"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 31 de março de 2017

TRIBUNAIS DE CONTAS DO RIO E DE ALAGOAS, NINHOS DE CORRUPTOS

Brasília - Que bom!, enfim, chegamos ao depósito mais antigo da corrupção no Brasil: os Tribunais de Contas. A Polícia Federal prendeu meia dúzia de conselheiros do tribunal do Rio de Janeiro, um celeiro de ex-políticos desqualificados que chegaram ao órgão por apadrinhamento. Enquanto a Justiça tenta interromper a sangria no Rio, encarcerando os senhores engravatados, em Alagoas o escândalo é mais sério: quatro ex-presidentes do Tribunal de Contas roubaram 100 milhões de reais, segundo delação premiada de um gerente do Bradesco que também participou da bandalheira. É isso mesmo que você leu: 100 milhões de reais desviados dos cofres do tribunal!

O Rio de Janeiro amanheceu sorrindo na quarta-feira quando apareceram as primeiras notícias de que a PF conduzia no camburão o presidente do TC, Aloysio Neves, e os conselheiros Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, Marco Antonio Alencar (filho do ex-governador Marcelo Alencar) e José Maurício Nolasco. Essa mesma alegria ainda não contaminou os alagoanos. A população espera que nas próximas horas a Justiça também mande engaiolar os ex-presidentes do TC-AL, Otávio Lessa (irmão do governador Ronaldo Lessa, deputado federal), Isnaldo Bulhões (irmão do ex-governador Geraldo Bulhões), Luiz Eustáquio Toledo, (ex-deputado estadual), e Cícero Amélio, também ex-deputado.

A descoberta do desvio milionário do tribunal de Alagoas só foi possível com o depoimento do bancário Sergio Timóteo Gomes de Barros, do Bradesco, que funcionava dentro do órgão. Ele confessou que “Otávio Lessa e outros conselheiros receberam das mãos dele partes dos recursos desviados daquele tribunal”, como consta do mandado judicial expedido pela Segunda Vara da Justiça Federal em Alagoas, a pedido do Ministério Público Federal.

Desde 2006 que as investigações vão se arrastando. Naquele ano, o bancário confessou o crime que envolveu os presidentes e mais oito pessoas entre servidores do TC e bancários que formaram a quadrilha. De lá pra cá a coisa estava em banho-maria até aparecer um cara peitudo para reabrir as investigações. Trata-se do procurador-geral de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça Neto que decidiu enfrentar as adversidades e apurar o desvio milionário, dinheiro que falta para a saúde e para a educação em um dos estados mais pobres do país.
Esta semana foi quebrado o sigilo bancário e fiscal dos envolvidos e o TC passou por uma varredura da Polícia Federal , por determinação da Justiça, para encontrar mais elementos que possam levar os presidentes para a cadeia. Mas o MP não vacilou. De cara já pediu que os envolvidos devolvam R$ 99,3 milhões aos cofres públicos pelos danos causados ao erário. Outra punição: a indisponibilidade de bens de todos eles.

Essa fantasia chamada Tribunal de Contas é uma excrecência, um ninho de ratos. É o rebotalho de políticos desqualificados que se alojam ali em cargos vitalícios para roubar o dinheiro do contribuinte. Seus conselheiros, com algumas exceções, é claro, vivem de achaque. Aprovam e desaprovam as contas das prefeituras e do governo de acordo com as suas conveniências ($).

Há muito tempo os conselheiros do Rio de Janeiro estão na berlinda. Existem denuncias graves de desvio de dinheiro, de apadrinhamento e de conchavos para aprovação das contas do ex-Governador Sergio Cabral, responsável pela indicação da maioria deles. São normalmente políticos decadentes ou gente submissa, da cozinha do Executivo, que ocupam os cargos de conselheiros para proteger governantes bandidos e corruptos.

Isso demonstra inequivocamente a decadência moral, a falência do sistema político brasileiro. O estado vive numa espécie de presídio, onde os presos dominaram a cadeia e ditam as suas próprias regras. Ou seja: é bandido dando ordem a bandido. A decência, a ordem pública e as leis nesse país parecem que foram extintas por decreto.

