"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

SOCIALISMO JABUTICABA

Artigos - Governo do PT

Há quem acredite que o povo brasileiro ainda vive num pleno regime democrático e que dizer que já estamos num regime socialista é atestar a própria loucura. Seria mesmo loucura? Talvez a resposta a algumas perguntas possam ajudar a entrever uma conclusão.
 
1. O que é fomentado hoje nos meios educacionais e midiáticos? Ajudar o próximo e melhorar seu entorno ou deixar que o governo faça isso por você?
 
2. Temos instituições civis fortes o bastante para impedir a degradação civilizacional do país?
 
3. Nossa imprensa é livre?
 
Quanto a primeira: ambos os meios impelem o povo a optar pela força dos números. E quase a totalidade dele aceita muitas vezes por falta de opção. Incitam nesse mesmo povo a prontidão para usar o aparelho estatal em proveito do próprio grupo; o brasileiro em geral acabou se convencendo de que seu grupo imediato tem “direito de impor e dar força de lei aos seus problemas do dia a dia”. Pensando assim, a praça mal cuidada não é culpa da vizinhança desleixada, é culpa da prefeitura municipal que ainda não cresceu suficientemente seu aparato para estar onipresente;
O problema do alastramento da criminalidade não tem parte da culpa em quem sugeriu que deveríamos abdicar da autodefesa, é somente culpa do Estado que ainda não criou um Estado policial onipresente; O caos burocrático não é culpa de um Estado cada vez maior, muito pelo contrário, é justamente por ainda não ter crescido o suficiente que não funciona, e assim por diante.
Enfim, exemplos não faltam para ilustrar o quanto o indivíduo é degradado em prol de um comportamento grupal (ou comunal, nas palavras do lógico russo Aleksandr Zinoviev em seu livro A realidade do comunismo cuja abordagem sociológica da União Soviética tem muito a nos ensinar).
Quanto a segunda: Nossas instituições (políticas e civis) em sua grande maioria hoje servem para três coisas:

1 - Avançar as agendas marxistas de degradação moral e mental (gayzismo, abortismo, feminismo, etc.);

2 - Ridicularizar o povo — especialmente a classe média — e dizer que suas opiniões representam o que há de pior no pensamento humano (i.e. quando não age conforme a questão anterior), pois seu pensamento vai contra a agenda politicamente correta;

e 3 - Subverter o pensamento brasileiro (por força de um consenso fabricado) e destruir qualquer rastro de sanidade que resta na sociedade.
Segundo Zinoviev, quando não há instituições fortes num país (igrejas, escolas, universidades, imprensa verdadeiramente livre e liberdade real de opinião[1]) para barrar a avalanche das forças bárbaras, o que se tem como resultado é o florescimento de hipocrisia, violência, corrupção, má administração, irresponsabilidade, escassez de mão-de-obra, trapaças, grosseira, ociosidade, desinformação, falta de caráter e um sistema de privilégio para uma “privilegentsia” (os camaradas e integrantes do Partido).
Tal era a situação soviética e tal é a nossa na falta de instituições fortes. Ainda de acordo com o lógico e escritor dissidente, nesse cenário “as nulidades são exaltadas e as personalidades significantes são aviltadas. Cidadãos moralmente superiores são sujeitos a perseguição e os mais talentosos e ativos são puxados para baixo até o nível do medíocre e do incompetente”. Para se chegar a esse ponto, é preciso que não só as autoridades façam isso, mas que também colegas, vizinhos e colegas de trabalho colaborem nesse empreendimento. Todos num esforço prometeico de aviltamento cujo resultado final é o império do tédio, a estagnação moral[2] e a depressão generalizada. Segundo Zinoviev, esse tipo de situação pode durar séculos.
 
Quanto a terceira: Sim e não. Sim, porque a imprensa ainda pode falar o que quer sem que ninguém vá para o paredón ou para o gulag. Não, porque o poder estatal é um dos maiores anunciantes do país e, portanto, influi diretamente na linha editorial dos seus anunciados ao exigir uma abordagem favorável, sob pena de cancelarem contratos multimilionários: imagine o que é para um grande veículo perder o filão de Caixa, Banco do Brasil, Petrobras, etc.
 
Outro fato que pede uma resposta negativa é a ocupação da imprensa brasileira por milhares de militantes esquerdistas, que por sua vez permitem a existência de no máximo dois ou três articulistas “de direita” com o fim de dar a esse cenário o nome de “jogo democrático”. Há também mais um “não” à frente, pois em decorrência da questão econômica dos anunciantes e do aparelhamento ideológico a grande mídia virou um aparato de desinformação, isto é, um aparato que usa da confiabilidade que goza perante o consumidor para transmitir como verdadeiras notícias francamente falsas e, assim, alterar em prol de uma agenda específica as decisões que os próprios consumidores tomam no dia a dia. Em suma, a imprensa é parcialmente livre em pequenos veículos e em boa parte mentirosa e dissimulada nos veículos médios e grandes. É possível até mesmo noticiar verdadeiramente um fato e usá-lo para encobrir outro muito mais relevante que poderia prejudicar alguma parte interessada[3].
 
Conclusão

O Brasil pode ainda não ser uma União Soviética ou uma Cuba, mas ele já está preparadíssimo. Possui vários dos aspectos sociais e políticos chave de uma sociedade plenamente socialista (até mesmo a farsa eleitoral é bem parecida) e muitos sujeitos dispostos a comprar essa ideia de tirania coletiva e responsabilidade individual mínima. Porém, como bem disse Olavo de Carvalho[4], os demais países do Foro de São Paulo ainda precisam do nosso dinheiro para construírem seus paraísos socialistas.
Vivemos então num socialismo à brasileira. Coisa que só dá aqui mesmo.

Referências:
[1] v. “Gramsci e as próximas eleições” para saber como o gramscismo já eclipsou as mentes e tornou quase impossível uma divergência efetiva e consciente.
[2] Olavo de Carvalho, A Nova Era e a Revolução Cultural, v. Posfácio à edição de 2014.
[3] Alexandre Borges, “A fantástica fábrica de notícias”.
[4] Hangout entre Lobão e Olavo de Carvalho: http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/15550-2014-11-20-21-17-03.html


01 de dezembro de 2014
Leonildo Trombela Junior é jornalista e tradutor.

