"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 6 de abril de 2014

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Relatório da CPI da Espionagem desmoraliza discurso de Dilma sobre “Brasil que sabe se proteger”
 
Alvo de ações de investidores da Petrobras e Eletrobras, demolindo a imagem marketeiramente construída de “gerentona”, Dilma Rousseff (Presidenta da República) deve se preparar para sofrer uma nova desmoralização pública de seus conceitos equivocados, na quarta-feira que vem, dia 9 de abril. A divulgação oficial das 301 páginas do relatório final da CPI da Espionagem vai derrubar a tese de que “o Brasil sabe se proteger” - defendida por Dilma, em setembro passado na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Curiosamente, quem antecipa o conteúdo da conclusão da CPI é a agência Thompson Reuters.

"Os acontecimentos que motivaram esta CPI assinalam (...) o despreparo do poder público no Brasil para fazer frente às ações de inteligência de outros governos e organizações". A partir desta conclusão no relatório da Comissão, o Senado propõe que seja elaborada uma lei que determine o fornecimento de dados de cidadãos e empresas nacionais a organismos no exterior apenas mediante autorização judicial. A sugestão é absolutamente ingênua, uma vez que a espionagem transnacional, feita por governos ou empresas privadas, não vai parar por mera imposição de uma ingênua legislação tupiniquim.

A CPI no Senado foi instalada em setembro do ano passado, depois de uma série de reportagens do jornal O Globo, com revelações de espionagem no Brasil pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA). A denúncia se baseou em documentos vazados pelo famoso Edward Snowden, ex-funcionário da transnacional de informações Booz-Allen – que prestava serviços para a NSA norte-americana. Não foi à toa que o principal alvo da espionagem, além de Dilma, foi a Petrobras – de onde agora vazam mais denúncias que o casco avariado de um PTitanic afundando no mar de lama. O Rosegate, na Operação Porto Seguro, também tem muito vazamento de informação feita lá por fora... Idem a recente Operação Lava Jato...

Produzido com a visão antiamericana, pois a CPI foi pedida pela senadora Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), sendo relatada pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), o relatório da CPI recomenda que o Brasil "desenvolva mecanismos de proteção do conhecimento e de segurança cibernética". A conclusão da CPI pede quatro grandes linhas de atuação: tecnológica, pessoal, processual e institucional. O probleminha é que os senadores produziram, como anexo, um ingênuo projeto de lei que exige autorização judicial prévia para o acesso por autoridades e organismos internacionais a dados de brasileiros e empresas nacionais. Nossa lei não revogará a espionagem transnacional – algo tão antigo quanto a prostituição e a corrupção...

O relatório vai advertir: "Um dos principais problemas apurados por esta CPI diz respeito à falta de controle e de transparência a respeito das requisições de dados de pessoais naturais e jurídicas brasileiras por autoridades governamentais e tribunais estrangeiros. Com este projeto de lei do Senado, espera-se suprir essa lacuna e permitir que o Poder Judiciário brasileiro exerça o controle necessário sobre esses procedimentos, divulgando de forma transparente essas requisições".

A CPI sugere a construção de cabos submarinos que não passem pelos EUA, o lançamento de satélite brasileiro e o desenvolvimento de tecnologia nacional. A Comissão também critica a falta de investimentos na Agência Brasileira de Inteligência. Dos quase R$ 530 milhões previstos para a Abin em 2012, R$ 467,2 milhões tinham como destinação gastos com pessoal e encargos sociais. Outros R$ 55,7 milhões iam para outras despesas correntes. Apenas R$ 4,9 milhões para investimentos em atividades de inteligência.

O lamentável é que tal relatório servirá para nada no atual desgoverno – sobre o qual os adversários também lançam suspeitas de praticar espionagens locais, invadindo computadores e fazendo interceptações telefônicas sem completo respaldo legal. Enquanto isso, a espionagem transnacional vai vazar muito mais imundície cometida pela turma da República Sindicalista do Brasil, seus comparsas políticos, empresariais e nos fundos de pensão de “estatais” – todos alvos de investigações pelo Ministério Público Federal.

Articulando


Conflito de interesses

Também alvo de ações movidas por investidores da Petrobras, junto com a companheira Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, voltou a repetir, ontem, um arsenal de fantasias sobre a Petrobras.

Mantega, que preside o conselho de administração da estatal, mesmo sendo ministro da Fazenda, voltou a alegar que a falsa tese de que as decisões sobre reajustes ou não nos preços dos combustíveis são tomadas pela “diretoria da empresa” – e não pelo acionista majoritário, o governo da União:

“A Petrobras tem reajustado combustíveis nos últimos anos. A questão é que nós tivemos uma desvalorização do real, então, fica mais difícil se alinhar com os preços internacionais. Mas não deixou de fazer reajustes. Eu não falo de reajustes, isso é a diretoria que decide, mas a Petrobras tem feito uma boa prática”.

Bronca do Aécio

O Governo está PT da vida com o presidenciável tucano Aécio Neves, porque ele elegeu a Petrobras como alvo preferencial de ataques aos petistas.

Por isso, Mantega resolveu defender a presidenta Dilma dos ataques de leniência com a inflação, e a Petrobras das suspeitas de correr risco de insolvência:

“A Petrobras é hoje pelo menos 10 vezes mais forte do que era na época em que o governo do senador Aécio cuidava dela. Vale muito mais do que valia. A partir deste ano, a produção começa a aumentar 7,5% e vai continuar crescendo, assim como o faturamento. Não há nenhum perigo de insolvência, muito pelo contrário, ela está sólida”.

