"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O GOLPE DO FLORATIL




Tenho uma certa tristeza de dizer que, na idade em que me encontro, às vezes me defronto com a diarreia. Diarreia incoercível que me faz infeliz. Aí, enclausurado em casa, tomo floratil.

Pois o país, em que também me encontro, precisa com urgência de um floratil. Nossos generais, diante da agonia do Estado, são cagões...

Seres humanos da pior espécie engendrada, cujo único desejo é receber o soldo no dia três. Os pálidos coliformes fecais que eles despejam não ficam à fé dos pobres civis que eles dizem defender.

Estou assistindo à morte de uma Nação e eles se dizem legalistas, constitucionais, muito dignos – ora ora, jogar canastra no Clube Militar – enquanto o país se esboroa...

Canalhas são esses indivíduos que se dizem funcionários públicos para defender a Pátria. Canalhas, sórdidos e sem poder.

Todos os sonhos que acalentei na juventude, durante a tal ditadura militar, foram para o espaço. Agora, presencio com tristeza que temos Forças Armadas precisando de floratil. São todos cagões...

Que venham à minha casa deflorar o meu jardim. Estou em expectativa. O que fazem vocês da vida diante do espetáculo dantesco que estão presenciando?

Não, quando eu for para a reserva, com minha aposentadoria garantida, irei naturalmente participar. Antes não. Tenho que bater continência para os chefes e estou proibido de pensar. Mas agora, quem sabe, posso até virar oposição... Ganhei um cérebro, finalmente.

Uma Nação que não tem guerras externas e cujo Exército não aguenta dez minutos de confronto contra ninguém só pode ter o PT dominando o país.
Que merda! Uma Escola Superior de Guerra estudando as crises e nada estipulando...

A “Comandanta-em-Chefa” mandando no país e os generais cagões nada dizendo. Eu sou poeta e tenho pena...

A corrupção mais deslavada, de 200 bilhões de dólares, e os militares esperando uma ajudinha no começo do mês – pobres diabos – quando pensei que estava descompensado pelo floratil, descobri, qual nada, que em minha Pátria existem cagões generais, são maiores que eu.
Por favor, me desculpem, prefiro ser poeta...

13 de fevereiro de 2015
Waldo Luís Viana é escritor, poeta, economista, jornalista e detesta militar sem floratil...

EXEMPLO DE DESCALABRO MORAL




Recentemente, o ex-presidente Lula da Silva, o Lularápio, afirmou que “o Poder Judiciário não vale nada. O que vale são as relações entre as pessoas.” 
Com a colocação, ele apenas teorizou a respeito daquilo que há tanto tempo pratica: a desvalorização das instituições, a desqualificação do país e o cultivo da impunidade. Mas, justiça se lhe faça: Lularápio não é caso isolado a merecer execração geral. Só se a pessoa for tão alienada que viva à margem do cotidiano de um país desacreditado como o nosso.

Logo após ter sido nomeado e aprovado para o STF, Joaquim Barbosa foi vítima de constrangimento que jamais imaginara (mesmo ele, cuja vida pessoal é dominada por atitudes polêmicas passíveis de reparo). Munido de diplomas conquistados com grande mérito, inclusive o de mestrado e doutorado em Direito Público pela Universidade de Paris II (Panthéon-Assas), o ministro recém-nomeado foi até a residência da Granja do Torto para tentar conversar com o então presidente.

Lula o recebeu num final de semana, no meio de churrascada regada a bebida, abrindo os braços de forma efusiva, quando o avistou, e caminhando apressado de onde se encontrava, aos gritos: 
“-Negaaãoo! Que prazer recebê-lo aqui. Só tava faltando tu!” 
E chegou junto todo suado e exalando fumaça de cigarrilha e cheiro de álcool. 
Joaquim, todo formal, anunciou: 
“-Presidente, vim aqui falar com o senhor a respeito dos cursos que fiz e agradecer a indicação...” Lula nem deixou que ele terminasse:

“-Num quero saber de nada, fique à vontade. Tu fosse nomeado porque é negão e eu tinha que colocar um preto naquela casa.” 
Joaquim Barbosa ficou por ali, deu um tempo e caiu fora quando a primeira chance se apresentou.