O QUE SE PRETENDE ESCONDER COM A VISITA DE ELIAS JAUA AO BRASIL?

Notícias Faltantes - Foro de São Paulo

 
ejmEntre os dias 20 e 31 de outubro o vice-presidente e ministro do Poder Popular para os Movimentos Sociais da Venezuela, Elías Jaua Milano, conhecido como o “protetor de Miranda”, estado venezuelano do qual foi governador, esteve visitando o Brasil como já é de conhecimento de todos.
 
Segundo informações dadas por ele, a visita tinha como objetivo “um encontro com o Movimento Sem-Terra (MST) e assinatura de acordos em matéria de formação para a liderança local e de organização produtiva de comunidades. Em segundo lugar, explorar com a Prefeitura de Curitiba convênios de capacitação, e finalmente, reuniões com empresas de medicamentos para agilizar a importação dos mesmos”.
 
No dia 24 de outubro a babá dos filhos de Jaua foi presa no Aeroporto de Guarulhos, pois trazia em sua bagagem de mão um revólver calibre 38, o que no Brasil se configura como crime de tráfico de armas. Yaneth del Carmen Anza disse que desconhecia o conteúdo da bagagem, pois seu patrão havia lhe pedido que trouxesse uma maleta de mão com “documentos” que havia esquecido em casa e que iria necessitar.
 
As informações se contradizem, pois a babá afirma que não sabia da existência da arma lá, enquanto Jaua afirma que teria telefonado fazendo o pedido mas “alertando” para que tirasse a arma e que os documentos eram para os trâmites do hospital em que sua esposa estava internada.
Yaneth veio acompanhada da sogra de Jaua, num avião da PDVSA, a estatal petroleira, do mesmo modo que Jaua, pois a Nomenklatura serve-se dos bens do Estado como se fossem de sua propriedade, com a alegação de fazer companhia à esposa do ministro que estava internada no Hospital Sírio Libanês, não se sabe desde quando nem para que tipo de tratamento. Yaneth foi presa e fichada, sendo liberada no dia 31 através de um pedido de habeas corpus, cujo advogado não é mencionado em lugar nenhum, mas podemos imaginar quem foi esse “abnegado”.
 
Na Venezuela, onde os meios de comunicação há décadas foram seqüestrados, a notícia das visitas indesejáveis ao Brasil só tornou-se conhecida por causa do incidente da babá, caindo como uma bomba sobretudo pelo uso dos aviões da PDVSA que passara a servir a interesses pessoais, uma vez que não foi visita oficial. Jaua limitou-se a emitir uma nota pública afirmando que a arma era de seu uso pessoal, mas não explicou por que usou, para ele e acompanhantes e depois para a babá e a sogra, um bem do Estado sem o conhecimento dos cidadãos venezuelanos. 
 
Os jornais brasileiros informaram que houve um certo desconforto no Itamaraty que afirmou não ter sido notificado da visita de Jaua, o que faz sentido pois o chanceler de fato é Marco Aurélio Garcia que deve ter sido informado da “visita”.
E comenta-se que a Srª Rousseff mostrou-se “indignada”. Entretanto, não é segredo para ninguém que o MST é o braço armado do PT, que seus militantes já tiveram treinamento com elementos das FARC e que, embora não sejam membros oficiais, participam, junto com partidos e organizações comunistas de vários países, inclusive a Venezuela, dos Encontros do Foro de São Paulo.
É possível que o Itamaraty de fato desconhecesse essas visitas não-oficiais e tenha qualificado como “ingerência em assuntos internos do país”, mas certamente teve o conhecimento e apoio do PT que é acostumado a agir do mesmo modo nos países-membros do Foro de São Paulo.
 
Na tal maleta apreendida pela Polícia Federal havia uma quantidade enorme de papéis e documentos sobre as eleições parlamentares venezuelanas, dentre os quais encontrava-se um ensinando como fazer a “revolução socialista” com itens como “identificar e neutralizar o inimigo”, quer dizer, o opositor ao governo.
 
Na Venezuela a indignação das pessoas está no fato de Jaua ter feito essa viagem, com direito a babá e sogra, usando um bem público para fins pessoais, com liberação ilimitada de dólares pelo CADIV. Para nós brasileiros, entretanto, a leitura deve ser de outro matiz e a meu ver muito mais grave.
 
Estávamos em plena campanha para o segundo turno e a visita estendeu-se até depois das eleições. Que garantias nós temos de que Jaua não veio preparar o braço armado do PT para um levante, caso não se pudesse fraudar o resultado? Os coletivos venezuelanos, que já são mais de 100, armados até os dentes e todos a serviço do PSUV (partido do Governo), sempre declararam que estavam prontos para “incendiar” a Venezuela caso Chávez, e depois Maduro, não vencessem as eleições.
Preparar esta gente do MST para a “revolução socialista” deve fazer parte dos acordos internos, aqueles que só o núcleo duro do Foro de São Paulo participa, para o Brasil neste segundo mandato da Srª Rousseff.
 
Devemos, pois, estar preparados para o que vem a partir do próximo ano, pois o que a imprensa nacional e estrangeira tem divulgado é que o MST “está insatisfeito com o governo” para distrair a população sobre os acordos internos que são tramados assim, como essa visita de Jaua e comitiva ao Brasil. Tudo teria passado despercebido se não fosse uma serviçal fiel mas tonta, que acreditou que seu patrão tinha poder sobre o céu e a terra.
 
01 de dezembro de 2014
Graça Salgueiro

MONOPÓLIO DA CIDADANIA

Artigos - Governo do PT 
O PT sempre deixou claro em seus documentos e congressos que tinha como objetivo a hegemonia,
e isso significa massacrar toda e qualquer oposição, mesmo a de ideias.

A esquerda sempre teve um cacoete muito grave: o de se enxergar como detentora do monopólio das virtudes. Os pensadores e filósofos que construíram o socialismo e suas vertentes o fizeram de suas casas amplas e aristocráticas, amparados pela riqueza de suas famílias. O mundo dos pobres e dos desfavorecidos nunca lhes foi nada além de um mundo imaginado, de uma realidade extremamente distante, razão pela qual suas soluções para os problemas de desigualdade social sempre geraram cada vez mais pobreza em todos os lugares onde foram implementadas.

