"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

PIADA DO DIA: MANTEGA DIZ QUE POVO APOIA POLÍTICA E ECONÔMICA!

 



Desprezado, demitido e desolado, mas aparentando invulgar empolgação, o ainda ministro Mantega convocou os jornalistas que cobrem o Ministério da Fazenda para fazer declarações sobre o resultado das urnas. Como não tinham mais nada para fazer, numa segunda-feira de ressaca eleitoral, em que rareiam as pautas interessantes, os repórteres foram ouvi-lo.

Estava rouco (“de tanto torcer por Dilma”, justificou, como se fosse íntimo dela, que o despreza e somente o aturava por imposição de Lula). E fez afirmações hilariantes: “Estou feliz com o resultado das eleições, isso mostra que a população está aprovando a política econômica que estamos fazendo”, disse o ministro, como se alguém fosse capaz de apoiar uma política que partiu de um crescimento de 7,5 ao ano e quatro anos depois caiu para crescimento zero. E prosseguiu na sua cômica versão da realidade do país, fazendo planos para o futuro, embora já tenha sido demitido há dois meses e continue apenas interinamente no cargo.

“Nós vamos continuar nos esforçando para aumentar a transparência da execução fiscal. Aliás, isso tem avançado bastante. Portanto, esse é o rumo que está estabelecido”, prosseguiu, elogiando os feitos da política econômica, mas sem se referir às bilionárias maquiagens que têm sido feitas nas contas nacionais para reduzir o déficit fiscal. Até que, de repente, caiu na real:
“Temos grandes desafios pela frente, para podermos adentrar num novo ciclo de expansão da economia brasileira e mundial. Estamos trabalhando com cenários adversos, porque a economia mundial não melhorou como deveria”, citando a crise internacional como um dos entraves para o crescimento da economia brasileira.
AS “METAS” DE MANTEGA
 
Depois passou a se referir às metas dos próximos quatro anos de mandato, até parecia que ele estava confirmado para permanecer no cargo. E como falava a sério, os jornalistas procuravam não rir dele, embora todos saibam que dos 39 ministros do governo Dilma, Mantega é o único que já está demitido por antecedência.

E assim a curiosa entrevista foi se estendendo, não acabava mais a conversa fiada, até que os repórteres enfim perguntaram sobre os possíveis nomes para sucedê-lo no Ministério da Fazenda, e Mantega respondeu assim: “Essa pergunta não tem que ser feita a mim, tem de ser feita à presidenta.” E a entrevista acabou.
Será Mantega sabe de alguma coisa que a gente não sabe?

29 de outubro de 2014
Carlos Newton

DILMA JÁ COMEÇA MAL, DESAGRADANDO O CONGRESSO

 


 
Não foram boas as sinalizações da presidente reeleita, Dilma Rousseff, no seu discurso de vitória, em que sobressai a proposta de uma reforma política plebiscitária, já rejeitada pelo Congresso Nacional quando proposta no auge das manifestações de rua em junho de 2013.
Ali atribuiu-se à falta de resposta imediata ao clamor das ruas por melhor gestão pública, o recurso reforma como panaceia para as mazelas nacionais. Mas sua reinserção no discurso da presidente vitoriosa nas urnas parece desconhecer a ineficiência da proposta para a reversão dos problemas que respondem pelo desgaste de seu governo.

Dilma não mencionou a oposição na sua proposta de diálogo, uma omissão que, em discurso lido, preparado com antecedência, não pode ser debitada a uma falha comum ao improviso dos pronunciamentos feitos no calor das comemorações.

Sua oferta de diálogo pareceu ter como destinatário o eleitor, mesmo finda a campanha, resvalando novamente para a relação direta com a população, que a proposta plebiscitária já traíra no início de sua fala. Disse não ver o país dividido e respaldou a exortação à união na abstrata figura de “uma energia mobilizadora, um bom terreno para a construção e pontes”.

UM MAU COMEÇO

É um mau começo para quem precisa sinalizar a um legislativo que reduziu numericamente a bancada do PT, fortaleceu o PMDB que, por sua vez, sai das eleições dividido em duas alas – a governista e a oposicionista. E que terá um PSDB motivado na oposição , o que não ocorreu em todo o seu primeiro mandato.

Dilma insistiu na crença de que o plebiscito legitimará a reforma política que pretende fazer, abraçando a linha bolivariana do PT que reduz a importância do Congresso Nacional como fórum, este sim, legitimador das mudanças a serem implementadas no país.

A opção por fazer o discurso da vitória em ambiente de militância, transformou o que deveria ser uma peça isenta, em consonância com a proposta de conciliação nacional, em uma comemoração partidária, cuja moldura era formada pelos dirigentes do PT que vocalizam o discurso do “nós contra eles”, que permeou a campanha da candidata vitoriosa.

