"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

LAVA JATO: PF FAZ OPERAÇÃO PARA PRENDER DOIS ACUSADOS DE LAVAGEM DE DINHEIRO, MAS LULA CONTINUA SOLTO



Há algo estranho nos bastidores da Operação Lava-Jato, que desmontou o maior e mais ousado esquema de corrupção de que se tem notícia, o Petrolão. Nesta quinta-feira (10), a Polícia Federal deflagrou a Operação Dragão (36ª fase da Lava-Jato) com o objetivo de prender dois acusados de lavagem de dinheiro de empreiteiras envolvidas no esquema que saqueou os cofres da Petrobras: Adir Assad (que já estava preso em Curitiba) e Rodrigo Tacla Duran. A PF também cumpriu mandado de busca e apreensão.

A Justiça determinou a prisão preventiva (quando não há prazo para sair) de ambos, mas Assad já estava preso em Curitiba, por determinação do juiz Sérgio Moro. Duran, por sua vez, não foi preso, pois tem cidadania espanhola e está no exterior desde abril passado. Ele tem cidadania espanhola e seu nome foi incluído, em setembro, na lista da Interpol. A Operação Dragão só foi possível por causa de informações repassadas por delatores e dos dados decorrentes da quebra dos sigilos fiscal e bancário de Adir Assad e Rodrigo Duran.

A estranheza está no fato de a força-tarefa da Lava-Jato ter informações e provas incontestáveis sobre a participação de vários “tubarões” no esquema criminoso, mas preocupa-se apenas e tão somente com a prisão de “peixes pequenos”. Não se trata de defender a impunidade para alguns e cobrar a aplicação da lei para outros, mas é importante destacar que o montante desviado dos cofres públicos ultrapassa com muita folga o valor lavado por Assad e Duran.

Fora isso, os verdadeiros mandantes da enxurrada de crimes cometidos na estatal petrolífera continuam livres e impunes. É o caso de Lula, o dramaturgo do Petrolão, responsável pelo esquema de corrupção, do qual se beneficiou de forma desavergonhada, como mostram as investigações.

Não se pode esquecer que em março deste ano, quando a PF conduziu coercitivamente Lula para depor, na esteira da Operação Aletheia, o juiz Sérgio Moro afirmou que tinha motivos de sobra para determinar a prisão do ex-metalúrgico. De lá para cá, um sem fim de provas e evidências surgiram no escopo da Lava-Jato, mas Lula continua debochando da Justiça e dos brasileiros de bem.

Somente o escândalo envolvendo o Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior de São Paulo, é motivo suficiente para justificar não apenas a prisão de Lula, mas de todos os envolvidos na farsa, como, por exemplo, Fernando Bittar e Jonas Suassuna Filho, sócios do filho do ex-presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva, o último dos gênios do planeta.


10 de novembro de 2016
ucho.info

PRISIONEIROS DA INCOMPETÊNCIA

ESTADOS RECEBERAM DINHEIRO, MAS NÃO CONSEGUIRAM CONSTRUIR PRESÍDIOS
ESTADOS TINHAM R$1,1 BI PARA ACABAR SUPERLOTAÇÃO E NÃO GASTARAM

GOVERNOS ESTADUAIS DEVOLVERAM R$ 1,1 BILHÃO QUE DEVERIAM SER INVESTIDOS EM PRESÍDIOS


Estados se queixam de presídios superlotados, mas em 2013 vários governadores devolveram um total de R$ 1,1 bilhão ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, destinados à construção de presídios. Indignado com a Papuda lotada, o juiz Ademar Vasconcelos, então titular da Vara de Execuções Penais de Brasília, ameaçou transformar o Estádio Mané Garrincha em presídio. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A verba para presídios teve de ser devolvida, em alguns casos, porque os projetos não atendiam às especificações do Ministério da Justiça.

O valor do Fundo Penitenciário para construir e manter presídios passou de R$ 45 milhões em 2014 para R$ 96,3 milhões este ano.

