Paulo | 17/02/2014 12:00
Líder do movimento admite que a reforma agrária clássica, baseada em invasões, acampamentos e distribuição de terras, está ultrapassada e é preciso disputar as cidades.
 
A nova fase do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) é mais urbana e traz mudanças nas táticas e no espaço onde se dará a luta pela terra nos próximos anos, segundo o economista João Pedro Stédile, princípal dirigente do movimento, em entrevista exclusiva ao IG: “Se na periferia de São Paulo for preciso hortigranjeiros mais baratos, então vamos fazer desapropriações, inclusive no perímetro urbano, e entregar um ou dois hectares para as pessoas produzirem alimentos.”

É evidente que o MST não sobreviveria sem o vasto apoio que, há anos, recebe do Governo Federal e alguns governos estaduais, se as torneiras nacionais ao MST e à Via Campesina – seu braço multinacional – fossem fechadas, e se os governos e as ONGs estrangeiras que apóiam ambas as organizações fossem co-responsabilizados por seus atos.

No Brasil, a ofensiva pró-radicalismo verde, em especial a expansão do setor agro-florestal, tem recebido a importante contribuição das redes que gravitam em torno do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e seu braço multinacional, a Via Campesina que, por sua vez, para ampliar suas campanhas, busca aliança com ONGs atuantes nos países vizinhos.

Na Argentina: Fundação Centro de Estudos de Direitos Humanos e Meio Ambiente (CEDHA), Assembléia Cidadã Ambiental de Gualeguaychú e o Greenpeace Argentina. Entre os financiadores da CEDHA destacam-se a embaixada do Reino Unido em Buenos Aires, as fundações Ford, Hewlett e Richard e Rhoda Goldman; o governo do Canadá, a Christian Aid (organização filantrópica oficial da Igreja Anglicana) e outras entidades internacionais.

O site da CEDHA aponta como parceiras da entidade, entre outras, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), uma das organizações que integra o estado-maior do ambientalismo internacional e a Rios Vivos, coalizão multinacional de ONGs que tem sido uma das mais ativas opositoras dos projetos hidroviários no Brasil, como o Paraguai-Paraná, crucial para a integração do Mercosul. Com sede oficial em Montevidéu, outra ONG desempenha importante papel como centro de Inteligência sobre o setor agro-florestal, é a World Rainforest Movement (WRM) que atua em estreita coordenação com a Forests and the European Union Resource Network (FERN), que atua como centralizadora de uma campanha idêntica no âmbito da União Européia.

Em 25 de junho de 2006, em Buenos Aires, o MST promoveu o Fórum Social de Resistência ao Agronegócio, que reuniu ONGs e “movimentos sociais” da Argentina, Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Equador e Peru, com o objetivo declarado de configurar uma articulação regional de oposição ao “agronegócio”, elevado à condição de ser o principal vetor de desestabilização socio-ambiental da região. Nesse sentido, deve ficar claro que o MST vem atuando não como um “movimento social”, como se intitula e como é referido por autoridades governamentais e por determinada mídia e sim, como massa de manobra a serviço dos delirantes planos de suas lideranças de transformar o Brasil em uma “pátria livre, operária e camponesa”, como afirma o seu hino.
Em entrevista à agência Carta Maior, em 27 de junho de 2006 , a representante do MST/Via Campesina, Christiane Campos, afirmou que os alvos preferenciais do Fórum são “as duas monoculturas que vêm se alastrando rapidamente no Cone Sul: a soja e os cultivos florestais de eucalipto para produção de papel e celulose”.

Quem é Christiane Campos? Trata-se de Christiane Senhorinha Soares Campos. Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Goiás (1993), graduação em Comunicação Social – Habilitação Jornalismo pela Universidade Federal de Goiás (1994) e mestrado em Geografia pela Universidade Federal de Goiás (1999). Atualmente presta serviços ao Instituto de Educação Josué de Castro, Iterra e Assessoria de Comunicação e Formação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento capitalista, território, impactos territoriais e campesinato.

Na mesma linha, o uruguaio Ricardo Carrer, coordenador da World Rainforest Movement, definiu os objetivos do Fórum: “Questionar o Mercosul das monoculturas que nos impõe o mercado global, coordenar estratégias de campanhas de resistência em nível regional e romper a divisão campo-cidade no público e político, mostrando a cara política do agronegócio e denunciando os devastadores projetos de país e sociedade que implicam para o presente e as futuras gerações”.

