"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A VERDADE SOBRE O CICLO DA VIOLÊNCIA



A pedido do ilustre professor Olavo de Carvalho, apresentamos o vídeo “A verdade sobre o ciclo da violência”.
Stefan Molyneux, da Freedomain Radio, trata de tópicos que incluem disparidades de sentenças criminais entre os gêneros, a população carcerária, pena de morte, falsas alegações de estupro, prevalência do estupro, abuso materno, fraudes de paternidade, mentiras, leis, etc.

Essa discussão é extremamente importante porque desafia o discurso feminista, amplamente divulgado pela mídia, de que o homem é responsável pela violência na sociedade, tratando a mulher sempre como vítima.
Embora os Tradutores de Direita defendam os princípios conservadores e aconselham cuidado com as conclusões tiradas por Molyneux, um anarquista, o vídeo é repleto de fatos e estatísticas que mostram uma verdade que muitos ignoram.


Tradução: Israel Pestana, Flávio Ghetti, Hélio Costa Jr, CPAC e Henrique Abdallah
Comentário e revisão: Jonatas Figueiredo

29 de janeiro de 2016
STEFAN MOLYNEUX

TESTEMUNHAS CONFIRMAM QUE O TRIPLEX PERTENCE A LULA




Charge do Paixão, reprodução da Gazeta do Povo




















O Ministério Público de São Paulo coleciona uma série de depoimentos que, na avaliação do promotor de Justiça Cássio Conserino, indicam que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003/2010) é o verdadeiro proprietário do triplex 164 A do Condomínio Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo – o que é negado taxativamente pelos advogados do petista.
Entre os relatos está o do engenheiro Armando Dagre, sócio da Talento Construtora, que a empreiteira OAS contratou para realizar uma reforma milionária no apartamento. Segundo Sagre, perto de R$ 800 mil foram gastos no empreendimento que incluiu novo acabamento e até a instalação de um elevador privativo, ao custo de R$ 62,5 mil.
O engenheiro disse que, certa vez, reunido no apartamento, ‘tomou um susto’ quando chegou ao imóvel Marisa Letícia, a ex-primeira dama, acompanhada do filho Fábio e do presidente da OAS, Léo Pinheiro – condenado a 16 anos de prisão na Operação Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro.
Outros relatos obtidos pelo Ministério Público levam na mesma direção.
LAVAGEM DE DINHEIRO
O promotor Conserino investiga suposta prática de crime de lavagem de dinheiro. Na semana passada ele declarou à revista Veja que vai denunciar o ex-presidente à Justiça. A declaração do promotor provocou reação imediata do petista. Seus advogados anunciaram que vão processar o promotor.
Nesta quarta-feira, 27, a Polícia Federal deflagrou a Operação Triplo X que mira no condomínio Solaris, duas torres com oito triplex. O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força tarefa da Lava Jato, disse que ‘todos os apartamentos’ do Solaris são alvo da investigação.
Na investigação do promotor Cássio Conserino depôs o zelador José Afonso Pinheiro, desde novembro de 2013 no Solaris. Ele disse que os seguranças prendiam ‘o elevador enquanto a família presidencial estava acomodada no tríplex e isso, obviamente, gerava muitas reclamações’.
ZELADOR CONFIRMA
Pinheiro afirmou que ‘o funcionário Igor, da OAS, pediu para que não falasse nada, ou seja, de que o apartamento seria do Lula e da esposa, mas, sim, deveria dizer que é pertencente a OAS’. “Esse pedido aconteceu depois do carnaval de 2015.”
Disse, ainda. “Acredita que a Talento (Construtora) fez a reforma no tríplex da família Lula. Apenas o tríplex 164 A tem elevador privativo. Sabe informar que foi instalado lá, exclusivamente, no tríplex 164 A uma cozinha Kitchens.”
