"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 10 de março de 2015

DEMOCRACIA DIRETA É DITADURA INDIRETA E VIRA TOTALITARISMO

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Há um tipo de democracia mais desqualificado do que o nosso. É aquele que se convencionou chamar de democracia direta, da qual se diz que “o povo, diretamente, toma as decisões políticas”. A História está cheia de exemplos comprovando que esse é o caldeirão dos totalitarismos. Tais ambientes, cujos nomes mudam ao gosto de quem os institui, são frequentados por militantes do grupo que ascende ao poder e se reúnem para referendar o que já foi decidido.
O passo seguinte têm sido as execuções em massa dos “inimigos do povo”, mesmo que a assembleia seja (o que só acontece excepcionalmente) formada por milhões de pessoas. Foi assim em Cuba. O paredón já estava em pleno funcionamento quando Fidel Castro, em 8 de janeiro de 1959, submeteu aqueles “justiciamentos” ao juízo do povo cubano. E mais de um milhão de pessoas os aprovou com sonora ovação. Cinco anos depois, Che Guevara, falando à ONU, afirmou com orgulho: “Fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario. Nuestra lucha es una lucha a muerte”. Em 2003 ainda estavam fuzilando.
Democracia direta é ditadura indireta. Ao fim e ao cabo, alguns bandidos detêm efetivamente o poder e chega-se, então ao totalitarismo.
VOCAÇÃO DE POUCOS
O cidadão comum, o indivíduo, senhores e senhoras, é um militante de si mesmo, de suas causas pessoais e familiares. A vocação para a política é vocação de poucos. Aprendi com o prof. Cézar Saldanha Souza Júnior, que o indivíduo “é capaz do bem comum”. Mas não se lhe peça isso o tempo todo. Ele tem mais com que se ocupar. Eis por que a democracia, nas sociedades modernas, urbanas, de massa, precisa ser representativa.
Por tais motivos, quero lembrar à CNBB que a democracia direta que tanto parece lhe agradar já matou gente demais. Uma das primeiras vítimas foi o próprio Jesus Cristo. E se democracia direta fosse coisa boa, a própria Igreja a teria adotado. No entanto, seus dois mil anos de história orientaram-na noutra direção. E dentro dela, apenas alguns desajuizados pretendem que a sã doutrina seja referendada pelo povão.
A prova provada de que a CNBB deve se afastar das propostas de reforma política às quais recentemente aderiu é dada por esse fato. Ao defender um instrumento reprovado pela História e pela própria Igreja, nossos bispos mostram que estão opinando sobre o que não entendem.

10 de maio de 2015
Percival Puggina

DEPOIS DA VAIA, DILMA VOLTA A BRASÍLIA SEM ENCONTRAR LULA



Expositores vaiam Dilma no momento de sua chegada a evento na capital - Clayton de Souza/Estadão
Expositores vaiam Dilma na chegada dela a evento em São Paulo
A presidente Dilma Rousseff (PT) mudou os planos e decidiu se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na noite desta terça-feira (10), em Brasília. A ideia inicial era que os dois se reunissem, no início da tarde, na capital paulista.
O encontro seria após a presidente participar do Salão Internacional da Construção, na capital paulista, onde foi recebida com vaias e gritos de “fora Dilma” e “fora PT”.
Antes de a petista embarcar para São Paulo, porém, Dilma e Lula se falaram por telefone e decidiram mudar o local do encontro.
DESPISTANDO OS REPÓRTERES
Segundo a Folha apurou, a decisão foi tomada para despistar os jornalistas, que já sabiam da reunião desde a manhã de segunda-feira (9).
O partido e o governo federal esperam que a conversa entre Lula e Dilma ajude a resolver parte da crise que traga o Palácio do Planalto
O ex-presidente pedirá à sucessora um “olhar cauteloso” para o cenário atual e medidas “de médio prazo” que dialoguem com a sociedade e com a base social do PT. A relação de Dilma com o PMDB também deve ser abordada na conversa.
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NOTA DA REDAÇÃO
 – A pequena matéria da Folha contém muita especulação. O fato é que Dilma foi vaiada em São Paulo, entrou em desespero e voltou a Brasília sem se reunir com Lula. O motivo é óbvio: Dilma não tem o que falar com Lula, ele não tem o que dizer a ela. O segundo governo de Dilma acabou antes de começar. Este é o clima. Não há solução a dar. (C.N.)


