"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

LULA RESPONSABILIZA DILMA POR OPERAÇÃO NA EMPRESA DE SEU FILHO



Lula culpa também o ministro da Justiça, que não manda na PF
Na véspera de completar 70 anos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu ontem a mágoa com Dilma Rousseff, sua sucessora, e a responsabilizou pela operação de busca e apreensão feita pela Polícia Federal na empresa LFT Marketing Esportivo, pertencente a seu filho Luís Cláudio. Em conversa com pelo menos três amigos, ontem, em momentos distintos, Lula se queixou de Dilma e disse que a situação “passou dos limites”.
Para o ex-presidente, Dilma só ouve o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo – que, no seu diagnóstico, quer apenas “aparecer” –, e não entende que, em nome do combate à corrupção, pode destruir o projeto político do PT.
O Instituto Lula divulgou nota nesta segunda afirmando que “não têm qualquer fundamento” as informações de que o ex-presidente responsabilizava Dilma, conforme também havia divulgado o site do jornal Folha de S.Paulo.
Lula estará na quinta-feira em Brasília, para participar da reunião do Diretório Nacional petista, e vai pregar uma forte reação do partido ao que chama de “ofensiva” orquestrada para destruir o PT e o seu legado.
Além de Luís Cláudio, o presidente do Sesi, Gilberto Carvalho – chefe de gabinete de Lula de 2003 a 2010 e ministro da Secretaria-Geral da Presidência no primeiro mandato de Dilma – também foi citado no relatório da Operação Zelotes. Braço direito de Lula, Carvalho prestou depoimento ontem, espontaneamente, no inquérito que investiga a denúncia de compra de medidas provisórias para favorecer o setor automotivo.
FURIOSO
Um dos amigos que conversaram com Lula contou que ele estava “furioso” e chegou a chamar o esquema de delação premiada de “mentirão” premiado. O ex-presidente disse que o governo Dilma “perdeu o controle” das investigações e que ilações são vazadas, sem qualquer prova, para enfraquecê-lo politicamente e impedir uma nova candidatura dele, em 2018.
Na avaliação de Lula, a Polícia Federal está cometendo “abusos”, com desrespeito à Constituição e vazamentos seletivos, sem que os acusados possam ter acesso às acusações para se defender.
“A gente não pode permitir que ladrões queiram pôr na nossa testa o carimbo da corrupção”, disse.
Abatido, Lula destacou não querer impedir nenhum inquérito e lembrou que, em 2007, até seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, foi investigado pela Polícia Federal na Operação Xeque Mate. Afirmou, porém, que, à época, não havia uma “perseguição” contra ele nem contra o PT.
O ex-presidente disse ter perdido até mesmo o ânimo para comemorar, hoje, o seu aniversário, mas o Instituto Lula vai organizar uma reunião para lembrar a data. Os amigos queriam promover uma festa para Lula, na quinta-feira, no restaurante São Judas, em São Bernardo do Campo, conhecido pela especialidade do “frango com polenta” e onde foram realizadas muitas reuniões do PT, nos anos 80. Na semana passada, porém, o ex-presidente já havia pedido para cancelar a reunião.
(reportagem enviada pelo comentarista Virgilio Tamberlini)