Outra testemunha, Lenir de Almeida Gushiken, casada com um primo do ex-ministro Luiz Gushiken, disse que foi proprietária de um apartamento no Solaris. “Chegou a ver algumas vezes familiares do ex-presidente Lula no edifício.” Ela contou que “na véspera do ano novo de 2014/2015 vislumbrou dois veículos, um Passat/alemão, cor preta e um carro grande, prata, cujos ocupantes estavam com várias malas e estacionaram na rua defronte ao condomínio”.
Marcos Martins da Cunha, por seu lado, ‘interpelado sobre se a cobertura 164 A é da família do ex-presidente da República, disse que sim e que se trata de um tríplex’. “Não viu o içamento do elevador privativo, porém soube pelo zelador que naquela cobertura foi instalado o elevador e soube dizer, segundo o zelador, que dona Marisa Letícia frequentou o local umas duas vezes’.
Wellington Aparecido Carneiro da Silva afirma que trabalhou na OAS entre outubro de 2011 e junho de 2014 como assistente de engenharia.’Esse imóvel estava em nome da OAS, porém a família que moraria naquela unidade autônoma seria a do ex-presidente da República. O depoente, quando entregou a cobertura 164 A, entregou-a ‘crua’, ou seja, sem nenhum acabamento ou melhoria. Soube que haveria um projeto para todos os cômodos, mas não sabe dizer quem se responsabilizaria financeiramente pelos projetos.”
MAIS TESTEMUNHAS
Ainda Wellington Silva: “O depoente chegou a receber o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no condomínio e Igor (Pontes, engenheiro da OAS) lhe apresentou as áreas comuns. O depoente segurou o elevador. O ex-presidente da República estava acompanhado de dona Marisa Letícia, ex-primeira dama. Eles fizeram a vistoria padrão. Interpelado sobre o conteúdo da conversa havida na vistoria, o depoente disse que acompanhou até a porta de entrada, porém não acompanhou o casal presidencial; tarefa, pois, incumbida a Igor Pontes’.
Não são todos que ligam Lula ao triplex. A engenheira Mariuza aparecida da Silva Marques, interpelada pelo promotor de Justiça, no sentido de que mais de uma dezena de pessoas disseram que o tríplex ‘serviria aos propósitos do ex-presidente da República e de sua esposa, a depoente permanece dizendo que não sabia’. Interpelada sobre se presenciou o petista e a mulher visitando o apartamento, ‘a depoente disse que não, porém ouviu dizer que isso aconteceu’.
ADVOGADO NEGA
A empreiteira OAS não se manifestou. Mas o advogado Cristiano Zanin Martins, que representa o ex-presidente, negou taxativamente que o petista ou familiares dele sejam os donos do triplex. Ele relatou que a família comprou uma cota de um projeto da Bancoop. A cota foi paga e declarada ao Imposto de Renda pelo ex-presidente. O advogado disse que ‘não tem a menor ideia’ de quem realizou a reforma no imóvel.
Zanin reiterou que o apartamento ‘não é do ex-presidente’. Esclareceu que Lula tinha uma cota do projeto da Bancoop e quando o empreendimento foi transferido para outra empresa tinha duas opções: pedir o resgate da cota ou utilizá-la para compra do imóvel do Solaris. A família fez a opção pelo resgate.

29 de janeiro de 2016
Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt
Estadão

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

A hora dos burros beberem água, endividando-se mais ainda na extorsiva usura da economia brasileira


Em plena dieta Ravenna, cheia de restrições, Dilma distribuiu ontem um potinho de jujuba na mesa de cada um dos que participaram do espetáculo de propaganda chamado Conselhão - reunião entre o governo e grandes empresários. O significado simbólico disto, em flagrante contradição com a lógica, é o mesmo usado pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, se vangloriar com o lançamento de um "plano" que vai endividar ainda mais o brasileiro, com o agravante de usar recursos do FGTS e de uma futura multa de demissão como garantia da grana emprestada a juros altos, no formato consignado (desconto em folha de pagamento, sem risco de calote para os bancos).