10 de março de 2015
Marina Dias
Folha

O JURISTA IVES GANDRA DEFENDE O IMPEACHMENT

EM PROGRAMA DE TV, IVES GANDRA DEFENDE O IMPEACHMENT


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Ives Gandra explica que Dilma poder sofrer impeachment por omissão
O advogado constitucionalista Ives Gandra Martins tem causado muita dor de cabeça ao PT. Desde a publicação de seu parecer jurídico recomendando o impeachment de Dilma Rousseff, com base no artigo 85, inciso 5, da Carta Constitucional, as manifestações a favor deste processo essencialmente político cresceram no país e culminarão no domingo, 15 de março, quando o povo brasileiro sairá às ruas para protestar contra o desgoverno da presidente petista.
Em entrevista a Danilo Gentilli no programa “The Noite” de segunda-feira, Gandra Martins reiterou que há, sim, independentemente das apurações dos desvios de dinheiro da Petrobras realizadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público (hipótese de dolo), fundamentação jurídica para o pedido de impeachment (hipótese de culpa) por improbidade administrativa.
O desfalque de bilhões de reais na maior estatal do país demonstra omissão, ou imperícia ou imprudência ou negligência – cada uma dessas, em direito, configurando culpa.
No dia 15, ninguém precisa ser a favor do impeachment para protestar contra Dilma e em defesa da Operação Lava Jato. Mas vale a pena ouvir Gandra Martins para entender por que a presidente merece cair o quanto antes. Assista ao vídeo e mostre aos amarelões do PSDB.

PARLAMENTARES BRASILEIROS SÃO OS MAIS BEM PAGOS DO MUNDO



Os deputados brasileiros estão entre os mais bem remunerados do mundo. Com salários anuais de R$ 438 mil, os parlamentares tupiniquins só não recebem mais que os japoneses (R$ 752 mil), os norte-americanos (R$ 495.900) e os australianos (R$ 480 mil) dentre os representantes das Câmaras dos países com as maiores economias. Como se esse dado não fosse suficiente para causar indignação, o descompasso é ainda maior: a diferença entre o salário de um deputado e a renda média dos “cidadãos comuns” é bem menor nesses países que no Brasil.
Para se ter uma ideia, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita no Brasil – indicador que mede a riqueza de um país dividida pela sua população – é de R$ 31.900 anuais. 
Isso significa que, em média, um trabalhador produz R$ 31.900 de riqueza por ano e, segundo o IBGE, tem remuneração anual de R$ 26.025. Já o deputado produz a mesma quantidade de riqueza, mas recebe R$ 438 mil por ano.
No Brasil, a diferença entre o ganho médio do brasileiro e de um deputado é de 16,8 vezes. Nos Estados Unidos, onde um norte-americano tem renda média de R$ 151 mil, a proporção entre o salário de um parlamentar e o de um cidadão comum é de 3,3 vezes. Por fim, na Austrália, que tem o maior PIB per capita dentre as nações citadas (R$ 192 mil), o vencimento de um parlamentar é 2,5 vezes maior que a do australiano médio.
EM OUTROS PAÍSES
Na Espanha, Noruega, Alemanha, Itália e Reino Unido – para citar alguns exemplos de países europeus – o custo anual com deputados é menor. Dentre os parlamentares que custam menos a seus cidadãos do que os brasileiros estão os espanhóis. O salário mensal é de € 2.850, o que equivale a R$ 9.120, ou seja, 3,7 vezes menor do que o do deputado brasileiro.
Na América Latina, os valores pagos pelos nossos vizinhos contribuintes também são mais modestos, apesar de que, em alguns locais, há benefícios como o da verba indenizatória.
O salário anual de um deputado argentino é de R$ 230 mil – metade do que recebe um parlamentar brasileiro. No México, o custo é de R$ 177.600. Já no Uruguai, os parlamentares têm salário de R$ 165 mil.
QUERENDO SE DAR BEM
A mestre em sociologia e política Antônia Montenegro, da PUC Minas, diz que a estrutura que o Brasil tem com relação aos benefícios para a classe política é “rara”.
“Aqui no Brasil, o político virou uma profissão em que todo mundo quer se dar bem. Nos outros países, entende-se que ser político é um cargo temporário, que ele pode ser destituído a qualquer momento. De alguma forma a sociedade em outros países tem mais controle sobre esses indivíduos”, critica a especialista.
SUÉCIA DÁ O EXEMPLO
Moradia. Tem direito a um apartamento conjugado de 18 m², com lavanderia comunitária.
Salário. É uma vez e meia maior do que o de um professor primário. No Brasil essa relação é 17 vezes maior.
Privilégios? Não há pensão vitalícia, plano de saúde privado, carro oficial ou foro privilegiado.
Primeiro-ministro. Passou a ter residência oficial depois que Olof Palme foi morto ao sair do cinema.
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NOTA DA REDAÇÃO – A reportagem é muito interessante, mas, infelizmente, está equivocada, porque se baseou apenas no salário-base, sem levar em consideração o chamado “cotão”, as verbas de gabinete, o auxílio-moradia, o plano de saúde de primeiro mundo, a aposentadoria progressiva a partir de oito anos de mandato etc., etc., etc. Na verdade, os parlamentares brasileiros são os mais bem pagos do mundo, sem a menor dúvida. E isso deveria envergonhar a todos nós. (C.N.)
10 de março de 2015
Isabella Lacerda /Lucas PavanelliO Tempo

