"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

SUGIRO UM PROGRAMA: O "MENOS POLÍTICOS"


Os médicos cubanos não sairão em passeata porque, no país deles, isso dá cadeia  
 
                                                                                 
            Como o governo Dilma anunciou estrepitosamente os programas Mais Médicos e Mais Professores para resolver nossas sérias deficiências na Saúde e na Educação, deixo aqui minha contribuição para o PT ganhar votos nas eleições: um programa ambicioso, apoiado em quatro vertentes – Menos Ministros, Menos Senadores, Menos Deputados, Menos Vereadores. Todos agrupados sob uma mesma sigla: MP, de Menos Políticos.
Com esse corte nos supérfluos (os políticos), o Brasil economizaria grana para comprar gaze, maca, termômetro... e também carteiras escolares, quadro-negro, giz... essas coisas sofisticadas que só faltam no Quinto Mundo – no interior e na periferia do Brasil. Também daria para pagar melhor os médicos e os professores, que ganham bem menos que o garçom do Senado.

 Se fôssemos além e acabássemos com a roubalheira e as mordomias vitalícias dos políticos (e seus parentes), a verba seria tão volumosa que conseguiríamos salvar milhares de pacientes que morrem nas filas. Fila de leito de UTI, fila de remédio, fila de hospital, fila de transferência, fila de ambulância. Acabaríamos com as filas obscenas de pessoas à beira da morte. Não seria uma excelente medida eleitoreira, para figurar na propaganda político-partidária na televisão?



 Com o programa Menos Políticos – já que o país funciona muito bem nas férias e nos recessos do Congresso –, nem precisaríamos fazer a maldade de retirar de nossos hermanos 4 mil médicos. Será que não farão falta na ilha? Os médicos importados pelo Brasil são todos ligados ao governo eterno dos irmãos Castro. Somente os socialistas empedernidos têm autorização para vir trabalhar no Brasil. Caso contrário, esse programa poderia se revelar um fiasco.

No ano passado, Cuba registrou o maior êxodo de cidadãos desde 1994: quase 47 mil cubanos deixaram a ilha em 2012. Imagine se alguns desses médicos importados agora resolvem pedir asilo ao governo Dilma. Terão a mesma sorte dos dois jovens boxeadores cubanos nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Não queriam voltar para Cuba, foram acusados por Fidel de “traição à pátria”, e Lula se livrou deles rapidinho. Deram o azar de não ser italianos. O Brasil abre portas e fundos a refugiados africanos que aproveitaram a Jornada Mundial da Juventude para aqui ficar. Mas os cubanos serão sempre mandados de volta.

Os 4 mil médicos cubanos que devem chegar ao Brasil até o fim do ano atenderão pacientes em lugares chinfrins, sem mojito e sem qualquer infraestrutura, rejeitados por médicos brasileiros. A iniciativa em si é louvável: colocar médicos para atender populações totalmente desassistidas em 701 cidades do Norte e Nordeste brasileiros.

Não gosto da histeria que produz argumentos burros e demolidos facilmente. Alguns argumentos derivam do corporativismo: “Não queremos médicos estrangeiros”. Não dá, não é? Outra alegação ridícula: “Ah, eles não falam português”. Como se médicos não pudessem atender pacientes a não ser que falassem o mesmo idioma. Ainda mais se tratando de espanhol. Eles não são russos nem chineses, são cubanos. Revalidar o diploma é importante, embora a gente saiba que há muito médico brasileiro com diploma e sem competência para exercer a profissão.

Os problemas reais são outros. O principal é que, por melhores e mais profissionais que sejam esses médicos cubanos, a presença deles não muda em nada nosso caos cotidiano na Saúde. Sem os apetrechos básicos, sem ambulâncias, sem leitos, sem remédios e sem condições de realizar exames ou de transferir doentes, o médico de Fidel se perguntará em que roubada os dois governos o meteram. E nada acontecerá, porque ele aprendeu a ser bem-comportado. Não denunciará o governo Dilma nem sairá em passeata, porque no país dele isso dá cadeia.

O outro problema entra nos campos trabalhista e moral. O Ministério Público já começou a investigar essa transação esquisita de profissionais da Saúde. Ouvimos que Cuba exporta médicos para dezenas de países e que se trata de um sistema corriqueiro, oficial e nada clandestino. Ok. Mas a transação é esquisita, porque os médicos cubanos ganharão no fim das contas uma merreca.

A coisa funciona assim: os salários deles saem do nosso bolso em forma de impostos, passam pelo Palácio do Planalto em Brasília e acabam no Palácio da Revolução em Havana. O Brasil pagará por médico “uma bolsa mensal de R$ 10 mil”. O grosso será embolsado pela ditadura morena cubana. Os médicos enviados à Venezuela no mesmo esquema recebem cerca de R$ 550. Em Cuba, um médico ganha entre R$ 60 e R$ 100 por mês. Quanto ganhará no Brasil? Se essa exploração não é ilegal pelos padrões de Dilma e dos irmãos Castro, deveria ser imoral. O que é isso, companheiros?


26 de agosto de 2013
Ruth de Aquino, Época

O PERIGO DA PRESENÇA CUBANA NO BRASIL


 
26 de agosto de 2013

PETRALHAS JÁ TEMEM DETALHES DE CORRUPÇÃO EM 10 MEGANEGÓCIOS PROBLEMÁTICOS DA SIEMENS NO PAC


 
Plantar na mídia amestrada o escândalo do Cartel Jabuticaba do Metrô de São Paulo, denunciado pela alemã Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), foi um dos maiores tiros dados pela petralhada em sua própria cara de pau. Agora, corre o risco de vazarem na imprensa detalhes dos negócios cheios de problemas que os governos petistas mantêm com a Siemens e empresas ligadas à transnacional.

