"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

ATUAÇÃO DE LULA EM FAVOR DA ODEBRECHT FOI "PATRIÓTICA E ÉTICA"


A assessoria do Instituto Lula classifica de atuação “lícita, ética e patriótica” do Lula quando defende os interesses de empresas brasileiras no exterior. Diz a nota da assessoria do ex-presidente:
“Em seus dois mandatos, Lula chefiou 84 delegações de empresários brasileiros em viagens por todos os continentes. A diplomacia presidencial contribuiu para aumentar as exportações brasileiras de produtos e serviços, que passaram de US$ 50 bilhões para quase US$ 200 bilhões, e isso representou a criação de milhões de novos empregos no Brasil. Só uma imprensa cega de preconceito e partidarismo, poderia tentar criminalizar um ex-presidente por ter trabalhado por seu país e seu povo”, escreveu o instituto.
No texto, a assessoria do ex-presidente afirma haver uma “repetitiva, sistemática e reprovável tentativa de alguns órgãos de imprensa e grupos políticos de tentar criminalizar a atuação lícita, ética e patriótica do ex-Presidente Lula na defesa dos interesses nacionais, atuação que resultou em um governo de grandes avanços sociais e econômicos, com índices recorde de aprovação”.
Continua a nota: “temos a absoluta certeza da legalidade e lisura da conduta do ex-presidente Lula, antes, durante e depois do exercício da presidência do país, e da sua atuação pautada pelo interesse nacional”.
CARVALHO NEGA
O ex-chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, disse em nota “negar categoricamente que recebeu diretamente de Marcelo Odebrecht ou Alexandrino Alencar qualquer sugestão para discursos em agendas internacionais ou assuntos relativos à Odebrecht”.
Segundo Carvalho, “o presidente Lula sempre expressou que queria se transformar em um caixeiro viajante do Brasil”, por isso, em viagens, “sempre fez questão de convidar muitos empresários, realizando reuniões nos países visitados na perspectiva de abrir novas negociações para empresas brasileiras; a Odebrecht foi uma dentre muitas”, afirmou.
ODEBRECHT SE DEFENDE
Por meio de nota, a Odebrecht informou que “os trechos de mensagens eletrônicas divulgados apenas registram uma atuação institucional legítima e natural da empresa e sua participação nos debates de projetos estratégicos para o País – nos quais atua, em especial como investidora”.
A empresa disse “lamentar” a divulgação das mensagens nos processos contra a Odebrecht, por considerar que as mensagens não teriam “qualquer relação com o processo em curso”.
A Presidência de República e os ex-ministros Miguel Jorge ainda não responderam ao Globo.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Os e-mails revelam tudo. O então presidente Lula agia como uma marionete, obedecendo cegamente às ordens de Marcelo Odebrecht. E sua sucessora Dilma Rousseff não ficou através. O governo está podre. O cheiro nauseabundo pode ser sentido a quilômetros de distância. E o impeachment continua encruado… (C.N.)

01 de outubro de 2015
Deu em O Globo

UM POUCO DE HISTÓRIA PARA QUEM NÃO VIVEU A REALIDADE DA INFLAÇÃO NO BRASIL

Documentário. História da inflação no Brasil. Economia ...

www.youtube.com/watch?v=AXVVodQLE14


01 de outubro de 2015
m.americo

PRIVILÉGIOS E ASSISTENCIALISMO DESTRUÍRAM O IMPÉRIO ROMANO. AH, A VELHA INFLAÇÃO...



Artigo de Lawrence Reed e Marc Hyden no Instituto Mises Brasil identifica traços comuns na velha miséria humana, que mergulha na utopia, mas tem mesmo é que lidar com o presente, em qualquer época:


Se acontece até mesmo com poderosos impérios, por que não pode acontecer com simples nações?

Muito antes de pacotes governamentais de socorro a empresas, programas assistencialistas e inflação monetária se tornarem uma rotina, os romanos já haviam vivenciado esquemas semelhantes. Há mais de 2.000 anos.

Naquela época, o governo romano socorreu instituições falidas, perdoou dívidas, gastou enormes quantias em programas assistencialistas e incorreu em uma grande inflação monetária.

E o resultado não foi bonito.

Naquela época, assim como hoje, os políticos romanos escolheram, segundo critérios próprios, quem seria socorrido e quem seria esquecido, quem seriam os "ganhadores" e quem seriam os "perdedores". Obviamente, os "ganhadores" foram aqueles que usufruíam boas conexões políticas — uma prática que hoje está no cerne do nosso arranjo político-econômico.

