"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 25 de maio de 2014

PREFEITO DE SALVADOR DESOBEDECE À FIFA E NÃO DECRETA FERIADOS NA COPA


Um evento como a Copa do Mundo não pode deixar de legado para Salvador prejuízos na economia. Numa cidade que viveu recentemente os transtornos causados pela greve dos policiais militares e cuja economia está concentrada basicamente no setor de serviços e turismo, a decretação de feriados extemporâneos para atender a um pedido da Fifa não se justifica porque representa um grande impacto negativo para empresários, comerciantes, industriais e, por que não dizer, para os trabalhadores do mercado informal regulamentado.
 
A Copa, que será realizada pela primeira vez em Salvador, deve movimentar o trade turístico, mas sem comprometer as demais atividades econômicas, por conta da grande quantidade de feriados. Aliás, o Brasil é um dos campeões mundiais em número de feriados. Somente este ano, de acordo com o Diário Oficial da União, existem 16 datas em que quase tudo ou tudo para no país: nove feriados e sete pontos facultativos.
Isso sem falar em datas estaduais ou municipais ou em paralisações organizadas por associações e sindicatos, muitas delas justas, porque reivindicam melhores condições de trabalho, mas que também provocam o fechamento de estabelecimentos comerciais.
 
Em Salvador, segundo estudos de economistas baseados em dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), as perdas com a decretação de feriados durante as partidas da Copa (serão seis) alcançariam quase R$ 131 milhões. É muito dinheiro para atender a um capricho da Fifa.
 
Felizmente, o prefeito ACM Neto, que tem feito um grande trabalho para recuperar a cidade e a autoestima da população, não decretou nenhum feriado, tomando uma decisão que deveria servir de exemplo para os administradores das outras 11 sedes do Mundial.
 
Um trabalho recente divulgado pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) revela que o prefeito acertou em cheio ao manter a economia em atividade em Salvador durante todos os dias da Copa.
No ano passado, os 12 feriados nacionais e 39 estaduais acarretaram à nação um prejuízo de R$ 42,2 bilhões. É muito dinheiro, é verdade, ainda mais em um país pobre e com tantas desigualdades como o Brasil. Mas, em 2012, acredite, o prejuízo foi maior (R$ 50,5 bilhões) porque houve  mais feriados.
 
Em 2007, quando a Fifa confirmou que o Brasil voltaria a realizar uma Copa após 64 anos, havia uma grande expectativa de que o evento provocaria um grande aquecimento na economia e que, finalmente, obras em estádios, aeroportos, rodovias, mobilidade urbana, iluminação e paisagismo colocariam o país em um novo patamar de desenvolvimento.
Pelo que se vê, muitos compromissos contidos no caderno de encargos ficaram apenas na promessa. E não vai ser com a decretação de feriados que o Brasil vai impressionar, agora, os dirigentes da Fifa. Diga não aos feriados na Copa.

25 de maio de 2014
Tiago Correia  é vereador (PTN) em Salvador

A RAPOSA E O GALINHEIRO

    


O escritor Hans Christian Andersen, que entendia do assunto, dizia que “os contos de fadas são escritos para que as crianças durmam, e os adultos despertem.”
Em uma das fábulas que envolvem canídeos e galináceos, ambas da tradição lusitana, aprende-se porque não se deve deixar a segurança do galinheiro a cargo desses predadores.

A lembrança vem à tona com a notícia, publicada pelo Valor Econômico, de que a Boeing, norte-americana, está trazendo, para o Brasil, sua divisão de Defesa, Espaço e Segurança, para tentar prestar serviços de segurança cibernética a órgãos como o Ministério da Defesa, o da Ciência e Tecnologia, grandes estatais, bancos e companhias do setor privado.

Justamente algumas das áreas que foram mais visadas, e que, com certeza, continuam a ser  espionadas, por agências norte-americanas de informação, como a NSA, no âmbito do vasto “galinheiro cibernético” da rede mundial de computadores.

LIGAÇÕES ESTREITAS

Embora no site oficial da BDSS – o braço de defesa da Boeing – o link relativo à “defesa nacional” não leve mais a parte alguma, na seção Government Operations fica clara, como não poderia deixar de ser, a estreita ligação da empresa com o seu país de origem, onde tem fábricas e instalações em mais de 50 estados, e conta com 58 mil funcionários, e um faturamento de 33 bilhões de dólares.

No Brasil – mesmo que contem com fortes concorrentes de outras regiões do mundo -  basta que empresas sejam norte-americanas, e tenham certa reputação estabelecida, ao longo dos anos, por meio de ações de marketing, para que as portas se abram como em um passe de mágica, muitas vezes, sem que sequer seja obedecida a legislação, do ponto de vista de licitação e contratação de serviços.

Esse está sendo agora o caso da joint-venture assinada pela Caixa Econômica Federal com a IBM, em 2012, para prestar serviços no montante de mais de 1 bilhão de reais, que está sendo contestada e avaliada pelo TCU – o Tribunal de Contas da União.

MUITO CUIDADO

Na administração pública, é preciso tomar cuidado com quem se coloca dentro de casa, e  se assinam certos convênios, como foi o caso da contratação da Academi, ex-Blackwater -uma empresa privada de mercenários, acusada de crimes em várias regiões do globo –  para o treinamento de policiais brasileiros responsáveis pela segurança da Copa do Mundo.

