"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

ENQUANTO VOCÊ NÃO SACA, O PT SAQUEIA...

Enquanto você não saca, governo petista saqueia o FGTS. De 2002 até agora, inflação de 103% x valorização de 69%.
 
Se fosse uma empresa, teria registrado o segundo maior lucro do país no ano passado, R$ 14,3 bilhões, menor apenas do que os R$ 21,8 bilhões da Petrobras. Mas como é uma poupança do trabalhador, paga pelos patrões e administrada pelo governo, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) exibe um resultado bastante incomum em seu balanço: em meio a uma série de números positivos, o único a perder dinheiro é o trabalhador, que é o dono do patrimônio.
 
Entre 2002 e 2012, o lucro do FGTS deu um salto de dez vezes (938%) e o patrimônio líquido — dinheiro que o governo usa para investir em infraestrutura — cresceu 433%. O valor recebido pela Caixa para administrar as contas subiu 274% e chegou a R$ 3,3 bilhões no ano passado, e o total depositado aumentou 142%. Já o valor total dos juros e da correção monetária creditados nas contas dos trabalhadores ficou em R$ 8,2 bilhões em 2012, uma alta de apenas 19% na comparação com 2002. E o rendimento das contas nesses 11 anos foi de só 69,15%, bem abaixo da inflação acumulada no período medida pelo INPC (103%), revela estudo inédito elaborado pelo Instituto FGTS Fácil.
 
— Enquanto o Fundo vai muito bem obrigado, o trabalhador está muito mal, porque, ao não receber nem a atualização monetária, o dinheiro diminui. Não questiono as funções sociais do FGTS, mas se mesmo com isso, com as doações para o Minha Casa, Minha Vida, o Fundo dá lucro, por que o trabalhador precisa ter prejuízo? O governo está ganhando dinheiro com o Fundo, a Caixa ganha, com saldo menor os empresários pagam menos multa. Só o trabalhador perde — diz Mario Avelino, presidente do FGTS Fácil.
 
A causa do descompasso é a regra de correção das contas: Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano. Num cenário de juros mais altos, a TR compensava ou até superava a inflação e os 3% eram ganho do trabalhador. Com a queda dos juros, o Banco Central foi reduzindo a TR para evitar o rendimento excessivo da caderneta de poupança e a fuga de recursos dos títulos da dívida pública; e também o encarecimento dos financiamentos habitacionais. Assim, a taxa chegou a ficar negativa e ultimamente está próxima de zero, o que faz com que as contas do FGTS sejam corrigidas só pelos 3% ao ano, com a inflação em torno 6%.
 
— Com juros altos, nenhuma aplicação em TR rivalizaria com os títulos da dívida pública, então não havia problema. Mas como está tudo amarrado, a TR corrige poupança, financiamentos. Isso interfere na gestão da dívida; se importou essa perda real para a conta do FGTS. É um problema, porque é uma poupança que a pessoa não tem opção de não fazer. E uma grande contradição, pois o mercado de trabalho melhora, o patrimônio do Fundo cresce porque mais gente se formaliza, há mais depósitos, mas há essa rentabilidade negativa nas contas individuais — analisa Leandro Hoire, técnico do Dieese, que participou da elaboração de estudo sobre o Fundo de Garantia e a TR.
 
Num período de 12 anos analisados pelo Dieese (de 2000 a 2011), o retorno obtido pelo Fundo ao investir seus recursos foi praticamente o dobro do creditado nas contas do trabalhador. Em 2011, por exemplo, a rentabilidade média chegou a 9% e o crédito para cotistas, a 4,2%. São esses ganhos, somados aos depósitos feitos pelos patrões e descontadas todas as despesas, que compõem o lucro líquido do Fundo. Os R$ 14,3 bilhões de lucro no ano passado representaram um salto em relação aos R$ 5,3 bilhões de 2011 e já incluíam os mais de R$ 6 bilhões destinados ao Programa Minha Casa, Minha Vida. Sem isso, o lucro chegaria a R$ 20 bilhões. Mas foi um ano atípico, explica o superintendente nacional de FGTS da Caixa, Sérgio Antônio Gomes.
 
— O lucro efetivo do ano passado foi de R$ 14,3 bilhões, mas parte desse valor foi resultado de reversão de provisão. Ou seja, havia reserva de R$ 11,7 bilhões para pagar os trabalhadores que ainda buscam receber perdas dos Planos Verão e Collor na Justiça. No ano passado foi feito novo estudo, essa provisão caiu a R$ 4,2 bilhões, e os R$ 7,5 bilhões voltaram para conta do Fundo — diz. Esse dinheiro, como todo o restante do lucro, não vai para as contas dos trabalhadores, mas para o chamado patrimônio líquido, que já soma R$ 55 bilhões e alimenta o FI FGTS, fundo do qual o governo pode usar até 80% para financiar obras de infraestrutura e saneamento.
 
Dono de um saldo de R$ 30 mil no FGTS, o analista de sistema Jessé de Almeida, de 51 anos, diz que já está com tudo pronto para ir à Justiça. — O governo devia usar os impostos que pago e não o meu dinheiro para fazer seus investimentos. Estou perdendo uns R$ 20 mil e vou brigar, porque quando deixo de pagar imposto o governo me cobra e com multa e correção.
 
Para administrar os cerca de 250 milhões de contas do FGTS, a Caixa recebeu, no ano passado, R$ 3,3 bilhões, valor que representa mais de metade do lucro líquido do banco em 2012 (R$ 6,1 bilhões), e supera os R$ 3,1 bilhões gerados pela multa adicional de 10%, cuja manutenção foi alvo de queda de braço entre governo e empresários. Procurado, o Ministério do Trabalho não atendeu ao pedido de entrevista.
 
( O Globo)
 
14 de outubro de 2013
in coroneLeaks

JUSTIÇA E SAÚDE PÚBLICA - TEMPO DE HUMILDADE


Quando escrevi De Alma-Ata ao Mais Médicos – A Trajetória do SUS, mostrei que o conceito de saúde atualmente em vigor no mundo ocidental tem origem comum com o movimento revolucionário. Procurei provar que a preocupação com o tema antecedia até mesmo à publicação do Manifesto do Partido Comunista feita em 1848 e que a partir da Conferência Mundial de Saúde de 1978, na antiga URSS, surgiram as bases que mais tarde deram origem ao SUS no Brasil.
 
O objetivo do artigo de hoje é diferente. Buscaremos descobrir quais os campos do conhecimento e qual o “armamento teórico” necessários para fazer a crítica imparcial do modelo de saúde marxista implantado no nosso país. Inicialmente, de maneira dramática e provocativa, quero afirmar o seguinte: só acredito numa discussão séria sobre a saúde pública quando não estiverem envolvidos os seus atores. Em outras palavras – nada de médicos, enfermeiras, psicólogos, ou “outros profissionais da saúde” falando e escrevendo sobre o assunto. Mais desconforto ainda me causaria a opinião dos pacientes e dos gestores – partes conflitantes que absolutamente nada tem a acrescentar ao debate.
 
