"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

HÁ QUEM TORÇA MUITO PELA VOLTA DO REGIME MILITAR



Charge do Iotti, reprodução da Zero Hora




















Circula na internet um vídeo de Joe Patriota (que não se perca pelo nome, como dizia o jornalista Helio Fernandes). Ele diz que é civil, na verdade é militar da reserva. E ele convida o povo para ir às ruas aos milhões e pedir intervenção militar. Se não forem aos milhões não adianta, diz ele.
Patriota (céus!) sabe que, se não houver pedido de um dos Três Poderes, as Forças Armadas nada farão, a menos que a voz das ruas fique rouca.
Não acho que o povo deseje uma Junta Militar no Poder. E quando digo isto, ouço logo que os militares morreram pobres, não foram ladrões (circula texto no whatsapp, que fala do destino de cada um deles).
HÁ QUEM TORÇA…
Uma coisa nada tem a ver com outra. Mas há quem torça muito pelo regime militar. Vão acabar conseguindo o que querem.
Eu não quero. Mas a se instaurar a baderna na política, volto atrás e engrosso o coro dos que pedem a volta dos militares.
Detalhe: o Brasil foi de novo rebaixado por uma agência da qual não lembro o nome. Até quando aguentaremos isto?

06 de maio de 2016
Ofelia Alvarenga

É POSSÍVEL ENTENDER POR QUE NÃO SE PODE ACREDITAR NOS POLÍTICOS BRASILEIROS



Charge do Angeli, reprodução da Folha





















De fato o Brasil é um país “sui generis”, pois grande parte do povo brasileiro não acredita nas instituições e muito menos nos chamados “homens públicos”. E o que é mais estarrecedor é que a urna serve como máquina de lavar reputações, eu diria que serve para alcançar a excrescência do tão almejado foro privilegiado, senão homens como Fernando Collor de Mello, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Eduardo Cunha e tantos outros que já foram condenados ou são alvos de inquéritos que tramitam na mais alta Corte de Justiça do país, usam e abusam dos subterfúgios para não serem alcançados pela justiça, induvidosamente não deveriam estar mais em cena, mas infelizmente estão.
Quem sabe uma solução não seria exterminar com o voto obrigatório, passando o voto a ser facultativo, pois assim só aqueles que têm o total interesse em ver a nação prosperar em todos os níveis do conhecimento humano, certamente, teriam o interesse em ver o mais habilitado ser sufragado nas urnas para administrar os seus interesses, as suas aspirações.
IGNORÂNCIA POLÍTICA
Pergunta-se: “O que leva um cidadão de bem a votar num ladrão?”. Talvez, salvo melhor juízo, deva-se essa situação à sua ignorância política, conjugada à obrigatoriedade do voto, pois, sem ter votado, o cidadão que lograr êxito em um concurso público de títulos e provas não poderá ser investido do cargo.
A propósito, o dramaturgo Berthold Brecht já nos ensinou que o pior ignorante é o ignorante político, porque o ignorante político não entende que os preços do arroz, do feijão, da carne e de tudo o mais dependem das decisões dos políticos.
Lembro também do ex-chanceler alemão Helmut Kohl. Flagrado numa transação nebulosa que favorecia seu partido, teve que renunciar e nunca mais ousou se candidatar a nada na Alemanha. O eleitor lhe deu as costas. Entretanto, não esqueça o nobre leitor que se trata do povo alemão, que promoveu duas guerras mundiais, sofreu com as suas consequências e parece ter aprendido as lições.
Induvidosamente, como ainda não possuímos a cultura do povo alemão, temos políticos que estiveram e estão em situação bem pior do que o chanceler Helmut Kholl e nem por isso perdem a pose ou o poder que têm.

