"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O QUE FALTA PARA PRENDER LULA?!



O que falta para prender Luiz Inácio Lula da Silva? Seria algum magistrado de “saco roxo”?

Ainda ao tempo em que eu estava iludido com a Justiça, lá pelos anos 90, ingressei com  uma ação judicial contra o assalto que o Presidente Collor estava decretando sobre a poupança do povo. Aleguei na inicial que os depósitos ou aplicações bancárias eram CONTRATOS e assim teriam que ser regidos pelas leis do momento em que foram feitos. Essa deveria ser a regra, nos termos da lei. Leis novas não poderiam afetar contratos realizados anteriormente às suas vigências.

Minha conta era no Banco do Estado do Rio Grande do Sul-BANRISUL, que era da Administração Indireta do Estado do RS. Por esse motivo a ação teria que ser dirigida e distribuída a uma das Varas da Fazenda Pública de Porto Alegre, que eram as competentes para apreciar demandas envolvendo o citado banco, controlado pelo Estado, nos termos do Código de Organização Judiciária do TJRGS.

Minha esperança de sucesso no resultado da ação cresceu em vista da ação ter sido distribuída a uma das Varas cujo juiz titular era famoso pela coragem de nunca titubear nas condenações do Estado, quando assim entendesse justo. Ele era o “terror” da Fazenda Pública Estadual.

Mas ao examinar o pedido de LIMINAR da ação que promovi, o juiz tremeu as pernas e rejeitou o pedido, alegando simploriamente que “também tinha sido vítima dessa grotesca medida governamental” , mas que não poderia  acatar o pedido, sem que desse maior fundamentação jurídica. Quem sofreu o problema deve estar lembrado que não teve nenhuma “Justiça” capaz de estancar essa flagrante ilegalidade. Tudo ficou por isso mesmo e o dinheiro acabou sendo devolvido num prazo quase infinito, com imensos prejuízos para aqueles que confiavam nas leis quando fizeram os depósitos ou aplicações.

O que ocorreu, resumidamente, foi que um “louco” qualquer, ocupando a cadeira presidencial, disse que as leis não valiam mais nada e a partir daquele determinado momento teria que ser assim e “assado”.. O Judiciário se curvou, tanto que quase quebrou a espinha dorsal, e fez tudo o que o tirano governamental da época mandou. Antes já tinha acontecido, durante o Regime Militar, e agora também , talvez mais que nunca. O que de comum existe nessas três fases é que os membros dos Tribunais Superiores , inclusive do STF, foram e são nomeados pelo Presidente da República.

O juiz titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, Dr.Sérgio Moro, fez com que eu desenterrasse da memória essa lembrança, lá dos anos noventa. É claro que qualquer decisão do Juiz Moro, eventualmente mandando prender Lula, seria reformada em seguida, por decisão de algum tribunal, cujos membros, em sua maioria, foram designados pelo partido que está no poder há 13 anos, considerando que o STF - Supremo Tribunal Federal, onde o processo afinal poderia acabar, não teria imparcialidade alguma, como já tem demonstrado em diversas ocasiões.

Mas também há que se considerar que o citado juiz não está agindo com justiça ao mandar prender os “tentáculos” da corrupção, quando a sua cabeça ainda está solta e tem plena liberdade de “ir e vir”,para onde bem entender. Não há entre os réus ou possíveis réus da “Lava-Jato” pessoa que esteja mais “enleada” com os fatos criminosos que ali aconteceram do que o ex-Presidente Lula da Silva. Parece que ele é o centro de toda a corrupção que já apareceu nas pontas. E se ainda é verdade o mandamento constitucional que “todos são iguais perante a lei”, Lula já deveria estar preso.

25 de novembro de 2015
Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Prisões do senador Delcídio e do banqueiro Esteves sinalizam que Cunha, Collor e outros correm risco



A bolsa penitenciária de apostas especula que as próximas prisões de alto impacto político da Lava Jato serão as do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senador Fernando Collor de Mello. A inédita prisão de um senador em mandato, caso do petista Delcídio Amaral, pode render cadeia para outros membros da cúpula petista. Já a prisão do bilionário banqueiro André Esteves, combinada com a quase certa delação do pecuarista José Carlos Bumlai, amigão de Lula, tende a causar problemas para o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e para o ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Conselho da Petrobras, Guido Mantega. O ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, também entra na mira da Justiça.

Desde ontem, os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal trabalham sob tensão máxima. Não foi fácil tomar a decisão de ordenar a prisão preventiva de um senador, mesmo com a prova gravada pelo filho de Nestor Cerveró, sobre um plano de fuga e uma mesada de R$ 50 mil para a família do ex-diretor internacional da Petrobras, ilustre delator premiado da Lava Jato. O dono do BTG Pactual foi acusado de ter prometido R$ 4 milhões a um advogado de Cerveró, em troca de silêncio. A obstrução nas investigações da Lava Jato ferrou Delcídio e Esteves.