Por que fiz essa afirmação? Qual a base teórica para sustentar tamanha discriminação? Respondo da seguinte maneira: muito antes dos aspectos técnicos, econômicos ou administrativos é no terreno da filosofia, da história e da moral que o verdadeiro debate deve travar-se. Afirmo, de modo contundente, que ao falarmos em “saúde pública” escondemos no conceito a idéia de “justiça social”.
 
 Provo o que digo da seguinte maneira – quando nada mais resta a um gestor, médico, paciente ou enfermeira apresentar do ponto de vista técnico no sentido de defender o sistema, o discurso pode rapidamente ser mudado e entrar num campo em que a argumentação, muito mais do que científica, assume um caráter passional. Basta a qualquer um desses profissionais perguntar ao seu opositor o seguinte - “Aceitando que tu tenhas razão, o que sugeres fazer para que as pessoas mais pobres não sejam deixadas a margem do atendimento? Propões que agonizem e morram como animais sem direito a coisa alguma?”
 
Vejam: não há – na minha opinião – prova maior do que essa no sentido de mostrar que a verdadeira discussão deve ser não no sentido de como o SUS deva funcionar; mas se ele deve ou não existir !
 
Se não for feito um debate de natureza histórica e filosófica que contemple, com uma razão livre, as obrigações do estado com relação ao cidadão e a definição de justiça, jamais se poderá falar seriamente sobre saúde pública.
 
Cada vez que um médico, enfermeira, psicólogo ou administrador se opõem ao SUS com argumentos técnicos o que se tem é algo semelhante a entrada de uma mulher de 50 quilos num ringue em que vai enfrentar um lutador de boxe peso-pesado. Explica-se isso pelo fato de sabermos que toda argumentação tem dois componentes: um racional e outro emotivo.
 
Quem defende o SUS o faz através de um discurso em que o que não é dito é o mais importante. É o apelo passional por uma saúde para todos... Por uma “medicina transformadora” que supera de longe qualquer argumento contrário e que transforma o opositor em alguém “sem coração e que quer mais é que os pobres morram.”
 
Não preciso dizer o quão insignificante é a formação de um médico brasileiro no campo das ciências humanas. Médicos pouco ou nada sabem de filosofia e não tem a mínima condição de entrar num debate sério sobre “justiça social” (seja lá qual for o significado dessa expressão) ou Teoria Geral do Estado.
 
Apoiados sempre num discurso técnico e fundamentado numa ética que praticamente se limita à deontologia, nós não temos – de modo geral – a mínima condição de enfrentar um opositor munido de uma cosmovisão... de um sonho em que é possível, conhecendo e dominando as leis da história, fazer com que o Reino de Deus seja construído aqui mesmo nessa terra e nesse tempo.
Irônico, nesse processo todo, é lembrar-se que Medicina e Filosofia nasceram praticamente juntas e perceber que quem primeiro salvou uma vida o fez em nome de uma verdade transcendente e muito mais importante que os conceitos de Estado ou de Lei.
Muito interessante seria buscar na história o momento em que essa ligação rompeu-se pois talvez daí pudessem ser recuperadas as bases humanísticas que fizeram da profissão médica algo muito maior que qualquer sonho totalitário.
 
Necessário é dizer também que não se pode esperar dos médicos e demais profissionais da saúde a construção de um arsenal teórico capaz de enfrentar o discurso marxista aplicado à saúde pública. Esse instrumental é escasso mesmo dentro das Universidades e sua falta faz-se sentir nas aulas das faculdades de Direito, História e Filosofia muito antes da implantação de cadeiras como “socioantropologia da saúde” ou “relação médico-paciente” nos cursos de Medicina.
 
Vítimas da chamada “guerra assimétrica” nós médicos continuamos errando ao debater saúde pública com um governo que – muito mais do que acesso a verbas e poder - é portador de um sonho..de uma fé que segue sendo “vendida à população” em cada consulta de ambulatório... Em cada exame solicitado.
 
Talvez nós, médicos brasileiros, devêssemos – agora que entendemos o que é o PT e ao que veio – buscar socorro naqueles que realmente podem nos ajudar: historiadores e filósofos brasileiros livres do fanatismo petista capazes de discutir a questão do acesso universal à saúde com argumentos – esses sim – à altura da pseudo-intelectualidade e dos médicos comunistas que ajudaram a construir o SUS.
 
Só assim há de chegar uma nova época em que não nos sentiremos culpados pela pobreza e sofrimento no Brasil mas também não seremos tolos a ponto de nos orgulharmos de “contribuir para sua redução.” A Medicina voltará a ser feita para os doentes; não para os políticos. Isso vai vir com um novo tempo – Tempo de Humildade.
 
Dedicado ao Professor Olavo Luiz Pimentel de Carvalho.
 
14 de outubro de 2013
Milton Simon Pires é Médico.

SERÁ QUE VAI SOBRAR TEMPO?


 
 
2014 promete ser um ano empolgante: alianças surpreendentes, verdadeiras jogadas de xadrez; eleições burlescas, com partidos "fake"; protestos urbanos provavelmente mais intensos, com depredações impunes, cada vez mais destruidoras; esperança de desfecho do mensalão, consolidado pela prisão dos condenados; tentativa frustrada de desobediência civil visando ao não pagamento de IPTU's extorsivos. 
 
Estes são alguns dos eventos que tornarão a vida do brasileiro um constante sobressalto. Tudo cimentado por uma copa do mundo cheia de jogadores ricos, pouquíssimos craques. 
 
Talvez reste algum espaço para, entre outras tarefas urgentes, o país trabalhar e melhorar seus índices econômicos; desenvolver a infraestrutura capenga; controlar a inflação, sempre ameaçando; praticar uma política externa mais inteligente que o reinsira no grande comércio mundial; elevar sua classificação no ranking da educação e usar com mais transparência os impostos arrecadados, visando a diminuir a espera do cidadão por tratamento no SUS e garantir seu direito de ir e vir. 
 
Será que vai sobrar tempo?  
 
14 de outubro de 2013
Paulo Roberto Gotaç é  Capitão-de-Mar-e-Guerra, reformado.

A ELOQUÊNCIA CACHACEIRA


 
Quando não se possui um mínimo de eloquência para se pronunciar em público, ainda mais se a conversa é técnica, deve-se “passar a bola” para alguém capacitado para tanto. A “nossa presidenta” só nos envergonha por onde passa com sua verve de cachaceiro de boteco de favela depois de tomar todas.
  Na conferência coletiva de imprensa logo após a reunião com investidores internacionais patrocinada pelo banco Goldman Sachs, em Nova York, semanas atrás, a pródiga e erudita presidenta construída por Lula, outro erudito, disse essas palavras:
  ”Tem uma infraestrutura muito importante para o Brasil, que é também a infraestrutura relacionada ao fato de que nosso país precisa ter um padrão de banda larga compatível com a nossa, e uma infraestrutura de banda larga, tanto backbone como backroll, compatível com a necessidade, que nós teremos para entrarmos na economia do conhecimento, de termos uma infraestrutura, porque no que se refere a outra condição, que é a educação, eu acho importantíssima a decisão do Congresso Nacional do Brasil em relação aos royalties”.
 
