"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

GILMAR MENDES PROMOVE DEMOLIÇÃO PROGRESSIVA DO RESPEITO PELA JUSTIÇA

Resultado de imagem para gilmar mendes
Gilmar se tornou um problema para o STF
O mais perturbador na atual crise não está nos aspectos políticos e econômicos, apesar da sua extrema gravidade. Está na ausência de alguma saída ao menos razoável entre as presumíveis para a situação a que se chegou. A intuição desse embaraço esteve expressa, até há pouco, no desejo de “fora, Temer” em convívio com o “e pôr quem?”. Ganhou forma e consciência: avançou para um desalento disseminado, com ares de unanimidade fora do arraial de políticos. Esse misto de desânimo e desesperança foi o resultado verdadeiro do julgamento em que o TSE jogou no lixo as provas e o que restava de bom conceito nos tribunais superiores.
É provável que o desalento e suas razões resultem em algum amadurecimento político para parcelas tanto da esquerda como da direita. Assim como a “decepção” de que se queixam ex-admiradores de Aécio Neves. (A reação de ex-petistas é diferente, mais se manifesta como ressentimento algo raivoso). Não se espere, porém, que tal amadurecimento se dê onde mais falta: entre políticos e empresários perceptíveis, dois segmentos sociais que se igualam e se associam na mesma recusa a ver e agir além do próprio interesse material.
BEIRA DE ABISMO – Se o julgamento no TSE deu em alguma coisa, deve-se a Gilmar Mendes. Sua obra de demolição progressiva do respeito público pela Justiça não inovou no seu método – o escárnio agressivo, como arma do facciosismo. Mas criou ali um risco para os seus colegas no Supremo Tribunal Federal. O novo pedido de impeachment de Gilmar Mendes foi preparado para dirigir-se, desta vez, ao STF. O primeiro foi dirigido, como devia ser, ao Senado, onde Renan Calheiros representou a covardia da Casa e o engavetou. A nova destinação é uma beira de abismo para os colegas de Gilmar Mendes.
Os autores do pedido são Cláudio Fontelles e Marcelo Neves. Este, professor de direito da Universidade de Brasília. O primeiro é o ex-procurador-geral da República que reinaugurou a decência na Procuradoria Geral, seguindo-se a Geraldo Brindeiro, o “engavetador-geral” nomeado e mantido por Fernando Henrique.
Fontelles, que recusou a reeleição porque no passado defendera o rodízio rígido, desfruta de alto prestígio na classe jurídica por sua honorabilidade e pelo saber. É notório que não está se lançando em leviandade.
SEM RESTRIÇÃO – Um processo de impeachment não é, porém, coisa esperável no Supremo dos nossos dias. Até para a mera admissão do pedido, considerada a proximidade intelectual da presidente Cármen Lúcia a Gilmar Mendes. Além disso, a índole dominante no conjunto de ministros é a de pessoas acima de qualquer restrição, por mais que um ou outro dos juízes derrube, em visões externas, a autoconsagração.
Se aceitar o processo de impeachment seria um despropósito para os colegas de Gilmar Mendes, repeli-lo, a priori ou por decisão final, seria desastroso. Do ponto de vista mais objetivo, são inúmeras as provas de conduta imprópria desse ministro que se considera acima de todo regramento. E das maneiras pessoais civilizadas –sobretudo se recomendadas pela ética da magistratura.
INCOMPATIBILIDADE – A par daquele cadastro factual, prevalece na opinião pública, por iniciativa do próprio Gilmar Mendes, a convicção de sua incompatibilidade com a função. E não se vislumbra defesa possível para as atitudes que formaram tal convicção e, muito menos, para convencer a opinião pública. Admitir o processo será um martírio; recusá-lo leva ao risco de estender ao Supremo o conceito hoje ostentado pelo TSE.
O Supremo está à porta do seu momento mais difícil. Seus últimos presidentes quiseram assim, preferindo curvar-se, omissos, aos desafios de Gilmar Mendes.

