"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O LEGADO HUMANITÁRIO DE DILMA - SEU GOVERNO FOI UM DESTRUIDOR DE MITOS QUE ATORMENTAM A HUMANIDADE

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O governo Dilma Rousseff está morto.  Porém, como ele ainda não foi enterrado, é de bom tom fazer um merecido panegírico ao cadáver insepulto.
Sim, há elogios a serem feitos. 
Se, de um lado, o governo Dilma foi assombrosamente eficiente em destruir a economia brasileira, de outro, ele também apresentou uma surpreendente eficácia em destruir praticamente todos os mitos rotineiramente propagandeados por economistas keynesianos e desenvolvimentistas como verdades incontestáveis.
Tão logo seja sepultado o governo Dilma, keynesianos e desenvolvimentistas terão de caprichar na retórica e no poder de persuasão para conseguir ludibriar pessoas que agora já estão vacinadas contra seus engodos.
Eis os cinco grandes mitos keynesianos e desenvolvimentistas que foram aniquilados pelo governo Dilma.
Primeiro mito: um pouquinho mais de leniência com a inflação gera mais crescimento econômico
Esse passou a ser o mantra desde que Guido Mantega substituiu Antônio Palocci no Ministério da Fazenda em março de 2006.
Segundo os petistas da ala mais radical, Palocci e sua equipe econômica tinham uma "preocupação neurótica" com a inflação — o que exigia um orçamento mais equilibrado e taxas de juros mais altas —, e isso atrapalhava o crescimento econômico. 
Consequentemente, se uma inflação um pouco mais alta — leia-se: acima da meta de 4,50% ao ano — fosse tolerada, o crescimento econômico seria robusto.
Esse lema foi levado ao paroxismo durante o governo Dilma.  A inflação de preços não apenas jamais fechou qualquer ano dentro da meta de 4,50%, como também, e para piorar, se manteve frequentemente acima de 6,50%, que é o teto da meta.
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Gráfico 1: IPCA acumulado em 12 meses durante o governo Dilma (a partir de 2011).  Na maior parte do tempo, acima de 6,50%, que é o teto da meta
Observe no gráfico que, a partir do início de 2013, 6% torna-se o piso não-oficial da carestia.
Como consequência dessa leniência para com a inflação, os investimentos produtivos (Formação Bruta de Capital Fixo) entram em contração justamente a partir do segundo trimestre de 2013 — ano em que, vale lembrar, a taxa SELIC teve o menor valor da sua história — e desabam a partir de 2014:
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Gráfico 2: evolução da formação bruta de capital fixo. Os investimentos estão em contração desde o segundo trimestre de 2013
É fácil entender por que a inflação — ao contrário do que pregam os desenvolvimentistas — inibe os investimentos produtivos.
Quando um empreendedor faz um investimento voltado para o longo prazo, o mínimo que ele tem de saber é como será o poder de compra da moeda no futuro. Sem isso, se ele não tem ideia de quanto valerá a moeda lá no futuro, ele não consegue estimar quais serão são custos e suas receitas.  Consequentemente, não conseguirá nem sequer estimar se terá lucro ou prejuízo. 
Planejar para o longo prazo tendo em mente uma inflação futura de 3% ao ano é totalmente diferente de planejar tendo em mente uma inflação futura de 10% ao ano.  Os tipos de investimentos que são lucrativos em cada um desses cenários são totalmente distintos.
