07 DE JUNHO DE 2016 |
Este é um blog conservador. Um canal de denúncias do falso 'progressismo' e da corrupção que afronta a cidadania. Também não é um blog partidário, visto que os partidos que temos, representam interesses de grupos, e servem para encobrir o oportunismo político de bandidos. Falamos contra corruptos, estelionatários e fraudadores. Replicamos os melhores comentários e análises críticas, bem como textos divergentes, para reflexão do leitor. Além de textos mais amenos... (ou mais ou menos...) .
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville (1805-1859)
"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville (1805-1859)
"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.
terça-feira, 7 de junho de 2016
'TREM DA ALEGRIA' DERRUBA PRESIDENTE MICHEL TEMER NAS PESQUISAS
'TREM DA ALEGRIA' PARA SERVIDORES DERRUBA TEMER EM PESQUISAS
O “trem da alegria”, com aumentos de até 41% para 16 categorias de servidores, deve impactar negativamente nas pesquisas de avaliação do governo federal, a serem divulgadas nos próximos dias. A previsão é dos principais cientistas políticos. Fica difícil entender, até para os empregados, e menos ainda para os 12 milhões de desempregados, a “gentileza” – que rima com fraqueza – do presidente Michel Temer. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Os primeiros levantamentos indicam que aprovação e desaprovação do governo têm empate técnico, mas com “viés de queda” para Temer.
O impeachment criou militância anti-Dilma que ainda favorece Temer, dizem os expert, mas mesmo essa área pode estar em “viés de queda”.
Murilo Hidalgo, diretor do acreditado Instituto Parará, adverte: se Eduardo Cunha se livrar de cassação, o povo culpará Temer.
O entendimento, dizem as pesquisas, é que Temer mantém o serviço público longe da crise, dispensando-o dos sacrifícios exigidos de todos.
07 de junho de 2016
diário do poder
| PESQUISAS ESTÃO DIVIDIDAS, MAS COM 'VIÉS DE QUEDA'. FOTO: BETO BARATA/PR |
O “trem da alegria”, com aumentos de até 41% para 16 categorias de servidores, deve impactar negativamente nas pesquisas de avaliação do governo federal, a serem divulgadas nos próximos dias. A previsão é dos principais cientistas políticos. Fica difícil entender, até para os empregados, e menos ainda para os 12 milhões de desempregados, a “gentileza” – que rima com fraqueza – do presidente Michel Temer. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Os primeiros levantamentos indicam que aprovação e desaprovação do governo têm empate técnico, mas com “viés de queda” para Temer.
O impeachment criou militância anti-Dilma que ainda favorece Temer, dizem os expert, mas mesmo essa área pode estar em “viés de queda”.
Murilo Hidalgo, diretor do acreditado Instituto Parará, adverte: se Eduardo Cunha se livrar de cassação, o povo culpará Temer.
O entendimento, dizem as pesquisas, é que Temer mantém o serviço público longe da crise, dispensando-o dos sacrifícios exigidos de todos.
07 de junho de 2016
diário do poder
MORENO FICOU BRANCO DE SUSTO, QUANDO VIU QUE TEMER NÃO IRIA DEMITIR OSÓRIO
Por sua amizade com Temer, Moreno foi usado e se deu mal
Jorge Bastos Moreno é um dos jornalistas mais conhecidos de Brasília. Tem trânsito livre nas esferas do poder e se orgulha de receber telefonemas do atual presidente da República, Michel Temer. Embora esteja há mais de 30 anos na estrada da política, o consagrado Moreno ainda demonstra uma certa ingenuidade que os jornalistas veteranos e famosos decididamente não podem cultivar.
Neste sábado, por exemplo, o colunista de O Globo embarcou numa canoa furada, ao anunciar que o ministro Fábio Medina Osório, da Advocacia-Geral da União, estava sendo demitido em situação desonrosa, por ter dado uma “carteirada” para viajar num jatinho da FAB e por ter sido omisso no processo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), em que o governo foi derrotado na fase liminar.