15 de junho de 2017
Janio de Freitas
Folha

O SUPREMO FALA DEMAIS E CALA DEMAIS

Resultado de imagem para supremo charges
Charge do Nani (nanihumor.com)
Mais uma crise: o governo acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para xeretar a vida do ministro Edson Fachin, do STF. Como Michel Temer, ele teria voado num jatinho da JBS. De bate-pronto, a ministra Cármen Lúcia disse que “é inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o Supremo Tribunal Federal, contra a democracia e contra as liberdades, se confirmada a informação de devassa ilegal de um dos seus integrantes.”
O procurador-geral Rodrigo Janot acrescentou: “Não quero acreditar que isso tenha acontecido. Usar um órgão de inteligência do Estado de forma espúria para investigar um dos Poderes da República (…) é a institucionalidade de um Estado policial, de um Estado de exceção.”
O ministro Gilmar Mendes emendou: “A tentativa de intimidação de qualquer membro do Judiciário, seja por parte de órgãos do governo, seja por parte do Ministério Público, ou da Polícia Federal, é lamentável e deve ser veementemente combatida.”
“CRIOULO DOIDO” – Faltou ouvir Sérgio Porto, o genial criador do politicamente incorreto “Samba do Crioulo Doido”: “Joaquim José / Que também é / Da Silva Xavier / Queria ser dono do mundo / E se elegeu Pedro Segundo”.
O crioulo do samba disse besteira, mas foi afirmativo. Cármen Lúcia, Rodrigo Janot e Gilmar Mendes não disseram nada, e sabiam disso. A ministra enxertou uma pegadinha: “se confirmada”. Janot pôs a sua: “não quero acreditar”. Gilmar foi veementemente genérico. (Três dias depois, Cármen Lúcia fez outra nota, retificando a primeira, mas o estrago estava feito.)
A crise política está de um tamanho que ninguém perderia nada se esperasse ao menos 48 horas para opinar a respeito de mais uma notícia estarrecedora.
BUNKER TABAJARA – Como o Planalto já disse que Temer não voou na Air JBS e era mentira, tudo pode acontecer no seu bunker tabajara. O envolvimento formal da Abin numa operação desse tipo seria impossível, pois deixaria rastro. Vai daí, o governo sempre poderá desmentir a conexão. Já uma ação de colaboradores teoricamente avulsos produziria o efeito desejado, sem os riscos legais e ninguém poderia dizer que era coisa da Abin.
Essa é uma ideia que sempre está ao alcance de um cacique tabajara. Afinal, formalmente, o SNI, ancestral da Abin, nunca reconheceu ter fotografado deputado em motel nem bispo atracado em cinema. Esse truque livra a cara da agência mas deixa a de Temer na vitrine (Fachin bem que poderia esclarecer se voou na Air JBS. Numa época em que seus pares falam demais, ele está falando de menos).
EM DIREÇÃO AO NADA – A nova crise abalou ainda mais a fragilizada figura de Temer, esquentou o fim de semana mas, com o que há na panela, marcha em direção ao nada porque parte do quase nada.
A novidade do episódio está na sua velhice. Em agosto de 2008 abriu-se uma crise porque foi revelado que a Abin havia grampeado uma conversa telefônica do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, com um senador goiano. Ao contrário do que sucede hoje, a denúncia tinha algum amparo factual, pois existia a transcrição do telefonema. Apocalíptico, o ministro anunciou que o país vivia “um quadro preocupante de crise institucional”. Havia a ameaça de um “Estado policialesco”.
A denúncia foi investigada e ao fim de dez meses concluiu-se que nada se podia concluir, pois havia uma transcrição, mas faltava o áudio. Em 2009, enquanto uma equipe da Polícia Federal tentava desvendar o caso da conversa de Gilmar Mendes, outra ouvia, com autorização judicial, o aparelho Nextel anti-grampo do senador Demóstenes Torres, seu interlocutor. Ele operava favores e mimos com o contraventor Carlinhos Cachoeira e teve seu mandato cassado em 2012.

15 de junho de 2017
Elio GaspariO Globo/Folha

OLAVO DE CARVALHO ENTREVISTADO POR FELIPE MOURA BRASIL

1989 - O ANO QUE PODE VOLTAR

O Brasil teima não apenas em repetir seus erros, mas também desafia a ciência e volta constantemente no tempo. Tal como alertei diversas vezes os anos Dilma se assemelhavam perigosamente com os anos Geisel.

Agora é a vez de 2018 se assemelhar cada vez mais com o ano de 1989. No lado político, tal como em 1989 teremos um monte de candidatos disputando a presidência da República com chances. Em 1989, tínhamos Collor, Ulysses, Covas, Afif, Freire, Lula, Brizola, Affonso Camargo, Aureliano Chaves, entre outros. Em 2018 teremos igualmente um cenário político fragmentado e com vários políticos sem grande apoio partidário correndo por fora na eleição.

Ainda no lado político, em 1989 o presidente Sarney não contava nem com apoio no Congresso e nem com apoio popular. Os meses finais de seu governo foram um verdadeiro suplício, caracterizados por um imobilismo crônico, um verdadeiro empurrando com a barriga. Notem que destino semelhante parece aguardar o presidente Temer em 2018.

No lado econômico, 1989 foi um ano interminável. Inflação alta, caos econômico, confusão completa. Só para dar ao leitor uma ideia do caos, em 1989 a inflação (medida pelo INPC) atingiu incríveis 1.863%. Para 2018 NÃO ACREDITO num descontrole inflacionário. Contudo, outros indicadores são assustadores, em especial a taxa de desemprego e a péssima situação das contas públicas federais, estaduais, e municipais.

O lado político fraco e os sérios problemas econômicos que nos esperam em 2018 me fazem lembrar daquele fatídico ano de 1989. Hoje, em minha opinião, a principal missão desse governo (ou de outro que o substitua) é entregar um país minimamente governável para o próximo presidente eleito em 2019. Creio que a manutenção do governo Temer, além de escandalosamente imoral, tende a tornar a transição para 2019 mais difícil e sujeita a maiores problemas. Um novo governo eleito indiretamente pelo Congresso Nacional, além de ser o correto do ponto de vista legal, tenderia ao menos a garantir um apoio político mínimo para, com uma agenda econômica centrada nas reformas microeconômicas, entregar um país governável para que o próximo presidente eleito pelo povo faça as reformas macroeconômicas necessárias.



15 de junho de 2017
adolfo sachsida

ERA SÓ O QUE FALTAVA: COMISSÃO DO SENADO APROVA PEC QUE PERMITE A ESTRANGEIRO PARTICIPAR DE ELEIÇÕES, COMO VOTAR E SER VOTADO NO BRASIL




Que dizer desta foto que está circulando pelas redes sociais?
Um governo e um parlamento fragilizados pela torrente de denúncias de corrupção e mega roubalheiras acabam aprovando leis completamente absurdas que não fazem nenhum sentido e não correspondem aos interesses nacionais.

Isso ocorre justamente por causa dessa fragilidade decorrente do vácuo que separa os interesses da maioria do povo brasileiro daquele cipoal de negociatas e roubalheiras variadas que ocorrem no breu das tocas.

O Congresso Nacional já aprovou e Michel Temer sem maiores delongas sancionou a deletéria Lei de Migração, projeto do Senador agora Ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira do PSDB
E, como se não bastasse essa desgraça que abre as porteiras do Brasil para a invasão islâmica que já atormenta a Europa, projeto do mesmo Aloysio Nunes Ferreira dá permissão a estrangeiros de participarem das eleições brasileiras. 
Essa afronta acaba ser aprovada em comissão do Senado, cujo relator foi o tucano mineiro Antonio Anastasia.

Isto é uma barbaridade que tem de ser barrada de qualquer maneira, quando se sabe que Michel Temer criou uma espécie de 'Secretaria Islâmica', dentro do Palácio do Planalto, conforme noticiei e comentei recentemente aqui no blog.

