"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 11 de março de 2015

POLÍTICA DO COTIDIANO, DO JORNALISTA CLAUDIO HUMBERTO

“Medo eu tenho, né?”
Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, sobre o temor de virar “o novo Celso Daniel”



Além de Lula, PMDB abre guerra a Mercadante

Na linha das ácidas críticas do ex-presidente Lula, o PMDB também culpa o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil) por não permitir que o experiente vice-presidente Michel Temer auxilie Dilma na articulação política. Temer chega a passar semanas sem encontrar a presidente. Acusado por Lula de “sequestrar o governo”, o ministro afasta todos aqueles cuja colaboração possa merecer o reconhecimento de Dilma.

Presidente refém

Lula acha que Mercadante fez de Dilma sua refém, ao afastar do Planalto até os mais antigos e leais auxiliares, como Giles Azevedo.

Rasputin

O chefe da Casa Civil se acha um gênio da política, apesar da coleção de derrotas, e tenta ser o único a influenciar suas decisões.

Ideia aloprada


O aloprado Mercadante fez Dilma se posicionar sobre o impeachment, na desastrada coletiva de segunda (9), colocando o tema na pauta.

Não adiantou nada

Michel Temer avisou que não pode ser chamado só para apagar fogo. Ele alertou a Dilma que o PMDB está saindo do controle no Congresso.

José Dirceu monitora CPI por meio de prepostos

Uma das mais gritantes omissões da “Lista do Janot”, o ex-ministro José Dirceu monitora o andamento da CPI sobre o assalto bilionário à Petrobras, por meio de pessoas de sua confiança. Como já não é réu primário, o envolvimento do ex-braço direito de Lula no Petrolão pode custar-lhe uma nova pena, desta vez em regime fechado. O doleiro Alberto Youssef revelou que ele recebeu dinheiro sujo do Petrolão.

Arroz de festa

Gerente de imprensa da Petrobras, Lúcio Pimentel não perdia CPI. Não foi ao depoimento de Pedro Barusco, mas mandou três olheiros.

Descompensado

Com seu jeito anta de ser, o relator Luiz Sérgio (PT-RJ) fez a pergunta do dia ao ex-gerente ladrão da Petrobras: “O crime compensa?”

Sucesso

Após a vaia em São Paulo, ontem, a hashtag #VaiaDilma foi um dos assuntos mais comentados no Twitter.

Suspeito nº 1

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) está convencido de que o ex-gerente corrupto da Petrobras, que depôs na CPI, está protegendo alguém importante, que seria seu chefe no esquema. Suspeita de Lula.

Tá feia a coisa
Dilma foi vaiada ontem, no 21º Salão da Construção Civil, por funcionários do evento, recepcionistas habituadas apenas a sorrir e a tratar bem as pessoas. Isso mostra o nível de irritação dos brasileiros.

Declínio

O panelaço de domingo e a vaia de ontem são sinais de deterioração de credibilidade e até de autoridade. Assessores de Dilma acham que ela será cada vez mais hostilizada, sempre que aparecer em público.

Fechando o cerco


Em 2014, a Petrobras ofertava curso para os depoentes se esquivarem de perguntas. O relator da antiga CPI, Marco Maia (PT-RS), recebeu uma lista do que deveria perguntar ao ex-diretor Nestor Cerveró.

Boa nova

O diplomata Eduardo Saboia, herói brasileiro que salvou a vida do ex-senador Roger Molina, vai sair do limbo a que foi relegado pelos chefes covardes do Itamaraty: foi convidado a assessorar o senador Aloysio Nunes (PSB-SP) na presidência da Comissão de Relações Exteriores.

Lobão na CCJ

Mesmo estrelando a Lista de Janot, no escândalo de corrupção da Petrobras, o ex-ministro Edison Lobão (MA) está empenhado em presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

Comando do Conselho

Em tempos de Petrolão, pega fogo a disputa pelo comando do Conselho de Ética da Câmara. Estão no páreo Sérgio Brito (PSD-BA), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e José Carlos Araújo (PSD-BA).

Só na porrada


Após brigas com dedo em riste e xingamento de “moleque”, o deputado Félix Mendonça (PDT-BA) ironiza que vai ter de “fazer curso de juiz de MMA” para ficar como segundo vice-presidente da CPI da Petrobras.

Obsessão

Ao tentar atrelar a corrupção na Petrobras ao governo FHC, o PT tenta a estratégia do “todos roubam, mas nossos ladrões são melhores”.


PODER SEM PUDOR

Coreto tombado

A história é conhecida nas rodas políticas de Minas. Nos anos 50, a prefeitura de Muzambinho recebeu uma mensagem do órgão estadual de defesa do patrimônio histórico: diante de murmúrios chegados a Belo Horizonte, a municipalidade ficava advertida de que o antigo coreto da praça era considerado "de interesse histórico", e que uma comissão iria até lá para tombá-lo. O prefeito reagiu com um telegrama urgente:

- Desnecessária vinda da comissão. Já que era para tombar, mandei derrubar o coreto.


11 de março de 2015

É HORA DE CAIR NA REAL


Depois de ter feito no Dia da Mulher um pronunciamento infeliz que provocou forte reação negativa da classe média em todo o País, Dilma Rousseff apressou-se a procurar a imprensa - o que vinha evitando ultimamente - para defender-se e dizer que não há razões para seu impeachment. A presidente da República deveria se poupar dessa preocupação, pois não lhe faltam problemas reais muito mais graves. Apesar de haver setores radicais propondo a deposição legal da chefe do governo, está claro que a maior parte da oposição a Dilma, na política e nas ruas, entende, sensatamente, que não é hora de falar em impeachment. O argumento de que a oposição está tentando promover o "terceiro turno" das eleições presidenciais é risível, retórica apelativa, própria da maneira singular de o PT pensar e fazer política.

