"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

SUBSOLO DO JABURU É SALA ANTIGRAMPO E JOESLEY TEVE DE USAR GRAVADOR ESPECIAL


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Charge do Alexandre (Portal Gazzeta)
Em depoimento à Polícia Federal, o empresário Joesley Batista afirmou que foi avisado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima de que o presidente Michel Temer utilizava uma sala “antigrampo” para tratar de assuntos “mais sensíveis”. No depoimento, de 16 de junho deste ano, Joesley detalhou aos policiais a escolha do aparelho utilizado para gravar o encontro com Temer, que ocorreu em 7 de março.
À Polícia Federal, o empresário disse que optou por usar um gravador “emborrachado” por acreditar que o aparelho funcionaria em um ambiente com bloqueador de sinal eletromagnético e que “passaria desapercebido” por detectores de metal.
PLANALTO SILENCIA – Procurado pela reportagem, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto.
A defesa de Geddel Vieira Lima divulgou nota na qual assinala que o ex-ministro “não alertou a quem quer que fosse a existência de pretensa sala” e, se Geddel tivesse a intenção de esconder algo, “não se colocaria à plena disposição das autoridades.”
SALA NO SUBSOLO – No depoimento, Joesley afirmou que o encontro de 7 de março ocorreu em uma sala no subsolo do Palácio do Jaburu, “situada depois da área de serviço e ao lado da garagem”.
Segundo o empresário, que relatou ter tido pelos menos outros cinco encontros com o presidente no Jaburu, foi a primeira vez que os dois conversaram nesta sala. Nas outras ocasiões, disse, as conversas que tiveram foram na sala de estar do térreo.
Segundo a Procuradoria Geral da República, a conversa mostra que Temer deu “anuência” para que o empresário pagasse propina ao peemedebista para mantê-lo em silêncio e não o delatasse.
“ZEROU PENDÊNCIAS” – No diálogo, o empresário diz que “zerou pendências” com o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e que está “de bem” com o peemedebista, que está preso em Curitiba. Neste momento, Temer diz a Joesley: “Tem que manter isso”.
O empresário disse ao Ministério Público que Temer deu aval para que ele comprasse o silêncio de Cunha e evitasse que o ex-deputado fizesse delação premiada. Também narrou, além da obstrução de justiça, uma sequência de crimes, como suborno de procuradores e compra de informações privilegiadas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Está explicado por que a gravação era de tão baixa qualidade. E o presidente Temer estava à vontade, por julgar que o equipamento instalado na sala pudesse inviabilizar qualquer tipo de gravador. Mas as coisas não funcionam mais assim.  (C.N.)

