"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

CONSULTOR ENTRA COM HABEAS CORPUS PREVENTIVO EM FAVOR DE LULA NA JUSTIÇA FEDERAL DO PARANÁ


Habeas Corpus Preventivo em favor de Lula é real. Clique sobre a imagem para vê-la ampliada

A Justiça Federal no Paraná recebeu na quarta-feira, 24, um pedido de habeas corpus preventivo para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida impetrada por Mauricio Ramos Thomaz, que se apresenta como consultor, busca evitar eventual ordem de prisão contra ex-presidente no âmbito Operação Lava Jato.
Nos autos da Lava Jato, oficialmente, não há nenhum indicativo de investigação sobre o ex-presidente no esquema de corrupção na Petrobrás. O ex-presidente nega que seja o autor do pedido.
Segundo a assessoria de imprensa do instituto, a equipe do ex-presidente está averiguando quem é o autor da ação. O Instituto Lula trabalha com duas hipóteses: a primeira de que seja algum simpatizante que tomou a iniciativa sem consultar o ex-presidente. E a segunda, em sentido oposto, de que seja uma provocação de algum adversário interessado em desgastar politicamente o ex-presidente e envolvê-lo na operação Lava Jato.
O Instituto Lula informou achar “estranho” o fato de que o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) tenha divulgado a informação em suas redes sociais antes mesmo de o habeas corpus ter sido revelado pela imprensa ou o instituto ter sido consultado. Ainda de acordo com o instituto, Lula soube do habeas corpus por meio da imprensa.
O senador Ronaldo Caiado disse que apenas tornou público o teor do habeas corpus. “Quem entrou com o habeas corpus não é problema meu”.
Há cerca de 15 dias, um laudo pericial indicou que a Camargo Corrêa pagou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e mais R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, de Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos de 2011 e 2013. Foi a primeira vez que os negócios do ex-presidente apareceram nas investigações da Operação Lava Jato, que apura um esquema de cartel e corrupção na Petrobrás com prejuízo de R$ 6 bilhões já reconhecidos pela estatal.
São três pagamentos de R$ 1 milhão cada registrados como “Contribuições e Doações” e “Bônus Eleitoral” para o Instituto, aberto por Lula após ele deixar a Presidência da República, em 2011. A revelação sobre o elo da empreiteira – uma das líderes do cartel alvo da Lava Jato – com Lula consta do laudo 1047/2015, da Polícia Federal, anexado nesta terça-feira, 9, nos autos da investigação.
Na ocasião, o Instituto Lula e a Camargo Corrêa se manifestaram. Veja o que cada um informou:
COM A PALAVRA, O INSTITUTO LULA
O Instituto Lula informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os valores registrados na contabilidade da Camargo Corrêa foram doados legalmente e que não existe relação entre a entidade e questões eleitorais.
“O Instituto Lula não prestou nenhum serviço eleitoral, tampouco emite bônus eleitorais, o que é uma prerrogativa de partidos políticos, portanto deve ser algum equívoco.”
Segundo a assessoria do Instituto, “os valores citados no seu contato foram doados para o Instituto Lula para a manutenção e desenvolvimentos de atividades institucionais, conforme objeto social do seu estatuto, que estabelece, entre outras finalidades, o estudo e compartilhamento de políticas públicas dedicadas à erradicação da pobreza e da fome no mundo”.
Quanto aos valores para a empresa do ex-presidente a assessoria informou que “os três pagamentos para a LILS são referentes a quatro palestras feitas pelo ex-presidente, todas elas eventos públicos e com seus respectivos contratos”.
“Essas doações e pagamentos foram devidamente contabilizados, declarados e recolhidos os impostos devidos.”
A nota informa ainda que “as doações ao Instituto Lula e as palestras do ex-presidente não tem nenhuma relação com contratos da Petrobrás”.
COM A PALAVRA, A CAMARGO CORRÊA
“A Construtora Camargo Corrêa esclarece que as contribuições ao Instituto Lula referem-se a apoio institucional e ao patrocínio de palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no exterior.” 