É assim que o PT pensa e age: a direção do partido, reunida na noite de domingo para avaliar a repercussão dos protestos contra Dilma, chegou à conclusão de que se tratou de uma "orquestração de viés golpista" protagonizada por setores da "burguesia e da classe média alta", que se transformou num "movimento restrito que não se ampliou como queriam seus organizadores".

São legítimas e democráticas, para o PT, apenas as manifestações populares por ele próprio orquestradas, ou pelas organizações sociais, sindicais e estudantis que manipula. Fora disso está tudo politicamente desqualificado, por vício de origem: ser contra o PT é o mesmo que ser contra o povo.

Para o comando petista, classe média não é povo, apesar de Dilma gabar-se, como voltou a fazer no domingo, de os governos do PT terem "promovido" à classe média mais de 40 milhões de brasileiros.

A virulência dos ataques dos dirigentes petistas aos protestos de domingo está em contradição com a posição adotada por Dilma. Apesar de ter tentado sair pela tangente com a história do "terceiro turno", a presidente admitiu que o protesto foi legítimo, democrático, e que é preciso "conviver com a diferença". Não tentou, como os dirigentes de seu partido, pura e simplesmente desqualificar os manifestantes.

O que disse Dilma foi reiterado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, escalado para falar sobre os protestos. Para ele, toda manifestação pacífica é "um direito da população". E repetiu a tese do "terceiro turno", contando vantagens pelo fato de o PT ter vencido eleições presidenciais quatro vezes seguidas. Mas Mercadante carrega o peso de ser petista histórico e não resistiu à tentação de dar lições que jamais aprendeu: "Precisamos construir uma cultura de tolerância, de diálogo e respeito. Uma agenda de convergência é fundamental para o País poder superar as dificuldades conjunturais o mais rápido possível".

Tolerância, diálogo e respeito é tudo o que o PT jamais praticou em mais de 20 anos de oposição e 12 de governo. Muito menos convergência. O lulopetismo sempre tratou os adversários como inimigos a serem eliminados e primou exatamente por divergir em momentos cruciais da vida nacional, como a discussão e aprovação da Constituição de 1988, do Plano Real, da Lei de Responsabilidade Fiscal e muitos outros episódios. É estranho que agora, mergulhado na crise provocada pela incompetência de seu governo, a elite do PT se julgue com autoridade moral e credibilidade para pregar "convergência". Mas insiste no descaramento de fazê-lo.

Essa gente que agora reclama e exige "convergência" nem parece a mesma que exigiu "Fora FHC" como bandeira de sua luta contra a bem-sucedida política de privatização de estatais durante os governos tucanos. Nem por isso foram então acusados de estar tentando promover um "terceiro turno". Até porque isso seria tecnicamente impossível: Lula perdeu logo no primeiro turno as duas eleições que disputou contra Fernando Henrique.

Antes de investir de novo contra quem ousa questioná-los, a presidente e os integrantes da elite do PT precisam cair na real e se dar conta de que há menos de cinco meses quase metade da população brasileira os repudiou nas urnas do segundo turno. De lá para cá, esse número não parou de aumentar.


11 de março de 2015
Editorial Estadão

DELAÇÃO PREMIADA SERVE DE AULA DE FISIOLOGISMO

Os operadores do esquema mostram o que acontece quando partidos políticos são responsáveis por nomeações para cargos que gerenciam grandes orçamentos

Entre as diferenças do petrolão e o mensalão — ambos esquemas montados para subtrair dinheiro público a fim de lubrificar alianças do PT — está a forma de tramitação dos escândalos pelo Poder Judiciário.

Ao contrário do mensalão, cujo desfecho ficou concentrado no Supremo Tribunal Federal (STF), no petrolão há outro forte polo jurídico, na primeira instância da Justiça Federal do Paraná, onde começarão a ser julgados operadores financeiros do esquema, empreiteiros, executivos, ex-diretores da Petrobras e outros envolvidos que não tenham foro privilegiado.

Isso significa que o trabalho da 2ª Turma do STF, foro de deputados e senadores que vierem a ser denunciados, transcorrerá quando já será conhecida a essência da mecânica de funcionamento da corrupção na Petrobras. No mensalão, o método de abastecimento da lavanderia de dinheiro de Marcos Valério e o sistema de distribuição do dinheiro surgiram por inteiro apenas no decorrer do julgamento.

As delações premiadas que começam a ser divulgadas agora revelam detalhes de como o fisiologismo foi um dos alicerces do grande assalto à Petrobras. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal (2004-2012), no depoimento que prestou em troca de redução de penas, foi ao ponto:

— Uma vez ocupando o cargo de diretor por indicação política, o grupo político demandará algo em troca.

Simples dessa forma. Portanto, o método do toma lá dá cá, pelo qual Lula e Dilma estruturaram seus governos e base parlamentar, encontra-se sempre na antessala da corrupção. Está a um passo da cobrança de propinas e outros “malfeitos”.

Paulo Roberto foi indicado pelo PP — partido com mais parlamentares incluídos na lista de Janot. Já Renato Duque, diretoria de Serviços, é tido como apadrinhado pelo PT etc. Os diversos testemunhos já prestados em Curitiba ao juiz Sérgio Moro e Ministério Público relatam intensa movimentação de operadores desses partidos e do PMDB: Alberto Youssef, Fernando Soares, ou Baiano, e João Vaccari Neto, tesoureiro do PT.

O comparecimento do ex-gerente da estatal Pedro Barusco — o homem de US$ 97 milhões — à nova CPI da Petrobras, ontem, ajudou a realçar o trânsito de Vaccari na estatal. Não por coincidência, Barusco era braço direito do diretor Duque, indicado pelo próprio José Dirceu, comenta-se sem desmentidos.