Pois bem, se não bastasse tudo isso agora uma comissão do Senado aprovou mais esta barbaridade que agora será votada em plenário, conforme noticiou o site do jornal O Estado de S. Paulo, que transcrevo como segue. Por causa do feriadão a Comissão estava esvaziada. Leiam:

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, 14, a permissão para que estrangeiros possam votar e ser votados em eleições municipais no País. A medida agora precisa ser votada pelo plenário da Casa.
O autor da proposta é o senador licenciado e ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), e estende para todas as nacionalidades um direito que hoje é restrito a brasileiros (nascidos no País ou naturalizados) e aos portugueses.

A PEC prevê que o direito a votar e a ser votado, porém, é condicionado a acordos de reciprocidade entre Brasil e outras nações. Ou seja, só poderão participar das eleições municipais naturais de países que também permitam a participação de brasileiros em suas eleições.

Na justificativa da proposta, Nunes Ferreira cita diversos locais onde a permissão para estrangeiros participarem das eleições já é adotada, como Dinamarca, Suécia e alguns cantões suíços em eleições regionais.

“Registramos que o direito ao voto pode ser admitido sob condições de reciprocidade e de permanência por um determinado número de anos; por ser membro de um conjunto de países (caso da Commonwealth ou decorrente de acordos bilaterais entre Dinamarca, Suécia, Islândia e Noruega); ou por ser membro de uma integração política regional (caso da União Europeia, que permite votar e ser votado a seus cidadãos)”,
afirma Nunes Ferreira na justificativa da proposta.

A PEC foi aprovada sem discussões, em uma sessão da CCJ esvaziada, com a presença de apenas quatro senadores. O relator do texto foi o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), vice-presidente da comissão. Do site do Estadão


15 de junho de 2017
in aluizio amorim


COMENTÁRIOS


Anônimo disse...

Em 2006 o PSDB farsante livrou o depravado Lula do impeachment, portanto, foi corresponsável por a facção criminosa do PT estar até hoje no poder, pois FHC sempre foi submisso ao velhacão Lula.
O método do PSDBandido sempre foi o mesmo do larapio PT, diferenciando apenas que os socialistas para chegarem ao comunismo total usam métodos menos agressivos até que possam dar o bote final; nem por isso deixam de ser duas pestes irmãs gêmeas!
Paulo disse...

Uai, normal!! O que vcs esperavam de um país socialista com leis socialistas, políticos socialistas, instituições socialistas e com um povinho idiota que assiste novelas, pula carnaval e torce para times de futebol??
Paulo disse...

No mais os islâmicos que vierem ao Brasil vão adorar como os trouxas daqui são progressistas e respeitam o politicamente-correto!! Além disso (diferente dos americanos, israelenses e até dos hoje embichados europeus!) aqui eles vão poder explodir, destruir, barbarizar e fazer o Diabo porque os bananeiros são todos covardes, desarmados, inofensivos, fracos e não vão dar (e nem saber dar!) uma contra resposta violenta e rápida se sofrerem alguma agressão - como povos de verdade fazem! Vai ser uma festa!! E se ainda por cima esses imigrantes gostarem de futebol, putaria e novelas então eles já estarão no céu do ¨profeta¨!! O único problema é que aqui vai ser muito difícil achar ¨virgens¨! Além de ter muito viado ou defensor de viado!!
Anônimo disse...

Vejam a que nível de autoritarismo já se encontra a política dessa porra de nação. Apenas 4 vagabundos participantes do pleito aprovam o desastroso plano terrorista político a ser imposto goela a fundo nessa sociedade. O que era para ter no mínimo um quorum de 45 senadores para verificação e provavelmente aprovação desse embuste, se fez com menos de 10% da casa. Isso demonstra o quanto é danoso a permanência do quadro político nesse país. Há muito, se o brasil tivesse FFAA por emergência e de extrema urgência uma intervenção deveria ter sido feita. Mas, não! FFAA hoje só servem para custear bilhões ao ano ao dar-lhes o prazer de brincar de guerra nas casernas e por achar que toda e qualquer ameaça que inflige sobre o país é por força armada estrangeira. Nunca tivemos umas FFAA tão imprestáveis como nesses tempos sombrios.
Antipetista disse...

Esqueçam esta terra bananeira chamada brasil (com b minúsculo). É um país destinado ao fracasso e sem futuro. Quando não está nas mãos dos patrimonialistas (PMDB e caterva), está nas mãos dos revolucionários de diferentes tons (PSDB, PT, PSOL, PCB, etc.). Não passa de um país-marionete nas mãos de interesses globalistas, especialmente da ONU. Qualquer coisa que aqueles merdas da ONU mandam esse chiqueiro obedece. Seu destino será sempre servir de exportador de matérias-primas e brigar constantemente na mídia, tentando passar a imagem de ser o maior país "tolerante", "progressista", "humanista" e afinado com os ideiais "modernos" ditados pelos engenheiros sociais do mundo. Lixo puro essa banânia!
brasil, um país de tolos!
Anônimo disse...

Já corre a informação que o psdb, partido de traidores, recebeu ou está recebendo pesada grana - dizem u$ 4 bi, para aprovar esses absurdos. É bom que a ala mais nova do partido, como Mara Grabrili, Carlos Sampaio, Martins, saibam que não terão mais votos dá direita enquanto estiverem nesse partido, marxista fabiano. É incrível como a velharia do psdb, voltou a atacar: Alopraram ...é claro, traindo o Brasil por um caixão de moeda. Esse é o caixão que irá enterrá-los. Ainda bem que a providencia é sabia: As pessoas não duram muito tempo nesse mundo material, parcamente espiritualizado. Não se esqueçam e lembrem seus amigos materialistas ou ateus: O homem passa inapelavelmente por 3 julgamentos; o auto-julgamento, o julgamento social e, e, o Julgamento Divino, de Deus, o Pai.


Verônica disse...