Atravessou o samba

O Radar da Veja avacalhou ontem que Dilma Rousseff cometeu uma gafe, mais uma, durante a cerimônia de transferência do Galeão para a iniciativa privada, ao declamar o belíssimo Samba do Avião, de Tom Jobim, quase chorando:

“Esse ‘Samba do Avião’ faz uma ligação entre o Brasil de hoje e o Brasil de ontem porque o ‘Samba do Avião’ descreve a chegada no Brasil, e em especial no Galeão, dos brasileiros que voltavam ao Brasil após a Anistia, alguns após 21 anos de exílio, outros menos do que isso, mas essa é a realidade; o ‘Samba do Avião’ é isso. É de fato, e nessa semana é um momento especial, uma homenagem aos exilados”.

Probleminha, lembrado pela Veja, é que o ‘Samba do Avião’ foi lançado em 1962, dois anos antes do tal golpe de 1964 – nada tendo a ver com exilados.

Gravação correta



O Samba do Avião teve as primeiras gravações com Elza Laranjeira e Cauby Peixoto, em 1962.

A canção de Tom que remete aos exilados é ‘Sabiá,’ parceria dele com Chico Buarque, de 1967.

Diz a letra: “Vou voltar/Sei que ainda vou voltar/Para o meu lugar”.

Problema da Anistia


Dilma também errou feio sobre o retorno dos exilados.

Eles não voltaram ao “Brasil após 21 anos de exílio”.

Voltaram bem antes, 15 anos após, 1979, graças à Lei de Anistia de 1979 – que a turma de revanchistas gostaria de agora revogar, mesmo ao arrepio de uma cláusula pétrea na Constituição de 1988.

Processo à vista

Fabricar uma impunidade para o escândalo da refinaria Pasadena será uma jogada quase impossível para o desgoverno petralha.

Investidores que representam no Ministério Público Federal contra Dilma e Mantega listaram pelo menos nove atos ilícitos bem evidentes contra os presidentes do Conselho de Administração da Petrobras.

Na tensa véspera da campanha à reeleição, o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, tem evidências de sobra para processar Dilma e Mantega no foro privilegiado do Supremo Tribunal Federal.

Se o representante máximo do Ministério Público se omitir ou for negligente, investidores vão propor uma ação penal subsidiária da pública, para fazer as coisas se resolverem, sem a costumeira impunidade tupiniquim...

Releia: STF decreta impeachment de Dilma se acatar denúncia do MPF contra ela e Mantega no Pasadenagate


Pobre reeducando inválido


MEC do atraso

A UniverCidade mantinha uma série de obras verdadeiramente sociais e totalmente gratuitas que foram desarticuladas ou fechadas pela ação do MEC contra o grupo Galileo (que assumiu a instituição com a anuência do mesmo Ministério da Educação que o detonou).

Em 2012, a Clínica Escola de Fisioterapia registrou 48.600 atendimentos gratuitos beneficiando a população pobre, inclusive de muitos municípios cujas prefeituras transportavam pacientes em suas ambulâncias, até que o serviço foi suspenso pela Galileo, que não pagou o aluguel das instalações.

O Núcleo de Cidadania na Favela de Rio das Pedras — há cinco anos administrado pela professora Cláudia Franco Corrêa, apontado pela Columbia University como modelo de pesquisa social em comunidades carentes — ainda está ativo, à mercê de doações.

E a Escola Meninos de Luz na Favela do Pavão e Pavãozinho, projeto social da professora Yolanda Maltaroli, precisa encontrar outros parceiros.

Coitado do reeducando Zé


Piada séria contra os causídicos

Circula na internet uma piadinha, muito séria, relatando uma suposta acareação entre um policial e um advogado que resolveu apertá-lo, durante uma audiência em uma vara criminal, em São Paulo:

Advogado: Você viu o réu fugir da cena do crime?
Policial: Não, senhor. Mas eu o vi a algumas quadras do local do crime e o prendi como suspeito, pois ele se trajava conforme a descrição dada do criminoso.

Advogado: E quem forneceu a descrição do criminoso?
Policial:   O policial que chegou primeiro ao local do crime.

Advogado: Um colega policial forneceu as características do suposto criminoso. Você confia nos seus colegas policiais?
 

Policial: Sim, senhor. Confio a minha vida...

Advogado: A sua vida?  Pois bem, então diga-nos se na sua delegacia tem um vestiário onde vocês trocam de roupa antes de sair para trabalhar...

Policial:  Sim, senhor, temos um vestiário.

Advogado:  E vocês trancam a porta com chave?
Policial:  Sim, senhor, nós trancamos.

Advogado: E o seu armário, você também o tranca com cadeado?
Policial: Sim, senhor, eu tranco.

Advogado: Por que, então, policial, você tranca seu armário, se quem divide o vestiário com você são colegas a quem você confia sua vida?
Policial:  É que nós estamos dividindo o prédio com o Tribunal de Justiça, e algumas vezes nós vemos advogados andando perto do vestiário...

Gargalhada geral, inclusive do Juiz, que foi obrigado a suspender a sessão....

Palhaços do mundo, uni-vos

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

06 de abril de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

POR UMA ESTRATÉGIA DE ESTADO

 

É comum em países imaturos que aqueles que estão no poder confundam os seus interesses com os interesses do Estado. Frequentemente confundem estas duas esferas, sendo uma absolutamente transitória e a outra perene. Os governos, seja de que partido ou grupo político for, assumem a condução do país por um tempo e num dado momento sai, o Estado permanece (pelo menos deveria conceitualmente ser assim)!

