"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

AÉCIO DENUNCIA OS BOATOS, AS MENTIRAS E O TERRORISMO DO PT

CONTANDO COM O OVO NA CLOACA? SÓ PETRALHA MESMO...

Alô, Dilma & Lula, não contem com o ovo que ainda está dentro da galinha
 
 
22 de outubro de 2014

VOCÊ CONHECE NINHO DE COBRA? NÃO? E ESTE?

ITAMAR SUPERA JESUS CRISTO

 
Itamar, chegando merecidamente ao Céu, parecia orgulhoso. São Pedro estranhou e o questionou.
- Porque essa cara de felicidade?
E Itamar respondeu:
- Pedro, meu caro, acabei de superar o Mestre.
E Pedro, surpreso:
- E como foi essa superação, Itamar?
- Ora, quando Ele morreu na cruz, havia apenas dois ladrões ao seu lado… Agora, olha aqui a foto do meu funeral…
 

COM A GLOBALIZAÇÃO, O MUNDO FICOU PLANO (FINAL)


 

Abstraindo, evidentemente, o tema dos direitos humanos e das liberdades individuais na China, observa-se que quanto mais atraente ela se torna como base de offshoring, mais atraentes também têm de se tornar os países em desenvolvimento que lhes fazem frente, como a Malásia, a Tailândia, a Irlanda, o México, o Brasil, o Vietnã. Todos observam o que está acontecendo com a China e a transferência de empregos para lá e pensam; “Caramba, melhor eu começar a oferecer esses mesmos incentivos”.

Em longo prazo, a verdadeira estratégia dos chineses é superar os EUA e a Europa pelo alto. Seus líderes estão muito mais preocupados que muitos de seus concorrentes ocidentais em munir seus jovens das competências matemáticas, científicas e computacionais indispensáveis para o sucesso no mundo plano; em construir uma infra-estrutura física e de telecomunicações que permita aos chineses se conectarem com mais rapidez e velocidade que os demais; e em criar incentivos que atraiam os investidores globais.

A verdadeira ambição dos seus líderes é que a próxima geração de lingerie ou peças de avião seja também projetada na China. Esse é o futuro, dentro dos próximos dez anos. Assim, num intervalo de trinta anos teremos passado do “vendido na China” para o “fabricado na China”, depois para o “desenhado na China” e para o “sonhado na China”. Ou seja, de uma China que em nada contribuía para a produção mundial para uma China que colabora a baixo custo, com alta qualidade e extrema eficiência em tudo.
 
Segundo Pat Powers, diretora da Câmara de Comércio China-EUA em Pequim, se a entrada do país na OMC tivesse sido submetida a um referendo popular, “jamais seria aprovada”. Um dos princípios por que as lideranças chinesas se decidiram pelo ingresso na OMC foi a necessidade de forçar a burocracia do país a se modernizar, pondo abaixo a muralha de regulamentações internas e reduzindo a margem para decisões arbitrárias.
 
E acrescenta Thomas Friedman: “Com o passar do tempo, a adoção dos padrões da OMC terá o efeito de achatar ainda mais a economia chinesa. Não será, porém, uma transição fácil e não é irrisória a possibilidade de sobrevir alguma ruptura política ou econômica que interrompa ou retarde o processo. Não basta, todavia, implementar todas as reformas sugeridas pela OMC.”
 
Logo a China chegará a um ponto em que suas ambições de crescimento exigirão mais reformas políticas. A corrupção jamais será extirpada sem uma imprensa livre e instituições ativas da sociedade civil. O país nunca será eficiente de fato sem um estado de direito melhor codificado, sem um sistema político mais aberto, que permita à população expressar suas insatisfações. Em outras palavras, a China só vai ficar realmente plana depois de ultrapassada a barreira da reforma política.
 
Embora a força niveladora chinesa venha dando muita dor de cabeça para operários de todo o mundo, para os consumidores ela está sendo um maná. A revista Fortune de 4 de outubro de 2004 citou um estudo do Morgan Stanley que estima que, contando desde meados da década de 1990 apenas, as importações baratas da China pouparam aos consumidores americanos cerca de 600 bilhões de dólares – e aos fabricantes, incontáveis bilhões em peças mais baratas para os seus produtos.
 
Tanta economia, por sua vez, observa a Fortune, possibilitou que o Federal Reserve contivesse os juros por mais tempo, proporcionando a uma parcela maior da sua população a oportunidade de adquirir ou refinanciar sua casa própria e, às empresas, mais capital para investir em inovações (...). O salário médio de um maquinista qualificado nos EUA fica em torno de 3 a 4 mil dólares por mês. O salário médio de um operário na China é de cerca de 150 dólares mensais, além de um plano de pensão, patrocinado pelo governo chinês, que compreende plano de saúde, habitação e aposentadoria, no valor de 35% a 45% da remuneração mensal do operário.
 