Se você prevê uma inflação continuamente alta no futuro, então você irá se concentrar em projetos de curto prazo; projetos que visam ao futuro mais imediato.  Você não irá fabricar máquinas e equipamentos; não irá ampliar suas instalações industriais.  Você irá se dedicar a fabricar pirulitos e chicletes, que dão retorno mais imediato.  Com inflação em alta, fazer investimento de longo prazo torna-se extremamente arriscado. 
No mais, nesse cenário, a maior preocupação de investidores e empreendedores passa a ser a de se proteger da perda do poder de compra da moeda.  Torna-se mais sensato dedicar mais tempo especulando no mercado financeiro e comprando títulos do governo indexados pela inflação.  Consequentemente, os investimentos caem.
E aí o crescimento econômico vai junto.
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Gráfico 3: evolução do PIB (trimestre sobre o mesmo trimestre do ano anterior).  Estamos em contração crescente desde o segundo trimestre de 2014.
O governo Dilma, portanto, de maneira cirúrgica, exterminou empiricamente o mito de que mais inflação gera mais crescimento econômico.
Segundo mito: mais gastos governamentais geram mais crescimento econômico
Este mito é um complemento ao primeiro.  Enquanto Guido Mantega acreditava na inflação como impulsionadora do crescimento, Dilma era ela própria a apóstola dos gastos estatais como condutores da economia.
Segundo ela, "despesa corrente é vida" e qualquer tentativa de limitar o crescimento dos gastos do governo é uma ideia "rudimentar".
E assim ela o fez.
Quando Dilma assumiu o governo, os gastos mensais do governo federal eram de aproximadamente R$ 60 bilhões.  Em novembro do ano passado, já estavam em R$ 100 bilhões, um aumento de módicos 66%.
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Gráfico 4: evolução das despesas mensais do governo, excluindo juros (aquela disparada em dezembro de 2015 foi a quitação da dívida das pedaladas fiscais; e a de setembro de 2010 foram as despesas com o Censo).
Para quem acredita na tese de que uma elevação nos gastos do governo aciona o multiplicador keynesiano, que então aditiva o crescimento econômico, um aumento de 66% deveria ter feito a economia bombar.  Mas ela, ao contrário, brochou.
E a explicação também é simples. 
Em primeiro lugar, se o governo está gastando cada vez mais, isso significa que sua burocracia, suas regulamentações e seu quadro de funcionários estão inchando.  O peso da burocracia estatal está aumentando.  E isso, por definição, leva a uma redução da participação do setor privado na economia. 
Mais burocratas, mais burocracia e mais regulamentações não são exatamente estimulantes ao crescimento econômico. Com mais burocracia e com mais regulamentações onerosas, há menos facilidade para o empreendedorismo e, consequentemente, menos geração de riqueza.
Isso, por si só, é totalmente contrário à ideia de estimular o crescimento econômico.
Em segundo lugar, governo que gasta cada vez mais, acaba gastando mais do que recolhe em tributos.  Isso implica déficits orçamentários crescentes e endividamento acelerado.  
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Gráfico 5: evolução do déficit orçamentário nominal do governo federal em porcentagem do PIB. Dilma elevou o déficit de 2,4% do PIB para 10,4%.