25 de junho de 2015
in aluizio amorim
http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2015/06/consultor-entra-com-habeas-corpus.html


DESEMBARGADOR NEGA HABEAS CORPUS PREVENTIVO PARA LULA

APESAR DE SER AVENTURA JURÍDICA, PEDIDO FOI NEGADO POR TRIBUNAL


O EX-PRESIDENTE LULA JÁ HAVIA REVELADO A ALIADOS O TEMOR DE VIRAR ALVO DA LAVA JATO. FOTO: FÁBIO MOTTA/AE


O pedido de habeas corpus preventivo para o ex-presidente Lula foi negado pelo desembargador João Pedro Gebran Neto. O HC foi impetrado por um consultor junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, contra o Juízo Federal Criminal Federal de Curitiba, que coordena as ações da Operação Lava Jato.

Lula já havia confessado a aliados o seu temor de se transformar em alvo da Lava Jato, sofrendo mandados de busca e apreensão, de condução coercitiva ou mesmo de prisão.

O habeas corpus de Lula foi distribuído para o desembargador João Pedro Gebran Neto, do TRF-4, que julga recursos de implicados na Operaçao Lava Jato. O habeas corpus foi impetrado naquele tribunal porque ele tem jurisdição sobre os estados do sul, incluindo o Paraná. No pedido, Lula aparece como solicitante e o juiz Sergio Moro como requerido.

O assunto do processo nº 5023661-46.2015.4.04.0000 tem como assuntos a "Lavagem ou Ocultação de Bens, Direitos ou Valores Oriundos de Corrupção" e também a "Prisão Preventiva" e como “impetrante”, ou autor da ação, o ex-presidente Lula. Para ver o processo, clique aqui ou veja abaixo os detalhes do processo.


CLIQUE PARA AUMENTAR

CAPTURA DA PÁGINA DO PEDIDO DE HABEAS CORPUS DO EX-PRESIDENTE LULA. FOTO: CAPTURA/DIÁRIO DO PODER

A assessoria de imprensa do Instituto Lula negou ao Diário do Poder que o ex-presidente ou qualquer representante, seja o autor da ação, que tem como ação originária um dos processos no âmbito da operação Lava Jato, contra o ex-diretor da area Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.


25 de junho de 2015
diário do poder

http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2015/06/desembargador-nega-habeas-corpus.html

IMPETRADO HABEAS CORPUS PARA LULA NÃO SER PRESO




Um habeas corpus preventivo impetrado na Justiça Federal no Paraná, pede que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não seja preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, caso o juiz federal Sergio Moro tome uma decisão nesse sentido.
O pedido foi feito às 16h20 de quarta e refere-se a um possível pedido de prisão preventiva. A assessoria de imprensa do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) confirmou.
O Instituto Lula disse que nega que o ex-presidente tenha entrado com o pedido. Segundo o instituto, qualquer cidadão poderia fazer esse pedido. A assessoria de Lula encara a atitude como de “alguém preocupado com o ex-presidente” ou “como uma provocação”.
“O Instituto Lula estranha que sua divulgação parta do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO)”, afirma o instituto em nota à Folha. Caiado, um dos principais oposicionistas do Senado, divulgou em seu Twitter nesta quinta que Lula teria entrado com o pedido por receio de ser preso.
“O ex-presidente não é investigado na operação Lava-jato”, conclui o instituto.
Entre os assuntos relacionados na solicitação —feito em uma ação que envolve o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró— constam “‘lavagem’ ou ocultação de bens, direitos ou valores oriundos de corrupção” e “prisão preventiva”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Qualquer cidadão pode impetrar habeas corpus, nem precisa de advogado. Este pedido só pode ser gozação, assim como foi gozação colocar bombas diante do Palácio do Planalto. Como se sabe, a verdadeira bomba já está colocada dentro do Palácio desde 2011 e está para estourar a qualquer momento. (C.N.)
25 de junho de 2015
Deu na Folha
http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2015/06/impetrado-habeas-corpus-para-lula-nao.html

LULA VAI PRESO OU NÃO VAI? HABEAS CORPUS FACTÓIDE NEGADO!

Lula vai preso ou não vai? Habeas Corpus factóide negado!