Ou você se achata ou a China vai achatar você, segundo um executivo da empresa norte-americana ASIMCO que tem um offshoring na China. Não há de faltar quem ache assustadora essa perspectiva, mas será um acontecimento inegavelmente positivo para o mundo como um todo. Segundo um jornalista mexicano que entrevistou um alto funcionário do Banco Central chinês, esse funcionário lhe disse uma coisa realmente perturbadora sobre o relacionamento da China com os EUA: “Primeiro tínhamos medo do lobo, depois começamos a querer dançar com o lobo, e agora queremos ser o lobo”.
 
Outro fator que contribui para tornar o mundo cada vez mais plano, segundo Friedman, são os mecanismos de busca na Internet. Na sede do Google, em Mountain View, Califórnia, há um globo girando num canto e emitindo raios luminosos com base no número de pessoas que fazem busca no Google a cada momento. A maioria das luzes pisca na América do Norte, Europa, Coréia, Japão e litoral da China. 
 
O Oriente Médio e a África permanecem mais escuros. Noutro canto, uma tela mostra exemplos dos tipos de informações que as pessoas estão buscando em todo o mundo. Nas palavras do co-fundador do Google, o russo naturalizado americano Sergey Brin, quem possuir conexão por banda larga ou discada ou tiver acesso a um cibercafé, seja um garoto do Camboja ou um professor universitário, terá o mesmo acesso básico a dados gerais de pesquisa. É esse o objetivo do Google: facilitar o acesso a todo o conhecimento do mundo, em todos os idiomas. “Tudo” e “todos” são palavras-chave, ouvidas na empresa o tempo inteiro.
 
A história oficial do Google, encontrada em sua página inicial, explica que seu nome vem de um trocadilho com a palavra “googol”, o número representado pelo dígito 1 seguido de cem zeros. A escolha dessa nomenclatura refere-se à missão da empresa de organizar o imenso - aparentemente infinito - volume de informações disponível na web só para você.
 
Não há maior força de achatamento e nivelamento que a idéia de que todo o conhecimento do mundo, ou pelo menos uma grande parte dele, está disponível para todos e qualquer um, a qualquer momento, em qualquer lugar, uma vez que buscar algo por conta própria é um ato tão pessoal que não há nada que confira maior autonomia ao ser humano. É a antítese de nos dizerem ou ensinarem alguma coisa. É uma questão de obtenção de poder por cada indivíduo, o poder de cada um fazer das informações desejadas aquilo que lhe parecer melhor. A utilização dos mecanismos de busca é a expressão máxima do poder do indivíduo que, usando um computador, olha para o mundo e encontra exatamente o que quer. Nesse sentido, não há duas pessoas iguais.
 
Michael J. Sandel, renomado teórico político da Universidade de Harvard, comentou que o processo de achatamento que agora se verifica fora identificado, pela primeira vez, por Karl Marx e Friedrich Engels em seu Manifesto Comunista, publicado em 1848. O Manifestodescreve o capitalismo como uma força fadada a dissolver todas as identidades feudais, nacionais e religiosas e dar origem a uma civilização universal, regida por imperativos do mercado. A seu ver, era inevitável que o capital atingisse suas metas e não só inevitável como também desejável, pois, uma vez destruídos todos os vínculos de cunho nacional e religioso, o violento combate entre capital e trabalho ficaria exposto e às claras.
 
Obrigados a competir numa corrida global rumo ao fundo do poço, acreditava Marx, os trabalhadores do mundo acabariam se unindo numa revolução global para pôr fim à opressão. Naquele que é, provavelmente, o principal parágrafo do Manifesto Comunista, Marx e Engels escreveram:
 
“Todas as relações fixas, seguras, cristalizadas, com sua comitiva de antigos e veneráveis preconceitos e opiniões, são varridas, e aquelas recém-constituídas tornam-se obsoletas antes mesmo de se ossificarem. Tudo o que é sólido se desmancha no ar, tudo aquilo que é sagrado é profanado, e o homem finalmente se vê compelido a encarar, com sobriedade, suas verdadeiras condições de vida e suas relações com seus pares (...). Em vez dos antigos desejos, atendidos pela produção do país, deparamo-nos com novos anseios, para cuja satisfação se fazem necessários produtos de terras e climas distantes. Em vez do velho isolamento e auto-suficiência nacionais, temos o intercurso em todos os sentidos, a interdependência universal das nações (...) A burguesia, mediante o rápido aprimoramento de todos os instrumentos de produção, mediante meios de comunicação imensamente facilitados, arrasta todas as nações, mesmo as mais bárbaras, para a civilização. Os baixos preços dos bens compõem a artilharia pesada com que ela derruba todas as Muralhas da China (...). Numa palavra, a burguesia cria um mundo à sua imagem e semelhança”.
 
A conclusão do autor é que, com a Globalização, o mundo deixou de ser redondo, se achatou e ficou plano. E com o achatamento do mundo, os pequenos começaram a poder pensar grande. Isto é, as pequenas empresas adquiriram uma visão global. E isso não tem volta. E se os norte-americanos e europeus quiserem tirar proveito do achatamento do mundo e da interconexão de todos os mercados e pólos de conhecimento, vão precisar correr pelo menos tão rápido quanto o mais rápido dos leões.
 
