"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PICHAÇÃO NO MONUMENTO ÀS BANDEIRAS: ARTE DE ESQUERDA É SUJAR E CAGAR


Pichação no Monumento às Bandeiras: arte de esquerda é sujar e cagar

A pichação no monumento em homenagem aos Bandeirantes revela duas mentalidades: a que aprende com o passado e a que quer destruí-lo.

O Monumento às Bandeiras, próximo ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, foi pichado na madrugada entre a última quinta e sexta-feira (29-30), assim como a estátua do bandeirante Borba Gato, em Santo Amaro, e a sede da Secretaria Estadual da Educação, na República.

As pichações ocorreram logo após o debate entre candidatos à prefeitura na Rede Globo, em que o tema das pichações foi mencionado, com a candidata Marta Suplicy esforçando-se para separar “pichação” de “grafite”, que seria uma “arte”. Litros e litros de tinta rosa, verde, azul e amarela despejados foram despejados sobre o monumento.

Apesar de não ser comentado nas notícias que foram vistas na imprensa, para o brasileiro médio acostumado com o modelo de atuação da esquerda não é difícil imaginar quem estaria por trás de tais atentados criminosos, está uma ideologia política. Tampouco demanda-se que alguém entenda de herméticos e arcanos símbolos de seitas para traduzir o significado de tintas coloridas e a qual corrente ideológica e partidária atendem.



De fato, não é possível imaginar que pichações, vandalismo, crimes e alguma forma de emporcalhar uma cidade, custando trabalho e dinheiro de trabalhadores honestos, possa ser feita contra o PT, a esquerda ou o modernoso ideário progressista. Nem era preciso ver as imagens: bastava saber que tal fato ocorreu para saber que o mote vazio “Fora Temer” apareceria em algum momento.

De acordo com a Veja São Paulo, a “pintura” (sic) no monumento “divide opiniões”. Não uma “divisão” como imaginamos ao ler a frase, de 50/50, ou pelo menos, talvez, 70 contra 30%. Quem apóia são pessoas como o ator Caio Blat, que postou em seu Instagram: “Gostei da intervenção. Podiam deixar por uns dias…”.

Já as respostas são escritas com menos eufemismos:

vc achou legal “a intervenção”???? Então disponibiliza verbas para comprar produtos de limpeza e vai limpar você essa sujeira.

Pinte a sua casa, a sua cara a sua vida desse jeito que irá combinar com você

Já que gostou, por que não deixa seu endereço para que pichadores como esses façam uma intervenção na sua casa, ou na de sua família ?

guerrilheiro de iPhone, esquerdinha condomínio fechado, babaca maior

Avá!! @tamarag.bringel além de puxa saca falta-lhe cidadania. Então se sou católico posso destruir uma igreja evangélica!? Larga de ser irresponsável e apoiar vandalismo sua escrota! Independente da sua ideologia, patrimônio público não pode ser vandalizado. Vc é baixa é ridícula, aceita que dói menos. #temerfica#esquerdinhanutella

É obrigação para os atores brasileiros serem ridículos???

O modelo progressista é a faina da destruição do trabalho alheio, da glorificação de qualquer coisa de baixo valor, desde que destrua tudo o que seja considerado velho, ultrapassado ou mesmo “obscurantista”, como monumentos celebrando fatos históricos, e não um futuro sem passado.
Bandeirantes, Tamoios, Anhangüera

O progressismo é hoje pesadamente financiado por instituições globalistas como a Open Society de George Soros, que financia estudos provando, entre outras coisas, que o modelo de gestão da Crackolândia por Fernando Haddad é uma excelente política pública de saúde (sic).

Outra agência financiada por George Soros é a Agência Pública, “agência de jornalismo independente” e “sem fins lucrativos” (sic), que recebeu mais de R$ 1 milhão da Open Society em cinco anos. A Agência Pública tem entre seus curadores a blogueira do El País e da Época, Eliane Brum, e o blogueiro do UOL Leonardo Sakamoto.

Leonardo Sakamoto seguiu o rito do progressismo globalista (adjetivo quase desconhecido da intelectualidade brasileira) e, se criticou a pichação, ou melhor, o “custo alto” da “intervenção”, pelo trabalho gasto (alguém terá de limpar o monumento), por outro lado, subiu no cavalo do seu monotematismo e, pela oitava vez desde quinta-feira, atacou “os bandeirantes”. Para o blogueiro progressista a soldo de George Soros e contra a classe média, algo celebrando os bandeirantes nem deveria existir.

Em um texto extremamente apelativo para o público infanto-juvenil, com jargões galerosos de internet como “Na minha opinião, um povo não precisa de heróis” ou “#prontofalei”, Leonardo Sakamoto diz que a arte “pode ser usada que a história seja passada adiante de forma acrítica, contribuindo com a doutrinação” (!), ou que “[o] fato da (sic) elite de São Paulo tê-los [os bandeirantes] (…) escolhido como heróis diz muito sobre o espírito do Estado” (de novo?), decorrendo-se então que “parte da população encare a tortura como método válido de investigação policial”, considerando então que monumentos a bandeiras são “símbolos construídos para fortalecer uma narrativa histórica por um grupo social que ainda hoje está no poder”.

Leonardo Sakamoto, como se sabe, nunca esteve no poder, nem faz parte da elite. Elite é a dona Jusecreide da faxina, que teve de limpar tudo aquilo, vai à igreja evangélica e é contra o casamento gay. Ela, sim, contribui com a doutrinação.

Para Sakamoto,

Nossos heróis são Domingos Jorge Velho, Antônio Raposo Tavares, Fernão Dias Paes Leme, Manuel Preto, Bartolomeu Bueno, Borba Gato que roubaram, mataram, escravizaram e ampliaram nossas fronteiras como consequência não de algum princípio mais alto, mas da ganância.

É difícil crer que algum paulista considere Raposo Tavares algo além de uma rodovia e pense em Paes Leme sem ser numa atriz global, mas a análise de Sakamoto jura que são estes nossos “heróis”. Todo um estudo, digamos, sério, pode ser demolido simplesmente verificando-se se sua primeira premissa tem algum nano-respaldo na realidade.