OS DIAS QUE NOS AGUARDAM


carlos_brickmann_13Já que a oposição não briga, o Governo decidiu brigar sozinho. E, à falta de adversário, escolheu dentro de suas forças quem briga com quem. Comprovando a competência dos articuladores políticos da presidente Dilma, o Governo briga com o Governo – e está perdendo a briga. Renan Calheiros, quem diria, um dos líderes da oposição! E ao lado de Eduardo Cunha, que pela primeira vez na vida se vê contestando quem está no poder (preste atenção: ele está gostando!).
Na quarta, por decisão de Renan e Cunha, entra em pauta um assunto que o Governo adoraria ver descansar em alguma gaveta: o veto de Dilma à emenda que reajusta a tabela de desconto do Imposto de Renda na fonte em 6,5% (o Governo só aceita 4,5%). Mais uma derrota anunciada: o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, perde essa, prejudicando suas tentativas de aumentar a receita oficial esfolando melhor os cidadãos. Quem votará pelo aumento da carga tributária? O PMDB já informou o autor da emenda de que estará a seu lado, contra Dilma.
Na mesma semana, os partidos devem indicar quem vai compor a CPI do SwissLeaks, aquela montanha de dinheiro que pode ser ilegal e que foi descoberta no HSBC da Suíça. Há quase nove mil contas de brasileiros – muitas das quais legais, declaradas, muitas das quais não tão legais assim. Mais dores de cabeça para Levy: ele deve ser convocado para explicar o que está sendo feito pelos órgãos de controle da Fazenda para identificar os brasileiros ilegais do HSBC.
Dilma bem que se esforçou para controlar o Congresso. Mas a vaca tossiu.
A voz das ruas
No Congresso, a crônica das próximas derrotas. Nas ruas, duas manifestações para esquentar o fim do verão: dia 13, passeatas em defesa da Petrobras, organizadas exatamente pelo pessoal acusado de ordenhar a Petrobras; dia 15, passeata unificada de quem é contra o PT, reunindo desde a turma do Fora, Dilma e Fora, PT até o pessoal do impeachment e os que pretendem, sem afastar ninguém, deixar clara a insatisfação com o Governo Federal.
Fatores perigosos: PT e aliados estão concentrando manifestantes no Paraná, Estado fortemente antipetista, tentando criar dificuldades ao governador tucano Beto Richa, reeleito no primeiro turno; e há esforços para infiltrar black-blocs nas manifestações antigovernamentais do dia 15, para tentar desqualificá-las como pura baderna. Clima horrível.
Muito barulho por nada
O PPS, pequeno partido oposicionista, decidiu pedir a abertura de processos por quebra de decoro parlamentar contra todos os congressistas investigados pelo STF. Não vai dar em nada: ser investigado não é crime. Depois do inquérito, caso julgue que é o caso, o STF pode abrir processo, com acusação e defesa; e, após o processo, em caso de condenação, configurado o crime, será o caso de discutir o decoro parlamentar. Até lá, é tudo manobra para aparecer na TV.