Mais sofrível que essa lógica do Barbosa, que chegou a usar a expressão "levar o cavalo beber água" (referindo-se aos R$ 83 bilhões em estímulo ao crédito), foi o recado dado ontem Banco Central do Brasil - desmoralizado pela força interventora do desgoverno Dilma. Alexandre Tombini, presidente do BC do B, decretou ontem que "a política monetária ficará em compasso de espera por algum tempo". Ou seja, o juro básico da economia ficará nos estratosféricos 14,25%, sem subir nem descer.

Nada custa lembrar que a Selic estava em 7,25% em abril de 2013... Agora, o desgoverno e a autoridade monetária apostam na "queda da inflação"... O "plano" prometido é atingir a milagrosa meta de 4,5% ao ano... O remédio usado será uma combinação de liberação do crédito com políticas recessivas - coisas que, na prática, não combinam bem. Pior que isto, é ouvir a Presidenta Dilma Rousseff, em pleno Conselhão, pedindo "encarecidamente" que a CPMF seja aprovada. Subir juros, aumentar impostos e fomentar o endividamento irresponsável a juros altos é o mesmo que receitar balinha de jujuba em uma dieta alimentar radical para redução de peso...     

Dá para morrer de rir (ou chorar) com a pobreza do argumento do ministro Nelson Barbosa para justificar a política do "cavalo indo beber água": "Temos que recuperar a economia rapidamente e o desafio imediato é normalizar o estoque de crédito no país. Temos que usar melhor os recursos que já estão disponíveis para usar melhor a liquidez que já existe no sistema bancário". Barbosa afirmou que o governo vê uma demanda por crédito nos segmentos que quer estimular. Segundo ele, há apetite por crédito habitacional, por capital de giro e por linhas para o comércio exterior.

O principal instrumento do plano da "água para o cavalo" será o FGTS. Detalhe grave: é uma grana que não pertence ao desgoverno. O "plano" prevê o uso de quase R$ 50 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. A poupança do trabalhador para o caso de perda do emprego poderá ser usado para a compra de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) num montante de R$ 10 bilhões — o que deve reforçar a oferta de crédito habitacional — e também para garantir empréstimos consignados (com desconto em folha).
Mais temerária ainda é a ideia de permitir que os trabalhadores usem a multa de 40% paga pelos empregadores em caso de demissão sem justa causa e 10% do próprio Fundo para dar mais segurança ao empréstimo consignado, aumentando sua oferta e reduzindo as taxas de juros desses empréstimos. A sacanagem é que consignado é uma modalidade altamente segura para os bancos, pois o risco de calote é quase nulo. O pagamento é descontado diretamente do salário do trabalhador endividado. Pelas contas do governo, se 10% dos trabalhadores que têm recursos do FGTS usarem esse dinheiro como garantia, o montante de crédito gerado será de R$ 17 bilhões.
Previsão: o FGTS, em breve, vai sofrer um rombo ainda maior. E se o desemprego subir, o fundo ficará ainda mais magro... Se é assim que o governo vai assegurar mais eficiência ao sistema financeiro, como pregou o ministro Barbosa, alegando que a "medida é boa para a economia", fica clara a certeza de que quem vai beber água não serão os cavalos - mas sim os burros ou antas que embarcarem nesta nova modalidade de usura patrocinada pelo mais incompetente desgoverno da História do Brasil.
Pedido encarecido


Petrobras X White Martins

Em 21 de dezembro de 2015, o Alerta Total publicou a matéria
“Sociedade da Petrobras com White Martins pode levar Dilma às barras dos tribunais nos EUA”, na qual foram apresentados detalhes da intensa batalha judicial do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra citada sociedade, chamada Gemini.

Conforme relatado, o último episódio de tal batalha judicial havia sido a decisão tomada em 10 de dezembro de 2015 pelo STJ. Nela, a Corte restabeleceu a validade da medida preventiva que havia sido adotada pelo Cade em 24 de abril de 2015, determinando que a White Martins e a Petrobras celebrassem entre si contrato de fornecimento de Gás Natural, no âmbito do Consórcio Gemini, nos termos da Nova Política de Preços – NPP, tal como aplicada à Comgás.