Um dos símbolos mais fortes do fisiologismo reinante no primeiro governo Dilma está na delação feita por Youssef. Segundo ele, o ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) foi substituído em 2012 por Aguinaldo Ribeiro (PB) porque ele não estava sendo generoso na distribuição, dentro do partido, das propinas amealhadas na Petrobras

Não se sabe é se quem assinou a troca de ministros, a presidente Dilma, foi informada dos motivos da perda de apoio de Negromonte no PP.


11 de março de 2015
Editorial O Globo

CADA VOTAÇÃO NO CONGRESSO SE TORNOU UM TORMENTO PARA O PLANALTO




Renan vai derrubar veto à correção do Imposto de Renda
Nova sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado, para votação de vetos presidenciais, foi convocada pelo presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL). A sessão será nesta quarta-feira (11) e foi anunciada pelo senador Sérgio Petecão (PSD-TO), que presidiu a sessão ordinária do Senado de segunda-feira.
Segundo o senador, além da apreciação dos vetos que trancam a pauta do Congresso – entre eles o que trata do reajuste na tabela do Imposto de Renda (IR) –, também será analisado o Projeto de Resolução 1/2015, que muda o regimento comum do Congresso e impõe limites no número de requerimentos durante a discussão de matérias em votação. O objetivo é impedir obstruções por muito tempo. Na oportunidade, também poderá ser votado o Orçamento Geral da União para 2015.
IMPOSTO DE RENDA
Entre os vetos a serem apreciados, além do que trata do IR – que mudou o reajuste de 4,5% para 6,5% –, estão o que trata da redução da alíquota de empregadores e empregados domésticos na contribuição para a Previdência Social e alguns da Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano, que aumentam as prioridades e obrigações do governo. O governo alegou, em todas essas situações, que elas prejudicam os esforços de ajuste fiscal – aumentam gastos e diminuem receitas.
Alguns dos vetos presidenciais deveriam ter sido apreciados na última terça-feira (3), mas a sessão do Congresso foi encerrada por falta de quórum. Além da sessão convocada para esta quarta-feira, nova sessão ordinária deverá ocorrer terça-feira (17) da semana que vem, conforme prevê resolução do Congresso.

11 de março de 2015
Deu na Agência Brasil

DE OLHOS ABERTAMENTE FECHADOS


carlos_brickmann_16Uma multidão imensa protesta contra o Governo. Os governistas explicam: são os milionários. Mas tanto milionário assim? Não, claro que não: as senhoras estão levando a criadagem, os maridos obrigam os funcionários de suas empresas a comparecer. Mas, politicamente, isso não tem o menor significado: no fundo, é só a elite endinheirada paulista. Os governistas fingem que não veem.
Este diálogo é real e ocorreu durante as manifestações contra o Governo, num clima de terrível tensão. Muito temor: intervenção de forças estrangeiras, milícias de agricultores exigindo terras, corrupção, civis pedindo intervenção militar, ameaças de golpe oposicionista, ameaças de golpe governista. Data: 1964.
O panelaço contra Dilma foi imenso. Os governistas dizem que foram os milionários, a elite endinheirada paulista; que a criadagem teve de buscar as panelas Le Creuset, que foram todos para suas elegantes varandas gourmet em bairros nobres fazer o panelaço. Os fatos, pior para os fatos: Ricardo Kotscho, lulista desde quando não era chic ser lulista, secretário de Comunicação do Governo Lula, petista até seus últimos e raros fios de cabelo, diz que no Jardim João 23, periferia extrema de São Paulo, houve o mesmo panelaço que na cidade inteira. E houve também em outras cidades, em todo o país.
Mas é engraçado falar em Revolução Cashmere. É mais fácil do que pensar. É melhor fingir que não veem. A crise se agrava e há quem finja que não há crise. Sem acordo – e logo – o velho filme de horror pode ser reprisado.
Aquele em que, no fim, a gente morre.
As razões da razão
Fernando Henrique, o mais lúcido dos tucanos, revoltou os antipetistas por se opor ao impeachment. Fernando Henrique sabe o que fala: o PT ainda tem força, mobilização, recursos para reagir. Se Dilma for afastada, por mais legal que seja o processo, vira vítima. E, na eleição para a escolha de seu sucessor, quem será o candidato mais conhecido, capaz de se transformar no vingador da vítima? O próprio Lula. Afastar Dilma para entronizar Lula? E se, em outra interpretação da lei, a decisão for seguir a linha sucessória, sem eleições? Sobe o PMDB – o vice Temer, ou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ou o presidente do Senado, Renan Calheiros. Tirar Dilma, com todos os seus defeitos, para colocar um dos três, que alia às conhecidas características do PMDB a habilidade política?
Fernando Henrique pode ser atacado por vários motivos. Mas burro é que não é.
Lula e sua ouvinta
Dilma foi panelada no domingo, vaiada na terça por operários endinheirados da elite paulista que trabalhavam nos preparativos da abertura do Salão da Construção (deve ter sido a turma do andaime-gourmet), domingo enfrenta marchas em que é a personagem principal – mais ou menos no papel de Felipão depois da Copa. Fez o que tinha de fazer: chamou papai. Prometeu-lhe tudo, até deixar de ser desobedienta.
É difícil: Lula gostaria de vê-la livre de Mercadante, de quem ela gosta, por ser bravo da porta para fora e muito bonzinho da porta para dentro. E de Pepe Vargas, a quem Lula só não detesta tanto quanto a Mercadante porque nem sabe direito quem é. Lula, que é Lula, é afável no trato com os adversários; Dilma, que está longe de ser Lula, é prepotenta. Tratou mal até o próprio Lula, ao afastar do Governo as pessoas mais ligadas a ele, como Gilberto Carvalho. Mas, por melhores que sejam os conselhos de Lula, será possível desarmar os ânimos até domingo? Ou a solução continuará sendo tumultuar tudo com os black-blocs?
Lei de Murphy
Quando algo vai mal, tudo vai mal. Diga, caro leitor: quem é o ministro da Fazenda? Errou! Diz um documento oficial de 10 de março de 2015, do Ministério da Fazenda: “Agenda do Ministro Mantega do dia 10.03.2015″.
Muda!
Dilma achou um voluntário para ocupar uma das cadeiras mais difíceis do Governo: Murilo Ferreira, presidente da Vale, executivo profissional bem sucedido e com nome no mercado, será também presidente do Conselho da Petrobras. Acumula os cargos; e melhor que o antecessor, Guido Mantega, certamente será.
Somando trocados
Já existe também um bom lugar para reforçar a renda de Al Bendine, que tinha só o salário de presidente da Petrobras, R$ 160 mil, e a aposentadoria de R$ 62,4 mil mensais.
Entra no Conselho da Braskem, da qual a Petrobras é sócia.
Caminho traçado
Uma grande empresa chinesa de engenharia negocia a compra do controle de uma das empreiteiras acusadas na Operação Lava-Jato. Os principais obstáculos, por enquanto, não estão na negociação propriamente dita, mas em detalhes da operação após a compra. Os novos proprietários gostariam, por exemplo, de trazer operários da China; e têm restrições à legislação trabalhista brasileira.
As coincidências
Este colunista não acredita em coincidências. Mas que existem, existem. Logo que estourou o caso do juiz que usava o Porsche de Eike Batista, saiu um anúncio enorme de uma revendedora Mercedes, no Rio, com o desenho de um top de linha e o título: “Como dar uma voltinha num carrão que ainda não é seu”.
11 de março de 2015
Carlos Brickmann é jornalista e consultor de comunicação. Diretor da Brickmann & Associados