Calma no Brasil
Não se apresse em saudar Renan Calheiros como líder da oposição. Renan, até hoje, nunca se opôs ao governo. Foi ministro importante de Fernando Henrique, dirigiu a Petroquisa, subsidiária da Petrobras, sob Itamar Franco, foi importante aliado de Lula e Dilma. É um político coerente: está sempre apoiando, mesmo que mude o Governo. Seu desgosto com Dilma é recente, e motivado por desconsideração e traição: Renan disse a Dilma que não queria cargos, mas pedia atenção especial a Alagoas, onde seu filho acabava de se eleger governador. Dilma disse a ele que ficasse tranquilo: Renan Filho teria todo o suporte federal. Até agora não teve nada. Dilma nem mesmo atendeu a seus telefonemas.
A grosseria a levou a confrontar-se com um profissional do ramo. E ela está perdendo.
Quem tem a força
Dilma tem aversão pessoal pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. São dois trabalhos: primeiro desenvolver a aversão e, depois, disfarçá-la, por falta de alternativa. Eduardo Cunha é, para Dilma, o que Zagalo foi para a torcida brasileira: vai ter de engoli-lo. Eduardo Cunha não só comanda a maioria da Câmara como é forte em sua base eleitoral.
O ótimo colunista Aziz Ahmed, de O Povo, do Rio, conta que uma semana antes do almoço que será oferecido a Cunha, na Associação Comercial do Rio, todos os convites já estavam vendidos, a R$ 100.
Centro de compras de deputados
Eduardo Cunha, sejamos justos, não usa seu prestígio só para criar problemas para Dilma. É um político construtivo. Quer construir um shopping center no Congresso, junto ao Anexo 5 – três prédios e um plenário novinho, para aumentar o conforto de Suas Excelências durante as árduas jornadas de trabalho. Coisa de um bilhão de reais.
Eduardo Cunha quer atrair a iniciativa privada para financiar parte da obra, que deve ser extremamente necessária: a Câmara dos Comuns, em Londres, não tem sequer poltronas suficientes para todos os parlamentares, quanto mais cinco anexos, talvez porque lá os deputados, ocupados com o trabalho, não tenham tanto tempo para preocupar-se com compras pessoais ou com o tamanho dos banheiros. Mas aqui, conhecendo-se o trabalho desenvolvido pelos parlamentares, os banheiros são essenciais.
E shopping center para deputados, por que não? Shopping é um conceito vitorioso e moderno de compra e venda.
 Carlos Brickmann é jornalista e consultor de comunicação. Diretor da Brickmann & Associados
10 de março de 2015