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Gráfico 6: evolução da dívida brutal do governo federal.  Quando Dilma assumiu a dívida bruta era de R$ 2 trilhões.  Hoje está em R$ 4 trilhões. (Aumento de 100%)

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Gráfico 7: evolução da dívida bruta do governo em relação ao PIB. Dilma a elevou de 51,77% para 66,23% do PIB
Esse total descontrole da dívida levou a uma fuga dos investidores estrangeiros (receosos de o governo dar o calote), à perda dos três graus de investimentos concedidos pelas agências de classificação de risco, e a uma forte desvalorização cambial, o que ajudou a acelerar a aceleração da inflação de preços.
Compare os gráficos 4, 5, 6 e 7 com o gráfico 3. 
E aí, o aumento dos gastos do governo ajudou no crescimento econômico?
Outro mito que Dilma destroçou.
Terceiro mito: déficits orçamentários ajudam a sair de recessões
Esse é um corolário do segundo mito.  Há keynesianos e desenvolvimentistas que até aceitam orçamento equilibrado e gastos mais restritos durante períodos de crescimento econômico; porém, quando há recessão, aí não tem conversa: gastos e déficits devem ser elevados para aditivar a demanda agregada e com isso tirar a economia da recessão.
Tudo o que foi dito acima sobre os gastos do governo se aplica ipsis litteris também a este mito.  Mas alguns adendos sobre os déficits são necessários.
Em primeiro lugar, vale enfatizar que os déficits orçamentários do governo são financiados pela emissão de títulos do Tesouro, os quais são majoritariamente comprados pelos bancos por meio da criação de dinheiro. Déficits são, portanto, uma medida inerentemente inflacionária.  E inflação de preços, como já comprovado, não estimula economia.
Adicionalmente, quando o governo pega dinheiro emprestado para financiar seus déficits, sobra menos crédito disponível para financiar empreendimentos produtivos.  As pessoas e empresas preferem comprar títulos no Tesouro Direto a comprar debêntures de empresas.  Com menos crédito disponível, há menos investimentos produtivos.  E menos investimentos produtivos não ajudam na recuperação da economia.
Por fim, um aumento dos déficits e do endividamento significa que o governo muito provavelmente aumentará impostos no futuro. Contas desarranjadas não duram por muito tempo.  Se o orçamento do governo está uma bagunça, o empreendedor sabe que o ajuste futuro muito provavelmente será via aumento de impostos. Sempre chega o momento do rearranjo.  E quando essa necessidade de ajuste fiscal se impõe, as medidas adotadas — alta de impostos e abolição de isenções — geram custos adicionais às empresas e mudam totalmente o cenário no qual elas basearam seus planos de investimentos.
Empresas planejam a longo prazo. Investimentos produtivos são investimentos de longo prazo.  Aumentos de impostos geram custos adicionais no longo prazo e alteram totalmente o cenário no qual as empresas inicialmente basearam seus planos de investimentos.  Como investir quando não se sabe nem como serão os impostos no futuro? 
Elementos como previsibilidade, facilidade de empreender e custo tributário são cruciais.  Mudanças abruptas que afetam a previsibilidade, que elevam a complexidade, que geram mais incertezas, e que aumentam o custo da tributação alteram todo o planejamento das empresas e inibem seus investimentos.
Déficits, portanto, geram inflação, reduzem o crédito disponível para investimentos produtivos, e geram incertezas e imprevisibilidades quanto ao ambiente empreendedorial futuro. Carestia, crédito sugado pelo governo, e possibilidade de aumentos de impostos são custos que alteram todo o planejamento das empresas.
Nesse cenário, é quase impossível empreender, investir e gerar empregos de qualidade. 
Como isso pode ser bom para uma recuperação econômica?
O gráfico abaixo mostra a evolução (ou regressão) da confiança dos empresários do setor industrial, que é justamente o que planeja a mais longo prazo.
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Gráfico 8: evolução do índice de confiança do empresário do setor industrial
Se não está fácil para o grande industrial, imagine então para o pequeno empresário.  Eis a evolução do seu índice de confiança.
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  Gráfico 9: evolução do índice de confiança do pequeno empresário
Com todas essas façanhas, como podem dizer que déficits ajudam a sair de recessão?
Mais um mito que Dilma chacinou.
Quarto mito: mais inflação ajuda a combater o desemprego
Este talvez seja o mito favorito. 
Durante as eleições, Dilma afirmou que "não combateria a inflação à custa do emprego", pois levar a inflação para a meta de 4,50% aumentaria o desemprego.  Na mente dela, mais inflação diminui o desemprego, e menos inflação aumenta o desemprego.
Dilma não queria nem mais inflação e nem mais desemprego.  Produziu ambos.
Os gráficos falam por si.
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Gráfico 10: IPCA acumulado em 12 meses a partir de 2012