Como já observaram vários pesquisadores da época, tais esquemas baseados em "tirar de Pedro para dar a Paulo" foramcruciais para a falência da sociedade romana. Para mantê-los, o estado teve de recorrer a intervenções cada vez mais destrutivas. "Roma não foi construída em um dia", como diria o velho ditado — e seria igualmente necessário um bom tempo para destruí-la. Quando a república se transformou em um despotismo imperial, os imperadores tentaram controlar toda a economia.

Perdoar dívidas na Roma antiga, embora fosse uma questão controversa, foi um ato que se repetiu diversas vezes. Um dos primeiros reformadores populistas romanos, o tribuno Licínio Stolo, aprovou uma lei, em 367 a.C, uma época de instabilidade econômica, que essencialmente declarava uma moratória sobre a dívida. A lei permitia aos devedores não mais pagarem os juros sobre principal caso o restante da dívida fosse pago dentro de um período de três anos.

Já em 352 a.C., a situação financeira de Roma continuava complicada, e o Tesouro resolveu arcar com inúmeras dívidas privadas que haviam sido caloteadas. À época, supunha-se que os devedores eventualmente reembolsariam o estado. E se você acredita que isso aconteceu, então você provavelmente deve pensar que emprestar para o atual governo grego é um investimento seguro.

Para se ter uma ideia, em 357 a.C., a maior taxa de juros permitida para empréstimos era de, aproximadamente, 8%. Dez anos depois, tal taxa foi considerada alta demais, e os administradores romanos reduziram o teto para 4%. Em 342 a.C., tais as reduções sucessivas aparentemente não foram capazes de acalmar os devedores ou de satisfatoriamente atenuar as tensões econômicas. Consequentemente, o governo teve a brilhante ideia de simplesmente abolir os juros.

O que houve então? O óbvio: várias pessoas passaram a não mais emprestar dinheiro. Tal situação perdurou até que essa lei que proibia juros simplesmente passou a ser ignorada.

Em 133 a.C., o então ambicioso e promissor político Tibério Graco decidiu que as medidas de Licínio ainda não eram suficientes. Ato contínuo, Tibério aprovou uma lei que concedia grandes extensões de terras cultiváveis do estado para os pobres. Adicionalmente, o governo financiou a construção de novas moradias e a compra de ferramentas para essas pessoas. Estima-se que 75.000 famílias receberam terras totalmente grátis devido a essa legislação. Esse foi um programa governamental que forneceu, "gratuitamente", terra, moradia e até mesmo oportunidades de negócio, tudo financiado ou pelos pagadores de impostos ou pela pilhagem de nações recém-conquistadas.

Entretanto, tão logo foi permitido, muitos colonos ingratos venderam suas terras e retornaram à cidade. Mas Tibério não viveu para testemunhar esses beneficiários rejeitarem a generosidade de Roma, pois um grupo de senadores o assassinou em 133 a.C. Só que seu irmão mais novo, Caio Graco, assumiu seu manto populista e aprofundou suas reformas.

Enquanto ainda era vivo, Tibério também aprovou o primeiro programa de alimentação subsidiada de Roma, o qual oferecia cereais a preços baixos para muitos cidadãos. Inicialmente, aqueles romanos que ainda se apegavam a ideais como auto-suficiência e independência ficaram estarrecidos com esse conceito de assistencialismo compulsório; no entanto, não demorou muito para que dezenas de milhares estivessem recebendo os cereais subsidiados, e não somente os necessitados. Qualquer cidadão romano que ficasse nas filas do posto de coleta de cereais tinha o direito à assistência estatal. Um cônsul rico chamado Lúcio Calpúrnio Pisão Frugi, que se opunha a esse programa, foi visto na fila. Ele alegou que, dado que era a sua riqueza que estava compulsoriamente financiando aquilo tudo, então ele pretendia obter sua fatia.

Já por volta de 300 d.C., esse programa já havia sido modificado diversas vezes. O cereal que até então era apenas subsidiado passou a ser totalmente gratuito; e, no auge, um terço de Roma já era contemplado pelo programa, o qual se tornou um privilégio hereditário, passado de pai para filho. Outros gêneros alimentícios, incluindo azeite de oliva, carne de porco e sal, eram foram continuamente adicionados ao programa. Este cresceu até se tornar o segundo maior gasto do orçamento imperial, atrás somente dos gastos militares. O que havia começado como um programa assistencialista provisório se transformou, como muitos outros programas governamentais, em uma forma permanente de assistencialismo voltado para um eleitorado que considerava isso um direito adquirido.