O palco do pronunciamento teve o desenho de gueto, a denunciar a pressão que o PT tentará exercer sobre o segundo mandato da presidente, sob os aplausos da militância, desprezando a importância do ritual político que simboliza um governo para todos.

A MESMA DILMA DE SEMPRE

Dilma reeleita mostrou-se a mesma Dilma do primeiro mandato, que continua sem pressa na indispensável reconciliação com o mercado, que amanheceu de ressaca com o resultado eleitoral: bolsa em queda de 6%, dólar em alta, a R$ 2,56 e as ações da Petrobras em baixa superior a 14%.

Não houve na campanha, e continua ausente, a informação essencial ao mercado: o que pensa a presidente reeleita , para a economia, em seu segundo mandato. A única menção ao tema foi tão vaga quanta desalentadora, pela sugestão de medidas de varejo: “Promoverei ações localizadas para retomar o ritmo de crescimento e manter a garantia de níveis altos de emprego e salários”.

A corrupção, que seguramente será a principal protagonista do cenário político, mereceu referência breve e genérica: “Terei um compromisso rigoroso com o combate à corrupção, com mudanças na legislação para acabar com a impunidade”
.
CORRRUPÇÃO
 
É surpreendente que a presidente mantenha discurso que associa o combate à corrupção com mais legislação, quando esta já garantiu o avanço das investigações sobre a Petrobrás até o Supremo Tribunal Federal, palco anterior das condenações de dirigentes de seu partido, e de outros da base aliada, sem que fosse preciso uma parágrafo a mais no texto legal.

O descuido com uma cena de vitória mais sintonizada com o momento de divisão eleitoral do país, revela um bastidor conflagrado no PT, que entrou na campanha dividido, inclusive com os dois principais atores do teatro político, o ex-presidente Lula e a presidente reeleita, estremecidos pessoalmente.

O discurso da presidente não contribuiu para a difícil tarefa de dar a um governo reeleito sob forte desgaste político, um clima de novo. Subtraídos os 15 milhões de votos dos beneficiários do bolsa-família obtidos no primeiro turno – e ratificados no segundo -, pode-se dizer que o governo foi politicamente reprovado nas urnas pela maioria da sociedade organizada.

Com o país registrando crescimento abaixo de 1%, sem investimentos, com inflação acima da meta e credibilidade internacional abalada (há expectativa de novos rebaixamentos de crédito), analistas do próprio universo governista temem que a presidente acredite que foi reeleita por seus acertos.

29 de outubro de 2014
João Bosco Rabello
Estadão

NO INQUÉRITO DA PETROBRAS, YOUSSEFF É O HOMEM QUE SABIA DEMAIS

 

A verdade é essa. O inquérito relativo às denúncias sobre os desvios ocorridos na Petrobrás, elevados à categoria de os maiores escândalos na história da administração brasileira terá que prosseguir até o final.
Não só em função da delação, até agora está abrangido o ex-diretor Paulo Roberto Costa, e nela deseja ingressas o doleiro Alberto Youssef, mas sobretudo em decorrência da afirmação feita pela Presidente Dilma logo ao início do debate com o senador Aécio Neves, sexta-feira passada, na Rede Globo de Televisão.

A presidente da República, inclusive, anunciou a intenção de mover processo judicial a revista Veja pela manchete na edição que circulou também sexta-feira, antes do debate, cuja primeira página divulga afirmação atribuída a Youssef. Ao anunciar sua decisão de ir à Justiça, Dilma Rousseff, no sentido de encontrar base para tal gesto, necessita, antes de tudo, dar curso à investigação.
Simples em questão de lógica: somente na sequência da investigação encontrará a prova de que necessita para a ação com a qual se comprometeu diante do país.

O debate, de acordo com dados divulgados, alcançou uma audiência de 30 pontos no seu desenrolar, atingindo assim aproximadamente 60 milhões de pessoas. O confronto, certamente, como é lógico, influiu nas intenções de voto. Mas não é esta a questão.
O aspecto essencial trata-se do compromisso assumido pela chefe do Executivo de ir ao Judiciário em busca, segundo afirmou, da verdade. Ela não pode recuar da posição que assumiu.

CONFIRMAÇÃO

O desenrolar do novo episódio vai depender, em primeiro lugar, da confirmação ou não do doleiro quanto à frase apresentada como dele, de que o ex-presidente Lula e a presidente Dilma sabiam da trama que explodiu nas páginas da imprensa e nas telas da televisão.
Sob o aspecto mais importante do tema, Alberto Youssef transforma-se de um dos personagens centrais do sinistro enredo, ao mesmo tempo, em testemunha de vital importância na ação anunciada ao país pela presidente da República.
Uma negativa sua quanto à afirmação publicada detonará uma situação absolutamente desconfortável para o que foi publicado. Uma confirmação aprofundará uma crise institucional de que o governo terá de livrar-se quanto a seu envolvimento.