No lugar de contratar empresas estrangeiras, o Governo Federal – e os estaduais – por meio do Serpro, da Telebrás, de nossas universidades e institutos de pesquisa, precisa investir em software nacional e livre, servidores próprios, e criptografia.
E  estabelecer parâmetros que proíbam ou desestimulem a compra de soluções externas – principalmente de países que já nos espionaram –  nas quais, eventualmente, como a raposa dentro do galinheiro, possam vir “portas” ocultas  para dar acesso a empresas e governos de outros países a nossas informações nacionais estratégicas.

25 de maio de 2014
Mauro Santayana
(Hoje em Dia)

O HUMOR DO DUKE


Charge O Tempo 19/05
25 de maio de 2014

CONHEÇA A VIDA TRÁGICA (E EXEMPLAR) DE KEANU REEVES, O ASTRO DE MATRIX

   


Keanu Reeves virou mito de Hollywood com filmes como Matrix, Constantine, Velocidade Máxima e muitos outros. Tem dinheiro de sobra, consegue a mulher que quer. Mas quem disse que isso é sinal de felicidade? Apesar de todo o sucesso, ele vem de uma família digamos… problemática.

Keanu viu sua namorada, futura esposa, morrer num acidente de carro. Seu pai não era muito bacana e foi preso quando ele tinha 12 anos. Sua mãe, para pagar as contas, virou stripper.

Mas foi a morte do amor de sua vida que lhe tirou dos trilhos. Keanu ainda afirma estar de luto, quase 14 anos depois do acidente. Quando perguntado, ele diz que se sente “absurdamente injustiçado”. Mas essa não foi a única perda do ator.
Seu melhor amigo, o ator River Phoenix, morreu de overdose em 1993 e sua irmã Kim de leucemia.

Todas essas experiências o transformaram em um artista diferente. Reeves não dá muito valor ao material, a mansões, Ferraris e mulheres-troféu. Ao ser perguntado, sempre afirma que seu maior objetivo é reencontrar o amor, casar e ter filhos.

DESAPEGO AO DINHEIRO

Enquanto isso, ao contrário de seus colegas, Reeves doa! Estima-se que ele ganhou cerca de US$ 260 milhões com a trilogia Matrix, sendo que doou US$ 35 milhões para a equipe de efeitos especiais e maquiadores, resultando em mais de US$ 1 milhão por membro do elenco.

“O dinheiro não significa nada para mim. Eu fiz muito dinheiro, mas eu quero curtir a vida e não me estressar construindo minha conta bancária. Nós todos sabemos que uma boa saúde é muito mais importante”.

Ele também tem uma fundação para financiar pesquisas e hospitais de câncer. Ao longo dos anos, Keanu vem apoiando muitas causas nobres e instituições de caridade, como PETA, Racing for Kids, SickKids Foundation, Spinal Cord Opportunities for Rehabilitaion Endowment, Stand Up To Cancer e Wildlife WayStation.

O cara é tão tranquilo que já foi fotografado comendo um sanduba com um sem-teto em Hollywood!

25 de maio de 2014
Armando Martin

HORA DE MUDAR

     

 


Os partidos políticos estão se preparando para a disputa de outubro, priorizando a organização e a solução prática dos problemas de todas as campanhas.
Pela ordem, faz-se prioritariamente necessário o dinheiro para a compra de apoios e para pagamento dos marqueteiros da vez, que se aplicarão em produzir ideias, dourar currículos e criar motivações para tornar os candidatos interessantes ao eleitor.

Ainda são custos a engenharia que movimentará a usina de fofocas e futricas que rechearão as redes sociais, os programas de TV e rádio e o papelório, com frases de efeito, fotos maquiadas e promessas cujo cumprimento têm sido, há décadas, apenas um detalhe. 
Poucas encenações se tornaram mais molestas do que as campanhas eleitorais dos nossos tempos.
 
Enfadonhas e incômodas na sua maioria, desrespeitosas e chocantes outras tantas, fazendo-se necessário, entre várias demandas empoeiradas na prateleira, que seja repensada a forma de preenchimento dos mandatos políticos e sua alternância.

Há um descompromisso tão grande do eleitor para com o processo eleitoral que não é incomum a qualquer um de nós não saber em quem votamos nos últimos pleitos e porque assim escolhemos.
O voto virou uma opção irresponsável, mecânica, mera obrigação formal cujo exercício não nos deixa o direito de cobrar coisa alguma dos eleitos.

Não citemos nomes mas façamos uma análise do Senado, da Câmara dos Deputados, das assembleias legislativas e das câmaras municipais.
São instituições vergonhosas, com pouquíssimas exceções de seus membros. A produção do Poder Legislativo no Brasil é lamentável; as iniciativas são mínimas e as que se apresentam são quase sempre medíocres. Procure saber o que fez do mandato o senador, os deputados e o vereador que você elegeu. Uma miséria, uma indigência. E, claro, uma inconsequência de nossa parte porque somos quem os escolheu.

ELEIÇÃO POLÊMICA

 
Teremos uma das mais polêmicas e, espera-se, renovadoras eleições dos últimos tempos no Brasil. Como ainda não foi aberto o período eleitoral, os candidatos não podem fazer campanhas.
Como já se sabe quem serão, quando provocados eles não deixam de apresentar suas plataformas. Há candidatos à reeleição para o governo em vários Estados brasileiros.
 