Mas, a despeito do fracasso prático dessas soluções e ideias, o simples fato de declararem uma preocupação para com os mais pobres parece ser mais que suficiente para inflar o ego de grande parte dos militantes de esquerda. Aqui no Brasil o fenômeno é facilmente identificável entre os membros do partido governista, o PT, desde o seu surgimento até os dias de hoje.

Sua fundação foi auto-aclamada como a de uma agremiação até então jamais vista, composta de “salvadores da pátria”, gente que iria injetar uma dose cavalar de ética e honestidade na política brasileira.
Muitos que participaram desse início dificilmente poderiam ser considerados representantes dos trabalhadores que se propunham defender; os que o poderiam fazer com alguma legitimidade, caso do próprio Lula, se transformaram, durante os muitos anos no poder, em exemplos máximos da nova aristocracia brasileira, vivendo um estilo de vida que nem os homens mais bilionários do planeta costumam viver. Cruzam o país em jatos particulares, bebem garrafas de vinho mais caras que um automóvel, e continuam dizendo que são do povo, e contra a elite.

Do alto de sua pseudo-humildade megalômana acusam todos os que não concordam com suas posturas, ideias e ações de serem contra os pobres, transformando-os em bodes expiatórios da nação. Sim, todos aqueles que não querem o governo do PT e que estão se manifestando contra ele nas ruas estão sendo difamados e caluniados pela liderança petista.

Manifestantes que marcam suas passeatas no final de semana, pois não podem se dar ao luxo de perder um dia de trabalho, que não vandalizam o patrimônio público e nem o privado, que não colocam máscaras para esconder seus rostos, que não colocam fogo em pneus para bloquear estradas, esses são chamados de golpistas, de antidemocráticos, de elite branca, de burguesia inconformada.

A diferença entre o discurso e a realidade é tão gritante que chega a ser ofensiva à inteligência. Quando o MST invade os gramados de Brasília e agride policiais, a presidente da república os chama para dialogar. Quando milhares de pessoas tomam pacificamente as avenidas de São Paulo num sábado à tarde, o partido da presidente da república os chama de golpistas, fascistas e reacionários.

O que nos resta? A quem não faz parte das minorias agraciadas pelo PT foi reservada uma categoria diferente: a de cidadão de segunda classe. Os que não se qualificam para nenhuma bolsa, para nenhuma ajuda governamental, que não se beneficiam por conta de seus antepassados negros ou indígenas, que não são filiados ao partido, que não têm cargos comissionados na máquina estatal petista, esses todos, que compõem a maioria dos brasileiros, não podem sequer exercer seu direito de expressão, pois qualquer opinião ou ação contra o governo é rapidamente classificada como quase criminosa, como um atentado à democracia.

Não que isso seja algo espantoso – o PT sempre deixou claro em seus documentos e congressos que tinha como objetivo a hegemonia, e isso significa massacrar toda e qualquer oposição, mesmo a de ideias. O próprio Lula já comemorou em público a ausência de candidatos de direita nas eleições presidenciais, como se isso fosse a coisa mais saudável do mundo. Pluralidade não é uma palavra muito querida por ele e seus companheiros de partido, a não ser quando aplicada a reais, dólares ou euros.

Já passou de hora de desmascarar esses “homens do povo”. É isso que nos resta, expor suas contradições, sua hipocrisia e suas mentiras. Eles têm o poder do estado e do dinheiro farto, mas não têm ao seu lado a verdade. Enquanto houver espaços a ocupar onde se possa falar a verdade, ela acordará pessoas e libertará mentes. Assim eu espero.

01 de dezembro de 2014
Publicado no jornal Correio Popular, de Campinas, São Paulo.
Flavio Quintela é escritor e tradutor de obras sobre política e filosofia,

A FANTÁSTICA FÁBRICA DE NOTICIAS

Media Watch - Outros 
São Jerônimo da SerraO Fantástico, pela segunda semana seguida, faz um carnaval sobre um “escândalo” de corrupção numa cidade de 11 mil habitantes no interior do Paraná. Onze mil habitantes!

Ou seja, a cidade inteira não encheria metade do Pacaembú. As Organizações Globo, por exemplo, têm 25 mil funcionários, ou mais do que o dobro da população de São Jerônimo da Serra.

Depois de dar ares de escândalo nacional para corrupção numa cidade com menos moradores que um condomínio de cidade grande, o Fantástico conseguiu o afastamento do prefeito Adir Leite. Ganha uma coxinha opressora quem adivinhar qual é o partido dele.

Como não poderia deixar de ser, a produção descobriu que Adir Leite (PSDB) comprava o apoio dos vereadores da cidade com combustível para os carros deles. O que é o Mensalão e o Petrolão perto de um prefeito do interior que enche o tanque do fusca de um vereador em troca de voto? Vinte mil pessoas na Avenida Paulista protestando contra Dilma? Deixa pra lá. Corrupção de um prefeito tucano numa cidade com 11 mil habitantes? Escândalo!

É óbvio que todo corrupto deve ser processado e pagar por seus crimes, ninguém está acima da lei e é claro que a população de São Jerônimo da Serra merece ter seu dinheiro de volta. Para quem é jeronimense não há nada mais importante do que isso, mas e para quem não é? O Brasil tem 5.570 municípios, o Fantástico vai investigar todos e descobrir todo vereador que teve o tanque do carro completado pelo prefeito? Ou quem ganhou um saco de bala Juquinha?

Um dos trabalhos mais sérios já feitos sobre o viés ideológico na imprensa foi feito pelo professor da UCLA e PhD Tim Groseclose, que também lecionou em Harvard e Stanford, mas não espere que qualquer professor de jornalismo do Bananão indique a leitura. Seu livro “Left Turn: How Liberal Media Bias Distorts the American Mind” mostra, a partir de uma metodologia científica de análise dos principais veículos americanos, como o noticiário pode ser manipulado para doutrinar politicamente os leitores, com consequências diretas nas eleições.

Segundo o autor, a maneira mais comum que os jornalistas encontram para fabricar notícias é selecionar, na edição, o que é notícia e o que não é.
Depois, é só escolher como fonte das matérias especialistas e organizações alinhadas ideologicamente com os jornalistas para que dêem o foco que pretendem dar para a matéria. Tenho certeza de que qualquer um de vocês vê isso acontecer todos os dias, como nessa matéria do Fantástico, não é preciso ser um expert.
E é por isso que a pluralidade de fontes de informação é tão importante.