DESGOVERNO ACABA QUANDO MAL COMEÇOU

Imponderável da Silva nas ruas em março pode fazer papel que foi dos 

militares e da oposição


jose_neumanne_17Dilma perdeu uma oportunidade, se não boa, no mínimo razoável, de se levantar do banquinho no córner, onde está acuada pela crise política e pelo péssimo desempenho da economia, e, pelo menos, voltar ao ringue, no pronunciamento à Nação por TV e rádio no Dia Internacional da Mulher, domingo. Seu discurso inócuo, boboca e incompreensível teve o que merecia: panelaço, vaias e xingamentos pelo País inteiro. Só não se decepcionou com ela quem não viu.
De fato, não havia muito espaço para manobra. Mas pedir paciência a uma plateia que dela só tem ouvido mentiras autoindulgentes não poderia deixar de soar tolo, inútil, arrogante e alienado. 
Poderia ter começado com um pedido de desculpas por tudo quanto prometeu na campanha e começou a descumprir quando foi divulgada a vitória na reeleição. A continuação inevitável poderia ser uma demonstração de que a paciência exigida dos cidadãos, que ela trata como súditos, seria compensada por algum sacrifício: redução de ministérios, cujo número é absurdo, por exemplo. 
Nem fez a velha proposta de pacto. Talvez porque padim Lula se tenha recusado a apertar as mãos estendidas na eleição de Tancredo Neves no colégio eleitoral, no apoio à Constituição, que o Partido dos Trabalhadores (PT) assinou amargamente constrangido, e no governo de união nacional de Itamar Franco, depois da queda de Fernando Collor.
Em vez disso, preferiu adotar a tática stalinista de reescrever o passado para garantir as boquinhas por um tempo longe de ser promissor para ela, seu governo e, sobretudo, para o País. 
Atribuiu a conjuntura “à maior crise econômica desde a recessão de 1929”, a de 2008, que, para Lula, passaria por aqui feito uma “marolinha” e ela jura que paira sobre nós há sete anos, como nos sonhos das vacas magras de José do Egito. E à seca, desgraça perene do Nordeste, que, ela esquece, faz parte do Brasil, apesar de ter-lhe garantido, com milhões de votos, a permanência no trono. Lá se sabe que a chuva é incerta e caprichosa.
Os tomates imaginários jogados pelos “podres burgueses golpistas” partem do pressuposto de que a piada do barítono que anuncia um tenor pior à plateia que o apupa nem sequer servirão de metáfora para a crônica de seu desgoverno abortado: este, ao contrário do Cassino do Chacrinha, já acaba quando mal começou. 
Tudo indica que a militância armada contra a ditadura a impediu de frequentar aulas de História do Brasil, cujo aprendizado lhe faz falta. E mais ainda ao populacho, que verga sob sua inépcia. O desastrado discurso em que a mulher, festejada domingo no mundo todo, foi aqui celebrada às avessas evidencia que nossa experiência da dona da casa no poder será apenas um “duela a quién duela” coletivo.
Reconheça-se que os citados episódios históricos têm algumas diferenças em relação aos eventos destes idos de março em que o cego Tirésias teria a bendizer os temporais eventuais, prenunciados pelo cheiro. Nestes 61 anos foram aplicadas três soluções pessoais para resolver crises políticas. 
Em 1954, Getúlio Vargas disparou contra o próprio peito para não morrer afogado no “mar de lama” de uma corrupção de aprendiz, comparada com o caso Celso Daniel, o mensalão e as petrorroubalheiras – o crime continuado que ora corrói as bases da republiqueta sob os petralhas. Sabe-se que Getúlio era um suicida vocacional. O tiro foi o único jeito que teve para abortar o golpe dos militares da geração dos tenentes de 1930. Ao “sair da vida para entrar na História” adiou o golpe, sim, mas por apenas dez anos.
Contra o manhoso estancieiro de São Borja havia também a oratória inflamada e eficiente da UDN de Affonso Arinos de Mello Franco e de Carlos Frederico Werneck de Lacerda. A retórica, a ação parlamentar e a capacidade de construir caminhos para desviar o País da crise a que foi levado pela insana gula petista passam longe do perfil da oposição de hoje, indigna até dessa denominação.
Seis anos após o suicídio no Catete, um presidente popular, eleito acima dos partidos, com a vassoura feita símbolo e a faxina como missão, renunciou para livrar-se das dificuldades impostas por um Congresso dominado por partidos que desprezava. A renúncia de Jânio Quadros foi um autogolpe que falhou por conta da fé cega em si mesmo. “Renuncia, Dilma”, prega quem lhe atribui idêntico defeito. 
Mas ela não tem a persistência suicida revelada nos Diários de Getúlio, nem o perfil nobre de quem renuncia para facilitar a saída pela qual um governo de união nacional possa impedir a tragédia que se prenuncia com as fraturas da Nação, expostas na disputa eleitoral e agravadas com a determinação do grupo no poder de se agarrar ao que restar de bife no osso descarnado.
Fala-se ainda mais em deposição, repetindo a solução dada em 1992, 31 anos após os nove meses de Jânio, com 20 anos de ditadura militar no meio. Lá se vão apenas 23 anos, mas urge lembrar que o impedimento inevitável cedeu lugar à renúncia consentida do presidente, que, como Jânio, tentou em vão pôr de joelhos o Congresso (de 300 “picaretas” de Lula e 400 “achacadores” de El Cid Gomes?)
Ao contrário de Dilma, a cujos propósitos ele serve, o ex-presidente tentou o lance do “Ministério ético”. Mas foi defenestrado sem dó.
Sábado “O Globo” informou que, conforme delação premiada, Mário Negromonte foi trocado no Ministério das Cidades por Aguinaldo Ribeiro por pressão de seus correligionários acusados de se abastecerem no propinoduto da Petrobrás. Foi Dilma quem assinou nomeação e demissão de ambos. 
Dizer que era assunto interno de aliados e não lhe diz respeito em nada vai ajudar a suspender a queda de sua reputação. Para piorar, a dupla protagoniza a mesma investigação, na qual ela não figura.
Mas, com os militares de 1930 mortos e sepultados e a oposição incapaz de apunhalá-la politicamente, Dilma depende do Imponderável da Silva nas ruas para escapar aos idos de março – chova ou faça sol.
11 de março de 2015
José Nêumanne Pinto é jornalista, poeta e escritor.