Andando pelo país, é comum ver tais candidatos à reeleição prometendo que a prioridade de seus mandatos será a educação, ou a saúde ou a segurança, ou as três juntas, como se só agora tivessem tomado conhecimento dos problemas que vivemos nesses segmentos, os seus eleitores e suas famílias. Cara de pau ou desrespeito ao eleitor.
Alguns disputam sua reeleição; outros tiveram cargos ou responsabilidades administrativas nos governos que estão se encerrando. Por que não fizeram, ou fizeram pouco, ou se exerceram sem qualidade e compromisso quando estiveram sentados nos gabinetes com poder, com a caneta na mão e a autoridade que suas eleições lhes outorgou?
 
Dos protestos das ruas se aproveitam os vândalos, os saqueadores, os bandidos. É a face nociva, criminosa e estúpida dessas manifestações. Outros, contudo, têm identidade, consciência e vontade de mudança. Se houvesse legitimidade de nossos partidos e representatividade dos nossos políticos, você acredita que tais manifestações teriam ganhado a densidade que ganharam?
A sociedade quase sempre elege bandalhos, criminosos, gângsteres, bandidos e se conforma. Mas reclama quando a turba protesta, depreda, afronta. Quem não quer ver esse cenário se agravar, que vote com responsabilidade. Outubro está aí.

(transcrito de O Tempo)

25 de maio de 2014
Luiz Tito

sábado, 24 de maio de 2014

SELEÇÃO FORA DE PROPAGANDA DA DILMA



Segundo a coluna Radar on-line da Veja, "Felipão e vários jogadores da seleção foram sondados para fazer propaganda oficial do Brasil para a Copa. Todos disseram “não”. A propósito, entre os jogadores impera o mesmo espírito que os uniu na Copa das Confederações: não ficarão contra as manifestações e nem se deixarão ser usados pelo governo."

Dilma, uma presidente onde a ética passou longe, aproveitou um raro momento de contato com jogadores para tirar uma casquinha desleal no jogador Hulk, ontem, que foi a um evento de cunho social no Palácio do Planalto. Aproveitou-se do atleta menos experiente, que pouco convívio tem com o Brasil, para fazer média. Foi para o twitter cantar vantagem e fazer auto-promoção em cima do jogador da seleção. Vejam os tuítes acima.
 
24 de maio de 2014
in coroneLeaks

O QUE PREOCUPA - PARA VALER - NA COPA!

 
A conclusão unânime é que a paz na copa, ou pelo menos as manifestações sob controle dependem muito mais da seleção brasileira que dos esquemas policiais e militares.
 


1. Em reunião de simulação de situações em Brasília, os analistas chegaram à conclusão que a Copa em si não será problema. Em torno dos estádios se colocam cinturões de isolamento com duas circunferências concêntricas.

2. Os assistentes mostrariam seus ingressos em cada uma delas e finalmente no estádio. Mobilizações eventuais ficariam na parte externa à primeira circunferência. Um pouco de barulho, alguma ação de separação por parte da polícia e nada mais grave.

3. E assim se iria até a grande final no Maracanã. Bem, se o Brasil for vencendo as etapas anteriores. Mas se não for…

4. Esse é o ponto. Se o Brasil for desclassificado até a semifinal, os riscos de grandes manifestações serão enormes. Nelas estariam os manifestantes de sempre somados aos torcedores frustrados que convergiriam com os demais no sentido que tudo foi um gasto inútil. Um sentimento muito mais intenso que em 1950.

5. A conclusão unânime é que a paz na copa, ou pelo menos as manifestações sob controle dependem muito mais da seleção brasileira que dos esquemas policiais e militares. Que no caso de uma desclassificação prematura da seleção não haverá força policial ou militar capaz de conter as manifestações.

6. Assim, a responsabilidade da seleção será dupla: vencer as partidas e conter as manifestações. E, portanto, governos federal e estaduais nunca torcerão tanto pela seleção canarinha como agora na Copa-2014.

7. E se isso -a desclassificação- acontecer logo na segunda fase…, salve-se quem puder.

Cesar Maia é um economista, político e ex-prefeito do Rio de Janeiro pelos Democratas.


24 de maio de 2014
Cesar Maia

FORRÓ E OUTROS PRETENSOS ANGLICISMOS: INGLESES, NEM SEMPRE...

 
O historiador e pesquisador Leonardo Dantas Silva desmascara alguns falsos "anglicismos" que circulam por aí...



Costuma-se dizer que só o Brasil se acha incapaz de criar, daí sujeitar-se humilhado à imitação. Nada verdadeiramente nacional, entre nós, tem o valor que está a merecer. Temos sempre que encontrar um similar estrangeiro, uma origem européia, uma criação norte-americana, de modo a satisfazer o nosso eterno complexo de povo subdesenvolvido.

Um sobrenome estrangeiro merece fé, pouco importando a competência e muito menos o caráter do indivíduo. E se o dono do sobrenome tem olhos azuis, tez branca e cabelos louros, vale dezenas de vezes mais do que o nosso mestiço com a sua tradição familiar de 400 anos de Brasil.

E o que dizer da língua que falamos? A nossa língua portuguesa falada por mais de 190 milhões de brasileiros, espalhados por este imenso país-continente de 8,5 milhões de quilômetros quadrados?

