"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PARECER DO TCU CONFIRMA PEDALADAS E PEDE REJEIÇÃO DAS CONTAS DE DILOMA

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)


O Tribunal de Contas da União (TCU) deve aprovar nesta quarta-feira parecer rejeitando as contas de 2015 da ex-presidente Dilma Rousseff. Em parecer distribuído nesta terça-feira aos demais ministros do TCU, o relator José Múcio Monteiro afirmou que “não houve observância plena aos princípios constitucionais e legais que regem a administração pública federal”. O voto dele defende a rejeição das contas pelo Congresso.

O documento endossa os dois argumentos técnicos utilizados no processo de impeachment de Dilma no Congresso ao dizer que houve uma “pedalada” fiscal envolvendo o Plano Safra no Banco do Brasil, no valor de R$ 8,3 bilhões, e a edição de seis decretos que abrem créditos suplementares sem aval do Legislativo.

Ao todo, o parecer distribuído nesta terça-feira lista 17 irregularidades nas contas de 2015 de Dilma, 6 a menos do que o listado no primeiro julgamento do processo, em junho deste ano, quando os ministros deram um prazo de 30 dias — prorrogado duas vezes — para Dilma apresentar suas explicações. Múcio ainda pode alterar o documento e o entendimento que levará nesta quarta-feira ao plenário do TCU. O julgamento está previsto para 10h30m.

EM PAUTA – À tarde, o plenário volta a analisar a prática das “pedaladas fiscais”, desta vez no processo original sobre a manobra, que tramita desde 2014. Em abril de 2015, o TCU listou 17 responsáveis pelas “pedaladas” – Dilma não é alvo deste processo. Agora, após a individualização das responsabilidades, o mais provável, segundo fontes do TCU, é que a punição se concentre no ex-secretário do Tesouro Nacional Arno Augustin, considerado o artífice das “pedaladas”. Ele poderá ser inabilitado para o exercício de funções públicas.

A punição pode atingir ainda o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. O ministro José Múcio Monteiro também relata este processo.

NO CONGRESSO – No caso da rejeição das contas, a palavra final é do Congresso. Uma eventual aprovação de um parecer pela rejeição será a segunda nos mandatos de Dilma, praticamente pelas mesmas razões: “pedaladas fiscais” e créditos sem aval do Legislativo. O TCU também aprovou parecer pela rejeição das contas de 2014, ainda não julgado pelo Congresso.

A defesa de Dilma no TCU, feita pelo advogado Ricardo Lodi, sustentou que a ex-presidente não cometeu irregularidades. Lodi listou diversos pareceres técnicos de órgãos do governo, elaborados já na gestão de Temer na Presidência, que sustentam não ter havido operação de crédito nas “pedaladas”, nem irregularidades na edição de decretos de créditos suplementares. Os pareceres foram enviados à defesa de Dilma pela Advocacia Geral da União (AGU).



05 de outubro de 2016
Deu em O Globo

FINALMENTE! DENÚNCIA CONTRA RENAN CALHEIROS É LIBERADA PARA JULTAMENTO NO STF APÓS 3 ANOS

O QUE QUER MARCELO FREIXO? E POR QUE O RIO VOTA TÃO MAL?


Dificilmente Marcelo Freixo, candidato do PSOL à prefeitura do Rio, sagra-se vencedor. O plano do PSOL é muito mais cultural do que eleitoral.

O candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo, arrisca a finalmente fazer o PSOL não apenas abandonar a base de apoio ao PT no Legislativo, naquilo que ficou conhecido como Bancada da Chupeta, como gerir uma das cidades mais importantes do país.

As análises variam do Apocalipse à transformação do Rio numa festa de DCE ininterrupta, regada a drogas, música ruim e a criminalidade mandando na população trabalhadora indefesa. Com efeito, se há um resultado das eleições municipais de domingo que foi um freio ao otimismo anti-petista (e anti-esquerda) no país, foi ver Marcelo Crivela e Marcelo Freixo disputando o segundo turno das eleições cariocas.