O Brasil precisa desesperadamente de alternativas para se informar. Se só a VEJA, uma única revista, já é suficiente para fazer um terremoto por semana, imagine um único canal de TV não alinhado com o governo. Até lá, esqueça o Petrolão e vamos falar de São Jerônimo da Serra.

“Prefeito é afastado por desvio de dinheiro após matéria do Fantástico” -  http://glo.bo/1yLevHF
“Left Turn: How Liberal Media Bias Distorts the American Mind” - http://amzn.to/1pevp1m

01 de dezembro de 2014
Publicado na Reaçonaria
Alexandre Borges é diretor do Instituto Liberal.

RÚSSIA COMEÇA A ISOLAR SEUS CIDADÃOS DA INTERNETO "CAPITALISTA"

Artigos - Globalismo

O Conselho de Segurança da Rússia está temendo algum movimento de contestação em grande escala, do gênero do que se deu em Hong Kong.

As manifestações contra Putin e a guerra na Ucrânia soaram o alarme.
E o governo russo, que atribui 90% de popularidade a seu chefe supremo, estaria preparando um plano de emergência.

Segundo a BBC, o plano considera aproximar-se o momento em que a população sentirá falta de muitas benesses importadas, que não mais o serão devido às sanções da União Europeia e dos Estados Unidos à invasão russa da Ucrânia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não quis reconhecer os temores do Kremlin em relação à população russa, e apelou ao velho truque dos ditadores: inventar uma ameaça externa.

Ele justificou mais medidas de repressão à cidadania afirmando que recentes ações dos Estados Unidos e da Europa “foram marcadas pela imprevisibilidade, e precisamos estar prontos para qualquer coisa”.
Por sua vez, o ministro das Comunicações, Nikolai Nikiforov, confirmou que o país está fazendo planos e levantou uma ponta do véu.
“Estamos trabalhando em cenários nos quais nossos parceiros subitamente decidam nos cortar a Internet”, explicou.

Porém, o que de fato acontece é que o Kremlin já está cortando o acesso dos cidadãos russos à Internet, a fim de abafar a dissidência.
E excogita agora um plano mais radical: especialistas entrevistados pelo site de notícias russo Vedomosti afirmaram que o órgão federal Rossvyaz poderia assumir o controle dos domínios da Internet, como aqueles terminando em .ru ou .rf.
Se as redes sociais e os bancos de dados estão em via de sujeição total ao regime, agora seria a vez de todos os provedores em território russo.

A radicalização do controle da rede na Rússia afetaria as relações com a organização norte-americana ICANN, que rege internacionalmente os domínios da Internet.
Desta maneira, a Rússia prepara-se para desligar os internautas da rede mundial, pondo a culpa nos EUA.

O ministro Nikiforov afirmou que seu ministério realizou exercícios com o Ministério da Defesa e o FSB (polícia política russa), preparando um cenário no qual a Rússia se desligue da Internet atual e passe a funcionar sob o controle absoluto do sistema de repressão.

Keir Giles, especialista em segurança cibernética de Londres, afirmou que o FSB recebeu novos poderes de vigilância da Internet. Contribuíram para isso as delações do analista americano Edward Snowden sobre o funcionamento do serviço de informações dos EUA.

De acordo com o site de notícias russo Gazeta.ru, o Kremlin visa mudar características das conexões de Internet no país para impedir fugas virtuais.
A ditadura orwelliana está se tornando oficial na “nova URSS”, aliás tão desprovida de tecnologia como a velha URSS.
 
01 de dezembro de 2014
Luís Dufaur

A VOZ DO POVO

Artigos - Cultura
 
O Brasil é o único país da galáxia no qual apuração secreta é coisa democrática e exigir recontagem de votos é antidemocrático. O tom de aparente sinceridade, até de inocência, com que tantas pessoas consideradas cultas enunciam esses julgamentos mostra que os últimos vestígios de educação política desapareceram do cérebro nacional. Só a educação política? Não. A racionalidade em geral. A total insensatez tornou-se critério de normalidade.
Carl Schmitt, o desafortunado filósofo que meio involuntariamente ajudou a formular os planos do Estado nazista, definia a política como aquele campo da atividade humana no qual nenhuma resposta racional às dúvidas é possível e onde, portanto, só o que resta é reunir os "amigos" contra os "inimigos".
Há muitas situações que são incontornavelmente políticas, nesse sentido. Uma eleição é o exemplo mais típico. É impossível provar racionalmente que X será melhor ou pior governante que Y. Pode-se conjeturar o futuro em termos de probabilidade razoável, mas nem todos os melhores cálculos probabilísticos do mundo, somados, poderão jamais eliminar a sua própria margem de erro e provar racionalmente que ninguém deve apostar nela. A decisão, portanto, é política em sentido estrito.
Apuração de votos, no entanto, não é uma questão política de maneira alguma. É uma questão de aritmética e de verificação idônea.
Também não é de maneira alguma uma tomada de posição política afirmar que uma apuração secreta, inacessível a qualquer averiguação popular ou recontagem de votos, é uma aberração autoritária incompatível com a idéia de “democracia”, mesmo tomada na sua acepção mais elástica. É uma questão de lógica, de pura comparação de conceitos.
E não é uma questão política saber o sentido da palavra “democracia”. É uma questão de consulta ao dicionário. Democracia sem transparência, democracia onde todo mundo é obrigado a aceitar, sem questionamentos, a palavra de um funcionário estatal altamente suspeito de parcialidade e o parecer técnico de uma empresa já mil vezes acusada de fraude, não é democracia em nenhum sentido identificável da palavra. No entanto, todo o establishment político e midiático deste país, todas as mentes iluminadas e pessoas maravilhosas repetem que é, e chamam de “extremista de direita” quem insista em exigir eleições limpas, com apuração controlada pelo povo. Quem é extremista, nós ou o beautiful people que quer nos fazer engolir essa politização forçada, esse schmittianismo psicótico?
O simples fato de que respondam com uma rotulação ideológica pejorativa a uma afirmação auto-evidente já mostra que querem transferir a discussão do campo da razão para o da guerra política nua e crua. Não querem saber se você diz a verdade. Só o que lhes interessa é se você está no grupo dos “amigos” ou dos “inimigos”. E no mesmo instante em que fazem isso têm ainda a cara de pau de discursar contra o “fanatismo” e a “radicalização”.
Apuração secreta é fraude. É fraude em si mesma, independentemente de pequenas fraudes pontuais que possam ocorrer também. É fraude e é a negação ostensiva de todo princípio democrático.
Não podemos aceitar essa imposição de maneira alguma, quer venha do governo, da mídia chique ou de uma oposição vendida, frouxa e cúmplice.
Muito menos é uma questão política saber se o Foro de São Paulo é ou não é a maior e mais poderosa organização política que já existiu no continente, se nele se irmanam ou não se irmanam partidos legais com organizações criminosas, se nele os destinos das nações são ou não são decididos em segredo, pelas costas dos povos. Tudo isso é fato tão bem documentado que até os mais fiéis e destacados membros dessa organização o confessam. O sr. Lula em primeiro lugar.
Mas, para os nossos políticos que se dizem “de oposição”, falar disso é “extremismo de direita”. São eles que politizam tudo, são eles que fogem do campo dos fatos verificáveis para o dos carimbos ideológicos.  E, no entanto, os extremistas somos nós.
Continua vigorando, com total e unânime aprovação da classe política, o acordo que segundo o sr. Fernando Henrique Cardoso existe entre o seu partido e o PT: Nada de divergências ideológicas ou estratégicas, apenas disputa de cargos, donde a redução do confronto partidário a dois itens : corrupção e má administração. Isso é disputa de prefeitura do interior. É rebaixamento da República brasileira à condição de papagaio amestrado, que só diz o que o dono manda.
Por mais "dura" que seja a oposição prometida por quem se autonomeia opositor no Congresso Nacional, enquanto ela se limitar a questões de incompetência administrativa e roubo, sem mencionar o maior dos crimes, que é o Foro de São Paulo, continuará subserviente ao pacto de contornar divergências ideológicas.
É esse tipo de mordaça anestésica que o povo não suporta mais. É por isso que, saltando por cima dos representantes que se recusam a representá-lo, hoje ele sai às ruas para dizer o que eles não querem que ninguém diga.
Pois agora vão ter de ouvi-lo e segui-lo, ou ficar para trás e ser jogados na lata de lixo do esquecimento.
 