A tradição cultural do nosso povo, o poder de criação do brasileiro, a inventiva de nossa gente simples, que não perde a sua ironia e o seu jeito próprio de zombar dos fatos do dia-a-dia, cai por vezes no esquecimento e/ou é atribuído a sua criatividade a povos de outras plagas.

Assim é o vocábulo forró. Essa invenção excepcional do nosso povo, hoje motivo de alegria de todas as classes, já conhecida entre nós como forrobodó, com a sua forma alternada para forrobodança, desde o século XIX. Pois bem, o nosso forró, tão exaltado no cancioneiro do pernambucano Zé Dantas (José de Souza Dantas Filho), tem sua origem atribuída, por alguns menos avisados, a expressão inglesa for all (para todos) quando melhor se aplicaria everybody.

Para isso inventaram uma lenda, uma estória da carochinha, de que tal costume tivera início com os ingleses da The Great Western of Brazil Railway, quando promoviam seus bailes populares. A lenda, proclamada inicialmente por Luiz Gonzaga, inspirado, segundo ele próprio, no que lhe foi ensinado pelo engenheiro Luiz Siqueira, nunca veio a ser comprovada por nenhum dos antigos funcionários da Rede Ferroviária e muito menos por anúncio, cartaz ou qualquer outro documento de época.

Agora o forrobodó, como vernáculo expressando “divertimento, pagodeira, festança”, já o encontramos na pequena imprensa do Recife do século XIX (América Ilustrada, nº. 25/1882; O Mephistopheles, nº. 15/1883; O Alphinete, nº. 13/1890), sendo classificados por Rodrigues de Carvalho (Cancioneiro do Norte. Fortaleza, 1903) como “bailes da canalha”. A Pimenta (nº. 373/1905) assim registra: “forrobodó ou forrobodança é um baile mais aristocrático que o Chorão do Rio de Janeiro, obrigado a sanfona, reco-reco e aguardente…”.

E se ainda não estão convencidos, que recorram ao Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Cândido Figueiredo (Lisboa, 1913), Dicionário Musical Brasileiro, do Mário de Andrade, ao Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa, do Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, ou ao novíssimo Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa; todos eles, sem exceção, consagrando o vocábulo forró como originário de forrobodó !!!. E agora, José?

Outra estorinha envolvendo ingleses também foi criada em torno do vocábulo baitola, também registrado pelo Aurélio e Houaiss, no seu sentido chulo de pederasta passivo, como de origem popular no Nordeste do Brasil. E, aliás, bitola em inglês é gauge…

E o mais engraçado de tudo isso, dentre as dezenas de exemplos que poderíamos citar, é o vocábulo madapolão, originário do topônimo indiano do mesmo nome e importante centro de tecelagem do algodão. Os caçadores de anglicismos, por sua vez, depois de inventar uma estória fantasiosa, teimam em atribuir a origem do vocábulo na expressão “Made in Poland” que, segundo eles, estaria impressa nos cortes dos tecidos de algodão (morim) importados da Polônia! – Será que aquele país é especialista na produção de tal produto?

Madapolão, na sua forma conhecida entre nós – tecido fino de algodão, para roupa branca, também chamado de morim –, já era de uso da nossa imprensa na primeira metade do século XIX, como registra o Diario de Pernambuco: “O negro fugiu com calça de brim, camisa de madapolão, e jaqueta de ganga azul”; Diario de Pernambuco, nº. 273/1831. Registra Pereira da Costa, reafirmando a origem indiana do vocábulo, que, pelos anos de 1850, “gozava de grandes créditos no nosso mercado um madapolão em cujas peças se viam estampadas estes versos: ‘Do Brasil foi remetido para Londres o algodão; / Volta agora bem tecido, / Neste bom madapolão’” (Vocabulário Pernambucano).

Explicando melhor Antônio Houaiss, no seu dicionário, dá a origem do topônimo: “Mádhavapalan na cidade de Narasapur (estado de Madras, costa oriental da Índia), onde se fabricava o tecido; prov. pelo fr. madapolam (d1823 madapolame) ‘id.’; f.hist. 1881 madapolan”.

Para os caçadores de anglicismos, galicismos ou quaisquer outros estrangeirismos, nada como a consulta a um bom dicionário. Origem inglesas de certas palavras ou expressões sim, em alguns casos; em outros, nem sempre.

24 de maio de 2014
Leonardo Dantas Silva
besta fubana
in toinho de passira

E OS ESKERDOPATAS DEFENDEM A REELEIÇÃO DOS DESASTRADOS DESGOVERNANTES





E os eskerdopatas defendem a reeleição dos desastrados desgovernantes, muitos deles, naturalmente, gratificados com dinheiro, benesses ou sinecuras. Outros, por burrice mesmo, adquirida pela lavagem cerebral gramsciana. Fora os 60 milhões de eleitores iletrados que têm voto comprado pelas bolsas-esmola permanentes, que estimulam mais nascimentos entre os pobres, ampliando a já enorme pobreza, que atinge cerca de 80% da sociedade brasileira

Segundo a PNAD-IBGE, cerca de 80% da força de trabalho, ou População Economicamente Ativa – PEA, no Brasil, ganham até 3 (três) salários mínimos. Significa que cerca de 80% da sociedade brasileira são pobres ou carentes. E iletrados, em consequência.