06 de maio de 2016
João Amaury Belem

CABEÇAS ENFIM COMEÇAM A ROLAR



Eduardo Cunha é apenas o primeiro, outros o seguirão


















Eduardo Cunha não tem mais salvação, depois que o plenário do Supremo Tribunal Federal referendou a liminar concedida de  manhã pelo ministro Teori Savaski, suspendendo o mandato de deputado do já agora ex-parlamentar e ex-presidente da Câmara. Foi uma paulada dupla, melhor dizendo, duas degolas. A iniciativa fez a felicidade de muita gente, a começar pelo Procurador-Geral da República, que havia solicitado o afastamento de Eduardo Cunha, acusado por sucessivos atos de corrupção.
Nas nuvens, até literalmente, ficou a presidente Dilma Rousseff, informada pela ação de Teori Zavaski quando voava para a Bahia a fim de presidir uma solenidade.
Madame parece a poucos dias de também ser afastada de suas funções através de processo de impeachment correndo no  Senado, mas retemperou-se. Afinal, foi graças ao presidente da Câmara que ela se encontra prestes a perder o poder.
E SE A MARÉ VIRAR?
Que tal se a maré virar e os senadores considerem questionável a operação iniciada pela maioria dos deputados? Pouquíssimo provável, mas possível a manobra será, dada a desmoralização do principal algoz da presidente da República.
Ao mesmo tempo, numa quinta-feira trágica como ontem, outro que perdeu a cabeça foi o senador Delcídio Amaral, ex-líder do governo e por sinal em prisão domiciliar, entre outras acusações por haver espalhado barro no ventilador, atingindo a honra de muitos parlamentares e ministros.
DILMA DE FORA
Se não sobrevierem antes outros terremotos, na quarta-feira da próxima semana o Senado afastará a presidente Dilma, empossando por  pelo menos 180 dias o vice-presidente Michel Temer no palácio do Planalto.
Jamais a República viveu tamanha confusão, atingindo autoridades de tanta grandeza, por sinal mais apequenadas do que nunca.
O próximo alvo será o presidente do Senado, Renan Calheiros, por motivos parecidos com os do presidente da Câmara.  Imagina-se que Dilma, posta para fora na semana que vem, não voltará. O Congresso vive em frangalhos, a economia nacional pior ainda, enquanto o país hoje com dois presidentes da República arriscar-se a não ter nenhum, amanhã.

06 de maio de 2016
Carlos Chagas

SUPREMO JÁ CONSEGUIU CRIAR TRÊS PRESIDENTES ZUMBIS - DILMA, TEMER E CUNHA


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Por trás de Dilma Rousseff, já surgem muitos outros zumbis





















É realmente impressionante a criatividade do Supremo Tribunal Federal aqui no Brasil. Não há nada igual em nenhum país que tenha um mínimo de avanço civilizatório. Como dizia o grande historiador Kenneth Clark, que era lorde e diretor do Museu Britânico: “Civilização? Não sei o que é isso. Mais sei que, se alguma encontrar alguma, saberei reconhecê-la”. O fato concreto, em pelo Século XXI, é que, em matéria de criatividade, nenhuma outra Suprema Corte se compara à brasileira, que foi criada por Ruy Barbosa à imagem e semelhança do modelo norte-americano, mas funciona de forma totalmente diversa.
De dezembro para cá, tem sido um verdadeiro espetáculo. Os digníssimos ministros nos surpreendem a cada momento. Primeiro, houve o julgamento do rito do impeachment, onde pontificou Luís Roberto Barroso, que manipulou as informações sobre a Lei do Impeachment e o Regimento da Câmara, depois inventou que o Senado tinha poderes para rejeitar (liminarmente e por maioria simples) a decisão da Câmara. e sete ministros acompanharam seu inusitado voto, totalmente à margem da lei.
VEXAME TOTAL
Para lembrar a frase do pensador Lula da Silva, pode-se dizer que foi um vexame nunca visto antes na História da Suprema Corte brasileira. Depois, para se justificar, o ministro Barroso afirmou que seu voto tinha sido adulterado numa edição pirata, mas logo ficou provado que era mentira. Mesmo assim, prevaleceu o corporativismo, que alguns chamam de”espírito de corpo”, outros preferem classificar de “espírito de porco”.
Um mês depois, os ministros tiveram oportunidade de rever a decisão equivocada, mas preferiram apoiar o colega infrator e o julgamento acabou em 9 a 2. O ministro Edson Fachin mudou o voto anterior, apenas Gilmar Mendes e Dias Toffoli tiveram coragem de contestar Barroso e dizer que as leis existem para serem cumpridas.
OS TRÊS ZUMBIS
Devido à criatividade indevida do Supremo, que conseguiu evitar o afastamento da presidente da República logo após a decisão da Câmara, conforme está expressamente previsto na Lei do Impeachment (Lei 1.079), surgiram dois presidentes-zumbis para assustar o povo brasileiro – Dilma Rousseff, aquela que foi, mas já era, e Michel Temer, aquele que não é, mais será.
Ainda não satisfeitos, os inventivos ministros do Supremo agora nos brindam como nova criação, ao afastarem o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, sem que seu mandato seja cassado. Com isso, criaram mais um presidente-zumbi, que vai passar algum tempo assombrando os longos corredores da Câmara, pois Cunha já era, mas estranhamente ainda é. Continua a ser deputado, pode frequentar seu gabinete na Câmara, o suplente não assume e la nave va, sempre fellinianamente.
Por tudo isso, é pena que a próxima Olimpíada ainda não tenha a disputa da suprema criatividade, porque certamente o Brasil poderia ganhar ouro, prata e bronze, tudo ao mesmo tempo.
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PS
 – Já ia esquecendo: o Supremo conseguiu criar um quarto presidente-zumbi. Chama-se Waldir Maranhão, não se sabe quem é, ele julga que está comandando a Câmara, senta-se na cadeira do presidente, dá ordens, mas ninguém obedece. A situação é cada vez mais patética(C.N.)