Assim, seja qual for o caminho que o processo seguirá, em ambas as hipóteses, torna-se automaticamente obrigatória a sequência das investigações, com as respectivas comprovações.
Não há como escapar de tal dualidade. Ela torna-se predominante por si mesma. Inclusive porque a afirmação feita por Dilma Rousseff será cobrada como um compromisso público com a lei e com o comportamento ético, não só de um, mas de dois governos.

Será cobrado pela imprensa, pelas emissoras de TV, pelas redes sociais. Aliás por falar em redes sociais, devem elas funcionar dentro dos limites da lei, não espalhando boatos como o que se referia à morte de Youssef. Que, aliás, nesta altura do mistério, ele, na última semana, passou a ser o homem que sabia demais.

29 de outubro de 2014
Pedro do Coutto

POR QUE O SUPREMO NÃO ACEITA QUE HAJA IMPRESSÃO DO VOTO?





Um dos especialistas em urnas eletrônicas, o engenheiro Amilcar Brunazo Filho diz que “o eleitor argentino pode ver e conferir o conteúdo do registro digital do seu voto. O eleitor brasileiro não pode! No Brasil, o voto é secreto até para o próprio eleitor”.

Não é aceitável, portanto, a postura do Supremo, Tribunal Superior Eleitoral e muitos TREs, que têm indeferido pedidos de se demonstrar, perante essas autoridades, a completa vulnerabilidade da urna eletrônica à fraude.

Menos aceitável ainda, que ministros do STF tenham interferido no poder legislativo, seja para impedir a aprovação do voto impresso, seja para cassá-lo, quando leis foram promulgadas para assegurá-lo.

Em 2004, Nelson Jobim, então presidente do STF, fez convocar reunião de líderes da Câmara dos Deputados, na qual os intimidou (todo político tem processos nas altas cortes), para, por voto de liderança, decidirem suprimir da lei a impressão do voto.

LEI DO VOTO IMPRESSO

Chegou a viger, mas quase não chegou a ser aplicada, a Lei do Voto Impresso, de autoria do Senador Requião, e, em 2009, foi promulgada por Lula a lei dos deputados Brizola Neto e Flávio Dino, que teve este destino, selado pelo STF, em 06.11.2013:

“O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a inconstitucionalidade do artigo 5º da Lei 12.034/2009, que cria o voto impresso a partir das eleições de 2014. Na sessão plenária realizada nesta quarta-feira (6), os ministros confirmaram, em definitivo, liminar concedida pela Corte em outubro de 2011, na qual foram suspensos os efeitos do dispositivo questionado pela Procuradoria Geral da República (PGR) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4543.”

Após o 1º Turno das Eleições de 2014, o que já era mais que suspeito, tornou-se flagrante. Nunca se viram discrepâncias tão grandes entre as pesquisas de boca de urna e os resultados finais.

Em geral, a favor dos candidatos afinados com o sistema de poder comandado pelas oligarquias financeiras mundial e local, e em prejuízo dos políticos com currículo de defesa dos interesses nacionais, como Requião, ou críticos de sustentáculos daquele sistema (Globo), como o mesmo e Garotinho.

A ÚNICA DO MUNDO…

O professor Gustavo Castañon, da Universidade Federal de Juiz de Fora, publicou em “Viomundo”, 11.10.2014, artigo em que define a ‘urna eletrônica brasileira’ como a única do mundo totalmente invulnerável à fiscalização.

Castañon assinala que no primeiro turno o resultado de Aécio foi muito além da margem de erro do Ibope, 1,5% além do previsto, e o de Dilma, aquém, 2,5%. Aécio tinha 99% de chances de ter entre 28% e 32% dos votos. Teve 33,5%.

O outro “erro” foi com os índices de Dilma. Ela teve 0,5% para menos, além da margem de erro. Castañon: “A chance de isso acontecer é bem menor do que 0,005 x 0,005: menor que 0,000025”.
Resumindo Castañon: Resultados virtualmente impossíveis aconteceram em todo o país. A avalanche absurda de 40,4% em Sartori no RS, por exemplo, quando a boca de urna previa 29%.
Esta dava Genro (PT) 35%, Sartori (PMDB) 29%, Amélia (PP) 26%. As urnas deram Sartori 40,4%, Genro 32,5% e Amélia 21,7%. Não existem espaços na linha para os zeros necessários para expressar a probabilidade de isso ter ocorrido por acaso.

OUTROS EXEMPLOS

Olívio Dutra, no RS, perdeu a vaga no Senado, depois de a boca de urna ter indicado sua vitória por 6 pontos percentuais de diferença. No RJ, 8% dos votos parecem ter sido transferidos de Garotinho para Pezão e Crivella. Pezão teve mais 6% e Crivella mais de 2%, acima da margem de erro.