Quem se enganou com Lula da Silva só entrou numa furada porque quis. 
O Brasil nunca conseguiu se estruturar como nação. Sua população está sempre em busca de um salvador. De alguém com a capacidade de resolver todas as suas intermináveis pendências. 
A fragilidade de suas instituições é sempre uma porta escancarada para os aventureiros de todos os níveis e quilates. Assim como Lula da Silva, que por não possuir referencial moral preenche a inaptidão intelectual com lucubrações criminosas.

Agora, o empresário gaúcho Auro Gorentzvaig encaminhou denúncia ao Ministério Público em que relata a venda da petroquímica Suzano, para a Petrobras, pelo triplo do preço em negociação deliberadamente montada com a participação de Lula da Silva e da presidente Dilma Roussef. Tudo o que aconteceu no mensalão e tudo que está acontecendo com a Petrobras exibe a cumplicidade de Lularápio, que falta ainda ser investigado nos financiamentos espúrios realizados através do BNDES.

O “empresário” Eixe Batista, que já foi exibido como espécie de ícone da fase positiva do sistema econômico adotado por Lula, tornou-se milionário por conta do dinheiro público derramado em financiamentos do BNDES. Hoje, ninguém mais se lembra. Mas se for realizada pesquisa rápida no google, pode-se ver Lularápio embarcando em jatinhos de Eike Batista e de empreiteiras que se cansaram de ganhar milhões e bilhões de dólares em financiamentos mal explicados no exterior. Todos patrocinados pelo governo brasileiro. As ditaduras foram as principais favorecidas.

Quanto ficou de propina em contas bancárias ainda não reveladas, beneficiando o ex-presidente de nossa desmoralizada República? Que envolvimento, compadrio, cumplicidade, pouca vergonha tão agressiva é essa que impede a prisão do operador do PT, Renato Duque, embora todos os outros envolvidos ainda estejam engaiolados?

Não se trata apenas de promover reforma política ou de prender meia dúzia, quando as colunas do Estado brasileiro se encontram apodrecidas e ameaçando ruir. Talvez já seja tarde demais, mas seria muito bom se pelo menos se começasse a tentar.

13 de fevereiro de 2015
Márcio Accioly é Jornalista.

CENÁRIOS POSSÍVEIS




A Marmota, por instinto de sobrevivância, abandona os atuais “cumpanheiros” e passa a governar com os partidários daquele que não tem nada a temer.

A medida acalma um pouco a grande massa que está furiosa com o partido apodrecido.

Mas não consegue tapar o sol com peneira em razão dos aumentos das contas de luz, água e gasolina.

Troca todo o ministério.

Trata com rigor governadores e prefeitos.

Joga às piranhas um conhecido boi. “É ele ou eu”.

Mas nada como uma desgraça após outra.

É carta fora do baralho. A águia careca já mostrou o polegar pra baixo.

Agora é só questão de tempo; da constipação à diarréia, o resultado é conhecido.

E não adianta passar no SUS dos Ricaços que nada vai resolver...

13 de fevereiro de 2015Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

AFUNDADA NA LAMA, AGORA DILMA QUER LEGISLAR CONTRA A CORRUPÇÃO. É MUITO CINISMO.



Dilma Rousseff e o PT perderam o último pingo de vergonha que tinham na cara. É de um cinismo deslavado a proposta de nova legislação para combater a corrupção, que a presidente pretende enviar ao Congresso para tentar mudar a avaliação de mais de metade dos brasileiros de que ela é desonesta, mentirosa e conivente com a corrupção.

Tudo que Dilma pretende corrigir ela ou seu partido cometeram nos últimos anos. 
É achar que os brasileiros são completos idiotas. Que continuam cegos diante de tantas mentiras. A última pesquisa Datafolha mostrou que a ficha caiu e que apenas os pobres diabos explorados eleitoralmente pelos programas sociais ainda sustentam este governo podre.