Diante dessa situação, em 21 de janeiro de 2016, o Cade encaminhou ofício à White Martins e à Petrobras ressalvando que ainda não havia sido informado sobre eventual suspensão judicial da medida preventiva por ele determinada, e questionando sobre as providências das sócias.

Tanto a White Martins quanto a Petrobras responderam ao Cade por meio de ofícios datados de 26 de janeiro de 2016.

Nos ofícios, um grave problema aflorou: a briga entre os sócios White Martins e Petrobras.

Para exemplificar o nível de desentendimento entre os sócios, do ofício encaminhado pela White Martins ao Cade, são transcritos os seguintes trechos:

“A Petrobras, de forma arbitrária e manifestamente abusiva, vem tentando se utilizar da medida preventiva como justificativa para impingir à White Martins, nas negociações do malsinado contrato de fornecimento, condições absurdamente leoninas e verdadeiramente extorsivas”.

“Trata-se de expediente igualmente abusivo, que tem o descarado propósito de tentar eximir a Petrobras de penalidades pelo eventual descumprimento da medida preventiva.”

“Para que a Petrobras, e não a White Martins, seja compelida a negociar de boa-fé as condições do contrato de fornecimento.”

O detalhe mais importante: o fato gerador dessa briga se chama “fornecimento de matéria-prima a preço subfaturado”, o mesmo ilícito que levou o pessoal da Lava Jato a pedir a devolução de R$ 6 bilhões subfaturados pela Petrobras contra a Odebrecht na sociedade Braskem.

Belo Conselhão


Triplex Mentirinha


Desejo do Objeto


Bronca presidiária



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

29 de janeiro de 2016
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

FIM DA LENGA-LENGA: LULA PASSA DE TESTEMUNHA A RÉU

Parecem o típico casal do Caribe dos tiranetes históricos.


Lula e sua mulher, Marisa Letícia, foram intimados, junto com o amigão Leo Pinheiro, da OAS, a prestarem depoimento sobre o luxuoso tríplex da praia do Guarujá. Trocando em miúdos, Lula e consorte são investigados. É o fim da conversa mole na PF. Agora é com o MP:

O promotor de Justiça Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, intimou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher Marisa Letícia e o empreiteiro José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, ligado à OAS, para prestarem depoimento no dia 17 de fevereiro, a partir das 11h, sobre o tríplex do Condomínio Solaris, no Guarujá. Segundo o promotor, o ex-presidente e Marisa vão depor como investigados. A Promotoria suspeita que imóvel pertença a Lula.

Também foi intimado o engenheiro da OAS, Igor Pontes.

Conserino diz ter indícios de que houve tentativa de esconder a identidade do verdadeiro dono do tríplex 164 A, no Guarujá, que seria do ex-presidente, o que pode caracterizar crime de lavagem de dinheiro.

Segundo o promotor Cássio Conserino, os advogados da família Lula ‘não quiseram receber a notificação, porque não tinham poderes’.

Em 2006, quando se reelegeu presidente, Lula declarou à Justiça eleitoral possuir uma participação em cooperativa habitacional no valor de R$ 47 mil. A cooperativa é a Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários) que, com graves problemas de caixa, repassou o empreendimento para a OAS. A Polícia Federal e a Procuradoria da República suspeitam que a empreiteira pagou propinas a agentes públicos em troca de contratos fraudados na Petrobrás.

Em agosto de 2015, Léo Pinheiro foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato na 1ª instância. O empreiteiro pegou 16 anos e 4 meses de reclusão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Lava Jato apurou que a OAS fez parte do cartel das maiores construtoras que se apossaram de contratos bilionários na Petrobrás, entre 2004 e 2014.

Depoimento. O engenheiro Armando Dagre, sócio-administrador da Talento Construtora, declarou ao Ministério Público de São Paulo que ‘praticamente’ refez o triplex 164 A. A reforma, contratada pela empreiteira OAS, alvo da Operação Lava Jato, custou R$ 777 mil, segundo Dagre. Os trabalhos foram realizados entre abril e setembro de 2014.