Não há dúvidas nos meios políticos de que Luiz Inácio Lula da Silva, sem foro privilegiado e sem diploma universitário, corre alto risco de ser incomodado, formalmente, em algum processo da operação Lava Jato. A grande dúvida é se Lula será: 1) preso? 2) conduzido coercitivamente? 3) Ou apenas convocado a prestar depoimento na Justiça Federal ou na Polícia Federal? 4) ou será ouvido no conforto de um de seus luxuosos lares?

Nos bastidores da Força Tarefa da Lava Jato e da 13a Vara Federal, em Curitiba, o que se discute é como fazer a lei valer para Lula, um ex-Presidente da República, sem provocar ou agravar ainda mais o caos institucional já em curso. Por isso, soou como uma estranha surpresa o pedido de Habeas Corpus em favor de Lula protocolado ontem à tarde pelo consultor Maurício Ramos Thomaz e que virou sucesso nas redes sociais, a ponto de virar notícia em todos os principais jornais do mundo. O pedido de HC tem o número 50236614620154040000.

A assessoria do Instituto Lula já correu para avisar que a iniciativa não foi autorizada pelo ex-Presidente. O IL também faz questão de frisar que Lula nem seu instituto são alvos de qualquer operação da Lava Jato. Pelo menos até agora, nada oficial corre contra Lula. Por isso, pode ser muito mais que um factóide a manobra para evitar uma prisão preventiva do mito petista em decadência (com ele mesmo admitindo que está no "volume morto", junto com o PT e a Dilma).

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos autor da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, negou o pedido, argumentando que "não existe qualquer fundamento legal para a pretensão". O HC resguardaria Lula da humilhação de ser preso preventivamente ou conduzido coercitivamente pela Polícia Federal para as lotadas e geladas cadeias de Curitiba. Independentemente de qualquer decisão, Lula ficou com seu nome ainda mais exposto de forma negativa. Tal dano à imagem dele não tem preço.

O desembargador João Gebran Neto foi além: "Cuida-se apenas de aventura jurídica que em nada contribui para o presente momento, talvez prejudicando e expondo o próprio ex-presidente, vez que o remédio constitucional (habeas corpus preventivo) foi proposto à sua revelia”. O magistrado ressaltou que o autor usou em sua petição notícias de jornais, revistas e portais de informação, que “não servem como fundamento”. Gebran Neto também antecipou que a petição será enviada ao Ministério Público Federal “para adoção de providências cabíveis”, tendo em vista que o autor usou linguagem “imprópria, vulgar e chula, inclusive ofendendo a honra de várias pessoas nominadas na inicial”.

A própria nota oficial do Instituto Lula, antes da decisão judicial, deixava uma dúvida no ar sobre a legitimidade do pedido: "Pela legislação brasileira, qualquer pessoa pode entrar com um pedido de habeas corpus. Esse pedido não foi feito nem pelo ex-presidente Lula nem por nenhum representante dele. Soubemos do habeas corpus pela imprensa. Isso pode ter sido feito por uma pessoa de boa fé ou por um provocador para gerar um factoide".

Novidade - No meio da tarde, o Globo informou que o ex-Presidente Lula quer que a Justiça Federal desconsidere o pedido de habeas corpus feito pelo consultor de Campinas Maurício Ramos Thomaz. Nova nota divulgada pelo Instituto Lula noticiou que o “ex-presidente já instruiu seus advogados para que ingressem nos autos e requeiram expressamente o não conhecimento do habeas corpus”.

Maurício já tomara atitudes semelhantes em outros casos jurídicos de repercussão. Nos últimos anos, Maurício pediu habeas corpus para a ex-funcionária de Marcos Valério, Simone Vasconcelos, e a ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, que foram rés no processo do escândalo do Mensalão. Também encaminhou ao Senado pedido de impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que julgaram o Mensalão.

Maurício, que não é advogado, revelou que entrou com o pedido porque não considera Lula culpado de nada e verificou, depois de alertado por e-mail por um amigo, que o ex-Presidente corria mesmo risco de ser preso pela Lava Jato. Maurício também criticou o juiz Sérgio Moro, classificando-o de "perigoso".