A primeira medida contra corrupção gestada dentro do mar de lama do Palácio do Planalto pretende transformar em crime o caixa dois das campanhas eleitorais. Durante todo o processo do Mensalão a defesa dos petistas era que este estratagema era um mal menor. Apenas um desvio de conduta e uma prática condenável moralmente. José Dirceu e companhia foram parar na Papuda por corrupção, formação de quadrilha e outros crimes. Por que não defenderam que caixa dois deveria ser crime à época do Mensalão, usando a sua utilização como um deslize qualquer?

Uma segunda proposta eleva a punição dos agentes públicos que apresentarem enriquecimento ilícito. Isto é uma jogada cretina e de má fé. Estamos todos vendo na Lava Jato que o dinheiro roubado dos cofres públicos alimenta contas secretas no exterior e que raramente o patrimônio do corrupto é ampliado. Que o dinheiro da propina vai parar na mochila do Vaccari, em dinheiro vivo. Ou em contratos das empreiteiras como José Dirceu para pagar "análises sociológicas".  

Agora vejam a terceira proposta: mudar a estrutura do Judiciário para acelerar o julgamento de autoridades que detenham foro privilegiado. Ora, o Supremo Tribunal Federal está funcionando precariamente, atrasando julgamentos porque Dilma Rousseff não nomeia o substituto de Joaquim Barbosa. Desde julho o STF funciona apenas com 10 ministros e tem sofrido com a falta de quorum qualificado para julgar questões constitucionais. Dilma, antes de propor mudanças, deveria fazer o tema de casa. 

A quarta e quinta propostas de Dilma também são pura perfumaria, pretendendo instituir ação civil pública de extinção de patrimônio, a fim de permitir o sequestro imediato de bens comprovadamente fruto de corrupção e acelerar o julgamento de processos que tratem de desvios de recursos públicos. Lembrem que a presidente foi a primeira a ficar indignada com o bloqueio dos bens de Graça Foster.

Dilma Rousseff manteve durante meses o tesoureiro João Vaccari Neto como conselheiro de Itaipu. Da mesma forma, sustentou por quase um ano a presidente e os diretores da Petrobras, blindando Graça Foster. Acaba de nomear para a presidência da Petrobras um suspeito de liberar empréstimo em bancos públicos rasgando todos os procedimentos internos, apenas porque a cliente era sua amiga. São casos e mais casos de acobertamento, leniência, até cumplicidade. Nas medidas da presidente contra a corrupção não há uma só que contemple estes casos. É como se a corrupção não estivesse dentro do seu governo e do seu partido. É muito cinismo.

13 de fevereiro de 2015
in coroneLeaks

FIES: GOVERNO PISCOU E A OPOSIÇÃO COMEU MOSCA


Hoje pela manhã publicamos um post sobre o grande problema do FIES e, especialmente, a postura ditatorial do coronel Cid Gomes, ministro da Educação, que entende tanto do ramo quanto eu de preparar uma buchada de bode. Cid havia cortado o FIES para as instituições que houvessem aumentado a mensalidade mais de 4,5%, mesmo que a inflação oficial, muito abaixo da real, tenha sido 6,4%. Somente à tarde a Oposição, instada há dias por este blog, deu algum sinal na liderança do Senado de que o assunto preocupava o senador Cássio Cunha Lima. Na Paraíba. Pois bem. Agora o Estadão informa que o coronel Cid Gomes piscou e "permitiu" aumento de 6,4%. Além disso, manteve as regras para quem já tinha FIES. Os estudantes venceram a parada. Nosso blog também. E a Oposição deixou o cavalo passar encilhado. Uma pena!

MEU NOME É BOB!



(O Globo) O doleiro Alberto Youssef afirmou, em delação premiada à Justiça, em outubro, que o consultor Júlio Camargo — que já admitiu ter intermediado propina no esquema da Petrobras — tinha uma relação “muito boa” com o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. De acordo com Youssef, Dirceu usava o jatinho do consultor com frequência. Na contabilidade de Camargo o nome de Dirceu aparecia como “Bob”.  “Julio Camargo possuía ligações com o Partido dos Trabalhadores, notadamente com José Dirceu e Antonio Palocci”, diz parte do trecho da delação premiada de Youssef à Polícia Federal. De acordo com o doleiro, o responsável pela contabilidade de Júlio Camargo, Franco Clemente Pinto, carregava sempre nas reuniões um pendrive com toda a movimentação financeira do consultor, apontado pela força tarefa da Operação Lava-Jato como o responsável pelo pagamento de propina da Camargo Corrêa e da Toyo Setal. “Franco é homem de confiança de Júlio Camargo e o responsável pela contabilidade de pagamentos ilícitos a título de propina e caixa 2″, diz o depoimento.