ÓLEO DE PEROBA

Câmara aprova projeto do governo que prorroga política de reajuste do salário mínimo

dilma_rousseff_474A Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira (10), depois de intensa discussão, projeto de lei que prorroga até 2019 a atual política de valorização do salário mínimo. 
A política vigente, duramente criticada pelo UCHO.INFO por ocasião do seu lançamento, prevê reajuste pela inflação acumulada medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais a variação real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Considerando-se o fato de que o PIB de 2014 deve ser zero, o salário mínimo de 2016 terá aumento real nulo. Em relação ao salário de 2017, a situação do trabalhador deve ser ainda pior, pois os economistas projetam crescimento negativo da economia neste ano. 
Mesmo assim, o governo de Dilma Vana Rousseff, cada vez mais perdido e paralisado, insiste em falar em valorização do salário mínimo.
Um acordo firmado pelas lideranças partidárias possibilitou a aprovação do texto principal do projeto e o adiamento, para esta quarta-feira (11), da votação das emendas e dos destaques que visam alterar o texto aprovado. 
Entre os dispositivos a serem votados nesta quarta estão alguns que propõem aplicar as regras de reajuste do mínimo nas aposentadorias e pensões. O governo não concorda com essa possibilidade.
O projeto aprovado hoje foi apresentado no ano passado pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), o Paulinho da Força; pelo deputado Fernando Francischini (PR), ex-líder do partido; e pelo ex-líder do PSDB deputado Antônio Imbassahy (BA). 
Ele estende o prazo referente à política de reajuste do salário mínimo até 2019, uma vez que a atual política vence neste ano.
Os deputados rejeitaram requerimento de preferência para votação de projeto que previa a política de valorização do salário mínimo com reajuste também para aposentados e pensionistas com um mínimo de 2% se a variação real do PIB fosse zero em algum ano. Em seguida aprovaram a preferência para a votação do projeto do deputado Paulinho da Força e outros.
Durante a fase de discussão, o PT posicionou-se contra a votação da política de reajuste do mínimo, tentou obstruir a votação, mas teve seus requerimentos de retirada de pauta e de adiamento de votação rejeitados pelo plenário. 
Depois, o partido fez acordo com as lideranças para a aprovação do texto apresentado pelo deputado Paulinho da Força, com o adiamento para esta quarta da votação dos destaques. (Do UCHO.INFO com informações da ABr)
11 de março de 2015
ucho.info

A ELITE DEFENDEU DILMA DA VAIA



Funcionários da plebe que sempre apoiou o PT vaiaram Dilma. Já a empresária da elite golpista paulista elogiou. O discurso do governo não para em pé. É um governo para os ricos, não para os pobres.

(Folha) "Essa bruxa já foi embora?", indagou, ainda deitada no chão, uma faxineira que observava a saída apressada da presidente Dilma Rousseff. "Querem saber o motivo da vaia? É simples: estou cansada de trabalhar e não ter nada. Tudo em que ela mete a mão dá errado", concluiu, enquanto se levantava e voltava ao trabalho no Anhembi, sem querer se identificar. 

Mais calmo, junto a seu carrinho com latas de cerveja e refrigerante e garrafas de água, o vendedor Alexandre Frediano, 30, foi um dos poucos que não se incomodaram em se identificar. "Eu moro em Mogi [das Cruzes] e lá todo mundo aderiu ao panelaço." Por que as pessoas estão com tanta raiva? "Ela mexeu nos direitos do trabalhador. Falou a campanha inteira que não ia e fez propaganda negativa do Aécio [Neves, senador do PSDB que disputou a eleição de 2014 com Dilma]", explicou. "A água está custando R$ 5. Sobe tudo, menos o salário da gente", concluiu. 

