"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 1 de março de 2016

PT CRITICA DILMA E PEDE ADOÇÃO DA POLÍTICA ECONÔMICA DE LULA



O presidente do PT, Rui Falcão, discursa ao lado do ministro Jaques Wagner em evento da sigla no Rio
Pelos semblantes, festa de aniversário do PT mais parece um velório



















Reunido no Rio para comemoras o 36º aniversário de fundação, o PT atacou o ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff e propôs um “programa nacional de emergência” para mudar a política econômica. O texto, aprovado pelo diretório nacional do partido, pede a redução dos juros, o aumento do gasto público e o uso das reservas cambiais para financiar obras.
Os petistas também defenderam um reajuste de 20% no Bolsa Família e a elevação de impostos sobre os mais ricos.
“A lógica das propostas é retomar o núcleo da política econômica do governo Lula”, resumiu o presidente do partido, Rui Falcão.
O programa petista faz duras críticas à política econômica adotada após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014. O texto diz que o ajuste fiscal “não teve os resultados esperados, ao menos no que diz respeito aos interesses das camadas populares”.
IMPOSTOS E CPMF
Para taxar os mais ricos, o PT propôs o aumento dos impostos sobre herança e grandes fortunas, a tributação de lucros e dividendos e a cobrança de IPVA sobre iates e aviões. Numa rara concordância com o governo, o partido também defendeu a recriação da CPMF.
Nos debates internos, houve críticas ao ministro Nelson Barbosa (Fazenda), que substituiu Joaquim Levy em dezembro do ano passado.
CRÍTICAS A DILMA
Os petistas se queixaram da ausência de Dilma no 36º aniversário do PT, neste sábado. Ela está no Chile e não havia confirmado presença na festa da sigla.
O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) reclamou do aval do Planalto às mudanças na lei do pré-sal, aprovadas pelo Senado na quarta-feira (24). “A Dilma está querendo se distanciar do PT. É um movimento consciente”, afirmou.
A direção do PT tentou contemporizar. Ao abrir o debate, Falcão pediu moderação nas críticas ao Planalto. E o ministro Jaques Wagner (Casa Civil) disse que a posição de Dilma sobre o pré-sal nunca mudou e que o governo vai trabalhar para que a exclusividade da Petrobras seja mantida na Câmara.
AMEAÇA À DEMOCRACIA
Em outra resolução, o PT apontou “ameaça à legalidade democrática” na Operação Lava Jato. O texto protesta contra “delações sem prova, vazamentos seletivos e investigações unilaterais”.
O documento diz que o ex-presidente Lula é vítima de uma campanha “vil e asquerosa” para impedi-lo de disputar as eleições de 2018.
O PT também criticou a retomada da ação do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa vitoriosa em 2014. Na reunião fechada, Jaques Wagner disse que há um “movimento golpista” contra Dilma.

01 de março de 2016
Bernardo Mello Franco, Paulo Gama e Bruno Villas Bôas
Folha

O PAÍS ESTÁ PARADO, É PRECISO DAR UMA BASTA A ESTA SITUAÇÃO



Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

















De fato, há atualmente uma movimentação política em que de um lado estão aqueles que almejam o impeachment da presidente da República e do outro aqueles que não querem o que haja este desfecho. E com isso o país está parado desde o ano passado, ou seja, o ano de 2015 terminou sem nem ter começado.
É preciso que se diga: aqueles que são a favor do impeachment certamente não estão contra a Democracia no Brasil, a não ser contra induvidosamente os corruptos, os ladrões e os deslavados aproveitadores de toda espécie que infestam esta nação.
Como seria tudo mais fácil se cada cidadão brasileiro cumprisse as nossas leis e defendesse com todo o rigor a Constituição Federal, pois a norma inserta no seu artigo 37 impõe que “a administração Pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência”.
Lamentavelmente, nos últimos 14 anos todo o problema dessa nação está centrado em que a coisa pública passou a ser privada. Os escândalos estão sendo noticiados todos os dias nas mídias, a nação brasileira está atolada em um verdadeiro mar de lama.
ESPÍRITO DE JUSTIÇA
Pergunta-se onde está o espírito de justiça? A Política deveria ser a luta pelo Poder visando a criação de melhores condições possíveis para o país, enfim para o povo, ou seja, a busca do bem comum.
Só um lembrete aos navegantes. Roma caiu, porque a sua sociedade apodreceu. Maria Antonieta foi guilhotinada, porque a sociedade francesa também apodreceu. Nicolau II e a família foram fuzilados por causa dos Rasputins. Mas Stalin morreu na cama, por mandar matar todos os seus amigos e inimigos, e o regime da União Soviética ruiu porque a sociedade russa faliu. Será que vamos assistir ao mesmo no Brasil? Será que essa corja de sindicalistas desonestos e vulgares criminosos irá destruir a nação brasileira?
A propósito, brasileiros e brasileiras, sejamos dignos do inolvidável RUI BARBOSA, que asseverou: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”.
Certamente uma corja de sindicalistas desonestos não é maior do que o povo brasileiro. Vamos reagir e salvar a nação! No próximo dia 13, todos às ruas das terras de Vera Cruz.