Há, todavia, uma espécie de razão para otimismo. Flávio Bolsonaro, do PSC, encarnando uma espécie de direita mais verdadeira e menos dócil à pasteurização do jornalismo, que nunca pode descrever a realidade sem fazer concessões à polícia censora do politicamente correto, se saiu muito bem, para quem foi atacado por todos os grandes veículos de imprensa do país, com o voto útil promovido pelo Datafolha como maior inimigo.


Andreazza: Quanto o erro do Datafolha no Rio induziu o voto útil ...

https://www.youtube.com/watch?v=d7z4AanVX4o
1 dia atrás - Vídeo enviado por Jovem Pan
Andreazza: Quanto o erro do Datafolha no Rio induziu o voto útil? ... Paulo, João Doria conversa com ...

Mais jovem, com 35 anos, Flávio Bolsonaro é realmente o candidato promissor. Marcelo Freixo, bem ao contrário, parece estar em seu zênite em 2016, sem possibilidade de se sagrar melhor futuramente.

Para quem tanto quis entender a cabeça do eleitor carioca, basta-se pensar como eleitor carioca. A cidade parece ser a pior capital do país para se votar. Parece haver sempre a disputa entre um líder de igreja evangélica de gosto discutível mancomunado ao PT em nível federal, um comunista e um ultra-corrupto. Marcelo Crivela, Marcelo Freixo e Jandira Feghali apenas seguem o script de Eduardo Paes, Chico Alencar, César Maia, Benedita da Silva, Cidinha Campos e o pior político da história do país, Leonel Brizola, concorrendo ainda em 2000.

O voto no “menos pior” não é tão claro no restante do país quanto para o pobre eleitor carioca. Trata-se de menor rejeição, e não de aprovação. O único partido que acabaria com tal ciclo seria o PSOL de Marcelo Freixo e Jean Wyllys: partido galeroso, com militância e crentes bem mais fanáticos do que os de Crivela, pululando na pletora de Universidades públicas do Rio (UFRJ, UERJ, UFF e UniRio).

Ainda assim, está no eterno segundo lugar, mesmo com toda a mídia carioca e brasileira fortemente contrária ao “obscurantismo” dos evangélicos, dos Bolsonaro e enaltecendo toda a política de Marcelo Freixo, sobre drogas, gays, criminosos “sociais” e tudo o que Freixo e o PSOL criticam na Rede Globo, mas a Rede Globo defende neles.

Mais do que isso: as chances do PSOL vencer, tanto no Rio de Freixo quanto na Belém de Edmilson (sobrenome não-identificável) são pequenas, sobretudo no Rio. O futuro de Freixo, muito provavelmente, é voltar ao legislativo, criticar os desmandos no Rio pela retórica “poderia ser diferente comigo” e voltar ao segundo lugar em 2020. Sem precisar prestar contas de seu discurso, fica na confortável posição de quem pode propor soluções mágicas, variando de legalização das drogas à anistia aos jovens criminosos (proposta recusada pelos colombianos em relação às FARC neste mesmo domingo), e viver no mundo das idéias platônicas, virginal ao contato com a realidade e os problemas morais e funcionais de sua aplicação.

Essas eleições foram uma espécie de teste de força para o PSOL: testar se suas idéias as mais radicalóides, as mais de extremíssima-esquerda, as mais adolescentes sonháticos e revoluças de zona sul, conseguem algum apelo pela população. Como mostram os números, a zona sul Rede Globo festa com drogas hedonismo funk inconseqüência DCE feminismo ativismo travesti as acatam. 

O povão zona norte vota em Carlos e Flávio Bolsonaro, enquanto Marcelo Freixo e seu discurso pobrista, que só vê pobre na vida no programa da Regina Casé enquanto grita “Globo golpista”, ganha votos no Leblon.