De toda forma, para Sakamoto e sua cruzada anti-Bandeirantes, preferindo sempre viajar pela Anhangüera, os bandeirantes “roubaram, mataram, escravizaram e ampliaram nossas fronteiras como consequência não de algum princípio mais alto, mas da ganância”. Sua premissa menor também é falha: os bandeirantes tinham sim princípios mais elevados do que a ganância. Ainda que não sejam aqueles que Sakamoto glorifica, como “ocupações” (sic) e “crackolândia” (sic).

Se não queremos que “a história seja passada adiante de forma acrítica, contribuindo com a doutrinação”, é bom se entender que os bandeirantes, tão odiados por Sakamoto 39 vezes por semana, são odiados por ele justamente pela “ampliação de fronteiras” e por ajudarem e, literalmente, abrirem caminho aos jesuítas na conversão dos índios.

Como Sakamoto e o progressismo têm o cristianismo como inimigo público número 1, e como o modelo de pensamento progressista não busca encadear pensamentos em silogismos, mas sim em causar uma reação imediata com palavras chocantes (“elite! no poder! tortura! escravizaram! acrítica!”), mesmo que sem coerência nenhuma, passa despercebido a Sakamoto e seus leitores que, por exemplo, quem mais matava e escravizava índios eram, justamente, os próprios índios.

As tribos, afinal, eram guerreiras, e a palavra tem mesmo tal significado, o que é difícil ao pensamento de esquerda e sua cisão absoluta entre significante e significado entender. Os que “roubaram, mataram, escravizaram” os índios, sem precisar de bandeirante nenhum, foram outras tribos indígenas, com o curioso adendo de serem canibais, comendo a carne dos guerreiros inimigos (sem o canibalismo, a angüera, espécie de alma do índio, poderia morrer, sem atingir a terra-sem-mal).


Os bandeirantes, muito mais desprotegidos do que os índios e em número incrivelmente menor, apesar da superioridade de armas, apenas praticaram o modelo de guerra já em voga entre os índios. Não surpreenderia que, caso inventassem o modelo de intervenção militar para instaurar uma “democracia” nas aldeias de pajés, Sakamoto igualmente os criticasse como versões anteriores de George W. Bush. Aliás, não foi muito diferente do que eles fizeram, com os jesuítas logo atrás.

Os jesuítas, com seu odiado cristianismo, aquele que crianças doutrinadas e acríticas aprendem a odiar desde tenra infância nas escolas lobotomizadas por pensamentos como o de Leonardo Sakamoto, converteram os índios justamente sobre um Deus único comum, e não deuses rivais, que faziam com que índios odiassem qualquer pessoa de uma tribo inimiga (e deus inimigo) tão somente por pertencerem a outra tribo. Se Sakamoto quer falar de racismo, poderia analisar, de forma “crítica” e sem ser “doutrinada”, o que é o pensamento tribal, base antropológica do racismo.

Se hoje andamos nas ruas de São Paulo e não tomamos uma flechada na orelha tão somente por trocar para o bairro de uma tribo rival, tal se deve aos bandeirantes e jesuítas, a despeito de pessoas com preguiça de pesquisar, mas facilmente impressionáveis e rápidas nas conclusões ao ver uma iconografia de bandeirantes malvados diante dos índios. Nossa paz em São Paulo não se deve ao esquema social dos índios, que foram convertidos por jesuítas como Padre Anchieta e aprenderam que o ser humano é dotado de corpo, alma e espírito, da trindade divina, que não precisavam assassinar seus inimigos por um deus diferente e nem comer sua carne para sua angüera ir para a terra sem mal, que era a bondade e as ações individuais, e não a vitória na guerra contra uma tribo rival que levaria sua alma para uma terra-sem-mal. Digamos, “algum princípio mais alto” do que a ganância de tomar as posses alheias pela guerra.

(ler mais sobre as guerras indígenas no maravilhoso romance de Alberto Mussa, A Primeira História do Mundo, sobre o primeiro homicídio investigado no Rio de Janeiro, como analisamos no nono episódio do Guten Morgen, o nosso podcast.)

Leonardo Sakamoto culpa os bandeirantes por guerrearem como os índios guerreavam, e tem credulidade de que os índios eram simpáticos, tolerantes, amáveis uns com os outros como alguém os amou. Como bons cristãos, dir-se-ia.

Mas, para o pensamento progressista-globalista, tudo é apenas uma doutrinação de frases de efeito acríticas e doutrinadas (exatamente o que Leonardo Sakamoto tenta acusar “o povo paulista”, beirando o discurso de ódio contra um povo, de fazer). Basta gritar “racismo” para que pessoas de esquerda pensem em bandeirantes e jesuítas escravizando índios por não terem alma, enquanto índios estariam se amando entre si. Entre outras bazófias histórias que só se sustentam sem saber o que raios é um bandeirante.
Pichação: ars poetica sakamotiana

Justamente sem ter nenhum ideal mais elevado do que a ganância, seja a visão histórica de Sakamoto ou sua visão sobre arte, tudo é um imanentismo absoluto, o tipo de materialismo mais reducionista, que só vê na matéria algum valor e só vê valor material no que está além de suas impressões imediatas.

Para um modelo de arte materialista-histórico-dialética-sakamotiana, aquela da luta de classes entre bandeirantes e índios, pauparicada na risível idéia de que os bandeirantes sempre estiveram no poder, e não os índios que enterravam e enterram vivas suas crianças gêmeas e deficientes, não há um universalismo de almas inocentes (como de bebês na barriga da mãe) que possam ir para uma terra-sem-mal: todo o universal deve ser realizado por um governo universal que controle e imponha valores que destruam o passado das memórias coletivas. Para que as pessoas pensem “acriticamente”, numa Doutrinação absoluta com D maiúsculo. É o D que substitui Deus.


Frases de esquerda @FrasesEsquerda

urge ressignificar o espaço urbano

Para essa mentalidade que vai da estética à ética, a destruição de um monumento, ainda que modernista, é apenas purificar o presente da terrível presença dos mortos e da história. Tudo deve ser substituído pela crença moderna no progressismo global.

