"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Decisão do Cade contra Gemini mexe com Dilma por responsabilidade no Consórcio Petrobras/White Martins


Na semana em que a "rainha" Dilma Rousseff aguarda que juristas e a oposição peçam seu impeachment (quarta-feira, dia 29), um fato de pouca repercussão midiática causa grande dor da cabeça pessoal à Presidenta. A recente decisão do Cade, que afeta a parceria entre a Petrobras e a White Martins no consórcio Gemini, aceitando uma bronca de Comgás, tem tudo para causar prejuízos judiciais a Dilma - caso o assunto se transforme em mais um pedaço da ação judicial movida por investidores, lesados nos EUA, contra a Petrobras.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adotou medida preventiva para determinar cautelarmente a cessação de possível tratamento discriminatório no fornecimento de gás pela Petrobras à Gemini (hoje chamada de GasLocal)– sociedade da Petrobras (40%) com a White Martins (60%) cujo objetivo é produzir e comercializar o Gás Natural Liquefeito (GNL). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira passada (24/04). A White Martins é controlada pela Praxair, dos EUA.

O Cade tomou a decisão de adotar citada medida preventiva atendendo a um pedido da Comgás, que alega estar sendo prejudicada pelo fato de a Petrobras estar subsidiando o Gás Natural para a Gemini. A Gemini, arquitetada em 2003 – época em que Dilma Rousseff acumulava as funções de Ministra de Minas e Energia e Presidente do Conselho de Administração da Petrobras – é velha conhecida dos leitores do Alerta Total, que, entre outras coisas, publicou duas séries de artigos da maior gravidade: “Dossiê Gemini” e “O caso Geminigate”. Deste caso, Dilma sabia de tudo, porque recebeu todos os documentos protocolados, oficialmente, na Petrobras e no Palácio do Planalto.

Conforme consta do Acordo de Quotistas da Gemini firmado em 29 de janeiro de 2004, a Gemini contratou sua sócia-majoritária para a prestação de todos os serviços necessários a liquefazer o Gás Natural recebido da Petrobras e transportá-lo até as instalações dos clientes. Assim, a Petrobras não só se submeteu a ser sócia minoritária como também se limitou a ser coadjuvante no sistema, uma simples fornecedora da matéria prima.

Acontece que, além da possibilidade de a Petrobras estar subsidiando, o Gás Natural para a Gemini, existe também a possibilidade de a Gemini estar subsidiando o GNL para determinados clientes (indústrias grandes consumidoras, para funcionar como clientes-âncora) com o objetivo de inviabilizar a chegada do gás canalizado em certas regiões.

Diante do cenário acima descrito, especialistas no assunto dão uma sugestão profilática: exigir que na Nota Fiscal tirada pela Gemini seja discriminado o valor do frete. A propósito, tal medida já foi imposta pelo Cade à própria White Martins para evitar manipulação de preços do Gás Carbônico, logo que a mesma assumiu os serviços da Liquid Carbonic.

A nota do Cade
 
Eis a nota divulgada pela Assessoria de Comunicação do Cade:
 