Armando Dagre disse que o contrato com a OAS para reforma do triplex incluiu novo acabamento, além de uma outra piscina, mudança da escada e instalação de elevador privativo que custou R$ 62,5 mil. Ele disse que não teve nenhum contato com Lula, mas com a ex-primeira dama, Marisa Letícia.

Contou que, um dia, estava reunido com o representante da OAS no apartamento ‘quando Marisa adentrou o apartamento com um rapaz e dois senhores’ e que só depois soube que os acompanhantes da mulher de Lula eram um filho do casal, Fábio Luiz, um engenheiro da OAS e o dono da empreiteira, Léo Pinheiro – condenado na Lava Jato a 16 anos de prisão por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

“Em verdade tomou um susto quando vislumbrou a dona Marisa Letícia ingressando no meio da reunião existente no interior do apartamento”, disse Armando Dagre.

Lava Jato. Na quarta-feira, 27, a Operação Lava Jato deflagrou a Triplo X, sua 22ª fase, que tinha como alvos a Bancoop, a OAS e a Mossack Fonseca. Segundo a PF, esta etapa da investigação apura a ocultação de patrimônio por meio de um empreendimento imobiliário, o Condomínio Solaris, “havendo fundadas suspeitas de que uma das empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato teria se utilizado do negócio para repasse disfarçado de propina a agentes envolvidos no esquema criminoso da Petrobrás”.

A Polícia Federal incluiu o triplex 164-A, que seria da família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no rol de imóveis com “alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade” sob investigação na Triplo X.

O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, declarou na ocasião que ‘todos os apartamentos’ do Condomínio Solaris são alvos da investigação sobre esquema de offshores criadas para remessas ao exterior de propinas relacionadas às fraudes na Petrobrás. Entre os imóveis investigados, disse o procurador, estão alguns que podem estar relacionados a familiares do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, como sua mulher, Giselda, e a cunhada, Marice.

A informação foi confirmada pelo delegado Igor Romário, da Polícia Federal. “Todo o empreendimento está sob investigação.”

Durante entrevista coletiva na sede da Polícia Federal, o procurador respondeu a uma pergunta se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja família teria poder de compra de um tríplex no condomínio no litoral paulista, seria também alvo da investigação.

“Investigamos fatos. Se houver apartamento lá que esteja em seu (de Lula ) nome ou negociado com alguém da sua família, como todos os outros (será investigado). Temos indicativos do uso desses apartamentos para lavagem de dinheiro.” (Quem quiser saber das negativas do partido totalitário, acesse o resto da matéria no Estadão).


29 de janeiro de 2016
in blog do orlando tambosi

BOLSONARO, A VOZ DE MILHÕES DE BRASILEIROS CANSADOS DE ESQUERDISMO


ODEBRECHT FEZ OBRA EM SÍTIO LIGADO A LULA, AFIRMA FORNECEDORA

EMPREITEIRA TERIA COMPRADO R$ 500 MIL EM MATERIAL DE CONSTRUÇÃO

ENGENHEIRO DA ODEBRECHT CONFIRMOU À FOLHA DE S. PAULO TER ATUADO EM OBRA DE SÍTIO USADO POR LULA

A ex-dona do Depósito Dias, uma loja de materiais de construção, Patrícia Fabiana Melo Nunes, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que a empreiteira Odebrecht realizou a maior parte das obras de reforma em um sítio frequentando pelo ex-presidente Lula e sua família em Atibaia(SP).

Segundo ela, os trabalhos no sítio foram coordenados pelo engenheiro da empreiteira Frederico Barbosa e que, durante dois meses, ele ia todos os dias ao local. Questionado pela reportagem, ele confirmou que trabalhou na reforma, mas disse que estava de férias da Odebrecht à época e que prestou o serviço de graça, mesmo sem saber, segundo ele, que Lula tinha ligação com o local.

A propriedade de 173 mil m² está dividida em dois lotes: um pertence ao empresário Jonas Suassuna e o outro ao também empresário Fernando Bittar. Ambos são sócios, em diferentes empresas, de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do e­­x-presidente. A reforma, iniciada em outubro de 2010, dois meses antes de o petista deixar o Palácio do Planalto, teria envolvido a construção de uma área com churrasqueira, ampliação da piscina e da casa.