01 de março de 2016
João Amaury Belem

"QUERIAM UMA CONSTRUTORA DE VERDADE" - DIZ ADVOGADO DE BUMLAI



Malheiros destrói a defesa de Lula
Responsável pela defesa do pecuarista José Carlos Bumlai, o criminalista Arnaldo Malheiros, minimizou a participação de seu cliente nas obras do sítio de Atibaia usado pelo ex-presidente Lula e seus familiares. Segundo o advogado, os donos da propriedade rural “preferiram chamar uma construtora de verdade”. Malheiros concedeu entrevista a Folha neste sábado (27).
O pecuarista José Carlos Bumlai chegou a se envolver nas obras do sítio?
Bem no comecinho, só.
Por que saiu?
Eles preferiram chamar uma construtora de verdade.
Quem pediu que Bumlai ajudasse nas obras?
Ele entrou a pedido de familiares do Lula no finalzinho de 2010.
Ele chegou a investir dinheiro na obra?
Realmente foi muito pouco dinheiro que colocou lá, quase nada.
Tem ideia de quanto?
Acho que no máximo cerca de 10% dos R$ 500 mil.
Lula sabia do envolvimento de Bumlai na obra?
Bumlai me disse que nunca falou com Lula sobre o sítio e não tem ideia se ele sabe que ele teve algum envolvimento na obra.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se constata, o advogado de Bumlai já destruiu a defesa de Lula no Supremo, feita pelo compadre dele, Roberto Teixeira. Quanto à exigência de quererem “uma construtora de verdade”, já se sabia que a ordem partira de dona Marisa, que comandou pessoalmente as reformas do sítio e do tríplex que o casal incluiu no programa Minha Casa, Minha Vida, segundo a ironia de um outro advogado de Lula, Nilo Batista, que só fala bobagens e é como o marqueteiro, trabalha de graça para o PT. (C.N.)

01 de março de 2016
Bela Megale e Flávio Ferreira
Folha

AS PESSOAS DE BEM PRECISAM ABANDONAR A "CUMPLICIDADE"



Charge do Junião (www.juniao.com.br)


















Não sei, se por desinformação ou desinteresse, as pessoas de bem, quando colocadas frente a estas escórias da humanidade, acabam se curvando. Por exemplo, na área em que atuo (Medicina), vi a dona Dilma e o seu Lula buscarem profissionais da mais alta qualificação para tratarem de suas neoplasias em São Paulo. Recentemente, dona Dilma andou por Porto Alegre para acompanhar o nascimento da neta no hospital Moinhos de Vento, um hospital da elite porto-alegrense. Eu me pergunto? Será que não temos um pouco de culpa de tratarmos lixo como gente e estender o tapete vermelho?
A Medicina preconiza que todo médico é obrigado a atender pacientes em casos de urgência/emergência. Entretanto, casos eletivos ficam a critério médico. Será que vivemos numa sociedade baseada em valores materiais em que o profissional, frente a uma oferta financeira ou de status, fica cego para seus valores morais e acaba sucumbindo?
Será que o mundo não seria diferente se lixo fosse tratado como lixo, parasita como parasita, se a sociedade conseguisse isolar do convívio seres tão perniciosos, que roubam, mentem e matam tão somente pelo poder e dinheiro? Será que, se houvesse estas atitudes de pessoas de bem, estas pragas se perpetuariam?
A impressão que eu tenho é que a sociedade está sendo constantemente estrupada, mas toda vez que o bandido se aproxima, este é tratado como rei. Esta frase é bastante verdadeira: “Entre um governo que faz mal e um povo que consente, há uma certa cumplicidade”.

01 de março de 2016
Rogério Izquierdo

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

AS PERIPÉCIAS DO ÓBVIO


O governo assaltou e arruinou a Petrobras. A tese mais elementar era esta: parte do dinheiro roubado foi desviada para as campanhas de Lula, Dilma e tutti quanti.