INFORMANTE MAL INTENCIONADO
Moreno acreditou no informante, não se deu ao trabalho de checar a notícia com a FAB nem com a AGU, foi logo publicando a nota, sob o título “Queda a jato”. O fato é que o ministro Medina Osório realmente corria o risco de ser demitido, mas as alegações acolhidas pelo jornalista eram levianas e mentirosas.
Na própria manhã de sábado, Moreno foi informado de que nada disso acontecera, porque Osório não dera nenhuma “carteirada”, viajara num voo normal, previamente requisitado, e a AGU nada tinha a ver com o processo da EBC, que estava a cargo da Subchefia Jurídica da Casa Civil.
Mesmo assim, apesar de ter recebido esclarecimentos sobre a versão verdadeira, Moreno insistiu em confirmar a demissão de Medina Osório e ainda ironizou: “Se ele soubesse quem me passou essa informação…”
DIFAMAÇÃO PERMANENTE
Inicialmente, os outros jornais acreditaram na nota de Moreno, que se recusou a publicar a versão de Medina Osório, e a intriga palaciana dominou a mídia. Mas pouco a pouco a verdade foi surgindo. Primeiro, saiu a nota da Aeronáutica, no próprio sábado, esclarecendo que o voo fora requisitado legitimamente, para que o ministro cumprisse compromisso oficial, na forma da lei e tudo o mais. Ou seja, não houve “carteirada”.
O Correio Braziliense então se deu ao trabalho de entrevistar Medina Osório, e o ministro explicou que o presidente Temer não consultara a AGU sobre a questão da EBC, preferindo ser defendido pela Casa Civil. Quer dizer, a AGU nada tinha a ver com o processo, Osório ainda tentou ajudar e até orientou a defesa, que depois soube ter sido elaborada equivocadamente pela Subchefia Jurídica da Casa Civil.
Mesmo assim, Moreno continuou “bancando” a informação no site de O Globo. Outros jornalistas da Folha e do Estadão, por saberem que o jornalista global é íntimo de Temer, não somente continuaram a confirmar os termos da matéria furada de Moreno (“carteirada no aeroporto” e “omissão no processo da EBC”), como também acrescentaram outros detalhes depreciativos, tais como “ministro deslumbrado”, “criticado por integrantes da AGU”, “exigiu uma sala no Planalto” e muito mais. Ou seja, ocorreu um verdadeiro festival de difamação, e tudo partia do próprio Planalto, mostrando o alto índice de esculhambação reinante.
APOIO A MEDINA
Como diz o velho ditado, a mentira tem perna curta e a verdade foi aflorando. Depois da nota da FAB, desmentindo a “carteirada”, e da explicação sobre o processo da EBC, Medina Osório foi ganhando total apoio das mais importantes entidades jurídicas, como a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), o Movimento de Defesa da Advocacia (MDA), o Movimento dos Advogados Públicos Aposentados (MAPA), a Associação Nacional dos Advogados da União (ANAUNI) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Na verdade, o ministro da AGU estava sendo demitido por seu incondicional apoio à Lava Jato. Viajara a Curitiba na quarta-feira, junto com um procurador da União e dois assessores, para participar de encontros com a força-tarefa, reforçar a participação da AGU na Lava Jato e fazer uma palestra em evento da Associação dos Juízes Federais do Brasil, em que foi entusiasticamente saudado pelo juiz Sérgio Moro e aclamado pela seleta platéia.
Este era o verdadeiro motivo da demissão de Medina Osório – sua intransigente defesa da Lava Jato e os processos que a AGU está movendo para que os empreiteiros reembolsem os cofres públicos. Apenas isso.
TEMER RECUA
Diante dessa reação avassaladora, Temer não tinha mais condição de demitir Medina Osório, que é um dos ministros que ainda dão uma certa dignidade a um governo repleto de corruptos.