Já se tornou público que a Siemens participa de, pelo menos, dez dos maiores projetos e obras (fracassadas, com atrasos ou com evidências de superfaturamento), no setor de energia, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – que a oposição prefere traduzir como programa de aceleração da corrupção. A maioria dos negócios envolve a Petrobrás – e expõe o calcanhar de Aquiles da Presidenta Dilma Rousseff (que presidiu o Conselho de Administração da empresa na gestão do Presidentro Lula da Silva).
A Siemens tem participação direta e indireta nos negócios do PAC – que tem a Dilma como “super-gerentona” desde o governo Lula, do qual ela foi ministra das Minas e Energia, Ministra-chefe da Casa Civil, Mãe do PAC e comandou o Conselho de Administração da Petrobrás. Portanto, Dilma tem o “domínio do fato” sobre todos os 10 megacontratos que envolvem a transnacional alemã e a Chemtech - sua subsidiária na prestação de serviços de engenharia e tecnologia da informação (TI).
Alguns dos negócios já são alvos de auditorias do Tribunal de Contas da União e de investigações preliminares do Ministério Público Federal, por suspeitas de preços além do normal, e por estarem com prazos de execução completamente estourados. Alardeado pela petralhada como o pecado capaz de arrancar os tucanos do Palácio dos Bandeirantes, tudo indica que o buraco do metrô paulista fica mesmo muito abaixo dos outros 10 negócios bilionários da gestão petista com a Siemens e Chemtech.
A Siemens tem participação direta nas Usinas Hidroelétricas de Jirau e Santo Antônio. Também atua diretamente nos Parques Eólicos nordestinos e no Gasoduto Sudeste-Nordeste da Petrobrás. Comanda a joint venture Voith Hidro, na Usina de Belo Monte. Já sua subsidiária Chemtech atua nas obras das Refinarias Premium 1 e 2 (no Maranhão e no Ceará), na polêmica Refinaria Abreu e Lima (parceria enrolada com a Venezuela, em Pernambuco), no também complicadíssimo Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (em Itaboraí) e na plataforma P-58 (no Espírito Santo).
Todo o escândalo Siemens veio à tona por estratégia da cúpula petista para detonar a imagem do governador Geraldo Alckmin, tentando associar sua gestão ao cartel formado para ganhar as obras da linha 5 do Metrô de São Paulo. Agora, o grande plano petralha fica parecido com aquele das histórias em quadrinhos, nas quais o Cebolinha e o Cascão sempre se dão mal nas conspirações contra a Mônica.
O tiro da petralhada saiu pela culatra no mundo real da política. Quem tem tudo para sair chamuscada é a Mãe do PAC. Se algo de errado for denunciado, Dilma não terá condições de repetir a velha tática petralha de que “não sabia de nada”. Ela foi a gerentona de todos os negócios em que a Siemens tem participação direta e indireta. 
Os estrategistas petralhas miraram onde queriam, mas devem acabar gravemente feridos onde não imaginavam.
Petrobras em polvorosa
O governo deve anunciar, ainda esta semana, um aumento de preço na gasolina e no diesel.
Mas a medida, além servir de combustível para a inflação, ajuda a expor um outro calcanhar de Aquiles da Petrobras, apavorando seus dirigentes e a petralhada que aparelha a estatal de economia mista.
Como se pode justificar que o Brasil, produtor de petróleo, tenha preços de combustíveis caríssimos, semelhantes a países sem ouro negro?
CVM acionada
Investidores minoritários da Petrobrás, do Brasil e do exterior, exigem que a Comissão de Valores Mobiliários dê total transparência aos resultados do processo número 9.154.
A administradora de recursos Antares acionou a CVM para que a Petrobras explique como a política de reajustes de combustíveis da empresa, aparentemente desalinhada do mercado internacional, causa perdas bilionárias à empresa e a seus investidores.
Investidores reclamam que o uso da Petrobrás para o controle inflacionário, conforme prega o ministro da Fazenda e presidente do Conselho de Administração da petrolífera, não consta do objeto social da empresa.

O Desafio é a nossa demagogia...
De acordo com o estatuto da Petrobras, cabe à diretoria a decisão de reajustar os combustíveis (gasolina, diesel e gás de cozinha).
Na prática, tal discussão e decisão ocorrem no alto escalão do governo – o acionista majoritário e supostamente controlador.
Já a nafta, querosene de aviação e óleo combustível são reajustados seguindo critérios técnicos, fixados em contrato.  
Coisa dos Domadores...


Vaiados na Academia


Devem estar doendo, até agora, os ouvidos do vice-presidente Michel Temer e do Ministro do País sem Defesa, Celso Amorim, por causa das vaias na formatura de sábado na Academia Militar das Agulhas Negras...
Vai pra casa, Padilha...

Piada séria
Durante almoço em uma embaixada sueca, conversas amenas rolando, a anfitriã pergunta a um velho General:
O sr. sabe a diferença entre a dama, o diplomata, o médico e o militar?
O velho homem, calmamente disse que sim... E explicou:
- A dama, quando diz NÃO, significa TALVEZ; quando diz TALVEZ, significa SIM; e quando diz SIM, não é uma dama.
- O diplomata, quando diz SIM, quer dizer TALVEZ; quando diz TALVEZ, significa NÃO; quando diz NÃO, não é diplomata.
 