Espero que exista alguém mais inteligente do que eu e que tenha a bondade de traduzir para mim essas idiotices. Ou o idiota sou eu?
 
14 de outubro de 2013
Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

A ENTREGA DO CAMPO DE LIBRA


 
No leilão do campo petrolífero de Libra, marcado para dia 21 de outubro próximo, o Governo Federal estará trocando por 15 bilhões de reais (previsão de arrecadação) as reservas fantásticas que poderiam financiar a educação, saúde e infraestrutura no Brasil em um futuro próximo. Obviamente, pelo fato de a indústria do petróleo contribuir com mais de 50% da produção dos gases de efeito estufa, essa fonte energética deve ser usada para fins mais nobres do que meros combustíveis.
O dinheiro arrecadado com o leilão vai para a conta única da união, e quem sabe não será usado para pagar à eterna divida externa ou ainda para pagar os juros da dívida interna para alguns acionistas de bancos?

Neste dia, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) pretende leiloar o maior campo de reservas comprovadas de petróleo brasileiro no pré-sal, descoberto pela Petrobras em 2010, e uma das maiores descobertas mundiais dos últimos 20 anos. Possui entre 12 e 14 bilhões de barris de petróleo e está localizado a 180 quilômetros do litoral, na Bacia de Santos, a 7.000 metros de profundidade.
 
Para se ter uma idéia do que representa este depósito de óleo basta dizer que corresponde a tudo que já foi extraído pela Petrobras desde a sua criação, há 60 anos, equivalendo também a todas as reservas do México.

No leilão, participarão 11 grandes empresas petrolíferas. Além da Petrobras, Petrogal (portuguesa, subsidiaria da Galp), Repsol Sinopec Brasil (espanhola/chinesa), Mitsui (japonesa), ONGC (indiana), Petronas (malaia), CNOOC e CNPC (chinesas), Shell (anglo-saxônica), Ecopetrol (colombiana) e a Total (francesa).
 
A empresa ganhadora pagará 15% de royalties divididos entre a União, Estados e municípios. Dos 5% que irão para a União, 75% serão destinados para a educação e os outros 25% para a saúde. Estados e municípios estão livres para investir em qualquer coisa. Portanto, atenção ao percentual que realmente será destinado à finalidade social, pois é bem inferior ao que diz a enganosa propaganda oficial.

A empresa que vai extrair o petróleo, descontando o custo real da produção, deverá também entregar 50% do saldo em petróleo para a União. Os outros 50% do petróleo serão das empresas, que certamente o enviarão para seus países de origem sem pagarem impostos ou royalties.
 
Além disso, a área de exploração do Campo de Libra é um reservatório totalmente conhecido, delimitado e estimado em seu potencial de reservas em barris. Ou seja, esta área não é um bloco aonde a empresa petrolífera irá “procurar petróleo”. Em resumo: um negócio excelente para estas empresas, e péssimo para o país!

Por que a política nacional do petróleo, a cargo da Agência Nacional do Petróleo (ANP), é contrária aos interesses nacionais e dirigida a favor das transnacionais estrangeiras de petróleo? As denúncias contra a ANP são graves, e vêm de todos os lados, apontando que este leilão está direcionado ao cartel das multinacionais petroleiras para gerar superávit primário.
 
A entrega do petróleo que a ANP está patrocinando fere o princípio da soberania popular e nacional sobre a nossa importante riqueza natural que é o petróleo, chegando a se constituir em crime de lesa pátria.

Na exploração do pré-sal não existe problema – nem técnico, nem econômico – que o país não possa solucionar sem a presença das empresas estrangeiras. Com relação ao saber fazer, a Petrobras é líder mundial de tecnologia na produção de petróleo em águas profundas. Com relação aos investimentos necessários, o BNDES que disponibiliza crédito para tantas empresas privadas, inclusive transnacionais, bem que poderia emprestar para a Petrobrás.
 
O próprio Tesouro Nacional, em vez de pagar juros aos especuladores de títulos da dívida interna, poderia investir, com bom retorno, no pré-sal. E a Petrobras, uma das maiores empresas do mundo, certamente tem crédito para conseguir empréstimos no exterior. Falta a decisão política.

Legalmente, através da Lei 12.351, sancionada em dezembro de 2010, no seu Art. 12, a União pode entregar o Campo de Libra, sem licitação, diretamente para a Petrobras. Esta, por sua vez, assinaria um contrato de partilha com a União, com o percentual do “óleo-lucro” (percentual bem alto, para beneficiar ao máximo a sociedade) a ser remetido para o Fundo Social. Assim se garantiria ao povo brasileiro o benefício total dessa riqueza, no seu devido tempo.

Além do evidente “entreguismo” que está configurado neste leilão patrocinado pelo Governo Federal, não se pode esquecer os recentes episódios de espionagem que ocorreu sobre a Petrobras, e que, sem dúvida, teve interesses econômicos na questão do pré-sal.
 
Isso, por si só, já recomendaria uma sensata suspensão deste leilão. Mas o governo está irredutível e ficará com a pecha de ser aquele que, de forma irresponsável, mais entregou as riquezas naturais do país à iniciativa privada.

14 de outubro de 2013
Heitor Scalambrini Costa é Professor da Universidade Federal de Pernambuco.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO


 
Previsão sombria de um lobbista gordinho do mercado político e financeiro, com base em conversas recentes nos esgotos tupiniquins. Ano que vem, virão à tona documentos que vão complicar a vida de Luiz Inácio Lula da Silva. O Presidentro terá explicações inevitáveis a dar sobre o Rosegate (o escândalo, até agora abafado ao máximo possível, sobre negócios feitos por sua afilhada e amiga Rosemary Nóvoa Noronha). O castelo político de Lula é tão seguro, sólido e bem projetado quanto à obra da foto acima, do Grande Arquiteto Tião Pedrêru...
 
Grandes parceiros de Lula, Sérgio Cabral Filho, José Sérgio Gabrieli, Gleisi Hoffmann& Cia ilimitada, devem ser alvo desta mesma avalanche de denúncias comprometedoras. A República de Bruzundanga vai para o espaço se forem divulgados detalhes intestinos dos escândalos ligados à Delta – de Fernando Cavendish. A coisa fede mais ainda com os problemas na Petrobras e Eletrobras. Fica mais escatológica se houver uma devassa no PAC (que deveria ser traduzido como Programa de Aceleração da Corrupção). Tem sujeira de quatro estrelas...
 