Além disso, o autor da defesa equivocada na Subchefia Jurídica da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, é figura altamente controversa, para dizer o mínimo. Era advogado do PMDB em Brasília e foi nomeado com apoio dos caciques do partido, como Renan Calheiros, Romero Jucá, Jáder Barbalho, Henrique Eduardo Alves, Edison Lobão e, especialmente, Eduardo Cunha, de quem era advogado particular. Todos eles, altamente envolvidos na Lava Jato.
O pior é que Gustavo Rocha está acumulando ilegalmente a Subchefia Jurídica do Planalto com as funções de integrante do Conselho Nacional do Ministério Público e a atividade de advogado, em afronta direta à legislação, comprometendo a imagem da Casa Civil e da Presidência da República.
Portanto, Temer deveria ter demitido o incompetente Gustavo Rocha e não o jurista Medina Osório. Mas como enfrentar os caciques do PMDB?
MORENO EMBRANQUECEU
Quando viu que Temer não ia mais demitir Medina Osório, o colunista Jorge Bastos Moreno ficou branco de susto (nota da redação: a gente perde o amigo, mas não perde a piada) e enfim percebeu que estava sendo usado pelo Planalto.
Moreno entrou em parafuso, mas teve uma reação altamente irracional. Ao invés de investir contra o informante mal intencionado, manteve fogo cerrado contra Medina Osório, passando a usar repórteres de O Globo em seu blog pessoal, para dizer que Medina Osório estava “passeando” de jatinho, quando todos já sabiam que o ministro apenas cumprira um compromisso oficial, e também para afirmar que o chefe da AGU não foi demitido apenas “por enquanto”. Bem, isso não é jornalismo e pode ser classificado como falta de caráter.
MORENO E MERVAL
No artigo de segunda-feira, aqui na Tribuna da Internet, afirmamos que Dilma Rousseff (a assessoria dela, é claro, porque a presidente afastada não lê jornais há meses, não sabe de nada) anunciou que vai processar Merval Pereira, porém jamais o fará.
Explicamos que a qualidade e o esmero de sua atuação profissional e pessoal transformaram Merval Pereira numa espécie de jornalista imune a processos judiciais. Ninguém consegue usá-lo para “plantar” notícias, tudo o que ele publica é fato comprovado, não há especulação em suas análises políticas.
Esta é a diferença entre Merval e Moreno, que embarcou numa furada dessas, mas continuou tentando difamar Medina Osório, ao invés de fustigar seu leviano “informante”.
CONTRA E A FAVOR DA LAVA JATO
O fato concreto que resta desse inquietante imbróglio é que hoje o governo se divide entre os que estão a favor da Lava Jato e os que estão contra. Portanto, o presidente Temer precisa decidir de que lado pretende ficar, para então mandar que o informante acione seu amigo Moreno e o jornalista possa publicar a notícia em primeiríssima mão, com um mínimo de credibilidade.
O resto, como dizia Érico Veríssimo, é apenas silêncio.
07 de junho de 2016
Carlos Newton
PELO ROTEIRO DE PADILHA, O MINISTRO HENRIQUE ALVES É O PRÓXIMO A SAIR
Na linguagem da sinuca, ele está pela bola sete, caçapa do fundo
Na entrevista a Valdo Cruz e Gustavo Uribe, edição de segunda, da Folha de São Paulo, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o presidente Michel Temer, ao formar o ministério, perguntou aos escolhidos se algum tinha seu nome mencionado na Operação Lava-Jato, colocando assim uma condicionante clara. Disseram que não, acrescentou Padilha. Pois bem, caso contrário, terão imediatamente que pedir demissão, disse-lhe Temer.
Eliseu Padilha assinalou também ser essa uma posição inflexível do presidente Michel Temer. Por terem seus nomes envolvidos nas investigações já foram exonerados Romero Jucá e Fabiano Ribeiro. Pela lógica, agora, deverá ser exonerado o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, denunciado pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.