PARAFUSO SOLTO

A crise se agrava e avança em todo o País, mas Dilma ainda não percebeu que é vítima dela mesma


dilma_rousseff_476Perdida como governante e cada vez mais acuada por uma crise político-institucional que só cresce, Dilma Vana Rousseff, a presidente reeleita, tentou com seu discurso minimizar os problemas palacianos do dia a dia, mas com seu desastrado discurso do último domingo (8) a situação só piorou. Isso porque a petista insistiu em dizer aos brasileiros que a crise é passageira e que é preciso ter paciência.
A grande questão é que durante quatro anos Dilma fez um sem fim de lambanças, mas agora, diante da pressão popular, quer que a população pague uma conta que não lhe pertence. 
Como sempre faz, a presidente de novo tentou colocar no cenário internacional a culpa pelo desastre econômico brasileiro, não sem antes trazer para o olho do furacão a crise “crise climática”. 
Ora, durante a recente corrida presidencial a então candidata Dilma não apenas mentiu sobre os mais variados temas, mas pediu aos seus estafetas de aluguel que creditassem ao governador Geraldo Alckmin a responsabilidade pela crise hídrica que afeta o mais importante e rico estado da federação, São Paulo.
Se os problemas do clima servem como tábua de salvação para Dilma de igual modo serve para explicar a crise de abastecimento de água na terra dos bandeirantes. O que não se pode aceitar é que a presidente tenta transferir sua incompetência aos cidadãos de bem e creditar aos adversários políticos a culpa pelo péssimo momento que atravessa o País. 
O que vivemos agora é culpa exclusiva do PT de Dilma, Lula e outros quadrilheiros, que saquearam o País apenas para colcoar em marcha um plano totalitarista de poder que começa a naufragar.
Dilma tem o direito de dizer qualquer coisa, pois o Brasil ainda é uma democracia que dá guarida à livre manifestação do pensamento, mas a presidente não pode querer que a massa pensante nacional acredite em desculpas esfarrapadas que nem de longe traduzem a realidade. 
O Brasil vive atualmente os reflexos da falta de planejamento por parte de governo incompetente, paralisado e corrupto, sendo que a solução não virá no curto prazo, como a própria Dilma já admite.
Enquanto as mentiras palacianas se sustentavam na seara dos brasileiros incautos, Dilma e seus quejandos avançavam contra aqueles que cobravam responsabilidade do governo no trato da coisa pública. O grau de mitomania de Dilma é tão grave, que no pronunciamento do último domingo ela disse, entre tantos absurdos, que o seu governo incentivará as concessões para a melhoria dos aeroportos nacionais.
Em primeiro lugar é preciso lembrar que a palavra “concessão” foi criada para os petistas para travestir as tão criticadas privatizações da era FHC, sem as quais o Brasil não teria chegado até aqui. 
Acontece que a população, sempre desatenta, não mais se recorda da promessa que Dilma Rousseff fez no Palácio do Eliseu, sede do governo francês, diante de um bom punhado de empresários internacionais, de construir até o final do seu primeiro mandato 800 aeroportos regionais. 
Estapafúrdia, a afirmação foi feita em 2013, sendo que para cumprir tal promessa seria necessária uma varinha de condão, já que não se constrói um aeroporto com a mesma facilidade com que se abre um guarda-sol na praia mais próxima.
UCHO.INFO insiste na tese de que não há, elo menos por enquanto, fato determinado para pedir o impeachment de Dilma, mas a incompetência do governo é motivo suficiente para pedir a saída da presidente e sua turma de aloprados. E PT saudações!
10 de março de 2015
ucho.info