O STF agora enfrenta o dilema de mandar prender o presidente da Câmara. O nervosismo se amplifica porque Eduardo Cunha já teria entregue ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, documentos contra 180 parlamentares. Cunha teria revelado um esquema de corrupção de políticos, incluindo prefeitos, que mexe com um mega sistema de prostituição na capital federal - que tem vários poderosos como clientes vips (sigla que também pode ser traduzida por "velhos, impotentes e picaretas"). No Congresso, a situação de Cunha é classificada como "pra lá de insustentável". Mas uma eventual prisão dele tem tudo para ampliar a guerra de todos contra todos.

A crise institucional, que já era evidente e gravíssima, também se complica dinda mais. Pelo artigo 53, parágrafo dois da Constituição, o Senado terá que votar a prisão de Delcídio do Amaral. O STF terá 24 horas para enviar ao Senado os documentos que justificam da prisão preventiva de Delcídio. Imagina o caos formado se os senadores, porventura, resolverem derrubar a decisão do ministro Teori Zavascki. O risco de tal absurdo acontecer é concreto. O problema é que os políticos ficarão com seu filme ainda mais queimado. E pode agravar a briga entre os poderes legislativo e judiciário, rumo a um impasse que pode redundar em ruptura. Todos sabem disto em Brasília.


O caso Delcídio é delicadíssimo. O senador petista, com fama de truculento, já tinha sido citado na delação do lobista Fernando Baiano, apontado pela Lava Jato como operador de propinas no esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014. Fernando Baiano revelou que Delcídio do Amaral teria recebido US$ 1,5 milhão em espécie na operação de compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

A prisão Bumlai, amigão de Lula, já tinha acendido a fogueira do inferno. Até que tudo se transformou em um forno siderúrgico com as prisões de Delcídio e de Esteves. Um é apenas o líder do governo no Senado. O outro é um banqueiro que cuida da fortuna de muita gente poderosa e agora sob risco. É quase inevitável que o problema de Bumlai acabe sobrando para Lula - ou para seu ponto mais frágil: algum de seus filhos.


Não vai ser fácil se livrar da pecha de tráfico de influência quem deixou Bulmai entrar 236 vezes no Palácio do Planalto. Isto, fotografado, via portaria, sem contas outras visitas feitas pela garagem, com registro apenas do veículo que o transportava. Informalmente, Bumlai tem frequência digna de um assíduo "funcionário" do governo. Deve ter muita gente com DAS de alto valor sem tamanha "presença" no local de trabalho. Apenas por coincidência, Delcídio foi preso no hotel Golden Tulip, onde mora em Brasília. Ali também morava o empresário José Carlos Bumlai, pego um dia antes.

Já a prisão de Esteves também acendeu uma luz ultravioleta no comando dos maiores bancos brasileiros. Esteves tinha negócios ligados a áreas problemáticas da Petrobras. Vide a empresa Sete Brasil, que fornece sondas para a "estatal". A força tarefa da Lava Jato investiga se ele também intermediava outros negócios para a empresa. No mercado, todos comentam, abertamente, que o dono do BTG Pactual foi beneficiado na aquisição da Petrobras África, em Angola. A investigação também promete um pente fino sobre quem investia com ele, sobretudo gente ligada ao governo. E, para horror dos financistas, a PF, Receita e Coaf estão de olho em operações feitas com a ajuda de outros grandes bancos brasileiros.

O caso Esteves pode chamar a atenção para conexões de operações financeiras, legais ou não, com a Suíça - cujo judiciário firmou um convênio com o Brasil para troca de informações. Desde 2014, o BTG Pactual de Esteves é controlador do banco suíço BSI (Banca della Svizzera Italiana). O 11o maior banco da Suíça por ativos, fundado em 1873, vira alto natural de investigações de transferências de dinheiro a partir do Brasil.   

Como o Alerta Total já antecipou, informações e circunstâncias que levaram à prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo pessoal e muito próximo do poderoso Luiz Inácio Lula da Silva, levaram a cúpula petista a supor que José Dirceu de Oliveira e Silva tenha feito revelações comprometedoras à Justiça, em uma preparação para uma delação premiada oficial. Petistas já temem o que chamam de "traição de Dirceu", porque o já condenado no Mensalão estaria disposto a fazer de tudo para não continuar preso, em regime fechado, por causa do Petrolão - que estaria previsto, naturalmente, para acontecer, a não ser que haja algum acordo judicial.

Vale repetir por 13 x 13. Neste escândalo, a impressão geral é que o fim está apenas começando...