Triste sina dos brasileiros. Vergonha internacional para o Brasil nesta malsinada Copa do Mundo, a mais cara do planeta em todos os tempos, com excesso de estádios elefantes-brancos superfaturados, financiados pelos impostos arrancados dos pobres brasileiros, em sua maioria. E com mais uma década, entre tantas anteriores, perdida.

Conclusão – O maior e mais grave problema do Brasil é a POBREZA e sua irmã, a IGNORÂNCIA do nosso povo. A causa maior da pobreza é a falta de Planejamento Familiar ao alcance gratuito dos voluntários pobres, para que possam praticar a Paternidade Responsável.

Portanto, é dever de todo brasileiro responsável e patriota, que pense no futuro de seus filhos, netos e descendentes, COMBATER A POBREZA pelo único instrumento eficaz: o Planejamento Familiar.

Álvaro P. de Cerqueira

Coautor do livro ‘O Direito de Bem Nascer’, lançado em 21.05.2013, de autoria do engenheiro e empresário mineiro José Olavo Mourão Alves Pinto (Grupos Tenda de Construção Civil e Pacific Motors, revendedora de automóveis Hyundai e outras marcas coreanas, japonesas e chinesas).


O livro não é vendido e está esgotado. Visitem por favor o site:

www.odireitodebemnascer.com.br


24 de maio de 2014
graça no país das maravilhas
 

MAGGIE SIMPSON CITA AYN RAND E O OBJETIVISMO




Maggie Simpson demonstra porque é a personagem mais inteligente da família, mesmo sendo um bebê que raramente fala. Neste vídeo, um trecho do episódio 20 da 20a. temporada, ela cita Ayn Rand ao defender o individualismo, a meritocracia e o progresso, contra uma sociedade coletivista que tenta nivelar as pessoas empurrando para baixo os mais capazes e produtivos. Algo muito parecido com nossas escolas controladas pelo MEC e pelo estado ao impor pesadas taxas, impostos e regulações ao povo.
 
ASSISTAM

http://vimeo.com/45682760

24 de maio de 2014
reaçablog

GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DO FUTEBOL

capaFoi lançado recentemente mais um livro da série Guia Politicamente Incorreto, o Guia Politicamente Incorreto do Futebol, de Jones Rossi e Leonardo Mendes Júnior.
 
O foco é muito mais o futebol que a política. Os autores abordam alguns fatos curiosos sobre o início do esporte no Brasil, sobre o craque Friedenreich e o racismo nos nossos clubes durante o século 20.

Analisam questões da Seleção Brasileira nas Copas de 70, 82, 94 e 98. Sobre a seleção de 70, dizem que João Saldanha não foi demitido por ser comunista, mas por ser um técnico problemático, que estava fazendo o time jogar mal.
Com Zagallo, o time conseguiu uma formação que permitia que os melhores craques jogassem juntos. Sobre a seleção de 82, escrevem que o time tinha falhas graves e mereceu perder para a Itália. Comparam o Brasil de 94 com a Espanha de 2010 e concluem que os dois times são muito parecidos.
 
O último capítulo, sobre Pelé, Maradona e Messi, não faz nenhuma comparação entre os jogadores, mas desmente 13 mitos sobre eles, inclusive o de que Pelé fez parar uma guerra.
Também narra a Batalha dos Aflitos de maneira não muito heróica para o Grêmio.

Meu conhecimento sobre futebol é muito limitado. Não tenho como opinar sobre a maior parte do que o livro trata, exceto para dizer que achei bem escrito e aprendi um pouco sobre essa história. Mas gostei muito do capítulo sobre a Democracia Corintiana, que diz que tratava-se de uma ditadura, manipulada por uns poucos líderes, principalmente Sócrates, Wladimir e Adílson Monteiro Alves. Também gostei muito do capítulo do futebol como negócio. Comparando o faturamento dos principais clubes com o de empresas não tão grandes assim, percebemos que os valores envolvidos no esporte são baixos, muito baixos.
 
O trecho mais interessante do livro, como Leandro Narloch apontou, é o que diz que a “lei de Gerson” melhora o mundo. Pena que é tratado de maneira tão rápida, poderia ter sido desenvolvido de maneira mais abrangente.
As pessoas normalmente entendem “levar vantagem” como um benefício ilícito, mas não existe razão para isso. Se “levar vantagem em tudo” significar trabalhar para conseguir o melhor resultado possível para si mesmo, isso não é de forma alguma antiético.

E, então, se cada um procurar o melhor para si mesmo, a vida melhora para a sociedade como um todo, conforme disse Adam Smith: “Não é pela benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos nosso jantar, mas de sua preocupação com seu próprio interesse. Dirigimo-nos não à sua humanidade, mas ao seu amor-próprio, e nunca falamos a eles de nossas próprias necessidades, mas sim das vantagens para eles. Ninguém, exceto um mendigo, escolhe depender primordialmente da benevolência de seus companheiros cidadãos.”
 