Voltando a 88 a.C., Roma ainda estava se recuperando da Guerra Social, um debilitante conflito com seus antigos aliados na península italiana. Um dos generais vitoriosos foi Lucio Cornélio Sula, que no final do mesmo ano tornou-se Cônsul (a posição política mais importante nos dias da república) e depois, Ditador.

Para amenizar a catástrofe econômica, Sula decretou que até 10% das dívidas de cada cidadão deveriam ser canceladas, o que colocou os credores em uma posição difícil. Ele também restaurou e reforçou a lei que decretava que uma taxa máxima de juros sobre empréstimos, provavelmente similar à lei de 357 a.C. A crise foi piorando continuamente, e, para "resolver de uma vez a situação", em 86 a.C., outra lei que cancelava nada menos que 75% das dívidas privadas foi aprovada — sob o consulado deLúcio Cornélio Cina e Mario Caio.

Menos de duas décadas após Sula (que morreu em 78 a.C.), Lúcio Sérgio Catilina, o infame populista radical e inimigo de Cícero, candidatou-se ao consulado com uma plataforma política de cancelamento total das dívidas. De alguma forma, ele foi derrotado, provavelmente pela oposição formada por banqueiros e por cidadãos romanos que já haviam quitado suas dívidas. Sua vida terminou logo depois em uma fracassada tentativa de golpe.

Em 60 a.C., o patrício Júlio César, uma estrela em ascensão, foi eleito cônsul, e continuou as políticas de vários de seus predecessores populistas, mas agora com algumas inovações pessoais. E, mais uma vez, Roma estava em meio a uma crise. 

(Continua).

01 de outubro de 2015
in blog do orlando tambosi

DILMA BOLADA NO SACO


Ah a doce bandidagem dos marketeiros que vendem a irmã, entregam a mãe, e levam uma mãozinha no traseiro. Nada que a falta de caráter, hombridade e vergonha na cara não compensem: 
O publicitário Jeferson Monteiro, que ganhou fama ao criar a personagem "Dilma Bolada", usou rede social hoje para anunciar que deixará de apoiar a presidente Dilma Rousseff. 
Monteiro - contratado por uma agência ligada ao PT por R$ 20 mil para ajudá-la nas redes sociais - afirma que Dilma não mais precisa de seu apoio.
01 de outubro de 2015
selva brasilis

PF NOS CALCANHARES DE PIMENTEL, DA MULHER E DE SEUS ALIADOS




(Estadão) A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 1, mais uma fase da Operação Acrônimo, que investiga irregularidades de campanha e suposto recebimento de propina pelo governador de Minas, Fernando Pimentel (PT-MG), quando ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. 

Os agentes fazem buscas em endereços de pessoas ligadas ao petista, entre elas o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o também ex-ministro do Desenvolvimento Mauro Borges. Ele é amigo de Pimentel e seu apadrinhado político.

Estão sendo cumpridos 40 mandados em Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo e Goiás. Segundo fontes com acesso às investigações, estão sendo cumpridos mandados nos endereços da Odebrecht, Casino, Gol, CBF e Marfrig. A PF cumpre cerca de 40 mandados de busca e apreensão em cidades como Belo Horizonte e em Brasília. A ação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). 

A Acrônimo, desencadeada inicialmente em maio, tem também como alvos a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, e o empresário Benedito Rodrigues, colaborador de campanhas de Pimentel e suspeito de desviar recursos de contratos do governo federal com suas empresas.

Pimentel é investigado por receber vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vinculado ao ministério do desenvolvimento, que ele comandou de 2011 a 2014.

