"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 2 de abril de 2017

DIMENSTEIN: CATRACA LIVRE - ARMAZÉM DA CIDADE

EDUARDO BOLSONARO: COMENTÁRIOS SOBRE A MATÉRIA DO ESTADÃO DE ONTEM

(DIMENSTEIN) - ARMAZÉM DA CIDADE

Dimenstein - Catraca Livre - Armazem Da Cidade - YouTube 

https://www.youtube.com/watch?v=LILuzCniYtI
2 horas atrás - Vídeo enviado por Mamaefalei
Invadi um evento do dia da mentira do boteco Armazém da Vila, que atrapalha os moradores da Rua ...

02 de abril de 2017
postado por m.americo

ZÉ DE ABREU (OU 'ZÉ DO CUSPE') PROVOCA ALEXANDRE FROTA E É XINGADO NA WEB

ALEXANDRE FROTA CHUTA O BALDE, AMASSA RODRIGO MAIA E ARRASA CLASSE POLÍTICA BRASILEIRA

HUUUUMMMM... ENTENDI!

AÉCIO ESPERNEIA, MAS NÃO COLA! CALHEIROS ROMPE COM TEMER E ARTICULA ALIANÇA COM LULA PARA 2018

VEJA REVELA QUE ODEBRECHT DEPOSITOU PROPINA PARA AÉCIO NEVES EM NOVA YORK

BRASILIA, DF, BRASIL, 17-12-2015, 12h00: O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), durante entrevista exclusiva em seu gabinete no senado federal. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER) ***ESPECIAL*** ***EXCLUSIVO***
Aécio jogou na lama as famílias Neves e Cunha
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) recebeu propina da Odebrecht em uma conta bancária em Nova York operada por sua irmã, a jornalista Andrea Neves. A informação foi publicada nesta sexta (31) pela revista “Veja”, que afirmou ter tido acesso ao conteúdo da delação de Benedicto Junior, ex-­pre­sidente da Odebrecht Infraestrutura. A delação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal.
BJ, como é conhecido o executivo, afirmou, segundo a revista, que os pagamentos a Aécio foram “contrapartida” ao atendimento de interesses da empreiteira em obras como a da Cidade Administrativa, em Minas, e da usina de Santo Antônio, em Rondônia, onde a Cemig (estatal mineira) integrou um consórcio.
NA CONTA DA IRMÃ – Andrea Neves, 58, é uma das principais conselheiras de Aécio na política e foi responsável pela área de comunicação de seu governo (2003- 2010) em Minas. Como a Folha revelou no último dia 19, Marcelo Odebrecht, ex-presidente da construtora, e outros executivos do grupo disseram em acordo de delação premiada que acertaram junto com a Andrade Gutierrez o repasse de R$ 50 milhões a Aécio após vencerem o leilão para a construção da hidrelétrica Santo Antônio, em 2007.
Em fevereiro, a Folha também noticiou que BJ contou aos investigadores que se reuniu com Aécio para tratar de um esquema de fraude em licitação na obra da Cidade Administrativa a fim de favorecer grandes empreiteiras.
OUTRO LADO – A assessoria de Aécio divulgou nota em que classificou como “falsas e absurdas” as informações publicadas pela revista Veja. “É lamentável que afirmações graves como as apresentadas venham a público sem a devida apuração de sua veracidade”, diz a nota.
“Em nenhuma das obras citadas, usina de Santo Antônio e Cidade Administrativa, houve qualquer tipo de pagamento indevido. O então governador Aécio Neves jamais participou de qualquer negociação das etapas da construção da sede do governo mineiro, nem interferiu na autonomia da Cemig para definição de investimentos da empresa”, afirmou.
À Folha o advogado Alberto Toron, que defende o senador tucano, afirmou que ligou para o advogado de BJ, Alexandre Wünderlich, e que ele disse que não havia na delação do ex-executivo nenhuma menção a conta nos EUA nem à irmã de Aécio. Procurado, Wünderlich, que está em Miami, não quis se manifestar sobre o caso.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Conforme disse o delator Sérgio Machado, na conversa gravado com  Romero Jucá, “O primeiro a ser comido vai ser o Aécio”. O senador mineiro, neto de Tancredo Neves e filho do ex-deputado Aécio Cunha (PMDB-MG), jogou na lama o nome da família. A mãe dele Inês Maria Neves é viúva do banqueiro e ex-deputado Gilberto de Andrade Faria, fundador do Banco Bandeirantes. Quando morreu, em 2008, Faria era um dos homens mais ricos do Brasil, segundo a revista Istoé Dinheiro. E surge a dúvida-constatação: Por que Aécio e Andrea Neves precisavam ainda de mais dinheiro? Dr. Tancredo, que defendia a tese de que político não pode nem aparentar ser rico, deve estar se revirando no túmulo. Que vergonha! (C.N.)