Esperando por Lula


Sem mesada, vira a mesa




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

25 de novembro de 2015
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

PT PRESS, A SERVIÇO DA MENTIRA E DA DESINFORMAÇÃO

O Globo Chama o Vagabundo Bandido Petista Líder do Governo Dilma de Tucano


O Globo quer competir com o pasquim comunista Folha de São Paulo nos quesitos canalhice, jornalismo calhorda e cretino e pela grana roubada pelo PT para pagar a imprensa. Confiram o título da matéria assinada pela petista sem vergonha Maria Lima: Delcídio Amaral: o mais tucano dos petistas

LÍDER DO GOVERNO PRESO

DELCÍDIO OFERECEU A CERVERÓ MESADA DE R$50 MIL E FUGA PARA O EXTERIOR
DELCÍDIO OFERECEU FUGA E MESADA PARA CERVERÓ NÃO O INCRIMINAR



O LÍDER DO GOVERNO NO SENADO, DELCÍDIO DO AMARAL, FOI PRESO NA MANHÃ DESTA QUARTA. FOTO: DIDA SAMPAIO/AE

Uma gravação de áudio, entregue à Polícia Federal pelo filho do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró seria umas das principais provas de que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) tentou evitar que Cerveró mencionasse os nomes de Delcídio e do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, no depoimento de delação premiada.

Na gravação, o senador petista conversa com pessoas ligadas ao ex-diretor e oferece rotas de fugas para Cerveró, como sair pelo Paraguai, além de uma mesada de R$ 50 mil, de acordo com investigadores.

O senador, na conversa, tentava evitar que fosse revelada uma suposta participação dele em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Para as autoridades, a proposta caracteriza tentativa de obstruir o trabalho da Justiça, que é crime previsto no artigo 329 do Código Penal.



25 de novembro de 2015
diário do poder

JUSTIÇA AUTORIZA NOVAS BUSCAS EM ENDEREÇOS DE LOBISTAS DA ZELOTES

NOVA BUSCA É PARA A COLETA DE ELEMENTOS SOBRE A CONTRATAÇÃO DA LFT

AS DECLARAÇÕES DO FILHO DE LULA SOBRE CONTRATOS SÃO CONTRADITÓRIAS E VAZIAS

Justiça Federal autorizou novas buscas e apreensões em endereços do casal de lobistas Mauro e Cristina Marcondes com o objetivo de permitir o aprofundamento das investigações sobre contratos de R$ 2,4 milhões feitos entre a Marcondes & Mautoni Consultoria e a LFT Marketing Esportivo, que tem como sócio Luís Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nova fase da Operação Zelotes, deflagrada na terça-feira, 24, a Justiça também aceitou novo pedido de prisão dos lobistas e de um comparsa acusado de envolvimento no esquema de compra de medidas provisórias e de espionagem de um dos investigadores.

Polícia Federal argumentou para a Justiça que a nova busca e apreensão era "fundamental" para "a coleta de mais elementos para aprofundarmos as investigações acerca da contratação da empresa LFT Marketing Esportivo e outros contratos escusos". 
Em ofício, o delegado Marlon Cajado sustentou que as versões apresentadas por Luís Claudio e Marcondes para os contratos "se mostram contraditórias e vazias ao ponto de ao invés de elucidar os reais motivos de pagamentos da Marcondes & Mautoni para a LFT, na verdade serviu para gerar mais celeuma, já que não há uma definição precisa sobre quais e quantos serviços foram de fato contratados, qual eram os reais objetos de estudos e ao que eles se destinavam e qual é a relação deles com o projeto de um centro de convenções, e a inexistência, tanto na sede da Marcondes quanto na da LFT Marketing Esportivo de documentação comprobatória que desse mínimo lastro ao serviço contratado".

Em nota divulgada na terça-feira, a defesa de Luís Claudio Lula da Silva afirmou que o depoimento dele "concentrou-se em fatos. Não em declarações contraditórias e vazias, como se quer fazer crer agora." 
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do casal Marcondes.

Espionagem

O relatório da PF também reforçam as suspeitas de compra da Medida Provisória 471/2009, que prorrogou incentivos fiscais para montadoras de veículos. 
O lobista Francisco Mirto Florêncio da Silva foi preso ontem acusado de envolvimento com o esquema de corrupção. Ele também é acusado ao lado do casal Marcondes de ter contratado uma investigação clandestina para espionar o procurador José Alfredo de Paula Silva, que atua na Operação Zelotes. 
Um registro encontrado pela Operação Zelotes indica que o fato ocorreu em 2010, mesmo ano em que o procurador investigava as negociações para a compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB) pelo governo Lula.(AE)


25 de novembro de 2015
diário do poder

UM JOGO DE BARGANHAS


Prevista para hoje mas sujeita a adiamento, a reunião do Conselho de Ética da Câmara poderá abrir a primeira estação do calvário de Eduardo Cunha ou, contrariando o Novo Testamento, levar Pôncio Pilatos a absolver Jesus. Entre dúvidas e mudança das tendências e das sentenças, o Conselho encontra-se rachado. Poderá haver empate na decisão dos conselheiros, entre abrir processo contra Eduardo Cunha ou arquivar o parecer do relator, Fausto Pinato, favorável ao julgamento do presidente da Câmara por ofensa ao decoro parlamentar.