O ex-ministro Cardozo disse preferir morrer a ir para cadeia, mas só liberou R$ 20 mil dos R$ 27,6 milhões previstos para presídios federais.



10 de novembro de 2016
diário do poder

TEMER PODE CONVIDAR BELTRAME PARA A JUSTIÇA

ALEXANDRE MORAES SUBIU NO TELHADO DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
TEMER ESTUDA CONVITE A BELTRAME PARA SUBSTITUIR DESGASTADO ALEXANDRE MORAES. FOTO: ENY MIRANDA/GERJ

O desgaste de Alexandre de Moraes junto ao próprio presidente Michel Temer pode custar-lhe o cargo de ministro da Justiça. Cada mancada de Moraes fortalece no Planalto o projeto de convite ao delegado federal José Mariano Beltrame, ex-secretário de Segurança do Rio, para o Ministério da Justiça. Se confirmado o convite, Beltrame será o primeiro policial federal a virar ministro. Moraes subiu no telhado. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Ex-secretário da área em São Paulo, Temer vai confiar R$2 bilhões ao ministro da Justiça para investir em segurança, prioridade fundamental.

Alexandre Moraes tem metido o governo em saias justas, como o uso excessivo de aeronaves da FAB e de outros privilégios, em viagens.

Beltrame implantou no Rio as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), o mais promissor programa de segurança de um governo do PMDB.

Como ministro, Beltrame poderá dar respostas ao próprio clamor, como secretário de Segurança, de parceria mais efetiva do governo federal.



10 de novembro de 2016
diário do poder

PF DEFLAGRA 36ª. FASE DA LAVA JATO CUMPRINDO MANDADOS EM TRÊS ESTADOS

OPERAÇÃO DRAGÃO
SÃO 16 MANDADOS POR 90 POLICIAIS EM SÃO PAULO, CEARÁ E PARANÁ


A Polícia Federal deflagrou mais uma fase da Operação Lava Jato, a 36ª. Os aproximadamente 90 agentes cumprem 18 mandados judiciais em cidades do Paraná, São Paulo e Ceará. São 16 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. A ação foi batizada de Operação Dragão.

Um dos mandados de prisão é para o empresário e lobista Adir Assad, que já está preso na carceragem da PF, em Curitiba. Ele foi condenado a nove anos e 10 meses de prisão na Lava Jato. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Assad foi preso em março de 2015 na 10ª fase da Lava Jato. Em dezembro do ano passado o Supremo Tribunal Federal concedeu prisão domiciliar ao lobista. No entanto, em agosto deste ano ele voltou à prisão por determinação do juiz Sérgio Moro.

O outro alvo da operação é Rodrigo Tacla Duran. O advogado é apontado como um dos operadores das offshores criadas pelo "departamento de propina da Odebrecht" e, segundo a investigação, recebeu R$ 36 milhões de empreiteiras investigadas na Lava Jato, entre elas, a UTC, Mendes Júnior e EIT.

Os dois são apontados em delação como operadores utilizados para pagamentos indevidos pelo Setor de Operações Estruturadas, o departamento da propina. Tacla Duran está no exterior


Investigação

Nessa fase são investigados dois operadores financeiros responsáveis pela movimentação de recursos de origem ilegal, principalmente oriundos de relações criminosas entre empreiteiras e empresas sediadas no Brasil com executivos e funcionários da Petrobras.

Segundo a PF, entre os crimes investigados estão: corrupção, manutenção não declarada de valores no exterior e lavagem de dinheiro.

O nome “dragão” dado à investigação policial é uma referência aos registros na contabilidade de um dos investigados que chamava de “operação dragão” os negócios fechados com parte do grupo criminoso para disponibilizar recursos ilegais no Brasil a partir de pagamentos realizados no exterior

Na última fase, deflagrada em 26 de setembro, a PF prendeu o ex-ministro Antonio Palocci. A ação foi batizada de ‘Omertà’. Segundo a investigação, Palocci é acusado de atuar de forma direta para propiciar vantagens para a empreiteira Odebrecht quando ainda estava no governo e recebia propina para isso. O ex-ministro atuou nos governos de Lula e Dilma Rousseff, como ministro da Fazenda, de 2003 a 2006, e na Casa Civil.