Pergunta, ainda, Castañon: por que será que temos o Congresso eleito mais fisiológico de todos os tempos? E afirma: “O estado das coisas se torna mais chocante com a quantidade de denúncias de fraude abafadas pela imprensa e o fato de o TSE ter terceirizado a operação das urnas nesta eleição de 2014 para empresas privadas”.

Ele conclui: ”Só restam duas possibilidades: ou o Ibope fraudou as pesquisas de boca de urna e arruinou voluntariamente sua reputação, ou o Brasil viveu sua maior e mais escandalosa fraude até hoje. Escolha que teoria da conspiração lhe parece mais racional, porque é só o que tem para hoje”.

(artigo enviado por Henrique Ze)

29 de outubro de 2014
Adriano Benayon
Correio da Cidadania

CONFIRMADO: JOSÉ DIRCEU VAI REABRIR SUA PRÓSPERA CONSULTORIA

           
José Dirceu - André Dusek/Estadão
Dirceu já está procurando uma mansão para alugar em Brasília

Patrão do ex-ministro, o advogado José Gerardo Grossi afirmou a jornalistas que o ex-ministro José Dirceu não deverá continuar no escritório após ser autorizado a progredir para o regime aberto. “Ele me disse claramente que vai para a empresa dele (depois de mudar do regime semiaberto para o aberto)“, revelou Grossi.

A mudança de regime prisional significa que Dirceu vai deixar de dormir na Papuda e cumprir o resto da penal em liberdade condicional, em sua residência. Isso significa que o chefe do mensalão terá de ficar morando em Brasília, para onde vai transferir a sede de sua colossal consultoria, que funciona numa mansão na capital de São Paulo.

Onde se lê ”consultoria”, por favor, leia-se “tráfico de influência”, uma das especialidades a que se dedicam petistas famosos quando têm de deixar o poder, como aconteceu com Fernando Pimentel (que recebia pagamento por serviços não –prestados e acaba de ser eleito governador de Minas), Antonio Palocci (que ganhou R$ 20 milhões em apenas um ano, mas se recusa a identificar os clientes, alegando cláusula de confiabilidade, vejam só que falcatruas) e Delúbio Soares ( que comanda uma próspera empresa de consultoria que faz intermediação de negócios com a prefeitura petista de Goiânia), sem falar no Lula, que criou um instituto só para tomar dinheiro de empresário.

Bem, montando sua própria consultoria em Brasília, Dirceu não terá mais o constrangimento de receber autoridades do governo federal e dirigentes de estatais no Hotel Nahum, oinde foi flagrado e fotografado dando audiências a conhecidas personalidades nacionais, entre as quais o então presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli.

29 de outubro de 2014
Carlos Newton

OS "OLAVETES" ESTÃO MAIS AGRESSIVOS QUE OS BLACK BLOCS. FUNDAMENTALISMO FAZ MAL PARA A DEMOCRACIA



O fundamentalismo de direita é tão escroto quanto o de esquerda. Este comentário acima é apenas um entre dezenas que tenho deletado desde ontem por ter cometido o sacrilégio de dizer que Olavo de Carvalho não representa 51 milhões de eleitores e que ostenta na sua biografia ter " deitado o cabelo" do Brasil, não votado nestas eleições e portanto não ter legitimidade para "cagar regra" para Aécio Neves.
Certo estava eu, tanto que o autor anônimo da petição pela recontagem de votos tirou da mesma o texto ofensivo escrito pelo guru dos black blocs da direita. Gente como o tal Carlo Germani envergonham a política.
Desde 2008 este blog monitora o Foro de São Paulo, apenas não dá guarida para este pânico colegial quanto ao poder desta congregação de bufões bolivarianos. O Carlo Germani já teve os seus dois minutos de fama. Como todo "olavete", ele se considera um iluminado que enxerga coisas que os comuns mortais não percebem.
Que siga em frente, com o guizo amarrado no pescoço. Aqui será sumariamente deletado, em nome da assepsia do ambiente de comentários.

DILMA ROUSSEFF RECEBE DILMA BOLADA, O SÍMBOLO PETISTA DA BAIXARIA E DA SUJEIRA NA INTERNET.

E passa recibo oficial às ofensas e calúnias proferidas pela sua campanha contra Aécio Neves.

MEMÓRIA DO BLOG


PETROLÃO: DILMA ENGAVETOU POR MAIS DE TRÊS ANOS INVESTIGAÇÃO SOBRE A ROUBALHEIRA NA REFINARIA ABREU E LIMA


DILMA, DUAS DERROTAS EM DOIS DIAS


GRUPO FOLHA: CONCESSÃO DE TV POR POR RELEVANTES SERVIÇOS PRESTADOS



 

 

SE ESTIVER VIVO, LULA SERÁ CANDIDATO EM 2018

 

 
O tratamento correto que Lula deveria ter feito contra o câncer que o acometeu, segundo especialistas, lhe roubaria a voz. Para mantê-la, ele optou por um tipo de tratamento alternativo, que manteria a voz, mas que lhe daria mais sete anos de vida, no máximo. Lula foi dado como "curado" em 2011. O "prazo de validade" venceria em 2018. Não é à toa que ele mesmo declarou, no último domingo, que a sua "única expectativa para daqui quatro anos é estar vivo". A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.
 
