"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A COPA E O PETROLÃO...

Cofres públicos pagaram 92,8% dos estádios da Copa. Quem construiu? Elas, as empreiteiras do Petrolão.


As empreiteiras que estão na cadeia pela roubalheira na Petrobras são as mesmas que construíram os estádios da Copa 2014, bem como as obras de infraestrutura, e são as mesmas que estão construindo os Jogos Olímpicos de 2016. Tudo turbinado por financiamento fácil do BNDES, a ser quitado sabe-se lá quando, porque naquele banco público tudo é sigiloso, nem o TCU consegue saber as condições. E a Oposição não tem coragem de mostrar esta estreita ligação, porque também recebe doações desta laia.

Hoje a Folha publica uma matéria informando que os números oficiais do governo federal mostram que a iniciativa privada arcou apenas com 7,2% do custo dos estádios construídos e reformados para a Copa de 2014. O projeto propalado pelo Governo Federal era de que 100% das obras viriam de PPPs.

Segundo o jornal, ao todo, foram gastos R$ 8,384 bilhões em estádios. A maior parte desse investimento saiu dos cofres de prefeituras, governos estaduais e do Distrito Federal. Somando as 12 arenas, o poder público bancou 47% (R$ 3,956 bilhões) do total gasto em obras nos locais que receberam jogos do Mundial no ano passado. 

O restante dos recursos veio de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Uma linha de crédito, criada especialmente para a Copa, garantiu R$ 3,816 bilhões, ou 46% do valor total gasto na construção dos estádios que foram usados no Mundial. A iniciativa privada gastou R$ 611,6 milhões. 

O Governo Federal diz que os empréstimos serão pagos, tirando o seu corpo fora. Mas o modelo montado empurrou para estados e municípios os custos de obras no entorno, que hoje penam para pagar as suas despesas de custeio. 

Um exemplo da catástrofe da Copa em termos financeiros é Brasília. O estádio Mané Garrincha foi superfaturado em R$ 400 milhões pelo governo petista de Agnelo Queiroz, segundo o TCE. O povo não aceitou e derrotou o petista que buscava reeleição. Ao final do seu mandato corrupto, Agnelo deixou R$ 60 mil em caixa e não há dinheiro para merenda de crianças nas escolas e para pagar a internet de postos de saúde. Nem Carnaval de rua a capital federal terá por falta de dinheiro.

Ainda há tempo de impedir boa parte da roubalheira dos Jogos Olímpicos 2016. Ou o evento vai repetir a mesma roubalheira do Pan do Rio de 2007 que, oito anos depois, vê as principais obras virando sucata sem que as contas jamais tenham sido fechadas. 

"LARANJA NA BEIRA DA ESTRADA, TÁ BICHADA, ZÉ, OU TEM MARIMBONDO NO PÉ..."

Graça Foster, a "laranja" da Dilma na Petrobras, atuou na criação da empresa "laranja" que desviou bilhões de gasoduto

 
 
(O Globo, hoje) A atual presidente da Petrobras, Graça Foster, atuou diretamente no processo de implementação da rede de gasodutos Gasene, que liga o Sudeste ao Nordeste, e que, segundo auditoria sigilosa do Tribunal de Contas da União (TCU), teve superfaturamento de mais de 1.800% em um de seus principais trechos. A investigação do tribunal foi revelada pelo GLOBO.

Segundo a ANP (Agência Nacional de Petróleo), a Petrobras criou uma empresa de fachada para construir o gasoduto, usando a sede do escritório de contabilidade contratado para o negócio. O proprietário do escritório, Antonio Carlos Pinto de Azeredo, exerceu o cargo de presidente da Transportadora Gasene entre 2005 e 2011. Em entrevista, disse ter sido apenas um preposto da estatal, sem qualquer autonomia.

Documento assinado em 2007 por Graça Foster, então diretora de Gás e Energia, mostra que ela levou à diretoria executiva da estatal a proposta de aprovação de parcerias para a Transportadora Gasene. Lá, constam duas informações que demonstram que a empresa era comandada, de fato, pela Petrobras. Nas páginas 4 e 5, explicita-se que a companhia estatal agia “em nome e por conta da Transportadora Gasene”. Nas últimas duas páginas, é proposta a emissão de três cartas de atividade permitida à gestão da transportadora, forma adotada pela estatal para exercer o comando do negócio.