No final da semana e hoje montes de contas foram e estão sendo feitas e desfeitas a respeito da decisão preliminar dos integrantes do Conselho. Dez a dez, contando com a ausência de uns poucos? Onze a onze? Vitória dos favoráveis à condenação de Cunha ou arquivamento da acusação dele haver mentido a respeito de suas contas no exterior?

De qualquer forma, não se trata de esperar uma sentença definitiva, já que o mérito só será apreciado depois, muito provavelmente ano que vem, dado o recesso parlamentar a ser iniciado a 17 de dezembro.

Vale tudo nesse entrevero inicial, desde a defesa antecipada do presidente da Câmara, já circulando, até contestações regimentais referentes à primeira reunião do Conselho de Ética, realizada semana passada, hoje contestada pelo deputado fluminense.

A pedra de toque dessa decisão, vale repetir, se não for adiada, repousa na representação do PT. O palácio do Planalto trabalha para que os companheiros com assento no Conselho votem em favor de Cunha, arquivando o processo. Se não puderem, por razões de consciência, que pelo menos faltem, permanecendo em seus estados.

Em suma, a impressão é de desenrolar-se um leilão, daqueles do “quem dá mais”. Eduardo Cunha dispõe de uma carta na manga, o deferimento do pedido de impeachment contra Dilma, que ainda não despachou. Nem contra nem a favor, por enquanto, ele poderá retribuir a gentileza de Madame, se ela mobilizar o PT para salvá-lo do processo. Ou dar andamento à acusação de que ela quebrou a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O país está diante da opção de duas ações correrem paralelas, claro que apenas no ano que vem, ameaçando os mandatos de Dilma e de Cunha. Ou de nenhuma ação tramitar contra ambos. Nos dois casos, do que menos se cuida é do mérito das acusações, ou seja, se houve culpa ou inocência na ação da presidente da República e do presidente da Câmara.

Um jogo de barganhas e de interesses escusos, de parte a parte. Retrato óbvio de que o dia seguinte, no Brasil, sempre poderá ficar um pouquinho pior do que a véspera...



25 de novembro de 2015
Carlos Chagas

GRAVAÇÃO É PROVA DE QUE DELCÍDIO TENTOU IMPEDIR QUE CERVERÓ O MENCIONASSE

FILHO DE CERVERÓ TERIA ENTREGUE GRAVAÇÕES À POLÍCIA FEDERAL

O LÍDER DO GOVERNO NO SENADO, DELCÍDIO DO AMARAL, FOI PRESO NA MANHÃ DESTA QUARTA. FOTO: DIDA SAMPAIO/AE


Uma gravação de áudio, entregue à Polícia Federal pelo filho do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró seria umas das principais provas de que o senador Delcídio Amaral (PT-MS) tentou evitar que Cerveró mencionasse os nomes de Delcídio e do banqueiro André Esteves, dono do BTG Pactual, no depoimento de delação premiada.

Na gravação, o senador petista conversa com pessoas ligadas ao ex-diretor e oferece rotas de fugas para Cerveró, de acordo com investigadores. O senador, na conversa, tentava evitar que fosse revelada uma suposta participação dele em irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Para as autoridades, a proposta caracteriza tentativa de obstruir o trabalho da Justiça, que é crime previsto no artigo 329 do Código Penal.



25 de novembro de 2015
diário do poder

PASADENA NÃO PASSARÁ


Passa, passa, Pasadena. Não passou. A refinaria no Texas que deu prejuízo de US$ 700 milhões reaparece agora com novo nome: Ruivinha

Ninguém faria um negócio desses, tão prejudicial ao lado brasileiro, se não gastasse alguns milhões de dólares com propina. Agora, está comprovado que houve corrupção. Há até uma lista preliminar de quem e quanto recebeu para aprovar a compra de uma refinaria enferrujada, docemente tratada pelos próprios compradores como a Ruivinha.

A Operação Lava Jato tem elementos para pedir a anulação da compra e o dinheiro de volta. Acontece que Pasadena está no Texas. Foi uma transação realizada na esfera da legislação americana. Necessariamente, a Justiça dos EUA terá de analisar todos os dados enviados pelas autoridades brasileiras e, eventualmente, pedir outros.

Existe uma questão cultural e política no caminho. Os americanos não conseguirão ver a compra de Pasadena só como uma conspiração criminosa de quadros intermediários da empresa que comprou. A tendência natural será verticalizar a investigação. Quem eram os responsáveis pela Petrobrás, como deixaram que isso acontecesse?

Não só nos EUA, como em outros países, os dirigentes máximos são responsáveis, mesmo quando alegam que não sabiam de nada. Numa empresa privada, se uma direção fizesse um negócio tão desastroso, renunciaria imediatamente e responderia aos processos legais fora do cargo. O caso de Pasadena, se internacionalizado, como na verdade tem de ser, vai pôr em choque a tolerância brasileira com os dirigentes que alegam não saber de nada.