Um partido, ou grupo político, que assume a administração temporária de um país tem um Plano de Governo, apresentado ao longo da campanha eleitoral, que nem sempre leva em consideração os Objetivos Nacionais Permanentes (ONP) e alvos estratégicos. A noção de tempo entre atividades de Governo e de Estado é completamente diferente. Um governo tem 4  ou 8 anos para atingir seus objetivos, um Estado tem dezenas de anos, sendo que os objetivos de ambos nem sempre são convergentes. São perspectivas diferentes, mas que devem guardar alguma sintonia.

Um Estado soberano precisa ter uma visão de futuro, com metas e objetivos traduzidos num Planejamento Estratégico Nacional de médio e longo prazo. Em decorrência, se são planos a longo prazo, naturalmente precisam ser suportados por executores que tenham condições de fazê-los efetivos.

Assim, como pré-requisitos para sua execução são requeridos tempo, recursos apropriados por canais adequados, sigilo absoluto e estabilidade; além obviamente de capacidade profissional. Devem ser planos que, para sua execução, independam do governo da moda. Seus idealizadores e executores obrigatoriamente têm de conhecer as regras do jogo mundial; à fim de posicionar seu país adequadamente.
Países avançados têm planejamentos para 50 anos, e até mais, e construíram estruturas capazes de fazê-los executar “chova ou faça sol”. Por exemplo, o desenvolvimento de uma nova tecnologia estratégica leva décadas e precisa ser elaborada no mais alto grau de sigilo, por motivos óbvios. Seria razoável que, num dado momento da vida nacional, segredos estratégicos sejam apresentados a um cidadão eleito que passa transitoriamente pelo poder?

Seria razoável compartilhar projetos vitais a segurança nacional com alguém que não se conhece, que não foi avaliado do ponto de vista das capacidades específicas requeridas (capacidade de compreensão, de avaliação e de retenção de informação, etc....)? Uma pessoa que, quando acabar seu mandato, não se sabe sequer o que ele vai fazer da vida? Você dividiria seus segredos mais importantes com alguém assim?

As respostas a estas perguntas explicam como as questões estratégicas são tratadas em países de ponta.

A falta de projetos para o país, abordada no artigo “Como fabricar gelo no inferno – da Petrobras ou do Exército” escrito pelo editor-chefe do blog Jorge Serrão questiona com propriedade: “Seremos realmente capazes de mudar alguma coisa para melhor, na atual falta de definição política? O que queremos fazer? Aonde desejamos chegar? Que projeto se tem, claramente definido e publicamente anunciado, para o Brasil?”, e ele próprio responde “A resposta sincera é: Nenhum.”.

Neste questionamento está, e nas ponderações feitas anteriormente, um ponto relevante do “porque” o Brasil ser uma colônia subdesenvolvida e submissa. Ele não foi capaz de desenvolver as estruturas de poder permanente garantidoras da execução dos projetos estratégicos nacionais.

Não há um Planejamento Estratégico exequível, simplesmente porque não se criou ao longo do tempo uma estrutura e grupo de executores aptos, capazes de fazê-lo efetivo, de forma independente. A exceção a esta regra ocorreu no período militar (1964 – 1985) porque os executores estavam no governo e tinham o seu respaldo, época que se desenvolveram várias iniciativas estratégicas (programa nuclear, indústria bélica, programa espacial, etc...).

Mudou o time de plantão no governo, os executores saíram pela porta dos fundos (não tiveram competência para resguardar o poder necessário a manutenção dos planos vitais ao país), e acabou tudo. Pequenos rescaldos, como o Juca do subterrâneo do Rio talvez possa explicar, são anomalias do sul afundadas a 12 mil metros.

Sem possuir um núcleo estratégico, de caráter permanente, capaz de formular e fazer executar um planejamento estratégico com adequado nível de sigilo, independente do governo transitório, um país simplesmente fica acéfalo e incapaz de jogar com eficácia o jogo mundial. Fica ao sabor dos gostos do grupo que está no poder. Um faz, o outro desfaz, e assim vai...Um passo pra frente, dez para trás.

Estranhamente, a candidata Marina Silva no programa do PSB na TV em horário nobre, junto com Eduardo Campos, no dia 27/03/14 disse que o Brasil precisava de uma “agenda” acima dos partidos. Uma senha? Talvez não. Possivelmente ela não mirou no alvo certo.

Certamente o general José Elito Carvalho de Siqueira, atual chefe do GSI/PR (Gabinete de Segurança Institucional) aprendeu muito, e adquiriu uma nova perspectiva e conhecimentos, quando foi destacado para substituir o General Urano Teixeira da Matta Bacellar (58 anos) morto em 07/01/2006 num hotel no Haiti. Ficou lá pouco mais de um ano, e logo após, em 31/07/2007 foi promovido a General de Exército, sendo nomeado para o GSI/PR em 21/12/2010 pela Dilma.

A militarização de movimentos populares, em paralelo com o aparelhamento total do crime organizado e dos três poderes da República, tem dado um matiz sombrio ao futuro próximo. Fuzis em tangará, e uniformes e campos de treinamento em outras partes, há anos, completam o quadro dantesco.

Em 31 de março, ao invés de vermos manifestações explicitas na caserna de homenagem ao movimento de 1964, vimos sim foi a reafirmação da obediência militar servil que levou a instauração de 7 inquéritos militares para apurar crimes daquela época. As FFAA, a continuar como estão, caminham para a extinção no formato operacional como se encontram, e o embrião de um novo Exército, com uma nova filosofia, parece estar em gestação. Tudo como previsto.