Uma demonstração cabal da disposição desses grupos de dar contornos físicos à sua ofensiva foi a invasão e destruição do laboratório de melhoramentos genéticos da Aracruz Celulose em Barra do Ribeiro (RS), em 8 de março de 2006, levada a cabo por uma “tropa de choque” de cerca de mil militantes da Via Campesina/MST, a maioria mulheres. Cinicamente, o líder visível do MST, João Pedro Stédile, que já havia definido a substituição do “latifúndio” pelo “agronegócio” como o “novo inimigo do movimento” saudou efusivamente a ação criminosa, chamando as invasoras de heroínas. Seguramente em uma palestra ministrada na Escola Superior de Guerra (!), o kamarada Stédile eludiu esse fato.

Recorde-se que em janeiro de 2001, durante o I Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o MST promoveu uma destruição semelhante em uma fazenda de cultivos transgênicos experimentais da empresa Monsanto, em Não-me-Toques (RS). Na ocasião, a foto de Stédile (sempre o Stédile…) e do eco-terrorista francês José Bové, ex-membro do Greenpeace, ganhou as primeiras páginas dos principais jornais do mundo.

A Via Campesina foi, como se sabe, fundada em 1992, em Manágua, Nicarágua, como uma articulação das organizações camponesas em todo o mundo, uma espécie de “internacional dos Sem-Terras”, a partir da experiência do MST. Na prática, as duas organizações são indistinguíveis entre si, exceto pelo fato de o MST não ter existência jurídica. Ou seja, formalmente o MST não existe, embora suas lideranças – algumas respondendo a processos na Justiça – sejam recebidas no Palácio do Planalto! O fato de não possuir existência jurídica formalizada também não impede que este governo – como o anterior – sistematicamente, lhe faça doação de recursos oficiais sob a forma de fundos financeiros e cestas básicas para os assentamentos.

A Via Campesina conta com o financiamento de numerosas fundações e ONGs européias, além da – pasmem – a Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA (USAID). Em 1996, a USAID patrocinou a criação do Grupo de Trabalho das Mulheres da Via Campesina, e no relatório da Agência em 2000, lê-se: “Entre as preocupações do grupo estão as políticas agrícolas nacionais que, frequentemente, têm o efeito não-intencional de diminuir a segurança alimentícia pelos incentivos à produção de cultivos de exportação, em vez da produção de cultivos diversificados para suplementar as necessidades alimentícias domésticas”. Não é de descartar que esse relatório tenha sido escrito pelo próprio MST…

Anteriormente, a Right Livelihood Foundation foi a patrocinadora das pesquisas de João Pedro Stédile para o livro “A Luta pela Terra”, escrito juntamente com frei Sergio Görgen que atualmente é deputado estadual pelo PT/RS. Görgen foi um dos fundadores da Via Campesina e continua sendo um dos principais articuladores das ações empreendidas pelo MST, com organizações como o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) que vem desempenhando uma ativa campanha contra novos projetos hidrelétricos no Brasil.

Em 19 de abril de 2006, com a presença de Hugo Chávez e do governador Roberto Requião, a Via Campesina promoveu, em Curitiba, um encontro internacional que consolidou a chamada “agenda verde” como parte do programa insurrecional que a “internacional dos sem-terras” está encabeçando em todo o continente. Esse convescote resultou em um documento intitulado Manifesto das Américas em Defesa da Natureza e da Diversidade Biológica e Cultural.

Além de Chávez e Requião, também assinaram o documento: Adolfo Perez Esquivel, Eduardo Galeano, Noam Chomsky, Leonardo Boff, Pedro Casaldáliga, João Pedro Stédile e outras figuras.

A influência política desse aparato intervencionista nas diversas instâncias do Estado brasileiro, que vem desde a década passada, se consolidou no Governo Lula, com a ocupação dos principais postos do Ministério do Meio Ambiente e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) por dirigentes de ONGs ambientalistas. Isso explica em grande parte a vexaminosa omissão do governo brasileiro diante da campanha ambientalista internacional que ora se desenvolve contra a construção de duas fábricas de celulose e papel na cidade uruguaia de Fray Bentos, às margens do rio Uruguai, campanha que foi desastradamente abraçada pelo presidente Kirchner, que é parte de uma ofensiva geopolítica perpetrada pelo aparato ambientalista internacional contra a integração e o pleno desenvolvimento da América do Sul, em especial do Mercosul.