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica – Cade adotou medida preventiva no Processo Administrativo 08012.011881/2007-41 para determinar cautelarmente a cessação de possível tratamento discriminatório no fornecimento de gás pela Petrobras ao Consórcio Gemini. A decisão foi publicada Diário Oficial da União desta sexta-feira (24/04).no
O Consórcio Gemini é formado pela Petrobras, White Martins Gases Industriais Ltda. e GNL Gemini Comercialização e Logística de Gás Ltda. – GásLocal, e tem como objetivo a liquefação e distribuição de gás natural a granel em estado liquefeito (GNL). No âmbito do consórcio, a Petrobrás fornece gás natural, enquanto a White Martins liquefaz esse gás e a GásLocal realiza a sua comercialização e distribuição.
O pedido de medida preventiva foi formulado pela Comgás. A empresa é uma das distribuidoras de gás canalizado no estado de São Paulo e alegou que não estaria conseguindo expandir sua rede de dutos para municípios paulistas, como os de Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Mococa e Rio das Pedras, porque os grandes clientes dessas localidades já receberiam gás da GásLocal a preços supostamente formados com base em vantagens anticompetitivas ilícitas obtidas pela empresa.
Segundo a Comgás, isso é possível pelo fato da Petrobras fornecer gás natural ao consórcio – e por consequência à GásLocal – a um preço muito mais baixo daquele entregue à Comgás. Segundo a representante, o Consórcio Gemini praticaria uma espécie de subsídio cruzado, pelo qual o fornecimento de insumo à GásLocal, a baixos custos, seria sustentado por meio do fornecimento discriminatório à Comgás e a outras concessionárias. 
Além disso, o contrato de fornecimento à Comgás e a outras concessionárias teria uma série de desvantagens em relação ao contrato da GásLocal, tais como remuneração obrigatória mínima (take-or-pay e ship-or-pay), condições de reajuste mais severas e menos previsíveis, diferenças na moeda de precificação, prazo de duração e volume contratado menos flexíveis. Como resultado dessa alegada estratégia discriminatória, a Comgás deixa de ser capaz de investir e fornecer gás canalizado e de menor custo para residências e empresas de municípios ainda não atendidos. 
A urgência na adoção da medida preventiva para cessação da alegada prática se dá em razão do atual processo quinquenal de revisão tarifária do gás canalizado no estado de São Paulo, por parte da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo – Arsesp. É neste período que os investimentos e expansões das concessionárias de gás canalizado para os próximos cinco anos devem ser planejados, por determinação regulatória. 
O objetivo da medida preventiva é evitar que a potencial discriminação verificada no fornecimento de gás a favor da GásLocal e em detrimento da Comgás impossibilite a inclusão de determinados investimentos pela Comgás no processo de revisão tarifária em andamento. Isso poderia prejudicar milhares de consumidores residenciais, comerciais e industriais no caso da não inclusão de determinados municípios no próximo ciclo de investimentos da Comgás.    
Após consultas ao mercado e pareceres preliminares do Departamento de Estudos Econômicos do Cade, a Superintendência considerou plausíveis as alegações de discriminação, de fechamento dos mercados municipais e de urgência decorrente da revisão tarifária iminente. A Arsesp manifestou concordância com o pedido de medida preventiva, após apresentar parecer sobre a denúncia, em que corrobora a tese de discriminação. 
Diante das evidências, a Superintendência-Geral deferiu parcialmente o pedido de medida preventiva formulado pela Comgás, pela qual fica determinada, no prazo de 60 dias, a celebração de contrato isonômico de fornecimento de gás natural da Petrobras no âmbito do Consórcio Gemini, nas mesmas condições de contratos de fornecimento firmados com a Comgás e outras concessionárias, bem como medidas de monitoramento. As determinações deverão ser seguidas até a decisão final do Cade no processo.
Cabe recurso da decisão de medida preventiva ao Plenário do Cade, no prazo de cinco dias.
O processo administrativo continuará em trâmite na Superintendência-Geral até a emissão de relatório final, que poderá concluir pela configuração da infração ou pelo arquivamento do caso. Em seguida, o processo será remetido ao Tribunal do Cade para decisão final.
Pressão de Panelaço nela
 

Sugestão oportuna do nosso leitor Wilton Vieira:
"Se alguém já sugeriu, não vi. Que tal usar o teu poderoso site para sugerir aos leitores, e também aos líderes dos movimentos contra a quadrilha encastelada no poder, para enquanto durar o chamado HORÁRIO POLÍTICO DO PT milhões de panelas sejam batidas em todo o Brasil???"
 
TRAMONTINA & ROCHEDO vão gostar muito... Melhora o faturamento em tempos de crise e panela vazia...
 
Dado não é roubado


Unidos contra Cunha

 
 

27 de abril de 2015
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

SANATÓRIO OU SANITÁRIO DA POLÍTICA BRASILEIRA

Recorde histórico

“A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais. Exageraram”.

Carlos Lupi, ex-ministro do Trabalho de Dilma Rousseff e presidente do PDT, num encontro com integrantes do partido em São Paulo, confessando que o desempenho dos ladrões companheiros é de espantar o mais operoso dos chefões do PCC.

Boa pergunta

“Ninguém se pergunta: é só na Petrobras?”

Ricardo Berzoini, ministro das Comunicações (segundo a plaqueta na porta do gabinete), em entrevista ao Estadão, sobre a roubalheira na Petrobras, fingindo ignorar que milhões de brasileiros não só já se fizeram essa pergunta como também responderam: é também no BNDES, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal,  nos Correios e nos ministérios, fora o resto.