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará interferir mais no governo Dilma Rousseff e, em conversas recentes, disse pela primeira vez a aliados que será candidato ao Planalto em 2018.
Diversos interlocutores consultados pela Folha confirmaram ter ouvido o recado do petista. Alguns, inclusive, afirmam que a manifestação foi feita no domingo (26), depois de as urnas terem confirmado a vitória de Dilma. 
Internamente, o PT já trata a candidatura de Lula como algo oficial. O petista terá 73 anos em 2018, e aliados ponderam que uma série de variáveis pode fazer com que mude de opinião mais à frente.O próprio ex-presidente já disse a aliados que não sabe como estará sua saúde daqui a quatro anos. Após deixar a Presidência, em 2011, ele se curou de um câncer na garganta. 
 
Por meio de sua assessoria, Lula soltou uma nota em que diz: "No último domingo, dia da eleição, quando perguntado sobre 2018, declarei que, completando 69 anos, minha única expectativa para daqui a quatro anos é estar vivo." 
De olho na sucessão futura, aliados afirmam que o ex-presidente precisará atuar de forma mais efetiva para evitar que a petista reproduza erros cometidos no primeiro mandato. Entre eles, o distanciamento dos movimentos sociais, o parco diálogo com empresários e o excesso de centralização nas ações. 
Nos primeiros quatro anos, o petista deu conselhos à presidente, mas foi pouco ouvido. Agora, será preciso inverter essa lógica para poder pavimentar sua candidatura. No cálculo interno, se Dilma fizer uma administração impopular a partir de janeiro, sua pretensão pode ser frustrada. 
Dois exemplos de sugestões ignoradas por Dilma no passado: substituição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para dar um choque de confiança no mercado. E a remoção do secretário do Tesouro, Arno Augustin, por sintetizar em sua opinião a imagem negativa da equipe econômica na área fiscal. No atual mandato, Lula quer ser mais ouvido quando em situações de crise e dificuldades com o Congresso. 
Durante a campanha, a presidente afirmou que daria todo apoio ao padrinho se ele quisesse voltar. No início do segundo turno, interlocutores de ambos os lados notaram distanciamento entre eles. Lula só entrou de cabeça na reta final da eleição. Tudo indica, afirmam aliados, que a dinâmica da relação mudará agora. Dilma, dizem assessores, sabe que o antecessor fará queixas públicas se não for ouvido. A disposição de Lula de disputar 2018 conta com estimulo nada irrelevante: o desejo da mulher, Marisa Letícia. 
A articulação que pedia o retorno do ex-presidente para a disputa de 2014 foi forte no primeiro semestre de 2013, mas acabou abafada no encontro nacional do PT, em maio. Seus principais defensores eram empresários descontentes com o estilo de Dilma e petistas que perderam espaço na atual gestão. 
O PT também fará mais pressões. Quer ser mais ouvido na definição dos novos nomes do governo, principalmente na do novo ministro da Fazenda, e participar da definição de propostas como a reforma política.
Em entrevista nesta terça (28), Dilma disse que "o que o Lula quiser ser, eu apoiarei".
 
29 de outubro de 2014
in coroneLeaks
 
 
 
 

FRAUDE DA URNA ELETRÔNICA MOSTRA QUE O PAÍS ESTÁ PODRE

 


Quando afirmamos aqui na Tribuna da Internet que a Justiça é o mais podre dos poderes do Brasil, há quem diga que se trata de um exagero. Infelizmente, não. É a mais pura e dura realidade, porque se a Justiça funcionasse a contento, a corrupção não teria atingido o assustador estágio em que se encontra, muitas outras irregularidades deixariam de ser cometidas e nossas eleições seriam mais limpas, sem despertar tantas suspeitas.

Nos últimos meses, as sucessivas matérias publicadas com exclusividade na Tribuna da Internet desde o início da campanha eleitoral mostravam algo que era sabido, mas a imprensa e os próprios políticos se negavam a discutir – a inacreditável, inaceitável e irrefutável vulnerabilidade da urna eletrônica.

E nesta eleição o Tribunal Superior Eleitoral, sob comando do ministro petista Antonio Dias Toffoli, mesmo instado por um procurador da República a realizar testes de segurança nas urnas eletrônicas, estranhamente se recusou a fazê-lo, e tudo ficou por isso mesmo, a oposição se esqueceu de protestar e de mostrar que estava atenta aos acontecimentos.