13 de fevereiro de 2015
in coroneLeaks

LULA E DILMA SE ENCONTRAM E FOGEM DA IMPRENSA


A foto liberada pela "assessoria" mostra melhor o clima da reunião do que a matéria. Nada de sorrisos. E a cara de indiferença de Dilma diz tudo.

(Estadão) A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tiveram um encontro reservado de pouco mais de duas horas em São Paulo. Dilma seguiu para Brasília. Tanto Lula quanto a presidente deixaram o hotel onde se encontraram, na zona Sul da Capital, por saídas onde a imprensa não teve acesso.

O encontro aconteceu em um momento em que a presidente tem visto o governo sofrer algumas derrotas na Câmara, desde a eleição do peemedebista Eduardo Cunha. Além disso, recentes denúncias da Operação Lava Jato aumentam suspeitas do envolvimento do PT no esquema de corrupção da Petrobrás. 

A reunião de Lula com sua afilhada política ocorre também após a recomendação de melhora na comunicação do governo. Apesar disso, tanto Dilma quanto Lula evitaram a imprensa. Durante reunião ministerial no final do mês de janeiro, Dilma pediu aos seus ministros que falassem mais e travassem uma "batalha de comunicação" para defender o seu governo. 

Na quarta, 11, o ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, Pepe Vargas, confirmou ao Broadcast que os dois teriam este encontro em São Paulo. Ele negou, no entanto, que o encontro seria para Dilma pedir "socorro" ao ex-presidente para vencer o isolamento em que ela se encontra ou tentar ajudar a contornar os problemas enfrentados pelo governo seja na área política, seja econômica.

É DO HOSPÍCIO BRASIL, MAS OS MALUCOS NÃO TÊM NADA A VER COM ISSO...

Sanatório Geral


Prática é tudo 

“Infelizmente há uma corrupção histórica na Petrobras, que agora é descoberta. É como uma doença que se descobre depois, com o diagnóstico correto”.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, na entrevista ao Estadão, fingindo ignorar que o PT foi quem transformou a corrupção em instrumento político, meio de arrecadação eleitoral e uma forma de arte.

Prática é tudo

“Se não tivéssemos tomado as medidas que tomamos desde o governo Lula e durante o governo da presidenta Dilma, nós não teríamos hoje a investigação no padrão que temos”.

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, em entrevista ao Estadão, informando que as maracutaias companheiras foram essenciais para ajudar a Polícia Federal a aperfeiçoar seus métodos de investigação.

Ministro piadista

“O que está certo é que a presidenta Dilma não vai fazer nada que represente prejuízos para os trabalhadores. Mas também é unânime, é consensual que algumas medidas têm que ser tomadas”.

Manoel Dias, ministro do Trabalho, jurando que os trabalhadores estão vibrando com as novas regras do seguro-desemprego, adorando as mudanças do abono-salarial e achando fantásticas as novidades da pensão pós-morte.

Mais um para a lista

“Vou processar esse bandido que acusou o PT sem provas”.

Rui Falcão, presidente do PT, informando que vai processar Pedro Barusco com a mesma convicção com que jurou processar Paulo Roberto Costa e Aécio Neves.

Vale a pena ler de novo

“O  objetivo das viagens feitas pelo presidente Lula a convite da Odebrecht é consolidar a imagem e os interesses da nação brasileira”.

Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula e tesoureiro particular do ex-presidente, em 22 de março de 2013, quando nem imaginava o que seria descoberto pela Operação Lava-Jato, revelando que para a turma do Petrolão “a imagem e os interesses da nação brasileira” e “conta bancária do chefe” são a mesma coisa.

Virgem de bordel

“O partido decide propor ao governo que dê continuidade ao debate com o movimento sindical e popular, no sentido de impedir que medidas necessárias de ajuste incidam sobre direitos conquistados – tal como a presidenta Dilma assegurou na campanha e em seu mais recente pronunciamento”.