Nos sete artigos que escrevi aqui, incluindo este, tenho procurado passar uma mensagem das razões e instrumentos que conduzem a este servilismo contumaz que aleija esta nação. Mais claro seria ultrapassar os limites geográficos. Infelizmente a perspectiva não tem se mostrado alvissareira.

06 de abril de 2014
Luiz Antonio Peixoto Valle é Administrador de Empresas

QUANDO A DIREITA REAGE NAS UNIVERSIDADES...



Há algo novo no ar. Sinto ventos de mudança. A esquerda radical está perplexa, não sabe como reagir. Por décadas reinou absoluta nas universidades, com seus diretórios dominados, o monopólio da palavra, dos protestos e da organização de eventos. Agora não entende mais nada e cai em histeria diante de um fenômeno novo: a reação da direita!

Vejam o que alguns alunos fizeram na UFF, antro de esquerdistas em Niterói. Pertencem ao grupo Liberalismo Conservador, e se juntaram para fazer uma arrecadação voluntária e mandar imprimir diversos adesivos. Colaram tais adesivos em cima de mensagens pichadas pelos comunistas.

Quem diria?! “Menos Marx, Mais Mises” espalhado por cima de símbolos como a foice e o martelo comunista e o logotipo do PSOL. É fantástico! Sem falar que agora, ao menos, os brucutus terão escutado o nome Mises, completa novidade para eles. Trata-se do grande economista austríaco Ludwig von Mises, cujos livros representam o melhor antídoto existente contra a praga comunista.

Esses alunos estão de parabéns pela louvável iniciativa. Que outros sigam o exemplo Brasil afora. E notem a diferença já na largada: enquanto os comunistas picham as paredes e estragam o patrimônio das universidades, os liberais colam adesivos apenas, que podem ser retirados sem dano ou estrago à propriedade. Questão de princípios e valores já no básico.

Nesse outro caso, alunos da UFSC, outro antro de marxistas, retiraram a bandeira vermelha e hastearam a bandeira do Brasil no mastro, e em seguida cantaram o hino nacional, enfrentando a cambada de comunistas que amam mais greves do que trabalho. Emocionante. Vejam:

A esquerda jurássica tem motivo para ficar exaltada e histérica, em polvorosa. Nunca antes da história deste país se viu tal clima crescente de reação espontânea a essa hegemonia marxista nas universidades, que ninguém aguenta mais!


06 de abril de 2014
Rodrigo Constantino é Economista.

CAMINHOS TORTUOSOS




 

Um país de dimensões continentais como o Brasil, precisa explorar todos os meios de transportes no sentido de escoar a produção, atender pontos de demanda comercial e exploração inteligente do turismo. Isto pede até a criação de uma faculdade de Locomoções, pois a integração exige “controladores” de movimentos bem preparados para manter o sistema em pleno funcionamento. Rentável. Sustentável. Sem precisar explorar usuários que pagarão satisfeitos quando perceberem que podem confiar no processo. No horário. Na qualidade de atendimento.

No entanto, nossos administradores públicos, movidos pela inércia e pela ma fé, procuram manter as ferramentas sem uso adequado para que dentro do caos artificial, possam obter rápidos ganhos escusos através das “facilidades”e “soluções” que liberam dentro dos pontos de estrangulamentos fictícios.

Não precisamos de especialistas estrangeiros para gerenciar nosso modelo. Temos centenas de rios habilitados. No entanto, não há interesse usá-los corretamente para deixar o caminho livre para o escoamento ilegal de nossas riquezas.Temos milhares de quilômetros para implantar linhas férreas para transportar grãos a baixo custo. Além de trajetos esplêndidos para atrairmos turistas. Mas não há interesse em se criar tal malha com alto poder gerador de empregos.

Então ficamos nas mãos de montadoras de caminhões e ônibus para o mau uso por longas distâncias em estradas enlameadas e esburacadas para encarecer a agricultura e dar vazão às vendas de peças de reposição e arrecadação de pedágios sem critério lógico. Bem como nas mãos de 3 ou 4 companhias de aviação aliadas a um quadro incompleto de funcionários para dar suporte a um setor que incha a cada ano sem o correspondente crescimento da estrutura de atendimento ao usuário explorado (e calado).

Por que ficar refém de aviões para trajetos de 30 minutos que podem ser realizados em 90 minutos de trem ou 2 horas de barcos? A Natureza agradece esta integração.

Por que o transporte coletivo não oferece trens e barcas a custos menores para os usuários reduzindo os engarrafamentos?

Fácil responder. Para gerar altos lucros aos donos de empresas de ônibus e caminhões que patrocinam as campanhas eleitorais.

Líderes das manifestações foram "amaciados".
 
Vândalos foram infiltrados para espantar participantes honestos.
 
Sugira aos seus conhecidos (acima de 16 anos) a pesquisarem no FACE:
 
PROJETO RENOVE - VOTE 99

06 de abril de 2014
Haroldo P. Barboza, Professor e Escritor

DESTRUINDO O ESTADO BRASILEIRO



 


 

 
Constitui singular paradoxo a crescente destruição do Estado brasileiro nos governos de partidos de tendências, ao menos no discurso, estatizantes.

A mídia oferece, dia após dia, abundantes exemplos de má gestão, incúria contumaz, desqualificação técnica nas decisões. É notório o fracasso das políticas públicas de segurança pública, educação, saúde, mobilidade urbana, etc.