10 de julho de 2017
Gabriel Palma e Lucas Salomão
TV Globo e G1

EM HAMBURGO, MEIRELLES MOSTROU QUE JÁ EXERCE O PODER EM SUA PLENITUDE


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Meirelles representou o Brasil na cúpula do G-20
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou neste sábado, dia 8, em vídeo nas redes sociais do Planalto, que o governo do presidente Michel Temer “continua”. “Como já tenho dito em outras oportunidades, a nossa avaliação é que o presidente Temer continua, que esse governo continua, a equipe econômica está junto, foi escolhida por ele, vai continuar e esta trajetória de recuperação da economia é um fato, consolidado, e que irá em frente”, disse.
O vídeo tem duração de pouco mais de dois minutos, gravado antes da reunião deste sábado do G-20 e divulgado no começo do dia pela Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do governo. Meirelles afirmou que a equipe econômica tem “todo o apoio” do presidente Temer.
NA CÚPULA DO G-20 – Com a volta antecipada de Temer, Meirelles  ficou responsável por representar o Brasil na cúpula do G-20 (grupo das 20 maiores economias do globo). Participou do último momento da reunião, mas evitou dar importância à atribuição que recebeu. “Foi uma experiência interessante”, minimizou.
Ele relatou, então, que as discussões ocorreram em torno da evolução digital que tem impactado a economia do mundo inteiro, como nos problemas trazidos pela automação do mercado de trabalho. Outra questão, de acordo com o ministro, foi o empoderamento das mulheres e a geração de oportunidades iguais para não haver discriminação de gênero.
“Fizemos um pronunciamento nessa direção e mostramos a modernização da economia brasileira que está em andamento: tudo o que estamos fazendo nas diversas áreas, seja macroeconômica e fiscal, seja na área microeconômica, todas as modificações. Foi uma sessão bastante interessante.”
INGRESSO NA OCDE – O ministro também disse a jornalistas que o Brasil tem todas as condições de entrar para a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Ele se encontrou neste sábado, dia 8, com o secretário-geral da entidade, Angel Gurría. “Ele está muito entusiasmado com a ideia de o Brasil entrar na OCDE. Vão discutir (o tema) na próxima semana, é o início do processo.”
Ele disse também que o Brasil é um país de economia de grande porte e que já tem todas as condições para entrar na OCDE, pois está efetuando as mudanças fundamentais na economia brasileira. “A vantagem é que todas as mudanças que estamos fazendo na economia brasileira estão em linha com os princípios da OCDE”, avaliou.
REINO UNIDO – Ainda sobre mercado internacional, Meirelles disse que o Brasil “certamente tem interesse” em uma aproximação comercial com o Reino Unido após o Brexit, quando a saída do país da União Europeia será finalizada. “No momento, não pode haver sequer início de conversas formais porque o Brexit não foi concluído, terão que concluir primeiro. Mas existem indicações informais.”
Meirelles falou com a imprensa em Hamburgo, cidade que sediou o G-20 (Grupo das 20 maiores economias do globo), após o encerramento do evento.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Como se vê, Meirelles é uma espécie de primeiro-ministro, que já exerce o poder em sua plenitude, inclusive no exterior. E ele quem decide tudo no governo e acaba de representar oficialmente o país na importantíssima cúpula do G-20, um papel que deveria caber ao ministro do Exterior, Aloysio Nunes Ferreira, que inclusive estava lá em Hamburgo, atuando como figurante. Com a ascensão de Rodrigo Maia ao poder, aí é que Meirelles vai mandar, mesmo.  Os banqueiros já dominavam o país de fato, agora dominam de direito, como se diz no linguajar jurídico. (C.N.)

10 de julho de 2017
Deu em O Tempo
(Agência Estado)