01 de dezembro de 2014
Olavo de Carvalho
Editorial da primeira edição do Mídia Sem Máscara impresso
 
 

O PSICOPATA (QUE NÃO ESTÁ MAIS) EMBAIXO DA CAMA - PARTE III

Artigos - Globalismo

“Nossa maior arma secreta é privá-lo de um inimigo.”
Georgi Arbatov, dito em University of California Irvine, 1988
 
“A aceitação ocidental dessa nova ‘liberalização’ como genuína, criaria condições favoráveis para a realização da estratégia comunista [...]. A ‘Primavera de Praga’ foi aceita pelo Ocidente e não apenas pela esquerda, com uma espontânea e genuína evolução de um regime comunista para uma forma de socialismo democrático e humanista, a despeito do fato de que basicamente, o regime, a estrutura do partido e seus objetivos, permaneceram os mesmos [...]. Uma ‘liberalização’ em escala mais ampla na União Soviética e em outros lugares teria um impacto ainda mais profundo.”Anatoliy Golitsyn, New Lies for Old [1984]
 
“… a Rússia venceu a inércia provocada pelo colapso e começou a reavivar seu poder, enquanto o Ocidente, embalado pelo doce devaneio do ‘fim da história’ liberal, castrou suas forças armadas a tal ponto, que eles só poderiam ser eficientes liderando guerras coloniais contra inimigos fracos e tecnicamente atrasados. O equilíbrio de forças na Europa foi desajustado em favor da Rússia.”Pravda.ru, novembro de 2014.

Após a queda da União Soviética, os porta-vozes de Moscou convenceram o mundo que a Rússia estava fraca e, portanto, não representava mais qualquer ameaça a qualquer um. Com seu exército desintegrado e uma política pós-comunista, a Rússia passou a se disfarçar de “parceira” do Ocidente. Quando o soviético perito em assuntos americanos, Georgi Arbatov, disse em 1988 que a “grande arma secreta” dos soviéticos era privar a América do seu inimigo, ele estava falando seriamente. A abertura e a amizade eram literalmente armas para um novo tipo de guerra. O segredo, neste caso, não estava garantido pelo silêncio ou pela discrição, mas pela disposição que o Ocidente tem para ser enganado. Arbatov pôde jactar-se abertamente sem temer que a “grande arma secreta” do seu país fosse comprometida, pois como acabou se vendo a arma era irresistível. A opinião especializada, mesmo quando alertada que estava sob um novo tipo de ataque, jamais acreditou estar sendo atacada por sorrisos e amistosos apertos de mão.
 
A elite da KGB foi recrutada para ajudar nessa nova ofensiva, como disse o agente anônimo da KGB “Nikolay” à Karen Dawisha: “[Você será parte de uma] estrutura clandestina onde você trabalhará com a nata. Seus arquivos pessoais serão removidos dos demais arquivos.
Ninguém jamais saberá seu passado. Você se tornará um agente clandestino; você começará a trabalhar pela pátria”. Como afirmou Nikolay mais adiante, “Nós, os patriotas da KGB, estávamos movendo milhões e mais milhões de dólares de cofres de bancos. E junto desses mesmos canais movíamos dinheiro do crime organizado; chegamos ao ponto que eu não conseguia mais distinguir qual dinheiro pertencia à KGB e qual pertencia à máfia. Em resposta ao meu tímido questionamento eles responderam: apenas mova o maldito dinheiro. E eu movi.”
 
Uma das pequenas porém significativas discrepâncias que Karen Dawisha colocou em seu livro, Putin’s Kleptocracy, foi quando o guarda-costas agente da KGB, Viktor Zolotov, estava rondando Boris Yeltsin (enquanto ele estava em pé em um tanque) durante o golpe de agosto de 1991 (que teve apoio da KGB). Dawisha descreve Zolotov como um apoiador do golpe de agosto e não um apoiador de Yeltsin. É possível que haja uma explicação mais sutil do paradoxo de Zolotov, é claro, mas essa explicação poderia abordar o súbito ressurgimento da Rússia como um poder hostil? Oh — você diria — mas os integrantes da KGB eram apenas uma gangue de ladrões!
Uma gangue de ladrões ter tomado o controle da Rússia não explica como a Rússia emergiu com novas vantagens militares. Segundo Dawisha, “quando Putin foi a Moscou em 1996, uma das primeiras posições que ele ocupou foi no Diretório da Direção Central...” E qual era a verdadeira missão desse diretório?
 