- O militar quando diz SIM, significa SIM; quando diz NÃO, significa NÃO; quando diz TALVEZ... Então não é militar.
- O médico quando diz sim significa talvez; quando diz não, significa talvez; quando diz talvez, significa talvez mesmo.... Senão não é médico.
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

26 de agosto de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

SOBRE A COMISSÃO NO DOI-CODI


 
Este texto foi publicado no Fórum dos Leitores do Estadão.com.br, assinado por Renato Khair, em 25/08/2013:
“A COMISSÃO NO DOI-CODI: É inaceitável a atitude autoritária e antidemocrática do Exército brasileiro de impedir a entrada dos integrantes da Comissão da Verdade no local onde funcionava o famigerado DOI-Codi, o centro de torturas durante a ditadura militar. Quem não deve não teme. O Exército precisa ter transparência e se adequar aos tempos de democracia, cidadania e liberdades cívicas. O Exército brasileiro deveria pedir desculpas pelas torturas, assassinatos e crimes cometidos durante os anos de chumbo nos porões da ditadura militar que assolou o Brasil por longos 21 anos e ser o primeiro interessado em abrir as suas portas e os seus arquivos, num Estado Democrático de Direito. E deveria tomar a iniciativa de fazê-lo justamente para que tais fatos não sejam esquecidos e jamais voltem a se repetir no nosso país. Cabe agora ao ministro da Defesa, Celso Amorim, determinar tal autorização para que a Comissão da Verdade atue livremente e cumpra a sua nobre missão. Tortura nunca mais! - Renato Khair - renatokhair@uol.com.br – São Paulo”.
Minha resposta ao pobre subserviente:
Meu caro, sou profissional liberal da área da saúde. Não sou porta voz de militar, mas acredito que eles só irão dar permissão para que essa escória, a qual deram o nome de "comissão da verdade", visite as instalações militares, quando a quadrilha governante, composta de terrorista, torturadores, assaltantes de banco, sequestradores, assassinos de civis e arrombadores (as) de cofres visitarem as masmorras de Cuba e trouxerem um relatório sobre os noventa mil mortos no "paredon" e sobre os presos políticos que morreram e morrem em greve de fome sob o comando da múmia caribenha, ídolo desses hipócritas que defendem os Direitos Humanos e que, para comprovar o mau caratismo, acabam de contratar escravos a serviço de uma ditadura, que em 50 anos destruiu um país.
EM TEMPO: o nanico físico e moral, Celso Amorim, depois de desmoralizar o Itamaraty, levando o Brasil para a esfera do que há de mais podre na política internacional, não tem autoridade para falar de democracia nem de dar ordens para as FFAA.

26 de agosto de 2013
Humberto de Luna Freire Filho é Médico e Cidadão Brasileiro sem medo de corruptos.

NOVAS IGREJAS VAZIAS


 
Duvido que exista, em qualquer meio acadêmico ocidental, “esporte” mais difundido do que falar mal das religiões. Não há historiador, filósofo, sociólogo ou simples colunista de jornal com um pouquinho mais de cultura que não insista em escrever o quanto a Igreja (especificamente a católica) representou de “atraso na nossa evolução”. Vejam que, nas primeiras duas frases, misturei os dois conceitos – o de Igreja e de Religião – bem ao gosto daqueles a quem  destino o artigo.

Apresentam-se hoje em dia as estatísticas de pessoas queimadas, citam-se inventores perseguidos..mencionam-se pensadores excomungados com uma facilidade somente proporcional à ignorância daquilo que foi, na realidade, a Idade Média. Isso faz um “sucesso danado em sala de aula”, né cumpanheros? 
O que nenhum desses expoentes do meio acadêmico tem é  honestidade necessária para um exame de consciência. Desse mea-culpa, dessa confissão, nasceria o devido sentimento de ridículo... a necessária sensação de ter ela mesmo, a Universidade Brasileira, tornado-se um entrave..um verdadeiro atraso para quem dentro dela busca o livre pensamento e fora dela a extinção do PT.
Em artigo anterior já escrevi sobre o surgimento das universidades no mundo ocidental. Afirmei que era sua função receber pessoas que pensavam igual e mandar para o mundo gente que pensasse diferente. O objetivo desse artigo vai ser outro: o alvo aqui é o meio acadêmico brasileiro e seu papel vil na sustentação da ditadura petralha que está no poder.
Modéstia à parte, conheço muito bem o papel que vocês, docentes do ensino superior, tiveram na ascensão dos petralhas ao poder. Na década de 80 eu estava junto com vocês! Lia Marilena Chauí, Emir Sader..enfim..conhecia a “intelligentsia petista” e me identificava com seu discurso francamente marxista, com seus ideais abertamente revolucionários...enfim..os tempos eram outros, né “cumpanheros”? Afinal “nós precisávamos chegar ao poder”...
Nessas linhas vou fazer alguns comentários para o “leitor comum” através de uma espécie de conversa..Conversa entre eu e vocês!
Agora vocês já estão “grandinhos”, não estão?? Shanghai não é mais aquela que vocês gostam de lembrar citando “A Condição Humana” (a do André Malraux, pois a de Hannah Arendt duvido que vocês conheçam) Lula se veste com ternos de cinco mil reais e a tia Marilena almoça em restaurantes caros com a Marta Suplicy..enfim..as coisas mudaram..não mudaram?
Quem não mudou, seus picaretas, somos eu e vocês! Nós nos conhecemos bem e vocês não me enganam. Substituíram o discurso tradicional da revolução por uma linguagem relativista. Continuam marxistas, mas agora apresentam-se como aqueles cigarros – com baixos teores – não é?Encantam os estudantes da USP e da UFRGS com esse monte de lixo saído das páginas de Focault, Althusser e Derrida.
Jamais foram capazes de oferecer qualquer outra coisa dentro das faculdades de filosofia e história que não fosse esse marxismo requentado..essa confusão de ideias que vê no multiculturalismo, nos movimentos sociais, e nas marchas, a representação perfeita daquilo que vocês chamam de “movimento da história”.
Até quando, seus petralhas, vocês vão continuar aí dentro das universidades brasileiras? Enquanto o PT der dinheiro para vocês? Vocês, seus mentirosos, não teriam capacidade suficiente para enfrentar um simples médico – que jamais estudou filosofia formalmente – como eu. Imaginem se tivessem que discutir com Olavo de Carvalho, Edgar Morin, Luc Ferry, Roger Scruton e a turma da pesada.
Vocês, cumpanheros, sabem tão bem quanto eu a importância da relação da Universidade com a classe média. A prova disso é o ataque de nervos que a tia Marilena teve algum tempo atrás, não é?
Que pena! No Brasil marxismo se transformou em religião e as salas de aula de vocês são as novas Igrejas, não são? Rezem bastante, doutores... É só uma questão de tempo para as Novas Igrejas ficarem vazias.