Rui Falcão, disfarçado de nota do Diretório Nacional do PT, avisando Dilma Rousseff que até o partido do Mensalão e do Petrolão acha que incoerência tem limite.

Zero x zero

“A presidenta, de forma clara, informou dos limites fiscais que o país tem neste momento. Há uma situação de limite objetivo, fiscal, e há muito trabalho para sustentar um crescimento econômico ainda em 2015 e manter emprego e salário nos próximos anos”.

Miguel Rossetto, substituto de Gilberto Carvalho na Secretaria Geral da Presidência, garantindo em dilmês arcaico que em 2015 será repetido o crescimento economico que não houve em 2014.

Ópera dos Malandros

“O PT decidiu condenar a ofensiva e denunciar as tentativas daqueles que investem contra a Petrobras, pois, a pretexto de denunciar a corrupção que sempre combatemos, pretendem, na verdade, revogar o regime de partilha do pré-sal, destruir a política de conteúdo nacional e, inclusive, privatizar a empresa”.

Rui Falcão, disfarçado de nota do diretório nacional do PT, acusando a oposição de querer privatizar a estatal privatizada (e saqueada) há 12 anos pelos companheiros bandidos do Petrolão.

Pit stop

“Não dá para andar a 120 quilômetros por hora o tempo todo. Fizemos um pit stop. Estamos colocando combustível para arrancar de novo”.

Jaques Wagner, ministro da Defesa, comunicando que o governo Dilma Rousseff logo dará por encerrado o pit stop feito para fingir que está preocupado com a crise econômica e voltará a acelerar na direção do penhasco.

Prontidão no porão

“O PMDB chegou à fase da maioridade: teremos autonomia com responsabilidade”.

Romero Jucá, senador pelo PMDB de Roraima, avisando que a base alugada já está de olho no nível da água e pronta para cair fora do porão do navio.

13 de fevereiro de 2015
Augusto Nunes, Veja online

TROCANDO O QUE NÃO TÊM. COISAS DO BRASIL SURREAL...

Dilma, Lula e Santana se encontram para a troca de ideias que não têm. Deveriam estar a procura dos álibis que não há