Xerife bandido

“O que eu fico chateado é que nunca eles vão reconhecer que o PT criou os instrumentos de investigações neste país”.

Lula, durante o palavrório no Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT, revelando que, antes de transformar a corrupção em programa de governo, o PT criou a Polícia Federal, o Ministério Público, o Poder Judiciário, o Código Penal e o presídio da Papuda.

Neurônio enganador

“Ela é uma pessoa muito culta. Tem uma vasta cultura, é muito agradável para conversar. Lê muito, entende muito de arte, de teatro, conhece profundamente vários museus”

Marta Suplicy, em entrevista publicada nas páginas amarelas de VEJA, revelando que Dilma Rousseff só faz de conta que não entende de nada para evitar que o padrinho se sinta humilhado.

Grande ideia

“Quem é que pega dinheiro de pobre para fazer campanha? Vamos investigar de verdade. Ou será que dinheiro tucano veio da quermesse? Por acaso vocês viram algum tucano pegar dinheiro do pastel de feira”.

Lula, durante a discurseira no Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT, insinuando que o governo que só pensa nos pobres organizou o Petrolão para dispensar os miseráveis e os feirantes de financiarem as campanhas do PT.

Neurônio imbecil

“Com a publicação do balanço, a Petrobras vira uma página e acerta o passo”.

Dilma Rousseff, imaginando que todos os brasileiros são tão cretinos quanto os 10% que acham “ótimo”ou “bom”o desempenho do neurônio solitário.

Faz sentido

“A posição da presidente foi de respeito à autonomia do Poder Legislativo, de respeito a uma demanda colocada pela representação partidária brasileira, de forma majoritária, incluindo a oposição”.

Edinho Silva, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, explicando que por respeito à autonomia do Poder Legislativo que Dilma Rousseff  resolveu usar dinheiro destinado à saúde e à educação para aumentar o Fundo Partidário de R$ 285,5 milhões para R$ 867,5 milhões.

Essa é boa

“Nos relatórios da Polícia Federal e do Ministério Público, que deram embasamento à Operação A Origem, não houve nenhuma indicação de prática de irregularidade pela Caixa Econômica Federal ou por seus empregados”.

Miriam Belchior, presidente da Caixa Econômica Federal, disfarçada de nota oficial para explicar que tanto os diretores quanto os funcionários nada têm a ver com os contratos de quase R$ 90 milhões que a instituição firmou com a empresa IT7 Sistemas, usada por André Vargas e seu irmão como propinoduto, insinuando que tudo foi coisa de algum cliente ou de FHC.

Vergonha misteriosa

“Somando-me aos 86 mil empregados, estamos com sentimento de vergonha por tudo o que a Petrobras vivenciou, pelos malfeitos que ocorreram”.

Aldemir Bendine, presidente da Petrobras, sem explicar se está com vergonha 1) por presidir uma empresa que virou usina de negociatas, 2) por ter divulgado um balanço que escondeu o tamanho real do buraco ou 3) por fingir que o maior esquema corrupto desde o Dia da Criação cometeu apenas “malfeitos”.

A ré da ré

“A Petrobras não vai parar. Não vai entrar em marcha à ré”.

Aldemir Bendine, presidente da Petrobras, garantindo que não vai acontecer com a Petrobras saqueada pela quadrilha do Petrolão o que sempre aconteceu desde a chegada ao poder da seita lulopetista.

27 de abril de 2015
sanatório geral
Augusto Nunes

LULINHA: DO CAMINHO DAS ANTAS AO APARTAMENTO DE R$ 6 MILHÕES.