Esta arte, que só tem matéria bruta e corporificação absoluta, medindo de fetos a monumentos tão somente por sua capacidade de uniformizar as mentes para o controle corporal total e totalitário, qualquer manifestação que destrua o “obscurantismo” da família, de religiões contrárias ao Estado total, da universalidade da alma e não do corpo, só pode ser criticada também pelas suas conseqüências materiais, como alguém ter de limpá-la depois.


A arte que resta é a pichação, a “intervenção”, a destruição. É o credo do futurismo, que pretendia destruir as pontes, edifícios, praças, a arte clássica italiana e, claro, as igrejas para construir algo novo do zero. Os futuristas defendiam um modelo totalitário, o fascismo, além de querer expulsar as mulheres da vida pública. O fascismo não vingou, mas o neo-futurismo se reinventou, defendendo totalitarismos sem precisar citar seus nomes.

Para essa mentalidade, que obedece não mais a “princípios mais elevados”, só conseguindo olhar para a matéria imanente, toda a obediência é à destruição do que mantém a ordem social funcionando, semcrenças no Leviatã moderno globalista, com aborto, drogas e afins.

Fazer cocô em público no MASP contra Bolsonaro não é digno de críticas: apenas o povo paulista é criticável. Ficar nua e depilar a perereca em público defronte a outro museu de arte moderna, com velhinhas e crianças na “platéia”, tampouco é criticável: o problema é honrar bandeirantes.Fazer centopéia humana com seres humanos enfiando seus dedos no roscofe alheio não é ausência de “princípios mais elevados”: “ampliar as fronteiras” e ensinar universalidade divina o é. E enfiar gelo e garrafas de vinho no culito ainda não é, digamos, “ganância”: é apenas o valor materialista sem o “obscurantismo” do atrasado povo paulista.

Se quer uma mentalidde com “princípios mais elevados”, talvez Sakamoto devesse rejeitar ser financiado por George Soros “sem fins lucrativos” e observar algo realmente de valores elevados. Talvez a Notre Dame ou a Capela Sistina. Não são “intervenções”: são arte. Não precisam do eufemismo dos progressistas, que nunca descrevem a realidade com termos precisos.

São estes os dois tipos de mentalidade que estão “dividindo” São Paulo, segundo a Veja São Paulo. Para que os jovens saibam distinguir qual a melhor, talvez seja necessário terminar com #prontofalei.



05 de outubro de 2016
flavio morgenstem
senso incomum

PRECISAMOS ACABAR COM O TEXTÃO PÓS-DEBATE!



A cultura do textão no Facebook já é mais chata do que cagar na casa da namorada. Logo após um debate eleitoral, é caso pra internação.

PRECISAMOS ACABAR COM A CULTURA DE textão pós-debate politico. O que tem de palpiteiro aí incapaz de fazer seu próprio candidato manter o percentual de votos numa semana (que dirá ganhar uns 10% pro sagrado) dizendo que neguinho foi melhor, que caboclo foi pior, que a outra lá deveria ter dito Y, e não X…

Facebook é só achismo e auto-exibição é uma sensação coletiva de que você está fazendo algo importante, e não gastando o tempo em que você deveria estar no quinto volume de Em Busca do Tempo Perdido conversando com mocorongos de nariz empinado, ok, sempre soubemos, mas alguns óbvios sai ululantes demais para serem ignorados.

Em primeiro lugar, todo mundo tem uma capacidade estupenda e inata para ver apenas aquilo que quer ver. Sabe a mãe que posta mil fotos do filho ou cachorro no Facebook achando que são os mais lindos e inteligentes do mundo? Então, política funciona com o mesmo instinto.

O Luís Nassif VAI achar que Haddad arrasou no debate. A Universal VAI crer que Crivella tratorou todos com seu intelecto. A Carta Capital VAI garantir que não existe gente mais moral e inteligente do que Lula e Dilma. A Lúcia Guimarães VAI dizer que Donald Trump foi racista, fascista, misógino e fascista independentemente se ele foi ao debate ou não. Mesmo se for num “textão” de 140 caracteres. 


05 de outubro de 2016
flavio morgenstern, senso incomum

PF APERTA O CERCO: LULA É INDICIADO POR CORRUPÇÃO NO CASO ANGOLA ; ODEBRECHT


Lula com um de seus disfarces para fugir da polícia...

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo crime de corrupção em razão de evidências de propina de R$ 20 milhões mascarada em contratos da empreiteira Odebrecht em Angola firmados com a empresa Exergia, cujo sócio era Taiguara Rodrigues, seu sobrinho.

Lula foi indiciado por corrupção passiva, porque a PF concluiu que os contratos de Taiguara só aconteceram em razão do parentesco e das relações da empreiteira com Lula, além dos documentos que citam o próprio ex-presidente no negócio. Seu sobrinho e sete executivos da empreiteira, incluindo Marcelo Odebrecht, foram indiciados por corrupção e lavagem.

O indiciamento ocorreu após cinco meses de investigação daoperação Janus, que devassou contratos da empreiteira com a empresa Exergia. Em maio, a PF, com autorização da Justiça, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Taiguara em Santos. Era uma mina de ouro para a investigação. A PF descobriu que Lula recebia três alcunhas nas conversas: tio, presidente e “chefe maior”.

Uma das provas apreendidas pela PF era uma espécie de diário no computador de sobrinho de Lula, com diversos relatos da empresa e do petista. Eram textos em formato .doc, com Taiguara falando de si mesmo em terceira pessoa. Um dos primeiros -- e mais relevantes -- registros desse diário é de 2009, quando Taiguara descreve uma reunião. Ele diz que esteve em Brasília para conversar com o tio. Registrou até a duração do encontro: 50 minutos. Taiguara resumiu a resposta de Lula, dizendo que ele deu “carta branca” para os negócios em Angola.