Mandados da operação desta quinta-feira:

JAGUARAUANA/CE
01 (um) mandado de busca e apreensão

SÃO PAULO/SP
07 (sete) mandados de busca e apreensão

BARUERI/SP
05 (cinco) mandados de busca e apreensão

SANTANA DE PARNAÍBA/SP
01 (um) mandado de busca e apreensão

CURITIBA/PR
01 (um) mandado de busca e apreensão

LONDRINA/PR
01 (um) mandado de busca e apreensão


10 de novembro de 2016
diário do poder

ACORDO DE DELAÇÃO COM EMPREITEIRA PREVÊ PRISÃO SÓ PARA MARCELO, O CHEFÃO

PELO ACORDO DA ODEBRECHT, REGIME FECHADO SERÁ DOMICILIAR

MARCELO ODEBRECHT ESTÁ PRESO PREVENTIVAMENTE POR DETERMINAÇÃO DO JUIZ SÉRGIO MORO DESDE JUNHO DE 2015 (FOTO: GIULIANO GOMES)

O acordo de delação premiada em negociação entre a Odebrecht e a Procuradoria-Geral da República (PGR) prevê que, de todos os executivos do grupo, apenas o herdeiro e ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht passará um período na prisão. No caso dos demais 52 delatores em tratativas com a Operação Lava Jato, as penas em regime fechado poderão ser cumpridas em casa, com progressões graduais já estabelecidas.

Um dos principais executivos da empreiteira, por exemplo, vai cumprir prisão domiciliar em regime fechado por um ano – nesse período não é permitido deixar a residência.

Em seguida, no regime semiaberto, o delator poderá deixar sua casa durante o dia para trabalhar e, no último ano de pena, ele terá direito ao regime aberto.

A pena prevista para Marcelo será de dez anos. Os primeiros dois anos e meio em regime fechado serão cumpridos na prisão – ele está preso preventivamente por determinação do juiz Sérgio Moro desde junho de 2015, suspeito de pagar propina em troca de contratos na Petrobrás. Depois desse período, no fim de 2017, passará a ter direito a progressões gradativas: dois anos e meio em regime fechado domiciliar, dois anos e meio no semiaberto e a última parte no regime aberto.

A fase de negociação das penas é dada como concluída. A sistemática da delação da Odebrecht, no entanto, foi diferente de outros acordos negociados, por causa da dimensão do caso, e por isso ainda não está pronta para ser encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF) para homologação pelo ministro Teori Zavascki.

Apesar de as penas poderem ser cumpridas em casa, foram consideradas altas se comparadas com outros acordos de delação e pesadas na questão financeira – o reflexo disso será um recall em acordos como os da Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez para adequação ao novo padrão de penas.

Além das delações dos executivos, 32 funcionários da Odebrecht também colaboram como lenientes – sem receber punição, eles contam o que viram dentro da empresa. A empreiteira vai pagar no acordo de leniência com a PGR uma multa na ordem de R$ 6 bilhões e cada executivo deverá fazer um ressarcimento individual. Os delatores precisarão pagar uma porcentagem do que receberam de remuneração da Odebrecht no período em que trabalharam no grupo. As negociações – que começaram com porcentagens de 20% – chegaram a casos em que a multa corresponde a 50% do recebido pelo delator.

A porcentagem a ser devolvida varia de caso a caso, considerando o nível de envolvimento no esquema de corrupção e as quantias de dinheiro localizadas fora e dentro do País em contas dos executivos.

Tratativas

Nas negociações, os executivos tiveram várias rodadas de conversas com os procuradores da República que conduzem a delação. Para agilizar o processo, investigadores solicitaram aos advogados que entregassem, além dos anexos detalhados com o que cada um vai relatar sobre os crimes, os termos de depoimentos já escritos. Normalmente, esses depoimentos são colhidos pelos procuradores. Agora, a PGR está na fase de “validação” dos depoimentos, em que o delator deve ler e confirmar o que escreveu. A previsão é de que essa fase das delações seja gravada.