No Brasil, o elementar nem sempre se impõe. Almas generosas dizem: não há provas de que os milhões roubados da Petrobrás foram usados em campanha. Todo o dinheiro foi registrado no TRE: contribuições legais. As empresas que doaram são as mesmas do escândalo. O dinheiro da propina foi simplesmente lavado. As almas delicadas não acreditam que tenha havido dinheiro sujo na campanha e não fazem a mínima ideia de para onde voaram milhões de dólares. E consideram que está tudo bem com a lavagem de dinheiro, embora isso seja um crime punido por lei.

Agora a casa caiu. A prisão do marqueteiro João Santana mostra que ele recebeu dinheiro do escândalo do petróleo como pagamento pela sórdida campanha de 2014.

Fechou-se o quadro. Ele já estava desenhado no celular de Marcelo Odebrecht. Numa das anotações falava que as contas na Suíça poderiam atingir a campanha dela. Quem é ela? Se afirmar que é Dilma, as almas generosas vão dizer: há milhões de outras mulheres no Brasil.

Delcídio Amaral já havia advertido Dilma de que a prisão de Marcelo Odebrecht atingiria sua campanha, porque a empresa pagou a João Santana no exterior. Mercadante teria dito: a Odebrecht é problema do Lula.

Solidariedade zero entre eles.

Agora, vão dizer que o dinheiro de Santana foi ganho em campanhas no exterior. Ele fez algumas, no universo da esquerda latino-americana. Todas pagas regiamente. Acontece que ele enviou o dinheiro do Brasil. Por que as campanhas lhe pagariam aqui? Acontece que recebeu durante a campanha de Dilma. Por que as campanhas de fora pagariam fora do tempo?

E como se não bastasse: que outras campanhas levaram dinheiro de propina de Keppel Fels, que tem um estaleiro no Brasil, opera com a Petrobrás, e seu lobista Zwi Skornicki, destinatário de um bilhete da mulher de João Santana, Mônica, orientando-o a depositar os dólares no exterior?

As descobertas da Lava Jato apenas demonstram com provas uma tese cristalina: roubaram para permanecer no poder e acumular fortunas. Mas, sobretudo, para prosseguir no governo, entupindo as campanhas de dinheiro sujo.

Tecnicamente, a Lava Jato seguiu o caminho real: o dinheiro. É em torno da grana que eles giram como mariposas.

Além da cooperação suíça, as autoridades norte-americanas foram rápidas em enviar seus dados. Os suíços mantiveram sua disposição de colaborar.

Enfim, o cerco se fechou, uma parte considerável do mundo se alia ao povo brasileiro no esforço não só de punir os responsáveis, mas também de recuperar o dinheiro roubado.

E o governo, os políticos, os brasileiros, em tudo isso? O que era apenas uma tese que já balançava Dilma se tornou um fato comprovado com documentos. Aliás, mais documentos do que em outros casos da Lava Jato.

Se fosse uma partida de xadrez, diria que o governo levou um xeque-mate. Antes apenas se falava que a campanha de Dilma foi feita com dinheiro roubado. Agora todos sabem.

Mas o PT não é um jogador de xadrez comum, e não só porque atropela regras. Ele se distancia da própria realidade. Xadrez? Não estou vendo o tabuleiro. Antena no sítio de Atibaia? Lula não usa celular. Prisão do marqueteiro? O PT não tem marqueteiro, é apenas um senhor que nos ajuda.

De qualquer forma, será difícil acordar todas as manhãs, num país mergulhado em crise econômica, e pensarmos que ele está nas mãos de um grupo que roubou para vencer.

E não será apenas uma certeza política. Estarão lá, diante de nós, as contas no exterior, os dólares enviados, as transferências, conversões – enfim, toda a trajetória do fio condutor a que eles estão ligados: a grana.

De qualquer forma, o episódio é um momento de otimismo, na medida em que precipita a queda de Dilma.

Como as crises estão entrelaçadas, uma solução política poderia dar algum alento à economia e se um projeto de transição sério fosse levado até 2018.

O PSDB voltou do recesso dizendo que votaria os projetos de interesse do País ao lado do governo. Isso me parece correto, pois sempre fui contra as pautas-bomba que explodem no bolso dos contribuintes. No entanto, não se deve acreditar ser esse o grande problema da oposição. Seu problema é não focar na saída da crise: o impeachment. E não trabalhar com uma ideia mais clara da transição.

Olhando para o futuro próximo, não faz sentido dizer que vota a reforma da Previdência só se o PT votar também. É um tema inescapável na transição.

Orientar-se pela posição do PT é, de uma certa forma, antecipar uma disputa em 2018. Não sabemos direito como será 2018 nem se haverá PT. O problema é achar um rumo para a transição e fazê-la acontecer com a queda de Dilma.