O carimbo com o encaminhamento à diretoria executiva tem a assinatura de Graça Foster. O documento foi elaborado em 12 de dezembro de 2007 pelas gerências de três diretorias, incluída a comandada pela atual presidente da Petrobras. O registro do encaminhamento é de 14 de dezembro de 2007, mesma data da aprovação pelo colegiado. O que Graça submeteu aos demais diretores foi a contratação da empresa chinesa Sinopec para a construção do maior trecho do Gasene, entre Cacimbas (ES) e Catu (BA), e o financiamento junto ao BNDES, com parte dos recursos vinculada ao banco de desenvolvimento chinês.

O documento chancelado por Graça mostra que a Petrobras, de fato, comandou diretamente todas as principais ações da SPE (Sociedade de Propósito Específico), criada para gerir o negócio. Foi a estatal quem fez as negociações com a Sinopec por meio de uma comissão integrada por gerentes da companhia. No item 16 do documento, afirma-se que a comissão negociou com a Sinopec “em nome e por conta da Transportadora Gasene, visando à contratação dos serviços de engenharia, gerenciamento, suprimento e construção para a implementação do gasoduto Cacimbas-Catu”.

Já as cartas de atividade permitida instruem o presidente do Gasene a assinar contratos com a Sinopec no valor de R$ 1,9 bilhão, tanto para gerenciar o projeto quanto para construir parte dos dutos, e a assinar contrato de repasse junto ao BNDES, no valor de US$ 750 milhões, montante oriundo da parceria com o banco chinês. Uma terceira carta se referia a “celebrar os documentos necessários” para o financiamento de longo prazo do BNDES. No domingo, a Petrobras negou “qualquer ligação societária” com a SPE.
 
7 de janeiro de 2015
in coroneLeaks

PETROBRAS TEM MARGEM PARA BAIXAR EM MAIS DE 30% PREÇO DO DIESEL E GASOLINA


 
(Valor Econômico, hoje) A defasagem entre os preços externos e internos da gasolina e do diesel está favorável à Petrobras entre 30% e 40%, dependendo da fonte consultada. Nos últimos seis anos, a situação era a inversa: a Petrobras vendia diesel e gasolina no mercado interno por um preço mais baixo do que o pago no exterior, o que provocou grandes perdas para a estatal. A virada se deu em razão da baixa espetacular dos preços do petróleo no mercado internacional, que ontem caíram para US$ 51,10 o barril (Brent).

Se a cotações permanecerem no nível atual, segundo analistas, a Petrobras pode recuperar até o fim do ano tudo o que perdeu nos últimos seis anos. As estimativas indicam que, só de 2011 a 2014, os prejuízos somaram R$ 59 bilhões. Sob orientação da nova equipe econômica, a estatal também poderá reduzir os preços internos da gasolina e do diesel para ajudar no combate à inflação.
Uma fonte da companhia ouvida ontem pelo Valor informou que não foi tomada nenhuma decisão nesse sentido, contrariando informações que circularam no mercado e provocaram queda de 3,25% nas ações PN da estatal.

A defasagem calculada por consultores com os dados do fechamento do mercado ontem - óleo a US$ 47 o barril e o câmbio a R$ 2,70 - apontava para o litro da gasolina no mercado externo a um preço 35,7% menor que o das refinarias da Petrobras no país e o litro do diesel, 31,2% mais barato.

O cenário para a Petrobras começou a virar em julho. Segundo analistas, naquele mês a estatal vendia o litro da gasolina a R$ 1,39, enquanto pagava R$ 1,60 para importar. No diesel, cobrava R$ 1,61 o litro, pelo qual pagava R$ 1,67. Em dezembro, o quadro já era outro. Com o barril do tipo WTI a uma média de US$ 60 e o dólar a R$ 2,64, o litro da gasolina no Golfo do México custava R$ 1,00, enquanto a empresa vendia a R$ 1,43 nas refinarias brasileiras. O diesel era importado a R$ 1,22 o litro e vendido a R$ 1,72.

7 de janeiro de 2015
in coroneLeaks

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE...

                          Os predadores do Brasil!
 
 
7 de janeiro de 2015

ENGENHARIA SOCIAL: JORNALISTAS E ACADÊMICOS IDIOTAS DEFENDEM TERROR ISLÂMICO E CULPAM SUAS VÍTIMAS

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Sim, é isso mesmo. Portanto dê descarga!
Não demorou muito para que os jornalistas vagabundos que campeiam nas redações da grande imprensa corressem aos seus telefones para convocar professores das universidades, da área de ciências ditas humanas, para ouvir suas opiniões a respeito desse brutal atentado que vitimou pelo menos 12 pessoas que tombaram sob as rajadas de balas disparadas por dois fanáticos islâmicos.
 