01 de outubro de 2015
coroneLeaks

NO DESESPERO, PT TENTA BLINDAR CRIMES ELEITORAIS DE DILMA

Deu na Folha:

O PT entrou com um recurso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pela anulação de uma decisão do ministro Gilmar Mendes pedindo que a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal apurem suspeita de irregularidades na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff.
O pedido de Mendes foi enviado em agosto sob o argumento de que há vários indicativos de que a campanha à reeleição de Dilma e o PT foram financiados por propina desviada da Petrobras. O ministro requer que sejam analisados crimes que possam motivar uma ação penal.
Para o PT, não há justificativa para a investigação, uma vez que as contas da campanha foram aprovadas com ressalvas pelo TSE, sendo que “a suspeita levantada pelo ministro, de que doações oriundas de empresas investigadas pela Operação Lava Jato sejam decorrentes de corrupção, é frágil”.
ARGUMENTAÇÃO
O PT argumenta ainda que se o fato de ter recebido repasses de empresas investigadas justificasse uma apuração, “as mesmas suspeitas deveriam recair sobre todas as campanhas que receberam doações dessas empresas”.
“Constata-se que as mesmas empresas que estão sob investigação policial são doadoras de grandes somas para o PSDB e para o candidato derrotado Aécio Neves. […] Se as doações ocorridas ao Partido dos Trabalhadores por estas empresas são consideradas como de corrupção, logicamente que as doações ocorridas ao partido PSDB também o são”, afirmou o PT.
Na avaliação do partido, a investigação fera a própria Constituição, “que exige, nos pleitos eleitorais, todos os candidatos devem ser tratados com igualdade, impessoalidade e transparência”.
CRUZAMENTO DE DADOS
Gilmar Mendes, que é integrante do Supremo Tribunal Federal e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), usou em seu despacho informações das investigações do esquema de corrupção da Petrobras. Ele cruzou esses dados com as doações legalmente registradas na Justiça Eleitoral.
“Há vários indicativos que podem ser obtidos com o cruzamento das informações contidas nestes autos (…) de que o PT foi indiretamente financiado pela sociedade de economia mista federal Petrobras [o que é proibido pela lei]. (…) Somado a isso, a conta de campanha da candidata também contabilizou expressiva entrada de valores depositados pelas empresas.
DELAÇÃO PREMIADA
Entre os elementos da Operação Lava Jato usados pelo ministro está trecho da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa em que ele afirma ter doado R$ 7,5 milhões do esquema para a campanha de Dilma em 2014.
Segundo informações somadas pelos técnicos do TSE, empresas sob suspeita de participar do esquema doaram R$ 172 milhões ao PT entre 2010 e 2014. Mendes aponta que parte desses valores suspeitos foram transferidos para a contabilidade da campanha de Dilma.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – As provas contra a campanha eleitoral de Dilma abundam. Em depoimento da delação premiada, o empresário Ricardo Pessoa, por exemplo, contou como foi chantageado pelo chefe da campanha do PT (o hoje ministro Edinho Silva) para fazer doações. O tesoureiro João Vaccari procedia da mesma forma. Mas o PT quer evitar que esses fatos sejam investigados. Ah, Brasil!...

01 de outubro de 2015
in blog do mario fortes

VÍDEO DE LULA GANHA VERSÃO REALISTA DO MOVIMENTO BRASIL LIVRE.



01 de outubro de 20156
Libertatum

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

O que Temer conversou com o Comandante do EB?



Qual o significado e importância, sexta-feira passada (25), de um encontro com duas horas de duração, em São Paulo, entre o vice-Presidente Michel Temer e o Comandante do Exército, Eduardo Villas-Bôas? 
Será que a reunião rapidinha foi apenas para sentir como os militares encarariam uma eventual nomeação do bom camarada Aldo Rebelo, do PC do B, para o Ministério da Defesa? 
Ou será que, no conchavo reservado com o General, estava em andamento a "Operação Temerária" - para sentir qual seria a receptividade de uma eventual transformação do Temer em "Comandante em Chefe das Forças Armadas, no lugar da "Comandanta" - claramente entregue às feras?

As respostas são menos importantes que a deplorável insistência da classe política em tentar resolver tudo na base das tramas de gabinetes. 
No caso específico dos militares, Lula, Temer & cia, tendo Nelson Jobim como negociador-oculto com enorme influência direta na caserna, desejam ter a certeza de que os Generais não vão colaborar com eventuais "golpes explícitos" (completamente fora de cogitação) ou mesmo com surpreendentes ações de Intervenção Constitucional" (solução recomendável, mas que ainda deixa alguns generais da ativa em dúvida, por comodismo ou mesmo falta de fé).

Temer na Presidência não é uma saída que agrade à maioria do Alto Comando Militar. Embora não morram de amores pela Dilma, alguns Generais preferem que ela não saia do poder fora do prazo para o qual foi eleita. 