06 de maio de 2016
Carlos Newton

AO MANTER A QUEDA DE EDUARDO CUNHA, SUPREMO FORTALECE A LAVA JATO



Charge do Genildo (Arquivo Google)

















Entre os efeitos da decisão do Supremo afastando Eduardo Cunha da presidência da Câmara, e também do mandato parlamentar, destaca-se sobretudo um extraordinário fortalecimento da Operação Lava Jato em todos os sentidos. Sinal de um avanço contínuo e inclusive mais profundo das investigações, nos indiciamentos, na relação dos réus e, por fim, nos julgamentos pela Justiça em todos os níveis.
O episódio pode ser visto também como um aviso ao governo Michel Temer da não possibilidade de qualquer recuo nos processos que expõem cada vez número maior de pessoas. Não quero dizer com isso que Temer pretendesse tal recuo. Pretender, não pode pretender. Mas correntes que o conduziram até agora, véspera do poder, poderia interpretar seu silêncio como uma espécie de sinal amarelo na trajetória das investigações e, principalmente das acusações.
IMPEACHMENT PROSSEGUE
Vale acentuar, de passagem, que seu principal aliado no cerco ao governo Dilma Rousseff foi, não há dúvida, Eduardo Cunha. Claro que a desclassificação de Cunha não desclassifica o processo , ao contrário do que sustentou o ministro Eduardo Cardozo, na vã tentativa de encontrar argumentos contra o julgamento de Dilma Rousseff.
Um degrau nada tem a ver com outro. Mesmo porque, quando aceitou o pedido de Hélio Bicudo, Miguel Reale e Janaina Paschoal, o ex-presidente da Câmara, ainda não tinha sido afastado do posto. Não se trata disso. Trata-se, no fundo da questão, das ações da própria presidente que, de fato, renunciou indiretamente ao tentar nomear Lula para o cargo inexistente de co-presidente da República.
Lula, sequer conseguiu assumir o cargo fantasiosamente criado para dividir o poder. O que era impossível. Primeiro, porque o poder não se divide. Segundo porque o ato revestia-se de uma manobra para lhe fornecer uma imunidade impossível.
AS CILADAS FALHARAM
O que aconteceu concretamente? As ciladas legais falharam. As ciladas políticas, mais ainda. Agora verifica-se terem fracassado igualmente as armadilhas de Eduardo Cunha, transformado em réu no Supremo pelas acusações do Procurador Geral Rodrigo Janot contra ele, das quais, inclusive, examinando-se bem as coisas, não conseguiu defender-se.
Procurou desfocar as revelações que foram surgindo e se acumulando,  em momento algum tentou sequer contestá-las quanto ao seu conteúdo. A perda da presidência da Câmara preocupa diretamente a equipe formada por seus aliados, também quanto à própria exposição pública que ameaça surgir a qualquer momento. São os integrantes da chamada bancada do Cunha.
OUTROS EFEITOS
Os efeitos da decisão do Supremo não se esgotam aí. Pelo contrário. De um lado, alivia Michel Temer das naturais pressões dos que  cerram fileiras em sua campanha, mas de outro vai levá-lo a usar de maior cautela na nomeação dos ministros de seu governo. Isso porque não podem causar colisões entre a face política e a face jurídica de uma situação gravíssima que se projeta em todos os setores da vida brasileira.
Qualquer deslize pode desestabilizar o projeto de poder que se armou em Brasília. Curiosamente tanto pelos erros do Palácio do Planalto, quanto pelas articulações no Palácio Jaburu.
O panorama é extremamente sensível. A capacidade de Michel Temer, finalmente, será exposta à prova no Executivo.