Segundo a Folha de São Paulo noticiou dia 28 de junho de 2006, “a entrada de maquinário importado, sobretudo chinês, tem preocupado a Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). Dados da entidade mostram que, em alguns segmentos, a taxa de crescimento das exportações de máquinas chinesas para o Brasil é muito maior que a media das exportações da China para o mundo. Enquanto as vendas de fornos industriais chineses, por exemplo, cresceram 89% na média mundial, para o Brasil a alta foi de 11.271% entre 2004 e 2005. Isso significa que os exportadores chineses estão sendo bastante agressivos, diz Patrícia Marrone em estudo da Abimaq sobre a China”.
 
Ler o livro de Thomas Friedman é um bom ponto de partida para os empresários da Abimaqentenderem o que está acontecendo com o mundo, que não é mais redondo. Ele se achatou e está ficando plano... e eles podem começar a correr.
 
Fonte:Livro “O Mundo é Plano – Uma Breve História do Século XXI”, Thomas L. Friedman, editora Objetiva, 2005
22 de outubro de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

NADA MUDOU - NO DATA FOLHA AO MENOS: 52% A 48% PARA DILMA

E o papo da agressividade. Ou: Os brasileiros, os números e a realidade


O Datafolha voltou a fazer uma pesquisa eleitoral nesta terça-feira. Tudo segue como na segunda: segundo o instituto, a petista Dilma Rousseff mantém 52% dos votos válidos, e o tucano Aécio Neves, 48%.
Nos votos totais, ele aparece com o mesmo número do dia anterior: 43%, e ela teria oscilado um para cima: 47%. É rigorosamente igual a nada. A margem de erro, segundo o Datafolha, e de dois pontos para mais ou para menos, Foram ouvidas 4.355 pessoas em 256 municípios.
 
A pesquisa traz alguns dados curiosos. Segundo se apurou, 71% dos entrevistados rejeitam a agressividade na campanha, e 27% consideram que ela faz parte do jogo. Disseram não saber 2%. Contra todas as evidências — e, certamente, os números —, 36% dizem que o mais agressivo é o tucano; 24%, que é a petista. Ora, basta ver o horário eleitoral e a quantidade de ataques desferidos pela propaganda do PT para constatar que essa percepção está obviamente errada.
 
O curioso é que, segundo se sabe, o PT promete continuar a desferir porradas a três por quatro e atribui a esse comportamento virulento o fato de Dilma ter passado numericamente à frente de Aécio — embora os dois, reitere-se, entejam empatados.

A campanha tucana, é visível, resolveu investir mais nas propostas. Se os números do Datafolha fazem sentido, as peças publicitárias de Dilma têm de ser mais rejeitadas do que as de Aécio. Nunca nos esqueçamos de que foi o petismo que introduziu no debate o viés do ataque pessoal.
 
Contra Dilma, até agora, Aécio nada lançou, a não ser a informação de que seu irmão era funcionário fantasma da Prefeitura de Belo Horizonte quando o prefeito era o petista Fernando Pimentel. E, ainda assim, respondia com a mesma moeda a um ataque feito a um familiar seu.
 
Essa conversa cria um ruído danado, não é? Afinal, entra na cota da agressividade demonstrar, por exemplo, que a Petrobras foi tomada por uma quadrilha de assaltantes e que, durante os governos petistas, a empresa serviu a interesses partidários? Entra na cota da agressividade evidenciar os desastres da dupla Dilma-Mantega na economia?
 
Ah, sim: a pesquisa Datafolha informa também que os brasileiros estão mais otimistas com a economia. Em menos de um mês, cresceram de 12% para 21% os que dizem que a inflação vai cair, e diminuíram de 50% para 31% os que afirmam que ela vai crescer.
 
Nota: no período, ela aumentou. Subiram de 32% para 44% os que acham que a situação econômica vai melhorar, e foram de 25% para 15% os que avaliam que vai piorar. No período, todos os indicadores econômicos pioraram. Por que é assim? Por que o Datafolha colheu esses números? Sei lá. Perguntem aos brasileiros que responderam a pesquisa.
 
22 de outubro de 2014
Reinaldo Azevedo

45... 45... 45...

 
22 de outubro de 2014

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO


O comando de campanha de Dilma Rousseff projeta que ela se reelege com uma vantagem de três milhões e três milhões e quinhentos mil votos sobre Aécio Neves. Na avaliação de grandes consultorias internacionais de marketing político, Aécio perdeu milhões de votos em Minas Gerais (graças aos focados ataques do PT questionando sua gestão no Palácio da Liberdade) e em São Paulo (por causa da crise hídrica, na qual o PT jogou a culpa no governo do PSDB, aproveitando que o corte de água já afeta pelo menos 60% dos paulistanos).

