"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 9 de novembro de 2014

CIENTISTA AMERICANO CONDENA A URNA ELETRÔNICA BRASILEIRA


J ALEX HALDERMAN
Halderman: Todos os processos eletrônicos são falhos
Considerado autoridade mundial em segurança da votação eletrônica, o pesquisador J. Alex Halderman esteve no Brasil participando do XIV Simpósio Brasileiro em Segurança da Informação e de Sistemas Computacionais (SBSeg).
Realizado de 3 a 6 de novembro, o simpósio coincidiu com o período em que o país aguardava a resposta do TSE ao pedido de auditoria do processo de votação, requerido pelo PSDB. Organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), o evento reúne pesquisadores e profissionais da área de segurança computacional.

 Nesta edição, o simpósio contou, pela primeira vez, com um Workshop em Tecnologia Eleitoral, em que se discutiram as oportunidades e perigos abertos pelo uso de computadores no processo de votação. Halderman, que é professor da Universidade de Michigan, esteve presente para apresentar sua experiência analisando sistemas de votação de diversos países.

Como o seu trabalho acadêmico o levou às pesquisas sobre tecnologia eleitoral?

 Eu sou professor de ciência da computação e engenharia na Universidade de Michigan, onde ensino e pesquiso segurança computacional e privacidade. Nos últimos 10 anos, uma das minhas especializações tem sido segurança na votação eletrônica. Como o voto é uma das funções centrais da democracia, eu me interesso profundamente em garantir que seja o mais seguro possível.

Que tipo de pesquisa você tem feito nessa área?

 Eu estudei a segurança de sistemas de voto eletrônico usados em países ao redor do mundo, incluindo nos Estados Unidos, na Europa e na Índia.

 Em 2007, ajudei a liderar a primeira auditoria pública de segurança em voto eletrônico sancionada por um estado americano, que resultou em grandes mudanças na tecnologia eleitoral usada na Califórnia.

 Em 2010, participei da primeira análise de segurança das urnas eletrônicas da Índia que influiu na decisão que concedeu aos cidadãos o direito ao comprovante do voto em papel. E também estudei sistemas de votação via Internet, incluindo um sistema criado pela cidade de Washington, D.C. O governo realizou um teste público do sistema e convidou qualquer pessoa no mundo a tentar invadi-lo durante uma eleição simulada. Meus alunos e eu tentamos e, em 48 horas, ganhamos controle completo dos servidores e mudamos todos os votos. Por causa disso, a cidade acabou o sistema.

O que você sabe sobre a tecnologia de votação usada no Brasil? Você já lidou com sistemas similares antes?

 Tenho acompanhado de perto o sistema brasileiro há vários anos. Fiquei impressionado com o trabalho de Diego Aranha durante os testes conduzidos em 2012, apresentado na principal conferência internacional de pesquisa acadêmica em segurança da votação eletrônica.
Esses testes foram conduzidos sob circunstâncias extremamente restritas, então é fantástico que ele tenha conseguido descobrir algo. E os problemas que ele encontrou — falhas que enfraquecem a integridade de resultados de eleições e poderiam comprometer a privacidade do voto de todos — são profundamente perturbadoras. Elas sugerem que há muitos problemas que ainda precisam ser descobertos.

 Cientistas da computação tiveram mais tempo para estudar sistemas de votação similares usados nos EUA e na Europa, e em todos eles, sem exceção, os pesquisadores encontraram vulnerabilidades graves que poderiam comprometer a privacidade do eleitor e permitir que atacantes alterassem os votos. Nos Estados Unidos, eu mesmo demonstrei um vírus de urna eletrônica que poderia infectar uma urna e silenciosamente se disseminar para outras, comprometendo os resultados das eleições de um estado inteiro.

 Assumindo que as falhas encontradas pelo Prof. Aranha tenham sido consertadas, será que o sistema brasileiro tem outros problemas similares? Não saberemos com certeza até que haja uma investigação pública e rigorosa. Em todos os países onde trabalhei, autoridades eleitorais e fornecedores de tecnologia de votação prometeram que seus sistemas eram perfeitamente seguros, até terem o exato oposto demonstrado por cientistas.

Que critérios podemos usar para determinar se um sistema eleitoral é realmente transparente e seguro?

 Segurança tem que começar com o projeto fundamental do sistema. Como é muito difícil garantir que computadores sejam totalmente seguros e sem falhas, um sistema de votação bem projetado deve ter um jeito de detectar qualquer tipo de erro ou fraude computacional.

 Um jeito de conseguir isso é tendo um rastro em papel — um registro impresso de cada voto que o eleitor pode conferir, e que é depositado em uma urna física. Assim, podemos auditar as urnas físicas para garantir que os resultados batem com os registros digitais, e isso nos dá um mecanismo para verificar que os computadores são honestos e corretos.

 Este é um teste para ver se um sistema de votação é transparente: ele requer que o público aceite cegamente as alegações de representantes do governo, ou ele provê alguma forma de o público verificar que o sistema é seguro e livre de erros? Pessoalmente, eu acredito que autoridades eleitorais são honestas, mas eleitores céticos não deveriam ser forçados a confiar nos representantes para crer que o resultado das eleições é correto.

 Agentes eleitorais têm um trabalho extremamente difícil. Há tantas coisas que podem dar errado com um sistema moderno high-tech de votação, de hacking intencional a erros acidentais de computador. Projeto e auditoria de segurança apropriados do sistema de votação podem tornar esse trabalho muito mais fácil ao garantir que há defesas fortes que podem detectar e se recuperar de tais problemas.

Recentemente, um partido político no Brasil pediu para auditar o sistema de votação. Você foi contactado? Estaria disposto a auditar o sistema de votação brasileiro?

 Se convidado, eu ficaria feliz em contribuir com uma auditoria de segurança do sistema brasileiro, desde que os resultados sejam disponibilizados ao público do país. Eleitores, não importa onde, merecem saber como seus votos são contados e se o processo é confiável.
09 de novembro de 2014
Helder Ribeiro
Brasil Post

MINAS GERAIS TAMBÉM TEVE APURAÇÃO SECRETA, POR ORDEM DE TOFFOLI


http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/files/2014/10/Captura-de-Tela-2014-10-31-%C3%A0s-18.19.30.png
Captura de Tela 2014-10-31 às 18.22.18

Conforme já publicamos aqui na Tribuna da Internet, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, confirmou que somente um pequeno grupo de técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) assistiu o minuto a minuto da totalização dos votos.

A apuração secreta, numa sala fechada e com proibição de uso de celular, foi a maior inovação eleitoral deste ano. Nunca antes, na história deste país, tinha se visto nada igual. E de acordo com o corregedor-geral do Tribunal Superior Eleitoral, ministro João Otávio de Noronha, foi por ordem direta de Toffoli que o TSE montou um esquema para manter isolados os técnicos responsáveis pela apuração, que ficaram incomunicáveis, sem contato inclusive com os membros da Corte.