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Gráfico 11: evolução da taxa de desemprego mensurada pela PNAD. (Os dados disponíveis começam apenas em 2012)
Após todas as explicações anteriores, creio não haver qualquer motivo remanescente para crer que a inflação, que inibe investimentos produtivos e afeta o crescimento, possa gerar empregos.
Acreditar que inflação estimula o emprego é o equivalente a dizer: "Puxa, ano que vem meu custo de vida estará 10% maior.  Exatamente por isso vou contratar uma faxineira, uma cozinheira, um motorista e um professor particular para meus filhos".
Tem lógica?
Dilma, nossa heroína, colocou esse mito para hibernar.
Quinto mito: desvalorização cambial estimula as indústrias e impulsiona exportações
De todos, este é o mais espetacularmente refutado pela prática.  As evidências empíricas são tão explicitamente contrárias a ele, que é realmente espantoso ainda ver economistas que acreditam nesta falácia.
Segundo os desenvolvimentistas, uma desvalorização cambial gera dois efeitos benéficos para a economia: ela encarece os preços dos bens estrangeiros, o que reduz suas importações e diminui a concorrência sobre a indústria nacional; e faz com que os bens nacionais fiquem mais baratos para os estrangeiros, o que aumentaria as exportações.
Como efeito colateral, as importações mais caras fariam com que a população nacional passasse a consumir mais produtos produzidos nacionalmente, o que aumentaria duplamente as vendas das indústrias nacionais.
A teoria acaba aí.  Agora vem a prática para desmoralizá-la.
Em primeiro lugar, os efeitos de uma desvalorização não podem ser completamente isolados do resto da economia.  Uma moeda desvalorizada significa, por definição, uma moeda que perdeu poder de compra.  E uma moeda com menos poder de compra significa preços mais altos e renda menor para a população.  E renda menor significa que a demanda por bens de consumo diminui.  E isso, também por definição, irá afetar todo o setor industrial e atacadista.  Afeta toda a cadeia produtiva, que entra em contração e gera o efeito contrário ao imaginado pelos desenvolvimentistas.
Portanto, uma moeda desvalorizada não pode, ao contrário do que afirmam os desenvolvimentistas, estimular o consumo interno e impulsionar as indústrias nacionais.
Mas há outra encrenca.
No mundo globalizado em que vivemos, vários exportadores são também grandes importadores.  Para fabricar, com qualidade, seus bens exportáveis, eles têm de importar máquinas e matérias-primas de várias partes do mundo.  E elas também têm de comprar, continuamente, peças de reposição. 
Se a desvalorização da moeda fizer com que os custos de produção aumentem — e irão aumentar —, então o exportador não mais terá nenhuma vantagem competitiva no mercado internacional.
Portanto, uma desvalorização afeta a demanda interna pelos bens industriais e afeta também os custos de produção da indústria.  Difícil imaginar uma combinação pior.
Como exemplo, a própria indústria automobilística veio a público admitir que a desvalorização cambial — ao contrário do que pregam os economistas desenvolvimentistas — não apenas está encarecendo a produção, como também está gerando incertezas para o setor.
A seguir, a evolução do câmbio, das exportações e da produção industrial durante os últimos 13 anos:
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Gráfico 12: evolução do preço do dólar em reais desde janeiro de 2003
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Gráfico 13: evolução das exportações
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Gráfico 14: evolução da produção da Indústria de Transformação (linha vermelha), da Indústria de Bens de Capital (linha azul), e da Indústria de Bens de Consumo Duráveis (linha verde)
Como mostra a empiria — que apenas comprova a teoria —, a desindustrialização no Brasil chegou ao auge justamente no período em que a moeda mais se desvalorizou.  A desindustrialização está ocorrendo é justamente agora, quando temos uma moeda fraca, inflação alta e, para completar, as maiores tarifas protecionistas da história do real. 
Exatamente ao contrário do que defendem os economistas desenvolvimentistas, é justamente quando o câmbio está se apreciando (como ocorreu de 2003 a 2008, e de 2010 a 2011) que as exportações aumentam e a indústria se expande.  E é justamente quando o câmbio se desvaloriza (2009, e 2012 em diante), que as exportações caem e a indústria encolhe.
Neste mito em específico, a dupla Dilma e Lula nos forneceu uma aula completa.
Conclusão
Aumento de gastos, aumento da inflação, aumento dos déficits e desvalorização do câmbio.  Tudo isso feito simultaneamente.  E gerando contração dos investimentos, disparada do desemprego, desindustrialização, queda das exportações, recessão e encolhimento de todos os setores da economia.  Exatamente o contrário do que os desenvolvimentistas falaram que iria ocorrer.
Mas não deixe seu fígado afetar seu discernimento.  Embora seja, disparada, a pior presidente da história do real, não podemos negar a Dilma o estupendo mérito de ter destruído cinco mitos que tantos infortúnios trouxeram à humanidade.  Se cuidarmos bem de seu legado, novas desgraças econômicas poderão ser evitadas.
Por esse serviço homérico, e por esse inestimável legado à humanidade, Dilma merece louvores.
Obrigado, querida.

28  de abril de 2016
Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

O HUMOR DO DUKE...