Voltaram a avacalhar o cenário as pesquisas amestradas (as mesmas que erraram os resultados finais no primeiro turno, mas conseguiram cumprir a função de induzir o voto do eleitor menos esclarecido, que sempre acompanha quem é vendido com mais chance de ganhar). Outro sinal do poder nazicomunopetralha – que pode confirmar a numerologia da previsão eleitoral deles – foi o anúncio da troca do sistema das urnas eletrônicas do primeiro turno, sob o pretexto de garantir ainda mais segurança no segundo turno. O debate de sexta-feira à noite, na Rede Globo, não deve alterar o quadro.

O acirramento de tensão entre as candidaturas teria gerado um aumento das intenções de voto brancos e nulos – o que favorece Dilma. Aécio precisava ampliar sua base de votos em São Paulo e Minas Gerais para vencer. Embora não exista teoria do fato consumado, os marketeiros petralhas comemoram o êxito da chamada “Estratégia do Medo” executada pela militância profissional nas redes sociais e nas periferias de grandes centros urbanos e nas cidades menores do Norte-Nordeste. A propaganda nas ruas, na mídia amestrada pelas verbas oficiais e no horário eleitoral “gratuito” do rádio e televisão desconstruiu a imagem de Aécio Neves, desmoralizou pessoalmente o adversário-inimigo e vendeu o temor de que os tucanos acabariam com as “bolsas”.

Entre as várias calúnias, injúrias e difamações petistas, a que mais colou foi a de que Aécio Neves agride as mulheres. Também teve adesão na classe média o suposto desregramento do mineiro com bebidas ou drogas. Os (de)formadores de opinião petralhas repetiram tais argumentos à exaustão, nas redes sociais e nos incitadores de conversas políticas em locais públicos. Na periferia de São Paulo, cinco mil “jovens” concentrados ontem à noite em uma praça (para passar a noção imagética de superlotação e da força da multidão em favor do PT, nos melhores moldes do nazicomunismo), Dilma voltou a explorar os tais “pontos fracos” de Aécio, falando em terceira pessoa:

“Esse rapaz (Aécio) não teve educação de berço para respeitar as mulheres. E, sobretudo, uma presidente, mãe e avó. Esse cidadão agrediu, com seu cinismo, tentando deixar Dilma temerosa. Nunca uma eleição teve aspectos tão agressivos como esta. A agressividade começou com uma sistemática divulgação de inverdades distorcidas. Essa guerra de informações distorceu os fatos”.

Já apostando finalmente na vitória de domingo, o chefão Luiz Inácio Lula da Silva já deu o tom ideológico do segundo mandato de Dilma (e quarto seguido do PT): a tal mídia hegemônica será atacada até ser desmontada. O alvo principal da sempre alardeada “democratização dos meios de comunicação” será a Rede Globo – que deve ser alvo de uma cobrança violenta de impostos pela Receita Federal. Mesma situação que deve ser experimentada pelo Banco Itaú...

Ontem, no comício da Zona Leste de São Paulo, Lula já atacou diretamente dois jornalistas globais: William Bonner e Miriam Leitão (simpatizante de esquerda, até outro dia amada pelos petistas): “Daqui para frente é a Miriam Leitão falando mal da Dilma na televisão, e a gente falando bem dela (Dilma) na periferia. É o (William) Bonner falando mal dela no Jornal Nacional, e a gente falando bem dela em casa. Agora somos nós contra eles”.

O tal “nós contra eles” proclamado por Lula será o grande desastre de um governo desmoralizado e que conta com a efetiva oposição de mais da metade do eleitorado, caso a conta também inclua os que não votam, de jeito algum, nem na situação ou na oposição. Os problemas na economia – que não dependem apenas de soluções adotadas aqui dentro – e as denúncias de corrupção (que tendem ao agravamento) deixam Dilma sem a mínima condição moral de continuar governando. Novamente, ela terá de submeter a acordos complicadíssimos para manter a base aliada no Congresso – o que tende a alimentar a onda de corrupção com a cobiça por cargos para afilhados políticos e com os pedidos para participar dos vários mensalões (em vigor ou a serem criados).

A aposta de analistas do exterior é com um quadro institucional instável em um eventual e quase certo governo Dilma Rousseff. As condições de governabilidade devem ser as mais baixas desde 1985, quando os militares deixaram o Palácio do Planalto pela garagem para não passar a faixa presidencial a José Sarney (beneficiado pela súbita morte de Tancredo Neves, avô do Aécio). Neste cenário, a aposta é na radicalização dos segmentos petistas contra os classificados de inimigos: a imprensa de oposição deve experimentar um clima “bolivariano” contra a liberdade que é imposto na Argentina, Venezuela, Bolívia e Equador.

Todos corremos o risco de vivenciar a Maldição de Bruzundanga – imposta pela ignorância da maioria de um eleitorado sem noção e condição econômica de sustentação sem os favores ou promessas clientelistas da corrupta máquina estatal. Quem pode se mudar para Miami terá uma vida maravilhosa... Quem não pode... se sacode...  Como bem previram os petralhas, “o bicho vai pegar”... O Triunfo da Vontade nazicomunopetralha terá um custo muito alto para o Brasil – que permanecerá na Vanguarda do Atraso político, econômico e cultural.