Pintores, marceneiros, copeiras, expositores... Foram eles que puxaram a vaia contra Dilma. A defesa da presidente, ironicamente, veio dos patrões. Sandra Papaiz, diretora da empresa que leva seu sobrenome e é conhecida pela fabricação de fechaduras, minimizou o ato e elogiou a coragem de Dilma. "Foram vaias, mas não foi uma algazarra", disse Sandra. "São Paulo é um tipo de reduto anti-PT. No fim, com tudo que está acontecendo, Dilma também teve coragem de vir à toca dos leões", afirmou. 

Questionada se preferia não se identificar por medo de represália do patrão, uma funcionária de um estande resumiu: "Eram os peões se manifestando. O que eles iam fazer? A gente tem o direito de dizer o que pensa".

11 de março de 2015
in coroneLeaks

PSDB EMITE NOTA DE APOIO E INCENTIVA MILITÂNCIA A IR PARA A RUA NO DIA 15



Esta é a nota oficial do PSDB:

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) se solidariza com as manifestações de indignação dos brasileiros diante da flagrante degradação moral e do desastre econômico-social promovidos pelo governo Dilma Rousseff.

O PSDB defende a livre manifestação de opinião e o direito à expressão dos cidadãos e, portanto, apoia os atos pacíficos e democráticos convocados para o próximo dia 15 de março em todo o país.

Mais do que uma garantia constitucional, a liberdade de pensamento e de crítica é fundamento essencial para o fortalecimento da vida democrática e o enraizamento social dos valores republicanos.

O PSDB repudia a atitude daqueles que, em nome de seus interesses partidários, cerceiam e deturpam o direito à livre manifestação, e tentam convencer a população de que a crítica aos governantes se confunde com atentados contra a ordem institucional e o Estado de Direito.

Na verdade, ao contrário de que alguns tentam fazer crer, os protestos que ocorrem nas redes sociais e nas ruas não defendem um terceiro turno, mas a rigorosa apuração de responsabilidades sobre a corrupção endêmica incrustrada no corpo do estado nacional, e cobra o abandono dos compromissos assumidos publicamente com a população. São manifestações legítimas de um país que vive em plena democracia e se posiciona perante múltiplas e graves crises.

Acreditamos que a participação popular melhora as instituições e eleva os padrões de governança pública. Por isso, o PSDB, através de seus militantes, simpatizantes e várias de suas lideranças participará, ao lado de brasileiros de todas as regiões do país, desse movimento apartidário que surge do mais legítimo sentimento de indignação da sociedade brasileira.

O PSDB reitera seu compromisso com todos os que desejam um país mais forte, íntegro, justo, solidário e democrático.

Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB

Senador Cássio Cunha Lima
Líder do PSDB no Senado Federal

Deputado Carlos Sampaio
Líder do PSDB na Câmara dos Deputados

11 de março de 2015
in coroneLeaks

RUIM COM TOFFOLI, MUITO PIOR COM ELE!!! O FORRÓ VAI COMEÇAR... E PODE ISSO, ARNALDO?


Dias Toffoli, ex-assessor de José Dirceu, petista de carteirinha, vai completar a segunda turma do STF e julgar o Petrolão. É sem dúvida alguma uma notícia muito ruim. Serão cinco ministros: Gilmar Mendes, Carmem Lúcia, Celso de Mello, Teori Zavascki e agora Dias Toffoli. É possível, pela "jurisprudência" de Gilmar, Carmem e Celso ter três votos contra os corruptos,na maior parte das vezes, mas podem vir surpresas: Celso de Mello frustrou o país ao votar a favor dos recursos do Mensalão, lembram?  Já Teori e Toffoli podem ser considerados dois votos carimbados em favor do PT, levando-se em consideração o julgamento do Mensalão, com raras exceções. Sim, é ruim com, Toffoli. Mas já imaginaram se para o lugar agora por ele ocupado fosse indicado um José Eduardo Cardozo ou um Luiz Adams? Ou aquele presidente pelego da OAB?

Atualizando 

Dias Toffoli se ofereceu para ir para a segunda turma do STF ontem à noite. Vejam abaixo qual o seu primeiro compromisso no dia de hoje:

CLIQUE PARA AUMENTAR


11 de março de 2015
in coroneLeaks

HISTERIA NA CPI DA PETROBRAS

HISTÉRICOS DO PT DÃO CHILIQUE NA CPI DA PETROBRAS DEPOIS QUE DELATOR AFIRMOU QUE FHC NÃO TINHA NADA A VER COM O PETROLÃO




Pedro Barusco, ex-gerente de serviços da Petrobras, durante mais seis horas respondeu perguntas da CPI e no final das contas jogou mais lenha na fogueira que o Planalto tentava apagar. 

Ele encrencou de vez o PT e deu detalhes do propinoduto e de como chegou dinheiro sujo à campanha de Dilma.
Enquanto isso, deputados petistas deram chilique em plenário, tudo porque Barusco disse que FHC não tinha nada a ver com o petrolão. 

Acompanhe os bastidores com Joice Hasselmann, TVEJA da direto de Brasília.

11 de março de 2015
in aluizio amorim

GOVERNO ACUADO, TEME O 15 DO IMPEACHMENT E RAIVA DO POVO

DILMA É VAIADA NO ANHEMBI EM SP E PLANALTO MANDA CUT SUSPENDER PASSEATA DE PETISTAS. GOVERNO DO PT ESTÁ ACUADO SOB PRESSÃO DO POVO ENFURECIDO.