JORNAIS EUROPEUS DESTACAM "PANELAÇO" QUE ACOMPANHOU O PRONUNCIAMENTO DE DILMA


dilma_rousseff_504Barulho inesperado – Os principais jornais europeus repercutem o pronunciamento da presidente Dilma Rousseffna noite de domingo (8) em rede nacional de televisão e rádio. 
O Dia Internacional da Mulher serviu de pretexto para a presidente quebrar um longo silêncio sobre a operação Lava Jato e o escândalo na Petrobras.
O jornal “Le Monde” destaca o apoio da presidente petista às investigações iniciadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação da lista de políticos citados como beneficiários do esquema conhecido como Petrolão. 
Dilma defende “uma investigação ampla, livre e rigorosa sobre os episódios lamentáveis”, informa a versão eletrônica do vespertino. Mas, lembra o jornal “Le Monde”, a maior parte de seu discurso foi dedicada ao ajuste fiscal para relançar a economia brasileira, em ritmo moroso há cinco anos.
No discurso de 15 minutos, a presidente justificou a necessidade de realizar ajustes duros na economia e pediu paciência à população. O diário conservador “Le Figaro” destacou que Dilma defendeu sua política de ajuste fiscal pedindo que os brasileiros aceitem “sacrifícios temporários, admitindo que “os resultados não surtirão efeito antes do final do ano”. 
Em um contexto econômico marcado pelo aumento do desemprego e alta da inflação, “os efeitos do escândalo de corrupção da Petrobras fragilizam a coalizão parlamentar de Dilma”, observa “Le Figaro”.
Para o espanhol “El País”, Dilma defendeu ajustes na economia em meio a “panelaços” e vaias em bairros de classe média de São Paulo e em outras cidades do país. “Não é comum brasileiros protestarem contra um chefe de Estado no momento em que ele faz um pronunciamento na televisão, nota o diário espanhol”. Os protestos, destaca o jornal “El País”, “ilustram a polaridade extrema que atravessa atualmente o país”.
Discurso agita redes sociais
Paciência foi o que menos se viu nas ruas e redes sociais diante da intervenção da presidente Dilma. Além dos “panelaços” no Rio de Janeiro e São Paulo, entre outras cidades brasileiras, Dilma foi alvo de xingamentos e insultos nas redes sociais. A passeata pelo impeachment, marcada para o próximo domingo, 15 de março, ganha força na internet e o apoio de alguns partidos de oposição.
O inesperado “panelaço”, que emoldurou o pronunciamento de Dilma em algumas das mais importantes cidades do País e pegou os palacianos de surpresa, serviu de motivo para acender a luz vermelha na sede do governo por causa do movimento em prol do impedimento da presidente da República.
Na opinião do UCHO.INFO, um pedido de impeachment não cabe no caso de Dilma, mesmo que alguns juristas defendam a tese de que a petista cometeu crime de responsabilidade. Acontece que esse crime de responsabilidade, se confirmado, ocorreu no mandato anterior, portanto, fora de cogitação no mandato. (Com informações da RFI)
10 de março de 2015
ucho info

OS ENROLADOS DO PETROLÃO E AS ENROLADAS NAS "DOAÇÕES"

EMPREITEIRAS DOAM R$ 11,5 MI PARA ‘LISTA JANOT’

Empreiteiras enroladas no Petrolão descarregaram R$ 11,5 milhões nas últimas campanhas eleitorais de 17 políticos da ‘Lista Janot’. Aparecem como doadoras as empresas UTC, OAS, Queiroz Galvão, Engevix, Andrade Gutierrez e Odebrecht. Os investigados do PT foram quem mais receberam grana, R$ 6,7 milhões. O PP, maior parte da lista, levou R$ 3,7 milhões, seguido pelo PSDB, com R$ 930 mil.


O CAMPEÃO
Exatos R$ 3,8 milhões da UTC, Queiroz Galvão e OAS foram parar na campanha do senador Lindbergh Farias (PT) pelo governo do Rio.


A VICE
Mais de R$ 2,3 milhões da Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e UTC foram para a senadora Gleisi Hoffmann (PT) disputar o governo do PR.


BRONZE
O senador Antônio Anastasia (MG), único tucano na lista, levou R$ 930 mil da OAS, Odebrecht, UTC e Andrade Gutierrez.


TOP
No ranking das doadoras: Queiroz Galvão (R$ 4,7 milhões), UTC (R$ 3,1 milhões), OAS (R$ 1,5 milhão), Andrade Gutierrez (R$ 1,3 milhão).


DILMA QUER CARACTERIZAR PROTESTOS COM ‘GOLPISMO’
O Brasil vive a mais grave crise econômica e institucional da História recente, e a sociedade reage como é adequado em democracia, manifestando-se contra o roubo de dinheiro público, estelionato eleitoral e incompetência gerencial. Mas Dilma apenas conseguiu imaginar bobagens como “golpismo” ou pretendido “terceiro turno” das eleições ou atribuir o panelaço de domingo a “terceiro turno” eleitoral.