Ou: O filho que sai ao pai não degenera. Ou ainda: O sítio das delícias

Os Lula da Silva têm mesmo um jeito heterodoxo de viver. Chega a ser estranho que o chefão do PT tenha querido, algum dia, como é mesmo?, mudar o mundo… Ora, mudar para quê? 
A partir de certo momento, vamos admitir, esse mundo só sorriu para ele. E continua a sorrir para a sua família. Reportagem de capa da VEJA desta semana expõe a proximidade entre o agora ex-presidente da República e o empreiteiro baiano Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, um dos presos da operação Lava Jato. 
Proximidade que pode fazer com que o escândalo do petrolão ainda exploda no colo do companheiro-chefe. É que Pinheiro começou a fazer algumas anotações… Leiam a reportagem da revista desta semana. Quero aqui abordar um aspecto em particular.
A VEJA informa que Fábio Luís da Silva — vulgo “Lulinha” — mora num apartamento, numa área nobre em São Paulo, avaliado em R$ 6 milhões. É isso mesmo que vocês leram. O apartamento do filho do Primeiro Companheiro é coisa de ricaço. 
Mas parem de ficar imaginando maldades. O dito-cujo não está em nome do rapaz! Não! Oficialmente, o dono do imóvel é o empresário Jonas Suassuna, que é apenas… sócio de Lulinha.
Esse rapaz, note-se, é, desde sempre, um portento. Lula já o chamou de o seu “Ronaldinho”, louvando-lhe as habilidades para fazer negócios. Formado em biologia, o rapaz era monitor de Jardim Zoológico até o pai chegar à Presidência. 
Cansado de ficar informando ao visitante onde se escondiam as antas, ele decidiu ser empresário quando o genitor se tornou o primeiro mandatário. E o fez com uma desenvoltura assombrosa. Só a Telemar (hoje Oi) injetou R$ 15 milhões na empresa do rapaz, a Gamecorp. Nada além de uma aposta comercial?
Assim seria se assim fosse. Empresas de telefonia são concessões públicas, que dependem de decisões de governo. Aliás, é bom lembrar: Lula mudou a lei que proibia a Oi (ex-Telemar) de comprar a Brasil Telecom (que era de Daniel Dantas). 
A síntese: o pai de Lulinha tomou a iniciativa de alterar uma regra legal e beneficiou a empresa que havia investido no negócio do filho. Isso é apenas uma interpretação minha? Não! Isso é apenas um fato. Adiante.
Os Lula da Silva formam uma dinastia. O filho repete, em certa medida, o caminho do pai — e não é de hoje. Quando Lula era o líder da oposição, também morava, a exemplo de Lulinha, numa casa que estava muito acima de suas posses oficiais. 
O imóvel lhe era cedido por um advogado milionário chamado Roberto Teixeira, seu compadre. Se vocês entrarem no Google, ficarão espantados com a frequência com que Teixeira aparece ligado a, digamos assim, negócios que passam pelo petismo. 
Se clicarem aqui, terão acesso a um grupo de textos evidenciando, por exemplo, as suas interferências na venda da Varig.
Agora o sítio

Jonas Suassuna, o sócio de Lulinha e dono oficial do apartamento milionário em que mora o filho do Poderoso Chefão petista, é quem aparece como proprietário de um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, em companhia de Fernando Bittar, que é, ora vejam, o outro sócio de Lulinha. Até aí, bem…
Ocorre que, no PT, e fora dele, incluindo toda a Atibaia, a propriedade é conhecida como o “sítio do… Lula!”. É lá que ele passa os fins de semana desde que deixou a Presidência. A propriedade foi inteiramente reformada, em tempo recorde, pela empreiteira OAS, a pedido de… Lula! 
Os pagamentos aos operários eram feitos em dinheiro vivo. O arquiteto que cuidou de tudo se chama Igenes Irigaray Neto, indicado para o empreendimento pelo empresário José Carlos Bumlai, amigão de… Lula! 
O tal aparece com frequência em histórias mal contadas envolvendo o petismo — inclusive o petrolão.
A OAS, que reformou o sítio que até petistas dizem ser do ex-presidente, também foi chamada para concluir um dos edifícios da Bancoop, a cooperativa ligada ao PT, que era presidida por João Vaccari e que faliu, deixando três mil pessoas na mão. 
O único prédio concluído é justamente um de alto padrão, onde Lula tem um tríplex, com elevador interno. Quando explodiu o caso Rosemary Noronha, aquela amiga íntima do ex-presidente, a OAS foi mais uma vez chamada para dar uma mãozinha para João Batista, o marido oficial da tal senhora.
Assim se construiu a república petista. Os companheiros têm explicações para essas lambanças? É claro que não! 
Preferem ficar vomitando impropérios nas redes sociais, acusando supostas conspirações. Definitivamente, o PT superou a fase do Fiat Elba, que foi peça-chave na denúncia contra Collor. 
Fiat Elba? Ora, Lula, o PT e a tropa toda são profissionais nas artes em que Collor ainda é um amador.
27 de abril de 2015
Reinaldo Azevedo