Fonte: http://infograficos.oglobo.globo.com/brasil/a-votacao-no-rio-de-janeiro-por-zona-eleitoral.html

Como bem explica Carlos Kramer, há uma dissociação absoluta entre discurso e realidade da esquerda que se revelou nessas eleições (como analisamos aqui):

Não importa quantas favelas ou periferias (que palavra mais paulista) o Freixo visite, ele sempre parece um alienígena nesses lugares, como um daqueles gringos que visitam a Rocinha num carro de safari. Nem todo marketing politico do mundo consegue disfarçar que ele é DCE da federal, que ele é praça São Salvador, que ele é o candidato GNT. Ele representa o jovem de classe média da zona sul aborrecido com a própria condição de burguês e cujo ideal estético é uma mistura de Zion (aquela cidade de Matrix) com Amsterdã.

Eu fui obrigado a ouvir todo um comício do Freixo. As preocupações ali são “cisnormatividade”, machismo, veganismo, permissão estatal para usar drogas, tudo regado a muitos “Fora, Temer”, romantismo guevarista e arrogância política. Pode até ser que uma ou outra preocupação desse pessoal seja mesmo pertinente. Mas é tudo muito distante do homem comum, do popular, do arroz com feijão, do atropelamento de carrinho de compras no Mundial e da corrida maluca para sentar na linha 2.

Talvez eu quebre a cara, mas tudo isso me faz crer que Freixo dificilmente deixará de ser um político de nicho, ou seja, dificilmente se elegerá para um cargo executivo, apesar de sempre — e justamente por isso — conseguir boas votações para cargos legislativos. Ele não consegue deixar de ser o Freixo.

Assim, a “derrota da esquerda, apesar do Rio de Janeiro” deve ser revista. Talvez a vírgula seja desnecessária, quando tudo o que Freixo conquistou foi pelo que sobreviveu de hegemonia de esquerda feita no jornalismo, na academia, nos “intelectuais” e, sobretudo, nos famosos. Em relação a esta hegemonia, o Rio de Janeiro da Rede Globo, das universidades federais e do carnaval e festa e Chico Buarque sempre vai ter um ranço pró-comunismo.

Não é bem o carioca que vota mal: o carioca só tem políticos piores. A ascensão de uma renovação, naturalmente, é o crescimento inesperado (para a imprensa hegemônica) não de alguns políticos profissionais, cujo único ideário é ter poder, mas sim candidaturas claramente conservadores e liberais, como as de Flávio Bolsonaro e Carmen Migueles, do NOVO.

A preocupação com o PSOL é sempre verdadeira, mas também sempre confusa olhando-se apenas para números eleitorais ou apenas para suas vitórias culturais. É normal que a esquerda, passando a maior vergonha na política e se refugiando apenas em jovens ligados a movimentos estudantis e jornalistas e “artistas” que nunca prestam contas à realidade, tente se reinventar, pós-PT, no PSOL, uma esquerda “pura”, um PT anos 80, um socialismo iPhone, um assistencialismo com aborto e parada de travesti, uma educação com maconha e glórias a Maduro e Fidel, mas não nas eleições. Mas é ainda uma esquerda que só ganha mesmo perto da hegemonia faculdade-funk-ator-putanheiro, não algo que signifique muito ao eleitor brasileiro.



Claro que o projeto Freixo do PSOL é sempre ir empurrando a extremíssima-esquerda para algo “naturalizado”, mais “normal”, tratando cada vez mais qualquer postura de direita ou mesmo centrista como o cúmulo do extremismo, do fanatismo e (oh, ironia) do autoritarismo.