Os pagamentos do material de construção, segundo a comerciante que forneceu os produtos para a reforma, foram feitos pela Odebrecht. Ela estima que a empreiteira gastou cerca de R$ 500 mil só em materiais para a obra. “A gente diluía esse valor total em notas para várias empresas, mas para mim todas elas eram Odebrecht”, afirmou à Folha, ao explicar que o próprio engenheiro pediu para que ela alterasse o nome da construtora.

Patrícia também afirmou que, como não havia sinal de internet no sítio, ela cedeu uma mesa no estabelecimento para Igenes Irigaray, arquiteto de Dourados (MS) responsável pela reforma. Segundo reportagem da revista Veja publicada no ano passado, a indicação do arquiteto teria sido feita pelo pecuarista José Carlos Bumlai, preso e investigado por supostamente ter obtido vantagens indevidas em função da proximidade com Lula, e a empreiteira OAS também teria atuado na reforma. Um caminhoneiro ouvido pela revista disse que o engenheiro que cuidava da obra tinha trabalhado no estádio do Corinthians e que era pago em dinheiro em espécie.

A Folha de S. Paulo também ouviu o marceneiro Antônio Carlos Oliveira Santos, que trabalhou na obra e que era a Odebrecht a empreiteira responsável pelo projeto. Ele disse ter ouvido falar que o sítio seria de Lula e que se relacionava diretamente com Frederico Barbosa.

A Odebrecht disse que, após apuração preliminar, não identificou relação da empresa com as obras. Lula não quis comentar o caso.



29 de janeiro de 2016
diário do poder

MANIFESTO DOS ADVOGADOS ACABOU FORTALECENDO A LAVA JATO



Charge do Chico Caruso, reprodução de O Globo















O famoso Manifesto dos Advogados em defesa do dono da maior empreiteira do Brasil se tornou um rotundo fracasso. Nove entre dez cidadãos estão contra este posicionamento e, lógico, ficaram a favor da nobre atuação do juiz Sérgio Moro, dos procuradores e policiais federais atuantes nas operações Lava Jato e Zelotes. Na verdade, a tal carta (no diminutivo sim) veio como tática de defesa, na tentativa de empolgar a opinião pública em favor dos empreiteiros, mas sua argumentação não contemplava as relações de causa e efeito, preponderantes para ganhar as consciências.
Creio que o inspirador da carta dos advogados tentou copiar outra já clássica e famosa carta do advogado e vice Michel Temer, endereçada à presidente da nação, iniciativa que também fracassou pelos termos chorosos em defesa de mais atenção para ele e seus pupilos, Moreira Franco e Eliseu Padilha, em especial.
Não consigo entender, por mais que tente, qual a razão de advogados experientes e um político (Temer) de tanta política nas hostes do PMDB, inclusive ao lado de Ulysses Guimarães, um dos líderes mais respeitados de todos os tempos – enfim, como conseguiram errar tanto em tão poucas linhas. Talvez não tenham lido as lições de Aristóteles em seu Tratado sobre a Lógica.
EXPERIÊNCIA PARA NÓS
Por outro lado, o fato de errarem foi positivo para a sociedade, pois seus objetivos não foram alcançados, e isso serviu de experiência para nós, cidadãos. Discordo do arrazoado dos advogados, francamente favorável aos réus. A sociedade exige publicidade e a Constituição de 1988 dá essas garantias de transparência, ressalvando apenas os casos específicos, exemplo dos processos envolvendo menores e o Direito de Família, que têm o sigilo preservado.
Os desvios de bilhões de reais da Lava Jato e da Zelotes estão impactando na sociedade de maneira terrível. Esse dinheiro desviado está fazendo falta nos hospitais, principalmente, levando pessoas humildes a sofrimentos diários e até a óbitos, por falta de condições mínimas de atendimento nos hospitais públicos.
A prisão dos corruptos e a exposição pública dos negócios ilícitos praticados é salutar e trata-se de um avanço do processo democrático.
TRANSPARÊNCIA OBRIGATÓRIA
Todos nós, cidadãos contribuintes, temos o direito de saber para onde o nosso dinheiro está sendo utilizado e a imprensa tem cumprido seu papel com maestria. Os fatos são tão contundentes, que carta nenhuma irá mudar a perplexidade das pessoas, com os desvios de dinheiro público. Então, tentar amordaçar a Imprensa e o Ministério Público terá o povo na linha de frente contrária a esse escuso interesse de defesa das classes dirigentes. O país precisa dessa catarse para voltar a crescer e melhorar a vida do povo. Isso é democracia na acepção da palavra.