É como já dizia sabiamente o humorista e colunista de jornal na década de 1970: Stanislaw Ponte Preta: “Ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”


31 de março de 2017
jorge oliveira

AUGUSTO NUNES CRITICA "INCOERÊNCIAS" DE DISCURSO DE CIRO GOMES

CIRO GOMES É DETONADO POR JORNALLISTA APÓS ATAQUES A SÉRGIO MORO E A LAVA JATO

IGREJA DOS OTÁRIOS. LULA vs LAVA JATO, CIRO LAMPIÃO

ISRAEL: TENSÕES A MIL - FATOS E NOTÍCIAS

EUA x CHINA É INEVITÁVEL: CHINA APONTA 1500 MISSEIS CONTRA BASES AMERICANAS

CORÉIA DO NORTE AMEAÇA EUA COM GUERRA NUCLEAR APÓS SENADOR HUMILHAR KIN JONG UN

GOLPE DE ESTADO. BRASIL REPUDIA ROMPIMENTO DA ORDEM CONSTITUCIONAL NA VENEZUELA

SERVIL A MADURO, SUPREMO VENEZUELANO USURPA O LEGISLATIVO
EM NOTA, O GOVERNO DESTACOU QUE A INDEPENDÊNCIA DOS PODERES É ESSENCIAL PARA A DEMOCRACIA E INSTOU O DIÁLOGO PARA RESTAURAR A NORMALIDADE INSTITUCIONAL NO PAÍS (FOTO: REPRODUÇÃO/TWITTER/HUMAN RIGHTS FOUDATION)


Ministério de Relações Exteriores divulgou hoje (30) nota em que manifesta a posição de repúdio do governo brasileiro à decisão tomada ontem (29) pelo Tribunal Superior de Justiça (TSJ) da Venezuela que retirou as prerrogativas da Assembleia Nacional e destituiu os deputados de suas faculdades legislativas. 
A decisão da Suprema Corte venezuelana ainda declarou legal que os magistrados do tribunal assumam as funções do parlamento.

No documento, o Itamaraty considera a medida como “um claro rompimento da ordem constitucional”. “O pleno respeito ao princípio da independência dos Poderes é elemento essencial à democracia. As decisões do TSJ violam esse princípio e alimentam a radicalização política no país”, diz trecho da nota do Itamaraty.

Diante do agravamento da crise política na Venezuela, o Itamaraty conclamou “ponderação” a todos dos atores políticos do país vizinho e cobrou do governo do presidente Nicolás Maduro ações para o reestabelecimento da ordem.

“Reiteramos que o diálogo efetivo e de boa fé constitui a solução mais adequada para a restauração da normalidade institucional da Venezuela. 
Destacamos que a responsabilidade primária de inverter o rumo da crise cabe hoje ao próprio governo venezuelano. 
O Itamaraty afirma ainda que a diplomacia brasileira está examinando a situação na Venezuela com os demais países do bloco regional.

Crise

Com funções equivalentes ao Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, o TSJ publicou ontem uma sentença na qual destituiu os deputados de suas faculdades legislativas e declarou legal que os magistrados do tribunal assumissem funções dos parlamentares. 
Segundo os juízes, que são alinhados ao presidente Nicolás Maduro, enquanto persistir a situação de "desacato" e de invalidez das atuações da Assembleia Nacional, a Sala Constitucional do TSJ garantirá que as "competências parlamentares sejam exercidas diretamente por esta Sala ou pelo órgão que ela disponha, para velar pelo Estado de Direito".