Henrique Alves, inclusive, ocupou o mesmo cargo no governo Dilma Rousseff. Afastou-se do posto, e passou a apoiar o julgamento do impeachment pelo Senado. Seu nome aparece em gravações dialogando com Léo Pinheiro, da OAS, e com o deputado Eduardo Cunha, conforme na mesma edição da FSP revelam os repórteres Aguirre Talento e Márcio Falcão. O tema: doações financeiras para a campanha eleitoral de 2014. Henrique Alves não as nega. Mas diz que foram legais e registradas no TSE.
DOAÇÕES LEGAIS OU NÃO
Quanto a forma, as doações podem ser legais e o seu valor real coincidir com as quantias registradas. Porém, em todos os casos, fica evidente a vinculação entre um interesse e outro. Pois qual o motivo que levaria as empresas a fazer doações? Um enigma. E vale acentuar que tais doações nunca puderam ser deduzidas do Imposto de Renda. Que interesse poderia mover os empresários? Fica a pergunta no ar.
O fato concreto é a existência de uma óbvia explicação. Uma troca, no fundo da questão. Troca que, ao vir a público, converge para a construção de uma ponte que custou caríssimo aos cofres da administração pública.
As doações, na verdade, todos sabem, são comissões disfarçadas sob a camuflagem de recursos para campanhas eleitorais. Caso contrário, ninguém vai meter a mão no bolso por patriotismo. Mas não é esta só a questão.
INVENTAR DOAÇÕES?
O aspecto marcante é que igualmente pessoa alguma vai inventar que repassou recursos financeiros a outro sem que isso não seja verdadeiro. Não se trata de obra de ficção. Até porque inventar situações não verídicas é praticamente impossível. Não se trata de episódios isolados, trata-se de dezenas e mais dezenas de afirmações, incluindo o valor das quantias e a forma de entrega dos valores.
Aparecem contas no exterior, embalagens de dinheiro, depósitos em nome de laranjas, participação de intermediários. Quadro especial para os laranjas. Não há mistério, as falsificações são facilmente identificadas através dos saldos bancários e das declarações de Imposto de Renda.
DINHEIRO QUE SOME
O dinheiro que aparece nas contas de laranjas desaparece logo a seguir, creditado ou transmitido a seus verdadeiros destinatários. Laranja é somente uma falsa ficção. O que existe aparece. Sobretudo dentro do princípio inultrapassável de que não pode haver débito sem crédito e vice-versa. No caso dos laranjas, o dinheiro pode entrar numa conta mas logo se dirige para outra. Ou outras, se o destino for múltiplo.
Não há dificuldade alguma nesse processo de identificação. Difícil, isso sim, parece ter sido o método adotado por Michel Temer para formar seu ministério. Pode ser que até não tenha havido método algum.
07 de junho de 2016
Pedro do Coutto
DILMA NA CENA DO CRIME
'DILMA SABIA DE TUDO O TEMPO TODO', AFIRMA CERVERÓ SOBRE PASADENA
CERVERÓ CONHECE DILMA HÁ 16 ANOS, VIAJAVA E TRABALHAVA COM ELA
Em sua delação à Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que foi preso em janeiro de 2015 na Operação Lava Jato, falou à força-tarefa sobre o plano de fuga e uma suposta promessa da presidente afastada, Dilma Rousseff, para tirá-lo da cadeia.
"Ela estava preocupada com a eleição. Março de 2014 ela preocupada com a eleição. Ao invés de dar explicação, que existia uma explicação porque todas as cláusulas constam das informações que foram enviadas pelo Conselho (de Administração). A Dilma participou o tempo todo."