26 de agosto de 2013 Milton Simon Pires é Médico.

ASSESSOR DA CASA CIVIL É CONSIDERADO FORAGIDO

Acusado de estupro de vulneráveis, Eduardo André Gaievski teve a prisão decretada pela Justiça do Paraná, mas não foi encontrado pela polícia

 
Eduardo André Gaievski
Eduardo André Gaievski foi prefeito de Realeza (PR) entre 2005 e 2013 (Reprodução/Facebook)

A Polícia Civil do Paraná considera foragido o assessor especial da Casa Civil Eduardo André Gaievski, que teve a prisão decretada por suspeita de estupro de vulneráveis. O petista, indicado ao cargo pela ministra Gleisi Hoffmann, foi afastado do cargo no governo federal após VEJA revelar a decisão judicial, em processo que tramita em sigilo. 

Gaievski é investigado por oferecer dinheiro a meninas pobres em troca de sexo.  

Leia também: Justiça decreta prisão preventiva de assessor do Palácio do Planalto

Durante o fim de semana, policiais civis paranaenses estiveram em Brasília e fizeram buscas por Gaievski, sem sucesso. 

O assessor da ministra Gleisi Hoffmann foi prefeito da cidade de Realeza (PR) entre 2005 e 2013. No governo federal, ele atuava na coordenação de programas importantes, como o de combate ao crack e o projeto de construção de creches. Seu gabinete fica no quarto andar do Palácio do Planalto
Gaievski nega as acusações e diz que as denúncias têm motivações políticas.

26 de agosto de 2013
Gabriel Castro, de Brasília . Veja

A CORAGEM DE EDUARDO SABOIA SALVOU A HONRA DO PAÍS

 

Eduardo Saboi

Ressalvadas as devidas proporções geopolíticas, a operação que culminou com a libertação do senador Roger Pinto Molina de seu intolerável cativeiro de 455 dias num cubículo da Embaixada do Brasil na Bolívia tem notáveis semelhanças com a história real que inspirou Argo ─ Oscar 2013 de melhor filme. Com o jovem ministro-conselheiro Eduardo Saboia no papel do agente de inteligência interpretado por Ben Affleck, que comandou o resgate de seis americanos escondidos na Embaixada canadense em Teerã, em 1979. Evo Morales como o desprezível lhama-aiatolá que assinou a sentença de morte do perseguido político. E os homúnculos que hoje comandam o Itamaraty no figurino dos beleguins iranianos feitos de pateta na fuga.

O “rigoroso inquérito” anunciado pelo atual ministro das Relações Exteriores, bravata em diplomatiquês de boteco de Brasília, contrasta com a entrevista serena, em português de gente decente, do ministro Saboia ao Fantástico ─ que, a começar pela presidente Dilma, sempre se jactando de seu inventário de lutas pelas melhores causas, deveria ser exibida repetidamente, como lição de casa, aos altos funcionários públicos que se dizem servidores da pátria e dos grandes propósitos humanos.

Eduardo Saboia arriscou sua vida numa perigosíssima jornada por terra até Corumbá; sua carreira, que provavelmente será ceifada depois do episódio; e a própria família, que ficou em La Paz, a metros do malandro que se faz de chola ─ para solucionar, radicalmente, um impasse interminável que o governo brasileiro não dava a menor mostra de querer resolver. Escoltou o senador Roger ao Brasil, para o asilo a que tem direito.

Disse o diplomata, ao chegar a Brasília:
─ Eu escolhi a porta estreita e lutei o bom combate. Eu não me omiti. Eu optei pela vida e salvei a honra do meu país, que eu defendo sempre.
Mais:
─ Eu escolhi a vida. Eu escolhi proteger uma pessoa, um perseguido político, como a presidente Dilma foi perseguida.

É bastante duvidoso que Dilma avalize com esse mesmo sentido o resgate cinematográfico engendrado pelo ministro Saboia. Não é sua especialidade colocar em prática o que diz que pensa, em termos de valores humanos superiores. O mais provável é que Patriota faça sua cabeça, culminando com a punição de Saboia por alta traição.