Nos meios políticos, só se fala que a recente operação Erga Omnes é a véspera do tão esperado Juízo Final. Quando a Justiça começa a mexer com gente do quilate de Marcelo Odebrecht, com grandes chances de envolver outro gigante como André Esteves, todos intimamente ligados a negócios com Luiz Inácio Lula da Silva, tudo assume um tom apocalíptico. Lula que se cuide, porque tem gente querendo cuidar dele no Judiciário.

O mar não está para Lula em Bruzundanga. E o Dia de São Pedro está se aproximando... É segunda-feira que vem... O fato concreto e objetivo é que $talinácio está PT da vida...

25 de junho de 2015
jorge serrão

http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2015/06/lula-vai-preso-ou-nao-vai-habeas-corpus.html

PATIFARIA DA LEI ANTICORRUPÇÃO


           
Mais uma vez a sociedade brasileira está sendo envolvida pelo engodo e falsa propaganda governamental. Os falsários que impregnam os Poderes Executivo e Legislativo da União aprenderam que a melhor maneira de enganar o povo é fazendo leis, cuja fábrica (de fazer leis) está com eles e sempre receptiva para toda espécie de falcatrua que eles quiserem fazer, desde que leve o nome de “lei” na sua certidão de nascimento.

Por tais motivos hoje me assola uma terrível dúvida. Não sei até que ponto, e em que extensão, o cumprimento das leis não estaria causando males maiores à sociedade do que o não-cumprimento, a desobediência. Para melhor entender, bastaria uma pergunta: seriam confiáveis as leis se elas porventura partissem da organização criminosa chamada “Comando Vermelho”, por exemplo? Ou se o “Comando Vermelho”, ou os seus integrantes, constituíssem o Congresso, ou fossem os deputados e senadores? Lamentavelmente os juízes não podem questionar essas situações nas demandas que lhes são submetidas. Eles estão “acorrentados” às leis, não tendo poderes para deixar de aplicá-las ou discutir suas origens. 

Ora, a única diferença entre os poderes públicos e a referida organização criminosa é que os primeiros podem agir dentro do ilícito que transformam em lei, assim deixando de ser ilícitos, e os segundos, por não terem esses mesmos poderes, não podem. Isso significa que uns criminosos “trabalham” dentro da lei, outros fora dela. Os primeiros são praticamente inatingíveis, os segundos, não. Assim, nenhum deles é melhor que o outro, apesar dos lados aparentemente opostos em que se situam. Somente os legisladores têm o privilégio de poder transformar as irregularidades que desejam em leis, conforme seus interesses.

A Lei nº 12.846/13, que recentemente entrou em vigor, e que responsabiliza empresas nas esferas administrativa e civil, quando partícipes de atos ilícitos em prejuízo da administração pública, é uma verdadeira enciclopédia que declara guerra dos Poderes da União contra a sociedade civil, especialmente contra as suas empresas que ajudam a promover o desenvolvimento.

Nessa etapa da discussão enfrentada, será de grande utilidade recorrer a Ayn Rand, filósofa russo-judia, que nos assegura: “ Quando você perceber que, para produzir, precisa obter autorização de quem não produz nada, quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores, quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas pelo contrário, são eles que estão protegidos de você, quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autosacrifício, então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada” .

Essa indiscutível verdade toma contornos muito mais sérios no momento em que as leis são expedidas de modo a não só deixar de beneficiar quem produz, porém a persegui-lo e até puni-lo, “furiosamente”, como se fosse ele o principal responsável pela corrupção, envolvendo a área pública da esfera federal, com isso “absolvendo”, indiretamente, os corruptos espalhados em toda a máquina pública. O legislador brasileiro fez uma moeda de um lado só. 
O lado que existe é só o do “corruptor. Esqueceram de cunhar o outro lado da moeda, onde deveria estar o “corrupto”, mais precisamente, o agente público. Mas os “santinhos” do setor público escaparam totalmente não só de figurarem no outro lado da moeda, como também de responderem aos processos como réus. 
Portanto, a situação do Brasil depois dessa lei ultrapassa por larga margem o pervertido ambiente imaginado por Ayn Rand ao formular a sua sábia sentença. O que ela não diria sobre o Brasil de hoje? O que diria ela ao constatar que os que nos governam, e não produzem nada, passaram a ser não somente os privilegiados de que ela fala, mas agora também os inquisidores que colocam no banco dos réus as empresas que são o segmento da sociedade civil que efetivamente PRODUZ? Que produz riquezas? Trocando em miúdos: os que não produzem podem ser os juízes dos que produzem? Certamente, amigas e amigos, a filósofa “arrancaria os cabelos”.