Não tenho estômago para ver esses psicopatas de universidades falando. Eu os conheço muito bem. Eu também fiz o mestrado há alguns anos, pouco antes da tomada total da academia por esses esbirros do movimento comunista internacional. 
Eles já estavam lá mas não tinham o domínio absoluto. Hoje em dia as universidades são um caso perdido. Recomendo: não gastem seu tempo com cursos em universidades brasileiras. É lixo. É locus de doutrinação comunista!
 
Velho de guerra que sou, com mais de 40 anos de jornalismo, consigo intuir com margem de erro quase zero, qual a reação dos políticos vagabundos mentirosos e psicopatas das redações bem como da academia face a eventos como esse atentado diabólico.
 
Ainda estava no meu almoço quando acionei o meu iPhone para ver o que estava rolando naquele momento. Bingo! Vi apenas a manchete do site de Veja. Desliguei. Tudo que está reportado nos sites noticiosos da grande imprensa nacional e internacional a mim pareceu um filme velho.
Sabia o que diria o socialista François Hollande e também o conservador meia-boca Cameron.

E também sei o que dirá Obama e qualquer outro líder político do Ocidente. Todos eles arriarão as calças e erguerão o traseiro.
Nas entrelinhas de seus discursos os leitores mais atilados verão que esses idiotas são condescendentes com o terror islâmico assassino e como se submetem docemente à deletéria ditadura do pensamento politicamente correto. 
 
Há algum tempo publiquei um vídeo aqui no blog mostrando que só na França há mais de 100 mesquitas com minaretes, madrassais e demais badulaques islâmicos. Isso não é diferente na Alemanha, na Hollanda, na Suécia, na Inglaterra enfim, em toda a Europa sob o tacão da tal União Europeia, os terroristas são intocáveis. 
 
Sabe-se, entretanto, que as reações já existem, não só na França, como em toda a Europa alcançando até mesmo na Noruega branquela e gelada. Entretanto, a efervescência política que existe em todo o continente europeu é escamoteada pelos próprios jornalistas.
Mas a verdade é que um estopim de revolta queima rapidamente devendo detonar nas urnas os esquerdistas. Como tal realidade não se encaixa na narrativa polticamente correta dessa malta de idiotas sequazes do terror, obreiros dessa engenharia social que visa destruir da civilização ocidental, ninguém mais lê nem vê mais nada que reflita a realidade dos fatos.
A mídia é a peça principal da engenharia social do neo-comunismo do século XXI.
 
Nem liguei a  televisão. Nem vou ligar. Não dou Ibope para esses psicopatas da Rede Globo e congêneres menos votadas.
 
Entretanto, o excelente Leandro Narloch, na sua coluna do site de Veja, anotou com precisão o que eu intuíra enquanto almoçava.
Com um texto intitulado “Ataques em Paris: já estão culpando a vítima”, Narloch resumiu tudo em poucas linhas.

Leiam:
 
O ataque contra os jornalistas franceses do Charlie Hebdo mal acabou e já tem intelectual culpando as próprias vítimas pelo episódio.
 
Como sempre acontece nesses casos, a opinião vem neste formato: “Não estou defendendo o estuprador, mas a mulher não deveria sair por aí com uma saia tão curta. Não estou defendendo o assaltante, mas isso que dá ostentar um Rolex”.
 
“Esse jornal deveria compreender que isso não se faz, é atrair problema”, disse, ao vivo na Globonews, a professora Arlene Clemesha, da USP. “É claro que não estou defendendo os ataques, mas não se deve fazer humor com o outro.”
A professora ainda chamou a revista de sensacionalista. O Charlie Hebdo não é sensacionalista – é uma revista satírica parecida com O Pasquim, que a professora deve adorar.
 
Pouco antes, o professor Williams Gonçalves, da UERJ, foi mais constrangedor. Culpou os próprios jornalistas pelos ataques, disse que as charges foram um ato de irresponsabilidade e perguntou qual é a graça de se fazer charges com Maomé. “Quem faz uma provocação dessa não poderia esperar coisa muito diferente”, diz ele.
 