E o mais inacreditável é que, ainda segundo o corregedor-geral João Otávio de Noronha, a orientação dada pelo presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, foi para que os técnicos não informassem nem a ele o resultado parcial da eleição, antes da abertura dos dados para todo o País.

COMO GREENHALG SABIA?

Se era verdade que os técnicos do TSE estavam incomunicáveis, não podiam nem mesmo portar celulares, como então os petistas souberam previamente do resultado?
O jornalista Felipe Moura Brasil denunciou que o dirigente e ex-deputado José Eduardo Grennhalg sabia do resultado, por ter postado em seu Facebook e divulgado no Twitter, às 19h26, que Dilma havia vencido a eleição.
A essa hora, Aécio ainda estava na frente, só houve empate às 19h32m, mas seis minutos antes Greenhalg já anunciava a vitória.

Por gentileza, não levantem a dúvida de que se trata de “computador desatualizado no horário de verão”. Se ele tivesse postado a mensagem às 20h26m, jamais teria escrito a ressalva de aguardar o anúncio oficial: “Atenção: Dilma reeleita. Festejemos após o anúncio oficial do TSE essa vitória histórica contra o fascismo, a mídia aética e o PSDB.”

Como todos sabe, às 20h26m, todo o País tinha pleno conhecimento de que Dilma vencera, os petistas estavam comemorando e Greenhalg com toda certeza já nem estava mais se distraindo na internet.

Detalhe: à mesma hora da “apressada” mensagem de Greenhalg, em Salvador os petistas já soltavam fogos, comemorando efusivamente a reeleição de Dilma. Como sabiam, se naquele exato momento do foguetório petista Aécio ainda estava na frente e só houve empate às 19h32m?

APURAÇÃO SECRETA EM MINAS

Portanto, fica mais do que comprovado que Greenhalg e outros petistas tinham conhecimento prévio da vitória de Dilma. Indague-se, ad nauseam: Se os técnicos do TSE estavam na sala secreta, incomunicáveis, e a divulgação dos primeiros dados somente ocorreu já depois das 20 horas, como o dirigente petista poderia antecipar o resultado?

O mais importante desse caso todo é que não houve sala secreta somente em Brasília, na contagem dos votos. Também em Belo Horizonte, no Tribunal Regional Eleitoral, a apuração foi sigilosa e sem fiscalização, por ordem expressa do ministro Antonio Dias Toffoli, presidente do TSE, é claro.

Confiram, por favor, o que o site da Veja publicou na seção “Bastidores da Política Brasileira”, exatamente às 19h37m, ou seja, um minuto após Greenhalg ter anunciado a vitória de Dilma.

“Faltando trinta minutos para a liberação do resultado da eleição presidencial pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os resultados já circulam freneticamente entre os tribunais regionais. Um único tribunal não participa da conversa. Em Minas Gerais, há ordem expressa para que nenhum número seja compartilhado com os outros TREs. Minas é, de fato, o ‘fiel da balança’ nesta eleição. O autor da ordem é o presidente do TSE, o ministro Dias Toffoli.”

Com apuração secreta no TRE de Belo Horizonte e no TSE de Brasília, o que se sabe é que Minas Gerais este ano teve cerca de 12 milhões de votantes e o resultado apresentou Dilma com mais 550 mil votos do que Aécio (cerca de 5% dos votos válidos).

Agora, faça as contas. Se o candidato do PSDB tivesse vencido em Minas com apenas 1,2 milhões de votos de frente de Dilma (o que significa somente 10% dos votantes mineiros), teria vencido a eleição. Não seria nenhuma surpresa Aécio vencer Dilma com essa pequena diferença em Minas. Pense nisso. É instigante, não?

Estes são os fatos – indiscutíveis, irrefutáveis e inaceitáveis – que marcaram as estranhíssimas inovações desta eleição presidencial, em que não houve transparência nem fiscalização. E la nave va…

09 de novembro de 2014
Carlos Newton

PT DECIDE ENFRENTAR EDUARDO CUNHA PELA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

 

De cabelo implantado, Cunha é uma espécie de Renan da Câmara
 
A bancada do PT na Câmara decidiu hoje (6), durante reunião, que terá candidato à presidência da Câmara para as eleições que ocorrerão no início de fevereiro do ano que vem. O líder da bancada, deputado Vicentinho (SP), disse que os deputados do partido se reuniram para uma avaliação sobre a composição da Mesa Diretora da Câmara, quando, por unanimidade, aprovaram que o partido disputará à eleição para a presidência da Casa.

“Nós teremos um nome para submeter ao plenário para disputar a presidência da Câmara. Para isso, vamos ter um diálogo com todos os partidos, começando pelos da base, os independentes e da oposição, de maneira que a Casa seja bem representada, com independência, sem se situação ou oposição, mas com o papel que cabe ao Parlamento”, disse.
Segundo Vicentinho, na reunião também foi definida uma comissão, que vai dialogar com todos os partidos sobre a sucessão na Câmara. Integram a comissão, os ex-presidentes da Câmara Marco Maia (RS), Arlindo Chinaglia (SP), o próprio líder e os deputados Geraldo Magela (DF) e José Guimarães (CE), que integram a Executiva Nacional do PT.
 
CUNHA É DE OPOSIÇÃO?
 
Perguntado se a comissão vai procurar o deputado Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB, e que tem feito movimentos para ser candidato à presidência da Câmara, Vicentinho desconversou, disse que o PT e o PMDB são partidos do governo e fez uma avaliação sobre a disputa.
“Nós jamais vamos concordar com qualquer candidatura que signifique postura de oposição. Como é que vamos ter uma candidatura que tem atitudes contrárias às orientações partidárias, atitudes individuais. Nós aqui somos coletivos”.

O líder petista informou, ainda, que durante o encontro os deputados também fizeram uma avaliação geral sobre várias questões da relação que o partido quer ter. Ele informou que no dia 3 de dezembro ocorrerá um seminário da bancada com alguns ministros para continuarem dialogando sobre o que os deputados pensam.
 
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Os deputados mais prestigiados são Arlindo Chinaglia e Marco Maia. Os outros dois, Geraldo Magela e José Guimarães, não têm o menor prestígio. Aliás, Guimarães tem prestígio negativo. Além de ser irmão de José Genoino, há alguns anos um assessor seu foi preso no aeroporto com uma mala de dinheiro e a cueca cheia de dólares. Não é preciso dizer mais nada. (C.N.)

09 de novembro de 2014
 Iolando Lourenço
Agência Brasil 

SAMY ADGHIRNI E A SEM-VERGONHICE EM PROL DO BOLIVARIANISMO

Media Watch - Folha de S. Paulo

Uma mídia que não se envergonha de usar recursos como os de Adghirni já nos ajuda a demonstrar o que é morar em um país vivenciando fases intermediárias do bolivarianismo.