Os vários escândalos a estourar atingem diretamente Dilma Rousseff (gestora envolvida em todos os negócios e que, pela propaganda petralha, já está reeleita Presidenta um ano antes da eleição). Se a casa dos amigos do Presidentro cair, Dilma dificilmente ficará de fora. O poder real globalitário não se importa em trocá-la por um Eduardo Campos qualquer, por exemplo.
 
A conjuntura política tende a ser ainda mais tenebrosa. Como de costume, o Alerta Total falou sozinho ontem, na análise de mais uma notícia policial. O jogo sujo petralha, invisível porque opera no submundo das campanhas eleitorais, sofreu um duro golpe da Justiça e do Ministério Público, em São Paulo.
 
Todo mundo soube que foi mapeada e começou a ser desbaratada a poderosa máquina que mobiliza ocultamente facções criminosas para finalidades eleitoreiras. A máfia opera para fazer ameaças e eliminar adversários, promover ações táticas de terror urbano, sempre na véspera do ano eleitoral, ou para administrar uma escandalosa lavanderia de dinheiro público desviado por mil e uma formas criativas de “mensalões”.
 
Só falta o MP investigar, mais detalhadamente, quem são os políticos, no Brasil inteiro, financiados pelos esquemas parceiros do PCC... O negócio é tão amplo que pega gente fina dos mais variados partidos e ideologias. Acuado, o PT vai botar sua tropa para vomitar o Tucanoduto de Minas Gerais. Como parece que Marcos Valério serviu a gregos e baianos, aos deuses e aos diabos, a sujeira vai parecer interminável, poupando ninguém... É brinquedo, não...


Enquanto a casa do “Boi” não cai, com as vacas indo para o brejo, vamos falar de algo edificante. Na sua visita ao Brasil, o Papa Francisco deu três valiosos conselhos às pessoas que trabalham pelo bem comum:
 
- Conservar a esperança apesar das dificuldades encontradas.
 
- Deixar-se surpreender por Deus, pois ele sempre reserva o melhor aos fiéis.
 
- Viver na alegria.

Pego gancho no sábio conselho do Hermano Francisco porque tem muita gente boa reclamando que está deprimida com a ação do Governo do Crime Organizado. Muitos têm a impressão de que seria “impossível” derrotá-lo, neutralizá-lo ou superá-lo. Esta sensação de impotência diante do banditismo reinante no Brasil pode gerar uma perigosa omissão cidadã – capaz de ampliar o caminho já trilhado pelos bandidos da politicagem rumo ao autoritarismo.
 
Precisamos cultivar, cada vez mais, amor, fé e esperança de que as pessoas de bem, unidas às outras a partir de sua consciente vontade e liberdade individual, serão capazes de colocar nosso Brasil em um rumo desejável de ordem, progresso e paz social. Claro que, para isto se viabilizar, teremos de reinventar e redescobrir o Brasil, através de um projeto a ser pensado e executado por segmentos esclarecidos da sociedade.
 
É urgente que consigamos a união de uma Elite Moral capaz de transformar o Brasil, democraticamente, na Nação próspera e divina, com vocação para liderar um novo modelo para a humanidade, a partir da sabedoria culturalmente acumulada por um povo euroafroameríndio – um verdadeiro e virtuoso vira-latas que parece ainda não ter descoberto a grande força que tem.
 
Vamos mentalizar a mudança para o Bem. Independentemente da religião (ou não) de cada um, vamos pedir a Deus que lance suas luzes de Justiça sobre aqueles que atentam contra o Bem Comum do Brasil e dos brasileiros. Que o nosso País seja purificado, demolindo os falsos castelos com cada vez mais pecados e capitais acumulados apenas para o exercício de um podre e ilusório poder.

Vamos mudar, e depressa! Porque o Brasil se parece, cada vez mais, com uma grande favela moral, igualzinha ao prédio feito pelo criativo Tião. Para desabar, custa nada... 
 
Chapas quentes?
 
 
 Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

14 de outubro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

IMORAIS AMEAÇAS


Nós, cidadãos brasileiros, que combatemos essa MEGA QUADRILHA que tomou conta do poder há 10 anos e está destruindo o nosso país em nome de uma ideologia ultrapassada, de um projeto de permanência definitiva no poder, onde todos os meios são validos para se atingir o fim, além de sujos interesses pessoais, estamos recebendo ameaças de um escritório de advocacia (Teixeira, Martins & Advogados) que segundo o Blog de Luiz Nassif, defende os interesses da ilustre, exemplar e inatacável família de Luiz Inácio Lula da Silva.
Não posso afirmar que esse tipo de ameaça barata tenha a responsabilidade exclusiva do citado escritório ou se é pura criação do responsável pelo blog que a publicou e difundiu. Diga-se de passagem; um blog chapa branca, pago com dinheiro público. Se for responsabilidade de um dos advogados da banca, Cristiano Zanini Martins e da delegada Vitória Lobo Guimarães da 78° Distrito Policial da cidade de São Paulo, que instaurou  inquérito contra seis acusados, inclusive Daniel Graziano do site Observador Político do Instituto FHC.
Sendo eu um crítico da quadrilha oficial e dos periféricos, faço questão de, para facilitar o trabalho do advogado e da delegada, enviar-lhes com a máxima brevidade os meus dados pessoais para que os demandantes do inquérito, se tiverem moral suficiente, me incluam no processo
 Mesmo sabendo que 60% da nossa justiça está a serviço do governo e do partido dominante, ainda assim eu aceito o desafio. O Brasil tem que mudar, e somos nós, os cidadãos que trabalham, que produzem, que têm ética e moral, que iremos mudá-lo, sem medo das ameaças vindas de grupelhos diretamente pagos com dinheiro público ou indiretamente beneficiários do podre sistema político vigente.
Congresso Podre
Mais um ato podre, verdadeiro espetáculo de baixaria, promovido pela fossa indevidamente chamada de Câmara dos Deputados. Aconteceu na república de Macunaíma no último dia 09/10 para homenagear os 25 anos da atual constituição brasileira. Até aí nada a criticar, poderia ser uma homenagem justa e cabível.
Porém durante a cerimônia o presidente da referida fossa disse que a constituição tem que ser constantemente atualizada para atender as mudanças sociais. Faltou coragem para ele assumir que as mudanças são necessárias para atender as podridões do governo atual.
 
Gostaria de dizer a esse pau mandada do Executivo que a atual constituição dos Estados Unidos tem 200 anos sem nenhuma alteração, e que o país não tornou-se uma zona a exemplo do nosso.
 Nessa sessão foram concedidas medalhas de ouro, de prata e de bronze, cunhadas pela Casa da Moeda do Brasil e entregues a bandidos da pior espécie, inclusive a um condenado em última instância a prisão fechada. 
 