28 de outubro de 2015
Vera Rosa, Tânia Monteiro e Isadora Peron
Estadão

BUSCA NA EMPRESA DE FILHO DE LULA PREOCUPA PLANALTO



Lula acusa Cardozo de não controlar a Polícia Federal
A busca e apreensão realizada nesta segunda-feira, pela Polícia Federal no escritório do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acendeu uma luz amarela no Palácio do Planalto. A avaliação de um auxiliar da presidente Dilma Rousseff é de que tudo que atinge Lula, atinge o PT e, consequentemente, tem reflexo no governo. Como revelou o Estado no início do mês, uma das empresas do filho do ex-presidente, a LFT Marketing Esportivo, recebeu pagamentos de Mauro Marcondes, um dos lobistas investigados por negociar a edição e aprovação da MP 471, que beneficiou montadoras de veículos.
O fato de Luis Cláudio Lula da Silva ter virado alvo da terceira fase da Operação Zelotes mudou o discurso de integrantes do núcleo duro do governo, que até então tentavam demonstrar tranquilidade em relação às sucessivas denúncias veiculadas pela imprensa envolvendo nomes ligados a Lula.
Apesar da preocupação, houve no Planalto quem se dissesse “indignado” com o fato de ter havido uma busca na empresa de Luis Cláudio. Para um ministro próximo a Lula, está claro que o objetivo dessas ações é atingir o ex-presidente e manchar o seu legado.
CARDOZO GANHA SOBREVIDA
Por outro lado, o Planalto avalia que a operação desta segunda-feira vai dar uma “sobrevida” ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que tem sido vítima de fogo amigo do PT.
O cálculo é que qualquer mudança no ministério neste momento poderia ser visto como uma represália de Lula ao ministro. A queixa mais comum dos petistas, inclusive do ex-presidente, é que Cardozo não consegue impedir supostos excessos da Polícia Federal, especialmente no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga o esquema de desvios de recurso da Petrobras.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se dizia antigamente, o ministro Jaques Wagner parece que bebe. Teve a desfaçatez de dar entrevista dizendo que o governo não está preocupado com a situação de Luís Cláudio Lula da Silva. Com esta declaração, foi logo inscrito no troféu Piada do Ano. (C.N.)