Se olharmos a estratégia de guerra dizendo para “bater onde dói”, há um ponto que incomoda muito os bolivarianos: chamá-los pelo nome e explicar ao povo o que isso significa.
Observem as reações deles: sempre começam a se explicar, ficando na defensiva. Eles não fazem o mesmo se os chamamos de comunistas, pois o senso comum percebe isso como muito fora da realidade.
Como disse um leitor, “bolivariano” está mais próximo dessa geração, enquanto “comunismo” fica aparentemente na História, nos livros. Hoje em dia, até mesmo Vladimir Putin quer parecer democrático, por isso é fácil para eles ridicularizarem o rótulo “comunista”. Mas se olhamos para Argentina, Venezuela, Bolívia e Cuba, veremos o bolivarianismo fervilhar e fazer estragos nas sociedades.
Exatamente por isso, essa gente vai tentar truques cada vez mais grotescos para escapar deste rótulo.
Samy Adghirni é o substituto de Vladimir Safatle no UOL, O petista está de férias. Daí arrumaram outro tão embusteiro quanto.
Seu primeiro texto no portal é “Venezuelização?”. Algumas pessoas me falaram: “E aí, Luciano, como responder esse texto?”.
A resposta é conhecer os estratagemas do oponente. Arthur Schopenhauer fez um ótimo trabalho ao escrever sua Dialética Erística, na qual o alemão fez um mapeamento de 38 embustes usados para se vencer um debate sem ter razão.
O primeiro dessa lista é a ampliação indevida, que é exatamente o recurso usado por Adghirni em todo o texto. Essencialmente, exagera-se a afirmação de um oponente para além dos limites naturais da afirmação. O picareta passa a refutar essa versão exagerada, fingindo ter refutado a afirmação original”. É uma especialização da falácia do espantalho.
O truque de Adghirni é só isso e nada mais.
Enquanto todos sabem o que significa o bolivarianismo,  ele diz que se não existe tamanho nível de sucesso em sua implementação, conforme no país de Maduro, então não temos bolivarianismo de forma alguma.
Duvidam?
Então vamos desconstruir o conteúdo de Adghirni:
Antipetistas alardeiam a ideia de que a reeleição de Dilma Rousseff abre caminho para o Brasil se tornar uma Venezuela. Isso é improvável. Apesar dos arroubos retóricos, Lula e Dilma nunca emularam o chavismo.
Aqui ele já entra em contradição consigo próprio ao reconhecer que os antipetistas dizem “que a reeleição de Dilma Rousseff  abre caminho para o Brasil se tornar uma Venezuela”. Mas em seguida, diz que “Lula e Dilma nunca emularam o chavismo”.
Muita calma nesta hora! A segunda afirmação só seria válida se a primeira falasse de antipetistas dizendo “que a reeleição de Dilma Rousseff consolida o processo bolivariano no mesmo estágio da Venezuela atual”. Mas ninguém afirmou isso. Como ele mesmo disse, a afirmação criticada é um alerta em relação ao início do projeto bolivariano, não em relação à sua conclusão definitiva, o que não ocorre nem na Argentina ainda.
Note que já no primeiro parágrafo comprova-se que ele exagerou a afirmação do oponente para fingir ter refutado a afirmação original.
Hugo Chávez trabalhou desde sua chegada ao poder, em 1999, para pulverizar tudo o que existia antes dele. A Venezuela mudou de Constituição e de nome, tornando-se república bolivariana. O PT nunca foi revolucionário, embora Lula defenda uma constituinte para reforma política.
A constituinte para reforma política, como qualquer pessoa intelectualmente honesta sabe, é um pretexto para uma assembleia constituinte. Ou seja, o projeto é exatamente o mesmo. E, obviamente, sabemos que não é preciso de assembleias constituintes para se fazer reforma política.
Quanto a dizer que “O PT nunca foi revolucionário”, faltou só ele combinar o jogo com o próprio partido, que lançou uma resolução política 100% bolivariana.
A diferença é que Chávez trabalhou desde sua chegada ao poder, em 1999, para pulverizar tudo o que existia antes dele. O PT apenas está tentando isso, sem conseguir o mesmo resultado.
O petismo permeia órgãos federais, mas nada se compara ao aparelhamento à venezuelana. Chávez fechou o cerco à oposição até sufocar os que tentaram um golpe de Estado contra ele.
Não se compara? Nem mesmo quando vemos os Correios usando o horário de trabalho para fazer campanha política? E que tal o governo usando o cadastro de beneficiários do Minha Casa Minha Vida para fazer terrorismo eleitoral? Quem Adghirni quer enganar?
O desajeitado Nicolás Maduro herdou essa bomba relógio institucional. Acuado por protestos neste ano, recorreu a bandos armados irregulares, os “coletivos”, para esmagá-los. Saldo: 42 mortos. Bem diferente de junho de 2013.
Coitado de Maduro, não? É um “desajeitado”. Mas quem está na prisão é Leopoldo Lopez. Esse é outro truque de dissimulação de Adghirni: tratar monstros dissimulados como “coitados desajeitados”.
É claro que não é tão fácil para o governo petista fuzilar oponentes. Temos uma mídia livre… ainda. Coisa contra a qual o PT luta o tempo todo.
Lula passou os dois mandatos construindo pontes –com a classe média, com o empresariado e com velhos rivais. Falta a Dilma essa veia conciliadora, mas ela manteve o arcabouço republicano e evita guerrear a oposição.
Estamos notando como Dilma evita “guerrear a oposição”. Chamando-os de “golpistas” e usando artigos financiados pelo governo para difamar opositores. Adghirni é comediante.
Dilma, aliás, reflete a institucionalidade brasileira. Apesar de sua força política, Lula resistiu à tentação de atropelar a Constituição para concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Chávez não teve esses pudores. Enquanto o chavismo governa por decreto, o Planalto continua refém do Congresso.
Mas por que esse sujeito acha que o PT quer assembleia constituinte? Sim, eu sei que ele não acha nada do que está escrevendo. É puro cinismo mesmo.
Aliás, qual é o nome da presidente que escreveu o decreto 8243? Aha…
Se a economia brasileira preocupa, a do vizinho está em vias de colapso, com inflação a 63%, reservas minguantes e desabastecimento geral. Mercados temem um default no pagamento dos títulos da dívida venezuelana.
Como sempre, a ampliação indevida. É assim: se um vampiro bebeu todo o sangue de uma vítima, mas apenas 1 litro de outra, esta última não foi vítima de um vampiro. É um estupro contínuo da lógica.
Lula e Dilma não só deram continuidade a políticas econômicas dos governos anteriores como rejeitaram o modelo venezuelano de controle cambial, expropriação e subsídios em larga escala.
É que um está em fase inicial do processo e precisa construir alianças, e o outro em fase final do processo, e não precisa se aliar com um PMDB da vida por exemplo.
No Brasil, acusações de corrupção são investigadas e passíveis de cadeia. Na Venezuela, é impensável ver presos governistas do nível equivalente a José Dirceu e José Genoino.
Mas já vemos coação violentíssima dos governistas contra brasileiros como Joaquim Barbosa e Sérgio Moro. E sabemos que a condenação de Dirceu e Genoino mexeu com o brio dos petistas, por isso estão mais assanhados que de costume em prol da censura de mídia e dos decretos para coletivos não-eleitos.
O quarto mandato petista está sujeito a retrocessos. Menções à regulamentação da mídia não condizem com o que vem sendo demonstrado.
Hahahaha….
Menção à “regulamentação de mídia”? Os caras fazem congressos (como a Confecom) desde 2010, falam intensamente do assunto desde 2003, financiam com dinheiro público uma legião de blogs chapa branca que só pedem “Ley de Medios já” o dia inteiro, gastam os tubos organizando ONG’s como Barão de Itararé e Coletivo Intervozes, e o tal do Adghirni vem falar em “menções à regulamentação da mídia”? É realmente o nível dos vídeos do Porta dos Fundos que postei ontem.
Por ora, o que está mesmo dando ao Brasil ares de Venezuela não são os políticos nem o apertado placar presidencial, mas a banalização do ódio, propalada principalmente pelo eleitorado inconformado.
Pronto!
Como todo bolivariano, basta acusar o oponente de ódio quando este estiver denunciando violação à liberdade de expressão, aparelhamento estatal e a corrupção.
A sociedade se deixou dominar pela intolerância. Redes sociais transbordam de aberração. A deslegitimação do “outro” já gera violência física. Sinais de um país dilacerado entre metades surdas e irreconciliáveis. O maior risco de Venezuelização vem de nós mesmos.
No final, temos a chantagem emocional de sempre.
Com um cinismo aterrador, ele parte para o ataque xingando de “intolerante” e “aberração” todos aqueles que denunciarem o comportamento petista, a campanha de esgoto, as técnicas de deslegitimação do “outro” (ou “desconstrução”) e todas as tentativas de golpe.
Uma mídia que não se envergonha de usar recursos como os de Adghirni já nos ajuda a demonstrar o que é morar em um país vivenciando fases intermediárias do bolivarianismo.
Você vai tolerar picaretagens deste tipo de gente contra você?
09 de novembro de 2014
Luciano Ayan