24 de maio de 2014
reaçablog

O DESMAME DA BOLSA-EMPRESÁRIO

É preciso reduzir os desembolsos do BNDES e elevar gradualmente a TJLP em direção à Selic
 
Mais um empréstimo de R$ 30 bilhões a taxas subsidiadas (TJLP, 5%, ou menos) vai ser dado pelo Tesouro Nacional ao BNDES. As transferências do Tesouro a bancos públicos, iniciadas em 2008, montavam já a quase 10% do PIB, sendo R$ 414 bilhões para o BNDES. Tais recursos são reemprestados pelo BNDES a taxas também subsidiadas a empresas.

No entanto, a taxa de investimento agregado do país continua anêmica. O gráfico mostra que, apesar da hiperatividade do BNDES, não conseguimos aumentar a taxa de investimento, estacionada abaixo de 20%. Não é à toa que o crescimento médio do quadriênio 2011-2014 não deve ultrapassar raquíticos 2%.

Pode-se argumentar que o desempenho do investimento seria ainda pior se o BNDES não tivesse tomado esteroides. Mas não há evidencias de que esse seja o caso. Afinal, ao contrário de sua missão inicial, os desembolsos do BNDES vão, majoritariamente, para grandes empresas (67,9%, segundo o Relatório Anual de 2012, o último disponível no site do banco). Grandes empresas têm acesso aos mercados financeiro e de capitais, nacional e internacional. Só recorrem ao BNDES por causa do subsídio.

Calcula-se que o custo da bolsa-empresário represente mais do que 0,6% do PIB, maior do que o da Bolsa Família (cerca de 0,5% do PIB). E o custo é crescente. Mesmo que estivesse dando certo, não haveria recursos para manter o crescimento dos desembolsos do BNDES por muito mais tempo.

A grande expansão do orçamento paralelo no BNDES vem sendo usada para mascarar a verdadeira situação da política fiscal. O Tesouro Nacional, com elevado custo de capital, empresta de forma subsidiada ao BNDES, que reempresta os recursos com uma pequena margem. Isso gera lucros para o BNDES, parte dos quais são repassados de volta ao Tesouro como dividendos. Ou seja, no cômputo geral da operação, o Tesouro incorre em elevado prejuízo, mas, na contabilidade pública, sua receita primária aumenta! Essa é a mágica contábil que, apesar de repetidas promessas, o governo se recusa a deixar de fazer.

Em 2015, seria ajuizado que o (a) próximo (a) presidente revertesse a tendência de expansão dos empréstimos subsidiados. Como o BNDES empresta em longo prazo, o melhor seria que tal mudança ocorresse lentamente, diminuindo os desembolsos e aumentando paulatinamente a TJLP em direção à Selic, para evitar que projetos de investimento em curso sejam prejudicados. Seria imprudente continuar aumentando os empréstimos até que uma crise fiscal venha a se abater. Mas o jogo não cooperativo da política pode acabar nos levando ao pior resultado.

Recentemente, líderes empresariais reagiram ferozmente a críticas aos subsídios do BNDES. Um executivo do setor automotivo, falando em off, declarou: "O Brasil tem grandes problemas de competitividade, gerados, inclusive, pelo custo de capital e pela falta de um mercado de capitais, forte e dinâmico.... Considero que sejam válidos os financiamentos apenas para investimentos produtivos concedidos a taxas incentivadas para dar maior competitividade às empresas enquanto as grandes reformas necessárias não são feitas no país, como a tributária e previdenciária" (Valor, 8/5/2014, página A6).

Ou seja, em vez de se bater pelas reformas que, de fato, poderiam ajudar a resolver o problema do elevado custo de capital e da falta de competitividade das empresas brasileiras, o líder empresarial entrevistado prefere a lógica do "farinha pouca, meu pirão primeiro". Primeiro, que sejam feitas as reformas. Só então, retirem meu subsídio!

Se parte da elite empresarial do país reage de forma tão não cooperativa a propostas de reformas, por que deveriam outros beneficiários de programas governamentais agir diferentemente? Definitivamente, não será fácil o trabalho do (a) próximo (a) presidente!
 
24 de maio de 2014
Márcio Garcia, Valor Econômico

NOTAS DO JORNALISTA ILIMAR FRANCO

O fanatismo esportivo
 
No Brasil fala-se muito nos protestos na Copa num desdobramento de junho de 2013. Mas no exterior o temor é com a violência de torcidas organizadas. A Argentina mandou uma lista de 2 mil fanáticos. Os hooligans de Itália, Inglaterra e Alemanha estão sendo alertados por seus governos sobre medidas de segurança adotadas aqui. Os casos de intolerância crescem. Centenas de câmeras estão instaladas dentro e fora dos estádios.

Para todos os gostos
Os partidos que disputam a eleição residencial viram números que lhes favorecem na pesquisa Ibope divulgada ontem. O tucano Aécio Neves comemora ter subido seis pontos e ter mantido distância do socialista Eduardo Campos. Este também vibra, por ter subido cinco pontos e permanecido com a mesma diferença de seu adversário na disputa para ir ao segundo turno. Os petistas venderam otimismo, pois a presidente Dilma subiu três pontos e voltou a um patamar que lhe permitiria vencer o pleito no primeiro turno. Nas eleições de 2010, a oposição fez 52% dos votos válidos no primeiro turno. Agora, ela está partindo de um patamar de cerca de 41%.