Ora, é claro que o humor sobre religiões tem sua graça. O Porta dos Fundos zomba de religiosos quase toda semana – entre eles, os muçulmanos.
O musical The Book of Mormons tem duas horas de pura ridicularização da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Maomé foi um entre tantos religiosos que o Charlie Hebdo satiriza.
 
Mas o importante é que os jornalistas franceses não cometeram nenhum crime. A charge sobre Maomé é inofensiva – não se pode acusar a revista de discriminação. A liberdade de expressão não só é garantida pela lei local – também é um dos grandes valores da cultura francesa.

7 de janeiro de 2015
in aluizio amorim

TERROR ISLÂMICO ATACA NO CORAÇÃO DE PARIS E MATA 10 JORNALISTAS E DOIS POLICIAIS

https://www.youtube.com/watch?v=R7kEE4tSRdo&feature=player_embedded


https://www.youtube.com/watch?v=XzoeWHFTy9A&feature=player_embedded


Terroristas muçulmanos assassinaram pelo menos doze pessoas nesta terça-feira em Paris, em um ataque a tiros no escritório da revista semanal satírica Charlie Hebdo.
A revista é alvo da ira de fundamentalistas desde que publicou, em 2011, uma charge do profeta Maomé, mas nunca cedeu diante das ameaças nem alterou sua linha editorial.
Mesmo depois de ser alvo  alvo de uma bomba incendiária, publicou outra charge de Maomé, em 2012. Nesta quarta-feira pela manhã, satirizava em sua conta no Twitter Abu Bakr al-Baghdadi, o fanático que lidera o grupo Estado Islâmico (EI).

O atentado em Paris começou pouco depois da divulgação do tuíte, e deixou dez jornalistas e dois policiais mortos, além de cinco feridos em estado grave.
O presidente François Hollande foi até o local do ataque e convocou uma reunião de crise no palácio presidencial para as 11h de Brasília. As autoridades também anunciaram que a região parisiense foi colocada em estado de alerta máximo. "Os autores do atentado serão processados. A França está diante de um choque. É um ataque terrorista, é sem dúvida", disse Hollande.

Vincent Justin, um jornalista que trabalha em um edifício próximo à sede do Charlie Hebdo, afirmou que duas pessoas entraram na redação do semanário e começaram a atirar.
Segundo Justin, os autores do ataque gritavam a frase “vamos vingar o profeta”. Outras testemunhas disseram ao canal de notícias francês iTELE terem visto o incidente a partir de um prédio próximo, no coração da capital francesa. “Cerca de meia hora atrás dois homens com capuz preto entraram no prédio com fuzis Kalashnikovs”, disse Benoit Bringer à emissora. "Poucos minutos depois, nós ouvimos vários tiros", disse, acrescentando que os homens depois foram vistos fugindo do prédio. 
A chargista Corinne Rey, que assina como Coco, presenciou o atentado e afirmou ao site francês L'Humanité que os terroristas "falavam francês perfeitamente" e "reivindicaram ser da Al-Qaeda". Porém, as autoridades não confirmaram a autoria do atentado.
 
Rocco Contento, porta-voz da polícia, disse que os terroristas entraram em um carro que os esperava para fugir. O carro foi conduzido até Port de Pantin, no nordeste de Paris, onde foi abandonado. Os terroristas então roubaram o carro de um motorista e desapareceram. 
A polícia francesa montou uma grande operação para localizá-los. Contento também disse que o escritório da Charlie Hebdo, que já contava com proteção especial, teve a vigilância aumentada há algumas semanas porque novas ameaças vinham sendo feitas. As medidas não foram capazes de impedir o massacre. 
O jornalista Antonio Fischetti, que trabalha na revista, mas não estava na redação no momento do atentado, disse ao jornal Libération: “Sabíamos que a ameaça era real, mas não era uma paranoia. Ameaças contra o Charlie Hebdo eram recorrentes, habituais. A vigilância foi relaxada”.
 
O cartunista Charb, que desenhou uma charge de Maomé em 2013, é um dos mortos, segundo o jornal Libération. A Al-Qaeda o havia apontado como um alvo permanente. Os cartunistas Cabu, Wolinski et Tignous também estão entre os mortos. Todos eram amplamente conhecidos na França.

Do site da revista Veja - onde você poderá ver mais fotos, vídeos e informações

7 de janeiro de 2015
in aluizio amorim

MALDITOS!!!

                      MALDITOS, MALDITOS, MALDITOS!
 