UM DOS ARTIGOS MAIS DESUMANOS ESCRITO NOS ÚLTIMOS TEMPOS


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Abandonar o idoso pode ser a “busca da felicidade”?
Faz tempo que não sai um artigo tão desumano na grande mídia. Foi publicado na Folha de S. Paulo, no último dia 3. Achei o título tão absurdo que tentei ler o artigo e me surpreendi, porque só está acessível a assinantes do jornal, o que significa o alto prestígio do colunista. Como sou assinante, entrei com a senha e tive acesso a essa preciosidade.
Luiz Felipe Pondé se diz filósofo, escritor e ensaísta, pós-doutorado em Epistemologia pela Universidade de Tel Aviv, discute temas como comportamento, religião, ciência. Escreve às segundas-feiras na Folha. De família judaica, diz ser ateu e acreditar em vários deuses. Está chegando aos 60 anos, é casado e tem dois filhos, Noam e Dafna.
Pelo conteúdo de seu artigo, Pondé aconselha que os filhos abandonem os pais idosos em abrigos (que ele prefere chamar de “casa de repouso”), sob a justificativa de que os mais jovens têm direito de serem felizes. A tese é grotesca, egoísta e ignóbil. Por uma questão de piedade, espera-se que os filhos de Pondé não procedam assim em relação a ele, quando chegar a hora.
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DEIXAR OS PAIS NA CASA DE REPOUSO É UM “DIREITO DO CIDADÃO” QUE QUER SER FELIZ
Luiz Felipe PondéFolha
Acho a autoajuda e o politicamente correto duas formas de mau-caratismo. Minha crítica máxima aos dois nasce da minha certeza (tenho poucas) de que o sofrimento é fonte inexorável do amadurecimento, coisa rara em épocas retardadas como a nossa. O projeto contemporâneo é chegar aos 60 anos com cabeça de 15. Logo, retardo mental como projeto de vida. Uma conquista contra a inteligência.
Um dos temas prediletos do mau-caratismo é a chamada “terceira idade”. Um mercado, claro, devido à longevidade da espécie nos últimos anos. Já se tratou a velhice como “melhor idade” também. Uma ofensa à experiência humana real.
AMBIVALÊNCIA – A longevidade estendida é um dos casos mais claros da famosa ambivalência descrita por Zygmunt Bauman (1925-2017). Um bem evidente por um lado, um drama humano gigantesco por outro, sem solução, como toda ambivalência que se preze. O mais sábio dos meus amigos costuma dizer que uma das versões do inferno no futuro será a impossibilidade de morrer. Você vai querer morrer e não conseguirá.
Sem fazer referência necessariamente a toda gama de pessoas que vegetam por aí em leitos aparelhados com tecnologia de “primeira linha” para a humanidade vegetativa, a longevidade puramente fisiológica, muitas vezes acompanhada pela perda de funções cognitivas essenciais, atormentará o humano daqui para a frente.
LONGEVIDADE – A maravilhosa peça “O Pai”, de Florian Zeller, com direção de Léo Stefanini, cujo elenco é encabeçado por Fulvio Stefanini (brilhante como o pai da peça, vencedor do Prêmio Shell de melhor ator em 2016), em cartaz no teatro Fernando Torres, em São Paulo, é essencial para pensarmos o tema da longevidade para além do marketing da longevidade.
Este é caracterizado por um discurso, como (quase) sempre no marketing, de facilitação da realidade em nome de um otimismo besta.
O impacto dos avanços tecnológicos, científicos e médicos criaram uma sobrevida na espécie humana jamais imaginada. Vivemos mais, mas somos cada vez mais solitários. Muito metabolismo para uma alma cada vez mais dissociada de si mesma. A peça tem, entre outras qualidades, a capacidade de levar você para dentro dessa alma idosa longeva e solitária, graças ao texto, às interpretações e à direção.
SURTO DE HISTERIA – A solidão é uma epidemia contemporânea, em meio ao maior surto de histeria já enfrentado pela humanidade. Solidão e histeria, juntas, formam uma mistura explosiva em termos epidemiológicos.
Os avanços sociais e políticos, passo a passo com os avanços técnicos citados acima, produzem uma sociabilidade cada vez mais egoísta — o egoísmo é a grande revolução moral moderna. As pessoas emancipadas tendem ao egoísmo como forma de autonomia.
Inteligentinhos não entendem isso muito bem porque são as maiores vítimas do marketing de comportamento que se pode imaginar. Emancipados pensam em si mesmos, antes de tudo, como consumidores do direito ao egoísmo.
OS IDOSOS SOFREM – Sempre soubemos que os idosos sofrem na mão dos filhos homens e de suas mulheres, que quase nunca suportam seus sogros, que insistem em ficar vivos. As filhas, que quase sempre suportaram o ônus da lida com os pais, agora se libertam e também querem vida própria (claro que existem exceções ao descrito acima, que filhos, filhas, genros e noras ofendidinhos não fiquem nervosos em demasia).
As filhas também têm o direito de cuidar de si mesmas, é evidente. Deixar os pais na casa de repouso é um “direito de todo cidadão” que quer ser feliz sem ter que viver cuidando de pais que nunca morrem. Por isso que o mercado gerontológico só cresce.
SEM SOLUÇÃO – Além disso, a crescente queda na natalidade, que caracteriza os mesmos países de crescente população longeva, só tende a agravar o quadro. Baixa natalidade e alta longevidade são ambas frutos da mesma riqueza instalada na sociedade: alta tecnologia e direitos sociais são manifestações diretas dessa riqueza. Filhos únicos serão idosos longevos solitários, dependentes de serviços que ocupam o vazio deixado pelas famílias.
Qual a solução pra isso? Não há. Um mundo de velhos solitários é o futuro de um mundo de ricos autônomos e amedrontados.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É um dos artigos mais desumanos já escritos. Talvez Pondé tenha abandonado os pais ou sogros num asilo e agora esteja querendo se livrar da culpa, aliviar o peso da consciência. Ou talvez seja apenas egoísta e insensível, querendo tirar uma onda de moderninho. De toda forma, demonstra sua colossal falta de caráter. Os filhos jamais serão felizes se abandonarem os pais ou parentes em abrigos (ou “casas de repouso”, como amacia Pondé). Só podem proceder assim se forem insensíveis e tiverem uma pedra no lugar do coração. Da mesma forma como nossos pais cuidaram de nós quando nascemos e éramos crianças, temos de cuidar deles na chamada segunda infância. Na teoria do autodenominado filósofo Pondé, os pais de crianças deficientes e com graves problemas também “têm direito” de abandoná-las em “casas de repouso” para que eles (os pais) possam ser felizes. Chamar isso de “felicidade” parece ser um bocado de exagero. É inacreditável que a Folha dê algum prestigio a esse tipo de “articulista”. (C.N.)