LULINHA E A EDUCAÇÃO

Para os filhos dos trabalhadores, greve de professores; para o filho de Lula, escola privada, “de elite”

A Apeoesp, o sindicato dos professores da rede oficial de ensino, está em greve há mais de 40 dias. O movimento atinge só uma minoria da categoria, mas é claro que gera transtornos. Desde que o PT existe, a Apeoesp é um mero aparelho da legenda. Usa os professores como massa de manobra da política do partido. Pois é…
Já que Fábio Luís da Silva, o Lulinha, voltou a ser notícia, cumpre-me lhes dar aqui uma informação. O rapaz que hoje mora num apartamento de R$ 6 milhões e se fez um próspero empresário depois que Lulão se tornou presidente não vivia como um filho da classe operária nem quando o pai era um sindicalista.
Enquanto os petistas já buscavam organizar greves entre os professores da rede oficial de ensino, Lulinha estudava no Colégio Singular, em Santo André, que era, então, a melhor e mais afamada escola privada do ABC. Dispunha de uma bolsa de estudos. Como eu sei? Eu era professor do colégio. Não! Lulinha não foi meu aluno.
Vejam bem… Não estou entre aqueles que acham que Lula e Dilma deveriam, obrigatoriamente, ter se tratado do câncer que os acometeu na rede pública de saúde. Escrevi sobre o assunto na época. Recorram ao arquivo. Mas acho, sim, que não havia nada de errado em lhes fazer o questionamento.
Já a educação é outra conversa. Não se está lidando com uma doença com potencial para matar, quando se tem apenas uma vida. Nada disso! Já na década de 80, enquanto os liderados de Lula faziam agitação entre os professores e submetiam os filhos dos trabalhadores a seus caprichos, deixando-os sem aula em movimentos grevistas, o rebento do companheiro gozava dos benefícios — com bolsa, inclusive — de uma escola privada.
A hipocrisia nunca foi o menor dos problemas do petismo, não é mesmo?
27 de abril de 2015
Reinaldo Azevedo

PEDRO CAROÇO E A NOVELA "A PAPUDA". VEM AÍ O PRÓXIMO CAPÍTULO...

                       Em breve, José Dirceu na Papuda.


(Correio) Empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato informaram à Polícia Federal que não possuem nenhuma prestação de contas dos serviços de consultoria da empresa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Não há relatórios, fotos de palestras, atas de reuniões, resumo de negócios que foram aprovados graças à intermediação da JD Assessoria e Consultoria. A suspeita dos investigadores é de que as consultorias foram usadas, ao menos em parte, para mascarar pagamentos de propinas de contratos superfaturados com a Petrobras.

Um dos procuradores da força-tarefa da operação, Carlos Fernando Lima, disse ao Correio que é improvável que essas consultorias sejam reais, mesmo para abrir portas, como alegou Gérson Almada, executivo da Engevix. Ele quer tomar o depoimento do presidente da holding Camargo Corrêa, Vítor Hallack, para esclarecer o trabalho prestado à empreiteira. A PF estuda ouvir o próprio Dirceu sobre a inexistência de prestação de contas de seus serviços. As próprias empreiteiras, depois de procuradas por vários dias pelo Correio, negaram qualquer informação sobre o resultado efetivo dessas consultorias.

A assessoria de Dirceu nega irregularidades. “A relação comercial da JD com as construtoras investigadas não tem qualquer vínculo com os contratos das empreiteiras com a Petrobras”, afirmaram os auxiliares do ex-ministro ao jornal. “As construtoras investigadas também se manifestaram publicamente e em depoimento à Justiça, confirmando que a JD foi contratada e trabalhou na prestação de serviços no exterior.” Dirceu se ofereceu para prestar esclarecimentos à polícia e afirmou que sua empresa encerrou as atividades.

Em 17 de março, Almada disse à 13ª Vara Federa de Curitiba que fez pagamentos ao operador Milton Pascowitch, que trabalhava para o estaleiro ERG, vinculado à empreiteira. Os recursos eram para atender ao PT. A PF suspeita que Pascowitch pagava propinas no esquema de corrupção da Petrobras. “O Milton veio falar: ‘Olha, Gérson, acho que você precisa manter um relacionamento com o partido, você precisa manter um relacionamento com um partido, você precisa manter um relacionamento com o cliente e eu me proponho a fazer isso”, declarou o executivo, preso desde novembro do ano passado.