Em atribuindo a apuração das responsabilidades previstas na lei às autoridades máximas de cada órgão, é evidente que lhes faltarão condições e formação para julgar os casos que forem analisados. Com certeza, um tribunal de fundo de quintal não fará justiça. E também a CGU-Controladoria Geral da União, não inspira nenhuma confiança para apurar e julgar responsabilidades das empresas. O que esse órgão fez durante todos esses anos em relação ao império da roubalheira local (mensalão, lava -jato, etc.) sem precedentes no mundo?

Ademais, constata-se nessa lei não só a total exclusão dos agentes dos órgãos públicos envolvidos em corrupção, para fins de responsabilidade administrativa e civil, como também nenhuma referência aos corruptos que agiram antes da lei, que alguns afirmam terem se apropriado de valores na ordem de oitenta bilhões de reais. Com toda a estrutura que têm a poderosa “União”, certamente não lhe faltaria condições de ir atrás do que foi roubado de uma ou outra forma. Porém estes passaram “ilesos”. E já “levaram” quase tudo. A União deverá se dar por satisfeita se retornarem aos seus cofres alguns centavos.

O que a Lei Anticorrupção vai conseguir é com certeza abrir novos focos para a prática da corrupção. O problema é que sempre se estará lidando com gente. E terá um momento “x” em todos os processos de verificação em que o representante da autoridade pública decidirá pelo prosseguimento, ou não, da investigação e indiciamento. É nesse momento que mediante certa “gratificação” o processo poderá ser arquivado. Praticou-se corrupção, ou suborno, para evitar-se apuração da “antiga” corrupção. E o mundo continua girando, girando...

25 de junho de 2015
Sérgio Alves de Oliveira - Advogado e Sociólogo
in a direita brasileira em ação

PODEM SOLTAR O MARCELO ODEBRECHT


Marcelo Odebrecht, o príncipe das empreiteiras, muito querido por Fidel e Raúl Castro e por Nicolás Maduro e sua corriola. Argh! (Foto do site de Veja)

A matéria que segue é do site de Veja. Refere-se ao tal bilhete de Marcelo Odebrecht, um dos empreiteiros grandalhões preso pela Lava Jato.
Lendo os argumentos da defesa do indigitado empreiteiro, chega-se à conclusão que ele é um santo. Fidel Castro e seu irmão Raúl provavelmente tem esta mesma impressão, principalmente pelo fato de que foram agraciados com o Porto de Mariel, construído pela Odebrecht com a grana do BNDES, sob o carimbo de “secreto” aplicado pelos “irmãos petralhas”.
O diabo é que as fabulosas 'despesas' dessa imundice, dessa roubalheira vergonhosa está sendo debitada na conta dos cidadãos brasileiros que ralam todos os dias para sustentar suas famílias.
Dizem que o Marcelo Odebrecht mandou destruir um e-mail. Os brasileiros de bem, honestos e trabalhadores estão loucos para destruir o PT, o Lula, a Dilma, o Zé Dirceu e demais escrotos responsáveis por toda essa pilhagem do erário.
Podem soltar o Marcelo Odebrecht. Na verdade ele já está preso, como o Lula e seus sequazes, já que não poderão nunca mais aparecer publicamente e passarão o resto de suas vidas se escondendo.
Aqui a narrativa dessa história rocambolesca. O que se constata do bilhete de Marcelo Odebrecht é que ele tem uma péssima caligrafia. Tudo isso é nojento, asqueroso e, sobretudo, diabólico. As mentiras campeiam e são reproduzidas à farta. 
Leiam:

Um bilhete redigido pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht de dentro da carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR) chamou a atenção dos agentes que fazem a triagem das mensagens trocadas pelos presos e seus advogados. Num trecho do texto, de difícil interpretação, Odebrecht diz a seus defensores: "Destruir email sondas". A PF copiou o bilhete e reportou o caso ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato. O episódio veio à tona nesta quarta-feira. Duas interpretações se contrapõem. Para os investigadores, o bilhete poderia representar uma ordem para a destruição de provas. Essa ordem seria motivo para que Odebrecht tivesse sua prisão estendida - pois seria uma tentativa de obstruir a investigação. Para os advogados do empresário, o uso de destruir era metafórico: Odebrecht apenas os orientava a desconstruir a acusação de ter superfaturado contratos com a Petrobras.
Em e-mails rastreados pelos agentes da Lava Jato, Odebrecht discutiu a contratação de navios-sonda e a possibilidade de "sobrepreço" de até 25.000 dólares por dia. Na versão da defesa do empreiteiro, considerada risível por policiais que atuam no caso, a palavra "sobrepreço" não seria superfaturamento, mas sim um termo técnico utilizado na conversa.
Os advogados Rodrigo Sanchez Rio e Dora Cavalcanti, que integram a banca de defesa dos executivos, não devolveram aos investigadores o bilhete original lido na carceragem. A PF deu prazo de 24 horas para a apresentação do manuscrito, mas não obteve retorno até agora.
A defesa de Marcelo argumenta que o verbo "destruir" seria uma "estratégia processual" - e não a aniquilação de eventuais provas. Também afirmam que o e-mail sobre navios-sonda já consta dos autos. "Há uma percepção de que a prisão de Marcelo não se sustenta. Houve uma interpretação torta e maldosa. Não faz sentido a polícia entregar à defesa um bilhete que poderia ser uma prova e também não faz sentido haver uma suposta ordem para destruir um e-mail já apreendido pelos policiais", disse a advogada Dora Cavalcanti.
Nesta terça, antes de o delegado Eduardo Mauat ter reportado o episódio ao juiz Sergio Moro, a defesa de Marcelo Odebrecht encaminhou ofício ao magistrado no qual diz que a mensagem manuscrita pelo executivo foi "maliciosamente interpretada como indício da prática de crime".
"As anotações não continham o mais remoto comando para que provas fossem destruídas e que, à toda evidência, a palavra destruir fora empregada no sentido de descontruir, rebater, infirmar a interpretação equivocada que foi feita sobre o conteúdo do e-mail", diz a defesa.
Para a Polícia Federal, não é a primeira vez que a Odebrecht tenta destruir provas da participação da empreiteira no propinoduto. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na empresa em São Paulo, representantes da Braskem, o braço petroquímico da empresa, foram notificados para apresentarem arquivos de e-mails da do executivo Roberto Prisco Ramos. Os dados, contudo, não foram apresentados na íntegra.
Em nota, a Braskem informou que "está dentro do prazo legal, que se encerra na próxima sexta-feira, para o envio das informações solicitadas pela Polícia Federal". "Este é um procedimento trabalhoso e demorado, feito por uma empresa multinacional independente. Não há qualquer fato que justifique a acusação de destruição de provas", disse a empresa. 


25 de junho de 2015
in aluizio amorim

LUIZ FELIPE PONDÉ - O PT NÃO É DO BEM!