10 de julho de 2017
Sylvia Colombo
Folha

RODRIGO MAIA JÁ SINALIZA QUE PODERÁ MANTER MOREIRA FRANCO EM SEU GOVERNO


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Moreira não é sogro e pode ser mantido por Maia
Sem tirar os olhos do celular, nem mesmo para tirar as fotos oficiais do evento em que participou em Buenos Aires nestas quinta (6) e sexta (7), um encontro internacional de parlamentares, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que as informações que vêm circulando indicando um possível acordo entre o seu partido e o PSDB para promover uma transição para uma gestão de Maia são “pura especulação”.
“Quando se vive uma crise tão profunda como essa, surgem especulações de todo o tipo. Li uma notícia hoje de que eu estaria pensando em usar a súmula 13 do Supremo [que impede o nepotismo] para que o ministro Moreira Franco não continuasse no cargo. Só que o ministro Moreira Franco não é meu sogro. Ele é casado com a minha sogra. Isso mostra o nível de irresponsabilidade de algumas pessoas na imprensa brasileira”, disse
FIEL A TEMER – Maia insistiu na afirmação de que o DEM não pretende deixar o atual governo. “Somos aliados do presidente Michel Temer, apesar de toda a crise, e eu disse ao presidente do meu partido no começo da crise que se tivesse que acontecer alguma coisa o DEM deveria ser o último a desembarcar do governo. Nós vamos manter a nossa posição de apoio ao governo.”
Quanto ao fato de não tirar os olhos do celular, Maia disse que estava acompanhando o resultado do jogo do Botafogo, que, na noite de quinta, tinha vencido o Nacional, do Uruguai, pela Copa Libertadores.
Como mostrou reportagem da Folha, as articulações para que Maia substitua Michel Temer no Palácio do Planalto ganharam corpo na base governista e já foram discutidas inclusive na residência oficial do presidente da Câmara, em Brasília.
A denúncia por corrupção passiva apresentada contra Temer e o rápido derretimento do capital político do governo mudaram o comportamento de Maia nos bastidores e levaram a classe política a enxergar no presidente da Câmara, primeiro na linha sucessória, um potencial novo no centro de poder do país.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 –Moreira Franco sonha em continuar ministro durante o mandato-tampão do enteado, para não perder o foro privilegiado. Maia está dizendo, claramente, que não há impedimento legal, e não existe mesmo. Mas manter Moreira Franco no governo será uma imoralidade, com toda certeza. Há situações legais que são verdadeiramente imorais, na forma da lei. E para justificar a manutenção de Moreira, o falso genro poderá até preservar outros ministros, como Eliseu Padilha. Acreditem se quiserem, porque tudo é possível aqui na Tropicália, podem perguntar a Francelino Pereira e a Renato Russo que país é esse… (C.N.)