Já a direção da Assembleia Nacional da Venezuela qualificou de golpe de Estado a decisão do Tribunal. "Temos que chamar isso de maneira clara. Isso não tem outro nome que não golpe de Estado e ditadura. Na Venezuela não há Constituição, hoje Nicolás Maduro tem todo o poder que de maneira ilegal lhe outorgou a Sala Constitucional do TSJ", disse o líder da Assembleia, o opositor Julio Borges, que acusou o presidente de haver ordenado a sentença do tribunal. (ABr)



31 de março de 2017
diário do poder

FORA DA CORRUPÇÃO NÃO HÁ SALVAÇÃO

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Esta é a “comissão de frente” do PMDB no Rio
Cinco conselheiros do Tribunal de Contas do Rio, mais o presidente da Assembleia Legislativa, reúnem-se ao ex-governador Sérgio Cabral e a antigos auxiliares para responder por toda sorte crimes de corrupção. Inclua-se na lista o governador Pezão e se terá a receita de um Estado em decomposição. Sobrará o quê, dessa quadrilha empenhada em enriquecer às custas de um povo entregue à própria sorte?
O Rio já foi a capital do Brasil. Hoje transformou-se em centro do crime organizado. Do tráfico de drogas aos assaltos, sequestros e ao desvio de verbas públicas de toda espécie, não sobrou nada. Para cada canto que o cidadão se vire, escorre lama.
Tem saída? Provavelmente, não. Daqui, só para pior. A corrupção estendeu-se por todos os setores e atividades públicas. Os encarregados de zelar pela ordem entregam-se à desordem. Receber propinas tornou-se regra fundamental de comportamento social.
Claro que existem exceções, do Ministério Público à Polícia Federal, mas o enfraquecimento das elites conduziu à rendição das massas, breve a se transformar em rebelião. Qualquer um que se disponha a protestar diante da roubalheira indiscriminada receberá o repúdio dos que servem como exemplo às avessas. Fora da corrupção não há salvação.

31 de março de 2017
Carlos Chagas

MILITARES CULPAM A MÍDIA PELA DESMORALIZAÇÃO DO REGIME MILITAR DE 64

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Neste 31 de março, quando transcorre a passagem de mais um aniversário da Revolução de 64, o general Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar, divulga no site da instituição uma dura mensagem, em que exibe a posição da maioria dos integrantes da Forças Armadas a respeito do que consideram a deturpação da imagem dos governos militares pela  grande mídia brasileira.
Vale a pena conferir o posicionamento dos militares da reserva, porque sempre coincide com a opinião dos que ainda continuam na ativa, mas estão proibidos de manifestar opiniões políticas, em obediência ao Regulamento das Forças Armadas.
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31 DE MARÇO: O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR
Há trinta e dois anos, no mês de março é sempre igual. A mídia, aquela mesma mídia que à época incitou, cobrou e desafiou as Forças Armadas a deixarem os quartéis e dar um basta na situação de anarquia e nas claras ameaças à nossa frágil democracia, rebusca seus arquivos na cata obsessiva de “atos e fatos”, que denigram a inevitável intervenção dos militares e o governo de salvação nacional que se seguiu, de resto também exigido pela massa das forças vivas do país.
Nem uma palavra sobre a realidade caótica que vivia a nação no período que antecedeu o 31 de Março, sob patrocínio e financiamento do governo instituído. Nada sobre a intenção que tinham os próprios dirigentes, à frente o presidente da República, de transformar o país numa ditadura vermelha como confessam abertamente hoje, uns poucos corajosos e insuspeitos líderes, à época participantes da subversão marxista.
Completo silêncio a respeito das incontestáveis realizações que ocorreram no período em que os militares estiveram no poder. Nem uma palavra sobre termos nos transformado na oitava economia do mundo. Nada, absolutamente nada, sobre as monumentais hidrelétricas que até hoje nos abastecem de energia limpa; sobre as rodovias penetrantes e transversais que ligaram definitivamente o país de norte a sul, de leste a oeste; o salto das comunicações; obras do porte de uma Rio-Niterói; o desenvolvimento da Amazônia. Nem uma linha sobre o clima de ordem e segurança que reinava na sociedade. Nada disso interessa.
Preferem reviver em longas e repetitivas arengas a “história” do guerrilheiro do Araguaia cujo corpo até hoje não foi encontrado ou de fantasiosos massacres de índios patrocinados pelo regime. Logo o Exército, que deu um Marechal Rondon ao Brasil. Que ainda hoje cuida da saúde, da educação e da integração do silvícola, como nenhuma outra instituição o faz, nos mais afastados rincões da selva amazônica.
Exalta a mídia o clima de liberdade que hoje predomina no país. E quem pode contestar o valor da liberdade? É claro que todo ser humano deseja vivê-la! Foi exatamente para assegurá-la que as FFAA foram às ruas naqueles anos. Foi para impedir que se implantasse aqui um regime totalitário cujo princípio é exatamente o da negação desse precioso valor.
Mas que liberdade é essa que hoje desfrutamos e que é tão apregoada pela mídia? “Liberdade para quê, afinal?”, perguntou um amigo meu dia desses. A liberdade não existe simplesmente pela liberdade. A liberdade tem que ser sustentáculo para uma vida melhor, para existir de verdade, pressupõe respeito ao próximo, a observância de valores, ordem, submissão às leis.
Existe isso hoje no país? Da parte da classe dirigente em geral? Quem se sente seguro e protegido hoje, sob qualquer aspecto, no ambiente em que vive? O nome que se dá à liberdade quando se ultrapassam os seus limites é libertinagem. Acho que disso estamos mais próximos.
Enfim, 31 de Março para mim é dia de profunda reflexão. Desejamos, ardentemente, que nunca mais se repita. As nossas FFAA são e sempre serão democratas por princípio. É essencial que a sociedade, sobretudo os mais jovens, que não viveram aqueles anos conheçam os fatos exatamente como se passaram e o que desejavam aqueles maus brasileiros, muitos deles ainda hoje ativos e inconformados com a derrota que sofreram. Estão prontos para repetirem seus erros.
A mídia presta um grande desserviço à História do País ao renegar, por escusas conveniências, o papel que desempenhou naqueles anos e mostrar a verdade verdadeira. Isso está documentado. Inútil escamotear. E nós que vivemos aqueles anos vimos também. Daí nossa angústia. 