A razia realizada na Petrobras e Eletrobras produziu uma catástrofe, com expressiva perda de valor de mercado, endividamento elevado e recorrentes prejuízos. O dano é de tal magnitude que se anunciado, em passado recente, seria tido como alucinação.

No Banco do Brasil e na Caixa Econômica há uma contínua e crescente perda de qualidade nos serviços prestados, sem falar na temerária política de crédito do BNDES.

Esse estranho desapreço pelo Estado explica, também, as práticas de fisiologismo e de aparelhamento, sua variedade radical. Os ministérios passam a ser um múltiplo do número de partidos que integram a denominada “base aliada”, aos quais se somam as “tendências” e as bancadas, em cada uma das casas congressuais, dos partidos.

As “indicações”, contudo, não se limitam aos ministérios. Alcançam, além disso, as diretorias das autarquias, fundações, agências reguladoras e estatais, o que gera um caldo de cultura próprio para o florescimento de todas as modalidades de corrupção.

Para os conselhos de administração das estatais são designadas autoridades de elevado coturno como forma apenas de elevar seus vencimentos, fraudando descaradamente o conceito de teto de remuneração dos servidores públicos.

Esse processo é de tal sorte exuberante que, em Brasília, a demanda dos órgãos públicos ultrapassou os limites fixados no plano urbanístico para projetar-se sobre os espaços antes destinados à atividade privada, assumindo proporções mastodônticas.

Receio que nenhuma pessoa bem informada, salvo os responsáveis pelas atividades de protocolo, conheça, simultaneamente, os nomes dos ministérios e de seus respectivos titulares.

Para justificar esse estado de coisas se recorre à cínica tese da governabilidade, deduzida do chamado presidencialismo de coalização, que frequentemente se converte em colisão por motivos poucos virtuosos.

Como reação primitiva à promiscuidade na provisão das funções públicas de confiança, exsurge o corporativismo, que tanto quanto o fisiologismo e o aparelhamento é uma forma nociva de indevida apropriação do Estado.

A aversão à meritocracia se estende ao Judiciário. É particularmente ultrajante a trajetória de humilhações a que se submetem magistrados, membros do Ministério Público e advogados que almejam assento nos tribunais. São obrigados a recrutar, quase sempre sem o mínimo pendor para a tarefa, apoio de políticos e dos membros dos tribunais para exercer aquilo que deveria decorrer tão somente de sua qualificação jurídica e moral. No limite, esse perverso ritual tende a comprometer a imparcialidade dos julgamentos.

Integra a patologia do Estado brasileiro o desprestígio do princípio constitucional da eficiência. Não há avaliações, minimamente consistentes, dos servidores ou dos serviços públicos. Não se buscam soluções para os problemas com base em critérios de eficiência, que sequer existem. A cada deficiência se responde, toscamente, com expansão do efetivo de pessoal, sem nenhuma preocupação com suas repercussões sobre o equilíbrio fiscal.

Ainda no âmbito da eficiência, é lamentável a banalização das greves no serviço público. Tornou-se comum o que deveria ser um recurso extremo, revelando a supremacia do interesse corporativo sobre o coletivo. Nesse embate, a vítima, infelizmente, é o povo.

Sem que seja editada a lei prevista na Constituição, por negligência dos Poderes Executivo e Legislativo, as greves hoje são disciplinadas, precariamente, por uma decisão do STF.

A voracidade intervencionista do governo combinada com uma visão centrada na perpetuação do poder gerou um Estado inchado, ineficiente e autofágico, que flerta com o abismo. Sua reconstrução é tarefa para estadistas.

06 de abril de 2014
Everardo Maciel é ex-secretário da Receita Federal

A DESTRUIÇÃO DA PETROBRAS



  



Não foi suficiente encher a empresa de “cumpanheiros” e amigos fornecedores como o marido da atual presidente, era preciso tirar mais proveito da Petrobras. O governo de Lula e o seu, Da. Dilma, encheram a empresa de bandidos que transformaram muitas áreas em negócios próprios dessas pessoas.

As comissões em aluguéis de plataformas, nas negociatas com a Refinaria Abreu Lima, com  Pasadena nos EUA, com San Lorenzo na Argentina e as irregularidades no Gasoduto Urucu-Manaus, por exemplo, são uma demonstração de que a empresa está plena de desonestos.

Pior ainda o fato de que seu antecessor anunciou a auto suficiência em petróleo no país, o que foi uma mentira e a super produção da camada do pré sal, o que também é uma falsa verdade dado que a Petrobras não tem recursos, equipamentos e “ know how” para essa empreitada que só serviu “eleitoralmente”.

Não posso imaginar quanto o seu governo pagará a congressistas para impedir  uma investigação sobre este assunto já que pode ser esse o motivo da senhora não conseguir se reeleger, o que torço muito para acontecer por ser conivente com vários daqueles crimes.

Tomara que seu partido perca a eleição, para eliminarmos os “safados” na Petrobrás, que foram responsáveis pela enorme perda patrimonial do país e de acionistas de empresa que, espero, a processem por permitir e colaborar com os prejuízos da petroleira.

06 de abril de 2014
Fábio Figueiredo é Cidadão.

CARTA ABERTA A MIRIAM LEITÃO


 
 
Cara Miriam Leitão: Não obstante a abissal distância existente entre uma profissional que, por vocação, aptidão e, mais adiante, por dever de ofício, exerce há tempos a arte de escrever e um obscuro e ocasional escriba, quase bissexto, permito-me comentar dois artigos recentes de sua autoria, cuja motivação, acredite, não vai além de um desabafo.
 