No fim de semana, de qualquer forma, Dilma estava muito ocupada lendo a nota de pesar que o pessoal da Secretaria de Comunicação preparou para ela lamentar a morte, quase simultânea, de dois campeões de 58, De Sordi e Gylmar. Uma maria-mole para quem adivinhar a abertura da nota. Na mosca:
─ O futebol brasileiro está de luto.
O Ministério das Relações Exteriores também. Ou nós com relação a eles.

26 de agosto de 2013
CELSO ARNALDO ARAÚJO

GLENN BECK APELA AO POVO AMERICANO PARA NÃO ACEITAR ENTRAR EM MAIS UMA GUERRA. CENAS CHOCANTES!

Glenn Beck produziu esta pequena mensagem em vídeo para mostrar o que está acontecendo na Síria e como membros do Congresso (democratas e republicanos) estão conduzindo os americanos a mais uma guerra. Por favor, assista o vídeo acessando o link abaixo e o repasse aos seus amigos. 


Este vídeo contém cenas não deve ser visto por crianças. 

26 de agosto de 2013

SÍRIA - CABE PERGUNTAR: A QUEM INTERESSAM OS ATAQUES? ASSAD SOBREVIVERIA A UMA INTERVENÇÃO?

 
Levei pancadas de alguns leitores porque desconfiei da versão apresentada pela oposição síria no caso de um possível ataque com armas químicas ocorrida na periferia de Damasco. Vamos ver se os inspetores conseguem colher alguma evidência. O fato é que a situação fica, a cada hora, mais esquisita.

Por mais que Bashar Al Assad, o presidente do país, seja um ditador, um tirano, custa crer que seja estúpido a ponto de autorizar um ataque dessa natureza quando está na ofensiva, recuperando terreno. O presidente dos EUA, Barack Obama, já deixou claro que não haverá intervenção no país sem um amplo apoio internacional. Isso significaria, hoje, quando menos, a neutralidade da Rússia, que, por enquanto, se opõe à ação e sustenta a posição de Assad.
 
O governo sírio finalmente aceitou a inspeção. A caminho do local do suposto ataque, carros em que seguiam os agentes da ONU foram alvos de franco-atiradores. Se um ataque com armas químicas determinado pelo governo — quando representantes das Nações Unidas estavam no país — seria evidência de uma estupidez sem- par, alvejar os inspetores parece ainda mais cretino. Pode-se acusar Assad de tudo, menos de não ser esperto — brutal, mas esperto.
 
Caberia ainda indagar a efetividade daquele ataque químico, asqueroso em si, mas militarmente irrelevante. Além de matar eventualmente algumas centenas de pessoas, todas civis, serve a que propósito.
Terroristas, especialmente as facções jihadistas ou delas próximas, usam civis, em particular mulheres e crianças, como escudo onde quer que atuem. Isso dá conta da importância que dispensam a essas vidas. A lógica — que pode não funcionar no inferno, sei disso — aponta muito mais para a responsabilidade de que extremistas que compõem a oposição armada. Pesquisem o noticiário: não seria a primeira vez.
 
Uma intervenção em larga escala na Síria é o barril de pólvora de que precisam os extremistas no Oriente Médio. Liquidado o governo Assad, os grupos que seguirão armados (e a gente sabe que as armas, nesses casos, não são entregues; vejam o caso da Líbia) darão início imediatamente à campanha para que as forças estrangeiras deixem o país. A oposição desarmada, por óbvio, não terá como sustentar um governo.
O Exército regular, comandado pelos alauítas (a minoria a que pertence Assad) vai se desintegrar. A Síria tenderia a se transformar num campo de guerra de facções terroristas, ali mesmo, na fronteira com Israel.
 
Se a situação hoje é caótica, aí, parece, seria o caos propriamente dito. Pensem na situação anterior ao ataque: dada a guerra civil, quem estava em posição mais confortável e recuperando terreno? A intervenção já havia saído do radar de possibilidades dos países ocidentais; depois dele, voltou a ser debatida.
Nem sempre quem lucra com um determinado evento responde por ele. Nesse caso, é prudente, sim, perguntar a quem interessava o morticínio. Até porque, por óbvio, Assad não teria futuro no caso de uma intervenção. Ele sabe disso. E os que se opõem a ele também.
 
Não! Não estou afirmando que foi um grupo de oposição. Se os EUA não sabem, não serei eu a saber.
O que afirmo, sim, e que é difícil saber quem é mais asqueroso por ali: Assad ou quem tenta derrubá-lo. E uma coisa dá para saber, aí sem dúvida nenhuma: para o Oriente Médio, os que lutam contra o ditador são muito mais perigosos.
 
26 de agosto de 2013
Reinaldo Azevedo

O FANTÁSTICO CAPITALISMO LULO-PETISTA DE EIKE BATISTA


O Brasil é um país fenomenal.
Aqui os donos das empresas privadas associadas ao PT investem dinheiro público em monopólios e conseguem a proeza de ter prejuízo e falir.
O melhor exemplo é o do mega-picareta, Eike Batista.
 
Mesmo tendo prejuízos e falindo ele consegue pagar bônus milionários para seus empregados incompetentes e embusteiros:
 
Eike Batista está na pior, mas nem todos que estão ao se lado têm motivos para reclamar. Os diretores da LLX, em fase final de negociação com uma empresa americana, acabam de ser contemplados com 2 milhões de reais cada um a título de bônus de retenção.
 