Almada disse que Pascowitch, cuja empresa pagou R$ 1,4 milhão à JD Consultoria, indicou os serviços do ex-ministro à Engevix. O executivo atestou que Dirceu prestou serviço no exterior e era um “brilhante open door”, ou “abridor de portas” em “vendas em toda a América Latina, Cuba e África”, locais onde o ex-ministro “tinha um capital humano de relacionamento muito forte”.

27 de abril de 2015
in coroneLeaks

FUNDOS DE PENSÃO ESTATAIS: ONDE ESTÁ O DINHEIRO?


Os fundos de pensão de funcionários de empresas estatais são uma poderosa fonte de recursos, movimentando bilhões de reais em investimentos. Contudo, sofrem de um problema crônico conhecido em economia pelo nome de agente-principal. “Principal” são os verdadeiros donos dos fundos de pensão, isto é, os funcionários. “Agente” são os administradores desses fundos. Infelizmente, por não raras vezes os agentes têm interesse distinto dos principais.

Os administradores dos fundos de pensão são em grande medida indicados pelo governo. Esses “administradores” prestam conta muito mais ao governo do que exatamente aos funcionários, que são os verdadeiros donos do fundo de pensão. 
Enquanto os funcionários enxergam o fundo de pensão como uma garantia para sua aposentadoria – querendo, portanto, uma combinação de segurança e rentabilidade –, o governo enxerga nos fundos uma possibilidade de exercer política pública com o capital alheio, pressionando os administradores dos fundos de pensão a seguirem objetivos do governo (e não dos funcionários que pagam seus salários). 
Leia o artigo completo clicando aqui.
27 de abril de 2015
Gazeta do Povo

À POLÍCIA, PAULO BERNARDO E GLEISI NEGAM TEREM RECEBIDO PROPINA. EX-MINISTRA DE DILMA ADMITE DINHEIRO DE EMPREITEIRAS NA CAMPANHA




PAULO BERNARDO E GLEISI: EM DEPOIMENTO, ELA
ADMITIU "DOAÇÕES" DE EMPREITEIRAS ENROLADAS NO PETROLÃO.


Citados nas delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef como beneficiários do esquema de corrupção na estatal, o ex-ministro das Comunicações Paulo Bernardo e a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) negaram em depoimento à Polícia Federal que tenham recebido propina ou que tenha havido irregularidades na arrecadação de campanha dela ao Senado, em 2010.

Gleisi Hoffmann, que foi ministra da Casa Civil do governo Dilma, confirmou que fez solicitações de doação para diversas empreiteiras, com o propósito de financiar sua campanha ao Senado. Recebeu recursos da Queiroz Galvão, Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa e OAS.

Ao falar sobre a Odebrecht, Paulo Bernardo disse que o pedido foi feito diretamente ao empresário Marcelo Odebrecht. No caso da UTC, a solicitação também foi apresentada ao presidente da empreiteira, Ricardo Pessoa, que permanece preso pela PF, tido como um dos mentores do cartel das empreiteiras ligadas aos esquemas de corrupção na Petrobras.

Sobre as doações da OAS para a campanha de Gleisi, Paulo Bernardo mencionou que foram solicitados valores "possivelmente ao presidente da empresa Leo Pinheiro, já que a senadora "conhece" o empresário.

Eles prestaram depoimentos nos dias 2 e 14 deste mês à PF, quando disseram que nada foi solicitado ao empresário Ernesto Kugler, amigo do casal, para que intermediasse o repasse de dinheiro para financiar a campanha de Gleisi. Em delação, o doleiro Alberto Yousseff disse ter repassado recursos de propina em contratos da Petrobras a Paulo Bernardo, por intermédio de Kugler.

Paulo Bernardo declarou à polícia que, quando ocupava o cargo de secretário da Fazenda no Mato Grosso do Sul, em 1990, conheceu Paulo Roberto Costa, pivô das delações da Lava Jato, em 1990. À época, eles trataram da entrada em operação do gasoduto Brasil-Bolívia.