Tantas irregularidades

Aviso aos navagantes
O sistema de nosso computador está mais corrompido que o governo.
 
Por isso, encontramos dificuldades para receber e editar vários artigos.
 
Pedimos paciência aos leitores...
 
Caras de pau
 
                           
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

22 de outubro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

RESPOSTA E PERGUNTAS AO EXU DE GARANHUNS


 

Durante a minha vida já vi muita gente de mau caráter, mas igual a esse salafrário, que exerceu por oito anos a presidência dessa republiqueta bananal, eu ainda não tinha visto. O cara é de uma sordidez sem limite, um  canalha.

Falando para seu eleitorado bolsa família, ele vomitou a seguinte pergunta:  "onde estava Aécio Neves na luta contra a ditadura? quando Dilma foi presa? Como cidadão brasileiro me acho no direito de responder:

Se a terrorista foi presa à noite, Aécio Neves estava no berço, pois na época tinha apenas sete anos; se foi durante o dia, estava brincando com um carrinho de rolimã. Ainda como cidadão brasileiro me acho no direito de fazer algumas perguntas ao criador e apenas uma pergunta à criatura.

Ao criador, pergunto: o que você fazia durante toda as noites, quando se dizia preso, na ante-sala do delegado Romeu Tuma? Quantos "cumpanheros " você denunciou?  Quantos bilhetes você enviou para o General Golbery do Couto e Silva denunciando planos da esquerda?

Quantos inícios e finais de greve você negociou nos porões da FIESP com a finalidade de esvaziar os pátios das montadoras?

À Criatura, faço uma única pergunta: o que a senhora fez com os dois milhões de dólares roubados do cofre de Ademar de Barros?

Vejam que tipo de gente comanda o nosso país há 12 anos. 

22 de outubro de 2014
Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

O GOLPE DA ÁGUA


Quero voltar à guerra político-eleitoral da água, deflagrada pelo PT, pelos setores da imprensa alinhados com o petismo, pela campanha eleitoral de Dilma Rousseff e por Vicente Andreu, que é petista, presidente da Agência Nacional de Águas, oriundo da CUT e que, hoje em dia, está fazendo campanha eleitoral. Vamos lá.
 
A primeira questão relevante é a seguinte: o fornecimento de água, hoje, em São Paulo, não é nem maior nem menor do que durante a eleição. No fim de semana retrasado, muita gente ficou sem água ao mesmo tempo porque houve problemas técnicos graves na adutora Americanópolis e em Osasco.
 
De resto, tudo continua como estava, como diria Dilma Rousseff, “no que se refere” ao abastecimento. O que se tem, aí sim, é campanha eleitoreira descarada. Um dado da pesquisa Datafolha publicada na segunda-feira, pela Folha, não mereceu, parece, o devido destaque. Depois de todo o terrorismo feito com a questão da água, o instituto quis saber em quem votariam os eleitores paulistanos se a disputa para o governo do Estado fosse agora.
 
Os de má-fé e os ignorantes saíram botando terror por aí porque números publicados com destaque pelo Datafolha mostravam que o tucano teria 33% de votos na cidade, contra 19% de Paulo Skaf, do PMDB, e 12% de Alexandre Padilha, do PT. Disseram que votariam em branco, nulo ou em ninguém 25%, 9% afirmaram não saber, e 3% citaram outros nomes.
 
Pois bem: Alckmin obteve, na cidade de São Paulo, nas urnas, 51,94% dos votos válidos. Segundo os números do Datafolha, ele tria hoje 50%; Skaf teria 28% (contra 21,4% nas urnas), e o petista Alexandre Padilha teria caído de 22,21% para 17,9%.
 
Ou por outra: a variação de Alckmin, na capital, está dentro da margem de erro. À diferença do que pretendiam os petistas, o prestígio do governador segue inabalado. Embora haja um enorme esforço para jogar a responsabilidade pela falta de chuva nas costas do tucano, o efeito eleitoral esperado por muitos — e pelo qual muitos torciam — não aconteceu.
 
Há problemas de abastecimento em São Paulo? Há. Existe racionamento ou falta generalizada de água? Não! O que mudou foi a determinação do PT, da Agência Nacional de Águas — manipulada pelo partido — e da campanha eleitoral de Dilma Rousseff de tentar explorar o assunto politicamente.
Se os petistas acham que Alckmin é o culpado porque não chove, talvez seja o caso de indagar a culpa de Dilma pela seca na cabeceira do Rio São Francisco.
 