Refiro-me, inicialmente, apenas por cronologia, ao publicado no sábado (29/03), que, na minha acanhada percepção, poderá se constituir pela simplicidade, talvez por isso ainda não tenha acometido outros intelectos, na solução para a maioria, se não todos, dos males que nos afligem.
Nele, ao condenar, no silêncio, a atitude dos militares na ativa, com relação aos atos repudiados à luz do conceito moderno de direitos humanos atribuídos aos participantes dos órgãos de repressão, militares ou não, a Srª. conclama os militares “de hoje” (?) a revelar ocorridos sobre os quais há evidências, suspeitas, comentários, denúncias (algumas controvertidas e fantasiosas), mas, na realidade, não se consegue provar. Talvez aí se origine seu apelo à delação.
 
Considerando, por isenta e acima de qualquer suspeita, a sinceridade de sua proposição, imaginei quão profícuas e eficazes seriam as consequências, se procedimento idêntico ao acima sugerido fosse adotado, também, pelos funcionários públicos, de autarquias e, também, das empresas estatais de hoje que, direta ou indiretamente, se envolvem com gestão de recursos públicos, para ferir de morte a ilação de que nunca se roubou tanto neste país.
 
Vejamos, por concreto, o “case” Petrobras, que jorra dinheiro (para os ladrões) ao invés de petróleo.
 
Criada ao embalo do sonho do petróleo é nosso, graças (sem trocadilho), única e exclusivamente, à dedicação, espírito de corpo, perseverança e, acima de tudo, competência daqueles que “vestiram o macacão”, mergulharam fundo e, para orgulho dos brasileiros, emergiram e dominaram a tecnologia para exploração e produção em águas profundas, uma contribuição para todo o mundo, cujo impacto e consequências, no curto prazo, só pode ser comparada à conquista do espaço, porquanto postergou as previsões dos “experts” sobre o esgotamento das fontes de petróleo nas próximas duas ou três décadas, um mito fantasmagórico reinante desde os anos 50.
Lembro-me do empenho de meus contemporâneos de juventude frequentando cursinhos especializados para adequada preparação para o vestibular de admissão àquela empresa, para o qual o mérito e a capacitação eram os únicos padrinhos para acesso.
Seria justo essa imensa legião de abnegados e vitoriosos profissionais, muitos merecidamente aposentados, carregarem a mancha de partícipes dessas práticas de corrupção ora nas manchetes, no país e no exterior? Por que não estimular os bons petroleiros, a facção majoritária, a colaborar com os órgãos, que supomos dispostos a apurar responsabilidades, abrindo arquivos, armários e gavetas, puxando ela memória e assim se distinguirem de meia de acumpliciados e coniventes com governantes, atuais e antecessores, corruptos e mal intencionados?
 
E, por que não no BNDES, onde montanhas de dinheiro público são transferidas para bateladas de papéis fazendo de contas que são projetos , única e simplesmente porque os favorecidos mantém bom relacionamento com os políticos corruptos, responsáveis pela indicação de seus dirigentes?
 
Assim como na estatal de petróleo, convivi com profissionais desse banco, de diversos níveis, quando no mercado financeiro. Era prazeroso e enriquecedor analisar créditos, em nome dos clientes, com técnicos do BNDES, bem como com seus advogados, quando eventuais pendências de pagamento ocorriam.
Eram, com raríssimas exceções, pessoas capacitadas para o exercício das funções e cargos a elas confiadas. Havia lisura no trato das operações, via de regra, discutidas em colegiado; era visível e louvável o orgulho que exibiam por integrarem aquela família.
 
Por que calar e admitir pactuar com esses escândalos que são clichês de nosso noticiário? Quem pariu Matheus que o embale!
Quem sabe de sua brilhante sugestão, não se consiga o tão desejado e distante crescimento do nosso pibinho e, mostrar ao Estado um caminho seguro, decente e direto para cumprimento de sua missão constitucional?
 
O segundo artigo, mencionado ao inicio, refere-se ao seu comentário sobre o secular Colégio Militar, onde tive a felicidade de estudar, quando a senhora ainda engatinhava em Caratinga.
Fiquei triste e decepcionado com sua colocação. O Colégio Militar, desde suas origens, tem sido excelência no ensino de nível médio em nosso país, enquanto, a  senhora conhece e isso não é privilégio de jornalista bem informado, Educação e o MEC, seu principal responsável, são, quase à unanimidade, as causas maiores de nosso atraso.
 
A presidente Dilma tem se esforçado para acabar com os Colégios Militares mas, enquanto isso não acontece, tendo a senhora a penetração que tem, em benefício de muitas gerações vindouras, que tal invertermos sua pergunta:
Quando é que o MEC vai atingir a qualidade de ensino dos Colégios Militares?
Aí sim, esse país se tornará gigante.
 
05 de abril de 2014
Carlos Alberto Orofino Souto, ex-militar, é empresário na área de comércio exterior.

MINEIRO, BRASILEIRO, AÉCIO

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Entrou no ar, hoje, o portal Mineiro, Brasileiro, Aécio , que mostra a trajetória de Aécio Neves como político e como gestor.
Aécio é desconhecido por mais de 30% dos brasileiros, o que torna o site uma importante mídia para sua apresentação ao país.
Traz uma série de informações surpreendentes até mesmo para quem acompanha política. Por exemplo: foi um projeto de Aécio Neves que instituiu o voto aos 16 anos, uma enorme conquista para a democracia brasileira.
A interatividade está garantida. O site está cadastrando apoiadores e abrindo espaço para que os mesmos até mesmo enviem vídeos.