31 de março de 2017
João Amaury Belem

STJ PROMOVER DESAGRAVO À MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA

CASO ADRIANA ANCELMO
CRITICAM O QUE NÃO SABEM, O QUE NÃO CONHECEM, DIZ SCHIETTI

O MINISTRO ROGERIO SCHIETTI CRUZ DEFENDEU ENFATICAMENTE A MINISTRA MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA.

O ministro Rogerio Schietti Cruz, presidente da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), fez nesta quinta-feira (30) uma manifestação de desagravo diante das ofensas sofridas pela ministra Maria Thereza de Assis Moura em razão de sua decisão de determinar a transferência da ex-primeira dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo, para prisão domiciliar.

“As pessoas hoje criticam o que não sabem, o que não conhecem. E quando o fazem, fazem em tom absolutamente irracional, absolutamente imponderado, com o uso de expressões desrespeitosas que nenhuma pessoa, ainda mais a ministra Maria Thereza, mereceria”, disse o ministro. “Essa ofensa é uma ofensa a todos nós”, acrescentou.

O subprocurador-geral da República José Adonis Callou de Araújo, o advogado Fernando Fernandes e o defensor público do Rio Grande do Sul Rafael Raphaelli, que acompanhavam a sessão da Sexta Turma, também aderiram à manifestação de solidariedade à ministra. O repúdio ao tratamento desrespeitoso ressalvou o direito à liberdade de expressão e o aspecto positivo das críticas, quando feitas de forma “sadia, construtiva, racional e inteligente”.

Para Schietti, o que não se pode tolerar é a crítica que “desce à lama, com ofensas a uma pessoa que, reconhecidamente, não só no STJ, mas no meio acadêmico, entre seus familiares, amigos e até internacionalmente, é considerada séria, competente, corajosa, ponderada, honrada, com atributos de um verdadeiro juiz”.

O ministro fez questão de destacar que, a exemplo da ministra Maria Thereza, ele próprio já concedeu várias liminares e votou em decisões de mérito para adoção da prisão domiciliar com base na Lei 13.257/16, chamada de Estatuto da Primeira Infância, que prevê a concessão do benefício para mães ou pais de filhos menores de 12 anos quando não houver quem possa cuidar deles.