Após esse encontro, com o aval de Lula, Taiguara preparou sua empresa para arrancar um naco dos contratos bilionários da Odebrecht em Angola, financiados com dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Como ÉPOCA revelou no ano passado, Lula fazia lobby para a empreiteira sob o pretexto de palestras, usando o status de ex-presidente para viabilizar obras fora do país bancadas pelo banco estatal.

05 de outubro de 2016
in aluizio amorim

AYN RAND: A ERA DA INVEJA

Ayn Rand - A era da inveja (legendado) - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=gaA_nlho6Kw
13 de abr de 2012 - Vídeo enviado por Caio Amaral
Trecho da entrevista com Tom Snyder onde Ayn Rand fala sobre o "ódio do bom, por ser bom". Pra ...

05 de outubro de 2016
postado por m.americo

ATIVISMO JUDICIÁRIO: A NOVA FEIÇÃO DO ESTADO AUTORITÁRIO


Não há razão alguma para celebrar ou comemorar a decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu o mandato de Eduardo Cunha, independentemente da avaliação política que se possa fazer a respeito do deputado. A decisão da suprema corte é inconstitucional e reflete uma vocação para o ativismo judiciário, que nada mais é do que uma das feições do estado autoritário, e que foi introduzido paulatinamente no país pelas práticas institucionais delinquentes do petismo.

Nesse vídeo-áudio fazemos algumas considerações preliminares a respeito à luz dos fatos recentes da política brasileira. Mas muito em breve publicaremos um artigo mais aprofundado trazendo exemplos desse ativismo judiciário no resto do mundo e mostrando como ele é incompatível com a democracia.


05 de outubro de 2016
paulo enéas, critíca nacional

O STF E O RISCO DA LEGALIZAÇÃO DA IMPUNIDADE

A herança da delinquência institucionalOs treze anos de petismo no poder representaram, entre outros, um processo contínuo de delinquência institucional, que se deu por meio do aparelhamento das instituições do estado brasileiro com a finalidade de colocá-las a serviço da agenda ideológica de esquerda que o petismo encarnava. A derrocada do petismo através do impeachment não representou a derrota dessa agenda, como enfatizamos em artigos anteriores do Crítica Nacional. Essa agenda continua presente no aparelho de estado brasileiro, deixada como herança maldita dos anos de governos petistas. E uma das facetas mais perversas dessa herança de delinquência institucional se expressa no poder judiciário, através do chamado ativismo judicial.

O ativismo judicial é uma das novas feições do estado autoritário, conforme mostramos nesse vídeo-áudio aqui, e ocorre quando o poder judiciário, movido por convicções de natureza ideológica, extrapola de suas funções de guardião do texto constitucional e passa a agir como ator político, interferindo nas harmonia e independência dos três poderes e tomando decisões, sempre ideologicamente orientadas, que muitas vezes não encontram respaldo no próprio texto constitucional.

Assistimos a vários episódios desse ativismo judicial no país ao longo dos últimos meses, quando a suprema corte interferiu em inúmeros procedimentos do Congresso Nacional durante todo o processo de impeachment, chegando até mesmo tomar a decisão, não amparada nem prevista na Constituição Federal, de afastar o ex-presidente da Câmara dos Deputados de suas funções. Nesse sentido, o país vive hoje uma situação de extrema gravidade que se aproxima daquela da insegurança jurídica, na qual a suprema corte já demonstrou, para além de qualquer dúvida razoável, sua disposição de exercer o ativismo judiciário por meio da tomada de decisões à revelia do texto constitucional.

A primeira instalação da impunidade

Nesta semana o STF irá tomar uma decisão que, se for pautada pelo ativismo judiciário que tem marcado a suprema corte, poderá significar a legalização da impunidade no país. Trata-se da votação sobre a constitucionalidade ou não da prisão de condenados após decisão condenatória em segunda instância. O texto da Constituição Federal em seu Artigo 5º inciso LVII, diz: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

Por sua vez, o Código de Processo Penal estabelece que:

Artigo 283: Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

Até o ano de 2009 havia o entendimento no Supremo Tribunal Federal que harmonizava por um lado o princípio da presunção da inocência (segundo o qual ninguém pode ser considerado culpado por um crime até que seja provada tal culpa), e de outro lado incorporava o princípio da eficácia do sistema penal. Isto é, uma pessoa acusada e condenada por um crime em primeira instância, poderia recorrer à segunda instância em liberdade. Uma vez confirmada a condenação em segunda instância, o condenado deveria então cumprir a pena que lhe fora imputado, incluindo a pena de prisão.

No entanto, em 2009 o então ministro do STF Eros Grau deu um entendimento diferente a essa questão, com base no princípio de que a prisão após condenação em segunda instância seria um atentado aos direitos humanos, do criminoso, pois segundo o então ministro a prisão após condenação em segunda instância seria inconstitucional, uma vez que estaria ferindo o disposto no Art. 5º da Constituição mencionado acima.

Esse entendimento prevaleceu na maioria do plenário, derrubou jurisprudência anterior, e desde então passou a prevalecer o ambiente propício à impunidade: condenados já em segunda instância e que deveriam estar cumprindo pena passaram a ficar em liberdade e a entrar com recursos sucessivos em instâncias superiores, impedindo assim que o processo se finalizasse.

Isso significou na prática a impossibilidade jurídica de se colocar na cadeia pessoas já condenadas em segunda instância, bastando que o condenado tivesse recursos para pagar advogados e protelar indefinidamente, por meio de recursos, a conclusão do processo. Uma protelação que se pautava muitas vezes tão somente nos aspectos formais do processo, e não na contestação dos elementos comprobatórios de culpa, visando unicamente evitar o cumprimento da pena, para dessa forma esticar o prazo para obter a prescrição, isto é, o fim do “prazo de validade” da sentença.

A reversão da decisão anterior

Este estado de impunidade institucionalizada perdurou até o início desse ano, quando em sessão do dia 17 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal derrubou essa interpretação de 2009, possibilitando assim que condenados em segunda instância pudessem cumprir a pena de sentença de prisão, quando aplicável. A tese que prevaleceu naquela sessão é a de que o cumprimento de pena após decisão em segunda instância não fere o princípio da presunção da inocência nem o disposto no Art. 5º da Constituição Federal descrito acima, pois cabe à lei definir o que se entende por “considerado culpado”.