Este tem sido o recado público de muitos oficiais - inclusive do Comandante da Força. A maioria dos oficiais avalia que tirar Dilma, trocando-a por Temer, significa o mais do mesmo. 
As crises podem até ficarem atenuadas nos efeitos, mas a causa original do problema da governabilidade continua a mesma.

O Presidentro Lula e o presidente do PT, Rui Falcão, almoçam nesta quinta-feira com Dilma para ajudá-la a digerir os detalhes da reforma ministerial que tem a pretensão de salvar o desgoverno dela. 

Não vai ser fácil para quem tem 69% de avaliação ruim ou péssimo - conforme a mais recente pesquisa CNI-Ibope, que dá míseros 10% de classificação boa ou ótima para a gestão da ciclista Rousseff. 

Completamente desmoralizada, sem credibilidade e impopular, Dilma é a refém justa e perfeita para os governos paralelos - de Lula e do PMDB, sob comando da dupla dinâmica Michel Temer e Nelson Jobim (o grande Rasputin Tupiniquim).

Nesta altura do campeonato, Lula prefere que Dilma se dane, mas continue onde está. 
Tudo ficará pior para ela - e melhor ainda para ele -, caso Lula consiga manter o velho esquema de reinar nos bastidores. 

Emplacar o amigo Jaques Wagner na Casa Civil, tirando seu inimigo íntimo Aloísio Mercadante, foi mais uma bela manobra do regente $talinácio, que já estuda como se lançar pré-candidato à distante sucessão de 2018. 
Aliás, o Chapolim Colorado Rui Falcão já tem lançado, diariamente, o nome do chefão, que deseja apenas formalizar a volta para onde nunca saiu, de fato...

Lula já conquistou uma grande vitória na divisão feudal da máquina federal que promove com a cúpula do PMDB. 
A ida de Jaques Wagner para a Casa Civil, responsável pelo meio campo do governo (e que teve vários de seus membros indiciados, investigados e presos por corrupção), é um golaço de Lula (certamente, contra ele mesmo). 

O quase ex-ministro da Defesa, que sabe jogar no ataque como ninguém, é tido como hábil negociador com o Congresso. E, também, é um bom piadista baiano. 
A frase que ele soltou ontem, já sabendo que trocaria de pasta, quase matou de rir alguns militares:

"As Forças Armadas são instituições centenárias. Não vou negar, se for formalizado o convite vou cumprir minha missão, mas deixo a Pasta com tristeza. Ainda vislumbrava muita coisa para melhorar".

Enquanto o conchavo come solto, o julgamento das peladas de R$ 104 bilhões promovidas pela ciclista Dilma Rousseff está marcado para o próximo dia 7 de outubro, no Tribunal de Contas da União. 

Se ela não cair da bicicleta, continuará pedalando seu desgoverno, mesmo que aos trancos e barrancos. Mas se o golpe do PMDB contra ela já estiver bem armado, Dilma será forçada a cair ou pedir para sair. 

Aí aparece a pretensa e temerária solução Temer - prontinho para roubar a bike da Presidenta.

Acertando as contas com a Suíça


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se irritou com uma pergunta sobre suas contas na Suíça feita por um insistente repórter:

"Não vou comentar até porque não vi nada. Não falo sobre este tipo de situação. Já está muito claro para mim que, a cada dia, sempre surge uma coisa nova. 
A minha escolha é uma coisa que já está feita há muito tempo. 
Eu não vou comentar. Vou ver exatamente a posição deles. Se dizem que tem alguma coisa, vou esperar que apareça. Não vou cair na armadilha de dar para você qualquer tipo de lide nesta situação todo dia. 
Não vou comentar hoje, amanhã, depois de amanhã, como não comentei ontem, como não comentei anteontem. Não vou comentar nenhum fato específico. Toda vez que fui pela linha de comentar os fatos, a situação sempre foi contrária ao meu posicionamento".

Pronto para o xilindró




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

01 de outubro de 2015
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

O OLFATO APURADO DA POLÍCIA FEDERAL, SEMPRE INDICA DE ONDE VEM O MAU CHEIRO...