Charge O Tempo 27/04

28 DE ABRIL DE 2016

O ESTADO DE SAÚDE DE DILMA ROUSSEFF REALMENTE É MUITO DELICADO


O medicamento foi mudado, mas o diagnóstico é o mesmo
Certas coisas só acontecem em países bagunçados como o Brasil. Ao julgar uma ação proposta pelo PCdoB sobre o rito do impeachment, o Supremo Tribunal Federal cometeu em dezembro um erro clamoroso, ao atribuir ao Senado o direito de se recusar a abrir processo de impeachment aprovado pela Câmara. Com isso, inventou uma possibilidade que não existia, esculhambou o rito previsto na legislação (Lei 1079) e o resultado foi desastroso.
Em função desse equívoco do Supremo, o Brasil é o único país do mundo a ter dois presidentes-zumbis – Dilma Rousseff, que já era, e Michel Temer, que ainda não pode ser. Nenhum dos dois governa, a administração pública federal está absurdamente parada, a crise econômica do país se agrava e os problemas sociais se intensificam. Trata-se de um caso típico de vácuo de poder, o que descaracteriza qualquer alegação de “golpe”, pois a chefia do governo não foi transferida nem usurpada.
REINA, MAS NÃO GOVERNA
A presidente de Dilma Rousseff assume inteiramente o papel de rainha da Inglaterra, pois reina, mas já não governa. Movido a medicamentos de tarja preta, dedica-se a viagens internas e externas para divulgar a estranha tese do “golpe parlamentar”, que a imprensa estrangeira não mais engole.
Realmente, é muito difícil compreender a democracia à brasileira, na qual o Supremo de uma hora para outra pode inventar uma lei que não existe e fica tudo por isso mesmo. Mas os correspondentes estrangeiros sediados no Rio de Janeiro e São Paulo já estão cansados de saber o que realmente acontece por aqui. Não adianta insistir na teoria do “golpe”, porque não vai colar.
Dilma resiste, mas seu estado de saúde é precário e delicado. Conforme a IstoÉ informou recentemente, ela está mesmo submetida a tratamento para esquizofrenia. Este diagnóstico foi mantido, os médicos apenas trocaram a medicação, depois que a revista publicou que ela estava tomando olanzapina. Passaram a receitar quetiapina, antipsicótico também indicado para casos de esquizofrenia.
E O RECURSO AO STF?
Desde quando ainda era ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo já anunciava que o governo iria recorrer ao Supremo para anular o impeachment, possibilidade prazerosamente endossada pelo ministro petista Ricardo Lewandowski, mas repudiada pela maioria dos magistrados do tribunal.
Agora, Cardozo está à frente da Advocacia-Geral da União, a responsabilidade direta pela preparação do recurso ao STF é dele. Mas já se sabe que não vai adiantar nada. Diversos ministros se adiantaram para avisar que não está havendo golpe de estado e essa tese esdrúxula não será aceita no Supremo.
RADICALIZAÇÃO
A alternativa que resta a Lula, Dilma e o PT é tumultuar a ordem democrática, mediante a radicalização dos movimentos sociais, tendo à frente os “exércitos” de João Pedro Stédile (sem terra) e Guilherme Boulos (sem teto).
No desespero, Lula está apostando nesse último trunfo e não perde oportunidade de incitar o PT, as centrais, os sindicatos e os movimentos sociais ligados ao governo, para que saiam às ruas e lutem contra impeachment.
O vácuo de poder causado pelo erro do Supremo favorece essa radicalização, que deve atingir um ponto crítico dentro de mais alguns dias, quando o Senado enfim aprovar o processo e o afastamento da presidente petista.
DEPOIS, A NORMALIZAÇÃO
Quando Dilma deixar o governo, no próximo dia 11 ou no dia 17, se não houver mais retardamentos, Temer assume automaticamente, nem precisa tomar posse. Pode assinar de imediato as nomeações dos novos ministros e integrantes dos primeiros escalões, para iniciar sua gestão, que aparentemente é provisória, mas todos sabem que será definitiva (e vá explicar isso a um jornalista estrangeiro que não more aqui…).
Daí em diante,a tendência será de acomodação, sem maiores problemas ou confrontos, embora Lula & Cia. possam continuar esperneando à vontade. Como se sabe, as Forças Armadas são pagas justamente para manter a ordem democrática. Para que saiam as ruas e restabeleçam a normalidade, bastará que sejam convocadas por algum dos Poderes da República, conforme está previsto na Constituição. Simples assim. E isso não significa ameaça de uma nova ditadura militar.
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PS – É inacreditável, inaceitável e insustentável que se chegue a esta situação, com o país governado por uma pessoa submetida a tratamento para esquizofrenia. A família de Dilma Rousseff deveria intervir, para evitar que Lula e o PT continuem a usá-la irresponsavelmente. Mas quem se interessa? (C.N.)