A própria Petrobrás deveria pedir a anulação da compra de Pasadena. No entanto, isso é feito pela Lava Jato. A empresa assim mesmo, parcialmente, só reconhece que Pasadena foi um mau negócio. Ainda não caiu a ficha de que foi uma ação criminosa, que envolve também os vendedores belgas. Por isso é bom internacionalizar Pasadena. A Justiça americana poderá cuidar do vendedor belga, mais fora de alcance da brasileira.

Uma pena a Petrobras ainda não ter percebido seu papel. É uma questão político-cultural. A própria Dilma diz que não sabia de nada porque teria sido enganada por um relatório. Esse impulso de jogar para baixo toda a culpa já aparecia no mensalão, quando Lula se disse traído.

Duas grandes empresas brasileiras vivem um inferno astral. Petrobrás e Vale: o maior escândalo de corrupção no País, o maior desastre ambiental de uma associada.

No caso do mar de lama lançado no Rio Doce, com mortes e destruição pelo caminho, os dados técnicos e científicos ainda não foram divulgados. Mas já se sabe que os mecanismos de contenção, filtragem e escoamento nas barragens mineiras já não são usados em alguns países do mundo. Há métodos mais modernos, possivelmente mais caros. Isso questiona toda uma política de investimento, no meu entender, de forma semelhante ao que ocorre no setor público.

O Brasil ainda não universalizou o saneamento básico porque são obras que não aparecem, não rendem votos.

Nas empresas privadas, como na Vale e na própria Samarco, existem políticas ambientais, mas também uma preocupação com a margem de lucro. A sustentabilidade nem sempre responde rápido ao quesito lucro.
Muitas pessoas veem o princípio de precaução - um dos temas que a ecologia política levantou - como um exagero de ambientalistas apocalípticos. Em termos econômicos, a precaução revela a sua importância no longo prazo: quanto custa um desastre ambiental? Quanta custa a renovação dos equipamentos?

Uma semana nas margens do Rio Doce, pontuada por um atentado terrorista em Paris, me entristece. No entanto, fica cada vez mais claro que é o mundo que temos e é preciso encará-lo. Não há como escapar.

As coisas só pioram na economia e o País se limita a contemplar o próprio declínio. Não há uma resposta política. O Congresso é um pântano. Só haverá um pouco de esperança no ar se discutirmos um caminho para depois desse desastre. O PT propõe apenas entrar no cheque especial e continuar entupindo o País com carros e eletrodomésticos.

Além dos passos políticos e econômicos, será preciso considerar algo que ainda não foi acrescentado à corrente descrição da crise. Não é só econômica, política e ética. Vivemos também numa crise ambiental. No cotidiano, documento problemas agudos de falta d’água, cachoeiras reduzidas a fios, rios secando e, agora, o Doce levando este golpe lamacento. Há uma seca prolongada em grandes regiões do País, queimadas aparecem em vários lugares, algumas em áreas teoricamente protegidas.

Políticos convencionais tendem a subestimar a importância que as pessoas dão hoje à crise ambiental. Não é preciso percorrer os lugares atingidos pela lama. As cidades ameaçadas por barragens vivem em tensão.

A oposição, homens e mulheres que foram eleitos e ganham para isso, deveriam estar propondo alguma coisa para superar essa crise, que tem muitas cabeças. Se eles não têm ideia do que propor, pelo menos poderiam sair perguntando, sentir os anseios de renovação e deduzir algo deles.

Muito se falou de pauta-bomba nesse Congresso. Essa etapa está quase passando. Eles inauguraram a pauta-míssil: repatriar dinheiro suspeito e uma patética lei sobre a imprensa.

Neste momento da História do País, apesar de morto politicamente, o governo, que tem seus tentáculos na Justiça, agora pode brandir uma espada sobre a cabeça dos jornalistas. Começam dizendo que você não viu o que está acontecendo porque sofre de miopia ideológica. Em seguida, tomam precauções para que os juízes de linha justa os liberem: agora, preparam o caminho para punir quem divulga a verdade que os ofende.

É o tipo de lei que, mantida com esse texto, acaba sendo um convite a desobedecer. Lembro-me de que escrevi uma apresentação da edição brasileira do Desobedeça, de Henry David Thoreau.

Voltarei ao livro em busca de inspiração.


25 de novembro de 2015
Fernando Gabeira é escritor, jornalista e ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro.

QUE TERRORISMO??

DILMA IGNORA CAUTELA CONTRA O TERROR E SANCIONA LEI DISPENSANDO VISTOS
MILITARES ACHAM A LEI UMA TEMERIDADE, FACE RECENTES ATENTADOS


O CHEFE DO ESTADO MAIOR CONJUNTO DAS FORÇAS ARMADAS, GENERAL JOSÉ CARLOS DE NARDIS, ACHA QUE LIBERAR VISTOS 'NÃO É BOM' PARA A SEGURANÇA DOS JOGOS OLÍMPICOS.