De acordo com Dawisha, um memorando de agosto de 1990 vindo de Vladimir Ivashko, General Adjunto da Secretaria do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), pedia por um “canal autônomo para acessar o caixa do Partido, pois chegaria uma hora que o PCUS não seria o único partido na URSS.
 
Segundo o livro de Dawisha, “o memorando pedia medidas específicas para proteger os ‘interesses econômicos’ do Partido; formar novas estruturas econômicas em países estrangeiros para prover uma base para uma economia ‘partidária’ invisível; estabelecer um banco estrangeiro para que o Comitê Central ‘conduzisse operações monetárias’; e fazer uma consulta com relevantes instituições do Estado com o fim de usar a ‘propriedade nacional’...”
 
Então o voo do capital na Rússia e o parcelamento da propriedade do Estado sempre foram parte do plano? Evidências mostram que essas ações não foram em qualquer grau mais espontâneas que o próprio processo de liberalização. Isso não foi realização de meros oportunistas, mas algo arquitetado cuidadosamente pelos estrategistas do Partido Comunista. 
O memorando do General Adjunto Ivashko dizia mais adiante: “...deve haver uma estrita observância na discreta confidencialidade e no uso de fachadas anônimas para disfarçar o uso direto do dinheiro do PCUS. O objetivo final é construir uma estrutura econômica partidária ‘invisível’...”
Não havia intenção em se mudar para a democracia, diz-nos Dawisha, ou de desenvolver uma genuína economia de livre mercado. Nunca houve sinceridade. Foi tudo um engano.
 
As vastas somas movimentadas pela gangue de Putin nunca pertenceram à própria gangue. Na verdade, as contas externas e ações corporativas ainda pertencem a um partido que pretende manter-se “invisível” nos seus tratos. Com efeito, vemos esse padrão de invisibilidade por todo o mundo. Mais do que nunca, o comunismo começou a operar por meio de falsos fronts em Venezuela, Brasil, África do Sul e Europa. Sob esses fronts, os comunistas mantiveram em segredo suas vitórias.
 
Paul Klebnikov descobriu um memorando enviado ao PCUS por um coronel da KGB que também era o Primeiro Chefe do Diretório e que fora transferido para o Departamento Administrativo do Comitê Central do Partido Comunista. Lê-se o seguinte: “Os ganhos acumulados no tesouro do Partido que ainda não foram contabilizados em relatórios financeiros podem ser usados para comprar ações de várias companhias, empresas e bancos. Por um lado, isso criará uma fonte estável de renda, independentemente do que venha a acontecer com o Partido.”
 
Após a estratégia da falsa liberalização ter saído pela culatra na Alemanha Oriental, e a URSS supostamente ter se tornado menos estável em 1991, o Presidente da KGB, Vladimir Kryuchkov, autorizou “regulamentação provisória de uma estrutura secreta operante desde dentro da KGB”. Essa estrutura secreta tinha de possuir uma fonte de renda e consistir não apenas dos mais leais agentes da KGB, mas também dos mais dedicados de todo o quadro da organização.
 
O chefe da estação da CIA em Moscou, Richard Palmer, testemunharia mais tarde: “No verão de 1991, uma economia partidária invisível, gigantesca e sutilmente afinada envolvida de maneira corrupta até a raiz com o governo atual, passou à clandestinidade... Quanto disso eles conseguiram esconder?”
 
Na obra Russia’s Secret Rulers, Lev Timofeev escreveu: “O perigo não está naquele que até ontem era secretário do comitê distrital do Partido tornar-se um proprietário de indústria ou banqueiro. Deixe-o.
O problema é que, na verdade, essa pessoa é das antigas, uma pessoa atrelada à conspiração, amarrada pelas mãos e pelos pés à sua classe social — o próprio aparato [governamental], o complexo militar-industrial e a KGB.
Ele depende dessa trindade em tudo que ele faz, pois ele obtém seus direitos de propriedade deles por um preço: um juramento silencioso de lealdade. Se ele quebrar esse juramento, ele não continuará a ser proprietário por muito tempo”. (p. 143)
 
Dawisha descreveu a Rússia de Putin como “um complexo sistema informal onde os subgrupos são constantemente balanceados em relação aos outros, com Putin sozinho sendo o juiz supremo”. No sistema nazista, essa descrição serve perfeitamente para o papel de Hitler.
 
Mas ela realmente descreve o papel de Putin ou ela serve para nos confundir ainda mais? Se olharmos no padrão dos assassinatos e no enorme tamanho das estruturas soviéticas ocultas, pode existir apenas uma explicação para a coesão organizacional deles; e essa explicação é encontrada na teoria de que o Partido Comunista da União Soviética continua a ser moderador entre os vários corpos que agem nos bastidores (assim como o desertor da KGB Anatoliy Golitsyn previu quando disse, em 1984, que uma falsa liberalização estava por vir na URSS e que os comunistas se manteriam no controle).
 
Com efeito, isso é a unidade e a disciplina em níveis estratégicos na Rússia. Dawisha quer nos fazer crer que estamos diante de um consórcio privado de renegados da KGB; embora essa explicação se encaixe na explicação de muitos dos fatos, ela não serve para todos os fatos. Porquanto, se as estruturas ocultas do Partido não estivessem mais lá, e se o Partido Comunista da União Soviética não importasse mais, por que preservar os símbolos do Partido? Por que celebrar a data de nascimento da Cheka (que era a espada e o escudo do Partido)?
 
Recentemente Sergei Grigoryants, um dos mais bem conhecidos ativistas russos pelos direitos humanos, escreveu um artigo intitulado “O fim da perestroika, o ressurgimento da KGB russa e a guerra contra a civilização europeia”. De acordo com Grigoryants, o ressurgimento da guerra sempre foi parte do plano de Moscou.
 
Sendo assim, quando a ex-Secretária de Estado Madeleine Albright admitiu estar atordoada pelas mentiras russas, Grigoryants viu nesse ato uma triste admissão de ignorância. Afinal de contas, foi durante os anos 1990 que a maior parte das ultrajantes mentiras russas foram ditas; dentre essas mentiras estavam a de que a Rússia estava se tornando uma democracia e que a Guerra Fria havia acabado.
“Está na hora de percebermos qual mundo estamos nos aproximando”, disse Grigoryants, “qual é o balanço de forças, qual futuro nós vamos enfrentar e o que precisa ser feito”.
 