DITADURA MILITAR E DITADURA MILITANTE

Artigos - Governo do PT 
Meu amigo alerta: “O PT está construindo no Brasil o mesmo regime de que nós escapamos no Leste Europeu”.

Pai,


Pediram-me para escrever um artigo sobre a ditadura militar e eu logo pensei em você. Tecnicamente, sou um filho da ditadura. Nasci em São Paulo, em 10 de julho de 1970, durante o governo Médici, perto do lugar em que Carlos Marighella fora morto meses antes. Mas nunca esquecerei um fato que eu não pude agradecer em vida: entre combater a ditadura – como fizeram seus dois melhores amigos, Arno Preis e João Leonardo – e formar uma família, você ficou com a segunda opção, e por isso eu existo. Arno e João morreram na luta armada; você me deu a vida.

Lembro-me de uma cena: você e a mãe lendo uma carta na mesa da cozinha, no apartamento da Alameda Barão de Limeira, em São Paulo. Falavam baixo, como se não quisessem ser ouvidos. A carta era de João Leonardo, que estava no exílio. Vocês tinham medo. João Leonardo, o Baiano, encontraria a morte em junho de 1975.

Estou escrevendo um livro. Chama-se “República Socialista do Brasil”. Na história, imagino como seria o nosso país se a esquerda tivesse vencido em 1964. Ironicamente, não seria um país muito diferente do que temos hoje.
O Brasil contemporâneo teve seu crime fundador na morte de Celso Daniel. No meu livro, Celso Daniel também é assassinado, em circunstâncias que fazem lembrar os Processos de Moscou. Você nunca mais votou no PT depois da morte do Celso Daniel – e eu entendo por quê.

Se a esquerda triunfasse em 1964, você sem dúvida ficaria feliz no primeiro momento. Mas não tenho dúvidas de que, com o tempo, sofreria ainda mais do que sofreu no governo militar, porque você sempre foi amigo da verdade e livre de qualquer sentimento de inveja, ao passo que o socialismo é o império da mentira e da inveja obrigatórias.

Quando, na adolescência, eu comecei a ler Trotsky, você torceu o nariz: “Isso é ultrapassado”. Era um aviso. Vejo, escandalizado, que o Brasil de hoje é um reflexo daquele panfleto terrível intitulado “A Moral Deles e a Nossa”, mais algumas loucuras de Gramsci, Che Guevara, Nietzsche e Foucault.

Dias atrás encontrei um casal de queridos amigos estrangeiros. Eles deixaram o Leste Europeu em 1987, antes da queda do comunismo.
Minha amiga disse: “Perto do comunismo, a ditadura militar brasileira foi fichinha”. É isso que as pessoas querem dizer quando falam em ditadura “branda”.

Ditadura é sempre ruim, seja de direita ou esquerda. Mas isso não impede que um regime seja comparado com outro. E meu amigo alerta:
“O PT está construindo no Brasil o mesmo regime de que nós escapamos no Leste Europeu”.

Querido pai, ensine-me a lutar – não contra a ditadura militar, mas contra a ditadura militante.

Com amor,do seu filho e xará.
 
09 de novembro de 2014
Paulo Briguet, jornalista

O BRASIL PREFERE A CIGARRA

Artigos - Governo do PT 
Quando não há explicação moralmente aceitável é preferível deixar o dito pelo não dito. E Lula maneja com perfeição a prolongada retórica do silêncio.

Todo dia recebo mensagens de petistas. Muitas procedem de gente boa, que tenta justificar moralmente seu voto em Dilma sob a alegação de que "corruptos por corruptos eu fico com os que, na minha opinião, estão conduzindo melhor o país".