“O PMDB do Rio organiza manifestação do movimento suprapartidário de apoio à candidatura de Aécio Neves à Presidência”
Eduardo Cunha, (RJ) líder do PMDB na Câmara e integrante da ala do partido contra o apoio a Dilma

A CPI Mista da Petrobras
O senador Vital do Rêgo (PMDB) pode deixar o comando da CPI do Senado para presidir a CPI Mista. O ex-presidente da Câmara Marco Maia (PT) está para a relatoria. Os governistas avaliam que a CPI da Petrobras no Senado vai morrer.

Autoridades
O Brasil espera pela vinda de mais de uma dezena de chefes de Estado e dezenas de governantes para assistir aos jogos da Copa. Mas o mais aguardado de todos é o príncipe Harry. Fã de futebol, a expectativa é que ele venha acompanhar os jogos da Inglaterra em Manaus, Belo Horizonte e São Paulo. Por questões de segurança não há confirmação.

A livre concorrência
A sinalização do Rio para a Copa, sobretudo na Barra, será deficiente. O governo estadual e a prefeitura terão de improvisar. Uma guerra de liminares entre as empresas privadas concorrentes retardou a execução do serviço.

Na hora do intervalo
Na viagem à Paraíba, sexta-feira passada, o assunto no voo entre a presidente Dilma, ministros a bordo e o brigadeiro Joseli Camelo foi o álbum da Copa. O brigadeiro chegou a deixar a cabine para trocar figurinhas. A presidente Dilma disse que o dela, que fez para o seu "menino pequeno", o neto Gabriel, estava completo.

O maior drama
Os jogos da Copa em Cuiabá são os que mais preocupam o governo. A cidade deve receber, em dias de jogos, 42 mil torcedores. O governo e a Fifa têm lá forças-tarefas para resolver os gargalos, e foi criado um esquema de hospedagem alternativa.

Bala na agulha
São esperados 600 mil estrangeiros na Copa. Os americanos adquiriram mais ingressos: 150 mil. Depois vieram os colombianos, 67 mil, e os argentinos, 60 mil. Estes devem invadir o país (de carro) à medida que sua seleção avance.

O presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), comemora um recorde. Anteontem, os deputados conseguiram votar seis medidas provisórias.

 
24 de maio de 2014
Ilimar Franco, O Globo

PAINEL

O Planalto já agendou encontros reservados entre Dilma Rousseff e dez chefes de Estado ou de governo durante a Copa. Entre os confirmados está o presidente do Irã, Hassan Rouhani. Será o primeiro gesto concreto de reaproximação entre o governo brasileiro e o país desde que Dilma assumiu a Presidência. Na campanha de 2010, ela criticou publicamente a condenação da iraniana Sakineh Ashtiani à morte por apedrejamento por manter "relacionamento ilícito" com um homem.

Seletivo O presidente francês, François Hollande, avisou ao Itamaraty que só deve vir ao Brasil caso a França se classifique para jogar as quartas-de-final ou semifinais da competição.

Terminal As seleções e autoridades chegarão no Brasil pelas bases militares dos Estados e serão escoltadas até seus hotéis pelas Forças Armadas, que também farão a segurança desses locais.

Ondas 1 Integrantes do Planalto atribuem a alta de Dilma na pesquisa Ibope ao aumento das campanhas publicitárias na TV dos programas do governo e ao enterro do "volta, Lula".

Ondas 2 Também apontam que as últimas propagandas do PT conseguiram levar o debate eleitoral para o campo das políticas sociais, favorável a Dilma, e tirar o foco dos dados da economia.

Planilha O governo reagiu aos ataques de Aécio Neves (PSDB) à política nacional de segurança pública. Ministério da Justiça levantou dados para mostrar que Dilma investiu R$ 3,6 bilhões por ano na área, ante R$ 1,2 bilhão por ano de FHC.

Aos 45 Cid Gomes avisou a auxiliares de Dilma que vai esticar até o último momento a definição do candidato do Pros ao governo do Ceará. Insatisfeito com a dificuldade na definição de alianças, o governador quer forçar PMDB e PT a negociarem.

Plantão médico Advogados de José Genoino relatam que a pressão arterial do ex-presidente do PT caiu drasticamente nos últimos dias e alertam para o risco de um AVC. Segundo eles, as condições de alimentação e o acompanhamento médico no presídio da Papuda podem agravar seu quadro de saúde.

#ficaadica Em evento com mais de 500 prefeitos e cerca de 70 parlamentares, Geraldo Alckmin (PSDB) escolheu como companhia no palco o deputado Marcio França (PSB) e o prefeito Marco Bertaiolli (PSD), de Mogi das Cruzes, em um aceno às duas siglas que ele corteja para sua reeleição.

No ponto Entre os deputados presentes no evento para a liberação de emendas, 51 eram estaduais. Um interlocutor lembrou que desde o início da semana a base de Alckmin não consegue quorum suficiente, de 48 deputados, para aprovar um projeto do Executivo na Assembleia.

Vida real Em meio à crise de abastecimento de água no Estado, um dos banheiros do Palácio dos Bandeirantes ficou com as torneiras secas durante o evento de ontem.

Fonte O governo diz que não houve desabastecimento no prédio, e que foi curto o período sem água nesse banheiro específico. Afirma que os reservatórios são independentes e que houve sobrecarga em função da cerimônia, que encheu o auditório em que cabem 1.300 pessoas.