28 de outubro de 2015
Isadora Peron e Tânia Monteiro 
Estadão

GLOBO MANDA MESMO NAS TELECOMUNICAÇÕES - DIZ SILVIO SANTOS


Roberto Marinho e Castelo Branco, tudo a ver
Em carta enviada recentemente à “Folha de S. Paulo”, Roberto Irineu Marinho, diretor-presidente do grupo Globo, desmentiu o jornal, assegurando que a sua organização jamais exerceu influência na escolha de nomes para os principais cargos do Ministério das Comunicações e outros do governo federal.
A “Folha”, ao que parece, deu-se por satisfeita com o desmentido, mas poderia ter aprofundado a análise desse assunto, examinando, por exemplo, suas edições do ano 2000, em que há uma carta subscrita por Silvio Santos, datada de 17 de janeiro de 2000.
Nesse documento histórico, após narrar sua trajetória profissional e as barreiras que venceu para montar a rede de TV, o dono do SBT, dizendo-se amparado no livro “Notícias do Planalto”, de autoria de Mário Sérgio Conti, ex-diretor da revista “Veja”, não escondeu o quanto era difícil competir com a TV Globo, que desfrutava de poder anormal nos meios governamentais e publicitários.
FALA SILVIO SANTOS
Vamos a alguns trechos dessa carta de Silvio Santos, publicada pela própria“ Folha de S. Paulo” e que atesta que os Marinho sempre deram as cartas na área das comunicações e em outras mais:
1 – “O presidente Figueiredo achou que eu tinha condições pessoais e profissionais para assumir o controle de uma rede para disputar a audiência com a primeira colocada (TV Globo)”;
2 – “Era muito difícil quase impossível conseguir anúncios no mercado publicitário, em razão da concorrência da primeira Rede”;
3 – “Por que só agora, dia 17 de janeiro de 2000 eu estou colocando estes fatos aos senhores juízes?” (que iriam julgar processo contra a TeleSena)
A – Porque só agora, dia 12 de janeiro de 2000 eu li na Revista Veja, no. 1631, declarações do Presidente Figueiredo, que eu tinha como confidenciais.
B – Porque só agora, dia 12 de dezembro, eu recebi de presente no meu aniversário, o livro NOTÍCIAS DO PLANALTO, do ex-diretor de redação de VEJA, narrando fatos que se imaginava serem fantasiosos ou exagerados.
C – Suspeitava-se que a REDE GLOBO tivesse interferência nos GOVERNOS, mas ninguém declarava isto por escrito.
Em razão destes itens, estou juntando alguns ANEXOS para que os senhores juízes constatem a veracidade do meu relato”.
FALA FIGUEIREDO
4 – “Pronunciamento do presidente Figueiredo para VEJA em 12 de janeiro de 2000. “ROBERTO MARINHO  – “um horror, um horror (endossando comentário de um convidado sobre o poderio  da Organização Globo). É a melhor rede que existe no Brasil. Ele é dono da opinião pública do país. Faz o ministro das Comunicações e manda quem ele quiser. O dia em que o Roberto Marinho quiser se virar contra o governo, o governo cai. Ele não chegou a influenciar-me porque brigou comigo. Não lhe dei uma concessão de rádio e de televisão e ainda lhe disse: Não vou dar porque já tem demais! Criei três redes de TV: a Manchete, a do Silvio Santos e a Bandeirantes. Aí o Roberto Marinho ficou com raiva de mim porque antes era só ele”.
“Quando eu estava quase presidente – digo “quase” porque só o jornais é que estavam falando – vim ao Rio assistir a uma competição equestre na hípica. Lá estava o Roberto Marinho. Começamos a conversar e, num determinado momento, avisei a ele que, se viesse mesmo a ser  o presidente da República, não daria mais condição de expansão para a televisão dele. Eu sempre tive na cabeça a ideia de dividir mais o sistema de comunicação no Brasil. O Roberto Marinho não publica meu nome no jornal dele desde que saí do governo. Problema dele. Melhor para mim, que fico anônimo”.
SILVIO SANTOS, DE NOVO
5 – “A Globo quer monopólio em tudo “– notícia do Diário Popular – 20 de janeiro de 2000.
6 – Dia 19 de janeiro de 2000 – VEJA – “Um gol contra – Globo perde audiência ao ignorar Mundial de Clubes”… “Faz tempo que a emissora do Jardim Botânico dá as cartas no futebol brasileiro. Por ter comprado  os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol, a Globo determina, a seu bel-prazer, o horário dos jogos, de acordo com a sua grade de programação. Por pressão do canal, a final do campeonato do ano passado, entre Corinthians e Atlético Mineiro, foi marcada para as 4 da tarde de um dia útil. O horário esdrúxulo foi mudado graças à intervenção do prefeito de São Paulo, Celso Pitta”.
7 – “Ministro do Brasil tem medo da reação da Globo”.
8 – “Candidato à Presidência do Brasil só com a aprovação da Globo”.
9 – “Presidente do Brasil evita concorrência na TV só para não atrapalhar seu relacionamento com a Globo”.
10 – “Rede Globo, como diz o Presidente Figueiredo, consegue fazer e desfazer ministros”… “Tancredo na formação de seu governo, Presidente eleito, ele escolheu Antonio Carlos Magalhães, dono da retransmissora da Rede Globo na Bahia, para ser o ministro das Comunicações. “O senhor se incomoda se Roberto Marinho lhe fizer o convite para ser ministro”?, perguntou Tancredo a Antonio Carlos, querendo agradar o dono da Globo”.
11 – Depois de demitir Dilson Funaro do Ministério da Fazenda, o presidente Sarney “organizou um encontro entre Roberto Marinho e seu candidato para o cargo, Maílson da Nóbrega. Eles se reuniram no escritório da Globo em Brasília, no começo de 1988. Roberto Marinho sabatinou Maílson da Nóbrega. Queria  saber as ideias dele sobre inflação, câmbio, juros, tudo. Maílson saiu da sala e encontrou Antonio Carlos Magalhães, que entrou para falar com Roberto Marinho, voltou e lhe disse que o dono da Globo gostara da conversa. Dez minutos depois, antes que Sarney avisasse Maílson, o plantão do Jornal Nacional noticiou que ele era o novo ministro”. E mais, Roberto Marinho disse mais ao novo ministro que “fora ele quem escolhera o ministro do Exército, o general Leônidas Pires Gonçalves”.
12 – “Redes de Televisão não conseguem sobreviver com as verbas do mercado publicitário. A concorrência da Globo é muito feroz. A Globo faz até ameaças”.
INFLUÊNCIA DESCABIDA
Bem, se isto não for exercício de influência descabida, podemos dizer que a Terra não é redonda. Graças ao livro “Notícias do Planalto”, de Mário Sérgio Conti, sem dúvida, Silvio Santos prestou um grande serviço ao escrever esta carta manuscrita e que foi encaminhada aos desembargadores do Tribunal Regional Federal de São Paulo no distante 2000 e que até hoje não perdeu atualidade, muito pelo contrário.