Enquanto admite que o Ocidente merece congratulações pela sua unidade ao enfrentar as ações agressivas russas, Grigoryants não pode dar aos líderes ocidentais nenhum crédito além desse. “Mesmo que essa unidade não possa dissuadir Putin de abandonar esse projeto, que é destruir a ordem global que foi estabelecida após a Segunda Guerra Mundial...” Os americanos sempre fizeram um julgamento errôneo da Rússia, ele observou.
 
Apenas o oficial da KGB, Anatoliy Golitsyn, previu acertadamente a perestroika de Gorbachev. Grigoryants louva o insight de Golitsyn, que lamentavelmente foi ignorado pelos estrategistas americanos. Ele jamais foi entendido. Eles ainda não entendem.
 
Se os alertas de Golitsyn fossem ouvidos pelos líderes ocidentais eles não seriam pegos desprevenidos; pois ao que parece, algo mais sério está por vir. De acordo com Grigoryants, “Infelizmente, a Sra. Albright e vários líderes dos Estados Unidos que se consideraram incondicionalmente vencedores da Guerra Fria terão que colher agora a recompensa da total incompreensão de tudo que aconteceu na União Soviética e na Rússia durante os anos da ‘perestroika’”.
Qual é esse problema “mais” sério que está por vir?
 
O Pravda.ru recentemente publicou um artigo intitulado “Rússia prepara surpresa nuclear para a OTAN”. O artigo delineia as falhas estratégicas do Ocidente. O Pravda regozija-se com o sucesso da política russa: “O que acontece é que hoje as forças nucleares estratégicas da Rússia (SNF) estão ainda mais avançadas em comparação às dos EUA, pois os russos se asseguram da paridade de ogivas usando como base com um número significantemente menor de armas nucleares estratégicas [como contagem].
Essa lacuna entre Rússia e EUA pode até crescer no futuro, dado o fato que os oficiais de defesa russos prometeram rearmar a SNF russa com uma nova geração de mísseis”.
 
Então eis a admissão: a Rússia ultrapassou a América graças às negociações do START-3. Tendo eliminado Moscou como um sério rival geopolítico”, explicou o Pravda, “e se iludindo com uma superioridade de uma tecnologia militar inacessível, Washington levou a si mesmo para uma armadilha da qual não se vê como se libertar mesmo em médio prazo”.
De fato, uma armadilha! E não “há saída”!
 
Em outras palavras, a Rússia conquistou superioridade nuclear e o Ocidente está em apuros. A segunda parte do artigo do Pravda é intitulada “Rússia toma completa vantagem das castradas forças armadas do Ocidente”. O regozijo continua com a seguinte sentença: “A ilusão de supremacia mundial fez com Washington uma piada cruel”. Evidentemente, ilusões não fazem piadas cruéis — apenas pessoas fazem piadas cruéis. Foram, na verdade, as estruturas secretas do Partido Comunista da União Soviética e a KGB que facilitaram essa piada cruel. Como se observou ainda no Pravda, “A situação tem se desenvolvido por duas décadas até chegar ao cenário supracitado”.
 
Venho prevendo esse momento por 27 anos; isto é, o momento quando os russos retirariam sua máscara do dia das bruxas e revelariam sua face totalitária. Nunca tive a ilusão de que a América ou o Ocidente fossem “acordar” antes que os líderes do Kremlin tivessem uma vantagem crucial. Ao mesmo tempo não acredito que eles prevalecerão no final.
 
Quando quase todo mundo perceber o que aconteceu, as pessoas pedirão uma prestação de contas. O que é escrito aqui é uma pequena tentativa em nome desse objetivo.
 
Não é questão de culpar alguém, mas de evocar ideias e unir pessoas na última hora antes do fim. Seja qual for o desastre que recaia sobre nós, estaremos mais bem equipados para enfrentar os perigos quando possuirmos uma imagem clara do que deu errado. Essa imagem deve incluir uma abordagem detalhada do otimismo fatal e sedutor que ainda mesmo agora nos impede de entender completamente o problema que enfrentamos.
 
Os líderes do Ocidente não poderiam mudar de caminho porque a lógica da nossa civilização é a lógica do otimismo econômico. Evidentemente, o otimismo econômico é em si mesmo necessário ao sucesso econômico. Tal otimismo é geralmente bom exceto pelo fato de que ele fracassa completamente quando confronta um inimigo.
 
O fiasco já vem sendo construído há um quarto de século e agora é hora de substituir o otimismo econômico com o realismo político. Não seja enganado pela aparente força do inimigo; pois enquanto a fraqueza do inimigo era uma fachada parcial, da mesma forma é sua atual força. Psicopatas politicamente organizados, sejam implacáveis e astutos o quanto for, só podem vencer se nós nos rendermos a eles. E jamais devemos fazer tal coisa.
 
O psicopata embaixo da cama agora saiu para agir; e embora ele tenha melhores ferramentas, ele ainda é um ser ineficaz, inadaptado, um fracasso. Ele pode machucar muitas pessoas, mas não pode construir nada de valor. Ele mora em uma Casa de Mentiras construída sobre um monte de cadáveres. Ele promete apernas morte, e não vida. E essa é uma verdade que não podemos esquecer.

http://jrnyquist.com

Tradução: Leonildo Trombela Junior
01 de dezembro de 2014
Jeffrey Nyquist

ROSSETO E O MST: NÃO SABE DE NADA? INOCENTE?

 
Artigos - Governo do PT 
I.
 
No dia 12 de Novembro, Miguel Rossetto - o Ministro do Desenvolvimento Agrário de Dilma Rousseff - disse, em Audiência Pública na Câmara dos Deputados, que "desconhece" o acordo firmado entre o MST e o governo bolivariano da Venezuela.
Um pacto que prevê doutrinação e treinamento de guerrilha para os sem-terra, e que tem o objetivo de fazer avançar a "revolução socialista" no Brasil. Mas será que o ministro PETISTA realmente não sabe de nada? Porque ele conhece muito bem a natureza e o propósito das atividades promovidas pelo MST.
 