É o que faz a preocupação do partido com hegemonia, ou seja, com uma planificação da sociedade para que todos pensem exatamente o mesmo. Sem a revolução leninista das ruas (com o qual o PSOL flerta, sobretudo através de seu coletivo Juntos!, mas nunca como postura principal), as entrevistas de Marcelo Freixo e Jean Wyllys sempre citam Antonio Gramsci, que busca criar uma hegemonia cultural com pautas facilmente deglutíveis pela população (hoje quase todas baseadas no hedonismo e na adolescência, da hiperexposição de causas LBGT ao “Dia da Maconha: Fumar, Lutar e Legalizar!” de seu site), repetidas por artistas, intelectuais e jornalistas.

Antonio Gramsci até define que o Príncipe maquiavélico moderno, o Partido, pode inclusive

…se apresentar sob os nomes mais diversos, mesmo sob o nome de anti-partido e de “negação de partidos”; na realidade, até os chamados “individualistas” são homens de partidos, só que pretenderiam ser “chefes de partido” pela graça de Deus ou pela imbecilidade dos que os seguem.

De junho de 2013 (“horizontalidade sem partidos”) às novelas da globo, do PSOL “oposição” ao PT até as causas que libertários tomam da esquerda, é tudo sempre o plano de homogeneização social de Gramsci.

Foi o que demonstrou Carlos Andreazza, em brilhante artigo para O Globo, mostrando justamente como a cabeça de Marcelo Freixo, que só enxerga “eficiência” ou não em modelos de ação variando de destruir propriedade a black blockers apontarem rojões contra seres humanos, sem nunca ter algo obscuro, ultrapassado, fanático religioso e autoritário como uma moral, este paquiderme obtuso a atrapalhar a busca por prazer sem conseqüências do psolismo.



O PSOL pode até obter uma vitória local e pontual ou outra, com Freixo ou quem quer que seja. A grande questão continua completamente alheia aos olhos das análises eleitorais: Marcelo Freixo não seria um “prefeito do Rio”, é mais um símbolo de professor alçado a político que já foi personagem do filme Tropa de Elite (e, de tanto ser zoado no primeiro, ao contrário do que seus produtores esperavam, se tornou o pegador da mulher do Capitão Nascimento no segundo). Uma espécie de “PSOL gourmet” para a zona sul do Rio.

Se as causas da esquerda vão sobreviver na cabeça da população que hoje já desconfia da doutrinação de professores mesmo sem um projeto de lei, que desconfia cada vez mais de jornalistas, “especialistas” e intelectuais de gabinete, é a grande questão do país, com pessimismo de cada lado. Sobretudo: se só sobreviverá perto da amoralidade Rede Globo-DCE, ou se conseguirá ser exportada a quem tem preocupações mais urgentes na vida do que o ciclovegantravestiforatemerfeminismomaconhismo de riquinho com “causa social” do PSOL.

Eleitoralmente, todavia, Marcelo Freixo e seu PSOL são apenas um tubo de ensaio e um romantismo da puberdade, um primeiro pé-na-bunda, uma virgindade tardia.



05 de outubro de 2016
flávio morgenstern
in senso incomum

A OBSOLETA LEGISLAÇÃO TRABALHISTA


Profundas mudanças na economia e no mercado de trabalho do Brasil ocorreram desde 1943, quando foi criada a Consolidação das Leis do Trabalho. Hoje, os serviços geram cinco vezes mais empregos do que indústria, a inspiração principal da CLT. 

Paralelamente, o ser humano explorou o espaço, o computador se popularizou e o uso do smartphone explodiu. A internet revolucionou o acesso à informação e as redes sociais tornaram-se a mais importante via de relações pessoais. Inventou-se o robô. Surgiu a inteligência artificial. O Brasil construiu uma democracia com instituições sólidas.

A legislação trabalhista, porém, não acompanhou tal evolução. Continua ancorada em crenças de 73 anos atrás, da época da máquina de escrever mecânica. Um operário elegeu-se presidente da República, mas a CLT ainda considera os trabalhadores hipossuficientes e necessitados da tutela paternalista de juízes.