02 de abril de 2017
Deu na Folha

IBOPE EXPÕE DESPRETÍGIO DO GOVERNO TEMER JUNTO À OPINIÃO PÚBLICA

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Charge do Mário Rasec (Carta Potiguar)
Pesquisa do Ibope divulgada ontem pela Rede Globo e pela Globo News trouxe à tona o fato de o presidente da República não ter sido assimilado pela opinião pública no início de seu governo. Tal fato pode acrescentar mais uma dificuldade a aprovação, pelo Congresso, de seu projeto de reforma constitucional da Previdência.  O Ibope destacou que 10% consideram o governo na escala de bom e ótimo. Muito pouco, pois 55% o classificam entre ruim e péssimo, 31% o consideram apenas regular, uma forma de não aceitar nem rejeitar sua atuação. 4% não souberam ou quiseram opinar.
Importante em pesquisas deste tipo são as afirmações de ponta. Tenho um critério de dividir o maior pelo menor e a partir daí identificar o índice positivo ou negativo. Uma outra pergunta a pesquisa destaca que 79% não confiam no presidente Michel Temer.
PREVIDÊNCIA – Esses resultados certamente vão influir para que surja mais um obstáculo ao projeto de reforma da Previdência. Isso porque o tema só pode acrescentar mais reações contrárias de parte da opinião pública, Sobretudo porque a pesquisa do Ibope foi divulgada conjuntamente com informação do IBGE que apontou o crescimento do número de desempregados de 13,2 milhões para 13,5 milhões de pessoas, o que evidentemente só pode contribuir para abalar a credibilidade do governo.
A reforma da Previdência encontra assim mais um obstáculo a sua aprovação, valendo lembrar que terá que alcançar 2/3 dos senadores e deputados federais. Não será tarefa fácil, devendo lembrar que as reações contrárias, como a passeata de sexta-feira na Avenida Paulista vão crescer ainda mais quando a matéria se aproximar de sua votação.
ANO ELEITORAL – O ano de 2018 é um ano eleitoral em que os deputados e 1/3 dos senadores terão que ir as urnas para renovar seus mandatos. Este aspecto dificulta o voto a descoberto a favor de uma reforma que torna mais difícil a obtenção da aposentadoria por parte dos servidores federais e dos trabalhadores e trabalhadoras de modo geral.
O presidente Michel Temer tem pouco tempo pela frente para se reabilitar da confiança do povo do país. Reformas como a da Previdência exigem apoio maciço por parte da opinião pública. Afinal de contas, a massa de trabalhadores, mão dee obra efetiva do país é de 102 milhões de pessoas, das quais 13,5 milhões estão fora do mercado de trabalho.