Na decisão considerou-se que uma vez que o réu tenha sido considerado culpado em duas instâncias, assegurado assim o chamado duplo grau de jurisdição, com base no que determina o Código Penal (e portanto, obviamente, a lei) ele deve cumprir a sentença determinada. Cumpre lembrar aqui que a prisão de condenados em segunda, ou mesmo em primeira instância, é adotada em todas as democracias do mundo, e tem por objetivo assegurar a efetividade do sistema penal.

O lobby dos corruptos entra em ação

No entanto, o poderoso lobby de grandes escritórios de advocacia, que atendem principalmente aos políticos e empreiteiros corruptos envolvidos na Lava Jato, tem atuado no sentido de fazer voltar a valer a decisão anterior do STF de 2009, e para isso entrou com uma ação na suprema corte alegando outra vez a suposta inconstitucionalidade da interpretação atualmente em vigor. É esta ação, impetrada pela OAB, que será julgada pelo STF em sessão na próxima quarta-feira, dia 5 de outubro. Na hipótese de o STF decidir pela inconstitucionalidade da norma atualmente em vigor, as consequências para o país seriam desastrosas:

a) As investigações da Lava Jato perderiam enormemente sua força, inclusive o expediente de colaboração com a justiça, chamado erroneamente de delação premiada, uma vez que a perspectiva de prisão em caso de condenação deixaria de existir.

b) Criminosos comuns, como homicidas, traficantes, estupradores, ladrões e outros também seriam estimulados à prática desses crimes pelo mesmo motivo: sentimento de impunidade e ausência de perspectiva de prisão.

c) Condenados em segunda instância que já se encontram presos serão soltos, pois a prisão dos mesmos passaria a ser considerada inconstitucional e uma agressão aos direitos humanos e ao princípio da presunção da inocência.

d) Seria instaurado no país o estado de mais completo descrédito com a justiça e o estímulo à prática de todo tipo de crime, uma vez que se tornará virtualmente impossível colocar algum condenado na cadeia. Pois, dada a lentidão e morosidade da justiça brasileira, qualquer processo somente seria considerado transitado em julgado após anos e anos de análise de recursos. Ainda assim, após o trânsito em julgado, haverá o risco de não cumprimento da pena devido à prescrição da mesma.

A sociedade civil precisa se mobilizar

A nação não pode aceitar que a suprema corte, encarregada de zelar pelo texto constitucional e pela justiça, instale no país a legalização da impunidade. Algumas iniciativas já foram tomadas nesse sentido:

i) Na semana passada, foi organizado um hangout com o professor Olavo de Carvalho, a Dra. Beatriz Kicis, a Dra. Cláudia Castro e Paulo Eneas, editor do Crítica Nacional, onde esse tema foi discutido em profundidade, sob a ótica não apenas jurídica, como também da guerra política. O link para o hangout se encontra abaixo.

ii) Ativistas e cidadãos e cidadãs comuns já estão se mobilizando nesse sentido. Em Brasília haverá uma concentração de manifestantes em frente a sede do STF no dia da votação.

iii) Em São Paulo, um grupo de Ativistas Independentes organizou uma manifestação para esta terça-feira, dia 4 de outubro, às 18hs, em frente à Fiesp, na avenida Paulista. O Crítica Nacional estará presente e fará cobertura da manifestação em tempo real em transmissões pela nossa página no facebook.

iv) Nessa segunda-feira teve início em São Paulo o V Fórum Nacional Criminal dos Juízes Federais, do qual participará também o juiz Sergio Moro. Os juízes pretendem coletar assinaturas e enviar um documento à presidente do STF, Cármen Lúcia, defendendo a prisão de condenados em segunda instância.

A sociedade civil precisa se mobilizar para pressionar o Supremo Tribunal Federal no sentido de rejeitar esse recurso da OAB e impedir que o Brasil se torne o país da impunidade assegurada por lei.

Resultados da pesquisa

STF cederá ao lobby da impunidade? - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=CyPCOv9SA9Y
6 dias atrás - Vídeo enviado por Terça Livre
Contribua conosco: http://www.apoia.se/tercalivre Em 2009 com o voto do então ministro Eros Grau, o ...
05 de outubro de 2016
critica nacional

FLAVIO BOLSONARO DESMASCARA FREIXO EM DEBATE

AS PROVAS DO CINISMO DE MARCELO FREIXO SOBRE BLACK BLOCS

ENTREVISTA: MARCELO FREIXO - QUE CANDIDATO É ESSE??

DEPOIS DO LULOPETISMO

O PT descobriu da forma mais dolorosa quem é “sem voto” no País

O PT descobriu da forma mais dolorosa quem é “sem voto” no País. A devastadora derrota em escala nacional do lulopetismo no pleito municipal constituiu mais um aval político ao impeachment de Dilma Rousseff – se isso ainda era necessário – e joga definitivamente por terra a teoria do “golpe” contra as instituições democráticas. O resultado das urnas demonstra, da forma mais democrática possível, a vigorosa rejeição dos brasileiros a um projeto de poder que jogou o País na profunda crise que hoje enfrenta. Seria imprudente, no entanto, tentar extrair da voz das urnas mais do que ela contém. Ela não sinaliza muito mais do que o repúdio ao passado e não aponta claramente um novo rumo político, perspectiva embaralhada pela enorme fragmentação político-partidária refletida no resultado geral das eleições de domingo.

O pleito municipal tende a concentrar o debate eleitoral em questões locais, o que efetivamente ocorreu em todo o País. Mas as circunstâncias especialíssimas em que essas eleições se realizaram abriram espaço para um viés de nacionalização da disputa que, ironicamente, foi imposto exatamente por aqueles que se tornariam os grandes derrotados.