Há executivos que não foram informados sobre a data em que deverão comparecer perante os procuradores. Por isso, fontes envolvidas no caso já estimam que a checagem das informações pode ultrapassar este mês.

Nesta semana, advogados brasileiros da Odebrecht entrarão em conversas com advogados americanos sobre a negociação com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos em relação a outra investigação contra grupo. Até o momento, após idas e vindas, os americanos se deram por satisfeitos com a punição penal estabelecida pelo Brasil. A multa bilionária da leniência será dividida entre Brasil, Estados Unidos e Suíça.



10 de novembro de 2016
postado por m.americo

SERÁ QUE ESTAMOS PRÓXIMOS DA PIOR EXCRESCÊNCIA POLÍTICA, RESPONSÁVEL PELA IMPUNIDADE DE CRIMES HEDIONDOS?

JUÍZES FEDERAIS VOTAM PELO FIM DO FORO PRIVILEGIADO EM CONSULTA AJUFEAUTORIDADES FEDERAIS
PELA PESQUISA, 62,1% DOS JUÍZES NÃO QUEREM VARA ESPECIALIZADA

CONSULTA FOI LANÇADA NA INTERNET NO DIA 27 DE OUTUBRO. ROBERTO VELOSO É O PRESIDENTE DA AJUFE FOTO: ARQUIVO AJUFE

O fim do foro privilegiado para autoridades federais é defendido pela esmagadora maioria da magistratura federal brasileira: de 595 magistrados que responderam a uma consulta da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), 93% são favoráveis a alterações no regime de foro privilegiado para crimes comuns existente atualmente, e 56,6% votaram a favor da extinção completa desse mecanismo– inclusive para os próprios juízes federais.

A consulta da Ajufe, lançada pela internet dia 27 de outubro e encerrada às 18h de ontem, mostra também que 62,1% dos juízes que a responderam são contrários à criação de uma Vara especializada, em Brasília, para processar e julgar autoridades nos crimes comuns. Essa ideia tem sido ventilada como alternativa ao sistema vigente no Brasil que concentra os processos sobre foro privilegiado nos Tribunais Superiores e Tribunais Federais e Estaduais.

A pesquisa realizada pela Ajufe formulou quatro perguntas aos juízes federais envolvendo aspectos do regime foro privilegiado hoje existente. A primeira – se o magistrado era a favor ou contra a alteração do regime atual – obteve 555 votos sim, correspondendo a 93% dos votantes, e 40 votos não (7%). A segunda, relativa à extinção completa do foro privilegiado, obteve 337 respostas positivas (56,6% do total) e 248 votos contrários (43,4%). A extinção total do foro envolveria todas as autoridades, inclusive os juízes federais, hoje processados e julgados nos crimes comuns pelos Tribunais Regionais Federais (TRFs).

Na terceira pergunta da consulta, relativa à ideia da criação de uma Vara especializada para processamento e julgamento de autoridades com foro privilegiado, também maioria expressiva dos votos (370, ou 62,1%) deu resposta contrária à ideia. Apenas 50 votantes, ou 8,5% dos votos, foram favoráveis à criação da Vara especializada em autoridades com prerrogativa de foro.

A questão de número quatro lançada pela consulta, separando as autoridades em três grupos – as que são processadas no Supremo Tribunal Federal, no Superior Tribunal de Justiça e nos Tribunais Regionais Federais -, indagava se os pesquisados eram a favor do foro privilegiado em relação a elas. Tal questão restou prejudicada, em razão das respostas maciçamente contrárias à manutenção do regime de privilégio que foram dadas à primeira pergunta (93% a favor de alteração das regras) e à segunda pergunta (56,6% pela extinção completa desse regime).



10 de novembro de 2016
diário do poder

COLAPSO FINANCEIRO. INICIAMOS A CONTAGEM DECRESCENTE...