02 de abril de 2017
Pedro do Coutto

CABRAL E ADRIANA ACUMULAM REGALIAS NA PRISÃO DE BANGU 8 E ELE DORME NA BIBLIOTECA

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Diretora da prisão ganhou ingresso na Sapucaí
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) é acusado de ter desviado dos cofres públicos R$ 300 milhões. Sua mulher, Adriana Ancelmo, implicada por lavagem de dinheiro e crime organizado. Só em jóias, ela torrou R$ 6 milhões com o dinheiro sujo da propina. Os dois estão presos – Adriana, agora, em casa. Melhor exílio impossível. Mas seria de imaginar que ambos estivessem amargando dias terríveis nos desumanos presídios cariocas, como se vê pela TV. Ledo engano. Cabral, e antes também Adriana, é tratado com tantos privilégios que nem parece preso. É hóspede vip no sistema penitenciário, com regalias das mais variadas.
Ao contrário dos demais detentos, Cabral dorme na biblioteca com ar condicionado, usa internet e celular na sala da administração, manda lavar em casa a roupa suja, encomenda comida em restaurantes de fora e, dentro da cela, que sequer possui tranca, desfruta do que os outros presos jamais podem almejar: três ventiladores e vaso sanitário – os demais são obrigados a se contentar com o famoso “boi” (buraco no chão). Tudo com as bênçãos dos dirigentes do presídio, comandado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), afilhado político e ex-vice de Cabral.
CESTA DE NATAL – O mais escandaloso, porém, foi o que IstoÉ apurou com exclusividade junto a fontes de Bangu 8: no dia 24 de dezembro de 2016, entrou na cela individual da detenta Adriana Ancelmo uma cesta de Natal recheada por peru assado, farofa com fios de ovos e arroz com passas. Os demais presos passaram o Natal à marmitex com arroz e feijão. IstoÉ teve acesso ao registro de entrada da ceia natalina. Um manuscrito. A mordomia foi autorizada pelo próprio Secretário de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), Cel. Erir Ribeiro Costa Filho, ex-Comandante-Geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro na gestão de Cabral (2006-2014).
MORDOMIAS – Para conseguir traçar um panorama do cotidiano da família Cabral em Bangu 8, IstoÉ ouviu agentes penitenciários, parentes de outros presos, fontes ligadas à direção da cadeia e até do Ministério Público Estadual. Logo ao serem recepcionados, Cabral e Adriana foram agraciados com o primeiro privilégio: receberam colchões novos, sem uso. Os demais, não dispõem da mesma sorte. Dormem em colchões fétidos. Muitas vezes até no chão duro. Os dois puderam levar, ainda, roupas de cama e banho novas. Outra regalia: uma vez por semana, Cabral manda lavar em casa e recebe tudo limpinho de volta nos dias de visita. Para os outros presos a realidade é um pouco mais amarga: eles lavam suas roupas na própria cela.
O Inspetor de Segurança de Administração Penitenciária e presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Estado do Rio (SINDAPERJ), Wilson Camilo Ribeiro, disse à IstoÉ ter provas de que o ex-governador dorme todas as noites na biblioteca com ar refrigerado do presídio. Cabral também se alimenta de comidas diferenciadas que pede à cantina, assim como Adriana fazia. Em alguns casos, os pratos são comprados em restaurantes externos. “Já entregaram aqui comida para eles, comprada no restaurante Espetto Carioca”, contou Ribeiro.
INTERNET – ”Adriana também usava internet na sala de Segurança e Classificação (onde fica a documentação dos presos) e chegou a receber uma pizza comprada na rua pela própria diretora da unidade Feminina de Bangu 8 (Rita de Cássia Alves)”, contou uma funcionária do setor, revoltada com o “poder paralelo” dos dois.