POLÍCIA FEDERAL INDICA DINHEIRO DA PETROBRAS COMO DOAÇÃO PARA A CAMPANHA ELEITORAL DE DILMA ROUSSEFF



Mensagens enviadas por celular pelo dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, e um executivo do grupo, no final de julho de 2014, sugerem que as doações da empreiteira para a campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff estavam relacionadas ao recebimento de valores dos contratos que ele detém na Petrobrás, revela análise feita pela Polícia Federal com base em material anexado aos autos da Operação Lava Jato.
Em um dos trechos do material analisado pela PF, o executivo subordinado de Pessoa na UTC sugere que repasses da empreiteira à campanha eleitoral do PT foram “resgatados” de dinheiro desviados da Petrobrás. Neste mês, o Supremo Tribunal Federal determinou a abertura de um inquérito para investigar o ministro Edinho Silva (chefe da Secretaria de Comunicação Social), que foi o tesoureiro da campanha da presidente no ano passado.
A troca de mensagens indica que o chefe de gabinete de Edinho Silva, Manoel Araújo Sobrinho, foi a ponte de cobrança desses valores, pagos em duas parcelas. Às 10h33 do dia 29 de julho de 2014, quando já estava valendo o calendário oficial da campanha eleitoral, Walmir Pinheiro Santana, um dos executivos da UTC, escreve para o Pessoa: “RP, vc acha que eu devo ligar para o contato que o bovino religioso passou???.”
A Polícia Federal não identificou quem seria “bovino religioso”. Porém, duas horas depois, Ricardo Pessoa responde que esteve com um interlocutor, cujo nome foi ocultado por tarja no documento da PF, e passa as orientações de quem procurar e o valor “acertado”: 
“A pessoa que você tem que ligar é Manoel Araújo tel: 16 (…). Acertado 2.5 dia 5/8 (até) e 2.5 até 30/8. Ligue para ele que está esperando. O problema é bem maior. Me dê resposta.”
Coincidentes. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE) há o registro de duas doações de R$ 2,5 milhões para a campanha de Dilma em datas coincidentes com as comunicações de Ricardo Pessoa e o subordinado dele na UTC. 
Uma doação ocorreu no dia 5 de agosto, como indicado por Pessoa, e outra do dia 27 de agosto, três dias antes do combinado. 

01 de outubro de 2015
in aluizio amorim

O PRESIDENTE PARALELO METENDO O BEDELHO, ONDE É SEMPRE CHAMADO...

LULA: FALTOU A DEMISSÃO DO MINISTRO DA JUSTIÇA
LULA APROVOU DEMISSÃO DE MERCADANTE E EXPLICOU 'REFORMA IDEAL'

EX-PRESIDENTE ADOROU A DEMISSÃO DE MERCADANTE. FOTO: PAULO PINTO/PT


O ex-presidente Lula e a bancada petista comemoraram efusivamente o anúncio da demissão do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), acusado de sabotar a articulação política. 
Lula, no entanto, avisou a Dilma que a reforma ideal passa também pela demissão de José Eduardo Cardozo (Justiça), de quem ele também não gosta. 
Acusa o ministro de perder o que nunca teve: o controle da Polícia Federal.

Lula detesta Cardozo porque, nos anos 1980, ele integrou comissão interna que investigou com independência mutretas de “lulistas”.

Lula também odeia o jurista Hélio Bicudo e Paulo de Tarso Venceslau, fundador do PT, que integraram a mesma comissão de Cardozo.


O PT acredita no fortalecimento da articulação política do governo com Jaques Wagner, que substituirá Mercadante, e Ricardo Berzoini.



01 de outubro de 2015
diário do poder

ABERTA A TEMPORADA DE CAÇA... FOI DADO O PRIMEIRO TIRO.

EXAURIDA, DILMA PODE OPTAR PELA ‘RENÚNCIA BRANCA’ E CEDER PODER AO PMDB

PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF TEM 82% DE REJEIÇÃO. FOTO: ROBERTO STUCKERT FILHO/PR


A presidente Dilma pretende entregar ao PMDB não apenas sete dos maiores ministérios, mas o próprio governo, numa espécie de “renúncia branca”. 

Refém do PMDB de Eduardo Cunha, que a ameaça com impeachment, e dependente do PMDB do Senado, ela deve transferir oficiosamente o governo para o vice, Michel Temer, e o chefe da Casa Civil, para cuidar de agenda amena, priorizando “assuntos de Estado”.

Dilma viu que é real o risco de impeachment ao ouvir de Lula que “é melhor entregar ministérios ao PMDB do que perder a presidência”.

Dilma está abatida com o apoio da população ao impeachment. Impedir que isso ocorra é o principal compromisso que ela espera do PMDB.