Tal frase é produto de duas informações falsas. Segundo ela, a) os números do governo petista seriam favoráveis quando comparados com os do governo tucano; b) se o governo petista foi uma infindável sucessão de escândalos, com o alto comando do partido mudando-se para a Papuda, também no governo FHC houve corrupção, "como todo mundo sabe". Sabe? Veremos.
1) Os números favoráveis do governo petista
É sempre difícil e impreciso comparar situações sociais, políticas e econômicas em épocas e circunstâncias diversas. Mesmo assim, julgo importante lembrar que os anos de Lula foram mágicos para o Tesouro Nacional e para as contas públicas. Naquele período, o mercado chinês foi às compras com uma voracidade inexcedível em qualquer momento da história. Centenas de milhões de chineses passaram a demandar grandes quantidades de quase tudo que o mundo podia oferecer. Nossas commodities alcançaram preços antes impensáveis.
No governo FHC, o Brasil precisou vencer uma inflação de 80% ao mês e reverter, com severo ajuste fiscal, a má fama brasileira no mercado mundial. O governo Lula surfou na onda chinesa. O estouro dos mercados mundiais de 2008 encontrou o Brasil bem protegido por um ortopédico colchão de divisas, levando a gestão petista a julgar desnecessário adequar-se. Enquanto outros países faziam como a formiga da fábula de Esopo, o PT, deslumbrado pelo que considerava êxitos seus, brincava de cigarra. Por isso, os 12 anos petistas resultaram desastrosos política, moral, econômica e financeiramente.
O PT gosta de comparar certos dados de 2014 com os de 2002 (último ano do governo tucano). Omite, porém, o fato de que nos meses que precederam a vitória e a posse de Lula, o medo tomou conta dos mercados. A bolsa caiu, o dólar disparou e os preços subiram como precaução ante o que aconteceria se o PT, ao assumir, fizesse o que, irresponsavelmente, exigia de seu antecessor. Tal comparação, portanto, alcança requintes de desonestidade: é o PT cobrando de seu opositor o mal que ele próprio causou por ter feito uma oposição perversa e moralmente desonesta.
Os fatos divergem do que o PT gosta de proclamar: o Brasil deve muito ao governo de FHC. Agora, sob a gestão petista, apresenta um desempenho muito inferior ao dos países de seu entorno, que foram mais prudentes nas suas contas. O Brasil de Lula e Dilma malbaratou os ganhos herdados e se reencontra, agora, com os velhos males da inflação e da recessão. Ao fim e ao cabo, a gestão petista foi melhor? Melhor em quê?
2) O alvará de boa conduta passado pelo PT ao PSDB
Pela cartilha petista, escândalo no território inimigo era e continua sendo coisa que ou existe ou se fabrica. Onde houvesse o mais tênue fio de fumaça da suspeita o partido era o primeiro a chegar, com um tonel de gasolina. Apontava o dedo acusador com a suposta autoridade moral de quem jamais contou dinheiro mal havido. Foi assim que o partido, sem muito esforço, diga-se, destruiu moralmente os governos Collor e Sarney. Foi assim que o partido avançou contra o governo FHC, requerendo mais de duas dezenas de CPIs, sempre com apoio da mesma mídia que o PT hoje execra. As investidas foram tantas, tão contínuas e violentas que o prestígio do ex-presidente despencou dos elevados índices a que chegara nos pleitos que venceu. Quanto de verdade havia naquelas acusações? Não pergunte isso ao PT. Sabe por quê? Porque o PT concedeu ao PSDB um atestado de boa conduta.
Com efeito, em 2003, com a posse de Lula, os petistas não mais dependiam das CPIs para investigar coisa alguma. Passavam a dispor de todos os meios para isso. Ministério da Justiça, Controladoria-Geral da União, ABIN, Polícia Federal, Receita Federal, eram apenas alguns dentre os muitos instrumentos disponíveis. Sem esquecer, ainda, gavetas e arquivos de todos os ministérios, repartições e empresas estatais do país. Entretanto, surpresa! Empossado Lula, a inquisição petista deve ter embarcado em Alcântara rumo a algum asteróide distante. Nada foi investigado! O outrora refinado faro não capta mau cheiro sequer quando vem da sola do próprio sapato. Seus sherloques, seus produtores de dossiês, seus assassinos de reputações, que antes pareciam saber de tudo que acontecia na República, foram acometidos de um alheamento, de um autismo em que não apenas ninguém está a par do que acontece na sala ao lado, mas é a própria mão direita a primeira a desconhecer o que a esquerda faz. Sobre essa duplicidade de conduta nada se fala, nada se escreve. Quando não há explicação moralmente aceitável é preferível deixar o dito pelo não dito. E Lula maneja com perfeição a prolongada retórica do silêncio. Se, na oposição, acusavam sem evidências, cometeram crimes de injúria e difamação. Se, no governo, dispunham de meios para investigar e não o fizeram, cometeram crime de prevaricação.
Já cansei de escrever sobre isso. E só colho silêncio como resposta. É um silêncio que comprova a tese: o melhor atestado de boa conduta do PSDB é passado pelo PT. O resto é conversa fiada. Não, não sou tucano. Nem idiota.

09 de novembro de 2014
Percival Puggina

BENEDITA DA SILVA: INTERLOCUTORA ENTRE GOVERNO DO PT E EVANGÉLICOS

Artigos - Governo do PT


Benedita da Silva
De acordo com a coluna Radar, do jornalista Lauro Jardim, da revista Veja, no que depender de Silas Malafaia, Benedita da Silva será a nova interlocutora entre o governo do PT e a população evangélica.
Em sua coluna, Lauro diz: “Silas Malafaia estendeu a mão ao governo. Na quarta-feira, o deputado federal eleito Sóstenes Cavalcante, candidato lançado por Malafaia, fez uma visita a Gilberto Carvalho. Sugeriu que Benedita da Silva seja a interlocutora entre o governo e o mundo evangélico.”
Que tipo de interlocução Benedita faria, já que sua especialidade é bajular cúmplices do PT? Exatamente um ano atrás, ao referir-se a José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino, Benedita tratou os três como “heróis” e “guerreiros,” injustiçados e vítimas da direita e da grande imprensa.
Talvez o maior papel de Benedita na interlocução entre PT e evangélicos seja sua alegada participação no infame Dossiê Cayman. Segundo algumas informações, na década de 1990 ela e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informaram ao ex-reverendo Caio Fábio D’Araújo Filho, que na época era o maior líder da Igreja Presbiteriana do Brasil e era tratado como um papa no mundo evangélico, acerca do dossiê, incentivando-o tentar negociar uma cópia do documento forjado para tentar vencer as eleições de 1998, prejudicando o PSDB, e principalmente seu candidato à presidência, Fernando Henrique Cardoso.
O esquema não deu certo, nem para o PT, nem para Benedita e nem para o ex-pastor presbiteriano.
Esse talvez tivesse sido o maior trabalho de interlocução entre Benedita e o homem que era o maior líder evangélico da época. Mas o que ambos fizeram nada tinha a ver com uma demonstração de verdadeiro caráter evangélico.
Muito antes desse escândalo, tive oportunidade de conhecer a falta de testemunho evangélico de Benedita.
Em 1992, numa comissão da Câmara dos Deputados sobre aborto, acompanhei o então presidente da CNBB. Ele foi tratado de forma muito desrespeitosa. Ele estava defendendo a vida e os outros, inclusive a comunista Jandira Feghali, defendiam o aborto aos gritos, palavrões e vulgaridades.
A então deputada evangélica Benedita da Silva estava lá, do lado dos abortistas. E eu, um evangélico, estava com o presidente da CNBB e um líder pró-vida católico. Estávamos em total minoria. Depois da reunião, cobrei da Benedita. Eu disse a ela pessoalmente: “Como você tem coragem de se aliar a indivíduos sem o Espírito Santo que apoiam o aborto?”
Ela me respondeu: “Não diga uma coisa dessas. Todos têm o Espírito Santo.”
O presidente da CNBB que eu estava acompanhando era esquerdista, mas pelo menos não estava defendendo o aborto. Benedita já era esquerdista, porém estava bem abaixo do líder católico.
Antes de ela se tornar membro da Igreja Presbiteriana do Brasil, ela era membro da Assembleia de Deus presidida pelo Bispo Manoel Ferreira. Com meu incentivo, um amigo católico de Brasília na época entregou documentação ao bispo assembleiano sobre as alianças abortistas de Benedita, que rapidamente se mudou para a IPB.
Que tipo de interlocução agora Sóstenes Cavalcante ou Silas Malafaia quer que Benedita faça? Não há ninguém melhor no mundo evangélico para fazer esse trabalho?
O tipo de interlocução necessário é de alguém que traga até Dilma e seu governo líderes evangélicos que possam ser canais de transformação espiritual. Militantes como Benedita nem de longe estão à altura dessa responsabilidade.
09 de novembro de 2014
Julio Severo
 

A QUEDA DO MURO, O FORO DE SÃO PAULO E A AMÉRICA LATINA

Notícias Faltantes - Foro de São Paulo 
Não se sabe, e talvez jamais se saiba, quantos milhões de dólares do Estado venezuelano o tenente-coronel Hugo Chávez pôs nas mãos de Lula da Silva e Marco Aurélio Garcia, sua mão direita e homem encarregado da Conexão São Paulo-Caracas, para ganhar a presidência do Brasil em 2003.