A presidente Dilma Rousseff decidiu ignorar as recomendações da área militar, em razão dos recentes atentados terroristas, e sancionou a lei aprovada pelo Congresso que prevê a dispensa de visto para estrangeiros, durante quatro meses, entre junho e setembro do ano que vem, para facilitar a entrada dos atletas e turistas que desejarem vir ao Brasil para acompanhar os Jogos Olímpicos de 2016.

A presidente – que resiste a qualquer legislação antiterrorismo - entendeu que a liberação do visto não colocará em xeque a segurança do Brasil, apesar de o rigor nas fiscalizações em todo o mundo terem aumentado, em decorrência dos ataques terroristas feitos pelo Estado Islâmico na França e no Mali. O entendimento final do governo foi que existem “outros mecanismos” de controle e que o visto serve, principalmente, para verificação do fluxo migratório.

O foco do governo com essa medida é atrair turistas dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e China. A área militar era contra a liberação do visto sob a alegação de que será menos uma porta de controle de entrada de estrangeiros.

O chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardis, disse que esta proposta “deveria ser revista, face a nova situação e conjuntura”. Para ele, “a avaliação do ponto de vista da inteligência, segurança e defesa, não é bom”.

O diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Trezza, embora tenha dito que “a possibilidade de prática de um atentado não dependeria de um visto”, reconheceu que eliminá-lo é uma barreira a menos.

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) defende a regra da reciprocidade, ou seja, tem visto para país que exige visto.

A Secretaria de Grandes Eventos do Ministério da Justiça e o Ministério do Turismo defendem a liberação, sob a alegação de que ela não oferece riscos migratórios e nem ameaça à segurança nacional.

O visitante estrangeiro nem sequer precisará comprovar que possui ingressos para assistir a qualquer evento das modalidades desportivas dos Jogos Olímpicos Rio 2016.



25 de novembro de 2015
diário do poder

DELCÍDIO DO AMARAL E ANDRE ESTEVES, DO BTG, SÃO PRESOS PELA PF



sos (Reprodução)
Delcídio e Esteves, mas dois peixes grandes na rede da Lava Jato












O senador petista e líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (MS) foi preso na manhã desta quarta-feira (25) pela Polícia Federal. De acordo com informações da colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a operação foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) depois que o MPF (Ministério Público Federal) apresentou evidências de que ele tentava atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato.
Também foi preso o banqueiro André Esteves, do banco BTG Pactual, segundo diversos veículos de mídia como a Veja, o G1, o Estado de S. Paulo, por também estar envolvido nas irregularidades. Segundo informações, ele também foi preso por estar atrapalhando apurações da Operação Lava Jato.
A assessoria de imprensa do BTG Pactual se recusou a comentar o assunto. Esteves foi preso na casa da família, no Rio de Janeiro e a operação incluiu buscas na residência do executivo do BTG Pactual e na sede do banco em São Paulo. O BTG é um dos acionistas da Sete Brasil, que está sendo investigada pela Operação Lava Jato e criada para fornecer equipamentos à Petrobras, entre eles sondas para exploração de petróleo.
Os policiais atuam em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Mato Grosso do Sul.
CERVERÓ ACUSOU
Delator na Lava Jato, o ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró citou o senador Delcídio do Amaral, acusando-o de participar de um esquema para desviar recursos envolvendo a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Para que Cerveró não colaborasse com a Justiça, o senador teria oferecido até mesmo a possibilidade de fuga a ele, segundo a colunista. A conversa foi gravada por um filho de Cerveró.
É a primeira vez que um senador é preso no exercício do cargo. A Constituição Federal só permite a prisão de parlamentar em crime flagrante de crime.Também foram realizadas buscas e apreensões no gabinete do senador, no Congresso. Além do senador, a PF prendeu também o chefe de gabinete dele, Diogo Ferreira, e o advogado Édson Ribeiro, que defendeu o ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Recordar é viver. Havia fortes evidências do envolvimento de Delcídio do Amaral na Lava Janot, mas o procurador-geral Rodrigo Janot o poupou e não abriu inquérito contra ele. (C.N.)