Os acontecimentos da semana mostram que o jogo de empurrar com a barriga é apenas um esforço para levar Dilma até 2018, tudo bonitinho, faixa passada. A realidade, por meio de uma investigação competente, com apoio internacional, mostrou mais uma vez que é preciso pegar o touro à unha.

Os que esperam 2018 deveriam considerar apenas como ele será muito pior se nada for feito. Com que cara o Brasil chegará lá, dirigido por um governo corrupto, incompetente, politicamente nulo?

Quem sabe faz a hora ou espera acontecer? Ao contrário da canção, às vezes, acho melhor esperar acontecer. Mas, no caso específico, há um sentido de urgência.

Continuar com esse governo vai desintegrar o País. Uma terrível animação de Hong Kong já mostra a Baía de Guanabara poluída, atletas vomitando, a estátua do Cristo Redentor fazendo toneladas de cocô. É uma peça de humor.

Mas se parece muito com o pesadelo que vivemos no Brasil.




29 de fevereiro de 2016
Fernando Gabeira é escritor, jornalista e ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro

PROCURADOR DEFENDE AO STF INVESTIGAÇÃO DE LULA DENTRO DA LAVA JATO

PETISTA CONTESTOU INVESTIGAÇÕES SIMULTÂNEAS DO MPF E DO MP-SP

DELTAN DALLAGNOL DISSE QUE VANTAGENS TERIAM SIDO RECEBIDAS DURANTE MANDATO (FOTO: RICARDO STUCKERT)

O coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba, procurador da República Deltan Dallagnol, defendeu que uma investigação em curso sobre propriedades atribuídas ao ex-presidente Lula seja mantida dentro da Lava Jato, a cargo do Ministério Público Federal no Paraná.

O manifesto foi enviado à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), em resposta a um pedido feito na última sexta-feira, 26, por Lula para suspender a investigação sobre reformas num tríplex no Guarujá (SP) e num sítio em Atibaia (SP), que teriam sido feitas em favor da família do petista por construtoras investigadas no petrolão.

A defesa de Lula aponta "conflito de atribuições", alegando haver duas investigações relacionadas aos mesmos fatos, uma conduzida pelo Ministério Público Federal e outra pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Os advogados defendem que o caso ficasse com o MP-SP.

Dallagnol ressaltou a atuação do MPF no caso, destacando que possíveis vantagens supostamente recebidas por Lula de empreiteiras teriam sido repassadas durante o mandato presidencial do petista.

O procurador também explicou que a investigação sobre Lula a cargo da Lava Jato é diferente da que é conduzida pelo Ministério Público de São Paulo. Segundo ele, a primeira “possui a específica finalidade de apurar as supostas vantagens indevidas recebidas pelo suscitante [Lula] de construtoras investigadas na Operação Lava Jato, materializadas, dentre outros, em imóveis em Atibaia/SP e em Guarujá/SP”.

Já a investigação do MP-SP relaciona-se às “transferências de empreendimentos da Cooperativa Habitacional dos Bancários para a OAS, em detrimento dos cooperados da Bancoop”, diz.

Deltan Dallagnol ainda argumentou sobre o envolvimento do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente; bem como de executivos da Odebrecht e da OAS, “todos investigados e muitos dos quais já denunciados no esquema de corrupção que assolou a Petrobras”.


29 de fevereiro de 2016
diário do poder

OAB PEDE ACESSO A INVESTIGAÇÃO SOBRE SANTANA PARA EXAMINAR IMPEACHMENT

OAB VAI REVER DECISÃO DE NÃO ENDOSSAR O IMPEACHMENT DE DILMA

A PRISÃO DO MARQUETEIRO JOÃO SANTANA (FOTO) MOTIVOU A OAB A REVER A DECISÃO. FOTO: EVELSON FREITAS/AE

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil pediu ao juiz Sérgio Moro acesso às investigações da 23ª fase da Lava Jato, chamada Acarajé e que levou à prisão de João Santana, marqueteiro das campanhas presidenciais de Lula (2006) e Dilma (2010 e 2014). O conselho da OAB quer analisar a viabilidade do impeachment da presidente - que está em pauta na Câmara dos Deputados desde o ano passado.

A iniciativa do conselheiro Erick Venâncio Lima do Nascimento faz parte dos trabalhos da comissão interna criada pela entidade em outubro do ano passado para analisar as possibilidades de afastamento de Dilma do ponto de vista jurídico.

Em novembro de 2015 o colegiado decidiu, por três votos a dois, recomendar ao Conselho Federal da Ordem que não endossasse o pedido de afastamento da presidente com base na reprovação das contas do governo federal em 2014 pelo Tribunal de Contas da União.

Depois do parecer e diante da nova etapa da Lava Jato, a comissão interna decidiu dar continuidade aos trabalhos e pediu informações ao juiz federal responsável pela operação no Paraná.

