"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

CHICO BUARQUE PEDE DESCULPAS A BIÓGRAFO DE ROBERTO CARLOS

Paulo Cesar de Araújo comprovou a realização de entrevista em 1992, que compositor afirmou nunca ter dado

Paulo Cesar de Araújo entrevista Chico Buarque Foto: Arquivo pessoal
Paulo Cesar de Araújo entrevista Chico Buarque Arquivo pessoal

Em artigo publicado no GLOBO na quarta-feira, criticando biografias não autorizadas, Chico Buarque negara ter dado entrevista a Paulo Cesar de Araújo. O autor de "Roberto Carlos em detalhes", obra que acabou recolhida das livrarias por desejo do Rei, deu uma resposta multimídia - em texto, foto e vídeo - para comprovar a existência da conversa.
 
Veja a tréplica de Chico abaixo:
 
"Eu não me lembrava de ter dado entrevista alguma a Paulo Cesar de Araújo, biógrafo de Roberto Carlos. Agora fico sabendo que sim, dei-lhe uma entrevista em 1992. Pelo que ele diz, foi uma entrevista de quatro horas onde falamos sobre censura, interrogatórios, diversas fases e canções da minha carreira. Ainda segundo ele, uma das suas perguntas foi sobre a minha relação com Roberto Carlos nos anos 60. No meio de uma entrevista de quatro horas, vinte anos atrás, uma pergunta sobre Roberto Carlos talvez fosse pouco para me lembrar que contribuí para sua biografia. De qualquer modo, errei e por isto lhe peço desculpas.
 
Quanto à matéria da "Última Hora", mantenho o que disse. Eu não falaria com a "Última Hora" (de São Paulo) de 1970, que era um jornal policial, supostamente ligado a esquadrões da morte. Eu não daria entrevista a um jornal desses, muito menos para criticar a postura política de Caetano e Gil, que estavam no exílio. Mas o biógrafo não hesitou em reproduzi-la em seu livro, sem se dar o trabalho de conferi-la comigo. Só se interessou em me ouvir a fim de divulgar o lançamento do seu livro. Não, Paulo Cesar de Araújo, eu não falava com repórteres da "Última Hora" em 1970. Para sua informação, a entrevista que dei ao Mario Prata em 1974 foi para a "Última Hora" de Samuel Wainer, então diretor de redação, que evidentemente nada tinha a ver com a "Última Hora" de 1970, que você tem como fonte".

17 de outubro de 2013
O Globo

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