A liminar do STJ, que beneficiou a ex-primeira dama do Rio, foi deferida por razões processuais. O recurso utilizado pelo Ministério Público foi inadequado, o que levou a ministra, sem entrar no mérito da questão dos filhos do casal, a restabelecer a decisão de primeira instância – esta sim fundada na Lei 13.257, o que gerou grande parte das críticas.

“Desde a entrada em vigor dessa lei, em março de 2016, já foram proferidas aqui no STJ 114 decisões monocráticas e 45 acórdãos, com o deferimento do pedido de liminar em mais de 50 casos”, disse o ministro Schietti, refutando a ideia corrente de que apenas réus ricos e influentes teriam direito ao benefício.

“Preocupa-nos que a cada decisão judicial, de qualquer esfera de jurisdição, venham reações que partam de um pressuposto que demonstra desconhecimento do ato que está sendo criticado”, lamentou o presidente da turma.


31 de março de 2017
diário do poder

GOVERNO REDUZ JUROS COBRADOS EM EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS

TETO DOS JUROS CAI PARA SERVIDORES, APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO INSS

JUROS DO CONSIGNADO PARA SERVIDORES, APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO INSS SOFRE REDUÇÃO (FOTO: EBC)

O governo federal reduziu os juros cobrados nos empréstimos consignados para servidores públicos da União, aposentados e pensionistas do INSS. A medida, que acompanha queda da taxa Selic, foi publicada em portaria do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão no Diário Oficial, nesta sexta (31).

Com a redução, o teto dos juros para servidores federais cai de 34,5% para 29,8% ao ano, e de 2,5% e 2,2% ao mês. Já os aposentados e pensionistas do INSS, a taxa de juros cobrada passa de 48,7% para 43,6% ao ano, e de 3,36% para 3,06% ao mês.

A redução dos juros permite que dívidas mais caras – de cartões de crédito, por exemplo – migrem para modalidades mais baratas, como o crédito consignado. De acordo com o governo, a medida procura reduzir o endividamento de famílias e empresas.