10 de julho de 2017
Sylvia Colombo
Folha

NA FINLÂNDIA, ESTADO É UMA COISA, GOVERNO É OUTRA, E A EDUCAÇÃO REINA SOBERANA



A escola desenvolve também a habilidade dos alunos
Assisti recentemente à palestra de um professor que esteve na Finlândia, participando de um programa de capacitação de docentes para presenciarem o vitorioso método de um dos melhores países do mundo em matéria de Educação. E o professor iniciou nos dizendo: “Paulo Freire lá é adorado!”. Imediatamente surge a pergunta: Por que, lá do outro lado do mundo, onde o ensino estatal é exemplar, o método Paulo Freire deu certo e aqui, no seu país natal, ainda não funcionou de forma ampla?
Os motivos são vários, a questão é complexa, as respostas idem.  Começo pelo título. O palestrante informou que o Estado na Finlândia é uma estrutura firme, se rege pelo bem comum da população. O governo, os sucessivos governos são temporários e cabe a eles fazer cumprir as normas para a manutenção do bem estar dos que lá residem.
EXPERIMENTALISMOS – No Brasil misturamos governo e Estado, por isso os projetos educacionais são frutos de experimentalismos. Parece que ninguém tem certeza de nada, faz isso, vamos tentar aquilo para ver se melhora.
Parece que no Brasil os políticos não dão muita importância à Pedagogia. Andei pesquisando nos vários programas partidários: de esquerda, de direita, de centro, e quem fazia alusões a propostas pedagógicas, de fato, para a melhoria significativo de nossa nação nesse primordial aspecto que é a Educação? Ninguém, nenhum dos partidos. Nada vi ou li nesses conteúdos programáticos partidários.
Fala-se genericamente em Educação, fica-se mais no plano político eleitoral, a meu ver, pensando em quatro anos para a próxima reeleição. Ora, um país que só se programa para um período de quatro anos, sem dúvida, seu futuro será pífio. E é o que tem acontecido.
NÃO HÁ PROJETO – As esquerdas não investiram na pedagogia transformadora, as direitas e elites não olham com bons olhos o socialista Paulo Freire e o centro não tem projeto de Estado a longo prazo.
Me faz lembrar aquela escola de samba de antigamente, ou bloco carnavalesco carioca “Em Cima da Hora”, em que tudo é feito à toque de caixa como se dizia lá no meu antigo Pernambuco. Ou para usar a gíria antiga: “feito nas coxas”.
Quem vai propor a edificação do Estado brasileiro solidamente embasado na educação? E os naturais bons reflexos no âmbito da qualidade de vida?
ESCOLA LAICA – Qual Estado queremos? Democrático, sem dúvida. Laico, essa é uma questão importantíssima. De um tempo para cá começou-se a falar na “Escola sem Partidos”, mas o que muitos esquecem, que também é fundamental a “Escola sem Igreja, Escola Laica”. Não se trata de ateísmo, como muitos confundem, Escola Laica é aquela que atende e aceita a todos os ramos, sem preconceitos de qualquer natureza.
Outra coisa que o professor nos falou é que na Finlândia, desde os primeiros anos escolares, há uma disciplina que lembra a nossa antiga “Moral e Cívica”, ensinando ao aluno a importância da Ética, da Moral, da Cidadania, do Respeito às instituições, ao Ecossistema, aos seres humanos em geral, aos mais velhos, e a Responsabilidade que cada um deve ter ao longo da vida.
Infelizmente, aqui no Brasil, quando passou a ditadura civil-militar, aboliram esta disciplina que também já se chamou OSPB – Organização Social e Política Brasileira, e EPB – Estudos dos Problemas Brasileiros.
BRASILIDADE – Quando eu era criança, no antigo curso primário, antes da tal ditadura, de segunda a sexta pela manhã, nós cantávamos o Hino Nacional, hasteávamos as bandeiras: do Brasil, do então Estado da Guanabara e da Escola. E foi algo muito bom, em meu conceito. Cantávamos outros hinos: da Bandeira, da República, da Independência, Cidade Maravilhosa…
Entretanto, quando eu falo isso hoje em algum lugar, os chamados progressistas dizem que é coisa de ditadura. Ou seja, perdeu-se, completamente o sentido de brasilidade, de nação, de Estado.
Como resgatarmos essa bonita Brasilidade, que não é de direita, nem de esquerda, nem de centro, é do Brasil? Será que conseguimos pensar e realizar além dos rótulos?