 
7 de janeiro de 2015

O ANJO EXTERMINADOR

QUEM É O INIMIGO?

 
7 de janeiro de 2015
Marcelo Agner, Correio Braziliense

À BEIRA DA IRRELEVÂNCIA

O novo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, terá uma tarefa árdua pela frente: tirar o Brasil da quase irrelevância nas relações políticas e econômicas internacionais. Ele destacou no discurso de posse a necessidade de ampliar o comércio internacional, o que parece indicar que o Itamaraty dará mais atenção ao comércio exterior - uma necessidade - do que à política, que pode vir a ser uma consequência. A quase irrelevância política brasileira, dentro e fora dos Brics, foi confirmada em recente pesquisa do Ash Center para Governança Democrática e Inovação, da Harvard Kennedy School, que perguntou a cidadãos de 30 países suas opiniões sobre 10 influentes líderes nacionais que têm impacto global.

Enquanto Rússia e China surgem como lideranças reconhecidas, Brasil e África do Sul aparecem entre as menos importantes do grupo. As notas médias mais altas de conhecimento são para o presidente Barack Obama, dos Estados Unidos (93,9%), para o presidente Vladimir Putin, da Rússia (79,3%), e para o presidente Xi Jinping, da China (59,12%).

Os líderes nacionais menos conhecidos são o presidente da África do Sul, Jacob Zuma (27,8%), e Dilma Rousseff, do Brasil (25,4%). O diretor do Ash Center, Tony Saich, comenta que "claramente nenhum dos dois é visto como capaz de desempenhar um papel importante".

O primeiro-ministro da Índia, Narandra Modi, recebe um tratamento neutro na interpretação de Tony Saich, pois, ao mesmo tempo em que aparece em antepenúltimo lugar na percepção dos cidadãos de outros países, está em terceiro lugar como um dos líderes mais bem avaliados por sua própria população.

Saich atribui essas contradições ao fato de que Modi foi eleito no início de 2014 e, se ainda vive uma lua de mel com seus eleitores, é desconhecido no resto do mundo. Putin divide opiniões com apenas um terço dos países dando a ele nota acima de 6, mas é bem visto no Vietnã e na China.

Essa opinião dividida faz com que a média para Putin entre os 30 países (6) seja a mais baixa entre os 10 líderes. O presidente chinês Xi Jinping tem a nota mais alta (7,5) porque, com exceção do Japão, ele é razoavelmente bem recebido em todos os países da pesquisa. Obama aparece em sexto lugar, com nota 6,6, ficando abaixo de Dilma, que obteve 6,8.

A presidente consegue uma média mais alta na avaliação dos cidadãos de outros países do que no Brasil (6,3), em especial porque recebe nota 7 ou pouco mais nos países dos Brics e nos EUA.

A chanceler Angela Merkel, da Alemanha, obtém o melhor resultado na avaliação de quem tem mais condições de lidar com as questões domésticas e internacionais por ter sido colocada entre os três primeiros por 23 dos países pesquisados, sendo que em 13 deles fica em primeiro.

Merkel não é bem vista, no entanto, na Rússia, país que ela tem criticado muito, e na Espanha, devido à sua liderança europeia pela contenção de gastos. Obama, apesar de notas desfavoráveis dos próprios americanos, tem boas notas em outros países, com exceção da Rússia e do Paquistão.

Tony Saich diz que, se por um lado essas notas são esperáveis, a avaliação baixa (5,8) no Japão é surpreendente. A pesquisa define que existem quatro líderes que têm altos níveis de confiança pela maneira como lidam com questões internas e externas: o chinês Xi Jinping; o russo Vladimir Putin; o indiano Narandra Modi e a alemã Angela Merkel.

Os presidentes Dilma Rousseff, do Brasil, François Hollande, da França, e Jacob Zuma, da África do Sul não inspiram confiança na maneira como lidam com estas matérias.

Mau sinal

O recuo do Ministério do Planejamento com relação à mudança da fórmula para definir o aumento do salário mínimo é um mau sinal. Ou o ministro Nelson Barbosa falou demais, antes do tempo, e mostrou que não tem sensibilidade política, ou a presidente Dilma voltou atrás da autorização que dera para rever a fórmula, que o ministro considera equivocada.