O Ibope mostrou ontem que Dilma “parou de cair” porque, a rigor, já está no fundo do poço. A rejeição dos eleitores a ela chegou a 82%.

Sob “parlamentarismo à brasileira”, não formal, e sem vocação para “rainha da Inglaterra”, Dilma se dedicaria à Defesa e política externa.



01 de outubro de 2015
diário do poder

FAMÍLIA QUE REZA UNIDA, PERMANECE UNIDA...

COMPRA DE MP NA GESTÃO LULA FOI INCLUIU 'REPASSES' AO FILHO DELE
ESQUEMA DE COMPRA DE MP PARA BENEFICIAR MONTADORAS, NO GOVERNO LULA, FOI REVELADO NA COLUNA CLAUDIO HUMBERTO HÁ DOIS ANOS


UM POUCO ANTES DE RECEBER OS 'REPASSES', LUÍS CLÁUDIO LULA DA SILVA, FILHO DE LULA, ERA AUXILIAR DE PREPARAÇÃO FÍSICA DO CORINTHIANS.


Documentos indicam que uma medida provisória editada em 2009 pelo governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria sido "comprada" por meio de lobby e de corrupção para favorecer montadoras de veículos.

Empresas do setor negociaram pagamentos de até R$ 36 milhões a lobistas para conseguir do Executivo um "ato normativo" que prorrogasse incentivos fiscais de R$ 1,3 bilhão por ano. 

Mensagens trocadas entre os envolvidos mencionam a oferta de propina a agentes públicos para viabilizar o texto, em vigor até o fim deste ano. 
O escândalo, publicado na edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, foi revelado com exclusividade na coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder, há dois anos.

Para ser publicada, a MP passou pelo crivo da presidente Dilma Rousseff, então ministra da Casa Civil. Anotações de um dos envolvidos no esquema descrevem também uma reunião com o então ministro Gilberto Carvalho para tratar da norma, quatro dias antes de o texto ser editado.

Um dos escritórios que atuaram para viabilizar a medida fez repasses de R$ 2,4 milhões a um filho do ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, em 2011, ano em que a MP entrou em vigor. Apontado como "empresário", um ano antes desses repasses Luís Cláudio da Silva era auxiliar de preparação física do Corínthians.

O roteiro para influenciar as políticas de desoneração do governo e emplacar a MP é descrito em contratos de lobby pactuados antes da edição da norma. Conforme os documentos, a MMC Automotores, subsidiária da Mitsubishi no Brasil, e o Grupo Caoa (fabricante de veículos Hyundai e revendedora das marcas Ford, Hyundai e Subaru) pagariam honorários a um "consórcio" formado pelos escritórios SGR Consultoria Empresarial, do advogado José Ricardo da Silva, e Marcondes & Mautoni Empreendimentos, do empresário Mauro Marcondes Machado, para obter a extensão das benesses fiscais por ao menos cinco anos. Os incentivos expirariam em 31 de dezembro de 2010, caso não fossem prorrogados.

IPI


Os contratos obtidos pela reportagem datam de 11 e 19 de novembro de 2009. No dia 20 daquele mês, o ex-presidente Lula assinou a MP 471, esticando de 2011 até 2015 a política de descontos no IPI de carros produzidos nas três regiões (Norte, Nordeste e Centro-Oeste). 

À época, a Ford tinha uma fábrica na Bahia e Caoa e Mitsubishi fábricas em Goiás. A norma corresponde ao que era pleiteado nos documentos. 
Em março do ano seguinte, o Congresso aprovou o texto, convertendo-o na Lei 12.218/2010. Suspeitas de corrupção para viabilizar a medida provisória surgiram em e-mails trocados por envolvidos no caso.

Uma das mensagens, de 15 de outubro de 2010, diz que houve "acordo para aprovação da MP 471" e que Mauro Marcondes pactuou a entrega de R$ 4 milhões a "pessoas do governo, PT", mas faltou com o compromisso. 

Além disso, o texto sugere a participação de "deputados e senadores" nas negociações. Não há, no entanto, menção a nomes dos agentes públicos supostamente envolvidos.

Acordo

O e-mail diz que a negociação costurada por representantes das empresas de lobby viabilizou a MP 471. O remetente - que se identifica como "Raimundo Lima", mas cujo verdadeiro nome é mantido sob sigilo - pede que o sócio-fundador da MMC no Brasil, Eduardo Sousa Ramos, interceda junto à Caoa para que ela retome pagamentos.