A CLT rivaliza com o sistema tributário como uma das maiores fontes de ineficiência. Gera incertezas, insegurança e incentivos ao litígio. Aqui tramitam atualmente 4 milhões de ações trabalhistas. No Japão, apenas 3000. É enorme o custo de advogados, perícias e horas despendidas em processos e audiências.

A insegurança aumenta com o ativismo dos juízes, que imaginam ter função social. Na opinião de muitos, a lei pode ser negada se magistrados entenderem que ela acarreta decisões injustas. Para 73% deles, conforme pesquisa de Armando Castelar Pinheiro, a justiça social justifica violar contratos. 
A Europa começou a ficar rica na segunda metade do milênio passado, quando o ambiente de negócios passou a ser guiado por instituições que garantiam direitos de propriedade e respeito a contratos.

A enorme estrutura da Justiça do Trabalho compreende, segundo o professor José Pastore, 3027 juízes das varas do Trabalho, 528 desembargadores dos tribunais regionais e 27 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que custaram 14 bilhões de reais em 2014.

A Justiça do Trabalho julga tanto questões jurídicas quanto econômicas, como nas decisões sobre remuneração. Noutros países, os juízes se limitam a assuntos jurídicos. 
O TST tem poder normativo, caso único no mundo. Juízes fazem leis sem a reflexão típica do processo legislativo, que costuma recorrer, afora centenas de parlamentares, a milhares de especialistas, inclusive de partes interessadas. 
O potencial de erro é imenso, como na Súmula 331, que proibiu a terceirização em atividades-fim.

O que são atividades-fim? É difícil defini-las. Cada uma das fazendas onde se pratica a fumigação aérea de plantas precisaria ter um avião para espalhar inseticidas. A ação empresarialmente correta é terceirizar serviços temporários especializados, mas nesse caso a regra pode levar a decisões insensatas.

A rigidez do mercado de trabalho brasileiro é incompatível com a realidade da globalização e da tecnologia. Profissões novas surgem e outras desaparecem. Por causa da inteligência artificial, 47% dos trabalhadores americanos, 35% dos britânicos e 49% dos japoneses estão em ocupações com alto risco de substituição por automação.

O desafio é preparar o país e a mão de obra para essa nova realidade, e não buscar proteger o trabalhador com leis obsoletas. É preciso flexibilizar a legislação trabalhista, revogar o poder normativo da Justiça do Trabalho e promover reformas que reduzam incertezas. 
Há que privilegiar a negociação coletiva e valorizar o entendimento entre trabalhadores e empresários. A lei se prestaria a manter direitos trabalhistas básicos.

Países dotados de legislação trabalhista flexível exibem taxas mais baixas de desemprego. É o caso atual dos Estados Unidos (4,9%), Reino Unido (4,9%) e Alemanha (6,1%). O desemprego é alto naqueles com legislação rígida: Espanha (19,9%), França (9,9%) e Itália (11,6%). 
No Brasil, o desemprego é de 11,6%. Sem reformar a anacrônica CLT, o país tende à mediocridade econômica e ao desemprego. O maior custo, paradoxalmente, será dos trabalhadores.

05 de outubro de 2016
mailsonn da nobrega

LULA, O INVISÍVEL

Cascais, Portugal – O prestígio de um político se mede pela honestidade e pela quantidade de votos que ele tem ou transfere para outro. Quando ele perde uma eleição fica invisível, não é convidado nem para batizado de criança até se reeleger e voltar ao poder. Ou pendurar as chuteiras, como fazem alguns. Pois bem, o ex-presidente Lula, no quesito honestidade, foi reprovado. Mas agora começa a sentir na pele o desprestígio político ao não conseguir transferir votos nem para eleger um dos seus filhos vereador. Se não pendurar as chuteiras como fez Pelé sabiamente, corre o risco de ir para ostracismo. O saldo que fica dessas eleições municipais é de um PT desidratado de votos, os seus líderes na prisão e um Lula falando bobagens como se ainda fosse um líder de massa.