Analisando a vida pregressa de todos os homenageados, tenho a convicção de que a grande maioria deles só mereceriam simples amuletos artesanalmente confeccionados com restos de material orgânico colhidos com luvas por funcionários das estações de tratamento de esgoto.

14 de outubro de 2013
Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

A ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA MILITAR, OS GOVERNOS CIVIS E O CENÁRIO ATUAL - 1


 
 
 
De forma simplificada podemos dizer que a Atividade de Inteligência (AI) visa à obtenção, análise e difusão do conhecimento, e não tem como escopo de trabalho colher provas e evidências acerca da materialidade de um delito ou evidenciar sua autoria; uma vez que estes quesitos são próprios da investigação criminal para subsidiar um inquérito policial. Ainda que as informações colhidas em uma possam ajudar a outra, e normalmente assim ocorre no caso da inteligência de segurança pública, são atividades com escopos diferentes.
A AI não tem uma data clara e definida de inicio, sendo uma atividade que se perde na noite dos tempos. De fato muito antiga quanto a essência, não tanto quanto a forma. No formato mais familiar aos procedimentos atuais podemos citar o ano de 1559 quando William Cécil, primeiro-secretário da Coroa e conselheiro de Elizabeth I, cria o "State Defense”, centralizando todas as atividades de inteligência. Em 1573, Sir Francis Walsingham, ministro do Exterior de Elizabeth I, cria o "Serviço Secreto da Coroa da Inglaterra", com os primeiros prontuários individuais de agentes, relatórios sistemáticos, verbas secretas e contabilidade especial. Walsingham organizou, na verdade, o primeiro serviço de inteligência profissional do mundo, pelo menos da forma como o entendemos hoje.
 
Os EUA começaram sua experiência em 1775 quando o Segundo Congresso Continental de Filadélfia decidiu pela criação do Comitê de Correspondência Secreta, e com a montagem do que ficou conhecida como a Rede Culper. A França, Alemanha e Rússia também desenvolveram seus serviços no passado bem recuado, todavia posterior aos ingleses. Vamos nos ater a questão inglesa e estadunidense.
Fiz este resumido histórico para situar a AI brasileira no tempo. No Brasil a dinâmica foi diferente. Em 1946 é criado o Serviço Federal de Informações e Contra-Informações (Sfici), que se tornou efetivamente operacional em 1958, ou seja, quase 400 anos depois dos ingleses aperfeiçoarem sua experiência; e perdurou até junho de 1964 com a criação do SNI (Serviço Nacional de Informações). Em termos de estrutura, doutrina e metodologia operacional o serviço progrediu bastante neste período, até que em 1990 ele foi extinto pelo governo do presidente Fernando Collor. Não entrarei aqui em aspectos doutrinários ou ideológicos, uma vez que não cabe nesta abordagem e nem adicionam nada ao objetivo deste artigo.
Com a extinção do SNI a AI foi relegada a um segundo plano, passando a estar ligada ao Departamento de Inteligência (DI) da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE); destoando completamente do posicionamento estratégico que ela ocupa em todos os países desenvolvidos, onde a mesma está ligada diretamente ao mais elevado mandatário da nação e tida como atividade da mais alta prioridade para o Estado. Afinal, o ditado diz que informação é poder!
No governo Fernando Henrique, em 07/12/99 através da Lei n 9.883, é criado o Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) e a Agencia Brasileira de Inteligência (Abin), como órgão gestor deste ultimo, e vinculada ao GSI/PR (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República). A AI voltava a ter relevância, mas sem adquirir o status anterior.
Grande parte dos progressos efetuados anteriormente foram perdidos, e o Brasil retrocedeu significativa no pouco que tinha, tecnicamente falando. Os profissionais da área foram depreciativamente apelidados de “arapongas” e a mídia adquiriu o costume de enxovalha-los. Ninguém os defendeu. Em certa medida as Forças Armadas conseguiram preservar alguma capacidade operacional nos seus centros de inteligência, ainda que longe dos padrões de excelência fixados atualmente para serviços de nível internacional.
Em todos os países relevantes no cenário mundial a AI é considerada área estratégica, de alta prioridade, e uma atividade de Estado e não do Governo A, B ou C. Possui sempre dotações orçamentárias a altura de suas missões estratégicas, sejam endógenas ou exógenas, e grupos de trabalho estáveis, sem compromissos políticos ou ideológicos, privilegiando a capacidade profissional de seus quadros. Seus quadros estratégicos não são selecionados por concurso público, e sim em função de uma análise de potencial. Aptidões e capacidades são o diferencial. 
Nenhum país sério abre mão desta ferramenta de poder. É impossível conceber um Estado eficiente sem informação de qualidade e oportuna a tomada de decisões. Os EUA, França, Inglaterra, Rússia, China e Israel gastam bilhões de dólares para manter serviços de inteligência operando com alto índice de eficiência. Estas montanhas de dinheiro são direcionadas prioritariamente ao desenvolvimento de tecnologia de ponta e formação de quadros, não sendo rara a cooperação entre as agências na perseguição de alvos comuns.
A formação de um bom quadro pode levar de 10 a 15 anos e custa caro. Como consequência deste trabalho estes países sabem muito do que acontece no planeta, e podem interferir sempre que necessário na defesa de seus interesses elegendo alvos em qualquer parte do mundo conhecido.  Certamente não é por coincidência que estes são os países que dominam o cenário político mundial, influenciando-o decisivamente, e são norteados por grupos com ligações carnais com a AI; como a família Bush ou Vladimir Putin.
 
Entretanto, o que temos visto no Brasil é o inverso. A visão míope e ideologicamente orientada retira da AI a prioridade que deveria ter, e conjugada com as restrições orçamentárias causa estragos significativos. A distância que nos separa dos outros países só tem crescido e toma uma dimensão astronômica, notadamente na questão da Sigint (Inteligência de Sinais); onde a GCHQ - Government Communications Headquarters inglesa é referência.
 
Para se ter uma idéia desta defasagem o tratado UKUSA (UK–USA Security Agreement) foi assinado em março de 1946 para monitorar as comunicações no mundo. A NSA (National Security Agency), criada em 1952, tem mais de 50 mil funcionários e uma verba de bilhões de dólares. Está construindo o maior centro de processamento de dados do planeta, o Utah Data Center, capaz de monitorar tudo o que transita neste planeta no espaço cibernético; com investimento de 2 bilhões de dólares e capacidade de processar e armazenar dados em Yottabytes (10 à 24 potência) – uma unidade tão grande que ainda não foi nomeada a que vem depois dela. As denuncias do Snowden são nada perto do que já existe a décadas.
 