25 de novembro de 2015
Lara RizérioiG Notícias

ELE MAIS QUE SABIA

‘NEGÓCIO ESTAVA ABENÇOADO POR LULA’, DIZ SALIM SCHAHIN

BUMLAI E VACCARI INFORMARAM QUE LULA ESTAVA A PAR DA LADROAGEM



SEGUNDO SALIM SCHAHIN, JOSÉ CARLOS BUMLAI E EX-TESOUREIRO DO PT DISSERAM QUE LULA ESTAVA A PAR DE EMPRÉSTIMO DE R$ 12 MILHÕES TOMADO PELO PECUARISTA EM 2004 CUJO BENEFICIÁRIO SERIA O PARTIDO (FOTO: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO)


O empresário Salim Schahin, um dos donos do Grupo Schahin, afirmou em sua delação premiada que o pecuarista José Carlos Bumlai levou o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares em reunião na sede da empresa durante as tratativas para empréstimo de R$ 12 milhões, concedido em 2004, que teria como destino final os cofres do PT. 
Todo negócio estaria “abençoado” pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – que nega.

A operação de empréstimo, um dos motivos que levou Bumlai para a cadeia nesta terça-feira, 24, como alvo central da Operação Passe Livre, 21ª fase da Lava Jato, foi revelada pelo delator Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobrás. 
Ele relatou em outubro aos procuradores da força-tarefa que Bumlai junto com o operador de propinas do PMDB Fernando Baiano teriam dirigido um contrato da estatal de R$ 1,3 bilhão – para operação do navio-sonda Vitoria 10.000 – como compensação a uma dívida de “R$ 60 milhões” do PT com a Schahin. 
O empresário confirma a contratação como pagamento pelo empréstimo nunca pago feito pelo pecuarista amigo de Lula.

“Bumlai chegou a dizer a Fernando (Schahin) que o negócio estava ‘abençoado’ pelo presidente Lula”, registrou a Lava Jato, na delação de Salim. “O depoente e seu irmão Milton (Schahin) também receberam de (João) Vaccari (ex-tesoureiro do PT) a informação de que o presidente estava a par do negócio.”

Alvo da Lava Jato, Salim Schahin contou o que sabia no início do mês e relatou que o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu – preso pela Lava Jato e condenado no mensalão -, ligou pessoalmente para ele, após encontro com Bumlai e Delúbio. 
“A conversa tratou de amenidades não abordando a operação de José Carlos Bumlai, mas a mensagem estava entendida.”

“Em meados de 2004, José Carlos Bumlai foi trazido ao Banco Schahin por Sandro Tordin um executivo do Banco na época, buscando tomar um financiamento de R$ 12 milhões de reais”, contou Salim, em depoimento prestado no dia 12, para procuradores da força-tarefa da Lava Jato. 
“Na ocasião foi apresentado um pedido de empréstimo, alegando-se, inclusive, que se tratava de um pedido do Partido dos Trabalhadores e ele, José Carlos Bumlai, tomaria o empréstimo em nome do Partido, pois havia uma necessidade do PT que precisava ser resolvida de maneira urgente”, registra a força-tarefa.

Em 2004, o PT participaria das primeiras disputas eleitorais nos municípios, após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente, em 2002. 
“O empréstimo foi concedido porque abriria oportunidade de retorno em negócios para o grupo empresarial junto ao governo.”

O empresário, que decidiu fazer delação premiada, após membros da família terem sido citados por delatores da Lava Jato como envolvidos no esquema de propinas na Petrobrás, disse que o encontro com Delúbio ocorreu numa segunda reunião para tratar do assunto do empréstimo milionário. 
Ele havia ficado “incomodado com duas questões: a primeira era a de que o valor era muito grande para ser concentrado em apenas uma operação a uma pessoa física; e o segundo era que essa pessoa física estava sendo intermediário de empréstimo para o Partido dos Trabalhadores”.

Mesmo assim, Salim Schahin concordou com o empréstimo pois “poderia ser útil aos interesses do Grupo, aproximando-o efetivamente ao governo do PT e abrindo a possibilidade de retorno em negócios e oportunidade futuras”.Ligação do ministro. “Dias depois foi realizada uma nova reunião na sede do Banco Schahin”, conta Salim. 
“Como novidade, Bumlai veio acompanhado de Delúblio Soares.” A presença do ex-tesoureiro do PT – que foi condenado em 2012 no processo do mensalão – “trouxe um pouco de mais de conforto”, disse Schahin. 
“Tendo em conta que ele, diferentemente de Bumlai, tinha relação direta com o PT.” 
No novo encontro, o empresário afirmou que Bumlai e Delúbio insistiram na necessidade de urgência no empréstimo.

“Nessa ocasião o próprio Delúbio Soares confirmou o interesse do Partido para que a operação fosse concluída o quanto antes.”