Para concluir, é imprescindível que os melindres políticos sejam colocados de lado para admitir que estamos diante de um aparato neo-colonialista a serviço de uma agenda geopolítica, a qual é totalmente alheia aos interesses maiores das populações dos países afetados por ele. Ademais, é preciso reconhecer que esse aparato não teria qualquer possibilidade de vida própria sem o respaldo financeiro e político que recebe de organizações privadas e oficiais estrangeiras, e até mesmo de governos de Estados constituídos.

No Brasil, é evidente que o MST não sobreviveria sem o vasto apoio que, há anos, tem-lhe sido dado pelo Governo Federal e alguns governos estaduais, se as torneiras nacionais ao MST e a Via Campesina – seu braço multinacional – fossem fechadas, e se os governos estrangeiros que os apóiam fossem pressionados e co-reponsabilizados pelo resultado das ações desenvolvidas por ambos. Não obstante, nada disso será possível sem a conscientização da opinião pública dos países da região e um governo não comprometido com a baderna.

A alguns anos, em 19 de outubro de 2006, o jornal O Globo publicou uma entrevista de José Rainha – que há muito tempo não é mais sem-terra –, o mesmo José Rainha que no dia 3 de abril de 2002, em Brasília, após uma passeata do MST à embaixada de Israel, declarou apoio aos atentados contra alvos civis israelenses. Disse ele: “Os atentados contra Israel são a arma de defesa dos palestinos. Muitas vezes as vítimas são civis, mas não há outra saída”.

Na entrevista a O Globo, José Rainha, que está indiciado em diversos inquéritos policiais, afirmou o seguinte: “’Vamos sair da trincheira no dia 29, às 17 horas, vitoriosos com o governo Lula (…). A trégua nas invasões de fazendas tem dia e hora para acabar: ao final do processo eleitoral, às 17 horas do próximo dia 29, o MST voltará a comandar invasões para reivindicar a reforma agrária. Ele admitiu que a trégua só acontece agora porque o movimento deseja ajudar na reeleição de Lula (…). A trégua nas invasões é uma estratégia do MST para não prejudicar a campanha do presidente Lula (…). Para Rainha, a vitória de Alckmin seria um ‘golpe’. O povo vai tomar as ruas, não vamos permitir o retrocesso da democracia (…). O candidato tucano tem um discurso neofascista’. Finalmente, declarou que pretende buscar recursos do BNDES e da Petrobrás para financiar o projeto de construção de uma refinaria no Pontal” .

Porém, tudo indica que José Rainha não poderá “sair da trincheira” porque a Justiça de São Paulo manteve, em 23 de outubro de 2006, a sua condenação – pelo Juiz da Comarca de Teodoro Sampaio, em 30 de junho de 2003 – a dois anos e oito meses de prisão por porte ilegal de arma. José Rainha já esteve preso por quatro vezes sob acusações que foram desde formação de quadrilha até incitação à violência, incêndio e furto qualificado. Deolinda Alves de Souza, mulher de José Rainha, ao tomar conhecimento da notícia, declarou que “o Poder Judiciário no Estado de São Paulo é extremamente reacionário” e que “a extrema direita está decidindo o rumo dos sem-terra” (O Globo, 24 de outubro de 2006).

Deu para entender? José Rainha, um meliante condenado pela Justiça, não poderia ter sido mais claro!

Dados Bibliográficos
- A Geopolítica “verde” para o Mercosul, julho de 2006, edição especial de Solidariedade Ibero-Americana.

09 de outubro de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

BASTA DE PT



 
Estamos vivendo um momento histórico. A eleição presidencial de 2014 decidirá a sorte do Brasil por 12 anos. Como é sabido, o projeto petista é se perpetuar no poder. Segundo imaginam os marginais do poder — feliz expressão cunhada pelo ministro Celso de Mello quando do julgamento do mensalão —, a vitória de Dilma Rousseff abrirá caminho para que Lula volte em 2018 e, claro, com a perspectiva de permanecer por mais 8 anos no poder. Em um eventual segundo governo Dilma, o presidente de fato será Lula. Esperto como é, o nosso Pedro Malasartes da política vai preparar o terreno para voltar, como um Dom Sebastião do século XXI, mesmo que parecendo mais um personagem de samba-enredo ao estilo daquele imortalizado por Sérgio Porto.
 