É impossivel acreditar que possa existir na face da terra um povo como os brasileiros, somos roubados, enganados, desrespeitados, explorados, traidos, entregue a própria sorte, sem emprego, salários miseráveis, sem educação, sem saúde, com doenças, como lepra, tuberculose, sifilis, variola, peste bubônica, pelos descaso puro e simples destes ladrões que nos cobrão altos impostos, e ainda somos penalizados se não pagarmos, enquanto que essa maldita classe politica usufrui do bom e do melhor, cuspindo na cara do cidadão que é tão estúpido e burro, que simplesmente não sabe que todo o poder vem de um povo que é incapaz de se unir para acabar de uma vez por todas com toda esta corja de vagabundos ladrões e comunistas, inclusive as FORÇAS ARMADAS que só servem para dar despesas a um povo incapaz e idiota de se defender, o brasileiro não sabe, mas o seu destino é o pior que se poderá imaginar, não vai sobrar um, se já somos mortos pelos governantes, traficantes, marginais de todos os calibres, com a entrada destes imigrantes com as bençãos das FORÇAS ARMADAS seremos exterminados feito animais.15 


Augusto disse...

Quando daremos o BASTA?
https://www.facebook.com/joicehasselmann/videos/1578626488876201/

Anônimo disse...

É uma vergonha, Aluízio Nunes está mostrando suas garras de guerrilheiro comunista. Uma vez comunista sempre comunista com uma ou outra exceção. Aos poucos e em doses homeopáticas estão enfiando um monte de leis goela abaixo da população desinformada e alheia a tudo. A AGENDA continua a todo vapor. No final, quando todos os porquinhos estiverem presos no chiqueiro, não adiantará arrependimento. Restou o que para a parcela patriota da população, ao povo mais esclarecido? Vamos ter que pegar em armas para acabar com a bandidagem do Brasil?

Em 2018, votem nos bandidos de sempre por meio de sistemas falidos e aguardem os resultados.

Índio/SP
Anônimo disse...

FIQUE TEMER, ENDUREÇA COM OS ESQUERDOIDOS!
SE QUEREM E É BOM PARA AS ESQUERDAS, É PÉSSIMO PARA O BRASIL!
Se a Globo, mídia geral das esquerdas + comunistas defensores do Black Bostas pela tal qual OAB, PSOL, PSTU, CNBB, GRANDES SEITAS PROTESTANTES tipo IURD - artistas burgueses bem pagos pelos comunistas para os propagar, esses vida-mansa só residem em resorts - Randolfe Rodrigues, Ivan Valente, MST, MTST, CUT, PT, Janot, Fachin, irmãos JBS e todo tipo de sanguessugas e zumbis que existe querem a saída de Temer então, fique Temer, bata o pé - não saio!
SE QUEREM E É BOM PARA AS ESQUERDAS, É PÉSSIMO PARA O BRASIL!

A VIDA NABABESCA DE OBAMA, O EX-REDENTOR DA HUMANIDADE

Obama com Branson, o bilionário da Virgin.


Depois que o caneludo Obama saiu da presidência, tem sido visto abraçado a milionários, além de receber quantias milionárias por suas palestras (Lula, neste caso, perde). Esse é o homem que foi considerado uma espécie de salvador do mundo. As festanças de Obama são consideradas prejudiciais ao Partido Democrata, que já está na lona (e que na lona fique!) e não tem poupado críticas ao comportamento do ex-presidente:

Após deixar a Casa Branca, Barack Obama tem sido visto curtindo um esporte que teria sido vetado a ele durante a Presidência devido ao risco extremo: o kitesurfe. E se dedica a algo que também seria proibido para um governante: ganhar muito dinheiro muito rápido. Semanas atrás, veio a público o fato de que um fundo de investimento chamado Cantor Fitzgerald lhe pagou 400.000 dólares (1,3 milhão de reais) para dar uma conferência sobre saúde no próximo mês de setembro. Pouco antes, soube-se que ele e sua esposa, Michelle, tinham vendido suas memórias por cerca de 61 milhões de dólares (200 milhões de reais), segundo o Financial Times e outros jornais, embora tenham doado parte à sua fundação.

Previamente, e como descanso depois de oito anos de trabalho duro, muito duro, Obama saiu de férias passeando no iate do milionário David Geffer pela Polinésia Francesa – na companhia de celebridades como Tom Hanks e Oprah Winfrey – e praticando o desejado kitesurf com outro magnata, Richard Branson, dono da companhia aérea Virgin.

Alguns republicanos o criticaram, e os setores mais progressistas de seu partido também questionaram as milionárias quantias recebidas pelo ex-mandatário por seus discursos. “O presidente Obama é agora um cidadão normal e pode fazer o que quiser, mas me parece uma atitude pouco feliz. O ex-presidente da Goldman Sachs é o conselheiro econômico de Donald Trump, e agora isso. Me parece pouco feliz”, disse Bernie Sanders, rival de Hillary Clinton nas primárias democratas. “Mostra o poder de Wall Street e a influência das grandes fortunas na política.” Quando lhe perguntaram sobre o assunto, a senadora democrata de Massachusetts Elizabeth Warren, crítica do setor financeiro, respondeu com um lacônico “me preocupa”.

Esses gestos de Obama não beneficiam os democratas, que enfrentam um desafio importante: conseguir que seu partido volte a ser visto como o da classe média e recuperar o voto dos muitos trabalhadores e jovens millennials que rejeitaram Hillary por considerá-la amiga de Wall Street, puro establishment.

“Como anunciamos há um tempo, o presidente Obama fará discursos de vez em quando. Alguns serão remunerados e outros não”, afirmou seu porta-voz, Eric Schultz, lembrando que o ex-mandatário pensava dedicar a maior parte do tempo a escrever e ajudar a formar uma nova geração de líderes. Quanto à conferência de setembro, Schultz disse que “em 2008 Obama conseguiu mais fundos de Wall Street que nenhum outro candidato na história e implantou nesse setor as reformas mais duras desde Roosevelt”.