Sem nenhuma credibilidade para obter votos por meio da apresentação de propostas concretas de gestão das cidades, o PT e seus caudatários da esquerda decidiram recorrer, na reta final da campanha, ao apelativo discurso do “golpe” e do “Fora Temer”, um presidente, segundo eles, “sem voto” – além, é claro, dos 54 milhões que o elegeram vice na chapa de Dilma Rousseff. E é claro que repercutiu também no pleito municipal o fato de a Operação Lava Jato estar chegando, depois de dois anos e meio de investigações, aos principais responsáveis pelo maior surto de corrupção no governo de que o País tem noticia. Cenário em que se anuncia o protagonismo de Luiz Inácio Lula da Silva em tenebrosas transações.

O Brasil sai das eleições municipais, portanto, demonstrando muito bem o que não quer, mas também sem deixar claros os caminhos que vislumbra daqui para a frente. Isso talvez se explique em parte pelo fato de que os dramáticos eventos dos últimos dois anos tiveram o efeito de provocar um sentimento geral de perplexidade.

Do ponto de vista político-partidário essas eleições oferecem indícios de que pode estar em curso uma nova configuração. De modo geral, como desdobramento inevitável da derrocada petista, percebe-se o debilitamento da esquerda em benefício da centro-direita, fenômeno para o qual a habitual imprevisibilidade do comportamento do eleitor do Rio de Janeiro abriu uma exceção.

O PMDB, maior partido brasileiro e atualmente no poder, elegeu o maior número de prefeitos, colhendo os frutos da enorme capilaridade que lhe é proporcionada por sua condição peculiar de federação de grupos de interesses diversos e frequentemente conflitantes. Mas teve que enfrentar o ônus da compreensível impopularidade do presidente Michel Temer, o que manteve o partido fora da disputa em metrópoles maiores e mais politizadas como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O crescimento do PMDB em todo o País, contudo, foi proporcionalmente menor do que o do PSDB e do PSD.

O PSD de Gilberto Kassab, partido que “não é de esquerda, nem de direita, nem de centro”, na célebre definição de seu criador, foi a legenda que elegeu o terceiro maior número de prefeitos. Beneficiou-se, assim, da falta de compromisso de seus candidatos com tudo o que não signifique voto certo, característica populista das velhas raposas da política brasileira. Tornar-se um PMDB é a grande ambição do PSD e de outras legendas populistas que se aglutinam no novo Centrão do Congresso Nacional.

A contundente vitória de João Doria no primeiro turno em São Paulo e o bom desempenho dos tucanos nas principais cidades do interior paulista e em outros Estados sinalizam o potencial fortalecimento do PSDB para as eleições presidenciais de 2018. Até o próximo pleito presidencial, porém, há no caminho dois anos cruciais em que o desempenho da economia vai ditar o comportamento do eleitor brasileiro. A este, no momento, interessa apenas saber quem terá ou não competência para botar ordem no caos criado pelo finado PT.



05 de outubro de 2016
Editorial Estadão

DEPOIS DA SURRA, TUDO É VELÓRIO PARA O PETISMO

Desde que trocou o tino político pelos confortos de sua ex-presidência, Lula passou a ser movido por uma desastrosa autoconfiança. Na véspera da eleição, ele fez a defesa inconsciente do voto útil. Parecia decidido a convencer o eleitor a tomar qualquer decisão, desde que desse uma surra no PT. Lula foi a um comício do candidato petista à prefeitura de São Bernardo do Campo. E declarou o seguinte:

“Você que ouviu tantas vezes nos últimos anos a Rede Globo de Televisão agredir o PT, a imprensa criminalizar o PT, eu queria fazer um apelo pra vocês, homens de bem, mulheres de bem, trabalhadores e trabalharadoras: amanhã, na hora de votar, é importante vocês saberem que urna não é lugar pra depositar ódio ou preconceito. Urna é lugar pra depositar esperanças e sonhos…”

O contrário do antipetismo que Lula supõe existir no noticiário é o pró-petismo reivindicado por ele —um sentimento inocente, que aceita todas as presunções do PT a seu próprio respeito. Isso inclui concordar com a tese segundo a qual os petistas têm uma missão especial no mundo, de inspiração divina e, portanto, inquestionável.

Como qualquer religião, o petismo pode cultivar seus dogmas. Mas o desembaraço autocrático de Lula tem limites. Discurso que agride a realidade, trata a plateia como imbecil. E se a surra de domingo ensinou alguma coisa é que o brasileiro já não está disposto a avalizar a pretensão petista de ser uma potência ética, que só deve contas à sua própria noção de superioridade e ao seu destino evangelizador.

À beira da urna, Lula escancarou a impostura. Alguém que acaba de se transformar em réu por corrupção e lavagem de dinheiro, depois de 13 anos em que o Estado foi saqueado pelo seu partido e pelos esquemas que o acompanharam no poder, e ainda consegue ostentar a pose de vítima da imprensa ou é um cínico ou é um distraído. Em nenhum dos casos é um líder político que mereça respeito. Levou o PT à derrota até em São Bernardo, seu berço político.

A declaração de Lula —“Urna não é lugar pra depositar ódio ou preconceito. Urna é lugar pra depositar esperanças e sonhos”— talvez seja citada no futuro como um resumo da ópera petista, como uma apoteose da incapacidade do PT de compreender o vexame em que se converteu. A reação das urnas foi compatível com a dimensão da ofensa.

Em certos momentos, o desalento pode ser justificável. O que ninguém aguenta mais é a esperança sem causa. O eleitorado ensinou a Lula que urna é lugar para depositar consciência. No Brasil, a eleição é loteria sem prêmio, é a ilusão de que é possível começar tudo de novo, do zero, para ver se finalmente dá certo. O voto vem se revelando um equívoco renovado a cada quatro anos. O eleitor pelo menos decidiu cometer erros novos.

Depois da surra de domingo, tudo é velório para o petismo. Aquele partido imaculado de outrora cometeu suicídio. O cadáver do ex-PT pode inspirar o surgimento de outro PT. Mas isso depende da disposição de Lula e de seus discípulos de protagonizar um gesto de contrição.