POLÍTICA DO COTIDIANO DO JORNALISTA CLAUDIO HUMBERTO


7 de janeiro de 2015

O ANO COMEÇOU COM UMA BOA NOTÍCIA


Foram para o fundo do mar as possibilidades de qualquer revisão da Lei da Anistia.
As chances de que o Supremo Tribunal Federal mexesse na questão eram quase nulas, mas uma discreta movimentação dos comandantes militares, somada ao desinteresse do Planalto, tornaram-nas inexistentes.

O EFEITO MARTA


Quando a doutora Dilma resolveu colocar Juca Ferreira no Ministério da Cultura sabia exatamente o tamanho da encrenca que compraria com a senadora Marta Suplicy.
É enorme.

TUCANOS PRUDENTES


Um pedaço do PSDB já fez saber ao PT que não gosta da ideia de apoiar o deputado Eduardo Cunha para a presidência da Câmara.
Se as coisas continuarem como estão, Cunha deverá sua eventual escolha ao comando político do Planalto, ou à falta de comando político no Planalto.

PAPA FRANCISCO


O papa Francisco anunciou que em fevereiro sagrará novos cardeais e a qualquer momento, a partir de hoje, o Vaticano poderá divulgar seus nomes. Bergoglio é argentino, mas, se Deus é brasileiro, preencherá as sés cardinalícias de Salvador e de Brasília.

SYLVESTER STALIN


O filme "A Entrevista", que causou uma crise entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, não chega a ser uma esquadra inglesa, mas é divertido. Tem uma ótima piada, sinal dos tempos.
Quando o ditador Kim Jong-un diz ao jornalista David Skylark que o tanque de guerra guardado na sua coleção de automóveis foi "um presente de Stalin" ao seu pai, o americano corrige:
"Nós pronunciamos Stallone."

O ÚLTIMO PALANQUE DA DOUTORA


Tomara que os dois discursos de Dilma Rousseff durante as cerimônias de sua posse tenham sido os últimos lances de uma campanha eleitoral que acabou no ano passado. Se não fossem tão longos e defensivos, poderiam ser atribuídos ao marqueteiro João Santana. Prova da sua falta de assunto foi a enésima defesa de uma reforma política. (Há um projeto no Congresso, cuja discussão é obstruída pelo PT.) "Pátria Educadora" é um slogan, ruim, que parece ter saído dos versos oitocentistas do Hino Nacional.

O comissariado acusa a oposição de não ter saído do palanque. Viu-se em Brasília que quem não quer deixá-lo é o governo. Repetindo o Lula de 2003, apropriou-se da agenda econômica dos tucanos, no que pode ter feito bem. Quem falou aos brasileiros como presidente da República foi a representante de uma facção, porta voz dos "nossos governos" (o dela e o de Lula).

Tudo bem, mas a partir de amanhã ela e seus 39 ministros terão um serviço para tocar.


7 de janeiro de 2015
Elio Gaspari, Folha de SP

MAIS CONFUSÃO: PATRUS ATACA OS LATIFÚNDIOS QUE KÁTIA ABREU DEFENDE

  

Na posse, Patrus Ananias falou mais do que devia

Ao assumir na manhã desta terça-feira (6) o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) fez uma firme defesa do princípio constitucional da função social da terra e ressaltou que o país não pode ignorar a existência do latifúndio. “Não basta derrubar as cercas do latifúndio, mas as cercas individualistas, excludentes do processo social”, afirmou o novo ministro.

À frente do MDA, ele disse que trabalhará para que o princípio da função social da terra seja mais reconhecido, regulamentado e aplicado. Para o ministro, o dispositivo da Constituição está “na raiz das reformas que desafiam o pais: a reforma agrária e a urbana”.
Para ele, o reconhecimento da função social da terra não implica negar o direito à propriedade, mas “adequá-lo aos outros direitos fundamentais, ao interesse público e integral do Brasil”.

“É possível conciliar o interesse justo dos produtores rurais com o não menos justo interesse dos produtores familiares”, frisou Patrus Ananias.

DESIGUALDADES E INJUSTIÇAS

Apesar de prometer dialogar com os ministérios que tenham relação com a pasta do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias afirmou que não se pode ignorar ou negar a existência de desigualdades e injustiças. Isso, segundo ele, seria uma forma de perpetuar esses problemas. “Ignorar ou negar a existência da desigualdade e da injustiça é uma forma de perpetuá-los.”