Certo é que a moda de discutir sobre os lucros dos ex-presidentes foi inaugurada por Gerald Ford (o primeiro a faturar bastante com conferências e a entrar em conselhos de administração) e se manteve com muitos outros, como Bush e Clinton (comenta-se que o cachê de Bill girava em torno de 200.00 dólares e o de Bush oscilava entre os 100.000 e os 200.000 ao deixarem a Casa Branca).

Uma polêmica especialmente lembrada é a de Ronald Reagan. O ator, considerado um dos melhores governantes da história dos EUA, chamou a atenção em 1989, quando, poucos meses depois de deixar a Presidência, viajou durante nove dias pelo Japão a convite do Governo japonês e com o patrocínio de um grupo de comunicação chamado Fujisankei. Essa empresa lhe pagou dois milhões de dólares por conceder entrevistas a alguns jornais e redes de TV. O detalhe é que a viagem ocorreu num momento de tensão econômica entre Japão e EUA. Segundo reportagem publicada na época pelo The New York Times, Reagan não teve problema em acusar de “hipócritas” os receios de alguns norte-americanos em relação aos grandes investimentos de Tóquio.

Portanto, Obama parece seguir o padrão de outros ex-presidentes. Mas é justamente nesse ponto que reside a surpresa para muitos: que um chefe de Estado tão excepcional em certos aspectos se pareça tanto com seus antecessores nesse tema. Os presidentes dos EUA têm a vida tranquila assegurada quando deixam o cargo: recebem uma generosa pensão vitalícia – atualmente, de 207.000 dólares anuais (679.000 reais) – estabelecida nos anos cinquenta, depois que Harry Truman saiu da Casa Branca com uma pensão mensal de 112 dólares do Exército como única fonte de renda. Truman, que voltou a morar em sua modesta casa do Missouri, rejeitou boas ofertas para trabalhar como consultor e lobista, embora tenha vendido os direitos de suas memórias à revista Life. “Nunca me prestaria a uma transação que, embora respeitável, mercantilizasse o prestígio da Presidência”, disse.

“Na época, havia padrões que não existem agora”, admite o historiador Mark Updegrove, autor de Second Acts. Lives and legacies after the White House (Segundos atos. Vidas e legados depois da Casa Branca). Ele explica que a moda dos ex-presidentes conferencistas cresceu “à medida que a globalização e o peso dos EUA no mundo também cresceram”. Updegrove defende Obama. “Entendo que Truman não queria que parecesse que ele fazia dinheiro a custos da Presidência, mas não acho que receber honorários seja isso”, afirma. “Não vejo contradição entre apontar a desigualdade e, ao mesmo tempo, aceitar essas quantias. Além disso, veremos Obama se dedicando a boas obras através de seu instituto e sua biblioteca. Nós o veremos devolvendo muito mais dinheiro do que retém.”

O cachê de 200.000 dólares de Hillary Clinton como palestrante a perseguiu durante toda a campanha eleitoral. A diferença é que Obama não tem intenção de disputar nenhum cargo político e se livra, assim, da suspeita de que esses pagamentos generosos possam ser traduzidos em leis mais favoráveis para os bancos, por exemplo. Apesar de tudo, o fato de um grande fundo de investimento pagar o equivalente a um ano de bom salário por uma conferência de uma hora e meia é a quintessência dos excessos do mundo financeiro que Obama criticou.

Nem a pobreza da narrativa de pureza progressista, nem ganhar dinheiro, impede alguém de se manifestar contra a desigualdade. Mas não há dúvida de que as fotos a bordo de iates de milionários e a química especial que Obama mostra com eles podem figurar na lista de contradições do ex-presidente. Os padrões mudaram muito desde a época de Truman. Gerald Ford rompeu o tabu e os demais ex-mandatários seguiram seus passos. Obama, simplesmente, parece ter optado por não abandonar essa tradição. (El País).



15 de junho de 2017
in orlando tambosi

DENÚNCIA CONTRA TEMER PASSARÁ POR FACHIN ANTES DE IR AO CONGRESSO

RELATOR EXAMINARÁ ACUSAÇÃO CONTRA TEMER ANTES DO CONGRESSO
A EXPECTATIVA É DE QUE JANOT ENVIE A ACUSAÇÃO AO SUPREMO NO DIA 23 DE JUNHO FOTO: CARLOS MOURA

A estratégia do governo de tentar acelerar na Câmara a análise da denúncia que será oferecida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer esbarra numa questão jurídica. Antes de ser encaminhada ao Congresso, a acusação formal pode ficar ao menos 20 dias no Supremo Tribunal Federal (STF).

Há um entendimento na Corte de que o ministro-relator do caso, Edson Fachin, deve, antes de enviar a denúncia para o Congresso, pedir a manifestação das partes para “aparelhar” a acusação – como se a discussão fosse ser levada ao plenário. Pela Constituição, a Câmara precisa admitir a denúncia contra o presidente antes de o Supremo julgar se abre ou não uma ação penal.

Aliados do governo na Câmara articulam para que a votação seja analisada em, no máximo, 10 dias, antes do início do recesso parlamentar. O recesso está previsto para começar em 18 de julho. Em regime normal, essa tramitação duraria pelo menos 30 dias. “Tem que votar antes do recesso”, afirmou Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo na Casa.

O Palácio do Planalto quer acelerar a tramitação da denúncia na Câmara com a confiança de que o plenário vai recusar a autorização para o Supremo julgar a acusação contra o presidente. A avaliação no governo é de que a demora pode aumentar o risco de surgirem fatos novos relativos ao inquérito. Temer é investigado pelos crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e organização criminosa com base na delação de Joesley Batista, dono da JBS.

Outro temor no governo é de que a demora passe uma sensação de paralisia da gestão. O Palácio do Planalto avalia que as discussões sobre a reforma da Previdência no Congresso só poderão ser retomadas após a tramitação da acusação formal da Procuradoria-Geral da República na Câmara.

Se Fachin decidir abrir prazo para defesa prévia dos acusados e depois solicitar resposta do Ministério Público, a denúncia poderá ser encaminhada para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), após o início do recesso.