28 de abril de 2016
Carlos Newton

DILMA SERÁ INVESTIGADA PELA MANOBRA PARA LIBERTAR MARCELO ODEBRECHT



A pedido de Dilma, ministro Dantas tentou libertar o empreiteiro
A Corregedoria Nacional de Justiça investiga o ministro Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça. A ministra Nancy Andrighi, corregedora, solicitou ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), compartilhamento de provas nos autos da delação do senador Delcídio Amaral (ex-PT-MS).
Ribeiro Dantas foi citado pelo senador, ex-líder do Governo no Senado, em sua colaboração premiada. Segundo Delcídio, a nomeação de Ribeiro Dantas ao cargo de ministro do STJ era uma estratégia do governo para garantir a soltura dos executivos Marcelo Odebrecht, ex-presidente da Odebrecht, e Otávio Marques de Azevedo, ex-presidente da Andrade Gutierrez.
O pedido da ministra ao Supremo foi feito na segunda-feira, 25. “Tendo em vista a necessidade de aprofundamento na análise de informações veiculadas na imprensa, a respeito do possível envolvimento do Min. Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, do Superior Tribunal de Justiça, nos fatos investigados na denominada “Operação Lava Jato”, solicito a Vossa Excelência o compartilhamento das provas pertinentes, para posterior deliberação da Corregedoria Nacional de Justiça sobre eventual instauração de procedimento administrativo disciplinar.”
ANEXO 1 DA DELAÇÃO
Delcídio Amaral foi preso em 25 de novembro do ano passado por decisão do Supremo Tribunal Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República. Em conversa gravada por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró (Internacional), o senador é flagrado discutindo um plano para obstruir a Lava Jato. Ele e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, iriam financiar a fuga de Cerveró – preso desde janeiro na Lava Jato.
O anexo 1 da delação de Delcídio é intitulado “Nomeação do ministro Marcelo Navarro Dantas para a soltura dos presos da Lava Jato”. No documento, o senador relata que a indicação seria ‘uma nova solução’ para a liberação de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo.
“Tal nomeação seria relevante para o governo, pois o nomeado entraria na vaga detentora de prevenção para julgamento de todos os habeas corpus e recursos da Operação Lava Jato no STJ”, declarou Delcídio. “Delcídio e a presidenta Dilma conversaram enquanto caminhavam pelos jardins do Palácio da Alvorada e Dilma solicitou que Delcídio conversasse com o desembargador Marcelo Navarro, a fim de que ele confirmasse o compromisso de soltura do Marcelo e de Otávio.”
ENCONTRO FILMADO
O senador detalhou um encontro com o ministro Ribeiro Dantas. “Conforme combinado, Delcídio Amaral se encontrou com o desembargador Marcelo Navarro no próprio Palácio do Planalto, no andar térreo, em uma pequena sala de espera, o que poderá ser atestado pelas câmeras do Palácio do Planalto. Nessa reunião, muito rápida pela gravidade do tema, o Dr. Marcelo ratificou seu compromisso.”
O ministro Teori Zavascki autorizou o compartilhamento, na terça-feira, 26, ‘com o imediato envio à Corregedoria Nacional de Justiça de mídia digital contendo os autos assinalados’.
OFENSIVA DO GOVERNOTambém em delação premiada, o ex-chefe de gabinete de Delcídio Amaral citou o ministro Ribeiro Dantas. Ele confirmou a ofensiva do governo para tentar interferir na Lava Jato através da nomeação de Ribeiro Dantas.
Diogo Ferreira disse que o parlamentar relatou a ele conversas com a presidente Dilma Rousseff na qual a petista pediu “compromisso de alinhamento” de Navarro com o governo e citou o caso do presidente da Odebrecht preso preventivamente pelo juiz Sérgio Moro, Marcelo Odebrecht.
O ministro Ribeiro Dantas informou, por meio da assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justiça, que não vai se manifestar.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O Estadão também anuncia que a Procuradoria-Geral da República (PGR) está muito propensa a pedir para o Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito para investigar a presidente Dilma Rousseff. Um dos motivos é o áudio no qual Dilma diz ao ex-presidente Lula que lhe enviaria o termo de posse na Casa Civil para usar em “caso de necessidade”. Outro motivo é a delação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), que a acusa de ter tentado interferir nas investigações da Lava Jato por meio da nomeação de ministros no judiciário. Em Brasília, sabia-se da armação e denunciamos, aqui na Tribuna da Internet, o direcionamento do parecer de Ribeiro Dantas, que acabou derrotado no STJ. (C.N.)


28 de abril de 2016
Julia Affonso, Fausto Macedo, Mateus Coutinho e Ricardo Brandt
Estadão

DILMA ROUSSEFF DECIDE NÃO FAZER TRANSIÇÃO COM VICE MICHEL TEMER

A IDEIA É REFORÇAR A ESTRATÉGIA DE CARIMBAR TEMER COMO "GOLPISTA" E "VICE 1%"

A ORDEM NO PLANALTO PARA TODOS OS MINISTÉRIOS CONTROLADOS PELO PT É DEIXAR TEMER "À MÍNGUA" - FOTO: EBC


O Palácio do Planalto e a cúpula do PT já começaram a traçar estratégias de reação a uma eventual gestão do vice-presidente Michel Temer e decidiram que não farão qualquer tipo de transição de governo. A ordem no Planalto para todos os ministérios controlados pelo PT é deixar Temer "à míngua", sem informações sobre a administração, e acelerar programas em fase de conclusão para que sejam lançados pela presidente Dilma Rousseff.