DEPUTADO DOS DÓLARES NA CUECA FOI O ÚNICO QUE CONTESTOU LULA


Por causa dos dólares na cueca, Guimarães é um mito dentro do PT
É impressionante. Ao invés de lutar internamente pela união do PT e tentar salvar o partido de sua pior crise, o ex-presidente Lula está fazendo exatamente o contrário, lavando a roupa suja em público, como se dizia antigamente. Na semana passado, mandou gravar e vazar para O Globo uma série de críticas duríssimas contra a presidente Dilma Rousseff e seus principais ministros, em declarações feitas no Instituto Lula a um grupo de religiosos da Igreja Católica.
Ainda não satisfeito, na segunda-feira aproveitou outro evento do Instituto Lula, para afirmar em público que seus colegas de legenda “só pensam em cargo, em emprego, em ser eleito”, proclamando que o PT estaria envelhecido e teria perdido a utopia.
Quem viu o ex-presidente falar ou leu as declarações dele não entendeu nada, porque todos sabem que as imagens de Lula e do PT se confundem. Ele foi o criador e condutor da legenda. Desde a fundação do PT, Lula despontou como seu maior líder, é como se o partido pertencesse a ele.
De repente, porém, o ex-presidente passa a se comportar de forma surrealista, como se não tivesse nada a ver com o PT ou com Dilma Rousseff, que ele diz já estar no “volume morto”, junto com ele próprio.
COMPORTAMENTO ESTRANHO
O comportamento de Lula realmente causou estranheza e estupefação. Seria caso de internação ou de absoluta falta de caráter, que cada um tire sua conclusão. Mas o fato é que não se tratou de um arroubo, num momento de desabafo e de desespero. A nova postura de Lula é apenas uma estratégia muito bem maquinada para tentar a volta ao poder.
Ele sabe que Dilma Rousseff não tem salvação, já é uma página virada e que ficará na História como um grotesco fracasso político da primeira mulher a ser presidente. Sabe também que o PT vai entrar em decadência, duramente atingido pela operação Lava Jato.
Do alto de sua arrogância e prepotência, Lula pensa (?!) que não precisa de partido para ser presidente e em 2018 poderá fazer como Collor, eleito em 1989 pelo PRN, legenda que nem existe mais. O pior é também pensa (?!) que não será atingido pela Lava Jato, sairá incólume apenas dizendo que não sabia de nada, como ocorreu no mensalão.
NEM MESMO DILMA CONTESTOU
O mais surpreendente é que Lula passa a agir deste modo e nada acontece. Duramente atingida pelas críticas dele, a presidente Dilma esboçou um forçado sorriso nos lábios: “Todo mundo tem direito de criticar, mais ainda o presidente Lula, que é muito criticado por vocês”, disse, se referindo aos jornalistas.
A bancada do PT no Senado emitiu uma nota de apoio integral a Lula e em nenhum momento defendeu a presidente Dilma ou o partido. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, disse que o partido precisa refletir sobre as palavras de Lula e também se esqueceu de defender a presidente ou o governo do qual faz parte.
APENAS UM DIRIGENTE RESPONDEU
Na verdade, apenas um dirigente petista teve coragem de contestar o ex-presidente. Vejam o que disse o deputado José Guimarães, atual líder do governo na Câmara. “Lula tem todo o direito de criticar o que ele quiser. Eu não me estresso com essas coisas. Eu só posso dizer que a perspectiva do PT no Nordeste é muito boa. Quem fica apregoando que o PT está no fundo do poço ou está no “volume morto” ou coisa que o valha, vamos esperar as eleições. Eu já vi tantas projeções feitas e não realizadas”, afirmou.
Mas quem é José Guimarães para ter a ousadia de contestar Lula? Ora, é aquele deputado cearense que ficou famoso pelos dólares na cueca que seu principal assessor transportava quando foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, em junho de 2005, no auge do escândalo do mensalão. Dentro do PT, com este brilhante currículo, Guimarães tem mesmo moral para botar banca com qualquer um, inclusive Lula. É um petista de verdade.

25 de junho de 2015
Carlos Newton

MARCELO ODEBRECHT MANDOU DESTRUIR PROVAS CONTRA ELE


A Polícia Federal (PF) apreendeu na última segunda-feira um bilhete no qual o presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, escreveu a frase “destruir e-mail sondas”. O bilhete foi endereçado aos advogados dele e foi interceptado pelos agentes da PF que fazem a vigilância da carceragem da Superintendência em Curitiba, onde o executivo está preso desde sexta-feira (19).
Entre as frases escritas no bilhete, aparece uma dizendo “destruir e-mail sondas RR”. Para a PF, Marcelo se referia a Roberto Prisco Ramos, executivo da petroquímica Braskem, controlada pela Odebrecht.
Após tomar ciência do ocorrido, o delegado responsável pela Operação Lava Jato pediu aos advogados do executivo que apresentassem o bilhete original e justificassem a expressão usada por Odebrecht, sendo que o bilhete original não foi retido pela PF.
DESCULPA ESFARRAPADA
Ao delegado, os advogados Rodrigo Sanches e Dora Cavalcanti alegaram que o verbo destruir se referia a “estratégia processual e não a supressão de provas”. Eles explicaram que o documento original foi levado para São Paulo, por outro advogado, onde fica a sede da empreiteira.
Para decretar a prisão dos executivos da Odebrecht, o juiz Sérgio Moro, baseou-se, entre outras provas, em outros e-mails trocados entre Marcelo Odebrecht e Roberto Prisco, nos quais é mencionado o pagamento de propina de US$ 25 mil por dia para operação de sondas de perfuração da Petrobras.