A presidente Dilma Rousseff foi vaiada e alvo de gritos como “pega ladrão!” e “fora, fora, fora!” antes mesmo de chegar para a abertura do 21º Salão Internacional da Construção, nesta terça-feira no pavilhão do Anhembi, em São Paulo.
A visita de Dilma ao salão estava marcada para começar às 10h. Mas, por volta deste horário, mesmo com a presidente sem ainda chegar, ela começou a ser vaiada por um grupo que avistou os jornalistas e, assim, concluiu que a presidente já estava no local. O grupo era formado por pessoas que trabalhavam no evento, já que ele não estava ainda aberto ao público.
Populares gritam 'fora Dilma', durante feira de construção em São Paulo no Anhembi (A foto é de Marcos Alves de O Globo)
Os dois parágrafos acima que abrem este post são da reportagem de O Globo e o vídeo acima mostra tudo. Por isso a situação do governo parece se tornar mais dramática a cada minuto. Tanto é que também o site de O Globo noticia que Dilma mandou seus ministros mais chegados a exigirem que a CUT, a central sindical comanda pelo PT, cancele uma manifestação marcada para sexta-feira em defesa da Petrobras (é muita cara de pau) e contra o assaque aos direitos trabalhistas, decretado pela própria Dilma por meio de seu garoto de recados Joaquim Levy, terceirizado pelo Trabuco, do Bradesco, para fazer o serviço sujo para o PT de meter a mão no bolsos dos brasileiros, principalmente da classe média e, particularmente, dos mais pobres.
Já o encarregado pela Dilma de convencer a pelegada da CUT de bater em retirada foi Miguel Rosseto. O barbudinho gaúcho ficou a tarde inteira grudado no telefone para desarticular qualquer passeata da CUT, MST, black blocs e passes livres. Nessas alturas até mesmo o colunista da Folha de S. Paulo, o agitador Guilherme Boulos, teria sido intimado a fazer sossegar a sua trupe especializada em invadir propriedades privadas em São Paulo.
E vejam só: Lula, o chefe geral do PT, até andou realizando uma reunião no seu instituto em São Paulo, com a participação de Rossetto e outros ministros da Dilma. Mas também atirou a toalha avisando que não participará de nenhuma passeata, segundo O Globo. Dilma também transferiu para Brasília o encontro que teria com Lula em São Paulo.
Ah! nessa reunião Lula ainda discutiu com o alto comando de agitação do PT o tal projeto de “reforma política” que na verdade é o ovo da serpente vermelha, agora, é verdade, já meio esmaecida, que prevê uma tal “constituinte”, algo igual ao que aconteceu na Venezuela. Depois que realizaram essa “constituinte para reforma política” e um “plebiscito”, liquidaram com o que restava de democracia na Venezuela e implantaram a escassez de alimentos, como ocorre em Cuba há mais de meio século, desde que Fidel Castro liderou um massacre que os esquerdistas denominam “revolução”. Além do desespero da fome o tiranete venzuelanos Nicolás Maduro, que segue rigorosamente da cartilha do Foro de São Paulo, aprovou uma lei dando direito à polícia a meter bala de chumbo em manifestantes. Muitos já morreram alvejados pela polícia bolivariana.
Seja como for, nunca antes na história deste país se viu o PT, antes prepotente e exibido, acuado dentro do Palácio do Planalto, dos Ministérios e dos demais órgãos públicos e estatais que estão totalmente aparelhados pelo partido.
Segundo reportagem de O Globo, o Miguel Rosseto desmentiu tudo e afirmou que não deu nenhuma ordem para a CUT. Entretanto, fonte do Planalto ouvida pelo jornal disse o seguinte:
— Será muito ruim se os protestos da CUT levarem 500 pessoas para as ruas e as manifestações do dia 15 levarem milhares. Para efeito de comparação, será esmagador — disse um integrante do governo ao GLOBO.
Enquanto isso, cresce o movimento nas redes sociais organizando a grande manifestação anti-PT e pelo impeachment da Dilma marcado para este domingo, dia 15 de Março e que deverá ocorrer simultaneamente em praticamente todas as regiões do Brasil.

11 de março de 2015
in aluizio amorim

INSTITUCIONALIZADO PELO PT, PETROLÃO ANTECEDEU O MENSALÃO



Segundo o delator Pedro Barusco declarou hoje na CPI da Petrobras, a roubalheira na estatal, implantada pelo PT, começou em 2004. 
Ou seja, antecedeu o Mensalão. O que significa que o Mensalão foi apenas uma Elba. 
Os navios, sondas e plataformas do Petrolão é que encheram os bolsos dos corruptos do PT, com centenas de milhões utilizados para pagar as campanhas de Lula e de Dilma, além de enriquecer os marajás do partido que escondem o dinheiro público roubado em contas no exterior e em ouro e dólar guardados em Cuba.

11 de março de 2015
in coroneLeaks

EI, DILMA, A GENTE NÃO USA CUT, MST, UNE, MTST E NEM ROBÔS NA INTERNET...



O PT acusa a Oposição do que ele faz. Ontem, antes de Dilma ser vaiada, o partido tentou emplacar uma hashtag - #DilmaDelícia - no twitter. Para isso, usou perfis fakes, os famosos robôs, como visto acima e denunciado pela @ReginaBrasilia. Como a presidente encontrou gente de verdade vaiando a sua passagem numa feira em São Paulo, a operação fake foi abortada.

(Folha) Imagens da campanha do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência no ano passado ilustram vídeos com chamados às manifestações do próximo dia 15 pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Colaboradores da área de propaganda do tucano constam entre os difusores do material. Os vídeos, com imagens em alta resolução e música gravada em estúdio, estão sendo divulgados tanto em páginas de grupos que organizam o ato anti-Dilma, como no WhatsApp. 

O Vem Pra Rua, por exemplo, divulgou uma peça cuja abertura toda é feita com imagens da propaganda tucana. Representante do grupo, Rogerio Chequer disse que eles apenas republicaram o material, não o produziram. "Recebemos muita coisa e, quando concordamos, publicamos. Mas não tem a assinatura, não foi feita por nós." 