26 de agosto de 2013
selva brasilis

DESENHANDO A INCRÍVEL HISTÓRIA DO MENSALÃO, PARA QUEM AINDA NÃO ENTENDEU: APRESENTAÇÃO EM TIRINHAS DO ANGELI

 
A HISTÓRIA DO SUPER-ESCÂNDALO QUE ABALOU O MUNDO POLÍTICO E FEZ TREMER O GOVERNO LULA


ARTE: Angeli
ROTEIRO: Mario Cesar Carvalho
EDIÇÃO: Diogo Bercito











26 de agosto de 2013

A INVASÃO DOS AGENTES CUBANOS TRAVESTIDOS DE MÉDICOS


A Folha de São Paulo é o órgão oficial do PT. Esse pasquim paulista gostaria de substituir o Gramma, que virou papel higiênico em Cuba e se tornar o jornal oficial do Foro de São Paulo. Os comunistas do continente fazem rabicozinho doce e se recusam a reconhecer o esforço fenomenal desse folhetim em propagar a mentira, deturpar os fatos e difundir a propaganda lulo-petista no Brasil. Vejam só como ela “explica” o programa de importação de médicos estrangeiros, uma medida de padilha e outros comissários comunistas para espalhar agentes de segurança cubanos no Brasil como se fossem médicos.
 
26 de agosto de 2013
selva brasilis

FUGA DO SENADOR BOLIVIANO TEVE AJUDA DE COLEGA BRASILEIRO, DIPLOMATA, FUZILEIROS, PF...

 


Ferraço: ‘A PF foi até o hotel, me contactou no aeroporto e apareceu lá com o senador Roger Pinto’

Foi cinematográfico o enredo da fuga do senador boliviano Roger Pinto para o Brasil. Depois de 455 dias de refúgio forçado numa sala da embaixada brasileira em La Paz, o líder da oposição ao governo de Evo Morales dormiu em Brasília na madrugada de sábado para domingo. Ele deve sua liberdade a uma operação secreta que reuniu, à revelia do Itamaraty, um diplomata brasileiro inconformado, dois fuzileiros da Marinha, um senador do PMDB, e uma equipe de cinco agentes da Polícia Federal.
 
Chama-se Ricardo Ferraço (PMDB-ES) o senador que participou da execução da fuga. Ele preside a Comissão de Relações Exteriores do Senado. Entrou na operação a pedido do diplomata Eduardo Saboia, encarregado de negócios e titular interino da representação diplomática brasileira em La Paz. Acionado em Vitória (ES), onde se encontrava no sábado, Ferraço voou até Corumbá (MS) para resgatar, num jato emprestado, o desafeto de Evo Morales.
 
Abordado por um agente da Polícia Federal no aeroporto de Cuiabá, Ferraço identificou-se. Escondido num hotel, na companhia do diplomata Saboia, o senador boliviano chegaria uma hora depois, protegido por cinco agentes da PF e um par de fuzileiros navais que o haviam escoltado por 22 horas, numa viagem de 1.500 km, feita em carro diplomático brasileiro. Roger Pinto voou para a liberdade na companhia de Ferraço.
 
Em entrevista ao blog, Ricardo Ferraço contou detalhes da operação que levou o Itamaraty a abrir uma investigação e irritou o governo boliviano. A conversa vai reproduzida abaixo:
 

 
— Como se interessou pelo caso do senador boliviano Roger Pinto? Em março, eu fui à Bolívia para averiguar a situação dos torcedores do Corinthians que estavam presos na cidade de Oruro. Na volta, fiz uma visita ao senador Roger. Encontrei-o numa sala do segundo andar do prédio administrativo da embaixada brasileira, em La Paz. Improvisaram um quarto num escritório. Mede uns 3m X 6m. Fuzileiros da Marinha guardavam a porta. Fiquei impressionado com aquela situação. De lá para cá, venho agendando o tema no Senado. Nada evoluiu.
 
— O sr. se manteve em contato com a embaixada brasileira em La Paz? Sim. Tem lá um diplomata, encarregado de negócios, chamado Eduardo Saboia. A embaixada está sem embaixador há muito tempo. É ele quem está respondendo pelo posto. Ele notou uma deterioração do estado de saúde do senador boliviano. Havia um quadro de depressão. Vendo tudo isso, e percebendo a ausência de perspectiva de solução para o caso, o Saboia chegou a me confidenciar, de maneira muito pessoal, que estava com medo de que o senador boliviano se suicidasse. Ele me disse que estava pensando em tirar o senador de lá.
 
— Qual foi a sua reação? O que eu fiz foi entusiasmá-lo a tomar uma decisão. Fiz isso por solidariedade humana. Eu só vi o senador Roger Pinto duas vezes. Em março, quando estive em La Paz, e neste sábado.
 
— O diplomata Eduardo Saboia autorizou a fuga? Ele fez muito mais do que isso. O Saboia organizou a saída, colocou o Roger no carro da embaixada e trouxe ele até o Brasil. Os fuzileiros navais brasileiros deram cobertura durante todo o percurso. Percorreram um caminho complicado. Foram mais de 1.500 km, passando por regiões com produção de coca, até chegarem a Corumbá, no Mato Grosso do Sul. O Saboia foi a figura central no episódio.
 
— O sr. foi comunicado da operação com antecedência? A gente vinha conversando, trocando ideias. Mas, quando eu soube, a operaçao já estava em curso. Quando o Saboia me ligou, eles já estavam próximos da fronteira. Estava muito tenso. Ele criou uma relação de confiança comigo desde que o conheci, em março, na Bolívia. Eu dava retorno a ele. Esteve no Brasil duas vezes. E foi recebido por mim na Comissão de Direitos Humanos. Coloquei o assunto na agenda da comissão.
 