Em reunião a portas fechadas com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, e com o presidente do PT, Rui Falcão, deputados foram informados na quarta-feira, 27, de que a atual equipe não vai respaldar um governo "ilegítimo" e, por isso, não haverá transição para Temer. Até arquivos com dados estratégicos da administração estariam sendo apagados.

Com a certeza de que Dilma será afastada por até 180 dias no primeiro julgamento no plenário do Senado, que deve ocorrer em 11 de maio, governo e PT já preparam os próximos passos do divórcio litigioso. A ideia é reforçar a estratégia de carimbar Temer como "golpista" e "vice 1%", numa referência à sua falta de densidade eleitoral.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu a Dilma, com quem almoçou na quarta, um "pente-fino" em todos os programas sociais dos 13 anos do PT no governo, desde o seu primeiro mandato. A intenção é bater na tecla do legado do partido, com vitrines como Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida, em contraposição ao programa "ortodoxo" de Temer, que, no diagnóstico dos petistas, prevê mais sacrifícios aos menos favorecidos.

Apesar de ser alvo da Operação Lava Jato e ter perdido capital político, Lula é o único nome forte de que o PT dispõe para a sucessão presidencial de 2018 e tudo será feito pelo partido para construir a narrativa de que Dilma foi "apeada do poder". (AE)



28 de abril de 2016
diário do poder

MORTADELAS NA RUA

ENTIDADES LIGADAS AO PT PROMETEM O CAOS E 'PARAR O BRASIL' CONTRA IMPEACHMENT
ENTIDADES LIGADAS AO PT BLOQUEIAM RODOVIAS EM OITO ESTADOS


Adicionar legenda

A Frente Povo Sem Medo, composta por dezenas de movimentos sociais e sindicais contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), realiza na manhã desta quinta-feira, 28, uma série de bloqueios em avenidas e rodovias de oito Estados e do Distrito Federal. O objetivo da frente é "parar o Brasil" em protesto contra o afastamento da presidente.

No começo do mês, durante reunião com essas entidades na sede do PT, em São Paulo, o ex-presidente Lula exortou-os a "parar o Brasil" com manifestações e bloqueios. Guilherme Boulos, do MTST, fez um discurso radical, assumindo a responsabilidade de liderar as primeiras ações.

A maioria das manifestações acontece na cidade de São Paulo. Na Marginal do Tietê, um grupo de manifestantes interdita a pista local no sentido Ayrton Senna, próximo ao Sambódromo. O trânsito já está muito congestionado. Eles bloqueiam todas as faixas ateando fogo em pneus e pedaços de madeira. As chamas formam uma cortina densa de fumaça preta na região.


QUEIMA DE PNEUS BLOQUEIA A AV. MARGINAL 

EM SÃO PAULO O MTST também interdita totalmente a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, o sentido centro da Ponte do Socorro, em Santo Amaro e a Rodovia Anchieta, no quilômetro 23, sentido capital. Na Régis Bittencourt, o trânsito é grande nos dois sentidos, pois um grupo ateou fogo em pneus perto de Taboão da Serra. Na Rodovia Raposo Tavares, houve também um protesto, que foi encerrado no início da manhã. Estão previstos atos também na Marginal do Pinheiros, Radial Leste e na Jacu-Pêssego.

Pelo Facebook, o MTST confirmou nesta quinta que há 14 bloqueios organizados só em São Paulo. "O objetivo da mobilização é denunciar o golpe em curso no país e defender os direitos sociais, que entendemos estarem ameaçados pela agenda de retrocessos apresentada por Michel Temer caso assuma a Presidência. Não aceitaremos golpe. Nem nenhum direito a menos", diz o texto divulgado pelo MTST.

Em Sumaré, no interior de São Paulo, o objetivo é "sitiar" a cidade fechando todos pontos de acesso ao município. Além disso a frente prepara bloqueios em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.

Encontro com Dilma

As manifestações com o "Contra o Golpe e Pela Democracia" acontecem três dias depois de Dilma receber no Palácio do Planalto representantes do MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e Central Única dos Trabalhadores.

No encontro, Dilma ouviu pedidos para que aproveitasse os últimos dias antes da votação do processo no Senado para fazer acenos em direção à base que a reelegeu. Um dos pedidos é a nomeação de integrantes dos movimentos para preencher vagas deixadas por partidos que abandonaram o governo para apoiar o impeachment e entregaram seus cargos no governo.