SEM FRONTEIRAS - A NOVA CRISE ECONÔMICA MUNDIAL

VIAGEM AO CENTRO DA CRISE FINANCEIRA AMERICANA - PARTE 01

DÍVIDA PÚBLICA BRASILEIRA > A SOBERANIA NA CORDA BAMBA - DOCUMENTÁRIO

UM CAPÍTULO RECENTE DA HISTÓRIA DO BRASIL E O PODER DA REDE GLOBO

OVERDOSE > A PRÓXIMA CRISE FINANCEIRA

CRISE MUNDIAL

OS QUATRO CAVALEIROS > DOCUMENTÁRIO

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A ESQUERDA É SUBMISSA ÀS DITADURAS E AO ISLAMISMO PORQUE TENDE AO TOTALITARISMO



Aponte o traje ofensivo − ou a hipocrisia.
A Amazon retirou o traje "Burca Sexy" (à esq.), após as acusações de "islamofobia".
E apesar dos protestos clientes católicos, a "Freira Sexy" (à dir.) continua à venda.

Amazon, o maior portal de compras do mundo, vende muitas fantasias de Halloween. Uma das novidades de 2016 é a "Burca Sexy", manto típico obscurantista que os talibãs e o Estado Islâmico impõem às mulheres. Mas a burca sexy, que na Amazon UK, foi lançada a £18,99, não durou muito no portal.

O colosso comercial de Jeff Bezos removeu o item do website, depois que a Amazon foi inundada com acusações de "racismo" e "islamofobia" por comercializar uma vestimenta islâmica com o rosto branco de uma modelo usando "um artigo de vestuário religioso para fins comerciais". "Vocês são nojentos, minha cultura não é moda feminina", salientaram muitos clientes da fé islâmica. Outros fizeram uso de um tom menos simpático: "sejam vocês quem forem, vocês devem temer Alá. Isto não é brincadeira".

O porta-voz da Amazon se pronunciou de imediato: "todos os vendedores no mercado devem seguir nossas diretrizes de vendas e aqueles que não as acatarem estarão sujeitos a tomada de sérias providências, incluindo possibilidade da remoção de nossa lista de clientes. O produto em questão não está mais disponível ao público".

De modo que essa paródia do símbolo global da opressão feminina de Halloween foi censurada. Isto porque os véus islâmicos contradizem os valores ocidentais de liberdade, igualdade e dignidade humana de forma tão abrangente que essa mentalidade progressista relativista defende esses véus islâmicos, como o faz com o burquíni, de forma resoluta.

Estamos aqui portanto diante do padrão de dois pesos e duas medidas. E quanto ao traje de Halloween da "Freira Sexy", traje este que zomba da Igreja Católica? Apesar dos protestos de um grande número de clientes católicos, a "Freira Sexy" continua à venda na Amazon. Neste caso não se trata de uma forma de "cristianofobia"? Além disso, a freira é uma figura religiosa, ao passo que a burca é uma mera tira de tecido.

Tomemos o The Guardian, o mais famoso jornal britânico da esquerda liberal. Quando os artistas do Pussy Riot colocaram em cena o show supostamente ofensivo de 3 minutos na Catedral do Cristo Salvador em Moscou, pelo qual dois dos três artistas preferiram ficar na prisão em vez de repudiar o texto (o terceiro pediu desculpas para evitar o xilindró), o jornal os defendeu como "pura poesia de protesto." Quando o grupo político PEGIDA conclamou a realização de protestos contra a islamização da Alemanha, o mesmo jornal o detonou como "um vampiro que deve ser morto." O mesmo padrão de dois pesos e duas medidas também emergiu durante a briga em torno da construção de uma Mesquita perto do Marco Zero, quando a mídia de esquerda tomou partido da comunidade muçulmana.