Ademais, estes países terceirizaram grande parte do serviço de desenvolvimento de tecnologia na área de software de monitoramento, mantendo, entretanto, limitações estratégicas aos fabricantes. A parte altamente avançada e vital ainda permanece em órgãos como a DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) criada em 1958, quando o Brasil nem sabia o que era tecnologia de ponta. Empresas como a Vupen (falhas na segurança), QinetiQ (Cyveillance) e Blue Coat (USA), Autonomy (BB), i2 Limited e Gamma (UK), Amesys (França), VasTech (Africa do Sul), ZTE (Chineses), Glimmerglass e Net Optics fazem o serviço. No Brasil a Tempo Real Group opera em representação.
 
E o Brasil? Para entender melhor basta verificar que o CDCIBER (Centro de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro) foi criado em 02/08/2010 e tem em torno de 40 colaboradores! Juntando todos os órgãos brasileiros com especialistas no assunto não passam de 90 colaboradores. É uma diferença brutal. A END (Estratégia Nacional de Defesa) elegeu 3 setores estratégicos: o espacial, o nuclear e o cibernético. Em todos eles estamos na época da pedra. Armas nucleares é assunto do Séc.XX. A nova fronteira são as armas escalares.
Como um país pode aspirar relevo na arena internacional desta forma. O que estamos esperando? Talvez que todos os dados estratégicos do Brasil saiam, se já não saíram e continuam a sair, pela porta 137 dos fundos; ou que nossos experts visualizem um link escrito “notify.cia.com/notify-NSA Compliance?http/abin.gov.br/aHR”?
 
Falta uma análise séria, justa e imparcial do cenário. Desprovida de sentimentos e altamente técnica. O ex-inspetor geral das Polícias e Bombeiros Militares do Brasil, general de brigada Cesar Leme Justo, atual chefe do CIE (Centro de Inteligência do Exército), pode ter uma enorme surpresa no dia que precisar invocar os laços com estas instituições.
 
São mais de 400 mil homens em todo o Brasil, armados, equipados e treinados, com grupamentos especializados em combate como o BOPE e GEFRON, e que seria um aliado vital em caso de emergência ou litigio; ainda mais considerando que o EB (Exercito Brasileiro) tem pequeno efetivo profissional e munição para apenas uma hora de combate.
 
Coloquei a vários altos oficiais da PM, em situações estanques e locais diferentes, o cenário hipotético do comandante da corporação receber duas ligações, uma do governador e outra de um oficial general do EB, dando ordens opostas. Perguntei: a quem você acredita que o comandante atenderia?
 
Unanimemente ouvi: ao Governador do Estado! Jamais diriam isto a um oficial do EB, mas é o que fariam.

14 de outubro de 2013
Luiz Antonio Peixoto Valle é Administrador de Empresas. Continua no próximo artigo.

SOBRE NAZISMO E DESCRENÇA POLÍTICA


 
Numa das entrevistas concedidas ao jornalista “independente” David Barsamian entre 2010 e 2012, reunidas no livro “Sistemas de poder” (Editora Apicuri), o linguista, filósofo e ativista político americano Noam Chomsky alerta para os perigos da descrença na política.
 
A desilusão com os políticos e os partidos, ele recorda, já era forte antes da Depressão e foi uma das condições fundamentais para que o nazismo surgisse numa Alemanha que era considerada um modelo de democracia parlamentar e colosso da civilização nas artes e nas ciências na década de 1920.
Chomsky faz então uma analogia que ele mesmo considera imperfeita, mas irresistível, com o que ocorre hoje nos Estados Unidos, onde a raiva contra empresas, governo, partidos e instituições leva metade da população a achar que todos os que estão no Congresso deveriam ser postos no olho da rua.
Diz Chomsky: “Em 1925 houve uma votação popular maciça em Paul von Hindenburg para presidente. Ele era um aristocrata prussiano, mas seus eleitores eram lojistas pequenos burgueses, trabalhadores desiludidos etc. — na realidade, eram demograficamente pouco diferentes do Tea Party. E se tornaram a massa de base do nazismo”.
É óbvio que a descrença política é a expressão de um sentimento legítimo que pode, e muitas vezes deve, ter viés positivo: alimenta a massa crítica e está também na base de ações nobres, de manifestações redentoras, nas formas não violentas de anarquia (e das controversas “ações diretas”, que vão de flash mobs aos agressivos black blocs) e na filosofia. 
 
Quando, contudo, a desilusão toma uma forma difusa e contamina a consciência cívica do cidadão com um ânimo de dissolução, nutrido por medo, frustração pessoal ou associativa, mágoas e ímpetos de expiação — um monstro, então, sempre responde à evocação da massa, disposto a salvá-la do suposto abismo
Isso não significa que tais fenômenos entre o niilismo (a busca do aniquilamento pelo aniquilamento, a descrença radical) e seu oposto (quando se aspira à destruição seguida de uma reconstrução salvadora, a qualquer preço) sejam fábricas de hitlers em série. Hitler foi um monstro singular e único, de sua época.
Por isso, sempre que se usa o nazismo como parâmetro comparativo, os circunstantes protestam, pelo caráter emblemático da tragédia. Mas emblemas servem para isto: para se diferenciar pela semelhança. Para não esquecermos que tudo pode acontecer de novo de outro jeito, com outro nome e com outros alvos. Monstros há para todos os gostos, desde que haja condições propícias para sua emergência. 
A Guerra ao Terror pós-11 de Setembro viu germinar George W. Bush, o monstro da mediocridade, cercado por uma corte de fundamentalistas, num país ameaçado por monstros criados pela sua própria política externa, e transformados em seus algozes. Isso naquela que é considerada por muitos a democracia por excelência, como o era a República de Weimar nos anos 1920.
Na França, onde a alma do colaboracionismo de Vichy continua viva e os líderes de qualquer cor adoram depositar flores no túmulo de Pétain, a detestável Frente Nacional, partido de extrema-direita cuja persistência vem dando seus frutos mais gordos neste tempo de alta xenofobia europeia, ameaça ganhar as eleições parlamentares depois que Marine le Pen transformou o discurso de seu pai, Jean-Marie le Pen, numa paçoca de fascismo light. Nessa família-monstro não se sabe quem é pior, se o pai, puro, ou a filha, dissimulada.
No Brasil, um caldo ruim está se formando. Ao ativismo pseudossimbólico dos black blocs, espécie de brigada oportunista que aposta no caos e que não tem a estatura de seus ascendentes americanos e europeus, as autoridades de São Paulo respondem com a Lei de Segurança Nacional, que deveria estar extinta. No Rio, a política de segurança frente às manifestações já se provou um desastre completo, com suas obscuras estratégias, suas simulações e sua tentativa de criminalizar, por tabela, o direito de protesto.
São os monstros, sempre de plantão, respondendo aos apelos dos que torcem pelo pior. Isso porque o Brasil está com pleno emprego (ou quase) e não há uma crise econômica no sentido clássico. Imaginem se houvesse. Nas ruas, como sempre, ouvem-se os saudosistas da ditadura. E sempre dizemos do Brasil que é um país complexo demais e que suas instituições estão maduras o suficiente para que nossa jovem (já nem tanto) democracia resista, sempre.
É preciso, contudo, não se fiar nisso, lembrar diariamente que a história não é uma linha reta evolutiva e que democracia não é ciência exata. Como se disse e se repete, é apenas o melhor regime até prova em contrário.
É preciso lutar por ela antes que alguém prove o contrário na base da porrada.
14 de outubro de 2013
Arnaldo Bloch é Jornalista. Originalmente publicado em O Globo em 12 de outubro de 2013.