Deflagrada na segunda-feira, 22, a Acarajé levou para a prisão João Santana e sua mulher e sócia Mônica Moura pelo fato de o casal ter recebido ao menos US$ 7,5 milhões em uma conta não declarada no exterior entre 2012 e 2014.

O rastreamento do dinheiro mostrou que parte dos repasses foram feitos pela empreiteira Odebrecht no exterior e parte pelo lobista Zwi Skornicki, apontado como operador de propinas no esquema de corrupção na estatal petrolífera.



29 de fevereiro de 2016
diário do poder

PRESSÃO DO PT

'NÃO HÁ MINISTRO DA JUSTIÇA QUE SEGURE A LAVA JATO', DIZ ALOYSIO NUNES
SENADOR DIZ QUE TROCA DE MINISTROS NÃO SUSPENDERÁ INVESTIGAÇÕES


ALOYSIO NUNES (PSDB-SP) AFIRMA QUE SETORES DO PT PRESSIONARAM PELA SAÍDA DE JOSÉ EDUARDO CARDOZO, MAS DIZ QUE AS TENTATIVAS DE CONTER A POLÍCIA FEDERAL NÃO SE CONCRETIZARÃO, DEVIDO À AUTONOMIA DO ÓRGÃO (FOTO: ESTADÃO CONTEÚDO)

Senadores de oposição esperam que a saída de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça não seja uma tentativa do PT de tentar conter as investigações da Operação Lava Jato. Para o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), a investigação da Polícia Federal é um processo sem volta, mas ele reconhece que houve pressão do PT pela saída do ministro.

"A Lava Jato é um trem bala a 300 km/h e não vai ser detido. Ele vai continuar cada vez mais embalado porque uma delação puxa a outra. Não há ministro da Justiça que segure o processo que está em curso", afirmou o senador tucano.

Aloysio afirma, entretanto, que houve pressões por parte de setores do PT, ligados ao ex-presidente Lula, pela saída de Cardozo. "É uma pressão explícita. Pessoas influentes do PT, a começar pelo presidente Lula, falavam que o ministro da Justiça estava sendo frouxo, deixando a PF correr solta, como se não houvesse autonomia do MP, da Polícia e do Judiciário."

Ele defende que as tentativas de conter a Polícia Federal não se concretizarão, devido à autonomia do órgão. "Além de arrogância é burrice tentar controlar a Polícia, porque não se controla. A PF é ciente das suas atribuições, ela age quando tem que agir", defendeu. Por esta razão, Aloysio acredita que a Operação Lava Jato não será afetada com a mudança no Ministério da Justiça e a possível indicação de um novo diretor geral da Polícia Federal. "O diretor geral não faz inquéritos, ele não vai dar instruções para o andamento de inquéritos. Hoje em dia isso não é mais possível", argumenta.

Oposição lamenta. Para o senador de oposição Paulo Bauer (PSDB-SC), um dos poucos méritos do governo Dilma Rousseff foi justamente o de não interferir nos trabalhos do Ministério Público e da PF. "Espero que a saída do ministro não signifique que a presidente tenha sucumbido a esta pressão e passe agora a querer interferir de alguma maneira no trabalho dessas instituições", afirmou. Bauer acredita ser preocupante que o próprio ministro admita que sua saída tenha a ver com a pressão em torno das investigações sobre o ex-presidente Lula.

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou que a saída do ministro é constrangedora. "A insistência do PT e de Lula para que o ministro da Justiça interfira no andamento das investigações contra o partido constrange e envergonha o País." Segundo o senador, este é mais um incentivo para que a população vá às ruas nas manifestações pró-impeachment agendadas para 13 de março. (AE)



29 de fevereiro de 2016
diário do poder

EQUIPES BRIGAVAM, DIZ TESTEMUNHA DA REFORMA DO SÍTIO QUE LULA RENEGA

TESTEMUNHA CONFIRMA PAGAMENTOS EM DINHEIRO VIVO NA REFORMA

SEGUNDO TESTEMUNHA HAVIA PAGAMENTOS EM DINHEIRO VIVO NA REFORMA DO SÍTIO QUE LULA RENEGA. FOTOS: AE


A comerciante Patrícia Fabiana Melo Nunes, que foi sócia proprietária do Depósito Dias - suposto fornecedor de materiais de construção para as empreiteiras que reformaram o sítio Santa Bárbara, no município de Atibaia (SP), frequentado pelo ex-presidente Lula e seus familiares - declarou ao Ministério Público de São Paulo que "as equipes (responsáveis pelas obras) brigavam por areia e cimento". Patrícia depôs no dia 10 de fevereiro.