Uma expiação mais rápida teria feito bem ao PT. Mas o partido ainda não se deu conta de que o arrependimento é a última serventia do crime. A julgar pelo silêncio pós-eleitoral de Lula e do resto da seita, o PT talvez só descubra os prazeres do remorso depois que a autocrítica não adiantar mais nada


05 de outubro de 2016
JOSIAS DE SOUZA

APÓS DERROTA, PT TENTA MONTAR UMA FRENTE DE ESQUERDA COM PSOL, PDT E PCdoB

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)


A derrota avassaladora do PT na eleição de domingo (2/10) fez avançar um movimento interno para a criação de uma frente eleitoral de partidos de esquerda no segundo turno. Depois de perder a Prefeitura de São Paulo e encolher significativamente em todo o país, o PT agora procura uma alternativa pela própria sobrevivência política.

O presidente do partido, Rui Falcão, se reuniu na segunda-feira (3/10) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir o posicionamento nas cidades onde haverá segundo turno. Segundo relatos de interlocutores, Falcão sugeriu que o PT anuncie apoio irrestrito ao candidato do PSOL no Rio, Marcelo Freixo, e em Belém, Edmílson Rodrigues.

A estratégia pode ser o primeiro passo para a criação de uma frente de esquerda na qual o PT, o PSOL, o PDT e o PCdoB tendem a se apoiar mutuamente nas capitais que ainda estão em disputa. O PT chegou ao segundo turno no Recife, o PDT ainda está no páreo em Fortaleza e o PCdoB, em Aracaju. “Este é o momento de construir a frente, pois existe um motivo concreto para esses partidos, que é a disputa nessas cinco cidades”, disse Celso Marcondes, diretor do Instituto Lula.

SEM HEGEMONIA – Marcondes afirmou que a ideia é formar uma “frente estratégica, não só para concorrer em eleições, e horizontal, sem partidos hegemônicos”. Lula viajará nesta terça-feira, 4, para o Rio, onde vai participar de evento da Intersindical, mas não há, ao menos por enquanto, previsão de encontros políticos. Interlocutores do ex-presidente observam, porém, que ele é simpático à ideia da frente.

O inventário dos erros que levaram ao colapso do PT nas eleições começará a ser feito na quarta-feira (5/10) numa reunião da Executiva Nacional, em Brasília. A corrente Mensagem ao Partido apresentará um documento intitulado “Muda PT”, no qual defende a convocação imediata de um novo Congresso petista, com o objetivo de trocar a direção da legenda e alinhavar um novo programa.

“O PT encerra um ciclo iniciado em 2002 e precisa fazer um balanço dos erros cometidos para se reabilitar e se reapresentar à sociedade”, afirmou o deputado Paulo Teixeira (SP), que foi tesoureiro da campanha do prefeito Fernando Haddad e é um dos vice-presidentes do partido. Teixeira defendeu, no entanto, uma repactuação interna, a fim de reconstruir o PT, abalado por uma sucessão de crises, que culminaram com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e com a perda de mais da metade das 635 prefeituras conquistadas em 2012.

10º DO RANKING – Naquele ano, o PT foi o partido que mais recebeu votos (17,2 milhões). Nesta eleição, porém, obteve apenas 2,2 milhões de votos, despencando para o 10.º lugar no ranking. “Houve uma captura do PT pela institucionalidade e o partido se afastou das suas origens, mas talvez esse período fora do poder nos ajude a recuperar o convívio com nossa base social”, argumentou Teixeira.

Para o professor de Filosofia Política Aldo Fornazieri, a direção do PT deveria renunciar. “O partido vive uma crise política e moral. Se nada for feito, caminha para uma divisão inexorável”, disse ele. “No mensalão, a cúpula do PT não fez autocrítica e, no impeachment, ficou acovardada. Agora, houve esse massacre nas urnas. Os generais do PT não têm mais exército ”

NOVA DIREÇÃO – Sem saber exatamente o rumo a seguir diante do agravamento da crise, os dirigentes do PT procuram nomes para compor a nova direção. Nesse cenário, aumenta a pressão para que Lula assuma o comando do partido, embora ele seja réu da Lava Jato. Se for condenado em segunda instância, o ex-presidente se tornará “ficha-suja” e não poderá concorrer ao Palácio do Planalto, em 2018.

“Lula é o nome capaz de promover essa repactuação no PT”, afirmou Teixeira. “Esses processos contra ele têm conteúdo político. Querem retirá-lo da disputa presidencial.” Ainda nesta semana, Lula vai iniciar uma rodada de conversas com as principais forças do PT para articular a troca da direção. Ele ainda resiste à ideia de presidir o partido.

###

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Se Lula aceitar a presidência do PT, será uma realidade. Se não aceitar, a frente de esquerda será comandada por Ciro Gomes. É uma frente destinada ao fracasso, mas vai fazer uma grande barulheira, no mínimo. (C.N.)



05 de outubro de 2016
Deu no Estadão

FARINHA POUCA, MEU PIRÃO PRIMEIRO...

APOSENTADORIA MÉDIA PARLAMENTAR 7,5 VEZES SUPERIOR À DOS TRABALHADORES

Resultado de imagem para apOSENTADORIAS MILIONÁRIAS
Fotomontagem reproduzida do Arquivo Google





