AS PROVAS ABUNDAM

Quem somente agora se preocupa com o assunto desconhece que as provas da vulnerabilidade da urna eletrônica são abundantes, pois há anos vêm sendo apresentadas por professores universitários, cientistas, técnicos em informática e até mesmo por hackers, que já invadiram urnas, deram entrevistas e participaram de debates públicos em entidades de classe, como a Sociedade dos Arquitetos e Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro.

A maioria das pessoas certamente desconhece também que a urna eletrônica é uma invencionice brasileira, que nenhum país sério adotou. Alguns até tentaram, como a Argentina, mas logo mudaram o sistema, porque não é admissível que as eleições não possam ter fiscalização rigorosa pelos partidos e sofram recontagem de votos em caso de dúvidas ou suspeita de fraude.

Mas o Brasil, estranhamente, insiste no uso dessas urnas eletrônicas vulneráveis, apesar das denúncias e das suspeitas surgidas desde os tempos de Leonel Brizola, que nunca aceitou essa estranha “inovação”. Há até um caso curiosíssimo ocorrido no Rio de Janeiro, em que o candidato Edgard de Carvalho Jr. (hoje, conhecido leiloeiro) denunciou que numa urna do Leme sua mãe votou nele para vereador, mas o voto não apareceu…

APURAÇÃO SECRETA

Na eleição de domingo, houve outra inovação: a apuração secreta, feita numa sala com apenas 30 funcionários da Justiça Eleitoral, e sem divulgação parcial pelos Tribunais Regionais Eleitorais.
Lembremos que nas eleições anteriores os números sempre eram passados paulatinamente pelos TREs, a imprensa acompanhava atentamente em cada capital, e a possibilidade de fraude diminuía.

Desta vez, sob pretexto de que o recém-adotado horário eleitoral (vejam só que coincidência!) estabelecia três horas de diferença com o Acre, a Justiça Eleitoral de Toffoli inventou a apuração secreta. Ou seja, cada TRE divulgava apenas a votação nos Estados onde ocorreu eleição para governador no segundo turno. E as informações sobre a eleição presidencial eram enviadas ao TSE e somente ele fazia a totalização e a divulgação.

É claro que essa sistemática favorece que haja tentativas de fraude, bastando que exista conluio entre os TREs e o TSE, especialmente nos estados onde não houve segundo turno para governador, como Minas, Bahia e a grande maioria dos Estados do Nordeste, pois nem a imprensa local nem os partidos acompanharam a apuração.

Bem, estes são os fatos, todos eles irrefutáveis, não podem ser contestados, esta é a situação real. A desculpa do horário de verão é patética, porque havia duas soluções: atrasar por alguns dias a entrada em vigor em vigor do horário de verão ou simplesmente adiantar em uma hora a votação no Acre.

A JUSTIÇA PODRE

O pior é saber que em outros países que já adotaram urnas eletrônicas, como a Argentina, o sistema foi adaptado para que possa haver conferência e recontagem. São mudanças muito simples e que tornam mais confiável a eleição.

Mas no Brasil não pode ser adaptado o sistema, simplesmente porque o Supremo Tribunal não permite. O Congresso já aprovou uma lei para adaptação da urna eletrônica, por iniciativa do senador Roberto Requião (PMDB-PR), mas o Supremo a declarou inconstitucional, sob o ridículo argumento que o voto é secreto e não pode ser impresso, mostrando que nesse importantíssimo julgamento os ilustres ministros deste apodrecido tribunal nem se deram ao trabalho de tentar saber como é que o sistema de impressão do voto consegue funcionar em outros países, sem que o sigilo seja quebrado.

É triste ver a Justiça dominada, amordaçada, enxovalhada. E o domínio do Supremo pelo PT vai piorar, porque nos próximos quatros anos o governo PT nomeia mais quatro ministros. Assim, terá escolhido 10 dos 11 integrantes do STF. Isso, se o ministro Gilmar Mendes não pedir aposentadoria, porque nesta hipótese o PT então ficará com maioria absoluta. Ah. Brasil!…

PS – A Tribuna da Internet continua com dificuldade de acesso, mas já é possível editar textos e moderar comentários. O difícil é acessar o Blog, talvez devido ao grande número de leitores simultâneos. Agradecemos aos especialistas do UOL e vamos aguardar que eles consigam também que o acesso se torne mais fácil.