Chávez cumpria com obediência um compromisso selado com Fidel Castro, seu pai putativo: montar o ex-sindicalista metalúrgico de proveniência trotskista na presidência da primeira potência sul-americana e desde lá estender a mancha do castro-chavismo por toda a região.

A julgar pelos milhares de milhões de dólares anuais e os mais de 100 mil barris de petróleo diários oferecidos a Cuba desde então, a mão com que se auxiliou o PT para entrar no poder pela porta grande há de haver sido extremamente generosa. Tanto, como para que Chávez aparecesse intempestivamente quando lhe dava na telha e nas ocasiões mais inoportunas por Brasília para ver como cresciam os lucros de seu investimento político. Passar a vê-lo em funções, mesmo que rompesse o protocolo e perturbasse o Itamaraty, era um direito adquirido.

Anos depois, “as maletas” carregadas com milhões de dólares contantes e soantes da PDVSA se fariam emblemáticas na América Latina, pelo menos uma deles contendo US$ 800 mil, descoberto em um incômodo incidente aduaneiro bonaerense, enquanto corria a campanha presidencial de Cristina Fernández.
Jamais soube-se nem se saberá quanto foi o montante total investido pela estatal venezuelana na eleição e re-eleições dos Kirchner. E nas de todos os restantes presidentes matriculados no Foro paulista. Do que não nos esquecemos é dos 5 milhões de dólares que lhe entregou para resolver seus problemas financeiros. Foram devolvidos?

Depois da peixeirada que o tenente-coronel venezuelano encaixou em dezembro de 1998 à inerme e desorientada Quarta República, transcorreram exatamente quatro anos para que Lula se fizesse com o governo do Brasil e cinco meses mais para que Néstor Kirchner o conseguisse na Argentina. Conquistadas as jóias da coroa - Venezuela, Brasil e Argentina - o resto foi costurar e cantar.

Embora nos casos de Evo Morales na Bolívia devessem transcorrer outros três anos, quatro para o de Rafael Correa no Equador e incontáveis turbulências castrenses, golpes de Estado, derrocamentos vários - na Argentina se fizeram e desfizeram governos em horas - e outros acidentes devidos à porfia com que Fidel Castro, Lula e o Foro de São Paulo haviam decidido: a nova estratégia ordenava entrar no poder pela porta larga de processos eleitorais, com plena legitimidade de origem para depois, se davam-se as mesmas condições que na Venezuela, passear pela ilegitimidade de desempenho, esvaziar as instituições democráticas de todo o conteúdo vinculante e convertê-las em carrancas de um novo estabelecimento, como na Venezuela: fundar repúblicas socialistas e bolivarianas.

Uma década depois e rompidas todas as travas convencionais, o ex-guerrilheiro tupamaro Pepe Mujica se montaria no Poder no Uruguai, a ex-guerrilheira Dilma Rousseff sucederia Lula no Brasil por dois mandatos consecutivos mais e a militante socialista clandestina Michele Bachelet, criada na RDA, voltaria ao Poder do Estado chileno livre dos compromissos e ataduras da velha Concertación Democrática, após o projeto de reviver a velha Unidade Popular, desta vez segundo o ansiado sonho de Luis Corvalán, o ex-secretário-geral do Partido Comunista do Chile: com o centro da Democracia Cristã acoplado ao carro da esquerda marxista. O desiderato. Em vinte e dois anos, de 1992 a 2014, a faina parecia completa: a América Latina descansava nos braços do ancião havanero. Seu Deus ex machina: Hugo Chávez.

Foi um investimento sistemático, tenaz e sem fissuras do castro-chavismo para se fazer com o controle da região sem um só disparo, sem derramar uma gota de sangue, sem perturbar a ordem institucional e as boas consciências do democratismo imperante no ocidente. Ao extremo de coroar a andadura com o controle absoluto da OEA, nas mãos do militante socialista José Miguel Insulza, e de todos os organismos regionais. A quadratura do círculo. Por um suspiro a dominação da América Latina não acabou sem hiatos: México e Peru se salvaram, por enquanto, por décimos de pontos. Continuam na mira.

Este 9 de novembro se comemora vinte e cinco anos da queda do Muro de Berlim, antecedente direto da implosão da União Soviética e o desaparecimento do bloco “por trás da cortina de ferro”. Ambos eventos - a queda do Muro com suas conseqüências histórico-universais e a expansão do castro-chavismo na América Latina -, embora pareçam absolutamente desvinculados, estão ligados em grau superlativo.

O desaparecimento da União Soviética em 1991 e do subsídio que a mantinha com vida desde o começo mesmo da revolução produziu efeitos devastadores em Cuba, dando início ao chamado “período especial”. Pela primeira vez em seus trinta e dois anos de história, a Cuba revolucionária via-se compelida a viver por seus próprios meios, para o qual jamais esteve nem está capacitada. Ou vive da caridade alheia ou desfalece.

Uma brutal redução do PIB da ordem de 36% só nos primeiros anos do período, carências de petróleo e alimentos essenciais, proliferam de enfermidades devidas à má nutrição, entre elas uma insólita e medieval epidemia de cegueira, e um desaforado esforço por realizar reformas que permitissem a simples sobrevivência.
Atenuadas em parte graças à abertura aos investimentos turísticos europeus, particularmente espanhóis, reforçados mediante a ação de uma indústria ancestral cubana dos tempos da grande frota espanhola: a prostituição como fonte de divisas.

É quando Fidel Castro volta-se uma vez mais para a América Latina e funda, em 1990, conjuntamente com Lula da Silva, o chamado Foro de São Paulo, um espécie de Internacional Latino-americana marxista que reúne todos os partidos de esquerda e extrema esquerda, movimentos guerrilheiros e ONG contestadoras da região, para coordenar esforços após um segundo grande embate pela conquista da América Latina e a expansão do castrismo, embora sob as renovadas formas de uma estratégia combinada, pacífica, eleitoreira e suficientemente versátil e flexível para adequá-la às circunstâncias específicas de cada país.