A expectativa é de que Janot envie a acusação ao Supremo no dia 23 de junho, uma sexta-feira, pouco mais de 20 dias corridos antes do recesso.

A adoção desse procedimento, admitido nos bastidores por ministros do Supremo, vai depender da decisão de Fachin. Há ainda jurisprudência no STF que admite prazo em dobro nos casos de acusação contra mais de um investigado com advogados diferentes. Assim, no lugar de 15 dias para defesa, o presidente e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que também deve ser denunciado, teriam 30 dias.

No momento, no Palácio do Planalto, a avaliação é de que não há clima nem interesse em se falar em suspensão de recesso dos trabalhos no Congresso.

Auxiliares de Temer lembram que mesmo durante o processo de impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff não foi possível manter deputados e senadores trabalhando.
Suspensão. Em almoço com deputados do PSB nesta segunda-feira, 12, Maia afirmou que, se necessário, pedirá a suspensão do recesso. Procurado, o parlamentar fluminense evitou comentar o assunto e disse que só tratará do tema quando a denúncia for enviada pela Procuradoria-Geral da República.

Líderes governistas dizem, porém, que há forte resistência dos parlamentares a suspender o recesso de julho, mês de férias escolares. Já o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), afirmou que o período de férias está mantido entre os dias 18 e 31 de julho.

Para que o Congresso Nacional seja convocado extraordinariamente no mês de julho há dois caminhos regimentais. O primeiro deles é a convocação conjunta dos presidentes da Câmara e do Senado. O segundo é a aprovação de requerimento nesse sentido pela maioria absoluta dos integrantes das duas Casas, ou seja, por pelo menos 257 deputados e 42 senadores.

Interlocutores do governo lembram, porém, que há ainda uma terceira via, considerada ainda mais fácil. Oficialmente, o Congresso só pode entrar em recesso em julho se aprovar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Caso não aprove, Câmara e Senado entram no chamado “recesso branco”, quando oficialmente parlamentares não estão em recesso, mas não há sessões no plenário e nas comissões.


15 de junho de 2017
diário do poder

O GRANDE CIRCO BRASIL

QUASE MEIO BILHÃO EM PROPINAS! "A PÁ DE CAL QUE ENTERRA LULA E DILMA

O HOMEM QUE QUIS SER PRESIDENTE! ALEXANDRE GARCIA TRUCIDA AÉCIO: "FARSA! PERDEU CARRO, IRMÃ E MORAL"

LÚCIO FUNARO DEPÕE DURANTE TRÊS HORAS NA POLÍCIA FEDERAL

FUNARO PROMETE DETALHAR DESVIOS DO PMDB DE TEMER NA CÂMARA
FUNARO NEGOCIA ACORDO DE DELAÇÃO PREMIADA COM A PGR FOTO: DIDA SAMPAIO


Lúcio Funaro prestou depoimento durante três horas ontem (14) à Polícia Federal, em Brasília, no inquérito da Operação Patmos, que investiga o presidente Michel Temer.

Neste segundo depoimento, a PF buscou esclarecer pontos que ficaram incompletos no interrogatório que do último dia 2.

O operador de Eduardo Cunha negocia um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e promete detalhar desvios financeiros praticados pelo PMDB da Câmara dos Deputados – grupo liderado por Cunha e do qual participaria Temer, principal alvo de sua delação. Há duas semanas, o doleiro contratou o advogado Antonio Figueiredo Basto.

Funaro está preso desde julho do ano passado em Brasília.


15 de junho de 2017
diário do poder

SUCESSÃO NA PGR

REVISTA 'ISTOÉ' MOSTRA PROCURADORES DENUNCIANDO QUE 'TÁTICA DE JANOT É APAVORAR'
'ISTOÉ' DENUNCIA PERSEGUIÇÃO A QUEM APÓIA A RIVAL RAQUEL DODGE

"ISTOÉ" REPRODUZ DIÁLOGO DE PROCURADORES INDICANDO PERSEGUIÇÃO DE JANOT CONTRA OS QUE PREFEREM RAQUEL DODGE PARA SUBSTITUÍ-LO. (FOTOS: ISTOÉ)



Em gravações obtidas com exclusividade pela revista IstoÉ, já nas bancas, dois procuradores da República reclamam das perseguições de Rodrigo Janot a adversários e políticos. Os áudios indicam que o chefe da PGR pode estar colocando interesses pessoais acima da lei. Confira a reportagem de Debora Bergamascho:

As mais recentes ações do procuradorgeral da República, Rodrigo Janot, muitas das quais controversas, revelaram que ele vinha trafegando numa linha tênue e perigosa que separava a boa e necessária liturgia jurídica de seus interesses pessoais e políticos. O que IstoÉ traz agora em suas páginas indica que Janot pode ter ultrapassado e muito essa fronteira. Trata-se de duas ligações telefônicas, ainda sob sigilo judicial, interceptadas pela Polícia Federal, no âmbito da operação Lava Jato, obtidas com exclusividade pela reportagem de IstoÉ. Na gravação, com pouco mais de 13 minutos de duração, a procuradora da República Caroline Maciel, chefe da PGR no Rio Grande do Norte, mantém uma conversa estarrecedora com o colega Ângelo Goulart. No diálogo, Caroline o alerta sobre os perigos de um eventual apoio dele a Raquel Dodge, candidata à sucessão do procurador-geral da República e tida como “inimiga” de Janot. De acordo com Caroline, “a tática de Janot é apavorar quem está do lado de Raquel”. Sete dias depois da conversa, ocorrida em 11 de maio deste ano, Ângelo teve sua prisão decretada pelo próprio Rodrigo Janot. “A conversa que rola é que você estaria ajudando Raquel. Estou te avisando porque parece que a guerra está num nível que eu não consigo nem imaginar porque eu não sou desse tipo de coisa. Inclusive, pelo que eu senti, a tática de Janot é apavorar quem estiver do lado de Raquel”, afirmou.