10 de julho de 2017
Antonio Rocha 

TEMER ESTÁ "TRANQUILÍSSIMO" SOBRE A CONTINUIDADE DO GOVERNO


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Em Hamburgo, Temer fez de tudo para sair bem na foto
Apesar da crise política no Brasil e sob a acusação de corrupção passiva pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o presidente Michel Temer disse que volta ao país “tranquilíssimo” após a viagem a Hamburgo, na Alemanha, para participar da cúpula do G-20, grupo das maiores economias do mundo. Nos últimos dias, multiplicaram-se os sinais de defecções em sua base aliada para a votação da denúncia da PGR no Congresso e também mudou a previsão do mercado em relação a sua permanência no cargo. Mesmo assim, o presidente resumiu em uma palavra seu estado de espírito: “Tranquilíssimo” — disse, mostrando o polegar em sinal de positivo.
Temer procurou revelar otimismo na continuidade de seu governo: “Vou continuar trabalhando pelo país, fazer a economia crescer como está crescendo, sem nenhum problema, e fazendo com que todos fiquem em paz” — concluiu ao deixar seu hotel em direção ao centro de convenções do G-20.
“DESEMPREGO” – Durante as reuniões da cúpula do G-20, Temer tentou passar uma sensação de tranquilidade. Na última sexta-feira, o presidente buscou falar da situação econômica do país. Em um vídeo publicado em sua conta no Twitter, Temer cometeu uma gafe ao afirmar que estaria “fazendo voltar o desemprego.”
O presidente deixou a cidade alemã neste sábado para o Brasil. Ele decolou às 12h25 no horário local (7h25 horário de Brasília), após participar da primeira reunião da manhã do G-20. Temer, porém, não participou do almoço de trabalho nem do encerramento da cúpula.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A situação de Temer é constrangedora. Tenta aparentar uma normalidade que não existe. No Planalto, o clima já é do tipo missa de corpo presente, no embalo do velório do governo. Todos tentam se aproximar de Moreira Franco, que é casado com a sogra de Rodrigo Maia, para que possam permanecer nos cargos. (C.N.)