A força-tarefa da Operação Lava Jato está convencida que a OAS e a Odebrecht bancaram as mudanças na propriedade rural, na qual o petista esteve 111 vezes. Segundo Patrícia "o boato que correu era que o sítio pertencia a Luiz Inácio Lula da Silva". A reforma ocorreu no segundo semestre de 2010, de acordo com Patrícia.

A comerciante citou os nomes do "engenheiro Frederico" e do "arquiteto Neto" como dois profissionais que se dedicaram ao empreendimento. "Outras pessoas que reformavam o sítio faziam pagamentos em dinheiro vivo", revelou a testemunha. Segundo Patrícia, "ninguém comparecia em seu comércio uniformizado".

Ela concluiu que "havia outras empresas no local porque havia conflito entre as equipes, tais como briga por areia e cimento".

A defesa do ex-presidente afirma que Lula e seus familiares não são proprietários do sítio Santa Bárbara.



29 de fevereiro de 2016
diário do poder

76% QUEREM RENÚNCIA

DEPUTADO DIZ QUE NÃO PRECISA DE POPULARIDADE, POR ISSO NÃO RENUNCIARÁ
CUNHA RI DA PESQUISA MOSTRANDO QUE 76% QUEREM SUA RENÚNCIA


PARA CUNHA, SE FOR CONSIDERAR POPULARIDADE, DILMA DEVERIA DEIXAR CARGO (FOTO: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR)


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta segunda-feira, 29, que não “precisa de popularidade” para continuar no comando da Casa. O Instituto Datafolha divulgou nesta segunda que 76% dos eleitores defendem que o peemedebista renuncie ao cargo. O levantamento também mostrou que 78% são favoráveis a uma eventual cassação de seu mandato.

“Eu não fui eleito pela população brasileira. Se for por esse sentido, vamos procurar, então, a saída da presidente. Eu não preciso de popularidade. Ao contrário da presidente da República, que é eleita por maioria absoluta, eu fui eleito por um segmento do meu estado. Tenho que buscar exercer o meu papel, não buscar popularidade”, disse Cunha.

Ele também afirmou que pretende concluir os próximos dois anos de seu mandato como deputado federal. “Eu tenho mandato de dois anos e vou cumprir até o fim. Não tem recall de presidente da Câmara nem de presidente da República. Aliás, é uma proposta interessante de debater, recall para todos”, ironizou.

O peemedebista é alvo de inquéritos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) que apuram se as contas secretas de Cunha no exterior eram ilegais e se ele recebeu propina em contrato de navios-sonda fechado pela Petrobras. O Conselho de Ética da Câmara também o investiga por quebra de decoro parlamentar por mentir aos colegas, na CPI da Petrobras, quando disse que não possuía contas na Suíça.

O STF deve decidir na quarta-feira, 2, se aceita denúncia contra o parlamentar oferecida pela Procuradoria Geral da República. A defesa do presidente da Câmara protocolou nesta segunda pedido à corte para adiar o julgamento. Ao ser questionado, Cunha negou que a intenção de adiar a decisão do Supremo seja uma manobra para arrastar o caso.

“Ninguém pode dizer que está querendo protelar absolutamente nada, até porque não existe processo tão célere quanto o que trata das coisas que é comigo”, criticou o presidente da Câmara.

Eduardo Cunha também voltou a dizer que não se afastará do comando da Câmara se virar réu no Supremo. “Eu já fui réu como líder do PMDB, réu aceito por cinco ministros do Supremo e depois absolvido por unanimidade. Se tornar réu não significa que ninguém é condenado. Significa a continuidade da ação. Meu próprio exemplo pessoal mostra que, se por acaso eu me tornar réu, isso não significa a condenação de quem quer que seja. Aqui na Casa tem vários parlamentares réus”, ressaltou.



29 de fevereiro de 2016
diário do poder

FUTURO DO PT DEPENDE DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DESTE ANO