"Meu filho (Bernardo) voltava e dizia: 'Olha, não se preocupa que o Delcídio (Delcídio Amaral, então líder do Governo no Senado) tá se mexendo'. Se mexendo era o seguinte: tava conversando com os juízes, tava conversando com a Dilma. Uma das coisas que foi dita, que meu advogado (Edson Ribeiro) me disse, é que numa dessas conversas com Delcídio, o Delcídio, como líder do Governo, despachava diariamente com a Dilma e Dilma teria dito 'nós não vamos deixar os meninos presos'. Os meninos é o Duque (Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras) e eu. Eu conheço a Dilma há 16 anos, viajei com Dilma, trabalhava direto com Dilma, a refinaria (Pasadena) foi discutida com Dilma. Eu ia pra Bolívia inaugurar, quer dizer eu chamava a Dilma por Dilma, antes dela ser presidente, não é arrogância, nem nada. Eu conheci ela como secretária de Estado, secretária de Estado e eu diretor da Petrobras. Não ia chamar de dra. Dilma chamava de Dilma. Ela me chamava de Cerveró, não sei porque, meu nome é Nestor eu na Petrobras sou conhecido como Nestor, na mídia passei a ser chamado de Cerveró", afirmou Cerveró, na delação.
Defesa
A assessoria de Dilma Rousseff divulgou a seguinte nota:
"A respeito da reportagem "Dilma me sacaneou, diz Cerveró, em vídeo, sobre caso Pasadena", publicada pela Folha On Line, a Assessoria de Imprensa da Presidenta Dilma Rousseff esclarece:
A Presidenta Dilma Rousseff jamais manteve relação de amizade com o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, embora o conheceu devido ao cargo que ocupava.
A Presidenta Dilma Rousseff reitera que jamais teve conhecimento sobre as atividades ilícitas praticadas por Nestor Cerveró na Petrobras e, portanto, jamais compactuou com tais condutas.
A Presidenta Dilma Rousseff relembra, ainda, que foi a Diretoria Executiva da Petrobras quem comunicou ao Conselho de Administração não ter Nestor Cerveró entregue as informações necessárias sobre as condições da compra, em 2006, de 50% das ações da Refinaria de Pasadena.
Como pode ser visto na Ata da Reunião de 03 de março de 2008, referente à dita autorização de compra pelo Conselho:
'(...) em 2006, quando da submissão ao Conselho de Administração da compra da participação na Refinaria de Pasadena, não constou do Resumo Executivo apresentado a informação sobre a ‘Cláusula de Marlim’, de garantia de rentabilidade da refinaria em favor da ASTRA, condição que foi oferecida na negociação como contrapartida para que fosse aceito pela Astra que a refinaria, após o ‘revamp’, passasse a processar setenta por cento de seu óleo processado por óleo fornecido pela Petrobras. O teor da ‘Cláusula Marlim’ não foi objeto de aprovação pelo Conselho de Administração quando da sua análise com vistas à aprovação da compra de participação na Refinaria de Pasadena." (Ata da Reunião 1.304)
Nesta mesma reunião, a Diretoria Executiva informa ao Conselho de Administração da Petrobras que apuraria os impactos dessa omissão e eventuais responsabilidades, nos seguintes termos:
'(...) por outro lado, considerando essa ausência de pronunciamento do Conselho sobre o tema (compra dos 50% das ações remanescentes), a Diretoria Executiva comunicou sua intenção de identificar se os termos de tal cláusula entraram efetivamente em vigor, se foram aplicados em algum momento e também avaliar os eventuais impactos, prejuízos e responsabilidades dela decorrentes." (Ata da reunião 1.304)
Como fica evidente, o Conselho de Administração da Petrobras jamais teve conhecimento sobre as referidas cláusulas e não autorizou a aquisição voluntária da participação dos 50% restantes das ações da Refinaria de Pasadena. A suposta relação de amizade - que nunca existiu - não é justificativa para encobrir um desvio de conduta como foi a omissão das informações que resultaram num prejuízo à empresa.
Este teatro montado por esta pessoa que não tem credibilidade e é suspeito de crimes, não intimida a senhora Presidenta Dilma Rousseff. Ela tem a consciência tranquila e reitera que as provas que demonstram as calúnias de Nestor Cerveró são contundentes."