31 de março de 2017
diário do poder

ESTRATÉGIA DE GILMAR MENDES PARA SALVAR TEMER NO TSE ESTÁ CADA VEZ MAIS ÓBVIA

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Charge do Nani (nanihumor.com)
Os jornalistas, quase sempre, são apenas generalistas e sempre dependem das informações de suas fontes. No caso específico de Brasília, que é uma pequena ilha, delimitada pela genialidade do urbanista Lúcio Costa, no chamado Plano Piloto todos se conhecem, a proximidade ao poder se dá com a maior facilidade. Por isso, não se pode confiar nas informações fornecidas por políticos e autoridades, porque a manipulação é uma de suas especialidades. É preciso filtrá-las permanentemente e até fazer tradução simultânea. De toda forma, porém, os fatos vão surgindo e se somando, a verdade acaba vindo à tona.
No caso do julgamento da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer no Tribunal Superior Eleitoral, o que não falta é notícia manipulada, com objetivo de livrar o presidente Michel Temer. Para não pegar muito mal, até já se fala também em inocentar a própria Dilma Rousseff, porque os dois ex-companheiros de chapa seguiram o exemplo de Lula e nunca sabem de nada, todas as tramoias aconteceram à revelia deles, vejam até que ponto vai a desfaçatez desse povo.
IMPARCIALIDADE? – O fato concreto é que está cada vez mais clara a estratégia de defesa concebida pelo ministro Gilmar Mendes, que é servidor público com obrigação de agir com imparcialidade na presidência do TSE, mas não o faz, porque prefere se comportar como um homem de boa vontade, que não pode ver um amigo em dificuldades e logo se oferece para ajudar.
Foi Mendes quem inventou a separação das contas, com base num falso precedente, o julgamento do governador Ottomar Pinto, de Roraima, em 1999. Logo se viu que a tese era ardilosa, porque foi constatado que não houve separação das contas, a chapa Ottomar Pinto/José de Anchieta Jr. foi absolvida conjuntamente, por falta de provas, o governador até já tinha morrido e vice completou o mandato.
SEMPRE ELE… – Por coincidência, foi também Mendes quem criou outras teses altamente polêmicas, ao alegar que caixa dois eleitoral não é crime, é preciso haver financiamento público de campanha, os empresários têm de voltar a patrocinar as candidaturas, o país necessita do voto em lista fechada para reduzir o custo das eleições – é um nunca-acabar de idéias criativas no sentido de salvar Temer e abafar a Lava Jato.
Também por coincidência, os advogados do PSDB defenderam a tese de que Temer deve ser inocentado no julgamento do TSE. Logo em seguida, em nova coincidência, o parecer da vice-procurador-geral eleitoral diz que não ficou provado que Dilma e Temer tiveram participação nas irregularidades da campanha, embora se saiba que somente a Odebrecht entrou com R$ 144 milhões, em dinheiro vivo, depósitos no exterior ou pagamentos por empresas coligadas, com a cervejaria Itaipava, foi um verdadeiro festival de caixa 2, que não cabe debaixo do tapete.
MAIS COINCIDÊNCIA – E agora, na chamada undécima hora, em mais uma coincidência, surge a interpretação de que o parecer final do ministro-relator Herman Benjamin, do TSE, será a favor de cassar a chapa de Dilma/Temer, mas contra a punição para tornar os dois candidatos inelegíveis. Mas é uma notícia totalmente manipulada, que os jornalistas não filtraram, e o objetivo do informante é apenas pavimentar o caminho da impunidade de Temer.
Não é possível imaginar que o ministro Herman Benjamin, um dos mais capacitados integrantes do Superior Tribunal de Justiça, desconheça que a cassação da chapa automaticamente tornará Dilma e Temer inelegíveis, em função da Lei da Ficha Limpa. Só pode ser Piada do Ano.
Em tradução simultânea, recomenda-se que os jornalistas precisam tomar cuidado com as notícias em off de Brasília. Como as antigas estrelas de cinema que se banhavam com o sabonete Lever, nove entre cada dez informantes estão usando os jornalistas para fazer lavagem de notícias. No próximo julgamento no TSE, porém, essa manipulação pode sair pelo ralo, porque a jurisprudência firme é no sentido de não permitir a separação da chapa, como aconteceu nos casos dos governadores Ottomar Pinto (RR), Jackson Lago (MA), Cássio Cunha Lima (PB) e Marcelo Miranda (TO). A não ser que haja mais uma coincidência com  a griffe do onipresente Gilmar Mendes, é claro.

31 de março de 2017
Carlos Newton

VINGANÇA DE CABRAL

CABRAL DECIDIU DELATAR PARA SE VINGAR DA JUSTIÇA
OPÇÃO POR DELATAR SE DEVE À REVOLTA POR DERROTAS NA JUSTIÇA

ELE RESOLVEU CONTAR TUDO SOBRE SUAS RELAÇÕES COM MAGISTRADOS APÓS SENTIR-SE "ABANDONADO" PELOS AMIGOS DA JUSTIÇA. (FOTO: RODRIGO FÉLIX/ESTADÃO CONTEÚDO)


Preso há quatro meses no complexo penitenciário de Bangu, o ex-governador do fluminense Sérgio Cabral está inconformado com as sucessivas derrotas na Justiça, que lhe negou todas as tentativas de habeas corpus ou de prisão domiciliar. 
Ele ficou também “revoltado” porque amigos magistrados não se mobilizaram para soltá-lo. Por isso Cabral autorizou o início de tratativas para um eventual acordo de delação premiada para contar “tudo o que sabe” sobre a magistratura.

Ainda não ficou claro se Cabral admite restringir sua delação à Justiça do Rio de Janeiro. As negociações estão apenas no início.

A ideia de delatar a Justiça era o “plano B” de Sérgio Cabral, após receber um “não” como resposta à sua disposição de fazer acordo.


Sérgio Cabral acha que não será absolvido, segundo interlocutores, e que somente um acordo de delação o pouparia de uma longa sentença.

A intenção de investigar setores da Justiça caiu como uma bomba entre magistrados e em escritórios de criminalistas bem posicionados.