Segundo relatos, os representantes dos movimentos sugeriram que Dilma tomasse uma série de ações que teriam como objetivo garantir a unidade das entidades na reta final da resistência ao impeachment e na oposição a um eventual governo Michel Temer. Entre elas reajustar o valor do Bolsa Família, retirar projetos enviados ao Congresso que afetam direitos dos trabalhadores, anunciar uma série de desapropriações agrárias e retomar as contratações de empreendimentos do Minha Casa Minha Vida.

Segundo participantes da reunião, Dilma ouviu com atenção e ficou de avaliar os pleitos.



28 de abril de 2016
diário do poder

MOVIMENTOS SOCIAIS COMANDAM RADICALIZAÇÃO A PARTIR DE SÃO PAULO


A Frente Povo Sem Medo, liderada pelo MTST, parou a Radial Leste. Movimento organiza atos em 8 estados e no Distrito Federal 
Aliados do PT estão organizando protestos em oito Estados
A Frente Povo Sem Medo, composta por dezenas de movimentos sociais e sindicais contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), realizou na manhã desta quinta-feira, 28, uma série de bloqueios em avenidas e rodovias de oito estados e do Distrito Federal. O objetivo da frente é “parar o Brasil” em protesto contra o afastamento da presidente.
A maioria das manifestações acontece na cidade de São Paulo. Na Marginal do Tietê, um grupo de manifestantes interditou a pista local no sentido Ayrton Senna, próximo ao Sambódromo. O trânsito ficou muito congestionado durante a manhã. Eles bloqueam todas as faixas ateando fogo em pneus e pedaços de madeira. De acordo com a Polícia Militar, o protesto foi pacífico e terminou sem incidentes.
O MTST também interditou totalmente a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi, o sentido centro da Ponte do Socorro, em Santo Amaro, a Rodovia Anchieta, no quilômetro 23, sentido capital, e a Radial Leste, perto do metrô Corinthians-Itaquera. Na Régis Bittencourt, o trânsito era grande dos dois lados, pois um grupo ateou fogo em pneus perto de Taboão da Serra. Na Rodovia Raposo Tavares, houve também um protesto, que foi encerrado no início da manhã.
Em Sumaré, no interior de São Paulo, o objetivo é “sitiar” a cidade fechando todos pontos de acesso ao município. Além disso a frente prepara bloqueios em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.
ENCONTRO COM DILMA
As manifestações cujo mote é “Contra o Golpe e Pela Democracia” acontecem três dias depois de Dilma receber no Palácio do Planalto representantes do MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e Central Única dos Trabalhadores.
No encontro, Dilma ouviu pedidos para que aproveitasse os últimos dias antes da votação do processo no Senado para fazer acenos em direção à base que a reelegeu. Um dos pedidos é a nomeação de integrantes dos movimentos para preencher vagas deixadas por partidos que abandonaram o governo para apoiar o impeachment e entregaram seus cargos no governo.
Segundo relatos, os representantes dos movimentos sugeriram que Dilma tomasse uma série de ações que teriam como objetivo garantir a unidade das entidades na reta final da resistência ao impeachment e na oposição a um eventual governo Michel Temer. Entre elas reajustar o valor do Bolsa Família, retirar projetos enviados ao Congresso que afetam direitos dos trabalhadores, anunciar uma série de desapropriações agrárias e retomar as contratações de empreendimentos do Minha Casa Minha Vida.
Segundo participantes da reunião, Dilma ouviu com atenção e ficou de avaliar os pleitos.
PEDIRAM NOMEAÇÕES
Além disso os movimentos pediram a nomeação de integrantes de grupos que se empenharam no combate ao “golpe” para os cargos vagos na Esplanada dos Ministérios. O pedido havia sido feito, por meio de resolução política e nota, pelo diretório nacional do PT e pela Frente Brasil Popular, na semana passada.
Pelo Facebook,  o MTST confirmou nesta quinta que há 14 bloqueios organizados só em São Paulo. “O objetivo da mobilização é denunciar o golpe em curso no país e defender os direitos sociais, que entendemos estarem ameaçados pela Agenda de retrocessos apresentada por Michel Temer caso assuma a presidência. Não aceitaremos golpe. Nem nenhum direito a menos”, diz o texto divulgado pelo MTST.
28 de abril de 2016
Ricardo GalhardoEstadão