Diferentemente de 2006 e 2010, o PT está fragilizado. Dilma é a candidata que segue para tentar a reeleição com a menor votação obtida no primeiro turno desde a eleição de 1994. Seu criador foi derrotado fragorosamente em São Paulo, principal colégio eleitoral do país. Imaginou que elegeria mais um poste. Não só o eleitorado disse não, como não reelegeu o performático e inepto senador Eduardo Suplicy, e a bancada petista na Assembleia Legislativa perdeu oito deputados e seis na Câmara dos Deputados.
 
A resistência e a recuperação de Aécio Neves foram épicas. Em certo momento da campanha, parecia que o jogo eleitoral estava decidido. Marina Silva tinha disparado e venceria — segundo as malfadadas pesquisas. Ele manteve a calma até quando um dos seus coordenadores de campanha estava querendo saltar para o barco da ex-senadora.
 
E, neste instante, a ação das lideranças paulistas do PSDB foi decisiva. Geraldo Alckmin poderia ter lavado as mãos e fritado Aécio. Mas não o fez, assim como José Serra, o senador mais votado do país com 11 milhões de votos. Foi em São Paulo que começou a reação democrática que o levou ao segundo turno com uma vitória consagradora no estado onde nasceu o PT.
 
Esta campanha eleitoral tem desafiado os analistas. As interpretações tradicionais foram desmoralizadas. A determinação econômica — tal qual como no marxismo — acabou não se sustentando. É recorrente a referência à campanha americana de 1992 de Bill Clinton e a expressão “é a economia, estúpido”. Com a economia crescendo próximo a zero, como explicar que Dilma liderou a votação no primeiro turno? Se as alianças regionais são indispensáveis, como explicar a votação de Marina? E o tal efeito bumerangue quando um candidato ataca o outro e acaba caindo nas intenções de voto? Como explicar que Dilma caluniou Marina durante três semanas, destruiu a adversária e obteve um crescimento nas pesquisas?
 
Se Lula é o réu oculto do mensalão, o que dizer do doleiro petista Alberto Youssef? Imagine o leitor quando o depoimento — já aceito pela Justiça Federal — for divulgado ou vazar? De acordo com o ministro Teori Zavascki, o envolvimento de altas figuras da República faz com que o processo tenha de ir para o STF. E, basta lembrar, segundo o doleiro, que só ele lavou R$ 1 bilhão de corrupção da Refinaria Abreu e Lima. Basta supor o que foi desviado da Petrobras, de outras empresas e bancos estatais e dos ministérios para entender o significado dos 12 anos de petismo no poder. É o maior saque de recursos públicos da História do Brasil.
 
Nesta conjuntura, Aécio tem de estar preparado para um enorme bombardeio de calúnias que irá receber. Marina Silva aprendeu na prática o que é o PT. Em uma quinzena foi alvo de um volume nunca visto de mentiras numa campanha presidencial que acabou destruindo a sua candidatura. Não soube responder porque, apesar de ter saído do PT, o PT ainda não tinha saído dela. Ingenuamente, imaginou que tudo aquilo poderia ser resolvido biblicamente, simplesmente virando a face para outra agressão. Constatou que o PT tem como princípio destruir reputações. E ela foi mais uma vítima desta terrível máquina.
 
O arsenal petista de dossiês contra Aécio já está pronto. Os aloprados não têm princípios, simplesmente cumprem ordens. Sabem que não sobrevivem longe da máquina de Estado. Contarão com o apoio entusiástico de artistas, intelectuais e jornalistas. Todos eles fracassados e que imputam sua insignificância a uma conspiração das elites. E são milhares espalhados por todo o Brasil.
Teremos o mais violento segundo turno de uma eleição presidencial. O que Marina sofreu, Aécio sofrerá em dobro. Basta sinalizar que ameaça o projeto criminoso de poder do petismo. O senador tucano vai encontrar pelo caminho várias armadilhas. 
 
A maior delas é no campo econômico. O governo do PT gestou uma grave crise. Dilma foi a terceira pior presidente da história do Brasil republicano em termos de crescimento econômico. Só perdeu para Floriano Peixoto — que teve no seu triênio presidencial duas guerras civis — e Fernando Collor — que recebeu a verdadeira herança maldita: uma inflação anual de quatro dígitos. O PT deve imputar a Aécio uma agenda econômica impopular que enfrente radicalmente as mazelas criadas pelo petismo. Daí a necessidade imperiosa de o candidato oposicionista deixar claro — muito claro — que quem fala sobre como será o seu governo é ele — somente ele.
 
Aécio Neves tem todas as condições para vencer a eleição mais difícil da nossa história. Se Tancredo Neves foi o instrumento para que o Brasil se livrasse de 21 anos de arbítrio, o neto poderá ser aquele que livrará o país do projeto criminoso de poder representado pelo PT. E poderemos, finalmente, virar esta triste página da nossa história.