O novo ministro classificou os direitos sociais como fundamentais. Em seu discurso exaltou as ações de combate à fome dos governos Lula e Dilma e considerou que o Brasil “seria menos justo” se não fossem essas políticas.
“Sabemos que é um tema que desperta polêmica, encontra resistências. Por isso, a solução não depende apenas da vontade da presidenta Dilma e de seus ministros. Passa pelo Congresso Nacional, Poder Judiciário, Ministério Público e, sobretudo, pela sociedade, meios de comunicação e organizações sociais. No fim, é uma escolha feita pela própria sociedade.”

CONSELHOS POPULARES

Patrus Ananias prometeu ainda ampliar os mecanismos de democracia participativa, ouvindo conselhos populares e conferências regionais, além de dialogar com movimentos sociais, associações e representantes religiosos.
Ele acrescentou que dará continuidade e aprofundará ações já em andamento no MDA, como a implantação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural que, segundo ele, consolidará a experiência do ministério no campo.

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 NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– O novo governo começa muito mal. A presidente Dilma briga com o ministro do Planejamento; o ministro Patrus Ananias bate de frente com Kátia Abreu, da Agricultura; as lideranças sindicais investem contra o governo, por está demolindo direitos sociais; o ministro da Fazenda faz um discurso de posse sem transmitir o menor entusiasmo; Jaques Wagner irrita os militares ao desconhecer a gravidade da questão indígena; o PMDB começa a tirar o tapete de Dilma no Senado, e por aí vai o governo descendo a ladeira, fellinianamente. (C.N.)

MINHA CASA, MINHA VIDA ATRASA PAGAMENTOS DOS TRABALHADORES E CAUSA DEMISSÕES

        


Os pagamentos às construtoras do Minha Casa, Minha Vida, programa de habitação do governo federal, que deveriam ter sido feitos em dezembro passado, estão atrasados, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC, entidade que representa o setor nacionalmente) e os Sinduscons, entidades que representam a indústria da construção civil, de São Paulo, Ceará e Minas Gerais.

“Os bancos que fazem o pagamento pelo Ministério das Cidades realizaram os repasses para as construtoras nos dias 26, 27, 29, 30 de dezembro e em 2 de janeiro. Mas ainda falta pagar 50% dos valores referentes a dezembro. Esse atraso é nacional e tem sido recorrente”, explica Ronaldo Cury, vice-presidente do Sinduscon-SP.

Cury informa que os meses de outubro e novembro foram quitados pelo programa. “Com esse acerto tardio foi possível pagar o 13º dos trabalhadores ainda em 2014. A frequência dos atrasos, no entanto, gera uma insegurança crescente porque não temos garantia do que vem pela frente.”

Em dezembro, cerca de 400 mil trabalhadores da construção civil no Brasil receberam o 13º salário atrasado – depois do dia 20 de dezembro –, desobedecendo a diretriz do Ministério do Trabalho e Emprego, que obriga o pagamento até essa data. A estimativa do número de trabalhadores impactados é da CBIC .

REUNIÃO DE EMERGÊNCIA

De acordo com a CBIC, o setor já entrou em contato com os novos ministros das Cidades (Gilberto Kassab), da Fazenda (Joaquim Levy) e do Planejamento (Nelson Barbosa) para pedir uma reunião em caráter de urgência e tentar uma previsão de como será o calendário de pagamentos de 2015.
Segundo os Sindicatos de São Paulo e Minas Gerais, os pagamentos foram feitos corretamente até 2013.
O construtor contratado seguia o calendário de obras e, a cada etapa vencida, emitia uma nota, que era paga em dois ou três dias a partir da emissão. Em outubro de 2013, os pagamentos começaram a serfeitos com cinco, sete dias de atraso, até abril de de 2014.
Os Sindicatos e a CBIC reclamaram durante meses com o governo e em maio foi feito acordo para uma tabela para pagamento: empresas pequenas receberiam até 15 dias após emissão da nota, enquanto o prazo para médias e grandes era de 21 dias. Em outubro e novembro de 2014, os atrasos superaram 40 dias e dezembro ainda não foi pago, segundo a CBIC.

DEMISSÕES

No Ceará, segundo André Montenegro, presidente do Sinduscon-CE, houve demissões no mês passado em decorrência dos atrasos. “As empresas que atuam no programa são pequenas e têm pouco capital de giro. Funciona assim, elas investem os recursos próprios e avançam as fases da obra em busca do pagamento. Se o governo não paga, fica dificil dar sequência por falta de dinheiro”, explica Montenegro.