Outro trecho é ainda mais revelador sobre um possível – e impróprio – modus operandi na PGR. Guarda relação com as investidas da procuradoria-geral da República contra parlamentares. Deixa claro que as ações envolvendo políticos nem sempre estão assentadas, como deveriam, no estrito exame da lei. Sugerem que investigações podem estar contaminadas por ambições tão individuais quanto inconfessáveis. Em tom de desespero, devido ao clima beligerante instalado na procuradoria, Caroline afirma que, por ter franqueado apoio a Raquel Dodge, o presidente do DEM e senador José Agripino Maia (RN) entrou na alça de mira da Procuradoria-Geral da República. Segundo Caroline, outro procurador da Lava Jato compartilha da mesma apreensão. “É o seguinte. O Rodrigo (Rodrigo Telles de Souza, procurador da Lava Jato no STF) está muito preocupado porque ouviu (...) ele disse que se fala lá nessa história de (senador) José Agripino (DEM-RN) ter prometido apoio a Raquel. E querem de alguma forma agora lascar José Agripino. (...) Aí Rodrigo é um que está apavorado. ‘É, estou com medo de acontecer alguma coisa, agora Janot vai partir pra cima e não sei o quê...’ Eu disse: Meu Deus do céu, ele tá apavorado, senti que ele está apavorado. Porque Rodrigo (Teles), coitado, ele não é ligado a ninguém”.

Os áudios são devastadores e tisnam a imagem do procurador-geral da República num momento crucial para a Lava Jato e de suma importância para o País, a três meses do encerramento do seu mandato. Mostram que Janot pode estar se movimentando ao sabor de suas conveniências particulares e políticas, o que coloca em suspeição não só as ações pretéritas do procurador-geral como as futuras. Não foram leves as últimas munições disparadas por Janot, como o controverso acordo com os donos da JBS, – celebrado no afogadilho e marcado pela condescendência com os delatores investigados – as prisões de Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) e de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e a própria denúncia contra o ex-presidente do PSDB. Como não é nada desprezível o arsenal que Janot vem preparando para breve. Nos próximos dias, ele deve denunciar o presidente da República, Michel Temer, por corrupção passiva e organização criminosa. A questão que se impõe agora, diante das revelações trazidas por IstoÉ, é: terá o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, legitimidade para levar adiante ações de tamanha envergadura com potencial para influir não só na atual disposição das peças do tabuleiro do poder político, como na sucessão presidencial de 2018?


Vícios de origem

Assim como Agripino Maia, Temer também inclina-se por Raquel Dodge para substituir Janot. Ela é a candidata preferida não só de Temer, como de auxiliares do presidente – tudo o que o procurador-geral menos quer, como demonstram claramente os áudios. Se, como dizem as gravações, Agripino seria perseguido pela PGR por articular apoio à arqui-inimiga de Janot na procuradoria-geral, por que o mesmo não poderia estar acontecendo com outros políticos, o presidente da República incluído? Janot, nesse contexto, pode ter declarado guerra aberta ao presidente Temer por sua inclinação a favor de Raquel. Em qualquer País sério do mundo, as deliberações de Janot seriam seriamente questionadas, para dizer o mínimo, por conter vícios de origem. A própria prisão do procurador Ângelo Goulart foi precedida de eventos nebulosos. Como é notório, Goulart é o procurador que foi preso em 18 de maio deste ano, acusado de receber dinheiro para repassar informações ao empresário Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, a respeito de investigações que o envolviam. A prisão foi decretada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, a pedido da Procuradoria-Geral da República. Fachin, a propósito, ainda deve explicações a respeito de um suposto jantar com a presença de Joesley e Ricardo Saud, executivo da JBS, durante sua campanha à vaga de ministro. A informação sobre os vazamentos de Goulart foi passada à PGR pelo próprio Joesley Batista em delação premiada. Na famosa conversa mantida entre Joesley e Temer, o empresário comunica ao presidente sobre a ‘compra’ de um procurador da República para ajudar os acionistas da holding com informações sobre as investigações em andamento. Segundo o dono da JBS, Goulart recebeu suborno para repassar informações sigilosas sobre a Operação Greenfield, que investiga corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em fundos de pensão de funcionários de estatais. Ocorre que, inicialmente, Joesley negou aos procuradores que o aliciamento ao procurador fosse para valer. Classificou-o como “blefe” e “bravata”. Dias depois, quando as negociações com a Procuradoria avançaram, ele resolveu mudar o depoimento e asseverou que, sim, a compra do informante era real. Diante das revela ções trazidas à baila agora por IstoÉ é licito indagar: o que pode ter provocado a reviravolta? Mais: o possível apoio de Goulart a Raquel Dodge pode ter sido determinante para a mudança de versão e a conseqüente prisão do procurador, uma vez que Joesley e a equipe de Janot estavam indiscutivelmente afinadas e interessadas em correr com uma delação “boa para ambas as partes”?


ESTES SÃO OS CANDIDATOS A PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA.

Clima de guerra

A julgar pelas palavras da procuradora Caroline Maciel, identificada na conversa como “Carol”, trata-se de um cenário plausível. Durante toda conversa, ela demonstra sua angústia em relação à guerra interna responsável por incendiar a PGR nos meses que antecedem a nova eleição ao cargo de procurador-geral da República, que terá novo ocupante em setembro. Desde março, as movimentações para a disputa vêm se intensificando e o clima se deteriorando na mesma proporção. 

O diálogo indica que a atmosfera na Procuradoria é de caça às bruxas, em que os procuradores têm medo de serem associados a algum candidato específico e sofrer retaliações após o resultado – um temor que deveria passar a léguas de distância de um órgão como o Ministério Público Federal, criado exatamente para denunciar abusos e atos criminosos contra a sociedade. “Esse negócio é muito ruim, esse ambiente”, lamenta Ângelo em dado momento do diálogo. 