22 de outubro de 2014
Reinaldo Azevedo 

SÓ FALTA 1% PARA AÉCIO VENCER A ELEIÇÃO


 
 
Acompanhem o raciocínio. Aécio lidera no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde o número de abstenções, brancos e nulos é menor do que no Norte e no Nordeste, onde este quantitativo é maior.
Mas quanto isso significa, efetivamente? Fizemos a conta na tabela acima, da seguinte forma:

1. Retiramos do eleitorado bruto (número de eleitores aptos a votar) de cada região os nulos, brancos e abstenções de 2010, aplicando sobre o eleitorado de 2014. Chegamos, assim, ao eleitorado líquido, ou seja, aos votos válidos.
 
2. Sobre os votos válidos, aplicamos os percentuais que Dilma e Aécio possuem em cada região pela pesquisa Datafolha de 21 de outubro, chegando ao número de votos.
 
3. Para os votos do exterior, aplicamos 65% para Aécio e 35% para Dilma.
4. O resultado final destes cálculos é que Aécio ganha 1% de eleitores e Dilma, obviamente, perde 1%. Se abstenções, nulos e brancos crescerem 10% em 2014, em relação a 2010, o impacto será 0,1%. Portanto, considerem apenas 1%. Esta é a vantagem de Aécio, neste indicador.

Por favor, não deem palpites se não fizerem contas. Coloquem cálculos, não palavras, nos comentários. Não é hora para achômetro, nem pensômetro. Ah, mais acho que abstenção será maior. Por quê? Ah, mais penso que os números estão errados. Comprove!
Assim sendo, mantidas as mesmas participações no dia da eleição, Dilma teria 50,99% e Aécio 49,01%. O que isto significa? Que existiria uma suposta vantagem da petista, da ordem de 2,7 milhões de votos. E que, para vencer a eleição, o tucano precisaria virar 1,35 milhão de votos mais um, para ser eleito presidente do Brasil.
 
A diferença que o Datafolha dá, de 4% a mais para Dilma, na verdade é de 2%, numericamente. Para Aécio vencer, ele teria que conquistar 1% dos votos da Dilma ... mais um! Estes votos podem vir do esforço de cada um em buscar um eleitor em casa, em oferecer uma carona, em convencer alguém que não quer votar ir às urnas. 
 
Pense assim: Aécio teria, hoje, 50 milhões de eleitores. Se um eleitor, que pode ser você, em cinquenta eleitores, conseguir mais um voto para o tucano, a gente vence a eleição. Portanto, mãos ao telefone, mãos ao volante, mãos à obra.

TSE APARELHADO POR DILMA PROÍBE AÉCIO DE RECEBER ELOGIOS DA "CHEFA"


Ministro Admar Gonzaga, o vira-toga, condenou Aécio por receber elogios de Dilma.

Uma liminar concedida pelo ministro Admar Gonzaga, do TSE, provocou polêmica na Corte. Gonzaga mandou tirar da campanha de Aécio Neves (PSDB) o áudio em que a presidente Dilma Rousseff faz elogios à atuação do tucano como governador de Minas. O plenário do TSE se dividiu: três votos pela retirada da gravação de Dilma e três pela manutenção. O presidente do TSE, Dias Toffoli, pediu vista e só desempatará o assunto na sessão de amanhã.

Diante da polêmica envolvendo a concessão de liminares para retirar trechos da propaganda eleitoral dos presidenciáveis, o plenário do TSE cassou o poder dos ministros auxiliares concederem essas decisões provisórias na reta final de campanha. O ministro Gilmar Mendes sustentou que o TSE terá sessões plenárias todas as noites esta semana e é melhor as liminares serem concedidas pelo plenário.

Admar Gonzaga entendeu que o uso das declarações de Dilma, apesar de elogiosas, não poderiam ser usadas no horário eleitoral depois que o TSE entendeu que a propaganda gratuita só pode divulgar propostas dos candidatos. Os advogados de Dilma argumentaram que a campanha de Aécio tirou a entrevista do contexto e criou confusão no eleitor. Os advogados de Aécio alegaram que não há ofensa e que o TSE não pode sufocar a propaganda eleitoral.

O relator da representação, Admar Gonzaga, votou pela suspensão do programa de Aécio, alegando que embora não existam "expressões ofensivas à candidata" na propaganda, mas não traz menção propositiva. Para Admar, houve montagem para tentar provocar confusão "com nítido propósito para tisnar a imagem da candidata Dilma".

— Trazer manifestação da candidata em outro ambiente, quando era ministra do governo Lula, quando se tem outro ambiente de elegância, de receptividade pelo governador de Minas, foram jantar juntos, assinar convênio, traz até tom de deslealdade, não teria outro propósito senão macular a imagem dela — disse Admar Mendes.

Depois do voto, três ministros votaram contra o relator — João Otávio Noronha, Gilmar Mendes e Luiz Fux — e duas ministras concordaram com ele — Maria Thereza e Luciana Lóssio. — O momento eleitoral é peculiar. Vemos transfigurações, boêmios e até álcoolatras conhecidos se transformam em abstêmios. Como se fosse São Jorge em Bordel. O tribunal não pode ser tutor do candidato, como também não pode ser tutor do eleitor. Que confusão pode haver em declaração proferida em 2009? Se sabe que os políticos costumam se contradizer, dizer algo hoje e mudar amanhã, É até bom para que a comunidade política assuma a responsabilidade do que falam, que o momento eleitoral não se transforme em vale tudo — disse Gilmar Mendes. 