07 de junho de 2016
diário do poder
CERVERÓ CONHECE DILMA HÁ 16 ANOS, VIAJAVA E TRABALHAVA COM ELA
| CERVERÓ CONTA QUE A COMPRA SUPERFATURADA DA REFINARIA PASADENA FOI DISCUTIDA COM DILMA. |
Em sua delação à Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que foi preso em janeiro de 2015 na Operação Lava Jato, falou à força-tarefa sobre o plano de fuga e uma suposta promessa da presidente afastada, Dilma Rousseff, para tirá-lo da cadeia.
"Ela estava preocupada com a eleição. Março de 2014 ela preocupada com a eleição. Ao invés de dar explicação, que existia uma explicação porque todas as cláusulas constam das informações que foram enviadas pelo Conselho (de Administração). A Dilma participou o tempo todo."
"Meu filho (Bernardo) voltava e dizia: 'Olha, não se preocupa que o Delcídio (Delcídio Amaral, então líder do Governo no Senado) tá se mexendo'. Se mexendo era o seguinte: tava conversando com os juízes, tava conversando com a Dilma. Uma das coisas que foi dita, que meu advogado (Edson Ribeiro) me disse, é que numa dessas conversas com Delcídio, o Delcídio, como líder do Governo, despachava diariamente com a Dilma e Dilma teria dito 'nós não vamos deixar os meninos presos'. Os meninos é o Duque (Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras) e eu. Eu conheço a Dilma há 16 anos, viajei com Dilma, trabalhava direto com Dilma, a refinaria (Pasadena) foi discutida com Dilma. Eu ia pra Bolívia inaugurar, quer dizer eu chamava a Dilma por Dilma, antes dela ser presidente, não é arrogância, nem nada. Eu conheci ela como secretária de Estado, secretária de Estado e eu diretor da Petrobras. Não ia chamar de dra. Dilma chamava de Dilma. Ela me chamava de Cerveró, não sei porque, meu nome é Nestor eu na Petrobras sou conhecido como Nestor, na mídia passei a ser chamado de Cerveró", afirmou Cerveró, na delação.
Defesa
A assessoria de Dilma Rousseff divulgou a seguinte nota:
"A respeito da reportagem "Dilma me sacaneou, diz Cerveró, em vídeo, sobre caso Pasadena", publicada pela Folha On Line, a Assessoria de Imprensa da Presidenta Dilma Rousseff esclarece:
A Presidenta Dilma Rousseff jamais manteve relação de amizade com o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, embora o conheceu devido ao cargo que ocupava.
A Presidenta Dilma Rousseff reitera que jamais teve conhecimento sobre as atividades ilícitas praticadas por Nestor Cerveró na Petrobras e, portanto, jamais compactuou com tais condutas.
A Presidenta Dilma Rousseff relembra, ainda, que foi a Diretoria Executiva da Petrobras quem comunicou ao Conselho de Administração não ter Nestor Cerveró entregue as informações necessárias sobre as condições da compra, em 2006, de 50% das ações da Refinaria de Pasadena.