— Qual foi o seu papel na operação de fuga? Eu vinha acompanhando o processo, toda a angústia do Saboia. Neste sábado, eu estava em Vitória [ES], na minha casa, quando recebi um telefonema dele, pedindo ajuda.
 
— Que hora foi isso? Era hora do almoço.
 
— O que o sr. fez? Tentei contactar autoridades brasileiras.
 
— Que autoridades? Na verdade, liguei para o presidente do Senado [Renan Calheiros]. Mas não consegui falar. Deixei recado.
 
— E daí? Telefonei para o aeroporto de Vitória. Tinha um jato privado, de uma empresa capixaba. Liguei para o dono. Não dei detalhes, não queria que vazasse. Mas esclareci que precisava do avião para uma missão importante. Que envolvia uma pessoa correndo risco de vida. Ele se sensibilizou e me emprestou o avião.
 
— Como se chama o empresário? Prefiro não dizer, até porque ele não sabia exatamente do que se tratava. A responsabilidade é minha.
 
— Ele cedeu o avião graciosamente, sem cobrar? Sim, isso mesmo.
 
— É seu amigo? É conhecido meu, mas não é pessoa íntima. Decidi pedir. Se não desse, paciência. Não sou pessoa de me omitir. A omissão é o pior dos pecados.
 
— A que horas decolou de Vitória? Levantamos voo pouco antes das seis da tarde, umas cinco e meia. Desci em Corumbá à noite. O aeroporto estava meio vazio, sem muito movimento. Fiquei esperando umas duas ou três horas. Logo fui abordado por um agente da Polícia Federal. Eu me identifiquei, dei meus documentos. O cara ligou para o superior dele. Dali a mais ou menos uma hora, chegou o agente com o senador boliviano. Me entregou ele. Embarcamos para Brasília. Chegamos na cidade perto de uma e meia da madrugada.
 
— A Polícia Federal foi buscar o senador boliviano do outro lado da fronteira? Não. Quando ele chegou ao Brasil, na fronteira, estava acompanhado do diplomata brasileiro e escoltado por dois fuzileiros navais do Brasil. Os fuzileiros o atravessaram na fronteira. A Polícia Federal foi procurá-los no hotel.
 
— Então, eles chegaram a se hospedar num hotel em Corumbá? Sim, chegaram na cidade por volta de duas horas da tarde de sábado. E foram para o hotel. O Saboia me ligou do hotel.
 
— Quem acionou a Polícia Federal foi o diplomata Eduardo Saboia? Não sei dizer. Sei que a PF foi até o hotel, me contactou no aeroporto e apareceu lá com o senador Roger Pinto.
 
— A Polícia Federal foi acionada por alguém, não? Eu não tenho esse detalhe. Sei que o Saboia estava tentando fazer contato com o ministro Celso Amorim [Defesa], com o José Eduardo Cardozo [Justiça]. Não sei se conseguiu. Foi tudo muito rápido. Não deu para perguntar tudo.
 
— Acredita que ele tenha dado ciência da movimentação ao Itamaraty? Não acho improvável que ele tenha sinalizado alguma coisa. Como ele está respondendo pela embaixada há meses, não é nenhum absurdo supor que ele tenha manifestado aos seus superiores que a situação estava no limite, e que, se ele tivesse oportunidade, faria alguma coisa. Talvez as pessoas no Brasil não acreditassem que ele tivesse disposição para fazer.
 
— Quando o senador Roger Pinto chegou no aeroporto de Corumbá, estava acompanhado de grande aparato de segurança? Umas sete pessoas davam segurança a ele. Cinco agentes da Polícia Federal, bem armados, e os dois fuzilileiros navais que o haviam acompanhado desde La Paz.
 
— O Eduardo Saboia não foi ao aeroporto? Não. Eu insisti muito para que ele voasse com a gente até Brasília. Mas ele preferiu não nos acompanhar.
 
— Ele decerto está ciente de que pode sofrer sanções administrativas, não? Obviamente, ele não ignora os riscos. Mas acho que deveria ser condecorado, jamais punido. Tomou uma decisão corajosa. Ao viajar junto com o senador, pôs inclusive a própria vida em risco. Conversamos muito. Sei que ele fez isso por não suportar a indeferença de ver um perseguido político se deteriorando numa sala, como se fosse um resto de gente. Era essa a situação do senador na Bolívia.
 
— Pelo que conversavam, o Eduardo Saboia planejava essa operação há muito tempo? Ele revelava, há algum tempo, muito incômodo com a falta de definição e de determinação do governo brasileiro, em função de ter concedido o asilo político e não ter obtido o salvo-conduto para o deslocamento do asilado. O Saboia é uma figura muito comprometida com os direitos humanos. É um homem muito sério. O que o moveu foi a indignação.
 
— Na sua opinião, o governo brasileiro se portou mal no episódio? Não há nenhuma dúvida a esse respeito. Sou um crítico da falta de determinação da diplomacia brasileira nesse caso. Nossa diplomacia por vezes é muito companheira dos nossos vizinhos bolivarianos. Há um nítido viés ideológico nas relações. Acho um absurdo que o governo brasileiro, após conceder o asilo ao senador, não tenha se empenhado para obter o salvo-conduto.
 
— Na sua avaliação, faltou pressionar a Bolívia? O salvo-conduto é uma consequência natural do asilo político, que por sua vez é uma decisão unilateral do país que concede. Mesmo nos momentos mais duros das ditaduras sulamericanas, como a do Chile, nunca um salvo-conduto para o Brasil foi negado. O governo brasileiro deveria ter exigido da Bolívia o salvo-conduto. No mês passado, em encontro de cúpula do Mercosul, no Uruguai, os chefes de Estado do grupo aprovaram uma nota concluindo que o asilo é decisão soberana dos países. Referiam-se ao caso do Edward Snowden [ex-técnico terceirizado da CIA]. Entre os signatários está o Evo Morales. Por que as regras do asilo valem para o Snowden e não valeriam para o senador Roger? Não faz o menor sentido.
 