A trinca dos pecadores: o populista que se acha um messias, a sucessora que pensa ser filha do mestre e o marqueteiro que tem certeza de que é um espírito santo
O pecador que se acha um messias, a sucessora que pensa ser filha do mestre e o marqueteiro que tem certeza de que é o espírito santo
A economia está fazendo água — e, desde o tempo das cavernas, é quando ela bate na linha da cintura que o homem começa a nadar. 
O Pibinho vai descendo a níveis siberianos, a inflação “oficial” rompe a fronteira dos 7% e os soluços do dragão rondam os dois dígitos. O rombo nas contas públicas é de assustar esquerdista grego, os juros sobrevoam a estratosfera e a alta do dólar escancara a desconfiança mundial no Brasil.
O que Dilma faz para escapar do afogamento nessas cataratas de más notícias? Conversa com Joaquim Levy, para afinar-se com o ministro da Fazenda emparedado pela idiotia do PT, pela gula da base alugada, por “movimentos sociais” estacionados no século 19, pela  sede dos ministros que bebem verbas? Nada disso. Em vez de socorrer o economista castigado por seus acertos, pede conselhos a Lula e encomenda ideias a João Santana.
O edifício político federal está sitiado por rachaduras internas e fraturas expostas nos alicerces. A bancada fiel a Dilma na Câmara é insuficiente para eleger um vereador de grotão. No Senado, os contratos com o grupo de Renan Calheiros são tão confiáveis quanto os prazos do PAC. O “núcleo íntimo do Planalto” é mais uma reedição piorada dos Três Patetas.
Sem porta-vozes nem interlocutores, o que faz a presidente? Arquiva o besteirol que não para de crescer e busca propostas que façam sentido? Livra-se do cerco dos áulicos que a bajulam desde que se tornou a sucessora escolhida pelo chefe? Nada disso. Encomenda ideias ao padrinho e pede conselhos ao marqueteiro do reino. A pesquisa divulgada neste fevereiro pelo Datafolha reafirmou a trágica contemporaneidade da lição ministrada por Mário de Andrade, há quase 90 anos, pela boca do personagem Macunaíma: “Muita saúva e pouca saúde, os males do Brasil são”.
Para os entrevistados, o mais terrível problema brasileiro é o sistema de atendimento à saúde que Lula, cliente preferencial do Sírio Libanês, qualificou de “perto da perfeição”. 
Perto da perfeição estavam chegando as saúvas do Petrolão, todas cevadas pelo governante que transformou o país num viveiro atulhado de quadrilhas de estimação. Todas roubaram muito. Nenhuma roubou tanto quanto a desbaratada pela Operação Lava Jato e exemplarmente enquadrada pelo juíz Sérgio Moro. 
As investigações estão chegando aos protagonistas. José Dirceu (codinome Bob) e Antônio Palocci, acabam de entrar em cena. É iminente a subida ao palco do astro principal.
Do total de brasileiros, Dilma é considerada falsa por 47%, desonesta por 54% e indecisa por 50%. Para 52%, a presidente sabia da corrupção na Petrobras e deixou que ela ocorresse. Confrontada com tantos algarismos pressagos, o que faz a chefe de governo? Tenta desvincular-se dos corruptos sem cura? Procura costurar a fantasia esfarrapada? Não. Chama para encontros a sós equilibristas alquebrados e contadores de lorotas que já se tornaram exasperantes.
Por que Dilma não cria juízo e toma vergonha? Simples: por que ela é só mais uma no bando. É só um poste instalado no Planalto para fazer o que o mestre manda. Em parceria, Lula e Dilma criaram o país autosuficiente em petróleo que importa um oceano de barris, o colosso do pré-sal que continua nos abismos do Atlântico, a pátria sem miseráveis que hasteia andrajos em todas as esquinas, fora o resto.
O que o padrinho, a afilhada e o marqueteiro deveriam fazer é uma atenta releitura da pesquisa. O Datafolha apenas acentuou as cores do dramático quadro esboçado pelas urnas de outubro. Dilma reelegeu-se amparada nas falácias do Brasil Maravilha, nos truques dos mágicos de picadeiro, nas espertezas dos canastrões com topete implantado e nas diversas ramificações que compõem o Grande Clube dos Cafajestes no Poder.
Ainda assim, mais de 51 milhões de brasileiros votaram contra o PT. Cruzou-se um ponto de não retorno. Dilma está há mais de um mês sem dizer qualquer coisa que mereça ser transcrita. Lula é o único “campeão de votos” que jamais venceu no primeiro turno, o único “líder de massas” que está há anos se apresentando exclusivamente para plateias amestradas que fingem ignorar o Caso Rose e o buquê de escândalos.
Dilma, Lula e Santana não deveriam perder tempo trocando ideias que não tem. A trindade nada santa faria um favor a si própria se saísse à caça dos álibis que até agora não há.
13 de fevereiro de 2015
Augusto Nunes

TOMARA QUE PIZZOLATO VOLTE PARA ATERRORIZAR OS PILANTRAS MENSALEIROS

Ou: Roberto Barroso, o falastrão do caso Battisti. Ou: O Brasil ficou com um criminoso italiano, mas acho que a Itália não quer um criminoso brasileiro…

A Corte de Cassação da Itália, a mais alta instância da Justiça daquele país, autorizou a extradição de Henrique Pizzolato, ex-gerente de marketing do Banco do Brasil, condenado a 12 anos e sete meses de prisão por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Notem: o que fez o tribunal foi afirmar que a extradição é possível. 

A decisão cabe ao governo, mais especificamente ao ministro Andrea Orlando, da Justiça. A questão só chegou à alta corte do país porque Pizzolato tem dupla nacionalidade. No Brasil, quem andou a dizer sandices foi o ministro Roberto Barroso, relator do processo do mensalão no Supremo. Por que afirmo isso? Vamos lá.

Indagado a respeito do caso, Barroso afirmou o seguinte: “Se houve uma condenação, e a Itália não entregar Pizzolato para que a pena seja cumprida no Brasil, certamente haverá uma sensação de impunidade. Pior do que uma sensação de impunidade: haverá um fato real e concreto de impunidade já que há uma decisão transitada em julgado”.