A mesma fonte comprova que ex-governador recebe visitas fora de hora, como está no livro que registra a entrada de parentes e políticos e que foi mostrado à reportagem de IstoÉ: entre 24 de novembro e 4 de março, por exemplo, foram 61 visitas, sendo que 32 feitas somente pelo filho Marco Antonio Cabral, que usa a prerrogativa parlamentar para encontrar o pai. Muitas dessas visitas, por serem em dias extras, não passam pelas vistorias de praxe. Até autoridades do governo Pezão, como o Secretário de Administração Penitenciária, já despacharam com Cabral, como se ele ainda fosse governador do Estado.
CÂMERA DESLIGADA – Recentemente, descobriu-se que as câmeras de vigilância da unidade do ex-governador não estavam funcionando e, portanto, não havia controle de entrada e saída em sua cela. Na quinta-feira 23, a Justiça mandou recolher as imagens existentes. O juiz da Vara de Execuções Penais, Guilherme Schilling Pollo Duarte, analisa o material. “Simplesmente soltaram os fios das câmeras onde os presos circulavam. Dentro das unidades prisionais, era como estivessem blindados, nada era visto, nada passava pelo registro. O sistema penitenciário do Rio é composto por bandidos, em geral. É totalmente corrupto e desigual”, lamentou um integrante do quadro da Segurança estadual.
A simples chegada do casal ilustre fez com que a rotina de Bangu 8 fosse alterada. E algumas vantagens acabaram se estendendo a todos. Por exemplo, como Cabral se recusou a vestir a calça do uniforme distribuído na cadeia, o uso de calça jeans, uma exigência do ex-governador, foi permitido a todos. O presídio também era rigoroso quanto à utilização dos tênis pelos detentos. Só poderiam ser fornecidos pela cadeia e limitados a dois tamanhos: 39 para mulheres e 44 para homens. Mesmo que a presa calçasse 35, como Adriana, ela teria de se contentar em andar com um sapato quase três dedos maior. Agora, a penitenciária possibilita que eles encomendem o calçado de casa.
CARDÁPIO – Um ex-agente de segurança contou à IstoÉ que o cardápio também foi incrementado. “Panqueca, lasanha, churrasco e até camarão, nada disso tinha para vender em Bangu 8, até porque os presos comuns não têm dinheiro para comprar. Agora, esses produtos fazem parte do cardápio”, afirmou.
Cada preso tinha uma cota de R$ 100 para gastar por semana com a refeição. Depois da chegada da família Cabral, a cota subiu. Cabral e Adriana chegaram a gastar até R$ 400 por semana cada um. Os familiares dos detentos também só podiam entrar com duas sacolas de alimentos por semana. O casal ilustre exigiu três e a nova regra passou a valer para todos.
PRIVILÉGIO DE ADRIANA – Na última semana, ao ser transferida para a “prisão” domiciliar, um luxuoso imóvel no Leblon, a pretexto de ter de cuidar dos filhos, Adriana Ancelmo foi recebida debaixo de protestos. Pudera.
No mesmo dia, outra detenta, em situação similar, teve sua liminar indeferida. Leide Diana Lopes Conde, também está em prisão temporária e é igualmente mãe de dois filhos – de 3 e 8 anos. O marido também está preso e recorreu à mesma justificativa da privação imposta às crianças do convívio materno. Mas o Código Penal que funcionou para Adriana, não valeu para Leide. E não se aplicam a tantas outras mães mantidas em cárceres Brasil afora. Adriana não pode ter acesso a celular, mas voltará a viver nababescamente em seu suntuoso apartamento. Para ela, o crime compensou.
CAMAROTE NA SAPUCAÍ – A diretora Rita de Cássia Alves Antunes, a subdiretora Adriana Verissimo, a chefe de segurança Maria Aparecida e a auxiliar de Segurança Bianca Achur, todas de Bangu 8, ganharam convites para assistir ao carnaval deste ano na Sapucaí, no camarote da escola de samba Salgueiro.
A constrangedora gentileza foi feita, segundo denúncia comprovada pelo Inspetor de Segurança de Administração Penitenciária, Wilson Camilo Ribeiro, pelo deputado federal Marco Antonio Cabral (PMDB-RJ), filho do ex-governador e ritmista da bateria da agremiação. “Foi cortesia do filho de Cabral para a diretoria de Bangu 8”, afirmou Ribeiro à IstoÉ. Um agrado em troca da proteção dada a Adriana Ancelmo enquanto ela ficou presa em Bangu 8.