“A meta das construtoras em 2015 é saber qual a regra o governo vai usar para fazer os pagamentos, pois o acordo anterior não está sendo cumprido e o Ministério das Cidades sabe que os pagamentos não estão em dia. Dezembro está atrasado”, diz Montenegro.

Procurado pelo iG, o Ministério das Cidades, responsável pelo programa federal, informou que “o cronograma de pagamentos do programa Minha Casa Minha Vida segue com o fluxo normal”.
O Tesouro Nacional, órgão que libera os recursos, informou que “cumpre à Secretaria do Tesouro Nacional – STN, como órgão central de programação financeira, proceder na liberação de recursos financeiros aos órgãos do Governo Federal, em conformidade com os valores dispostos na Lei Orçamentária e nos limites do Decreto de Programação Financeira, de que trata o artigo 8º da Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000 [Lei de Responsabilidade Fiscal]. Aos órgãos e ministérios compete efetuar seus pagamentos observadas as dotações orçamentárias e os limites existentes para cada despesa.

Dessa forma, a liberação dos recursos em questão está vinculada aos limites de pagamento estabelecidos ao Ministério das Cidades o qual possui o controle dos valores pagos e a pagar do referido Programa. Assim, as informações solicitadas devem ser direcionadas àquele Ministério.”

SINDICALISTAS TEMEM MAIS RETROCESSO NOS DIREITOS SOCIAIS

         


Com a menor bancada sindical no Congresso Nacional desde 1988, quando 44 sindicalistas compunham a representação no Legislativo, segundo levantamento do Sindicato de Servidores Públicos Federais (Sindsep), trabalhadores temem o retrocesso de direitos adquiridos ao longo dos últimos anos. O número de representantes da categoria no Legislativo caiu pela metade, de acordo com os resultados das urnas em outubro, e passará dos atuais 83 parlamentares para 46 a partir deste ano.

Por outro lado, a bancada empresarial que defende interesses de diversos setores manteve composição significativa na Câmara e no Senado, apesar de perder mais de 50 representantes na próxima legislatura. Os empresários passarão dos atuais 246 parlamentares para 190 no dia 1º de fevereiro.

Todos os números no Congresso podem mudar com as definições do Planalto sobre os cargos no Executivo, mas, ainda que nomes sejam cotados, o equilíbrio de forças dificilmente será alcançado. Do lado dos sindicalistas estão outros setores considerados vulneráveis como os movimentos indígenas e a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis).

CONSERVADORES EM ALTA

Diante dos resultados das urnas, especialistas do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) concluíram que a nova composição do Congresso é a mais conservadora desde 1964, pelo número de parlamentares eleitos ligados a segmentos militares, policiais, religiosos e ruralistas. O analista político do Diap Antônio Augusto de Queiroz prevê que, com essa composição, a tendência é que “algumas conquistas, como a garantia dos direitos humanos, sejam interrompidas ou até regridam”.

Levantamento do Diap mostrou, por exemplo, que, enquanto nenhum dos candidatos que se autodeclarou indígena foi eleito para a Câmara dos Deputados, a bancada ruralista cresceu. Números da Frente Parlamentar da Agropecuária revelam que os representantes do setor passarão dos atuais 14 senadores e 191 deputados para 16 senadores e 257 deputados.

DE BOLSONARO A WYLLYS

O novo cenário pode significar a retomada de matérias como a proposta de emenda à Constituição (PEC 215/00) que é alvo de protesto de grupos indígenas. O texto, que deve ser arquivado sem votação com o fim da atual legislatura, transfere a competência da União na demarcação das terras indígenas para o Congresso e possibilita a revisão das terras já demarcadas.

No caso de policiais e setores vinculados, como o de apresentadores de programas policialescos, foram eleitos 55 deputados, como o delegado da Polícia Federal Moroni Torgan (DEM), candidato mais votado do Ceará, com 277 mil votos, e o coronel da reserva da Polícia Militar Alberto Fraga (DEM), o mais votado no Distrito Federal, com 155 mil votos. Parte desses nomes defende propostas como a revisão do Estatuto do Desarmamento.

Na mesma linha, mais de 464 mil eleitores do Rio de Janeiro decidiram reeleger o atual deputado Jair Bolsonaro (PP), militar da reserva que segue para o sétimo mandato. Por outro lado, no mesmo estado, a população também elegeu, com mais de 144 mil votos, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), principal nome ligado ao movimento LGBT.