A procuradora corrobora: “Muito ruim. Eu estou te falando porque eu adoro você. E vi seu nome virando pelos meios lá. Ficou tipo assim, como inimigo (de Janot). Eu não gosto dessas coisas não, Ângelo”. Ela volta ao tema ao dizer que “os ânimos estão muito piores do que se pensava. “Eu tô apavorada, que eu não gosto disso, não.” Quando o diálogo aconteceu, ainda não havia se encerrado o prazo de apresentação das candidaturas para a eleição pelo comando da PGR, o que só se concretizou no dia 24 de maio – 13 dias depois. Àquela altura, Janot ainda cogitava concorrer a um terceiro mandato consecutivo. 
Por isso, num trecho da conversa, Caroline fala numa “estratégia de guerra” para Janot se manter no cargo. “Tô te dizendo isso porque a coisa lá parece que vai ser pesada, pelo menos a estratégia de guerra, e tá se falando lá pelo gabinete que Janot vai tentar ficar só pra Raquel não ficar”, afirma ela, para logo em seguida reforçar. “Se você quiser apoiar que você quiser, você pode apoiar. Isso tem que ser uma coisa democrática. Meu Deus do céu. Mas parece que tá assim: se você está com um você é inimigo do outro. Ai, meu Deus, isso não existe para mim”. 

Procurada por IstoÉ na quinta-feira 15, a procuradora-chefe da PGR no Rio Grande do Norte, Caroline Maciel, reiterou as afirmações extraídas do áudio. “Não estava defendendo nem a candidatura de Raquel nem de Janot”, quis deixar claro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acabou recuando da ideia de um novo mandato, principalmente depois do esgarçamento da relação com Temer, em consequência da divulgação do acordo de delação premiada com os irmãos Wesley e Joesley Batista, da J&F. Mesmo assim, Janot permanece empenhado, mais do que nunca, em evitar a ascensão de Raquel Dodge. Em 2015, ela obteve 402 votos dos colegas e ficou em terceiro lugar na preferência para ocupar o posto. 
A escolha dela pelo presidente da República pode representar o ponto final da era Janot na PGR. Concorrem contra ela, Nicolao Dino e Mário Bonsaglia (ver quadro), hoje os preferidos do procurador-geral. Janot receia sobretudo que Raquel, uma das responsáveis pela Operação Caixa de Pandora, contrarie interesses de seu grupo na procuradoria. 
Por “contrariar interesses” leia-se abrir uma série de investigações internas e instaurar processos administrativos capazes de colocar em xeque as ações de Janot – muitas das quais nadas republicanas, como indicam as gravações reveladas agora por IstoÉ – à frente do órgão.

Colaborou: Eduardo Militão


TELEFONEMAS GRAVADOS

A reportagem de IstoÉ transcreve as gravações , ás quais teve acesso, realizadas pela Polícia Federal com autorização judicial.

O alerta a Ângelo Goulart

Em conversa mantida no dia 11 de maio deste ano com o procurador da República Ângelo Goulart, a colega Caroline Maciel mostra grande preocupação com o eventual apoio dele a Raquel Dodge, arqui-inimiga e candidata à sucessão do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Segundo ela, Janot quer “destruir todo mundo nos arredores” e que sua “tática é apavorar quem está do lado de Raquel”. Sete dias depois da conversa, Ângelo teve sua prisão decretada.



Caroline Maciel
– Eu soube da informação que (Rodrigo) Janot está pensando em ficar, em tentar permanecer, e quer destruir todo mundo nos arredores. A conversa que rola é que você estaria ajudando Raquel (Dodge, candidata à PGR e opositora de Rodrigo Janot).

Goulart – Eu?

Caroline Maciel – Estou te avisando porque parece que a guerra está num nível que eu não consigo nem imaginar porque eu não sou desse tipo de coisa.

Goulart – Mas da onde apareceu isso, gente? Nem contato com a Raquel eu tenho?

Caroline Maciel – Inclusive, pelo que eu senti, a tática de Janot é apavorar quem estiver do lado de Raquel. Claro que tem gente que nem liga. Mas tem gente que... Caroline Maciel – Parece que o negócio tá...

Goulart – Incoerente. Ontem ele (Janot) pediu um favor para ver um negócio no TSE para ele (Goulart atuava na vice-procuradoria-geral eleitoral, com uma mesa de trabalho no TSE, inclusive).

A perseguição a Agripino

A procuradora da República Caroline Maciel diz a Ângelo Goulart que, por ter prometido apoio a Raquel Dodge, o senador José Agripino maia (RN), presidente do DEM, virou alvo da Procuradoria-Geral da República. “Querem de alguma forma agora lascar José Agripino”, revelou ela.



Goulart – Olha, na boa, Carol, eu estou c. (palavrão) e andando para isso. Eu tenho consciência do que eu faço. Então, quer achar? Acha. Não fiz nada demais, nada demais.

Caroline Maciel – É o seguinte. O Rodrigo (Rodrigo Telles de Souza, outro procurador da Lava Jato no STF) está muito preocupado porque ouviu (...) ele disse que se fala lá nessa história de (senador) José Agripino (DEM-RN) ter prometido apoio a Raquel. E querem de alguma forma agora querem lascar José Agripino (Agripino responde a inquérito no STF e teve seus sigilos quebrados em apuração sobre suspeita de propina paga a ele pela OAS).

Goulart – Então, tô nem aí.

Caroline Maciel – Agora, Rodrigo (Teles), coitado, acho que estão fazendo aquela tática tipo assim: “Raquel vai destruir todo mundo”, sabe? Aí Rodrigo é um que está apavorado. “É, estou com medo de acontecer alguma coisa, agora Janot vai partir pra cima e não sei o quê...” Eu disse: Meu Deus do céu, ele tá apavorado, senti que ele está apavorado. Porque Rodrigo (Teles), coitado, ele não é ligado a ninguém.

Goulart - Mas isso aí... o que ele vai poder prejudicar? Vai prejudicar em que, cara?

Caroline Maciel
- Não sei, sei lá. Enfim, fico apavorada com esses negócios. Mas estamos lá: seu santo nome em vão no meio e o meu também.


15 de junho de 2017
Debora Bergamascho
diário do poder