LOROTA
O panelaço protestou contra a roubalheira e um governo ruim, mas Dilma recorre à velha lorota de “ameaça de ruptura democrática”.


COMEÇOU A ONDA
Dilma subiu nas tamancas ao perceber que o panelaço de domingo garante o êxito dos protestos do domingo que vem (15).


ELE NÃO MERECE
Após mais de um mês sem ser recebido por Dilma, o porta-voz Thomas Traumann agora precisa virar papagaio de pirata para ser visto por ela.


MERCAPEDANTE
Quem tem Aloizio Mercadante como chefe da Casa Civil não precisa de oposição. E o ministro reagiu ontem com a arrogância de sempre, sem contribuir para amenizar o clima ou se aproximar dos parlamentares.


DESNORTEADOS
Dilma e Mercadante, aquele que nas palavras de Lula “seqüestrou o governo”, ficaram “feito baratas tontas”, segundo um assessor palaciano, com o impactante panelaço no domingo.


NOVA DERROTA
O PMDB faz das derrotas impostas a Dilma sua principal diversão no Congresso. A sigla já aposta que derrubará, nesta quarta (11), o veto à Medida Provisória que corrige em 6,5% a tabela do imposto de renda.


ESPELHO MEU
Esta coluna noticiou em 23 de fevereiro que a Procuradoria-Geral da República já enviou ao Superior Tribunal de Justiça denúncia contra dois governadores enrolados do Petrolão. Dois deles foram citados durantes as investigações: Tião Viana (PT-AC) e Pezão (PMDB-RJ).


CONSELHEIRO DENUNCIADO
Outro denunciado ao STJ foi “um conselheiro” de contas baiano. Mario Negromonte, ex-ministro de Cidades de Dilma, se enquadra nisso: ele é conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia.


COMPETÊNCIA
Ex-modelo e miss do DF, Alessandra Baldini, 28, foi aprovada para juíza federal, mostrando que não há incompatibilidade entre beleza e competência. Até já passou em seis concursos difíceis, entre eles analista do STJ, defensora pública e procuradora do Banco Central.


PEDE PRA SAIR
O clima na CPI da Petrobras é de total constrangimento com a presença de Lázaro Botelho (TO) e Sandes Júnior (GO), indicados pelo PP para integrar a comissão. Ambos estão no listão da Lava Jato.


TRANSPARÊNCIA
Vice-presidente da CPI da Petrobras, Antônio Imbassahy disse que o PSDB tentará impedir que o depoimento de Pedro Barusco ocorra a portas fechadas. “Vamos ouvir a defesa, mas preferimos tudo aberto”.


PENSANDO BEM...
...se o impressionante panelaço foi financiado pela oposição, com diz o PT, vendedores de panelas velhas devem ter ficado milionários.

10 de março de 2015
diário do poder

AGORA TEM QUE APONTAR OS ACHACADORES...

MINISTRO TERÁ DE INDICAR NA CÂMARA, NESTA QUARTA, OS
DEPUTADOS ACHACADORES

CID TERÁ DE DIZER NO PLENÁRIO QUEM SÃO OS DEPUTADOS ACHACADORES
  

CID GOMES CHAMOU DEPUTADOS FEDERAIS DE achacadores



O ministro Cid Gomes (Educação) terá uma ótima oportunidade de sustentar, cara a cara, no plenário da Câmara, onde comparecerá nesta quarta-feira (11), às 15h, a declaração em que se referiu a deputados como "achacadores" do governo.

A convocação do ministro foi aprovada na semana passada pelo plenário da Câmara, que se transformará em comissão geral para receber Cid Gomes. Se ele não comparecer, pode sofrer processo por crime de responsabilidade.

Durante visita à Universidade Federal do Pará, Cid Gomes fez a seguinte declaração: “Tem lá [no Congresso] uns 400 deputados, 300 deputados que, quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas”.