AÇÕES CONTRA FACÇÕES CRIMINOSAS QUE ATERRORIZAM PRÉ-CAMPANHA ATRAPALHAM TÁTICA PETRALHA PARA 2014


O jogo sujo petralha, invisível porque opera no submundo das campanhas eleitorais, sofreu ontem um duro golpe da Justiça e do Ministério Público, em São Paulo. Foi mapeada e começou a ser desbaratada a poderosa máquina que mobiliza ocultamente facções criminosas para finalidades eleitoreiras. Seja para fazer ameaças e até eliminar adversários e inimigos ou para promover ações táticas de terror urbano, sempre na véspera do ano eleitoral.
 
Atinge indiretamente os petralhas a revelação oficial pelo Ministério Público paulista de que a maior facção criminosa do País planejava matar o governador Geraldo Alckmin. Ontem, o MP pediu a prisão de 175 denunciados por pertencer à organização que se autodenomina PCC (Primeiro Comando da Capital). A internação de 35 líderes da quadrilha no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) de prisão vai atrapalhar ou até desarticular ações políticas de terror articuladas pelo PCC.    
 
Embora cante vitória publicamente para a eleição presidencial de 2014, a cúpula petista ainda trabalha com o risco de não contar com apoio da Oligarquia Financeira Transnacional para reeleger Dilma Rousseff. Agora, além do risco de não contar com o apoio dos controladores globalitários, a petralhada terá problemas para acionar, como faz todos os anos, a oculta máquina das facções criminosas para atingir seus inimigos políticos, principalmente em São Paulo – estado cujo governo o PT tem como prioridade de conquista, elegendo Alexandre Padilha governador e Luiz Inácio Lula da Silva como Senador, em 2014.
 
Por isso, não passam de meros ensaios inúteis de previsão, que só beneficiam as táticas eleitoreiras de propaganda, as pesquisas que proclamam a vitória antecipada de Dilma contra os fracos concorrentes Eduardo Campos e Aécio Neves. A recente pesquisa Datafolha, realizada ontem, só serve como instrumento de propaganda petista. Segundo o levantamento, a poderosa Dilma hoje teria hoje 42% das intenções de voto; Aécio, 21%; Eduardo, 15%.
 
As 2.517 entrevistas em 154 municípios, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, indicam que a candidata do Presidentro Lula ganharia fácil dos “jovens” netinhos socialistas fabianos de Tancredo Neves e Miguel Arraes. Pelo Datafolha, Dilma seria reeleita no primeiro turno! Votos brancos, nulos ou nenhum totalizariam os previsíveis 16%. Como de costume, 7% dos entrevistados disseram que não sabem em quem votar.
 
Única suposta novidade da pesquisa: os votos da mítica ex-presidenciável Marina Silva (agora provável vice de Eduardo Campos) seriam distribuídos de forma praticamente igual entre Dilma, Aécio e Campos. Dilma herdaria 7 pontos. O tucano ficaria com 8. E o socialista ganharia 7% dos votos que seriam dados a Marina. Ou seja, os números indicam que tudo continua como dantes no quartel da chefona em comando das Forças Armadas.
 
Na prática, Dilma tem todas as chances de vitória. Mas se faltarem o apoio da Oligarquia Transnacional e das facções criminosas, o que hoje parece uma vitória programada pode, facilmente, se transformar em uma pesada derrota para o PT e seus comparsas da politicagem.
 
O triste é que, vença ou perca o PT, o modelo capimunista tupiniquim não tem previsão de sofrer alteração – a não ser que um milagre político aconteça.
 
Por isso, mais que nunca, Nossa Senhora de Aparecida, rogai por nós, brasileiros que sonham com uma Nação livre, próspera e feliz. E que Deus nos proteja do Governo do Crime Organizado.
Amém! Acuda, Francisco! Saravá meu Pai! E, se possível, Salve, Jorge!
Vão dar nomes aos bois?

Como funciona o Esquema Político do Crime?
 
Vídeo do Instituto Foro do Brasil explica, didaticamente, como funciona a Nova Ordem Mundial, o Foro de São Paulo e as Ações Políticas de Terror promovidas por Facções Criminosas - http://youtu.be/JRcuQrMgLfY
 
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus
 
14 outubro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

A CONEXÃO INTERNACIONAL DO MENSALÃO: PF NO RASTRO DO DINHEIRO QUE BANCOU CAMPANHA DE LULA EM 2002


 
O texto que segue é um resumo da reportagem-bomba de Veja que foi às bancas neste final de semana revelando a conexão internacional do mensalão:
Em setembro do ano passado, o empresário Marcos Valério, o operador do mensalão, apresentou-se voluntariamente à Procuradoria-Geral da República em Brasília e prestou um longo depoimento em que formalizava algumas revelações acachapantes sobre o maior escândalo de corrupção da história do país.
 
O julgamento do processo contra os mensaleiros, entre eles o próprio Valério, estava em pleno curso no Supremo Tribunal Federal (STF).
O empresário queria proteção e um acordo de delação premiada. Entre as novidades, Valério contou que o ex-presidente Lula não só tinha conhecimento do mensalão como avalizou as operações financeiras clandestinas.
 
Disse ainda que o dinheiro usado para subornar parlamentares também pagou despesas pessoais de Lula, inclusive quando ele já ocupava a cadeira de presidente da República. O depoimento deu origem a várias investigações. Uma delas, envolvendo uma suposta doação ilegal de dinheiro ao PT, agora vai ganhar reforço internacional.
 
A Polícia Federal pediu ajuda para rastrear a movimentação de contas bancárias no exterior que, segundo o publicitário Marcos Valério, foram utilizadas pelo PT para receber doações ilegais que bancaram despesas da campanha presidencial de 2002.
 
Em seu depoimento, o operador do mensalão forneceu aos procuradores os números de três contas usadas para receber 7 milhões de dólares da Portugal Telecom, gigante do setor de telefonia que tinha negócios no Brasil e interesse em se aproximar do governo recém-empossado.
 
Valério disse que a doação foi acertada por Lula, José Dirceu e o ex-ministro Antonio Palocci, e que ele cuidou pessoalmente da operação em Lisboa.
Para despistar eventuais curiosos, os depósitos teriam sido feitos por fornecedores da Portugal Telecom em Macau, um pedaço minúsculo de terra no sul da China colonizado pelos portugueses onde a influência de Lisboa se faz presente até hoje.
 