Charge do Benett, reprodução da Folha















Políticos do PT, muitos deles com mandato, deflagraram no fim do ano passado sondagens para a criação de um novo partido. Nos últimos meses, as discussões envolveram cerca de 25 parlamentares, todos eles insatisfeitos com os rumos da legenda nesses tempos de crise. Movimentos sociais também foram acionados para discutir, de forma reservada, a proposta. Dissidentes afirmam que a ideia é retomar as conversas após as eleições municipais deste ano.
Dirigentes do PT têm conhecimento da operação, mas colocam panos quentes. “Isso ficou forte na época do Eduardo Cunha [quanto o governo ainda defendia o diálogo com ele], mas já diminuiu”, disse um petista graúdo.
O ex-governador Tarso Genro (RS), que esteve em algumas das reuniões para tratar do tema, afirma ser “natural” debater o assunto em um período “de grave crise partidária”, mas diz que agora não é o momento para discutir a proposta.
“Sem reestruturar o sistema político, partidos presentes e futuros terão os mesmos problemas”, defendeu Genro.
PROGRAMA NACIONAL
No PT e na Esplanada, a conclusão é a mesma: o Instituto Lula subestimou a ofensiva contra o ex-presidente.
Para animar, o PT convidou Lula a participar do programa nacional que o partido veiculará na TV nesta terça-feira. A peça foi produzida pelo marqueteiro Edinho Barbosa. Aguarda-se novo panelaço/buzinaço.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Não haverá debandada, por enquanto, na tal “janela do troca-troca”, que a classe política inventou. Os parlamentares federais e estaduais do PT que estão insatisfeitos devem aguardar o desfecho das eleições municipais em outubro, para decidir o que fazer. Podem esperar mais um ano para abandonar o partido e não terão dificuldades para justificar a saída, mesmo que não criem uma nova legenda: basta alegar à Justiça Eleitoral, na forma da lei, que o PT descumpriu seu programa e se tornou uma legenda marcada pela corrupção. Quanto ao futuro do PT, depende exclusivamente de um homem chamado Lula, que ainda tem muitos milhões de admiradores, apesar de todos os malfeitos e da corrupção a que conduziu um partido que já foi limpo. (C.N.)

29 de fevereiro de 2016
Natuza Nery
Painel da Folha

ACIMA DA LEI??

LULA ANUNCIA QUE NÃO VAI DEPOR AO MP EM AUDIÊNCIA EM SP
INTIMADO, ELE DECIDE NÃO DEPOR POR NÃO GOSTAR DO PROCURADOR

DEFESA DIZ QUE LULA E MARISA NÃO IRÃO COMPARECER PARA DEPOR NESTA QUINTA (FOTO: RICARDO STUCKERT)


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta segunda-feira, 29, documento no Ministério Público do Estado de São Paulo por meio do qual apresenta sua versão sobre o tríplex 164/A do Condomínio Solaris, no Guarujá, que ele nega ser o proprietário.

Com essa estratégia – ‘explicações escritas’ -, o petista busca esclarecer dúvidas sobre o imóvel levantadas na investigação conduzida pelo promotor de Justiça Cássio Conserino, que intimou Lula para depor na próxima quinta-feira, 3. O promotor também intimou a ex-primeira dama Marisa Letícia e o filho mais velho do casal, Fábio Luiz.

Em nota, o Instituto Lula destacou que o ex-presidente e Marisa Letícia “prestarão todos os esclarecimentos por escrito e não em audiência’.

Conserino já havia intimado uma primeira vez o ex-presidente para depor no dia 17 de fevereiro. Mas uma liminar obtida pela defesa do petista no Conselho Nacional do Ministério Público barrou o depoimento de Lula. Na semana passada, o Conselho, por unanimidade, autorizou a continuação das investigações no âmbito da Promotoria paulista.

Na sexta-feira, 26, Conserino reintimou o ex-presidente.

Nesta segunda, 29, o Instituto Lula divulgou nota em que afirma que ‘os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua esposa, Marisa Letícia, protocolaram junto ao Ministério Público de São Paulo as explicações escritas a respeito da investigação sobre o apartamento tríplex, no Guarujá’.

“Os esclarecimentos foram enviados em decorrência de novo depoimento marcado pelo promotor de justiça Cassio Conserino, para o próximo dia 3″.

Segundo o documento protocolado, Lula e Marisa prestarão todos os esclarecimentos por escrito e não em audiência.

A defesa apresenta três alegações.

1) Houve infração da norma do promotor natural. O artigo 103, XIII, §2º, da Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de São Paulo prevê a necessidade de distribuição de representação criminal a um dos promotores de justiça da área. No caso concreto não houve essa distribuição, como reconheceu o Conselho Nacional do Ministério Público em julgamento realizado no dia 23 de fevereiro de 2016. Os advogados do ex-presidente Lula e de D. Marisa farão o questionamento judicial sobre esse aspecto, o que é cabível segundo a própria manifestação do CNMP naquela oportunidade;

2) Houve prejulgamento ou antecipação de juízo de valor. Em entrevista à revista Veja de 22 de janeiro de 2016 o promotor de Justiça Cássio Roberto Conserino afirmou, de forma incisiva e peremptória, que iria denunciar o ex-Presidente Lula e D. Marisa, embora o procedimento investigatório não estivesse concluído e não tivesse sido dada a eles a oportunidade de manifestação. A nova audiência consiste em um mero formalismo, verdadeiro contraditório burocrático;

3) Faculdade e não obrigação. O artigo 7º, da Resolução Conselho Nacional do Ministério Público nº 13/06 estabelece em seu artigo 9º uma faculdade ao investigado de prestar informações e essas informações já foram prestadas pelo ex-presidente Lula e por D. Marisa de forma escrita e acompanhada de documentos ao promotor de Justiça Cassio Roberto Conserino.