Em 2005, Miguel Rossetto era o ministro do Desenvolvimento Agrarário do ex-Presidente Luiz Inácio. Naquele ano, ele participou da inauguração da Escola Nacional Florestan Fernandes (EFNN), a escola de "formação" dos sem-terra (Cf. imagem). Para escândalo geral, era um ministro de Estado participando - sem o menor constrangimento - das celebrações de uma quadrilha que organiza e fomenta ações criminosas por todo o país.
 
 
Pior. Miguel Rossetto não presenciou apenas as felicitações dirigidas aos sem-terra por Maximilian Averlaiz - assessor e representante do governo venezuelano. Na cerimônia que inaugurou a escola onde recentemente foi firmado o acordo entre o MST e o governo bolivariano, o ministro Rossetto ouviu de Egydio Brunetto, integrante da direção nacional do movimento:
 
"É a principal escola que vamos ter para formar quadros para ocupar terras" [...] "Sejam os latifúndios produtivos ou improdutivos. Formar quadros para ocupar terras é o principal objetivo da escola" (Fonte: O Estado de São Paulo, 24 de Janeiro de 2005 [http://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/314878/noticia.htm?sequence=1]).
Pelo visto, o ministro Miguel Rossetto não parece ser tão inocente assim...
(*) Com foto e informações de "Brasil de Fato", 27JAN-02FEV de 2005.
 
II.
 
Em 2005, Miguel Rossetto participou da inauguração da Escola Latino-americana de Agroecologia (ELAA). Situada no município da Lapa, no estado do Paraná, a ELAA é uma iniciativa do MST nos moldes da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), a escola de "formação" dos sem-terra.
 
A ELAA contou com as contribuições do governo paranaense, na época representado por Roberto Requião (PMDB), e do governo federal, por meio da UFPR (Universidade Federal do Paraná). Mas a escola do MST é sobretudo uma PARCERIA com o governo bolivariano da Venezuela (Cf. imagem - Fonte: Jornal Sem Terra, Setembro de 2005, p. 07).
 
 
Na solenidade de inauguração da ELAA, o ministro Rossetto - então ministro do Desenvolvimento Agrário de Luiz Inácio - tinha as companhias do governador do estado do Paraná, de João Pedro Stédile - líder máximo dos sem-terra -, e Judith Valência, professora da Universidade Central da Venezuela.
 
No entanto, é incrível. Quanta "inocência" e "ingenuidade"... Miguel Rossetto - agora ministro do Desenvolvimento Agrário da Presidente PETISTA Dilma Rousseff - diz "desconhecer" o acordo de cooperação firmado recentemente pelo MST com o governo venezuelano, acordo que prevê doutrinação socialista-comunista e treinamento de guerrilha para os sem-terra.
 
III.
 
Este é Miguel Rosseto. O ministro do Desenvolvimento Agrário da Presidente Dilma que, "pobre inocente", diz "desconhecer" o acordo firmado entre o MST e o governo bolivariano da Venezuela para doutrinação socialista-comunista e treinamento guerrilheiro dos sem-terra.
 
Em 2004, o ministro Rossetto - ocupando a mesma pasta dentro do governo Luiz Inácio - participou das comemorações do aniversário de 20 anos do MST, celebrado na cidade de Itupeva, em São Paulo. Na cerimônia, o ministro Rossetto discursou entusiasmado; sorridente, ergueu o braço junto com João Pedro Stédile, o líder máximo do MST; viu as crianças cantarem o hino da Internacional Socialista (Cf. imagens. Fonte: EBC Memória, 21 de Junho de 2004 [http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/galeria/2004-06-21/21-de-junho-de-2004]).
 
 
Esse é o "ingênuo" ministro Rossetto...
 
IV.
 
Ora, ora, ora... o ministro Miguel Rossetto disse em Audiência Pública na Câmara dos Deputados que "desconhece" o acordo firmado entre o MST e o governo bolivariano da Venezuela.
No entanto, o ministro do Desenvolvimento Agrário da Presidente Dilma, conhece, e conhece muito bem, Elías Jaua - o emissário de Nicolás Maduro que veio recentemente ao Brasil.
 
Em 2005, o ministro Rossetto - ocupando no governo Luiz Inácio a mesma pasta que hoje conduz para Dilma Rousseff - também estabeleceu um "acordo de cooperação" com a Venezuela. Um acordo que estabelecia "troca de informações" sobre "os setores do desenvolvimento agrário, do desenvolvimento social". Naquele ato, o representante do governo bolivariano - que estava a mando do tiranete Hugo Chávez - era ninguém menos que Elías Jaua, então ministro da Economia Popular da Venezuela (Cf. imagem - os destaques em vermelho e as fotos são acréscimos meus.
Link: Ministério do Desenvolvimento Agrário
 
 
 
 
 
Eis o "ingênuo" ministro Rossetto... Ele que tem o dever de prestar esclarecimentos públicos sobre os termos do acordo firmado com Elías Jaua em 2005, e o que estava fazendo à mesa com um sujeito que que agora vem ao país para assumir um compromisso com MST: doutrinar os sem-terra e treiná-los em ações de guerrilha para fazer avançar a "revolução socialista" no Brasil.

V.
Em 2003, Miguel Rossetto disse que a não havia nenhum ponto de conflito entre o seu projeto de reforma agrária e o que é exigido pelos sem-terra. Nas páginas amarelas da revista Veja, ele observou que a única divergência que tinha com João Pedro Stédile estava no futebol: Rossetto é colorado, Stédile, gremista. Por isso, o então ministro do Desenvolvimento Agrário do ex-Presidente Luiz Inácio ressaltou que poderia inclusive nomear o líder máximo do MST para ajudá-lo a conduzir a reforma agrária (Cf. Imagem - os destaques em vermelho são meus.
A entrevista completa pode ser lida neste link:
 
 
 
É mais uma do ministro Rossetto - o "pobre inocente" ministro do Desenvolvimento Agrário da Presidente Dilma que diz "desconhecer" o acordo de colaboração firmado entre o MST e o governo bolivariano da Venezuela, um acordo que prevê a doutrinação socialista-comunista e treinamento guerrilheiro para os sem-terra.

Mais sobre o assunto:

BRAGA, Bruno. "MST - acordo bolivariano, doutrinação e guerrilha"
 
______.
 
"A Escola do MST, o acordo bolivariano e o treinamento dos sem-terra"
 
 
01 de dezembro de 2014
Bruno Braga