O PT ganhou uma capital lá no Norte do país e está pendurado em outra, no Recife, com possibilidade remota de vitória. Perdeu inclusive no seu mais importante colégio eleitoral, berço do partido, São Paulo, não reelegendo Haddad, um poste que chegou à prefeitura com o auxílio de Paulo Maluf, com quem Lula compôs para eleger seu pupilo. O diagnóstico é de que o PT precisa se reinventar se quiser continuar dando as cartas na política do país e o seu líder, José Inácio Lula da Silva, passar o bastão para alguém antes que ele enterre de vez o partido que criou para combater as elites com quem, depois, se acumpliciou para roubar o país.

O maior problema do PT é encontrar um substituto de Lula que, a exemplo dos déspotas populistas, aniquila aqueles que se atrevem a atravessar o seu caminho. Foi assim com Zé Dirceu, Genoíno, Mercadante, Marta, Marina, Heloisa Helena, Palocci e tantos outros que tentaram um dia ousar desafiá-lo. Como um egocêntrico, preferiu, portanto, tirar a Dilma do anonimato e elegê-la presidente a prestigiar prata da casa porque temia perder as rédeas do poder. O resultado, como se esperava, foi o desastre do impeachment e a fragmentação do partido que sonhou com vinte anos no poder.

Os primeiros sinais de que hoje Lula mais atrapalha do que contribui ocorreram nessas eleições municipais. João Paulo, candidato do PT no Recife, queixa-se de ter caído nas pesquisas depois que o seu guia foi dar uma forcinha na sua eleição. Ficou com a metade dos votos do seu adversário, mas, mesmo assim, chegou ao segundo turno numa penúria de votos danada. Lula também foi ao Ceará. Nenhum dos candidatos que apoiou no estado ganhou a eleição. E para complicar a sua vida e as suas pretensões políticas, o nordestino foi às urnas e disse não a ele e ao seu partido, um sinal claro de que a corrupção começa a ser sentida pela população mais carente como uma erva daninha, coisa sem muita importância até pouco tempo para quem se submetia aos currais.

A população brasileira dá nítidos sinais da valorização do voto e de como ele é fundamental como meio de transformação social e econômico do país. Ao contrário do que pensam alguns retrógrados, a democracia – que elege seus dirigentes pelo voto – ainda é o melhor caminho do desenvolvimento e das mudanças estruturais.

Quase a metade dos prefeitos de capitais, que tentaram a reeleição, ficou no meio do caminho. Foram contaminados pelos escândalos que envolveram políticos de quase todos os partidos. Os candidatos novos, que fizeram campanha com o discurso da negação política, tiveram mais êxito. Caso de São Paulo, por exemplo, onde Dorea, um apresentador de televisão, sem nenhuma tradição política, ganhou as eleições no primeiro tuno deixando para trás as raposas políticas sem discurso. Se ele vai administrar bem a maior capital do país é outra história, mas ao elegê-lo os eleitores de todas as classes sociais entenderam que é melhor apostar no novo, porque os “velhos” eles já conhecem – e estão cada vez mais velhos.

É diante desse quadro que o PT vai tentar se reestruturar para sobreviver, com a adversidade das urnas. E se preparar para o pior caso seu líder maior, político espiritual, agora invisível, caia nas garras de Sergio Moro.



05 de outubro de 2016
jorge oliveira

TAXA DE REELEIÇÃO DE PREFEITOS É A MENOR DA HISTÓRIA: MENOS DA METADE

A TAXA FICOU EM 48%, A MAIS BAIXA DESDE 2000

A TAXA FICOU EM 48%, A MAIS BAIXA DESDE 2000, QUANDO OCORRERAM AS PRIMEIRAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS APÓS A APROVAÇÃO DA POSSIBILIDADE DE REELEIÇÃO

A taxa de reeleição de prefeitos que tentaram conquistar nas urnas um segundo mandato neste ano foi a menor da história. Menos da metade dos prefeitos que concorreram novamente ao mesmo cargo tiveram sucesso em 2016. A taxa ficou em 48%, a mais baixa desde 2000, quando ocorreram as primeiras eleições municipais após a aprovação da possibilidade de reeleição.