As graves penúrias do período especial, a obstinação e a infinita paciência de Castro se conjugaram para uma grande vitória estratégica. Como lhe sucedeu durante toda sua vida, a sorte o acompanhou no intento.
Encontrando primeiro a compreensão e o auxílio de três reconhecidos líderes democráticos - Felipe González, Carlos Andrés Pérez e Cesar Gaviria -, erradamente convencidos de que era possível reintegrar Castro e seu regime totalitário ao seio das democracias latino-americanas e à OEA, e dando de cara, depois, com um comandante golpista no qual viu de imediato o prospecto capaz de se apoderar da Venezuela e endossar-lhe o petróleo venezuelano, arma que se caísse em suas mãos - como afirmou pessoalmente a Regis Debray e sua esposa venezuelana Elizabeth Burgos durante a segunda metade dos sessenta em Havana: “seria capaz de se fazer com o domínio do mundo”.

Essa relação, estabelecida com Hugo Chávez pouco depois de ser libertado do cárcere pelo presidente Rafael Caldera, no curso do ano de 1995, tornaria realidade o modelo de que se serviria o Foro de São Paulo para conquistar uns e outros: promover graves crises dos sistemas de dominação, derrocar governos constituídos, conquistar os governos mediante processos eleitorais - fraudulentos, enganadores ou intervindos desde o executivo - e pôr em prática o virtual saque da institucionalidade democrática, lá onde, como na Venezuela, fosse possível. Populismo, estatismo e clientelismo, as clássicas armas do caciquismo conservador latino-americano do passado, convertidas nas novas armas da ingerência marxista na região.

Longe de garantir a paz perpétua perseguida por Kant ou de haver posto fim à história, como pretendeu Fukuyama, a queda do Muro, a implosão do bloco soviético e o desaparecimento da bi-polaridade característica do período da Guerra Fria aberto após o fim da Segunda Guerra Mundial, mais se assemelha ao último suspiro de Nietzsche que à pastoral utopia hegeliano-marxista do Manifesto Comunista.

A rigor, a derrota infringida aos soviéticos pelo governo Reagan com sua Guerra nas Estrelas, enquanto cresciam as demandas por melhoras sociais e econômicas de seus cidadãos e a crise alcançava contornos exponenciais, desarticulou-se a gendarmeria mundial da qual ambas super-potências se ocuparam entre 1945 e 1990. Tanto no nível europeu - a OTAN e o Pacto de Varsóvia - como no nível mundial.

A China reduziu sua intervenção ao plano econômico, convertendo-se na primeira potência emergente mundial, os Estados Unidos reduziram drasticamente sua capacidade de intervenção policial nos conflitos internacionais, a Europa está praticamente marginalizada da resolução dos grande conflitos, enquanto desaparecem os marcos e diques de contenção dos conflitos sociais, raciais e religiosos que atormentam o ocidente.

A ameaça de instabilidade crescente representada pelo Estado Islâmico, tanto para o próprio mundo árabe como para o resto do mundo, assim como o freio que o crescimento global sofre, estabelecem interrogações de complexa e muito difícil resposta. Evidentemente, esta situação de indefinições e conflitos mundiais manietam os Estados Unidos a respeito de sua vigilância sobre o quintal e deixam o terreno livre para a atividade das pretensões neo-coloniais do Foro de São Paulo. Que soube compreender e antecipar os conflitos do Oriente Médio e selar alianças que, no caso da Venezuela, chegam ao extremo de servir de plataforma de expansão a ingerência do talibanismo islâmico na região. Ao mesmo tempo em que dê ponte para a penetração do capitalismo chinês, hoje praticamente dono do petróleo venezuelano, e em vias de um expansivo crescimento de sua influência econômica sobre todo o hemisfério.

Existem razoáveis perspectivas de êxito para a recuperação plena, no curto e médio prazo, das democracias liberais na América Latina? Esta espécie de crise de re-ordenamento e mudanças de paradigmas que se adverte em países tradicionalmente estabilizados, como o Chile, poderia chegar a fraturar seu próprio sistema político como os do Peru, Colombia, México e América Central?

Até agora, são perguntas sem respostas. Advertem-nos sobre um panorama sombrio.


09 de novembro de 2014
Antonio Sánchez García
Tradução: Graça Salgueiro

EVO MORALES: "OBRIGADO, FIDEL".

Notícias Faltantes - Foro de São Paulo 
Evo Morales, o presidente boliviano, é agradecido, pois reconheceu publicamente que seu acesso e continuidade no poder, ao qual chegou no 2005, é conseqüência da assistência de todo tipo que o desaparecido Hugo Chávez e o tristemente presente Fidel Castro lhe prestaram.

Chávez e Castro facilitaram a Morales os recursos materiais e logísticos que necessitava para desestabilizar o país e se converter em uma alternativa de poder, porque se não fosse por estes dois autocratas, o líder cocalero não teria passado de ser um agitador de ofício que recorria à violência extrema para impor sua vontade e incrementar sua influência, porém sem possibilidades de ganhar umas eleições presidenciais.

Embora Morales se vista como civil e pretenda aparentar ser um humilde indígena, não é menos cruento e abusivo que seus pares de uniforme que o precederam, ao extremo de que é o governante que por mais tempo dirigiu o país.

O primeiro governo de Morales deveria ter fim em 2010, porém a adoção de uma nova constituição - as conhecidas manobras re-fundacionais dos patrícios da Aliança Bolivariana das Américas (ALBA) -, lhe permitiram postular-se em 2009, quando levava três anos na presidência, pelo que estendeu seu mandato até 2015.

Com este recente triunfo eleitoral, Evo Morales e seu vice, Alvaro García Linera, poderão governar até 2020, mas conhecendo as ambições de poder de ambos, é de se esperar que em alguns meses iniciem uma campanha para reformar a Constituição, e aspirar a um quarto mandato ou, talvez indefinidamente, como estabeleceu Rafael Correa, outro déspota da ALBA.

Em 2013, os índices de desenvolvimento democrático que a fundação Konrad Adenauer e a consultora argentina Polilat produziram assinalam que a Bolívia é um país com baixo desenvolvimento democrático, inclusive aponta que está abaixo de sua melhor marca obtida no ano de 2002.

O documento resenha que a Lei 045 de Luta contra o Racismo e Toda Forma de Discriminação foi utilizada para batalhas legais entre oficialistas e opositores, como também contra os meios de comunicação.

Sobre a situação da imprensa e os jornalistas na Bolívia, manifestaram-se a Sociedade Interamericana de Imprensa, Repórteres sem Fronteiras, Periodismo sin Fronteras e o Comitê de Proteção aos Jornalistas.

A corrupção é outra marca presente no oficialista Movimento ao Socialismo (MAS), marca que também se mostra em todas as instâncias do governo de Morales.

Os jornalistas Humberto Vacaflor e Marianela Montenegro - só alguns exemplos porque há inúmeras revelações a respeito -, confirmaram as denúncias de legisladores da oposição da corrupção, tráfico de influência e prejuízos econômicos ao Estado boliviano, dos quais responsabilizam o presidente Evo Morales e seu vice-presidente, García Linera, assim como seus colaboradores mais próximos.

Os jornalistas expõem que as denúncias de corrupção vão desde super faturamento de preços em construção de estradas, à construção ilícita de mais de 8 condomínios na cidade central boliviana de Cochabamba.