31 de março de 2017
diário do poder

PICCIANI ERA O ORGANIZADOR DOS PAGAMENTOS DE PROPINAS AOS CONSELHEIROS DO TCE


No TCE-RJ, Picciani montou sua própria quadrilha
O presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani (PMDB) é suspeito de organizar pagamentos aos cinco conselheiros do TCE presos na operação O Quinto do Ouro, deflagrada na quarta-feira pela Polícia Federal. Segundo delação do conselheiro Jonas Lopes de Carvalho, afastado das funções, os membros do tribunal recebiam 15% dos valores liberados pelo Fundo de Modernização do tribunal para pagamentos de faturas vencidas de fornecedores de alimentação para presos e adolescentes submetidos a medidas de internação. Picciani também organizava o pagamento de propina pela Fetranspor ao TCE, para favorecer as empresas de transporte em atos de fiscalização do tribunal.
Entre os conselheiros, foram presos temporariamente Aloysio Neves (atual presidente), Domingos Brazão, José Gomes Graciosa, Marco Antônio Alencar e José Maurício Nolasco. Eles são acusados de participar de dois esquemas de arrecadação de propina para fazer vista grossa a irregularidades de empreiteiras e empresas de ônibus.
COM TEMER – Na véspera de ser conduzido coercitivamente a depor na quarta, Jorge Picciani, estava em Brasília com o presidente Michel Temer, ministros e líderes parlamentares. Usava o figurino que se habituou nos últimos anos, o de um cacique regional que ganhou cada vez mais importância, turbinada pelas investigações que levaram outros expoentes do PMDB fluminense a cair em desgraça.
Jorge Picciani, que preside a Alerj pela sexta vez e é presidente do PMDB no Rio, tirava sua força da política local, onde se enraizou de tal maneira, que ajudou a eleger um clã familiar. Em 2002, com ajuda do pai, Leonardo Picciani se elegeu deputado federal aos 22 anos. De parlamentar novato, chegou a liderança do PMDB na Câmara e, durante o maior evento esportivo do mundo, as Olimpíadas, foi nomeado ministro do Esporte.
Outro filho, Rafael Picciani, é deputado estadual e foi secretário municipal de Transportes na gestão de Eduardo Paes.
ALIANÇA COM AÉCIO – Em 2010, Picciani, o pai, testou seu poder disputando uma vaga no Senado, mas acabou derrotado. Em 2014, fez um novo teste de suas forças. Organizou uma dissidência no PMDB fluminense, para que a legenda apoiasse o candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves (MG).
O partido concorria, formalmente, na chapa de Dilma Rousseff, com o peemedebista Michel Temer para vice-presidente. A oposição liderada por Picciani foi lançada em junho daquele ano em uma churrascaria na Barra da Tijuca, com 1.600 lideranças de 17 siglas. O movimento foi batizado de Aezão: a união política de Aécio e Pezão, que concorria ao Palácio da Guanabara.
— Me deem a vitória no Rio de Janeiro, que eu dou a vocês a Presidência da República — discursou Aécio à época.
RECONCILIAÇÃO – Não deu certo de novo, Dilma venceu as eleições e meses depois Picciani acabou se reconciliando com a presidente eleita, apesar de nunca ter tido muita proximidade com o governo.
A última publicação no Facebook de Jorge Picciani, antes da operação “O quinto do ouro”, mostrou fotos de dentro do Planalto, no gabinete de Temer, com uma comitiva de ministros, incluindo Leonardo, e líderes do Congresso. O presidente da Alerj fez apelos para que o plano de recuperação fiscal dos estados, incluindo o Rio, fosse aprovado com urgência, sob risco de um colapso financeiro no estado em cerca de duas semanas. Temer repassou o pedido ao líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) e ao presidente da Câmara Federal, o também fluminense Rodrigo Maia (DEM).
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Os três excelentes jornalistas de O Globo encerram a reportagem dizendo que Jorge Picciani se descreve nas redes sociais como “carioca da gema”, uma vergonha para a ex-cidade maravilhosa e para todo o país, que ainda ama o Rio de Janeiro. (C.N.)

31 de março de 2017
Chico Otavio, Daniel Biasetto e Eduardo Bresciani
O Globo