29 de outubro de 2014
Carlos Newton

NOTA AO PÉ DO TEXTO

Por que o CORONELEAKS está na contramão da suspeita de fraude nas urnas eletrônicas?
Rejeitada nos países civilizados pela frágil segurança que oferece, não garantindo lisura na votação, sem qualquer comprovação que garanta a certeza do voto que foi dado, exposta a invasão de hackers, fico me perguntando: por que o CORONELEAKS agiu com tanta veemência, rejeitando comentários que tratassem do assunto?
Sou leitor da sua coluna diária no blog, visto que funda suas apresentações em críticos e cronistas políticos, daí causar-me surpresa, diria mesmo espanto, ler no blog, que considero uma casamata da democracia e da cidadania, uma divergência tão radical, chamando de "histéricas" as suspeitas dos que, ante inúmeras demonstrações da franca fragilidade do equipamento, colocam a garantia da eleição no patamar da dúvida.
E mais se afirma a suspeita, diante de uma campanha petista virulenta, desonesta, mentirosa, eivada de calúnias e infâmias, praticando o mais sujo vale-tudo em que se incluiu o terrorismo eleitoral praticado contra as políticas sociais, que, convenhamos, não pode ser patrimônio de um partido, por se tratar de uma política de Estado.
O uso indevido da máquina estatal, de maneira descarada... Enfim, assistimos, creio eu, a mais violenta campanha que já se praticou no país.
E é justamente em cima desses fatos, que mais se suspeita da intromissão fraudulenta nas urnas eletrônicas, já que se partiu para fazer valer o diabo, custe o que custar...
E é isso aí...
m.americo

O FIM DA REPÚBLICA CORPORATIVA?

 

No anoitecer da atual legislatura, que se encerra no último dia do ano, a Câmara Federal deu um presente ao País: derrubou o inqualificável Decreto n° 8243 (*), aquele que plantava a semente da República Corporativa do Brasil.
 
À vista da submissão que suas excelências têm demonstrado com relação ao Executivo, era pouca a esperança de que o famigerado ucasse presidencial fosse refugado pelos eleitos. No entanto, aconteceu. Por que será?
 
Há várias pistas. Uma delas – a mais evidente – é que o dispositivo amputaria um naco do poder do Congresso.
Os «conselhos populares» autorizados pelo decreto se contraporiam àqueles que foram eleitos pelo sufrágio universal. Essa concorrência produziria efeito evidente: diminuiria a influência do Congresso e compensaria o peso dos deputados oposicionistas.
Ninguém se alegra em ver escapar uma parte de sua autoridade – foi o que aconteceu com suas excelências.
 
“Marcia su Roma” com Mussolini e seguidores by Giacomo Balla (1871-1958), pintor italiano
                                          “Marcia su Roma” com Mussolini e seguidores
                                             by Giacomo Balla (1871-1958), pintor italiano
 
Outra possibilidade é o fato de boa fatia da Câmara estar-se despedindo. Falo daqueles que não se reelegeram. É possível que se tenham sentido livres para soltar o canto do cisne e exprimir, nem que fosse uma vez, sua convicção íntima e sincera.
 
No fundo, cada deputado votou segundo motivação pessoal, por razões que lhe são próprias. Melhor assim. O importante é que o decreto tenha sido rejeitado.
 
Não sei quem estaria por detrás dessa ideia anacrônica, que nos propunha um mergulho no universo fascista de cem anos atrás. O movimento capitaneado por Mussolini começou com a Marcha Sobre Roma, em 1922. Centralizador, criou uma república na qual corporações faziam as vezes de representantes do populacho. Todos sabem como terminou a aventura.
Desta vez, escapamos. Olho atento! Nunca se sabe o que pode vir por aí.
 
Interligne 18e
 
(*) Os distintos leitores que desejarem refrescar a memória e conhecer a integralidade do decreto de 23 mai 2014, ora derrubado, podem clicar aqui . Os nove «conselhos», «fóruns», «comissões» e «mesas de diálogo» estão explicadinhos tim-tim por tim-tim.
 
29 de outubro de 2014
José Horta Manzano

POR QUE O PLEBISCITO NÃO SERVE

                  

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Serenadas as emoções da vitória a presidente reeleita foi à televisão pedir “um amplo diálogo com a sociedade” para debater as reformas de que o país necessita.
É um tom bem mais adequado ao retrato do Brasil que saiu das urnas que o do dia anterior, no discurso de agradecimento à militância compreensivelmente contaminado pelas emoções da confirmação da vitória.
 
Metade mais 1,64% do eleitorado acabava de sair das urnas certo de que tinha comprado a garantia de um prato de comida mais cheio pela confirmação do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida, de aumentos do salário mínimo, da criação do Pronatec e de outros instrumentos em torno dos quais a outra metade menos 1,64% representada pelo candidato de oposição declarava-se plenamente de acordo, mas entrou na comemoração da vitória do PT sendo comunicada de que o que levará para casa é o compromisso fechado com um “plebiscito” sobre a reforma política, embora essa palavra não tenha sido pronunciada uma única vez sequer, seja nas dezenas de peças da propaganda gratuita recitadas pela candidata Dilma na televisão, seja em qualquer dos oito debates presidenciais do 1º e do 2º turnos.
 