— Depois do desembarque em Brasília, o senador boliviano foi para um hotel? Chegamos à Capital na madrugada de sábado para domingo. Eu tinha oferecido minha casa para ele pernoitar. Ele tinha topado. Mas, no meio do caminho, falou com o advogado dele. E preferiu ir para a casa desse advogado.
 
— Então, ele tem um advogado em Brasília? Sim. Chama-se Fernando Tibúrcio. Peticionou em nome dele junto ao STF, pedindo providências ao governo brasileiro.
 
— O senador Roger Pinto responde a mais de 20 processo na Bolívia. É acusado de corrupção. Está seguro de que as acusações são falsas? Confio muito na avaliação do Eduardo Saboia. No caso dos torcedores corintianos, já libertados, ele tinha me dito que nenhum deles tinha envolvimento com a morte daquela menino boliviano, no estádio de Ururo. E o Saboia me passa a mesma segurança em relação ao caso do senador Roger. Ele está muito seguro, pelos dados que obteve, de que o senador é perseguido pelo governo do Evo Morales. Diz que as acusações que pesam contra ele fruto de disputa política. Ele é o líder da oposição. Não o conheço em profundidade. Mas pergunto: se ele fosse um criminoso, o governo brasileiro teria concedido o asilo político?
 
— Sobre o quê o sr. e o senador boliviano conversaram durante o voo de Corumbá até Brasília? Ele me pareceu em estado de choque. A ficha ainda não havia caído. Ele parecia ainda não acreditar na possibilidade de ser um homem livre. Me disse que contou os dias em que ficou retido numa sala. Foram 455 dias. Na cabeça dele, a estratégia do governo da Bolívia era vencê-lo pelo cansaço. Esperavam que ele não aguentasse e saísse à rua, para ser preso. É um homem de família, Batista, conservador. Sabe que terá de refazer a vida.
 
— O senador Renan Calheiros respondeu ao recado que o sr. deixara no sábado? Ele me ligou no domingo, quando tudo já estava resolvido. Contei rapidamente o que se passou. E ficou nisso.
 
— Não receia ser criticado por sua participação na fuga? De jeito nenhum. Não convivo muito bem com a omissão. Prefiro o erro à indiferença. E não creio ter cometido nenhum erro nesse episódio.




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"Era como se eu tivesse o DOI CODI ao lado..."




A diplomacia traz o seu estilo no nome: é macia. Muitas vezes, porém, o excesso de punhos de renda faz desandar a receita da marmelada. Foi o que sucedeu no caso do senador boliviano Roger Pinto. Dilma Rousseff concedeu-lhe asilo político. Mas Evo Morales negou-se a emitir o salvo-conduto. O Itamaraty fingia-se de morto havia 455 dias. Até que…

Encarregado de negócios e titular interino da embaixada brasileira em La Paz, Eduardo Saboia resolveu rodar a baiana. Fez isso para interromper o suplício imposto pela inação do Itamaraty ao asilado Roger Pinto. “Eu me sentia como se eu tivesse o DOI CODI ao lado da minha sala de trabalho”, disse.

Responsável pelo planejamento e pela execução do plano de fuga do senador boliviano, Saboia recebera instruções de seus superiores para ficar de bico calado. Moveu os lábios depois de ter o nome mencionado, de forma pouco amistosa, numa nota oficial do Itamaraty. Reagiu por meio de entrevista concedida ao repórter Carlos de Lannoy. Abaixo, o trecho veiculado no programa Fantástico, da Globo:

— Assim que o senhor chegou ao Brasil com o senador boliviano, houve um acordo com o Itamaraty para que o senhor não falasse? Sim, houve um pedido. Eu passei o dia inteiro no hotel, quieto. Só que o Itamaraty soltou uma nota mencionando o meu nome. Então, eu decidi também falar com a imprensa e dizer que eu tomei a decisão de conduzir essa operação porque havia um risco iminente à vida e à dignidade de uma pessoa: o senador Roger Pinto, que passou 452 dias [em verdade, foram 455] num cubículo ao lado da minha sala de trabalho.

— Quais eram os riscos que o senador estava sofrendo dentro da embaixada? Havia uma violação constante, crônica de direitos humanos porque não havia perspectiva de saída, não havia uma verdadeira negociação em curso. E ele obviamente tinha um problema de depressão que estava se agravando. Tivemos que chamar um médico. Ele começou a falar de suicídio e dizia constantemente que queria que nós o tirássemos de lá e os advogados dele também dizendo isso. E um quadro que podia degenerar ou em um suicídio ou em risco também para as pessoas que trabalham na embaixada. Eu me sentia como se eu tivesse o DOI CODI ao lado da minha sala de trabalho. É um confinamento prolongado sem perspectivas e sem um verdadeiro emprenho para solucionar. Eu estive em Brasília duas vezes dizendo: ‘olha, a situação está ruim’. Inclusive eu pedi para sair de La Paz porque eu disse: ‘eu não vou compactuar com essa situação que atenta à dignidade da pessoa humana e também à honra do meu país’. Eu não preciso de instructões específicas para situações de urgência. É isso o que aconteceu.

26 de agosto de 2013
Josias de Souza - UOL