O ministro João Otávio Noronha também criticou a decisão de Admar Gonzaga. Para ele, não houve montagem neste caso, nem trapaça. Dilma deu a declaração e a decisão de quinta-feira não pode engessar os programas, apenas evitar o baixo nível na horário eleitoral gratuito. — Nada impede Dilma de dizer, em seu programa, esse consideração fiz em outro contexto. não tenho mais essa opinião. Aécio também deve ter feito elogios a ela. A propaganda não tem ataque pessoal, não macula a honra de ninguém. Não estou aqui a desconsiderar a decisão de quinta-feira, de não permitir campanha em baixo nível. Mas não vamos chegar ao ponto de engessar as partes — disse Noronha. 

O ministro Luiz Fux também discordou do voto de Admar Gonzaga, alegando não ver na propaganda nenhum ataque pessoal e que as declarações dela podem ser vistas até "como ato de nobreza da parte dela". A ministra Maria Thereza argumentou que a declaração foi tirada do contexto. — Concordo com o ministro relator.
A decisão de quinta-feira foi apenas de trazer. no horário eleitoral, mensagens propositivas — disse a ministra.
O ministro Gilmar Mendes ironizou: — Até elogio fica proibido?

Ao fim da sessão do TSE, o ministro relator da representação, Admar Gonzaga, reclamou do descumprimento da suspensão imposta pela Justiça Eleitoral pelos candidatos. Ele afirmou que, hoje, é importante que os ministros decidam por punição mais dura, como a perda de tempo na propaganda de rádio e TV, como forma de fazer com que as campanhas cumpram o que foi determinado pelo TSE.
 
(O Globo)

COMO ESPERADO, A PESQUISA DATAFOLHA DA TERÇA-FEIRA APRESENTA OS MESMOS NÚMEROS DA PESQUISA DATAFOLHA DA SEGUNDA-FEIRA


 
Uma pesquisa feita pelo mesmo instituto na terça-feira, com a mesma metodologia, com o mesmo número de entrevistas, repetida em 24 horas, só poderia mesmo dar o mesmo resultado: Aécio 48% e Dilma 52%, empate técnico, segundo o instituto.
O Datafolha errou a votação de Aécio por 7,5 pontos percentuais no primeiro turno e saiu com a imagem arranhada. Talvez seja por isso que está fazendo pesquisa todos os dias, para evitar novos vexames.
Ao que tudo indica, vai repetir. Já pensaram se o Datafolha achasse Aécio com 52% e Dilma com 48%, um dia depois?
Vocês acham que eles iriam publicar, reconhecendo que erraram?

DEPUTADO DO PT É ACUSADO DE DESVIAR DINHEIRO DO PRONAF. OLHA ELE AÍ FAZENDO CAMPANHA COM A DILMA


Na foto, o deputado petista fazendo campanha com o dinheiro desviado dos produtores rurais. Para a Dilma!

Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal com ordem judicial levantaram indícios de que dinheiro desviado do Pronaf, o programa de incentivo à agricultura familiar, foi usado em campanhas eleitorais do PT no Rio Grande do Sul. 

A investigação, denominada Operação Colono, resultou em inquérito que passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal por ter indícios do suposto envolvimento do deputado federal reeleito em 2014 Elvino Bohn Gass (PT-RS), que tem foro privilegiado. 

O inquérito revela que dinheiro liberado na forma de empréstimos do Pronaf contraídos no Banco do Brasil em nome de produtores rurais entrou nas contas de uma associação de Santa Cruz do Sul (RS), a Aspac, e de lá seguiu para contas pessoais de dirigentes e ex-dirigentes da entidade. Em seguida houve saques em espécie e transferências para outras contas.

A suspeita de fraude começou a ser investigada porque produtores rurais procuraram a PF e o Ministério Público para dizer que não haviam autorizado os empréstimos em seus nomes e que tinham assinado papéis em branco que ficaram na associação.
 


 
A PF quebrou o sigilo de 107 contas bancárias e concluiu que a associação recebeu em créditos, repassados por 26 mil depósitos, um total de R$ 104 milhões de 2006 a 2012. Desse volume, R$ 85 milhões vieram do Pronaf.

Laudos da PF mostram que dirigentes e familiares recebiam recursos da associação em suas contas bancárias pessoais. O vereador Wilson Rabuske (PT-RS), segundo o laudo, recebeu R$ 700 mil, e sua mulher, R$ 324 mil. Outro ex-candidato a vereador pelo PT recebeu R$ 126 mil.