Bernardo disse que não fez qualquer pedido financeiro a Costa para a campanha de Gleisi em 2010. Sobre as anotações "PB" e "1,0", feitas na agenda de Paulo Roberto apreendida pela PF, disse não ter conhecimento. Paulo Roberto Costa dissera à PF que as anotações aludiam ao valor de R$ 1 milhão repassados a Paulo Bernardo para a campanha de Gleisi ao Senado.

O ex-ministro reforçou que não pediu nenhum valor, nem ao diretor da Petrobras nem a Alberto Youssef. O doleiro, também em delação premiada, relatou que o pedido de R$ 1 milhão feito para bancar a campanha de Gleisi teria partido de Paulo Bernardo, com a orientação de que o repasse fosse feito por meio de um empresário de Curitiba, Ernesto Kugler.

Gleisi negou qualquer tipo de pedido ou de intermediação feita por Kugler. A senadora disse que não conhece Youssef nem Paulo Roberto. Em suas declarações, Paulo Bernardo e Gleisi disseram que Ernesto Kugler é amigo pessoal da família, simpatizante do PT e muito próximo do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), do qual é amigo de infância.

Kugler, segundo eles, chegou a atuar na mobilização do empresariado para participar de reuniões e jantares no período eleitoral quando da apresentação de projetos de candidata, bem como para fins de arrecadação à sua campanha. Gleisi e Paulo Bernardo garantiram, porém, que o empresário não teve participação direta na arrecadação da campanha eleitoral da senadora em 2010.

Bernardo destacou ainda que, em nenhum momento, solicitou a Kugler que entrasse em contato com empresários, ou quem quer que seja, para pedir recursos para a campanha. Em declaração à PF, Kugler disse que não teve nenhuma atuação relacionada à captação de recursos para a campanha de Gleisi em 2010

Ex-ministro do Planejamento do governo Lula e ex-ministro das Comunicações no governo Dilma, Paulo Bernardo disse que não teve participação na arrecadação de fundos para a campanha de Gleisi em 2010. Havia a orientação de que os ministros não se envolvessem nas campanhas.


27 de abril de 2015
diáriio do poder

LAVA JATO METE MEDO


PT SE ARTICULA PARA PRESSIONAR E INTIMIDAR JUIZ SÉRGIO MORO
PETISTAS AGEM PARA COLOCAR O JUIZ SERGIO MORO NA 'DEFENSIVA'



A CORAGEM E O CARÁTER INCORRUPTÍVEL DO 
JUIZ SÉRGIO MORA É QUE INTIMIDAM OS SUSPEITOS. 
(FOTO: GIL FERREIRA/ABR)


O Partido dos Trabalhadores prepara ação contra o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. 
A área jurídica do PT trabalha em sigilo na consolidação de argumentos para alegar a “suspeição” do magistrado, em razão de prisões de petistas, que eles consideram “políticas”. 
A intenção é colocar Moro “na defensiva”, segundo uma fonte do partido. Trocando em miúdos, querem intimidar o juiz.

O PT sonha afastar Sergio Moro da Lava Jato, acusando-o de “parcial”, “antipetista” etc. Conversa fiada: é só um juiz corajoso e incorruptível.

A prisão da cunhada de João Vaccari será usada pelo PT contra Moro, que a soltou tão logo se pôs em dúvida sua identidade em um vídeo.

Os petistas querem que Marice Corrêa de Lima, a cunhada de Vaccari, acione Sergio Moro por “dano moral”. Ela não parece disposta a isso.

João Vaccari, que o PT trata como “preso político”, é réu por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.


27 de abril de 2015
diário do poder

AÉCIO QUER SEGURANÇA JURÍDICA E OPOSIÇÃO UNIDA PARA PEDIR IMPEACHMENT DE DILMA


Lutar pelo Impeachment de Dilma Rousseff ainda não é consenso no PSDB

(Estadão) O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), divulgou há pouco uma nota em que diz que a definição do partido sobre um eventual pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff será tomada com "cautela e responsabilidade que têm pautado nossa posição até aqui". "Continuaremos ouvindo juristas que se debruçam sobre as denúncias que vêm surgindo e, principalmente, tomaremos a decisão, conforme definido em reunião recente, de forma conjunta com os partidos de oposição", destacou o tucano.