28 de outubro de 2015
Carlos Newton

JUSTIÇA BRASILEIRA É A MAIS CARA DO MUNDO E NÃO FUNCIONA



Caixa-preta é uma definição recorrentemente associada à Justiça brasileira, por conta do corporativismo que encobre os desmandos. Caixa-forte seria outro termo apropriado. Em 2014, o sistema consumiu 68,4 bilhões de reais em verbas públicas, o equivalente a 1,2% das riquezas produzidas pelo País no período. A conta inclui as repartições federais, estaduais, trabalhistas, eleitorais e militares. E não leva em conta o Supremo Tribunal Federal e seus 577 milhões de reais de orçamento. Trata-se do Judiciário mais caro do mundo, ou ao menos do Ocidente. E não se farta. Quer mais dinheiro, não para acabar com a ineficiência e a morosidade dos tribunais, mas para engordar contracheques desde sempre generosos.
O recorde de gastos está detalhado na pesquisa “Abrindo a caixa-preta: três décadas de reformas do sistema judicial do Brasil”, uma parceria entre Luciano da Ros, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e Matthew Taylor, da Universidade Americana, de Washington. O trabalho completo só ficará pronto em 2016, mas Ros publicou uma prévia. Em “O custo da Justiça no Brasil: uma análise exploratória”, há uma comparação das despesas entre países. O gasto é de 0,32% do PIB na Alemanha, de 0,28% em Portugal, de 0,19% na Itália, de 0,14% na Inglaterra e de 0,12% na Espanha. Nos Estados Unidos, 0,14%. Na América do Sul, a Venezuela consome 0,34%, o Chile, 0,22%, a Colômbia, 0,21%, e a Argentina, 0,13%.
GENTE E MORDOMIAS DEMAIS
A folha de pessoal é a principal causa do altíssimo custo. No Judiciário, há gente e mordomias demais. O pagamento de 434.932 funcionários, entre juízes e servidores, mordeu 89,5% das despesas totais em 2014. O salário médio alcança 10,8 mil mensais. Apesar disso, a fatia de 1,2% no PIB é a mais baixa em seis anos, motivo, segundo Ros, de estar em curso uma ofensiva por mais recursos.
Servidores de tribunais cercam o Congresso há semanas em uma pressão pela derrubada do veto presidencial à lei que reajustava o holerite da turma entre 53% e 78%. Se a lei vigorar, o Judiciário ficará 5 bilhões de reais mais caro a partir de 2016.0 custo dobrará de 2018 em diante. No mesmo Legislativo, avança um projeto do STF, datado de agosto, que reajusta em 16% o salário dos 11 ministros da Corte. As excelências passariam a receber 39.293 reais mensais. Detalhe: o salário dos ministros, hoje em 33.763 reais, foi corrigido há menos de um ano.
EFEITO DOMINÓ
Aumentar os vencimentos do STF tem potencial para provocar um efeito dominó. Desde 2003, o salário dos ministros da corte é referência para a remuneração máxima no setor público. Na prática, a teoria é outra. A começar pelo próprio guardião das leis. Inúmeros são os subterfúgios usados para proporcionar à magistratura vencimentos acima do teto. Dados disponíveis na internet mostram gente ilustre a estourar o limite. O juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, recebeu 82.370 reais em setembro. O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, José Ricardo dos Santos Costa, 41.262 reais. O da associação dos juizes federais, Antonio César Boechenek, 34.787 reais.
O pagamento acima do teto resulta dos chamados “penduricalhos”. Auxílios, indenizações, gratificações e uma penca de adicionais não definidas como “salário” e adotados do Oiapoque ao Chuí. No Rio Grande do Sul, paga-se um “auxílio-táxi” de 123,80 reais. Goiás instituiu em 2013 um “auxílio-livro” de 3,2 mil anuais. No Rio de Janeiro, há desde setembro um “auxílio-educação” de 953 reais por filho de juiz. Em 2011, o Conselho Nacional de Justiça, cuja missão é vigiar o Judiciário, criou um “auxílio-alimentação” e uma licença remunerada para cursos no exterior, entre outros.