29 de janeiro de 2016
Roberto Nascimento

PROMOTOR INTIMA LULA E MARISA LETÍCIA LULA DA SILVA PARA DEPOR SOBRE TRIPLEX COMO INVESTIGADOS


HOJE TEM ZÉ DIRCEU CARA A CARA COM MORO


O juiz federal Sérgio Moro negou pedido de suspensão do interrogatório do ex-ministro José Dirceu (Casa Lula). A audiência está mantida para esta sexta-feira, 29, em Curitiba. Os advogados do ex-ministro requereram a medida caso fosse confirmado eventual acordo de delação premiada Serviços da Petrobrás Renato Duque. Nesse caso, o adiamento, segundo o pedido da defesa de Dirceu, deveria “finalizadas essas tratativas”.




Ao pedir a suspensão, a defesa de Dirceu argumentou que o interrogatório só deveria ocorrer “depois de colhidas eventual colaborador”. Os advogados de Dirceu ponderaram que a própria defesa de Duque comentou sobre ex-diretor foi preso em março de 2015 e é réu em oito ações penais. Ele teria sido indicado por Dirceu para Petrobrás. O ex-ministro nega.

O interrogatório do ex-ministro ocorrerá na Justiça Federal do Paraná, base Dirceu foi preso em 3 de agosto de 2015. Ele é acusado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro criminosa. Por meio de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria – segundo o Ministério Público Federal propinas de empreiteiras contratadas pela estatal petrolífera.

Ao rejeitar o pedido dos advogados do ex-ministro, o juiz federal Sérgio Moro assinalou: “O acordo de colaboração negociação que a precede devem permanecer, pela lei, em sigilo até pelo menos a sua homologação”.O juiz federal Sérgio Moro negou pedido de suspensão do interrogatório do ex-ministro José Dirceu (Casa Lula). A audiência está mantida para esta sexta-feira, 29, em Curitiba. Os advogados do ex-ministro requereram a medida caso fosse confirmado eventual acordo de delação premiada Serviços da Petrobrás Renato Duque. Nesse caso, o adiamento, segundo o pedido da defesa de Dirceu, deveria “finalizadas essas tratativas”.

Ele é acusado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro criminosa. Por meio de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria – segundo o Ministério Público Federal propinas de empreiteiras contratadas pela estatal petrolífera. Ao rejeitar o pedido dos advogados do ex-ministro, o juiz federal Sérgio Moro assinalou: “O acordo de colaboração negociação que a precede devem permanecer, pela lei, em sigilo até pelo menos a sua homologação”. (Estadão)
29 de janeiro de 2016
in coroneLeaks