“O ex-presidente e sua esposa manifestaram, ainda, o desejo de prestar depoimento à ‘autoridade imparcial e dotada de atribuição, que respeite os princípios do promotor natural’, segundo consta no documento protocolado”, finaliza a nota divulgada pelo Instituto Lula.



29 de fevereiro de 2016
diário do poder

O HUMOR DO DUKE...

Charge O Tempo 26/02


29 de fevereiro de 2016

EVANGÉLICOS ACEITAM "ESCRAVIDÃO" EM FAZENDAS DE UMA SEITA




Charge do Nani, reprodução de nanihumor.com



















A adesão e fidelidade à seita religiosa ‘Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca’ é o principal obstáculo à retirada de pessoas aglutinadas em fazendas que, segundo investigação da Polícia Federal, passaram a viver em condição análoga à de escravidão depois de aderir ao grupo. Na terça-feira, a Polícia Federal de Varginha informou o indiciamento de 43 representantes da seita, acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, trabalho escravo e aliciamento de trabalhadores.
Segundo o delegado João Carlos Girotto, da Polícia Federal de Varginha, no Sul de Minas, o inquérito foi concluído na sexta-feira e encaminhado à vara de Lavagem de Dinheiro da Justiça Federal de Belo Horizonte. E nesta quarta-feira, o Ministério Público Federal em Belo Horizonte confirmou o recebimento do inquérito.
Segundo o delegado, não há nenhum elemento, no momento, para o pedido de prisão preventiva dos suspeitos. Nessa nova fase, a Justiça Federal deve iniciar o processo, que poderá gerar a condenação. Ele afirma que os bens dos indiciados estão bloqueados, o que inclui todas as fazendas onde as pessoas foram encontradas trabalhando em situação análoga à escravidão. As principais fazendas, segundo ele, estão nos municípios de Madre de Deus, na Região Central de Minas, Andrelândia e Minduri, ambas no Sul do estado. Mas há ramificações da seita em São Paulo e Bahia.
QUESTÃO COMPLEXA
A retirada das pessoas ficou a cargo do Ministério do Trabalho e Emprego. Mas a questão, de acordo com o auditor fiscal responsável pela ação, Marcelo Campos, é bem mais complexa do que parece. Segundo ele, durante a ação fiscal em que houve a caracterização de trabalho análogo ao de escravos “as vítimas não se viam nessa condição e também não se dispunham a colaborar seja com os auditores fiscais do trabalho seja com os delegados e agentes da Polícia Federal ou com os membros do Ministério Público do Trabalho no processo de investigação”. Ao contrário, sempre que podiam as pessoas se posicionavam na defesa dos dirigentes do grupo e dos empreendimentos econômicos a ele vinculados.
Sendo assim, ainda de acordo com o auditor, “não havia que se falar em retirada ou libertação das vítimas, já que para tanto é necessário que haja o mínimo interesse”. Mesmo assim, ele acrescenta que o Ministério do Trabalho e Emprego entende que no momento em que qualquer das vítimas optar pelo seu desligamento da seita poderá fazê-lo e obter o apoio das instituições públicas para viabilizar este desejo. O órgão reforça que o caso continua sendo objeto de atuação da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho.
DESDE 2005
Tudo indica que a seita funciona desde 2005. Conhecida como ‘Comunidade Evangélica Jesus, a verdade que marca’, a seita convencia fiéis a doar bens para viver e trabalhar em fazendas espalhadas pelo estado, principalmente na Região Sul, sob a promessa de divisão de lucros. A partir de 2011, a PF começou a investigar a seita, obtendo indícios de que, na prática, essas pessoas começaram a viver nessas fazendas exercendo trabalho análogo à condição de escravos.
Em agosto do ano passado, a PF deflagrou a operação De volta para Canaã, para investigar crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas, trabalho análogo à escravidão, formação de organização criminosa, aliciamento de tralhadores e outros golpes atribuídos à seita religiosa. Seis pessoas acusadas de formar o núcleo dessa organização chegaram a ser presas, mas foram soltas ainda em 2015.
(reportagem enviada pelo comentarista Wilson Baptista Jr.)

29 de fevereiro de 2016
Paula Carolina
Estado de Minas