25 de junho de 2015
André Richter
Agência Brasil

PROVAS CONTRA A ODEBRECHT VÃO SE AMONTOANDO NA LAVA JATO

PAULO ROBERTO COSTA DEIXA HOTEL PARA DEPOR EM CURITIBA.

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa detalhou em depoimento prestado terça-feira o pagamento de propina de US$ 5 milhões por ano pela petroquímica Braskem (empresa que tem a Odebrecht como sócia da Petrobrás), intermediado pelo diretor demissionário da Construtora Norberto Odebrecht Alexandrino Ramos de Alencar. Primeiro delator da Operação Lava Jato, Costa revelou que o doleiro Bernardo Freiburghaus, acusado de operar propina para a empreiteira, foi quem cuidou dos depósitos em contas secretas mantidas na Suíça.

Alexandrino Alencar trabalhou na Braskem de 2002 a 2007, quando foi transferido para a holding da Odebrecht. Até a noite de segunda, ele era diretor de Relações Institucionais da empreiteira. Após a empreiteira confirmar a demissão do diretor, sua prisão temporária de cinco dias foi prorrogada por mais um dia pelo juiz federal Sérgio Moro – que conduz os processos da Lava Jato, em Curitiba.

Segundo Costa, ele, Alexandrino Alencar e o ex-deputado José Janene (morto em 2010) negociaram o pagamento das propinas da Braskem em um encontro em hotel na capital paulista. De acordo com o delator, o esquema de propinas teria perdurado de 2006 a 2012 com a atuação de Freiburghaus no exterior.

“Um percentual deste montante (propina) era destinado a sua pessoa (Paulo Roberto Costa), tendo recebido valores junto a suas contas mantidas na Suíça por meio do operador Bernard Freiburghaus”, relatou Costa no seu depoimento.

PEÇA-CHAVE

Freiburghaus, que mora na Suíça é tratado pelos investigadores como peça-chave para a descoberta do suposto envolvimento da Odebrecht no esquema de cartel e corrupção na Petrobrás. Ele é considerado foragido pela força-tarefa (mais informações no texto ao lado) e foi apontado por pelo menos três delatores como o responsável pelas movimentações da empreiteira fora do País.

O próprio Alexandrino Alencar, em depoimento prestado aos investigadores na segunda-feira, admitiu que tratou de doações da Braskem ao PP em encontros com Janene, o doleiro Alberto Youssef e Costa em hotéis de São Paulo. De acordo com o executivo, as “tratativas” foram interrompidas após Janene ser citado no escândalo do mensalão, que veio à tona em 2005.

ALEXANDRINO NEGA

Alexandrino Alencar, contudo, nega que tenha tratado de propinas nas reuniões. Ele afirmou que cuidava de doações eleitorais da empreiteira e admitiu que, a partir de 2007, participou de reuniões na casa de Janene, em São Paulo para “tratar de assuntos políticos” e “inclusive quanto a quem a Odebrecht iria apoiar politicamente”.

Ainda segundo o executivo, as doações ao PP e a “alguns candidatos”, que ele não detalhou no depoimento, em 2008 e 2010 foram definidas a partir destes encontros. O executivo já admitiu queRafael Ângulo Lopes, o “carregador de malas” de Youssef, foi à sede da Odebrecht em “quatro ou cinco oportunidades”.

Conhecido pelo bom trânsito entre os políticos, Alexandrino Alencar chegou a acompanhar Luiz Inácio Lula da Silva em uma viagem do ex-presidente a países da América Central e do Norte em 2013.

25 de junho de 2015
Ricardo Brandt, Mateus Coutinho e Julia Affonso
Estadão