EDOLOGIA DA TRAMBICAGEM, UMA VOCAÇÃO BRASILEIRA



Charge de Cerino, reprodução do Diário do Estado













É preciso admitir. O brasileiro sofre de vocação do trambique, que é a tradução perfeita dos siameses jeitinho e corrupção. Não me refiro apenas aos corruptos que enxameiam os poderes executivo, legislativo e judiciário. Falo dos pequenos e permanentes trambiqueiros: falo daqueles que furam fila, desrespeitando os que ordeiramente esperam sua vez; falo daqueles que estacionam seus carros nas vagas dos idosos ou dos deficientes físicos; daqueles que avançam o sinal e não respeitam as faixas de pedestres. Falo daqueles que ultrapassam os limites de velocidade, trafegam pelo acostamento e ultrapassam pela direita. Falo daqueles que condenam a corrupção, falam em cidadania, em decência, em caráter, mas que, no fundo, gostariam de pertencer à turma dos trambiqueiros. Falo também dos brasileiros que votam nos políticos envolvidos em processos de improbidade, peculato ou falta de decoro. Falo, enfim, de todos que trambicam – e disso fizeram o seu modo de ser.
Não, não me refiro aos notórios corruptos. Nem da justiça que não os trancafiam no xilindró. Falo daqueles que apoiaram o AI-5, sabiam que havia tortura e morte nos porões da repressão, e hoje fazem cara de paisagem quando se discute se a tortura é passível ou não de anistia. Falo de ex-ministros da ditadura que não se envergonham de falar, em tom de crítica, do “regime autoritário”, confiantes de que o Brasil e os brasileiros não têm memória. Falo das pessoas que usam o celular enquanto dirigem. Falo daqueles que cospem no chão. Falo de todos que são incapazes de um gesto de ternura.
Falo de todos que repetem clichês, como direitos humanos, desenvolvimento sustentável, igualdade, democracia, paz, transparência, mas agem na contramão de tudo que apregoam. Falo daqueles que mantêm os arquivos da ditadura inacessíveis a todos nós. Falo dos professores que não se autorrespeitam e dos estudantes que compram diplomas, agridem professores e se orgulham de nunca ter lido um livro sequer na vida.
E OS OUTROS?
Não, não falo apenas daqueles que fazem jogadas no mercado financeiro. Falo dos magistrados que negam habeas corpus a uma mulher que pixou paredes do Museu de Arte Moderna de São Paulo, mas são rápidos em ordenar a libertação de corruptos e criminosos. Falo dos brasileiros que poluem as praias, provocam incêndios criminosos, são traficantes de animais silvestres, de mulheres, de crianças, de órgãos humanos, de armas e drogas. Falo contra as autoridades brasileiras que estimulam o não saber, a incultura e a ignorância. Falo das autoridades que reduzem os impostos dos automóveis, mas não fazem nada semelhante em relação aos livros e às artes em geral.
O trambique é a fraude das fraudes. O trambique age sorrateiramente, faz parte da cultura brasileira, soma-se à ideologia do “primeiro eu”, do “tirar vantagem em tudo”, da “farinha pouca meu pirão primeiro”, do “depois de mim, o dilúvio”, do “sabe com quem está falando”, do “meu cargo me dá esse direito”, do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. O trambique impregna e mutila o caráter nacional brasileira, age como uma lagarta que rói as folhas das plantas.
Falo, enfim, das elites brasileiras, que deram as costas ao povo brasileiro. Que enxergam no povo uma espécie de carvão, a ser queimado e gasto na produção. Falo das autoridades que dão maus exemplos. Falo dos donos do poder e do poder dos donos. Falo dos embusteiros. Falo daqueles que riem alegremente quando o presidente utiliza palavras chulas e expressões vulgares em meio a discursos que deveriam ser sérios. Falo dos comentaristas políticos de meia tigela, que bajulam o poder. Falo dos analistas econômicos que, em razão da crise, querem o fim das leis trabalhistas, mas nada falam sobre os lucros exorbitantes dos bancos, das grandes empresas e das remessas ilícitas de lucros para o exterior.
SEM PRESTAR CONTAS
Falo dos arrastões, dos políticos que se dizem preocupados com o desemprego, mas recebem verbas ordinárias e extraordinárias – sem a necessidade, comum aos mortais, de prestar contas e devolver o excedente. Falo dos brasileiros que estão conformados com o que fomos, somos e seremos – o país do futuro, do carnaval, do futebol, da cervejinha gelada, do cafezinho requentado, do pão de queijo borrachudo.
Falo, enfim, dos brasileiros que aceitam com resignação a mais vergonhosa das nossas heranças históricas: a consciência da trambicagem.
(artigo enviado pelo comentarista Mário Assis Causanilhas)

29 de janeiro de 2016
Ronaldo Conde Aguiar