Desde que a Constituição foi alterada para permitir a reeleição para cargos no Executivo, em 1997, houve uma preocupação de cientistas políticos e juristas sobre os efeitos de se permitir que mandatários participassem do processo eleitoral. A lógica seria de que as vantagens decorrentes do uso da máquina administrativa e da memória eleitoral pelos candidatos à reeleição criassem disputas mais injustas. No âmbito das prefeituras, esse temor se concretizou: prefeitos sempre tiveram mais sucesso que não-prefeitos, na média, quando ambos concorreram ao mesmo cargo desde então.

Se em 2000 e em 2004 a taxa de sucesso dos candidatos à reeleição ficou por volta de 58%, segundo dados da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), esse número explodiu em 2008, em meio a um crescimento recorde da arrecadação municipal no Brasil - o aumento dos orçamentos foi de 15% em relação ao ano anterior, segundo dados do Tesouro Nacional.

Naquele ano, 66% dos candidatos a um segundo mandato de prefeito tiveram o aval dos eleitores para sua recondução, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) calculados peloEstadão Dados.

Na literatura acadêmica brasileira, há estudos que mostram que variáveis macroeconômicas como o desemprego e a inflação não afetam o voto dos eleitores nas eleições municipais - ou seja, um candidato à reeleição em um determinado município tem chances razoáveis de ser reeleito mesmo se o desemprego estiver alto. Entretanto, há pouca investigação sobre o efeito das finanças municipais na taxa de reeleição.

Mas os dados deste ano parecem reforçar a hipótese lógica de que há uma relação entre finanças municipais e sucesso eleitoral dos candidatos à reeleição. O argumento é simples: se durante sua primeira gestão o prefeito contou com dinheiro sobrando em caixa, há mais chances de ele ter feito obras, investimentos ou qualquer outro tipo de gasto para agradar os eleitores da cidade, o que poderia significar mais votos no pleito seguinte.

Em 2012, por exemplo, enquanto as finanças públicas passavam por uma estagnação por causa do baixo crescimento econômico, a taxa de reeleição caiu para 54%. Mas a crise na arrecadação dos municípios se agravou de maneira ainda mais drástica de 2014 para cá. Segundo os dados do Tesouro Nacional, a arrecadação dos municípios no ano passado caiu para níveis anteriores aos de 2013 - ao mesmo tempo em que a taxa de sucesso dos candidatos à reeleição despencou mais seis pontos porcentuais. (AE)


05 de outubro de 2016
diário do poder                                                      

CUNHA AGORA É DE MORO

BICHO VAI PEGAR: ZAVASCKI ENTREGA CASO EDUARDO CUNHA A SÉRGIO MORO
APÓS PERDER FORO PRIVILEGIADO, CUNHA 'CAI NO COLO' DE CURITIBA


EDUARDO CUNHA: NO SAL.


O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) agora é assunto do juiz federal Sérgio Moro, que comanda a Operação Lava Jato, ao menos no inquérito que identificou contas do ex-presidente da Câmara na Suíça. Com sua perda de mandato, Cunha perdeu o foro privilegiado, por isso, virou assunto da competência do juizado de primeiro grau.

A mulher de Eduardo Cunha, jornalista Claudia Cruz, já é alvo de ação penal em relação ao mesmo assunto. O deputado cassado tem negado as acusações reiteradamente.
Outro processo já havia sido enviado a Moro, há três semanas, pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, no qual Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Bênin, na África, e usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.