Conforme informações da Receita à PF, o casal Rabuske anotou uma diferença de R$ 2,15 milhões entre o que foi declarado ao fisco como renda entre 2007 e 2011 e o valor que entrou em suas contas.A PF interceptou 13 aparelhos telefônicos, incluindo os de Rabuske. Numa das conversas, um homem que a PF identifica como sendo representante da Aspac disse a um produtor rural que a entidade tinha dificuldades para cobrir dívidas que atingiam R$ 1 milhão. Mas que políticos estavam ajudando na arrecadação de dinheiro.

Segundo a interceptação, havia um motivo para esse esforço. "Muito dinheiro foi pra campanha do Wilson [Rabuske] e pra campanha do Bohn Gass. [...] E essa dívida que existe está muito ligada a isso", disse ele. Na mesma conversa, o homem da Aspac disse como Bohn Gass agiria para quitar dívidas com o BB. "Vai ser uma espécie de caixa dois, mas [Gass] é o cara que vai ajudar a resolver isso." 

Em outra gravação, Bohn Gass teve uma conversa interceptada, ao telefonar para Rabuske. Ele contou que atuava junto ao então ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas (PT), para conseguir decretos que permitissem renegociação de dívidas de produtores. Ele agradeceu a Rabuske "pela parceria". 

Em 2007, o ministério havia repassado R$ 642 mil à mesma associação para "palestras" e "visitas técnicas". Ao enviar o caso ao STF, a juíza Karine da Silva Cordeiro disse que o relatório indicava de forma clara e consistente suposto envolvimento de Bohn Gass com o grupo.
 
(Folha de São Paulo)
 
22 de outubro de 2014
in coroneLeaks

PT PERDE PARA PSDB POSTO DE PARTIDO COM MAIOR VOTAÇÃO NA LEGENDA PARA CÂMARA

 

   
O PT perdeu nas eleições deste ano o posto de partido com maior voto na legenda para a Câmara dos Deputados. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, desde a eleição de 1990, a sigla concentrava o maior número de eleitores que preferem depositar o voto no partido e não em um candidato específico.
Mas o quadro mudou em 2014. Da legislatura passada para a atual, a queda do total de votos dados ao partido chegou a quase 25%. Não bastasse, é a primeira vez na história recente que o partido ficou atrás do PSDB no total de votos em legenda recebidos.
 
Pela legislação, os eleitores que votam na legenda para cargos de deputados federal, estadual (ou distrital) e ainda vereador declaram uma espécie de “voto sem cabeça”.
Esse tipo de voto tem o mesmo peso para o chamado quociente eleitoral daqueles que são dados pelos eleitores aos candidatos. O quociente eleitoral, por sua vez, é o número mínimo de votos que cada partido ou coligação partidária precisa ter para eleger um representante no Legislativo.
Ou seja: quanto maior os votos nos candidatos e os votos na legenda, maiores as chances de eleição.
 
Na eleição deste ano, os petistas receberam 1,75 milhão de votos de legenda para a Câmara dos Deputados (o que representa 21,6% do total de votos válidos). Foram ultrapassados pelos tucanos, que amealharam 1,92 milhão de votos por esse formato (23,8%). A título de comparação, em 1990, o PT conquistou 1,790 milhão de votos (24,1%) e o PSDB apenas 340 mil votos (4,6%). Nesse período, os votos válidos para deputados federais pularam de 40,5 milhões para 96,8 milhões de eleitores, um aumento de 139%.
 
Em termos absolutos, o partido alcançou o recorde de votações na legenda para deputado federal na primeira eleição de Lula, em 2002. Naquela ocasião, o PT conquistou 2,35 milhões de votos nessa modalidade (27,13% dos votos válidos), o que fez o partido eleger 91 deputados, conquistar a maior bancada da Câmara e, de quebra, eleger o presidente da Casa. Em termos proporcionais, o maior desempenho do partido foi em 1994, quando ficou com 50,63% dos votos válidos (2.007.076 votos na legenda).
 
Contudo, os votos nos partidos políticos para a Câmara tiveram uma diminuição de 914 mil entre a eleição passada e a atual, de 9 milhões para 8,1 milhões no período. PSDB e PMDB também reduziram esse tipo de votação de 2010 a 2014, mas somente o PT foi responsável por uma queda de 60% dos “votos sem cabeça” em todo o País.
 
Histórico

Historicamente, o PT sempre defendeu o fortalecimento do partido com a votação dos eleitores na legenda. Na atual eleição, por exemplo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal líder político do partido, gravou vídeo conclamando o eleitor a votar “13″ no pleito deste ano. O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, credita a perda de apoio de simpatizantes do partido à “campanha de ódio contra o PT” feita neste ano. “Enfrentamos uma campanha que foi das mais difíceis de nossa história”, disse Souza. “É uma disputa permanente. Tem momentos em que se sofre algum revés”, admitiu o secretário.

(…)
 
ComentoCampanha do ódio? Voltarei ao assunto mais tarde.

22 de outubro de 2014
Reinaldo Azevedo
Por Beatriz Bulla e Ricardo Brito, no Estadão