Clique aqui.  
 
o5 de abril de 2014
in coroneLeaks

DATA FOLHA: QUEM CAI, QUEM SOBE?


 
A pesquisa Datafolha que está encerrando o campo no dia de hoje ocorre cercada de expectativas. O PSB de Eduardo Campos foi beneficiado pelas datas, pois o levantamento ocorre simultaneamente com o seu programa eleitoral e a inserção dos comerciais do partido na TV.
 
Além disso, ontem, Campos saiu do governo, dois dias antes do prazo final, justamente para estar no noticiário com maior destaque. Tudo armado pelo marketing do PSB. Estes fatos podem mostrar uma leve subida do pernambucano.
 
Não se sabe se tirará votos de Aécio ou de Dilma. No entanto, os ventos da sorte bafejaram a favor de Aécio Neves, do PSDB. Ele teve uma exposição boa na mídia nos últimos dias, em função dos escândalos da Petrobras, aparecendo como um guardião da democracia e como o símbolo desta luta da oposição minoritária contra a base corrupta e fisiológica montada por Dilma. O amplo noticiário contrário ao governo pode beneficiar o candidato tucano.
 
A presidente, por sua vez, vem caindo nas preferências do eleitorado. O primeiro sintoma é a desaprovação por mais de 70% dos brasileiros dos principais indicadores de avaliação de um governo: saúde, educação, segurança, por exemplo, como mostrado nas últimas pesquisas. Resta saber se esta insatisfação vai se refletir na mudança do voto.
 
Seus arautos Rui Falcão e Ricardo Berzoini já estão nos jornais desqualificando a pesquisa, desde o seu questionário até mesmo dizendo que " quem tem que crescer mesmo é a oposição", não ela. Não é uma pesquisa decisiva, mas de qualquer forma deve mostrar uma queda de Dilma. E, como sempre, uma subida da Bolsa.
 
05 de abril de 2014
in coroneLeaks

MAIS MÉDICOS: PROGRAMA MANTÉM CAMPO DE CONCENTRAÇÃO CUBANO NO CENTRO DE SÃO PAULO


                            Ou se preferirem, uma senzala.
 
N/A
Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, dando palestra para os médicos presos no Hotel Excelsior, em São Paulo. Fica mais do que provado que são submetidos a condições análogas a de escravidão.
 
Regidos por um contrato pouco transparente com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), médicos cubanos participantes do programa Mais Médicos, do governo federal, são submetidos, logo que chegam ao Brasil, a condições que remetem às que vivem na ilha. Além de receberem cerca de 30% do salário pago aos demais participantes do programa, eles estão sob permanente vigilância, conforme constatou O GLOBO em conversas nas últimas semanas com médicos do programa e pessoas que estão em contato direto com eles.
 
Mas também há, no momento, uma ofensiva de um grupo de pessoas de fora do programa para tentar localizar médicos insatisfeitos, com o intuito de oferecer-lhes asilo ou refúgio e um emprego. A iniciativa conta com o apoio da Associação Médica Brasileira (AMB), que critica o Mais Médicos, e criou um programa de suporte ao médico estrangeiro
O objetivo não é convencer os cubanos a seguir o caminho de Ramona Rodriguez — que depois de deixar o programa se mudou para os Estados Unidos —, mas sugerir que vivam e trabalhem como médicos no Brasil, depois de passar por formação mais rigorosa e aulas de português. Quando ainda participava do programa, Ramona reclamava que se sentia vigiada e sem liberdade para viajar a outras cidades do país.
Na semana passada, O GLOBO se hospedou no Hotel Excelsior, do Centro de São Paulo, que serve como primeira moradia para boa parte dos médicos que chegam ao país, e constatou que a vigilância é realizada em caráter permanente. Desde o segundo semestre do ano passado, cubanos ocupam a maior parte dos quartos do hotel, localizado ao lado de um antigo cinema que foi transformado em auditório para que eles recebam aulas de português e sobre a organização do sistema de saúde brasileiro.
 
Aulas de manhã e de tarde
 
Até que sejam enviados para cidades escolhidas pelo Ministério da Saúde, os médicos ficam confinados no hotel, tendo aulas nos períodos da manhã e da tarde. Só saem de lá quando estão na companhia de professores ou agentes do programa. Costumam estender a jornada de estudos até altas horas da noite.
— O chefe deles fica o tempo todo em cima, e eles ficam o dia todo aí. É como se fosse uma prisão, né? Já chegam sabendo qual é a regra, não são de reclamar. Parece que no país deles é tudo muito rígido também — conta uma camareira do hotel, onde atualmente estão hospedados cerca de 550 médicos.
 
O “chefe” a que se refere a camareira é o médico Roilder Romero Frometa. Apresentado formalmente como consultor da Opas, Frometa já se encontrou com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na condição de “representante dos médicos cubanos”. Em Cuba, ele já era influente. Em outubro de 2011, como diretor de Saúde no município de Guantánamo, foi entrevistado pelo jornal oficial do Partido Comunista na cidade. Segundo funcionários, desde o ano passado Frometa está hospedado no hotel.
 
Na semana passada, enquanto conversava como hóspede com os médicos, na recepção, o repórter do GLOBO foi interpelado diretamente por Frometa. Sem saber se tratar de um jornalista, o cubano quis saber o que ele havia conversado com os médicos do programa. Ao ser indagado pelo jornalista sobre qual papel desempenhava no local, Frometa tentou evitar ser fotografado e reagiu: — Você está mexendo com coisa perigosa.
 
