"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

PLANALTO PODE TER VAZADO DEPOIMENTO PARA DEPOIS EXIGIR A NULIDADE DA DELAÇÃO


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Ilustração reproduzida do blog do Esmael Morais
O Palácio do Planalto soube antes ainda da divulgação pela imprensa do teor de parte do depoimento de Claudio Melo Filho, delator da Odebrecht que envolveu o primeiro escalão do governo no escândalo do petrolão.
Dias antes da divulgação, informações sobre o envolvimento de alguns de seus auxiliares diretos já circulavam por Brasília e chegaram ao presidente Michel Temer, além da citação a ele próprio feita por Melo Filho.
Em tese, o conteúdo das delações é sigiloso. Apenas o Ministério Público Federal e os próprios delatores, além de seus advogados, poderiam ter conhecimento do que elas contêm.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Esta informação da excelente colunista Mônica Bergamo muda tudo em relação ao vazamento das revelações do executivo Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht. Se o Planalto teve conhecimento do teor da delação de Melo Filho antes da imprensa, surge a suspeita de que o vazamento tenha sido feito propositadamente, para justificar o pedido de nulidade da delação em que Temer é e outros caciques são citados, que já conta com apoio do ministro Gilmar Mendes, do Supremo. E não se trata de teoria conspiratória, mas de possibilidade concreta. Para confirmar a suspeita, não há muito dificuldade. Basta que os órgãos de comunicação que receberam simultaneamente a transcrição revelem de quem partiu o vazamento. Simples assim. (C.N.)


19 de dezembro de 2016
Mônica Bergamo

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