A Bolívia expulsou a Administração Anti-drogas dos Estados Unidos, DEA, em 2008, e em um recente informe Washington referia que Venezuela e Bolívia, junto à Birmânia, são os países que não cumpriram com seus compromissos contra o tráfico e a produção internacional de drogas nos últimos doze meses.

Segundo um escritório das Nações Unidas, a Bolívia tem um excedente de cultivo de 19 mil hectares, e um estudo feito pela União Européia estabeleceu que o país só necessita cultivar 14.705 hectares de coca para mascar e uso medicinal.

O governo de Morales tem a seu haver inúmeros assassinatos, depois de se haver comprometido a governar sem mortos. Um dos mais destacados foi o massacre de El Porvenir, Pando, onde 13 pessoas perderam a vida e cinqüenta foram feridas de bala.

O afã continuista tem muito a ver com a adição ao poder, mas também é um assunto de sobrevivência. Governar garante a impunidade pelos abusos cometidos, além de que também permite continuar desfrutando dos bens do Estado e das vantagens que o poder permite.

Morales controla as frágeis instituições de seu país, tal e como fazem seus pares da Nicarágua, Equador e Venezuela, condição que tornou possível que o Tribunal Constitucional decidisse que esta nova postulação era a segunda e não a terceira, como foi na realidade.

A esta situação é necessário somar a política clientelista ou de favores do governo para os eleitores, uma constante campanha de intimidação contra o votante, junto a ameaças e represálias contra possíveis candidatos contrários ao governo.

A vitória de Evo Morales e o modelo que patrocina não é uma surpresa, o controle da máquina eleitoral e de todos os poderes do Estado é uma garantia que o povo boliviano só pode revogar, quando assumir definitivamente o controle de seu destino.


09 de novembro de 2014
Pedro Corzo
Tradução: Graça Salgueiro

FRAUDES E COINCIDÊNCIAS QUE AJUDARAM A ELEGER DILMA



Uma das maiores surpresas dos brasileiros foi ligar a televisão no final da tarde e perceber que só estava ocorrendo apuração dos votos para governador nos Estados em que havia segundo turno. Nada de apuração da eleição presidencial.
 
Ninguém estava acostumado com isso. Nunca antes, na História deste país, isso tinha acontecido. Todos estavam acostumados àquela saudável e patriótica emoção de votos virem pingando de todo o país, até ocorrer o desenlace final.
 
Desta vez, não. As emissoras de TV ficaram embromando, fazendo debates entre intelectuais, enchendo linguiça e aguardando. E aguardando… Até que, depois da 20 horas, chegaram os primeiros resultados oficiais, que já vinham indicando a vitória de Dilma Rousseff, pois faltava apurar apenas 5% dos votos.
 
Como aconteceu isso? Ora, o estranho fenômeno eleitoral só ocorreu mediante uma série de “coincidências”.
 
1) O horário de verão, por decreto presidencial, começou dia 19 de outubro, às vésperas do segundo turno. Como atrapalhava a apuração (segundo o Tribunal Superior Eleitoral), bastava baixar um novo decreto adiando-o ou adiantando a hora no Acre, que só tem 500 mil eleitores e praticamente não influi nas eleições presidenciais. Mas por “coincidência”, o governo não fez uma coisa nem outra.
 
2) Sob esse ridículo argumento do horário da eleição no Acre, por “coincidência” o TSE do ministro petista Antonio Dias Toffoli criou a apuração secreta, que transcorreu numa sala reservada, à qual nem mesmo os ministros do TSE tiveram acesso, e sem fiscalização pelos partidos e pela Polícia Federal.
 
3) Nas eleições anteriores, os Tribunais Regionais Eleitorais iam transmitindo paulatinamente a apuração, diante da imprensa e sob fiscalização dos partidos e da Polícia local. Foi assim que em 1982 se descobriu a fraude do Proconsult para derrotar Brizola. O delegado Manoel Vidal, chefe da segurança da apuração, percebeu o golpe, simultaneamente denunciado também por nosso colega Pedro do Coutto, que cobria a apuração pelo Jornal do Brasil.
 
4) Mas nesta eleição estilo 2014, por “coincidência” (ou melhor, pelo efeito Acre), os TREs só divulgavam os votos para governador e iam enviando a apuração presidencial diretamente para a sala secreta do TSE.
 
5) Também por “coincidência” (digo, ainda pelo efeito Acre), os Estados onde não havia segundo turno para governador não divulgavam nada e também mandavam seus totais para a sala secreta do TSE.
 
6) E a grande “coincidência” foi saber que a vitória de Dilma Rousseff foi garantida pelos votos de Estados sem eleição para governador em segundo turno, onde não houve fiscalização dos partidos, nada, nada.
 
7) Foi também curioso e intrigante saber que Dilma estava perdendo para Aécio até 80% da apuração (às 19h32me de repente, no finalzinho, também por “coincidência”, ganhou por pequena margem, com base na votação em Estados sem segundo turno, cujos totais foram passados em bloco, diretamente para a sala secreta do TSE: Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Pernambuco e outros estados do Nordeste.
 
8) E por “coincidência”, foi instigante saber que Aécio perdeu até mesmo em Pernambuco, onde o mito Eduardo Campos conseguira fazer o governador no primeiro turno.
 
9) Ainda por “coincidência”, o dirigente petista Luiz Eduardo Greenhalg adiantou a “vitória”, alardeando-a em sua conta no Twitter e no Facebook às 19h26m,e não adianta dizer que foi erro por causa do horário de verão, porque ele escreveu “vamos aguardar o final da apuração”. Se estivesse escrevendo às 20h26m, jamais diria isso, pois Dima já estava “eleita”.
 
10) E na “coincidência”, o site do PT anunciou a vitória de Dilma às 19h35m, com precisão impressionante, dizendo que ela tivera (na verdade, teria) 51,57% dos votos. Um erro de apenas 0,7%, ou seja, precisão de fazer inveja a qualquer “instituto de pesquisa. E não dá para negar, está lá no site do PT.
 
09 de novembro de 2014
Tribuna da internet
 
 

ELIANE CANTANHEDE É DEMITIDA DA FOLHA

"Reestruturação" com inspiração petista da Folha atinge um ícone do colunismo político: a jornalista Eliane Cantanhêde.
 
 
"Reestruturação" da Folha atinge um ícone do colunismo político: a jornalista Eliane Cantanhêde, que se notabilizou pela lucidez e não se deixou ser cooptada e fazer a vontade do o PT e a presidente Dilma Rousseff.
No início do ano, ela anunciou a possibilidade de um apagão na Copa, o que fez o Governo acionar mais termas elétricas para produção de energia.
Nas eleições, não escondeu que não caía no conto petista. Sua posição em pró da verdade, não apoiou as mentiras, injúrias e calúnias da turma "comunistalha". 
Justificando uma tal fase de corte de gastos ( o que é estranho pois foi muito bem aquinhoada pelos petismo e seus apoiadores ) a Folha já demitiu cerca de 25 profissionais nos últimos dias.
 
09 de novembro de 2014
in blog do mario fortes