02 de abril de 2017
Eliane Lobato

RELATOR TENTA DESMONTAR ESQUEMA DE GILMAR E APRESSA JULGAMENTO DE DILMA / TEMER

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Benjamin já disse que não admitirá  ilegalidades
A lei complementar 64/90, que trata da inelegibilidade de políticos, contraria uma tese usada pela defesa de Dilma Rousseff para tentar adiar o julgamento da chapa presidencial de 2014 no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A defesa da ex-presidente argumenta que o relator do caso, Herman Benjamin, teria atropelado os prazos do processo. Ele deu dois dias para os advogados apresentarem suas últimas alegações na ação.
De acordo com o PT, a decisão do ministro causou “imenso prejuízo ao direito de defesa” e deveria ser declarada nula pelo tribunal. A tese será debatida no início do julgamento da chapa, marcado para a próxima terça-feira (4).
A LEI É CLARA – O ministro Benjamin deverá defender que a alegação da ex-presidente seja rejeitada. Ele sustentará que a Lei de Inelegibilidade, que regula as AIJEs (ações de investigação judicial eleitoral), é bastante clara. O texto afirma: “Encerrado o prazo da dilação probatória, as partes, inclusive o Ministério Público, poderão apresentar alegações no prazo comum de dois dias”.
Ao contestar o prazo, a defesa de Dilma argumenta que o TSE unificou quatro ações diferentes que pediam a cassação da chapa de 2014. O pacote incluía uma AIJE, duas AIMEs (ações de impugnação de mandato eletivo) e uma representação. Ao julgar algumas dessas ações, a corte costuma dar cinco dias para as alegações finais.
CINCO DIAS – Os advogados de Dilma afirmam que Benjamin deveria ter dado cinco dias, e não dois, para que eles se manifestassem pela última vez.
“Entendemos que o prazo de cinco dias deveria ter sido respeitado. Na reunião de ações, deve ser adotado o prazo mais benéfico para a defesa”, afirma o advogado de Dilma, Flávio Caetano.
Para o ministro Benjamin, essa interpretação não faz sentido. Ele deverá afirmar que a ação principal, prevista na Constituição, é uma AIJE. Portanto, não haveria dúvidas sobre o prazo de dois dias, que ele concedeu na semana passada para as alegações finais das defesas e do Ministério Público Eleitoral.
PRELIMINAR – O debate sobre os prazos é a principal preliminar que será levantada pela defesa de Dilma no início do julgamento. Ao todo, os advogados da petista apresentaram cinco questões que terão que ser decididas antes que o TSE julgue o mérito da ação.
Na segunda preliminar, a defesa alega que o TSE não teria poderes para cassar o diploma de presidente da República –apenas vereadores, prefeitos, governadores, deputados e senadores.
Os advogados de Dilma também afirmam que a ação perdeu objeto depois que ela sofreu impeachment. Eles pedem ainda que o TSE desista de usar os depoimentos de delatores da Odebrecht. Entre fevereiro e março, o ministro Benjamin ouviu 11 executivos da empreiteira que fecharam acordo de delação com a Lava Jato. Eles disseram que houve diversos repasses ilegais de dinheiro para a campanha presidencial.
DEFESA DE TEMER – A defesa de Temer também atua para ganhar tempo e adiar o julgamento da chapa eleita em 2014. O presidente tenta empurrar o desfecho do caso para o ano que vem, quando termina o mandato que ele herdou de Dilma.
O Planalto deposita suas fichas num pedido de vista logo no início dos debates. O ministro Napoleão Nunes já indicou que fará isso na terça, afirmando que precisa estudar melhor o processo.
Os advogados de Temer também insistirão na tese da divisão da chapa. Eles dizem que as contas dele e de Dilma eram separadas, e que o presidente não pode ser punido por irregularidades cometidas pela equipe da ex-aliada.
A tese contraria a jurisprudência dominante no TSE. Ao julgar ações contra governadores, o tribunal tem considerado que a cassação da chapa se aplica a titular e vice.
NOMEAÇÃO A JATO – Planalto ainda aposta na substituição de ministros do TSE para evitar uma eventual cassação de Temer. O primeiro a sair da corte será Henrique Neves, cujo mandato termina no próximo dia 16.
Numa atitude incomum, o presidente apressou a nomeação do substituto, Admar Gonzaga, publicada no “Diário Oficial” desta sexta (31).
A praxe é que novos ministros no tribunal só sejam nomeados quando há uma vaga aberta. O ministro Herman Benjamin não quis dar entrevista.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É uma briga boa. Amigo de Temer há 30 anos, o ministro Gilmar Mendes armou o circo para inocentá-lo, mas o relator Herman Benjamin percebeu o esquema e vai lutar como um leão para fazer justiça. Temer pode até ser inocentado, desmoralizando a jurisprudência do próprio TSE, mas o escândalo que Benjamin fará será arrasador. Ele já avisou que não aceitará armações e ilegalidades(C.N.)

02 de abril de 2017
Bernardo Mello Franco
Folha