06 de maio de 2016
Pedro do Coutto

O CLIMA É DE APREENSÃO, PORQUE JÁ SE FALA ATÉ EM DELAÇÃO PREMIADA DE CUNHA


O vice tentou responder a todas essas perguntas e se reuniu com os principais aliados, futuros ministros e dezenas de deputados. Fez questão de não explicitar nenhum comentário que pudesse melindrar Cunha.
IMPACTO PROFUNDO
O revés vivido pelo peemedebista suscitou especulações sobre qual poderia ser o impacto se, por exemplo, pressionado pela Justiça, decidisse fazer uma delação.
Para além das dúvidas que se instalaram nesta manhã, havia uma certeza: provocar um homem com o potencial ofensivo de Cunha certamente não era uma boa ideia.
Os que falavam em alívio no início da manhã avaliavam que a saída do presidente da Câmara afastava um dos fantasmas que rondam a possível gestão do vice.
Diziam que, com o peemedebista fora do jogo, não haveria espaço para o discurso de que Cunha seria o “vice do vice” e assumiria o Planalto em eventual ausência de Temer.
Mas, no início da tarde, o discurso otimista já havia dado lugar a um tom cauteloso. Em uma das únicas avaliações que fez do julgamento, Temer considerou desmedido o afastamento do peemedebista não apenas do cargo de presidente, mas também do mandato.
NOTA DO “CENTRÃO”
A decisão de Teori contaminara todas as conversas já agendadas por Temer. Um grupo de parlamentares do chamado “centrão”, aliado a Cunha, assinou uma nota de solidariedade ao peemedebista na varanda do Palácio do Jaburu.
O vice foi chamado a comentar o texto. Recusou-se. Disse que era um assunto interno da Câmara, e que preferia não se meter.
Ao final do dia, o grupo de Temer ainda tinha dúvidas sobre qual a melhor alternativa: um mandato tampão do vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), até início de 2017 ou o apoio a uma nova eleição na Casa.
Defensores da segunda tese justificam a preferência com o histórico do pepista. Maranhão votou contra o impeachment de Dilma e criticou o processo de afastamento da petista. Como presidente da Câmara, teria agora nas mãos a chance de dar andamento a um pedido semelhante do qual o vice é alvo.
MAIS DÚVIDAS
Há ainda o indicativo de que aliados de Cunha querem uma nova eleição e de que, uma vez liquidadas as chances do peemedebista voltar ao cargo, ele gostaria de participar da escolha de seu sucessor. Esse grupo sinaliza na direção de três nomes: André Moura (PSC-SE), Jovair Arantes (PTB-GO) e Rogério Rosso (PSD-DF), o favorito.
No entanto, há o temor de que uma disputa dessa natureza impeça Temer de aprovar medidas vitais para o início de sua gestão. A principal e mais iminente preocupação do vice é com a alteração da meta fiscal, que teria de ser feita até o dia 22, para evitar a interrupção do pagamento de despesas básicas do governo, como luz e telefone.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A matéria ficou restrita ao “bunker” de Temer, mas o clima de apreensão é geral, porque a possibilidade de Cunha fazer uma delação premiada causaria um tsunami na política nacional. Cunha só ficou famoso recentemente, mas há vários anos é o rei dos bastidores e das mutretas na política. Parodiando um grande sucesso do sambista Moreira da Silva,  pode-se dizer que “vocês não se afobem que o homem dessa vez não vai falar”… Cunha só fará delação depois que for preso, e isso ainda depende do Supremo, porque ele ainda não perdeu o foro privilegiado.  E a política nacional continua cada vez mais ensandecida. (C.N.)

06 de maio de 2016
Daniela Lima, Gustavo Uribe e Valdo Cruz
Folha

APÓS AFASTAMENTO, EDUARDO CUNHA DIZ QUE NÃO RENUNCIARÁ AO MANDATO



Cunha imita Dilma e promete quer vai lutar até o fim


















Afastado do mandato por decisão liminar, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) reafirmou o que já vinha dizendo ao longo do processo: que não vai renunciar ao mandato. O Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato de deputado federal e, consequentemente, da presidência da Câmara. A decisão foi tomada com base no pedido do Ministério Público Federal realizado em dezembro do ano passado.
“Sem chance de renúncia”, disse o peemedebista, por meio de sua assessoria.
A assessoria do parlamentar informou que ele já recebera a notificação da liminar, mas a confirmação do plenário dependerá da publicação do acórdão. Cunha permaneceu em sua residência oficial, onde se reuniu com seus advogados. Ele deve recorrer da decisão.
Aliados de presidente da Câmara avaliam que Cunha chegou a essa derrocada por ter aberto uma verdadeira guerra com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, desde o início das investigações envolvendo seu nome. Ele chegou a ser aconselhado por peemedebistas mais experientes, como o presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR), a “baixar o tom”, mas não atendeu aos pedidos.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É mais uma matéria oportuna de Letícia, filha de nosso amigo Rodolfo e neta de Helio Fernandes, a quem ela ama tanto que nos disse ter vontade de carregar o avô no colo. Quanto à reportagem, muito interessante essa decisão de Cunha de não renunciar. Realmente, o Supremo não lhe cassou o mandato, até mesmo porque a Constituição proíbe que o faça. A solução foi suspender o mandato, uma situação inexistente nas leis brasileiras, mas que é conveniente ao momento político, reconheçamos. Cunha pode até não renunciar, mas será obrigado a devolver a sala da presidência da Câmara, que já está sendo ocupada pelo vice-presidente Waldir Maranhão (PP-MA), também é investigado na Lava Jato. Mas Cunha ficará no gabinete do Anexo IV, porque seu suplente só pode assumir quando ele for efetivamente cassado. Por fim, é bom lembrar: quando o Supremo inova de forma positiva, é preciso que todos o apoiem(C.N.)

06 de maio de 2016
Leticia Fernandes
O Globo