Como pode ser visto na Ata da Reunião de 03 de março de 2008, referente à dita autorização de compra pelo Conselho:
'(...) em 2006, quando da submissão ao Conselho de Administração da compra da participação na Refinaria de Pasadena, não constou do Resumo Executivo apresentado a informação sobre a ‘Cláusula de Marlim’, de garantia de rentabilidade da refinaria em favor da ASTRA, condição que foi oferecida na negociação como contrapartida para que fosse aceito pela Astra que a refinaria, após o ‘revamp’, passasse a processar setenta por cento de seu óleo processado por óleo fornecido pela Petrobras. O teor da ‘Cláusula Marlim’ não foi objeto de aprovação pelo Conselho de Administração quando da sua análise com vistas à aprovação da compra de participação na Refinaria de Pasadena." (Ata da Reunião 1.304)
Nesta mesma reunião, a Diretoria Executiva informa ao Conselho de Administração da Petrobras que apuraria os impactos dessa omissão e eventuais responsabilidades, nos seguintes termos:
'(...) por outro lado, considerando essa ausência de pronunciamento do Conselho sobre o tema (compra dos 50% das ações remanescentes), a Diretoria Executiva comunicou sua intenção de identificar se os termos de tal cláusula entraram efetivamente em vigor, se foram aplicados em algum momento e também avaliar os eventuais impactos, prejuízos e responsabilidades dela decorrentes." (Ata da reunião 1.304)
Como fica evidente, o Conselho de Administração da Petrobras jamais teve conhecimento sobre as referidas cláusulas e não autorizou a aquisição voluntária da participação dos 50% restantes das ações da Refinaria de Pasadena. A suposta relação de amizade - que nunca existiu - não é justificativa para encobrir um desvio de conduta como foi a omissão das informações que resultaram num prejuízo à empresa.
Este teatro montado por esta pessoa que não tem credibilidade e é suspeito de crimes, não intimida a senhora Presidenta Dilma Rousseff. Ela tem a consciência tranquila e reitera que as provas que demonstram as calúnias de Nestor Cerveró são contundentes."
07 de junho de 2016
diário do poder
JANOT PEDIU A PRISÃO DE RENAN, SARNEY E JUCÁ COM BASE NAS GRAVAÇÕES
PROCURADOR-GERAL ACHA QUE OS TRÊS TRAMARAM CONTRA LAVA JATO
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), examina o pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), formulados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nas gravações do ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
Janot considerou que nas conversas em que falam mal da Operação Lava Jato, os políticos estavam “tramando” obstruir a Justiça. A informação, atribuída a ministros do STF, foi publicada nesta terça-feira (7) pelo jornal O Globo.
Zavascki examina o pedido há cerca de dez dias. A partir do seu recebimento, o ministro iniciou uma série de consultas informais, sobre o assunto, aos demais integrantes da Corte e o assunto acabou vazando.
Janot também pediu o afastamento de Renan da presidência do Senado, usando argumentos similares àqueles que usou contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que acabaria afastado da presidência do Senado e do mandato de deputado federal.
A PGR considerou os “indícios de conspiração” mais graves do que aqueles que levaram à prisão o então senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MS), em novembro de 2015, porque os três senadores planejariam derrubar toda a Operação Lava Jato.
Para essa pessoa com acesso às investigações, não há dúvida de que, se a trama não fosse documentada pelas gravações de Sérgio Machado, a legislação seria modificada de acordo com o interesse dos investigados.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), examina o pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), formulados pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nas gravações do ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.
Janot considerou que nas conversas em que falam mal da Operação Lava Jato, os políticos estavam “tramando” obstruir a Justiça. A informação, atribuída a ministros do STF, foi publicada nesta terça-feira (7) pelo jornal O Globo.
Zavascki examina o pedido há cerca de dez dias. A partir do seu recebimento, o ministro iniciou uma série de consultas informais, sobre o assunto, aos demais integrantes da Corte e o assunto acabou vazando.
Janot também pediu o afastamento de Renan da presidência do Senado, usando argumentos similares àqueles que usou contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que acabaria afastado da presidência do Senado e do mandato de deputado federal.
A PGR considerou os “indícios de conspiração” mais graves do que aqueles que levaram à prisão o então senador Delcídio do Amaral (ex-PT/MS), em novembro de 2015, porque os três senadores planejariam derrubar toda a Operação Lava Jato.
Para essa pessoa com acesso às investigações, não há dúvida de que, se a trama não fosse documentada pelas gravações de Sérgio Machado, a legislação seria modificada de acordo com o interesse dos investigados.
Os procuradores acham até que Sarney, mesmo sem mandato, “controla bancadas” na Câmara e no Senado.
07 de junho de 2016
diário do poder
07 de junho de 2016
diário do poder
Assinar:
Postagens (Atom)