09 de outubro de 2014
Marco Antonio Villa é historiador. Originalmente publicado em O Globo

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

O crime organizado deixará de presidir o Brasil? Tomara!

 
 
Dilma Rousseff e sua base aliada não têm mais a mínima condição moral e legal de continuar (des)governando o Brasil, depois de tanta sujeira que emerge nos depoimentos da “Colaboração Premiada” da Operação Lava Jato. As revelações bombásticas varrerão a petralhada do mapa, junto com o esquema que lhes dá sustentação, pela via dos “mensalões”  pagos por grandes empreiteiras que fazem negociatas superfaturadas com a máquina estatal capimunista.
 
Independentemente do resultado do segundo turno, a gestão petista se autodestruiu. Por isso, soa como piada de fim de festa o lançamento que o presidente do PT, Rui Falcão, fez ontem da candidatura presidencial de Luiz Inácio da Silva, para o ano de 2018. Só Deus sabe se o grande líder terá saúde para encarar tal desafio daqui a quatro anos. Pelo navegar da barca do inferno, são gigantescas as chances de que Lula e as maiores lideranças políticas de sua base amestrada sejam obrigados a enfrentar processos judiciais resultantes da Lava Jato, Porto Seguro e desdobramentos da segunda fase do Mensalão.
 
Tecnicamente falando, muita gente estará cotada não para a Presidência da República, mas sim para técnico do time da Papuda ou outras penitenciárias menos votadas. Todos os escândalos podem ficar amplificados se houver interesse em estabelecer uma relação perigosíssima entre lavagem de dinheiro público roubado e financiamento de atividades do tráfico de drogas que serve como uma das fontes alternativas de investimentos para grupos que se proclamam “revolucionários”. Algumas entidades criminosas – a quem o Banco Central tem ordem expressa de não fiscalizar – se escondem por trás de “cooperativas de crédito” que estão dando ares de legalidade ao dinheiro vindo da corrupção e do narcotráfico.
Eis o monstro que Aécio Neves terá de enfrentar se conseguir se eleger Presidente da República. Esta é a máquina do mal que vai desestabilizar qualquer governo brasileiro nos próximos anos. O Brasil caminha para se tornar algo pior que aquela violenta Colômbia dos tempos do senhor do tráfico Pablo Escobar – o chefão do Cartel de Medelin que soube misturar política, revolução e narcotráfico, até ser eliminado pelos Estados Unidos da América.
 
Os mafiosos esquemas brasileiros e suas relações políticas farão a História considerar Escobar um mero aprendiz de bandido.
Pesquisas e pesquisas...
 
 
Deletação premiada
 
 
Aviso aos comentadores
 
Por problemas insolúveis em nosso computador, ontem tivemos problemas para liberar a publicação dos comentários.
 
Como o caos deve se repetir hoje – inclusive para postar a edição normal – pedimos paciência aos leitores.
Nosso sistema está igual ao Brasil: calma, porque ainda vai piorar muito...
Abusando da paciência

 
 
09 de outubro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

COZINHANDO O GALO



 
Conta-se a história de um viajante que, chegando no Rio de Janeiro por volta de 1950, foi a uma banca de jornais e pediu um exemplar do Estadão, mesmo que atrasado. Imediatamente lhe entregaram um mapa de Minas.
 
Pode não ser atrasado, mas é esquizofrênico.
 
Tem um de seus filhos como candidato à presidência mas vota majoritariamente em outrem.
 
Gato que nasce no forno não é biscoito. A rival não é mineira. Foi-se o martelo com que combatia às pampas; hoje se derrete como manteiga e tem ódio de bolsa.
 
Nas próximas semanas veremos coisas interessantes.
O patinho feio virou cisne. Se ficar quieto tem grandes chances de nadar no Paranoá. Se abrir a boca talvez seja o seu último canto.
 
Já a bruxa malvada perdeu a sua capacidade de assustar criancinhas. Duro vai ser desmamar tantos bezerros em caso de quebra do encanto.
O seu fado está ligado ao cozinheiro que perdeu o tempero. A compostura já tinha perdido a algum tempo.
 