Schahin conta que nesse segundo encontro, Bumlai e Delúbio informaram que como “evidência adicional” a Casa Civil procuraria um dos acionistas do Banco Schahin. 
“Dias depois o depoente (Salim Schahin) recebeu um telefonema de José Dirceu. A conversa tratou de amenidades não abordando a operação de Bumlai, mas a mensagem estava entendida.” (AE)


25 de novembro de 2015
diário do poder

AMEAÇA SÉRIA

PRISÃO DO AMIGO BUMLAI É SÉRIA AMEAÇA A LULA
PRISÃO DO AMIGÃO COLOCA LULA NO CENTRO DA OPERAÇÃO LAVA JATO


PRISÃO DO 'AMIGÃO' PODE COLOCAR LULA NO CENTRO DA LAVA JATO. (FOTO: GIULIANO GOMES/ESTADÃO CONTEÚDO)

PUBLICIDADEDesde o início da Lava Jato, a prisão do “primeiro amigo” José Carlos Bumlai é a mais séria ameaça ao ex-presidente Lula. No Planalto, o temor é que Bumlai não resista à pressão da família para fazer acordo de delação. Íntimo amigo e conhecedor de segredos, o temor é Bumlai confessar, afinal, como e por que se beneficiou dessa amizade e virou uma espécie de “resolvedor de problemas” da família Lula da Silva.

O lobista Fernando Baiano delatou que Bumlai lhe pediu R$ 2 milhões para supostamente uma nora de Lula comprar um imóvel.

Bumlai também aparece como articulador da reforma do sítio da família Lula da Silva em Atibaia (SP), feita pela OAS, empreiteira do petrolão.

Tem sido decisiva a pressão das famílias nos acordos de delação premiada. O mesmo se espera no caso Bumlai, hoje com 71 anos.

A inclusão dos filhos de Bumlai entre os investigados (foram levados pela PF para depor sob vara) será usada para pressioná-lo à delação.



25 de novembro de 2015
diário do poder

PF PRENDE ESTEVES, O BANQUEIRO QUERIDINHO DA ERA LULA

PETROBRAS VENDEU A ELE, PELA METADE DO PREÇO, ATIVOS NA ÁFRICA

ANDRÉ ESTEVES CHEGU A SER APONTADO COMO ALVO DA CPI DA PETROBRAS, MAS A COMISSÃO DEU EM PIZZA.


A prisão do banqueiro BTG Pactual, André Esteves, não surpreendeu os leitores do Diário do Poder e do colunista Cláudio Humberto, que noticiaram suas relações privilegiadas com o poder petista transfoirmando-se no banqueiro mais próximo ao ex-presidente Lula.

Durante a era petista, os negócio de André Esteves prosperaram muito, chegando a expandir-se no exterior. Ele foi beneficiado com a compra de ativos da Petrobras na África. Foram poços de petróleo, alguns dando lucro, adquiridos praticamente pela metade do preço que a Petrobras havia pago por eles.

A CPI da Petrobras chegou a criar uma subrelatoria para investigar os negócios da Petrobras na África, mas, como toda a comissão, isso deu em nada.



25 de novembro de 2015
diário do poder

PF PRENDE SENADOR DELCÍDIO DO PT E O BANQUEIRO ANDRÉ ESTEVES

SENADOR PETISTA TENTOU DIFICULTAR INVESTIGAÇÃO DE NESTOR CERVERÓ

A IMAGEM DA TV MOSTRA O MOMENTO EM QUE DELCÍDIO AMARAL CHEGAVA À SUPERINTENDÊNCIA DA PF EM BRASÍLIA. (REPRODUÇÃO TV GLOBO)



Supremo Tribual Federal (STF) determinou a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS), que é líder do governo no Senado, por tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. 
Ele tentava impedir que Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras, denunciasse sua participação na compra superfaturada da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. 
Em sua delação, o lobista Fernando Baiano revelou que Delcídio recebeu US$1,5 milhão, equivalentes a R$5,7 milhões, após a compra da refinaria.

Também foi preso no Rio de Janeiro, esta manhã, no âmbito da Lava Jato, o banqueiro André Esteves, dono do banco BTG Pactual e muito ligado ao ex-presidente Lula. 
O banqueiro foi quem criou, durante o governo Lula, a empresa Sete Brasil, uma das mais enroladas no petrolão, para atuar na intermediação de compra e alguel de plataformas de exploração de petróleo - algo que a Petrobras já fazia sem a necessidade de intermediários. 
André Esteves foi estranhamente beneficiado no governo Lula pela compra de ativos da Petrobras na África por uma pechincha.

O STF também mandou prender o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, e um advogado Edson Ribeiro, que, ligado ao senador, já defendeu Cerveró na Lava Jato.

A decisão de prender o senador mobilizou ministros do STF, na noite desta terça-feira (24), que se reuniram a portas fechadas com o relator da Lava Jato na Corte, Teori Zavascki. O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF, até abandonou o lançamento de um livro em sua homenagem para participar da decisão.

A Polícia Federal se encontra no Congresso cumprindo mandado de busca e apreensão no gabinete de Delcídio. 
O advogado do senador, Maurício Leite, está embarcando de São Paulo para Brasília para acompanhar


25 de novembro de 2015
diário do poder

PARABÉNS PREFEITO DE DORVAL - QUEBEC x FUNDAMENTALISMO

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25 de novembro de 2015
(Recebido por email)


http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2015/11/parabens-prefeito-de-dorval-quebec.html