10 de julho de 2017
Fernando Eichenberg
O Globo

PALOCCI REVELA QUE MANTEGA V ENDIA INFORMAÇÕES PRIVILEGIADAS PARA BANQUEIROS


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Mantega, um dos ministros mais corruptos do país
Nas negociações para fechar um acordo de colaboração premiada, o ex-ministro Antonio Palocci sustenta que seu sucessor na Fazenda, Guido Mantega, montou uma espécie de central de venda de informações para o setor financeiro durante os governos petistas. A sede seria o prédio do Ministério da Fazenda em São Paulo, na avenida Paulista, onde Mantega costumava despachar às sextas-feiras.
Palocci implica o sucessor em um suposto esquema de repasse de informações privilegiadas. Segundo ele, Mantega antecipava dados a respeito de juros e edição de medidas provisórias, por exemplo, que eram de interesse de bancos, em troca de apoio ao PT.
ACESSO ANTECIPADO – De acordo com Palocci, agentes do sistema financeiro tinham acesso antecipada ou privilegiadamente a dados importantes e, assim, podiam se preparar ou mesmo se proteger diante de medidas que afetariam o setor.
De acordo com relatos de quem tem acesso às investigações, o esquema começou no governo Lula, em 2006, e seguiu durante o governo Dilma Rousseff, enquanto Mantega foi ministro, até 2015.
Antes de Mantega, quem ocupava a chefia da equipe econômica de Lula era justamente Palocci. Os dois nunca se deram bem.
LULA E EMPRESÁRIOS – Palocci foi condenado pelo juiz Sergio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato em Curitiba, a 12 anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo contratos com a Odebrecht na construção das sondas da Sete Brasil e o Estaleiro Enseada do Paraguaçu.
Mantega, por sua vez, é investigado na Lava Jato e chegou a ter sua prisão preventiva decretada no ano passado – foi liberado em seguida–, acusado de ter pedido ao empresário Eike Batista R$ 5 milhões para saldar dívidas de campanha eleitoral do PT.
Como mostrou a Folha em maio, Palocci tenta negociar, no acordo de delação, que sua pena seja cumprida em um ano de prisão domiciliar e que seus depoimentos sejam focados em banqueiros e empresários, além de Lula.
DELAÇÃO EM PREPARO – Preso desde setembro de 2016, Palocci tem se dedicado à elaboração dos anexos de sua proposta de acordo com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e a força-tarefa da Lava Jato.
Como a delação ainda não foi assinada, pode haver mudança no conteúdo do acordo segundo os principais interesses dos procuradores.
Para dar início às conversas, por exemplo, os investigadores exigiram que Palocci confirmasse informações sobre Lula que estão nas delações de ex-executivos da Odebrecht, principalmente no diz respeito à conta “Amigo”, que estaria ligada ao ex-presidente petista. Palocci sinalizou positivamente sobre atender a esta solicitação.
CONTA DE LULA – Segundo o ex-presidente da empreiteira Marcelo Odebrecht, Palocci operava uma conta propina destinada às demandas políticas de Lula.
Outro episódio que Palocci pode esclarecer, de acordo com os procuradores, é o suposto benefício financeiro obtido por Lula na criação da Sete Brasil, em 2010. Para construir sondas, a empresa contratou estaleiros controlados por empreiteiras investigadas pela Lava Jato.
MANTEGA NEGA – A defesa de Guido Mantega afirma que “causa estranheza” a informação de que Antonio Palocci pretende envolvê-lo em um suposto esquema com os bancos em sua delação premiada.
“Qualquer caixa de agência bancária do país sabe que quem representava os interesses do mercado financeiro era o próprio Palocci” diz o advogado Fábio Tofic Simantob. “Guido Mantega, pelo contrário, assumiu sempre posições que desagradavam os bancos, a ponto de ser demonizado. Não houve pessoa mais execrada pelo mercado do que Mantega. A informação, por isso, não faz nenhum sentido”, segue ele.
O advogado faz referência a divergências entre o ex-ministro e os bancos no período em que ele comandou a economia do país, de março de 2006 a janeiro de 2015.
MEDIDA PROVISÓRIA – Em 2008, por exemplo, Mantega baixou uma medida provisória elevando de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) devida por instituições financeiras.
Num ensaio para o livro “As Contradições do Lulismo”, o cientista político André Singer, colunista da Folha, lista uma série de embates entre Mantega e os bancos. Segundo ele, “enquanto Lula foi conciliador”, o governo Dilma decidiu “entrar em combate com frações de classe poderosas”, tensionando “o pacto estabelecido com o setor financeiro”
REDUÇÃO DE JUROS – Ele relata, por exemplo, que na era Dilma/Guido Mantega o governo pressionou os bancos privados a baixarem os spreads, diferença entre as taxas que eles pagam quando captam dinheiro e as que cobram quando emprestam. Mantega dizia que os spreads eram “absurdos”
Em outra medida que desagradou o setor, o Banco do Brasil fez uma redução agressiva nos juros em 2012 e elevou os limites de várias linhas de crédito para empresas e consumidores com o objetivo, segundo relatou a Folha na época, “de acirrar a concorrência com Itaú, Bradesco e Santander e estimular a economia”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A delação de Palocci está mesmo na reta de chegada, porque ele trocou de advogado. Era defendido por José Roberto Batochio, que também defende Lula e Mantega, que vão ser entregues na bandeja por Palocci. Quanto a André Singer, é suspeito para opinar, devido à sua amizade pessoal a Mantega. Aliás, que mandou reduzir os juros foi Dilma Rousseff, seu ministro Mantega era absolutamento contrário. (C.N.)