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Não soou como um bom presságio pois “plebiscito” é um tipo de mecanismo que aponta exatamente na direção contrária da “união” em torno de um consenso posto que o que quer que venha a ser decidido por esse método pode, por definição, ser imposto à metade menos um dos brasileiros que vierem a votar contra o que for proposto.
Por isso os plebiscitos são usados exclusivamente para dirimir questões de formulação simples e sem mais implicações que a expressamente contida nessa formulação, passíveis de serem decididas por um “sim” ou por um “não”, como aquela a respeito da qual foram chamados a se manifestar os eleitores uruguaios: “Você é a favor ou contra a redução da maioridade penal para 16 anos”?
 
Este não é absolutamente o caso de uma reforma política, assunto que se desdobra em inumeros subtemas, todos eles afetando diretamente o conjunto dos direitos e das liberdades de cada cidadão, e que, dependendo do modo como forem combinados entre si e até da ordem em que forem apresentados, podem ter o seu significado e os seus efeitos práticos simplesmente invertidos.
O problema é tão velho quanto a própria democracia.
 
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Propor diálogos nacionais é sempre um bom início de conversa. Mas quando chega a hora de materializar esses diálogos só ha duas maneiras de fazê-lo: criar um sistema em que toda a sociedade vota em representantes previa e individualmente identificados para o fim específico de mandatá-los para discutir e aprovar leis ou “mudanças” em seu nome (o “sufrágio universal”), ou confiar no governante de plantão para definir como achar melhor quem, a seu ver, representa a sociedade como um todo e chamar essa minoria para decidir as mudanças ao seu gosto.
 
Foram tantos os desastres ensejados pela escolha errada do modo de promover grandes decisões nacionais ao longo dos 2600 anos transcorridos desde o primeiro ensaio da democracia em Atenas, todos conduzindo a longos períodos de servidão ou a conflitos sangrentos, que a Declaração Universal dos Direitos do Homem da qual o Brasil é signatário houve por bem esclarecer o assunto.
 
Não é por outra razão que no Artigo 26, paragrafo 3º, ela consagra o “sufrágio universal” como a única forma legitima de eleger representantes, seja para cargos executivos, seja para discutir e aprovar as leis em governos “do povo, para o povo e pelo povo”.
Todas as outras são falsas.
 
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A presidente Dilma explicou nessas mesmas entrevistas que a sua sugestão de um plebiscito responde a “um apelo que recebeu de movimentos sociais apoiado por 5 milhões de assinaturas”. Mas na sequência de uma eleição que mobilizou 140 milhões de eleitores esse número só faz enfatizar sua própria insignificância.
 
Afinal, se a campanha toda transcorreu sob a acusação de que reeleger Dilma Rousseff para mais um mandato era o contrário de “mudar”, porque o PT preferiu correr o risco de ser visto assim numa disputa voto a voto a aproveitar a campanha para explicar didaticamente à massa dos eleitores qual era a reforma política que pretendia fazer e por que método?
Não foi, certamente, porque essa idéia só lhe tenha ocorrido diante do resultado das urnas, para pacificar o país.
 
O Decreto da Presidência nº 8243, assinado pela própria presidente Dilma seis meses antes da eleição determina, aliás, que “movimentos sociais” como esses que lhe entregaram os 5 milhões de assinaturas de apoio a um plebiscito, se apropriem, sem passar pelo sufrágio universal, das prerrogativas exclusivas dos representantes eleitos por todos os brasileiros de propor, discutir e aprovar nossas leis.
Posta de lado a questão de serem eles parte diretamente intessada nessa troca de papéis, o fato dela contrariar diretamente não apenas a Declaração Universal dos Direitos do Homem mas também a letra da Constituição da República Federativa do Brasil coloca a iniciativa sob suspeita de constituir-se num artifício para dar ares de legitimidade a um expediente que é flagrantemente ilegítimo.
 
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A tática de usar o expediente do plebiscito para, uma vez eleito pelo sufrágio universal para um único mandato no poder, amarrar amplos pacotes de reformas embutidos nas quais vêm, invariavelmente, mecanismos que desclassificam o sufrágio universal como a única forma legítima de chegar ao poder, seja para funções executivas, seja para funções legislativas, tem sido sugerida pelo Foro de São Paulo, a entidade criada e dirigida pelo ex-presidente Lula que reune partidos que comungam as crenças do PT, e utilizada em vários países vizinhos do Brasil onde, desde então, não houve mais alternância no poder.
 
É, portanto, mais que benvindo o apelo da presidente Dilma, legitimimamente eleita pelo sufrágio universal num país dividido por uma margem de 1,64% do eleitorado, por um amplo diálogo nacional em torno da reforma política e da reforma eleitoral que se fazem necessárias. Mas desde que essa convocação comece por uma pergunta sobre o que queremos e por que métodos queremos e não pela resposta que, dentro do espírito democrático, só deveria surgir ao fim desse debate.
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29 de outubro de 2014
vespeiro