A União gasta todo ano R$ 164 milhões para pagar 1.170 aposentadorias e pensões para ex-deputados federais, ex-senadores e dependentes de ex-congressistas, segundo levantamento. O valor equivale ao que é despendido para bancar a aposentadoria de 6.780 pessoas com o benefício médio do INSS, de R$ 1.862.
A aposentadoria média de um ex-parlamentar (levando em conta também os que se aposentam proporcionalmente) é de R$ 14,1 mil. Todo reajuste dos salários de deputados e senadores é repassado para as aposentadorias. Com a morte do parlamentar, a viúva ou os filhos (até os 21 anos) passam a receber a pensão. Enquanto o teto do INSS é de R$ 5.189,82, o do plano de seguridade dos congressistas é de R$ 33.763.
Responsável pela condução da proposta da reforma da Previdência, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, é aposentado pela Câmara. Ele recebe R$ 19.389,60 por mês, além do salário de R$ 30.934,70 de ministro. Padilha se aposentou com 53 anos, em 1999, depois do seu primeiro mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Sul. “Tenho 70 anos e sou aposentado”, limitou-se a dizer o ministro, quando foi procurado para falar sobre o assunto.
GEDDEL, TAMBÉM – Já o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, que terá a missão de angariar votos entre os parlamentares para garantir o quórum para fazer as mudanças na Previdência, aposentou-se, após cinco mandatos na Câmara, em 2011, quando tinha 51 anos. Recebe R$ 20.354,25 de aposentadoria, além do salário de ministro. Procurado, ele não quis comentar.
A Câmara tem 525 ex-deputados aposentados, mas 22 estão com o pagamento do benefício suspenso por estarem exercendo mandato. Já o Senado conta com 70 ex-senadores aposentados, mas 9 deles estão em exercício do mandato e, por isso, não acumulam o benefício com o salário de R$ 33,7 mil.
Esses parlamentares se aposentaram com regras bem mais generosas do que as em vigor atualmente para os congressistas, similares às exigidas no serviço público. Eles contribuíram para o Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), extinto em 1997 após registrar rombo de R$ 520 milhões – atualmente já ultrapassa R$ 2 bilhões, cobertos com o Orçamento da União. Esse plano de previdência permitia que parlamentares se aposentassem a partir de 8 anos de contribuição e com 50 anos de idade.
DIFERENÇAS – Atualmente, no INSS são necessários, no mínimo, 15 anos de contribuição e 60/65 anos (mulheres/homens) para se aposentar por idade ou 30/35 anos de contribuição para se aposentar por tempo de serviço.
Mais do que o montante, pequeno perto dos rombos bilionários da Previdência, o que impressiona é que 85% dos gastos com aposentadoria de ex-senadores e ex-deputados foram “contratados” com regras muito acessíveis. Só deputados e senadores que assumiram a partir de 1999 foram obrigados a cumprir as regras do atual Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), que exige 35 anos de contribuição e um mínimo de 60 anos de idade para pagar a aposentadoria integral.
A equipe técnica responsável pela reforma da Previdência propôs que as regras dos parlamentares também sejam modificadas para convergir com a realidade dos trabalhadores da iniciativa privada e do setor público. Já é consenso que a idade mínima aumentará para 65 anos e se exigirá, no mínimo, 25 anos de contribuição.

05 de outubro de 2016
Deu em O Tempo

O HUMOR DO DUKE...

Resultado de imagem para fimda recessao charges

05 de outubro de 2016

SE O PAÍS FOSSE SÉRIO, O SUPREMO SERIA FECHADO "A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO"

Supremo já deixou prescrever seis processos contra Jader

Antigamente, era costume citar a expressão “a bem do serviço público” para justificar rigorosas punições a autoridades e servidores com estabilidade funcional. Embora tenha caído em desuso, a expressão merecer ser novamente utilizada para que se defenda o fechamento temporário do Supremo Tribunal Federal, com a finalidade de submetê-lo a uma reforma operacional que possa aumentar minimamente a produtividade, evitando que continuem impunes os mais importantes criminosos do país, que usam os cargos públicos para dilapidar o erário, em detrimento dos interesses nacionais.

UM BOM MOTIVO – A justificativa para fechar o Supremo é simples e transparente, qualquer pessoa entende. Basta alegar que somente nesta terça-feira, dia 4, o ministro Edson Fachin liberou para julgamento uma denúncia contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), nove anos depois de aberta a investigação, que demorou seis anos e culminou numa denúncia formalizada pelo Ministério Público Federal em 2013.

Como se vê, caminha para prescrição no STF mais um caso simples de ação penal por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso.

DEVAGAR, QUASE PARANDO – Somente depois de o plenário aceitar a denúncia é que Renan se tornará réu e responderá a processo, com amplo direito de defesa, prazos, convocação de testemunhas, depoimentos, recursos diversos, um verdadeiro festival.

O fato concreto é que o senador é tão culpado dessas acusações que há nove anos teve de renunciar à presidência do Senado para evitar a cassação. Ficou na muda, e em 2013 conseguiu ser novamente eleito para presidir o Senado, vejam a que ponto chega a desfaçatez dos políticos brasileiros.

Renan já está acostumado. Responde atualmente a 12 inquéritos na Suprema Corte, nove deles relacionados às investigações sobre o esquema de corrupção da Petrobras, um relativo à Operação Zelotes, além dos dois que apuravam irregularidades no pagamento da pensão de uma filha, cuja denúncia somente agora foi formalizada, sob acusação de que o senador recebeu propina da construtora Mendes Júnior para sustentar a criança.

JADER IMPUNE – Renan não é o único, claro. Apenas segue os passos de um grande amigo, que se tornou conhecido como um dos maiores corruptos da política brasileira, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Desde o ano passado, quando o parlamentar completou 70 anos, o Supremo comemorou a data encerrando seis processos penais contra ele, por decurso de prazo (prescrição), sem que houvesse julgamentos.

Essa clamorosa impunidade demonstra que a sistemática atual torna o Supremo inviável e inoperante, sem condições de julgar os mais de 80 mil processos que chegam a cada ano e também sem condições de conduzir os mais de 500 inquéritos envolvendo autoridades e parlamentares.

INOPERÂNCIA DO STF – Detalhe: o prazo médio do recebimento de uma denúncia pelo Supremo é de 617 dias, enquanto no juízo de primeiro grau ocorre em apenas uma semana, como já denunciou o ministro novato Luis Roberto Barroso, assustado com a inoperância da mais alta corte.

Os primeiros inquéritos da Lava Jato no STF foram abertos em março de 2015. Até agora, só três denúncias foram aceitas e nenhum político sofreu condenação, enquanto na Justiça Federal no Paraná tudo caminha com celeridade.

Diante dessa realidade irrefutável, alguém tem dúvida de que deve ser promovido o fechamento temporário do Supremo, “a bem do serviço público”?



05 de outubro de 2016
Carlos Newton