Ele não é o único a monitorar os cubanos. O vai-e-vem de pessoas dentro e fora do prédio é acompanhado também por seguranças do hotel e por pessoas que usam crachás do programa, como observou o GLOBO no período em que esteve no local. Apesar de o hotel ser privado, Opas e Ministério da Saúde tiveram acesso à ficha cadastral preenchida pelo repórter ao se hospedar.
 
A Associação Médica Brasileira criou há dois meses um programa de apoio ao médico estrangeiro, cujo objetivo é atender médicos de Cuba e de outras nacionalidades insatisfeitos com as condições do Mais Médicos. Dos 22 profissionais que já procuraram a associação, 16 são cubanos.
 
— Todos que nos procuraram se queixaram da vigilância. Precisam dizer a todo momento para onde vão, com quem se relacionam. Cada grupo tem um superior hierárquico, a quem têm que dar satisfação — diz o presidente da AMB, Florentino Cardoso. Segundo ele, o objetivo do programa é “mostrar que não existe queixa ou trauma em relação à presença do médico estrangeiro no Brasil, desde que se cumpra a legislação”.
 
No início do ano, um grupo de cinco médicos insatisfeitos esteve reunido com um deputado da oposição para pedir ajuda para abandonar o programa federal. Reclamavam da baixa remuneração, de US$ 400 por mês no Brasil (outros U$ 600 eram depositados em Cuba), e da diferença de salário em relação ao recebido pelos médicos de outras nacionalidades, que recebem R$ 10,4 mil mensais. Duas semanas depois, o governo brasileiro anunciou um aumento no salário dos cubanos, para US$ 1.245 (R$ 2,9 mil), agora integralmente pagos no Brasil.
Os cinco pediram, então, mais tempo para pensar sobre a deserção.
 
A saída do programa não é simples. Além do temor de serem deportados antes de conseguirem formalizar o pedido de asilo, os médicos temem eventuais represálias a seu familiares e consideram real o risco de nunca mais verem os filhos, os pais e os amigos que estão na ilha.
“Não existe nenhum tipo de limitação”
 
De acordo com o governo brasileiro, atualmente estão no país 10.687 médicos vindos da ilha governada por Raúl Castro e ao menos sete deles já deixaram o programa. Há duas semanas o ministro da Saúde, Arthur Chioro, negou em audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara que cubanos fossem perseguidos no Brasil. “Não posso dizer quanto à situação em Cuba, mas aqui eles estão livres”, afirmou, na ocasião. O Ministério Público Federal abriu um inquérito para apurar eventuais violações de direitos humanos, mas ainda não encontrou indícios.
 
Procurado, o Ministério da Saúde divulgou nota em que confirma haver um grupo de funcionários contratados pela Opas responsável pelo “acompanhamento” dos médicos cubanos: “O termo firmado com o governo brasileiro prevê que a organização internacional monte, para melhor gerenciamento do programa, equipe de apoio administrativo e logístico, responsável pelo acompanhamento aos médicos servidores do governo de Cuba que estão em missão internacional no Brasil”. É nesse grupo, segundo a pasta, que se encontra Roilder Frometa.
 
O ministério nega, no entanto, que haja qualquer restrição ou monitoramento direto dos cubanos: “Não existe nenhum tipo de limitação imposta pelo governo brasileiro aos participantes do programa, sejam brasileiros ou estrangeiros de qualquer nacionalidade. Todos os participantes estão sujeitos às leis do Brasil, não havendo qualquer tipo de restrição de ir e vir. (...)
O termo firmado entre o governo brasileiro e a Opas não estabelece nenhum tipo de monitoramento, acompanhamento ou coerção aos médicos participantes, que recebem o mesmo tratamento que qualquer outro estrangeiro que obtenha visto de permanência no país em condições semelhantes”, diz a nota.
 
Atualmente, a venda de serviços médicos é a principal fonte de receita na economia cubana, rendendo US$ 6 bilhões ao ano (R$ 14 bilhões), seguida do turismo, que gera US$ 2,5 bilhões (R$ 5,8 bilhões), segundo dados oficiais. (O Globo)
 
05 de abril de 2014
in coroneLeaks

ADVOGADO NÃO MENTE


 
 

UM ADVOGADO tinha 12 filhos e precisava sair da casa onde morava e alugar outra, mas não conseguia por causa do monte de crianças.Quando ele dizia que tinha 12 filhos, ninguém queria alugar porque sabiam que a criançada iria destruir a casa.
Ele não podia dizer que não tinha filhos, não podia mentir, afinal os ADVOGADOS não podem mentir.
Ele estava ficando desesperado, o prazo para se mudar já se estava esgotando.
Daí teve uma ideia: mandou a mulher ir passear no cemitério com 11 filhos.
Pegou o filho que sobrou e foi ver casas junto com o agente da imobiliária.
Gostou de uma e quando o agente lhe perguntou quantos filhos ele tinha.
Ele respondeu que tinha 12.
Daí o agente perguntou: onde estão os outros ?!
E ele respondeu, com um ar muito triste:

?Estão no cemitério, junto com a mãe deles?.
O agente imobiliário, ficou imobilizado por alguns segundos e...
Foi assim que ele conseguiu alugar uma casa sem mentir...
Não é necessário mentir, basta escolher as palavras certas.

Assim são os políticos, não é por acaso, que quase todos são advogados... !!!
 
06 de abril de 2014
Recebido por email