Mas Zavascki condicionou a remessa do processo à publicação da decisão do julgamento que abriu a ação penal. Por isso, o caso ainda não tinha sido enviado para Moro.
O caso sobre as contas tem provas obtidas pelo Ministério Público da Suíça. O processo apresenta diversas contas no país estrangeiro que teriam sido usadas pela mulher de Cunha para compras de itens de luxo.



05 de outubro de 2016
diário do poder

PRESIDENTE DO TSE ESPERA QUE NÃO SE CONFIRME ELEIÇÃO DE BANDIDO

GILMAR MENDES ESPERA QUE PRISÃO DEFINITIVA IMPEÇA O ABSURDO

PRESIDENTE DO TSE ESPERA PRISÃO DEFINITIVA PARA IMPEDIR ABSURDO. FOTO: STF

A esperança do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, como a de qualquer cidadão, é que se torne definitiva a prisão ainda preventiva do bandido Ubiraci Rocha, vulgo “Bira”. 
É a única maneira de enquadrar na Lei Ficha Limpa o bandido que responde por homicídios e tráfico de drogas. 
Ele saiu da cadeia, algemado, para votar e ser eleito vereador em Catolé do Rocha (PB).

Envergonha os brasileiros e constrange a Justiça Eleitoral a eleição de “Bira”, que além de traficante, integra um grupo de extermínio.

A eleição do bandido “Bira” chama atenção para a legislação demagógica que assegura o direito de voto no sistema prisional.


Com o direito de voto dos presos, a campanha eleitoral leva candidatos a assumir “compromissos” com bandidos.



05 de outubro de 2016
diário do poder

GOLEADA HISTÓRICA: 67 MILHÕES DE GOLPISTAS!!!

CERCA DE 66,8 MILHÕES DE BRASILEIROS VOTARAM EM ‘GOLPISTAS’
PT TEVE 6,8 MILHÕES DE VOTOS, ADVERSÁRIOS SOMARAM 67 MILHÕES


PREFEITOS DOS PARTIDOS 'GOLPISTAS' TIVERAM 67 MILHÕES DE VOTOS E PUSERAM FIM AO PT

A alegação de “golpe”, adotada pelo PT, foi desmoralizada pela própria realização de eleições livres no País, e pela vontade das urnas: a votação de candidatos do PT representou apenas cerca de 10% dos mais de 67 milhões de brasileiros que votaram em candidatos “golpistas”, claramente favoráveis ao impeachment de Dilma. 


O PT teve 6,8 milhões de votos, um terço do seu desempenho eleitoral de 2012. 

Partidos que os petistas acusam de “golpistas”, PSDB e PMDB elegeram juntos 1.821 prefeitos, contra apenas 256 do PT.

Em 2014, a chapa Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) obteve 54,5 milhões de votos. Aécio Neves (PSDB), 51 milhões.

O PT perdeu mais de 400 prefeituras, dois terços do que havia conquistado há 4 anos, incluindo seus maiores redutos em São Paulo.

O PT perdeu 11,4 milhões de votos em relação a 2012, quando foi o mais votado. Ficou atrás do PSB e até do PSD, em 2016.



05 de outubro de 2016
diário do poder

CONSELHO DE ÉTICA ACEITA A CASSAÇÃO DE JEAN WYLLYS

É MAIS SÉRIO DO QUE VOCÊ PENSA!

A BURRICE PASTORAL E OS VERDADEIROS PERIGOS DO ATIVISMO GAY

VEJA O PORQUÊ DOS MUÇULMANOS ODIAREM OS JUDEUS E OS CRISTÃOS

ANÁLISE DA BURRICE BRASILEIRA

INTELEQUITUAU! CORTELLA, KARNAL E BARROS

INTELEQUITUAU! - Cortella, Karnal e Barros - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=5ua1-IEk6Ho
4 dias atrás - Vídeo enviado por Nando Moura
Cortella, Karnal e Barros ... Barros Filho - pedofilia é um "Tipo de Amor": .... deboxa de igrejas e ...

05 de outubro de 2016
postado por m.americo