Aécio Neves aproveitou o comunicado para elogiar o líder do partido na Câmara, Carlos Sampaio (SP). Segundo Aécio, Sampaio "cumpre corretamente seu papel ao externar a já conhecida posição da bancada da Câmara sobre impeachment". Nesta sexta-feira, 24, Sampaio gerou um mal estar na cúpula do PSDB a respeito do momento certo de apresentar o pedido de afastamento de Dilma. Pela manhã, ele disse que, se dependesse da bancada do PSDB, o pedido seria protocolado até a próxima quarta-feira.

A declaração repercutiu mal no comando do partido, que ainda aguarda a avaliação de juristas para se posicionar oficialmente sobre o assunto. O presidente do PSDB telefonou para Sampaio e exigiu dele um esclarecimento.

À noite, o líder do partido na Câmara relativizou o que havia dito. "Talvez tenha me expressado mal. Vou na terça pela manhã tomar um café com o Aécio para levar a posição da bancada, para ouvi-lo. Ouvi-lo mesmo, porque a decisão tem que ser conjunta. Não faria sentido eu falar: 'Eu vou na terça ouvir o Aécio' e na quarta eu entro (com o pedido se houver concordância do partido)", disse o líder. "Vou levar a posição da bancada. Para a bancada, não tem mais o que aguardar. Já temos os elementos e daí vamos decidir conjuntamente."

27 de abril de 2015
in coroneLeaks

COM A CORDA NO PESCOÇO... SÓ FALTA EMPURRAR O BANQUINHO.

Encurralada e com a corda no pescoço, Dilma faz reunião ministerial de dez horas sem resultados. Nem privatizar este governo consegue mais.


(Estadão) Após mais de dez horas, a reunião da presidente Dilma Rousseff e de 13 ministros para discutir investimentos em infraestrutura terminou inconclusiva na noite deste sábado (25). Ao término do encontro, o Palácio do Planalto anunciou que novas reuniões devem ser programadas para os próximos dias. Até o momento, não constam compromissos oficiais na agenda da presidente para este domingo, que começará a semana com duas viagens, uma para Xanxerê (SC) e outra para Goiana (PE). 

O encontro ocorre num momento em que o governo tenta avançar no lançamento de uma nova rodada de concessões em infraestrutura, já antecipada pelos ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Fazenda, Joaquim Levy. No fim de março, Barbosa disse que o governo anunciaria "nos próximos dias" concessões de mais três aeroportos, de Salvador (BA), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). 

Já Levy disse na semana passada, em reunião no Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, nos Estados Unidos, que o governo apresentaria até o início de maio um novo pacote de concessões. A expectativa é de que o anúncio de novos investimentos, em um momento de dificuldade da economia brasileira, possa criar um ambiente positivo em um cenário de inflação elevada, ajuste fiscal e de expectativa de retração do Produto Interno Bruto (PIB). 

Os primeiros ministros chegaram ao Palácio da Alvorada ainda antes das 9 horas da manhã e alguns só saíram por volta das 19h30. Entre os primeiros a chegar estavam Barbosa e Levy e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. O ministro Edinho Araújo, da Secretaria Especial de Portos, foi o último a chegar, por volta das 18 horas. Além de ministros, estiveram presentes também técnicos do governo e quatro representantes dos bancos públicos. 

Entre os técnicos confirmados estavam quatro secretários da Fazenda: Tarcísio Massote de Godoy (Secretário-executivo), Fabricio do Rozario Valle Dantas Leite (secretário-executivo adjunto), Marcelo Barbosa Saintive (Tesouro Nacional) e Paulo Guilherme Farah Corrêa (Acompanhamento Econômico). 

Entre os ministros, participaram também Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Kátia Abreu (Agricultura), Edinho Silva (Comunicação Social), Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), Gilberto Occhi (Integração Nacional), Eliseu Padilha (Aviação Civil), Gilberto Kassab (Cidades), e Ricardo Berzoini (Comunicações). Como representantes de instituições financeiras, participaram Miriam Belchior, presidente da Caixa Econômica Federal, Alexandre Abreu, presidente do Banco do Brasil e Wagner Bittencourt, vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O vice-presidente de Infraestrutura do Banco do Brasil, César Borges, também participou da reunião.

27 de abril de 2015
in coroneLeaks