O pedido de convocação foi apresentado pelo DEM. Para o líder do partido, deputado Mendonça Filho (PE), o ministro tem de vir ao Congresso para apontar quem seriam os "achacadores" a que se referiu. Caso contrário, ofende todos os parlamentares. "Ele tem de dizer ao Brasil quem achacou, de que forma isso aconteceu e em que circunstâncias", disse.

O líder do PT, deputado Sibá Machado (AC), concordou com as opiniões de que as afirmações feitas pelo ministro foram fortes, mas ressaltou que Cid Gomes sempre colaborou com os trabalhos do Congresso.

As convocações de ministros são mais frequentes nas comissões temáticas da Câmara. No ano passado, por exemplo, foram convocados os ministros da Agricultura e de Minas e Energia para dar explicações nas comissões que tratam desses temas.

O último ministro convocado para falar no Plenário da Câmara foi Antônio Cabrera, titular da pasta da Agricultura em 1991. Ele falou sobre os efeitos do Plano Collor 2 no setor rural.

10 de março de 2015
diário do poder

A CRISE É TAMANHA QUE A PRÓPRIA DILMA JÁ FALA EM IMPEACHMENT

Após ter sido alvo de panelaços e buzinaços na noite deste domingo (8) enquanto fazia um pronunciamento na televisão e no rádio pelo Dia da Mulher, a presidente Dilma Rousseff pediu que o país tenha estabilidade e minimizou as críticas nesta segunda-feira (9) ao defender o direito de qualquer cidadão de se manifestar. Dilma, no entanto, afirmou que os protestos não podem ser violentos e disse que um “terceiro turno” não é motivo para um pedido de impeachment do seu mandato, o que causaria uma “ruptura democrática” no país.

“Acredito que o Brasil tem uma característica que eu julgo muito importante e todos nós temos que valorizar que é o fato de que aqui as pessoas podem se manifestar, tem espaço para isso e tem direito a isso. Chegamos à democracia e temos de conviver com a diferença. O que não podemos aceitar é a violência. Mas manifestações pacíficas são da regra democrática”, afirmou após a cerimônia no Palácio do Planalto em que sancionou a lei que torna o feminicídio crime hediondo.
EM DOZE CAPITAIS…
Durante o pronunciamento, houve buzinaço, panelaço e vaias em ao menos 12 capitais: São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Vitória, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Belém, Recife, Maceió e Fortaleza. Nas janelas dos prédios, moradores batiam panelas e xingavam a presidente, enquanto piscavam as luzes dos apartamentos. “Não acredito que brasileiros são a favor do quanto pior, melhor. Os que são a favor do quanto pior, melhor, não tem compromisso com o país”, disse.
Questionada se considera o movimento que pede seu impeachment como legítimo, Dilma afirmou que não há razões para o pedido, principalmente, o que ela classificou como um terceiro turno, a exemplo dos panelaços e buzinaços de domingo.
TERCEIRO TURNO
“Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment e não o terceiro turno das eleições. O que não é possível no Brasil é a gente não aceitar a regra do jogo democrático. A eleição acabou, houve primeiro e segundo turno. Terceiro turno das eleições para qualquer cidadão brasileiro não pode ocorrer a não ser que se queira uma ruptura democrática”, disse.
Dilma também afirmou que as manifestações convocadas para o próximo dia 15 em várias cidades do país não têm legitimidade para pedir seu impeachment. “Quem convocar, convoque do jeito que quiser. Ninguém controla o jeito que convoca. Ela [manifestação] vai ter as características que tiver seus convocadores. Agora, ela em si não representa nem a legalidade e nem a legitimidade de pedidos que rompem com a democracia”, afirmou.
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NOTA DA REDAÇÃO – Dilma Rousseff é primária, não entende nada de política. Ela jamais poderia tocar no assunto do impeachment. Ao fazê-lo, provoca o acirramento da discussão sobre essa possibilidade, cada vez mais crescente e provável. Como se dizia antigamente, peixe morre pela boca..(C.N.)

10 de março de 2015
Mariana Haubert
Folha