Em janeiro de 2006, o mais famoso cartunista da Noruega, Finn Graff, anunciou que estava se autocensurando em relação a Maomé. Graff nunca teve problemas em fazer brincadeiras com os cristãos, os quais ele retratou vestidos com camisas marrons e suásticas. Graff também desenhou uma série de representações gráficas controversas contra Israel, uma delas retratando o primeiro-ministro israelense Menachem Begin como comandante de um campo de concentração nazista.

O mesmo aconteceu com o cineasta alemão-americano Roland Emmerich, diretor de muitos filmes de catástrofes. Ele abandonou um projeto de destruir o local mais sagrado do Islã na tela de cinema por medo de atrair contra si uma fatwa (decreto religioso) decretando sua morte. Em seu filme, "2012", Emmerich planejava demolir a Caaba, a icônica estrutura em forma de cubo na Grande Mesquita de Meca. "É perfeitamente aceitável detonar símbolos cristãos, mas se fizer o mesmo com um símbolo árabe, a consequência será uma fatwa", ressaltou Emmerich. Pelo menos ele foi sincero.

Após o massacre da maioria do staff da revista satírica francesa Charlie Hebdo, todos os principais jornais liberais da esquerda Ocidental, redes de televisão e agências de fotojornalismo, começando com os "Big Three" (MSNBC, CNN e AP), que competiam entre si para justificar a decisão vergonhosa de censurar a capa da Charlie Hebdo, na qual o profeta islâmico Maomé diz "está tudo perdoado." A CNN emitiu um comunicado dizendo que a reprodução da capa poderia ofender "as suscetibilidades do público muçulmano". Um ano mais tarde, quando o Charlie Hebdo publicou uma nova capa, representando um judeu-cristão "assassino de Deus" em vez do profeta islâmico, a CNN a reproduziu.

Em 2015, a BBC descreveu a capa da Charlie Hebdo sem mostrá-la, a rede britânica não repetiu aquela forma de apresentação um ano mais tarde, quando a Charlie Hebdo lançou a nova capa anticristã. O mesmo padrão de dois pesos e duas medidas foi adotado pelo jornal conservador britânico, Daily Telegraph, que cortou a capa com a caricatura de Maomé, mas publicou a outra, com o Deus de Abraão.

Em 2015 a Associated Press também censurou as charges islâmicas da Charlie Hebdo. O motivo? "Deliberadamente afrontoso." Em 2016 a agência não teve nenhum problema em mostrar a nova capa retratando não Maomé e sim o Deus judaico-cristão.

Esse duplo padrão moral da elite de esquerda também apareceu no New York Times, que em nome do "respeito" em relação à fé muçulmana censurou as caricaturas de Maomé da Charlie Hebdo − para depois decidir, em total desrespeito, que a Gray Lady (The New York Times) poderia e deveria publicar a obra "Eggs Benedict" de Nikki Johnson, exibida no Milwaukee Art Museum, na qual preservativos de diversas cores formam o rosto do Papa Bento XVI.

O "Califa" do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, ridicularizado pela revista Charlie Hebdo, desencadeou a autocensura por causa do "discurso de incitamento ao ódio," ao passo que o trabalho de Chris Ofili "A Santa Virgem Maria," na qual a mãe de Jesus é coberta de fezes e imagens de órgãos genitais, foi defendido pelo New York Times como "liberdade de expressão". Isso significa que algumas religiões são mais iguais do que outras?

Se um imã protesta veementemente contra algo, a elite de esquerda sempre apoia a falsa acusação de "islamofobia". Se um protesto pacífico é liderado por um bispo católico, a mesma elite invariavelmente o rejeita em nome da "liberdade de expressão".

Esqueça a "Burca Sexy"". Na noite de Halloween, somente a "Freira Sexy" estará disponível, enquanto o "Califa" Baghdadi poderá estuprar suas escravas sexuais yazidis e cristãs com total impunidade.



*Giulio Meotti, editor cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.
Submissão da Esquerda: proteção ao Islã, difamação ao Cristianismo
Publicado no site do Gatestone Institute.
Tradução: Joseph Skilnik

09 de novembro de 2016
in blog do navarro