Tudo serve de pretexto. No início do mês, o STF aprovou uma “diária” de 5,4 mil mensais a ser paga a 17 juízes que trabalham como auxiliares dos ministros. Justificativa: os magistrados precisam deixar seus lares para trabalhar. Durante a aprovação, o ministro Luiz Fux, com uma verve sindicalista, disse que “a magistratura é uma atividade espinhosa que merece valorização em relação a todas as outras categorias”.
PENDURICALHOS
Essa autoimagem do juiz nativo explica muito da proliferação dos penduricalhos. Os togados parecem se sentir cidadãos especiais. Em outubro de 2014, o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, José Roberto Nalini, disse em entrevista à TV Cultura que só “aparentemente” o magistrado brasileiro ganha bem. “Ele tem de comprar terno, mas não dá para ir toda hora a Miami comprar terno, a cada dia da semana ele tem de usar um terno diferente, uma camisa razoável, um sapato decente, ele tem de ter um carro.” Um contraste com o entendimento em outros países.
Entrevistado para o livro “Um país sem excelências e mordomias”, da jornalista brasileira Claudia Wallin, moradora na Suécia há 12 anos, Goran Lambertz, um dos 16 ministros da Corte Suprema sueca, disse que “luxo pago com o dinheiro do contribuinte é imoral e antiético”. Ao comentar os privilégios dos colegas brasileiros foi impiedoso: “E absolutamente inacreditável que juÍzes tenham o descaramento e a audácia de ser tão egocêntricos e egoístas a ponto de buscar benefícios como auxílio-alimentação e auxílio-escola para seus filhos. Nunca ouvi falar de nenhum outro país onde juÍzes tenham feito uso de sua posição a este nível para beneficiar a si próprios e enriquecer”.
AUXÍLIO-MORADIA
A mordomia da moda é um auxílio-moradia de 4.377,33 reais mensais. Foi determinada pelo STF em setembro do ano passado, graças a uma liminar de Fux. Em abril de 2013, a associação dos juizes federais, a Ajufe, havia ingressado no Supremo com uma ação a favor do auxílio. Invocava isonomia. Se a benesse vigora para promotores e procuradores de Justiça, conforme uma lei de 1993, por que não para eles? Fux mandou pagar não só aos representados da Ajufe, mas a todos os magistrados, 16.927 em todo o País. Custo da liminar para o Erário: 900 milhões de reais por ano. Procurado via assessoria de imprensa do STF, Fux não se manifestou sobre o futuro da ação.
A liminar do ministro detonou um rastilho de pólvora. Dias depois, o Conselho Nacional do Ministério Público resolveu liberar o pagamento geral e irrestrito do auxílio-moradia a todos os seus integrantes. Um casal de procuradores recorreu ao Superior Tribunal de Justiça para receber um auxílio cada, apesar de morarem juntos. O pedido foi atendido provisoriamente pelo relator, Napoleão Maia, que entre outras justificativas invocou trechos da liminar de Fux.
VISÃO MERCANTILISTA
Um manifesto liderado pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles condena a “visão profissional estritamente mercantilista” por trás do auxílio-moradia e classifica este como tentativa de “ludibriar o teto constitucional”. “Auxílios, gratificações e modalidades outras de penduricalhos de tal jaez ofendem tratamento remuneratório democrático”, afirma o texto.
Outro penduricalho na crista da onda é uma gratificação para juizes federais, trabalhistas e militares por acúmulo de função. O mimo é devido a quem assumir casos de um colega ou atuar em outra vara ou corte. Enriquecerá em até um terço o salário das excelências. A categoria arrancou a benesse na marra. Em setembro do ano passado, houve uma espécie de greve contra o acúmulo de processos. Semanas depois, o Congresso aprovou a gratificação, sancionada em janeiro por Dilma Rousseff.