10 de julho de 2017
Marina Dias, Daniela Lima e Mônica Bergamo
Folha

GLOBONEWS - ENTREVISTAS DO PROGRAMA ROBERTO D'ÁVILA

http://g1.globo.com/globo-news/roberto-davila/videos/Roberto D'Avila entrevista com exclusividade o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Entre os assuntos, a denúncia apresentada ao STF contra ...
10 de julho de 2017postado por m.americo

domingo, 9 de julho de 2017

O HUMOR DO DUKE...

Charge O Tempo 08/07/2017
09 de julho de 2017

RODRIGO MAIA FICA MAIS ALINHADO AO MINISTRO DA FAZENDA

NO ENTANTO, AINDA FAZ CRÍTICAS AO NOME DO PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL

"OPÇÃO MAIA" PASSOU A SER CONSIDERADA PELO MERCADO FINANCEIRO E SETORES ECONÔMICOS, QUE QUER A PERMANÊNCIA DA EQUIPE DE MEIRELLES (FOTO: ABR)


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que se tornou uma aposta para substituir Michel Temer caso o presidente seja afastado do cargo, ficou mais alinhado com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, mas ainda faz críticas ao nome de Ilan Goldfajn no Banco Central.

Diante da crescente perspectiva de que o Planalto terá dificuldades de reunir apoio parlamentar para barrar a denúncia contra Temer na Câmara e de agravamento do cenário político, a "opção Maia" (ou outro nome que mantenha a atual diretriz econômica e o compromisso com as reformas no Congresso) passou a ser considerada pelo mercado financeiro e setores econômicos.

Empresários e executivos de grandes empresas, além de analistas e consultorias do mercado, já trabalham com um cenário de substituição no Palácio do Planalto. A questão considerada fundamental é garantir a permanência da atual equipe comandada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Desde que assumiu a presidência da Câmara, em meados do ano passado, Maia - oriundo do mercado financeiro - já vinha mantendo reuniões frequentes com economistas na residência oficial da Casa, na Península dos Ministros, no Lago Sul. Essas conversas se intensificaram depois do agravamento da crise.

Ele sempre defendeu Mário Mesquita, ex-diretor de Política Econômica durante o período em que Meirelles presidia o Banco Central. Mesquita atualmente é o comandante da área econômica do maior banco privado do País, o Itaú Unibanco, cargo que já foi ocupado por Ilan Goldfajn. Em reuniões com investidores, Maia fez análise de que o presidente do BC demorou a começar a baixar a taxa básica de juros. O presidente da Câmara defendeu um ritmo de queda maior.

'Amém'


Já em relação a Meirelles, de quem precisa em uma eventual sucessão de Temer para acalmar o mercado, Maia está mais alinhado do que nunca. Durante a tramitação do projeto de perdão de recuperação fiscal dos Estados, ele chegou a dizer que não era preciso sempre dizer "amém" para a equipe econômica, mas tem defendido todas as reformas que Meirelles prega como necessárias para o Brasil voltar a crescer.

"Temos de estabelecer o mais rápido possível a agenda da Câmara dos Deputados. Não podemos estar satisfeitos apenas com a reforma trabalhista. Temos Previdência, tributária e mudanças na legislação de segurança pública", escreveu o presidente da Câmara, que cumpriu missão oficial na Argentina.

O deputado fluminense tem reforçado seu compromisso nas recentes manifestações, mas historicamente sempre foi um defensor de primeira hora das reformas, o que tem ajudado a conseguir o apoio do mercado e do setor produtivo.

Na semana passada, começou a tramitar na Câmara a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. A primeira análise será na Comissão de Constituição e Justiça, cujo parecer será votado posteriormente pelo plenário da Casa.

Os deputados vão decidir se dão ou não autorização para que o Supremo Tribunal Federal julgue a acusação formal contra o presidente. A admissibilidade depende de 2/3 da Câmara (342 votos); o governo precisa de um mínimo de 172 votos para barrar a autorização.

A "opção Maia", porém, ganhou força nos últimos dias entre partidos da base aliada. (AE)


09 de julho de 2017
postado por m.americo

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