Linha direta Ontem foi a vez de Alckmin telefonar para Fernando Haddad (PT) para tratar da greve de motoristas de ônibus. Apesar de não ter abordado diretamente a troca de acusações entre os secretários de ambos, sinalizou que estava mantida a relação de cooperação entre prefeitura e governo.

com BRUNO BOGHOSSIAN e PAULO GAMA

tiroteio
"Aécio poderia sugerir a Alckmin solução para enfrentar roubos, arrastões e linchamentos, que só fazem crescer a insegurança no Estado."

DO DEPUTADO ESTADUAL LUIZ CLAUDIO MARCOLINO (PT-SP), sobre críticas feitas pelo presidenciável tucano à política de segurança do governo federal.

contraponto


Se a carapuça servir
No início da semana, Marcos Montes (PSD-MG) flagrou o também mineiro Julio Delgado (PSB) descendo as escadas da chapelaria do Congresso.

De longe, gritou:

--Governador! Governador!

O PSB ainda não decidiu se apoia Pimenta da Veiga (PSDB) ou se lança Delgado ao governo de Minas Gerais, mas o deputado acabou se virando para trás ao ouvir os berros. Montes, cujo PSD apoia o candidato tucano, se espantou:

--Tá doido, sô?!

 
24 de maio de 2014
Vera Magalhães, Folha de SP

O QUE SE MOVE POR PESQUISA

Todos os pré-candidatos a presidente saíram felizes com a nova pesquisa do Ibope. Isso porque todos subiram. E para os partidos médios que não terão candidatos ao Planalto e que, invariavelmente, se pautam por essas consultas, começa a pintar que a maioria deixará seus minutos de tevê para Dilma porque seguro morreu de velho.
O PTB fechou oficialmente o apoio à reeleição. O PP e o PSD seguirão o mesmo caminho, uma vez que Gilberto Kassab já declarou com todas as letras que assumiu “um compromisso com a presidente Dilma”. O jogo, entretanto, não é tão fechado assim. Como a oposição também está em viés de alta, a divisão permanece consolidada. Dentro do PSD e do PP todos estão liberados nos estados para tomar o caminho que desejarem, conforme já foi dito nesta coluna há cerca de um mês.



Como os adversários de Dilma também cresceram, com destaque para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que alcançou a casa dos 20%, ninguém vai apostar todas as fichas na presidente.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, onde o PP da senadora Ana Amélia Lemos já fechou com Aécio, ela pretende colocar o tucano no programa de tevê em que se apresentará como candidata ao governo estadual.
“Se não puder fazer isso, que liberdade é essa? É para inglês ver”, diz ela, interessadíssima em já começar a gravar algumas imagens com o senador. Se nos demais estados onde Aécio e Eduardo conquistaram palanques de aliados de Dilma essa decisão de Ana Amélia se repetir, é bem capaz que eles apareçam bem mais que a petista.
É aí que o estica-e-puxa nesses partidos vai aumentar.



O pêndulo I



Ao dar a relatoria da CPMI da Petrobras para o PT na Câmara e a presidência para o PMDB do Senado, o governo acredita que terá controle total sobre os trabalhos de investigação do colegiado e que poderá isolar o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Ocorre que não será bem assim. Eduardo indicou ele mesmo para a CPI e, ainda, os deputados Lúcio Vieira Lima (BA), Sandro Mabel (GO) e João Magalhães (MG), todos hoje rezam o mesmo terço do líder.




O pêndulo II
Em reunião, os quatro deputados do PMDB que integrarão a CPMI decidiram votar sempre unidos e, na dúvida, consultarão a bancada para que a deliberação seja conjunta. Isso dá ao grupo forçar para proteger ou atacar o governo, dependendo da ocasião. Afinal, na hora em que os relatórios da Lava Jato começarem a despencar por ali, vai ter muita gente querendo proteção.




Apreensão geral
Depois de o site Uol divulgar que o juiz teria informado ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, a respeito de recibos de depósitos em favor do senador Fernando Collor (PTB-AL), baixou no meio político o receio de que alguém na Justiça ou na Polícia Federal queira se vingar vazando partes do inquérito que ainda não foram totalmente apuradas.




Cada um com seu cada qual
Pré-candidato a presidente, Eduardo Campos jogará nas costas do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) o rompimento da aliança com o PSDB em Minas Gerais e nas costas do deputado Márcio França (PSB-SP) a aliança com o tucano Geraldo Alckmin em São Paulo.




CURTIDAS 
Plateia exclusiva/ Apenas a senadora Vanessa Graziotin (PCdoB-AM) acompanhou todo o depoimento de Nestor Cerveró na CPI da Petrobras do Senado. A maioria das cadeiras que os telespectadores viram ocupadas era de jornalistas e funcionários da empresa.

Farinha pouca, meu pirão primeiro/ Candidato a deputado federal, Rogério Rosso, do PSD, continua suas conversas com todos os partidos, sem fechar com este ou aquele candidato a governador. Uma decisão ele já tomou: irá fechar com quem lhe der as melhores chances de obter uma vaga na Câmara dos Deputados.

Imagina na eleição…/ Dia desses, o ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) participava de uma feira no interior da Bahia, quando o locutor o chamou para subir numa mula. Geddel montou sem precisar de ajuda. O locutor, surpreso, anunciou o fato, “olha só, nosso senador!!!!”.


24 de maio de 2014
Denise Rothemburg, Correio Braziliense