 
14 de outubro de 2013
in aluizio amorim

O INCRÍVEL DISCURSO DO NEURÔNIO SOLITÁRIO NO DIA DAS CRIANÇAS

O discurso do dia das crianças. É inacreditável a invalidade cerebral, a falta de talento, competência para ocupar o maior cargo do país. OUÇA!!!

MÍDIA INFLA MALALA

Nem todas as adolescentes paquistanesas têm a sorte de levar um tiro na cabeça. Ora, direis que faço piada, e piada de mau gosto. Nada disso. Não fosse o tiro providencial dos taleban, Malala Yousafzai continuaria cumprindo sua triste rotina, anônima e sem futuro, em Swat, na fronteira com o Afeganistão. Aliás, antes do atentado dos bárbaros, nem do distrito pashtun de Swat, de 1250 habitantes, o Ocidente tinha notícias.

Bárbaros, escrevi. Sim, mas inteligentes. Os taleban sabem o que fazem. A melhor maneira de anular uma pessoa é proibi-la de educar-se. O crime de Malala foi freqüentar uma escola. Mulher que se educa é sempre um perigo para um macho covarde. Bala nela.

Hoje centro de atenções da mídia internacional, Malala revela um discurso bem articulado, apesar de sua pouca idade. O que não a impede de dizer bobagens. Ainda há pouco eu comentava seu discurso na ONU, em julho passado, onde dizia:

- Não há arma mais poderosa do que o conhecimento nem maior fonte de conhecimento do que a palavra escrita. Canetas e livros são armas que derrotam o terrorismo.

Ora, que o conhecimento é uma arma poderosa, isto não se discute. Mas terroristas não só riem dos livros, como tem sido através dos livros que se prega o terrorismo. Que o digam Bakunin e Netchaiev. Ou, mais perto de nós, Che Guevara e Marighella. O terrorismo contemporâneo tem sido perpetrado por fanáticos que conhecem muito bem a palavra escrita. Bin Laden não era nenhum analfabeto.

Em entrevista para a Veja desta semana, diz Malala:

- Por que o Talibã tem medo de você?
- O Talibã tem medo porque sabe que, se as mulheres tiverem acesso à educação, serão capazes de exercer um papel ainda maior do que o que elas já têm na sociedade. Em geral, são as mulheres que cuidam das famílias. São elas que administram a casa, cuidam dos filhos. Com a educação apropriada, elas poderão ter ainda mais oportunidades. Isso assusta o Talibã. É uma visão muito ruim, porque o mundo precisa de igualdade. Se as mulheres, que são metade da população mundial, não tiverem acesso à educação, o mundo não se desenvolverá. O Talibã também desenvolveu um sistema próprio de leis, que não tem nada a ver com o Islã. O Islã nos diz que a educação e o conhecimento são direitos de todas as pessoas. Então, eu acho que o Talibã não leu o Corão da forma apropriada. Eles precisam sentar e ler o texto novamente, com calma. O profeta Maomé nos ensina sobre igualdade, sofre fraternidade, sobre o amor ao próximo. O Talibã se esquece de tudo isso e só se lembra da jihad. Nós, meninas, temos nossa própria jihad pela qual lutar. Temos que lutar pelos nossos direitos e pela educação.

Malala denuncia os taliban, mas se omite quanto à fonte do mal. Isto é, Maomé. Acha que os taliban não leram o Corão. Pelo jeito, Malala também não leu.

Mulher é campo a ser lavrado, quando o macho quiser. Sura 2:223:
Vossas mulheres são, para vós, campo lavrado. Então, achegai-vos a vosso campo lavrado, como e quando quiserdes...

O homem é naturalmente superior. Sura 2:228:
Os esposas têm os mesmos direitos que os maridos têm de acordo com os princípios gerais conhecidos. Naturalmente, os homens estão um grau acima delas em seu status.

Nas heranças, um homem vale por duas mulheres. Sura 4:11:
Ao homem, cota igual à de duas mulheres...

O testemunho de uma mulher vale metade do testemunho de um homem. Sura 2:282:
E tomai duas testemunhas, dentre vossos homens. E, se não houver dois homens, então um homens e duas mulheres, dentre quem vós aceitais por testemunhas, pois, se uma delas se descaminha da lembrança de algo, a outra a fará lembrar.

As escravas são propriedade sexual de seus donos. Sura 4:24:
E vos é proibido esposardes as mulheres casadas, exceto as escravas que possuís.

Um homem pode ter quatro mulheres. Sura 4:3:
Se temerdes ser injustos no trato com os órfãos, podereis desposar duas, três ou quatro das que vos aprouver, entre as mulheres. Mas, se temerdes não poder ser eqüitativos para com elas, casai, então, com uma só, ou conformai-vos com o que tendes à mão.

Os maridos podem bater à vontade em suas mulheres, pois Alá é grande. Sura 4:34:
… àquelas de quem temeis a desobediência, exortai-as, pois, e abandonai-as no leito, e batei-lhes. Então, se eles vos obedecem, não busquei meio de importuná-las. Por certo, Allah é Altíssimo, grande.

- No Paquistão – pergunta o repórter - muitas meninas da sua idade já estão casadas e com filhos. Você aceitaria um casamento arranjado?

- De forma alguma. Sou totalmente contra casamentos forçados porque eles destroem o futuro das meninas. Na minha escola no Paquistão, havia uma menina que abandonou os estudos muito cedo, acho que ela tinha 11 anos na época. Dois ou três anos depois, ela me ligou. Ela me disse que já estava casada e tinha dois filhos. Imagine só, ela tem a mesma idade que eu e já tem dois filhos! Não quero que as pessoas sejam forçadas a se casar tão jovens.

A menina que acha que Maomé ensina sobre igualdade, sofre fraternidade, sobre o amor ao próximo, esquece que o profeta – abençoado seja nome – casou com uma menina de seis e consumou o casamento aos nove anos dela.

Cotada para o Nobel da Paz por uma imprensa sedenta de heróis, caitituada pelos grandes do mundo, Malala foi picada pela mosca azul. Aos dezesseis, já quer ser primeira-ministra. Quanto ao Nobel, já acha que tem direito. Só acha que ainda é cedo.

Heróis, há ainda pouco tempo, eram os homens ou mulheres que sobressaíam por seus feitos. Ou seja, que superavam as próprias forças e faziam mais do que deles era esperado. Com a mídia, herói passou a ser aquele que simplesmente cumpre o seu dever. Por exemplo, um bombeiro que socorre as vítimas de um incêndio. Pior ainda: hoje basta ser vítima para ser herói. Malala queria estudar e levou um tiro na cabeça. Então é heroína.

Enfim, algum mérito há nisso tudo. Chama a atenção para o nó górdio do Islã, a condição da mulher. Mas isto vem sendo denunciado há muito tempo. Fora levar um tiro, Malala nada traz de novo.


14 de outubro de 2013
janer cristaldo