Aécio não aparece nesses vídeos. As imagens mostram cenas de um Brasil pacato, como um senhor colocando frutas em um caminhão e um pescador lançando sua rede no rio. Em 2014, essas cenas emolduraram jingles na TV. 

Alguns difusores célebres desse material no WhatsApp colaboraram com Aécio. Zuza Nacif, por exemplo, que coordenou a campanha nas redes sociais, é um dos que distribuiu filmes pelo aplicativo. Ainda hoje ele faz trabalhos para o PSDB. Procurado, disse que não produziu nenhum vídeo. "Não tenho nem estrutura para isso", afirmou. Ele, no entanto, repassa materiais que considera interessantes para uma lista pessoal. "Se fossem meus, assumiria sorrindo, como cidadão. Todos têm direito de se manifestar." 

A qualidade e a capilaridade das peças chamaram a atenção do PT, que fez um levantamento sobre as campanhas "fora Dilma". Aliados da presidente dizem ter indícios de que grupos econômicos estão, em segredo, ajudando, com recursos e com robôs, a amplificar essas ações na internet. Nos últimos três meses, por exemplo, afirmam que o Revoltados Online (outro organizador do ato do dia 15) teve a interação de 16 milhões de pessoas. Páginas governistas, apenas 3 milhões.  Procurada, a assessoria do PSDB disse que não cedeu imagens e não colabora institucionalmente com as manifestações. "Os programas de TV estão na internet e qualquer um pode acessar". 

Em nota, Aécio disse que o ato do dia 15 é "um movimento da sociedade". "Não do PSDB ou de outros partidos. É um movimento legítimo (...) e não faremos de conta que ele não existe", afirmou. "Acredito que militantes, simpatizantes e lideranças do PSDB, como de outras siglas, também irão para as ruas, como cidadãos, participar do ato que, esperamos, ocorra nos limites da lei e da democracia", concluiu.

11 de março de 2014
in coroneLeaks

CUT CANCELA ATO POR ORDEM DE DILMA. É O MEDO DO 15 DO IMPEACHMENT



(O Globo) O governo pediu à Central Única dos Trabalhadores (CUT) para que cancele a manifestação da próxima sexta-feira. O ministro Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), a pedido da presidente Dilma Rousseff, se reuniu com dirigentes da CUT na segunda-feira e conversou por telefone pedindo "reiteradas vezes" a suspensão, para evitar que ela sirva de base para levar mais manifestantes contra o governo às ruas no dia 15.

A assessoria de imprensa da Secretaria-Geral da Presidência entrou em contato para negar que o ministro Rossetto tenha tratado deste tema ou feito o pedido a dirigentes da central sindical. A informação, no entanto, foi revelada por um ministro próximo à presidente. — Será muito ruim se os protestos da CUT levarem 500 pessoas para as ruas e as manifestações do dia 15 levarem milhares. Para efeito de comparação, será esmagador — disse um integrante do governo ao GLOBO. 

Embora a operação do governo pelo cancelamento do evento da CUT não tenha prosperado, a central decidiu a reordenar o ato, deixando clara a defesa da presidente Dilma e da Petrobras. Em entrevista divulgada na noite de segunda-feira pela “Rede Brasil Atual”, ligada a movimentos sindicais, o ex-presidente Lula afirmou torcer para que “compareça muita gente” no protesto, apesar de dizer que não irá participar. 

Quanto aos protestos contra o governo e a presidente Dilma, o Planalto avalia que se concentrarão em São Paulo e na zona sul do Rio. Monitoramento realizado nas últimas semanas aponta que no Nordeste o movimento será fraco e, em alguns lugares, até inexistente. Há temor, no entanto, com o acirramento dos ânimos possa levar a pancadaria e quebra-quebra, como ocorreu na onda de protestos de junho de 2013. A expectativa do governo é que as manifestações do dia 15 não sejam reforçadas por setores da esquerda, como aconteceu nos atos de dois anos atrás, o que tira volume e poderia levar à redução da capilaridade do movimento. Na visão de auxiliares da presidente, partidos como PSol e PSTU, que dão consistência a protestos, estarão fora. 

Apesar de tratar como uma incógnita o número de pessoas que irão às ruas, integrantes do governo estão monitorando as redes sociais desde que os convites para as manifestações começaram a pipocar na internet.Foram mapeados quatro movimentos por trás dos protestos: Vem para a rua, Revoltados Online, Endireita Brasil e Brasil Livre. Paralelamente ao acompanhamento dos líderes do movimento, o PT vem fazendo um trabalho de desconstrução destas pessoas e destes grupos, usando informações de seus perfis nas redes sociais para desqualificá-los politicamente.

Dilma determinou uma força tarefa de ministros para acompanhar os atos de sexta e de domingo. Os integrantes da articulação política deverão ficar em Brasília. A orientação do Planalto é que nenhum ministro participe das manifestações das centrais sindicais para não estimular provocações.

MINISTRO DIZ NÃO ESTAR PREOCUPADO COM PROTESTOS

No início da noite, Miguel Rossetto disse não estar preocupado com as manifestações. O ministro, que é o responsável por fazer a ponte entre o governo e os movimentos sociais, afirmou que é preciso separar os protestos benéficos daqueles que fazem mal para a democracia brasileira: - Nós temos de separar o que são manifestações que afirmam a democracia brasileira daquelas manifestações que prestam um desserviço à democracia brasileira. O que o país precisa é cada vez mais democracia, de mais participação - defendeu. 

Sobre as manifestações, previstas para domingo, que vão pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, Rossetto disse que elas não fazem nenhum sentido e que desrespeitam o processo eleitoral: - Essa é uma pauta antidemocrática, desrespeita a democracia brasileira, desrespeita o processo eleitoral.

11 de março de 2015
in coroneLeaks