Sim, eu concordo com o ministro. Mas quem é ele para falar?
Antes de chegar ao Supremo, Barroso foi advogado de Cesare Battisti, o terrorista que conseguiu refúgio no Brasil por obra do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Battisti, membro de um grupo de extrema esquerda chamado Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), foi condenado à prisão perpétua na Itália pelo assassinato de quatro pessoas. 
O criminoso fugiu para a França, que decidiu extraditá-lo. Seus advogados recorreram à Corte Europeia contra a extradição. Perderam. O bandido fugiu, então, para o Brasil.

Em 2009, Tarso Genro, ministro da Justiça, lhe concedeu refúgio político — embora Battisti tenha sido condenado na Itália por crime comum. Em sua justificativa, o petista escreveu uma das peças mais patéticas da história. Afirmou, o que é escandalosamente mentiroso, que Battisti tinha sido vítima de um julgamento de exceção, durante os chamados “anos de chumbo”. A expressão designa o tempo em que a Itália enfrentou tanto o terrorismo de extrema esquerda como o terrorismo de extrema direita. Ocorre que, atenção!, jamais deixou de ser uma democracia.

O governo da Itália pediu a sua extradição, e a questão chegou ao Supremo. O grande e midiático defensor de Battisti, na fase final do julgamento, foi justamente Barroso. 
O Supremo tomou, então, uma das mais escandalosas decisões de que se tem notícia, prestem atenção: considerou, sim, ilegal o refúgio concedido ao italiano, mas disse que caberia ao presidente da República dar a palavra final, nos termos do Tratado de Extradição. Lula fez o quê? Concedeu o refúgio — contra o tratado. 

O Supremo voltou a se pronunciar. Consideraram a decisão de Lula ilegal os ministros Gilmar Mendes, Ellen Gracie e Cezar Peluso. Viram a decisão do petista como ato de soberania de estado Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Carlos Ayres Britto, Joaquim Barbosa e Marco Aurélio. Ou por outra: seis ministros consideraram que o presidente é soberano para tomar uma decisão ilegal.

Agora volto a Barroso. Perguntaram a ele se o caso de Pizzolato não era semelhante ao de Battisti. Ora, é claro que é! Com duas diferenças: o terrorista não tinha dupla cidadania e cometeu crime de morte. O ministro, claro, negou a semelhança: “Não há nenhum tipo de analogia possível, nem muito menos eu imaginaria que uma democracia madura como a italiana, com instituições consolidadas, teria a preocupação de retaliar numa situação como essa”.

Espero que não! Espero que o governo da Itália não decida ficar com um criminoso brasileiro, assim como o governo do Brasil decidiu ficar com um criminoso italiano. Até porque não seria retaliação, mas burrice.
Torço para que Pizzolato volte e aterrorize os pilantras mensaleiros. Quanto ao ministro Barroso, dizer o quê? Deveria ser menos falastrão. 

13 de fevereiro de 2015
Reinaldo Azevedo

NOTA AO PÉ DO TEXTO

E lá vem mais merda jogada no ventilador... Não terminará nuinca, enquanto se prender um mensaleiro, a merda será espalhada, emporcalhando o Brasil.
Não cabe mais a farsa dos santarrões, que posam de políticos, mas que na verdade, são criminosos organizados em bandos vorazes, valendo-se do dinheiro pungado para compra consciências, comprar notícxias alentadoras de que tudo é mentira, comprar eleições para perpetuar a sujeira, com máscara de homens públicos.
É de uma indignidade sem par, os alcoviteiros de toda essa bandalha, que comandará à sombra, toda essa falcatrua.
Afrontaram cinicamente a Constituição, aparelharam a máquina do Estado para escapar das malhas da 'justiça' sem risco, e posaram para retratos que ficará para a posteridade, nas paredes das instituições.
Grosseiramente, transformaram o país num lodaçal de corrupção.
Não sei se atônita, ou omissa, a nação continua autorizando a bandalha, com mandatos que se repetem... Até quando?
"QUOSQUE TANDEM ABUTERE... ETC... ETC... ETC ..."

m.americo