Por enquanto tem que cozinhar o galo, vigiar o pirão (para que não desande) e apaziguar a onça (que já rosnou quando lhe cutucaram).
09 de outubro de 2014
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

DESCONFIANÇA

 


 
As numerosas situações nas quais as divulgações das pesquisas de intenção de votos para o primeiro turno se desviaram significativamente da realidade, evidenciam o fato de que o eleitor brasileiro, apesar da grande parcela despreparada e deseducada, exibiu um comportamento estatístico indicador de que a influência da avalanche de previsões, anunciadas quase que diariamente, impedindo a mínima reflexão sobre o melhor candidato e, consequentemente, favorecendo a atração ao perigoso pântano do voto útil, não foi a esperada, no momento da urna. 
Por outro lado, os resultados mostram também que os Institutos responsáveis inspiraram uma baita dose de desconfiança na população, o que sugere uma urgente necessidade de oxigenação em suas metodologias e um esforço no sentido de mostrar maior transparência nas relações entre eles e os partidos e candidatos interessados no processo de sondagem. 
Que passem a servir tão somente como elemento balizador, sua função, e não como vetor indutor de tendências, sensação difícil  de ser descartada pela opinião pública após este primeiro turno. 
 
09 de outubro de 2014
Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

MAIS VOTADO NO RIO PARA A CÂMARA, BOLSONARO MIRA A PRESIDÊNCIA EM 2018

Deputado do PP faz ataques a Dilma Rousseff e à Comissão da Verdade

Bolsonaro mira na Presidência em 2018 e faz ataques à Comissão da Verdade - Ailton de Freitas / Agência O Globo/Arquivo


RIO - Mais votado do Rio para a Câmara dos Deputados, com 464.572 votos, Jair Bolsonaro (PP) já faz planos para 2018, quando pretende se lançar candidato à Presidência da República. Nesta terça-feira, ele voltou a criticar o governo federal e a postulante à reeleição Dilma Rousseff (PT), reiterou suas posições sobre temas polêmicos, como o Plano Nacional de Cidadania e Direitos Humanos LGBT, e fez ataques à Comissão da Verdade. Quanto à intenção de concorrer ao Palácio do Planalto, afirmou que, terminadas estas eleições, inicia as articulações para daqui a quatro anos.
— Vou dar uma de político tradicional: o povo está pedindo. Fiz muita campanha em São Paulo, com meu filho (Eduardo Bolsonaro, do PSC, eleito deputado federal pelo estado). Lá também ouvi isso. Quero ser uma das opções de 2018, a direita mostrando a sua cara. Estarei na contramão de tudo que está aí — afirma Bolsonaro.
Por enquanto, no segundo turno para a disputa presidencial, ele declara apoio a Aécio Neves, do PSDB. E mira sua artilharia contra a adversária do tucano nas urnas.

— Mesmo que ele não queira, voto no Aécio — diz o deputado. — O grande mal do Brasil é o PT. Se Dilma conseguir a reeleição, não fugiremos de uma ida para Cuba sem escala na Venezuela. É um governo que se preocupa em caluniar as Forças Armadas 24 horas por dia — continua ele, que é militar da reserva.

Com posicionamento conhecido contra a Comissão da Verdade, que tem por finalidade averiguar violações de direitos humanos entre 1946 e 1988, Bolsonaro também dirigiu suas críticas ao colegiado que realiza as apurações (são sete os membros que compõem a comissão). Frisou que recorreria a uma hipérbole, mas disparou.

— Uma cafetina resolve fazer sua biografia. Escolheu sete prostitutas para realizá-la. No final, a conclusão das prostitutas é de que a cafetina deveria ser canonizada. Essa é a Comissão da Verdade da Dilma — afirmou, depois de ressalvar: — Não estou chamando ninguém de cafetina ou prostituta. É uma hipérbole.

Bolsonaro disse ainda não concordar com quem afirma que ele tenha sido eleito com base numa agenda que chamou de “antigay”. Afirmou que, se homofobia for definida como “o respeito à família e querer que uma criança siga o destino dado a ela quando nasce”, ele, então, é homofóbico. Mas que sua briga não é contra os homossexuais.

— Minha bronca sempre foi e será contra o material escolar (numa referência ao Plano Nacional de Cidadania e Direitos Humanos LGBT, que ele chama de “kit-gay”). Acho impossível uma pessoa não ter um parente ou amigo gay. A grande maioria cuida da vida dela. Uma minoria que quer tratar desse assunto em vida pública — diz. — Nunca preguei dar porrada em homossexual. Mas defendo a família — conclui.

09 de outubro de 2014
Rafael Galdo, O Globo


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09 de outubro de 2014
in vespeiro