Diferentemente da representante da Mitsubishi no Brasil, a Caoa teria participado do acerto, mas recuado na hora de fazer pagamentos. Um dos lobistas não teria repassado dinheiro a outros envolvidos."Este (Mauro Marcondes Machado) vem desviando recursos, os quais não vêm chegando às pessoas devidas (...) Comunico ao senhor do acordo fechado para a aprovação da MP 471, valor este do seu conhecimento. (...) o sr. Mauro Marcondes alega ter entregado a pessoas do atual governo, PT, a quantia de R$ 4 milhões, o qual (sic) não é verdade", alega.

A mensagem, intitulada "Eduardo Sousa Ramos (confidencial)" foi enviada às 16h54 por "Raimundo" à secretária do executivo da MMC Lilian Pina, que a repassou a Marcondes meia hora depois. 

O remetente escreve que, se o dinheiro não fluísse, poderia expor um dossiê e gravações com detalhes das tratativas. 
"A forma de denúncia a ser utilizada serão as gravações pelas vezes em que estive com Mauro Marcondes, Carlos Alberto e Anuar", avisa, referindo-se a empresários da Caoa. 
"Dou até o dia 21 para que me seja repassada a quantia de US$ 1,5 milhão", ameaça.

Os dois escritórios de consultoria confirmam ter atuado para emplacar a MP 471, mas negam que o trabalho envolvesse lobby ou pagamento de propina.

Ambos são investigados por atuar para as montadoras no esquema de corrupção no Carf. A MMC e a Caoa informam ter contratado a Marcondes & Mautoni, mas negam que o objetivo fosse a "compra" da Medida Provisória. Dono da SGR, José Ricardo era parceiro de negócios do lobista Alexandre Paes dos Santos, ligado à advogada Erenice Guerra, secretária executiva de Dilma na Casa Civil quando a MP foi discutida. Marcondes é vice-presidente da Anfavea, na qual representa a MMC e a Caoa.



01 de outubro de 2015
diário do poder

INVESTIGAR, PARA HONRA DESTA NAÇÃO


O círculo vai se fechando em torno do Lula. Certas perguntas, porém, precisam ser respondidas antes que o primeiro companheiro fique sem saída.

Quantas viagens ele fez às custas de empreiteiras, como presidente e ex-presidente da República, a países da Africa, América Latina e outros continentes, para alavancar negócios de empresas brasileiras junto a autoridades estrangeiras?

Quanto recebeu dessa intermediação, a título de palestras ou comissões pelo sucesso da contratação de obras e serviços?

Qual era seu patrimônio e de seus filhos antes dessas viagens e como ficou após a última realização?

Essas três indagações se entrelaçam a partir de duas constatações: não é ilegal para um presidente ou ex-presidente atuar para o sucesso de empresas brasileiras empenhadas em trabalhar em outros países. Também não é ilegal para ex-presidentes faturarem em função de seus esforços para o crescimento de empresas brasileiras.

O que põe essas operações sob suspeita de crime é se presidentes ou ex-presidentes agiram pressionando ou mesmo sugerindo a bancos e entidades estatais, como o BNDES, para privilegiarem empresas brasileiras empenhadas em obras e serviços externos.

Torna-se necessário apurar se houve participação ou influência do Lula nos financiamentos e créditos concedidos às empreiteiras. Não se trata de missão impossível, ainda que árdua. Se executada com critério e pertinácia, poderá inocentar ou condenar o ex-presidente da República. Não é ilegal trabalhar e faturar, ainda que muitas vezes pareça imoral. Constitui crime, porém, traficar influência. Por isso, donos, diretores e funcionários dessas empresas encontram-se na cadeia. Investigar, mais do que necessário, é imprescindível, para honra desta nação.

FALTA DE CORAGEM

Demitir é sempre penoso, muitas vezes cruel e injusto. Faz, no entanto, parte de qualquer administração. Se um ministro não vai bem, ou se uma empregada doméstica vai mal, haverá que substituí-los, de preferência depois de esforços para melhorar suas performances. Muitas vezes com dor, ainda que na maior parte dos casos quem demite imagine afirmar-se como poderoso e implacável.

Agora, demitir sem olhar nos olhos, pelo telefone ou por notinhas plantadas no jornal, é antes de tudo covardia. Falta de coragem. Pior ainda se por injunções pouco éticas, malandragens e armações indignas.


01 de outubro de 2015
diário do poder