A gratificação foi regulamentada em abril por uma resolução do Conselho da Justiça Federal, o CJF. E há quem tenha visto esperteza em excesso na resolução.
FÉRIAS DE 75 DIAS
Para o procurador da República Luciano Rolim, o CJF extrapolou os termos da lei e abriu a porteira para um juiz federal obter ganhos iguais àqueles de um ministro do STF e mais 15 dias de férias, além da boa vida de 60 dias garantidos. Em um país com 99 milhões de processos encalhados, não seria o caso de reduzir as férias a 30 dias, regra para os demais trabalhadores, em vez de esticá-las?
Entre os procuradores da Advocacia-Geral da União, também há críticas às artimanhas do Judiciário contra o teto salarial. Há algumas semanas, o procurador Carlos André Studart Pereira, assessor da presidência da Associação Nacional dos Procuradores Federais, pesquisou os contracheques de vários juizes e concluiu: ultrapassar o teto é regra. “O subsídio dos magistrados é justo e merecido. Os arranjos institucionais, não”, afirma Pereira, para quem a diária aprovada pelo STF é “bizarra” e o auxílio-moradia, “patentemente inconstitucional”.
POLÊMICA À VISTA
Discretamente, o governo se insurge contra os penduricalhos. Com as contas públicas combalidas, o Palácio do Planalto mandou em setembro ao Congresso uma lei para definir quais pagamentos precisam ser computados no cálculo do teto e quais podem ficar de fora. Polêmica à vista. Desde dezembro de 2014, o STF estuda uma nova Lei Orgânica da Magistratura Nacional, em substituição à atual, de 1979. A minuta em discussão institucionalizaria vários penduricalhos.
As vezes, estes não são apenas “patentemente inconstitucionais”. Beiram a quebra de decoro. Em 2009, o CNJ recebeu uma denúncia de que o Tribunal de Justiça de São Paulo pagava “por fora” juízes que auxiliavam a elaboração de votos dos desembargadores. “Por fora”, no caso, permitia não recolher impostos à Receita e à Previdência, além de mascarar o estouro do teto. Apurar a denúncia não foi fácil. O presidente do TJ à época, Roberto Vallim Bellochi, mostrou-se pouco interessado em colaborar. Foi ao STF com um mandado de segurança, para não ter de prestar informações. Mesmo assim, o CNJ concluiu que houve irregularidades e determinou a suspensão dos pagamentos e a devolução do dinheiro.
A corte paulista recorreu ao Supremo, comandado à época por Cezar Peluso, ministro que tinha um filho beneficiado pelo “auxílio-voto”. O relator da ação no STF, Dias Toffoli, concedeu uma liminar favorável ao TJ ainda em 2010. O processo está parado em seu gabinete desde 2013. Procurado via assessoria de imprensa do STF, Toffoli não se manifestou sobre o futuro da ação.
CORRUPÇÃO SISTÊMICA
O caso do “auxílio-voto” é ilustrativo do que o advogado Marcelo Neves, ex-conselheiro do CNJ, relator do caso no conselho e hoje professor da Universidade de Brasília, chama de “corrupção sistêmica” no Judiciário. Para Neves, o CNJ abandonou o papel de “fiscal do fiscal”. Tornou-se “corporativista” e “capturado por um pacto mafioso existente entre os poderosos do Judiciário e do Legislativo”. Ignoraria faltas disciplinares dos magistrados graúdos, como aquelas do TJ paulista, para se ocupar de bagrinhos da primeira instância em lugares distantes. “O CNJ é hoje um órgão sem significado prático, principalmente no controle da corrupção, altíssima.”
HONESTOS E IDEALISTAS
Nancy Andrighi, Corregedora Nacional de Justiça, discorda. Segundo ela, não passam de 50 os processos relevantes que investigam desvios de conduta da magistratura, uma proporção pequena num universo de 16 mil juízes. “Posso concluir, assim, que a quase totalidade da magistratura brasileira é composta de juízes honestos e idealistas”, afirmou por escrito. Em dez anos de existência, o CNJ puniu 72 magistrados. A aposentadoria compulsória, pena mais dura, atingiu 46. Na verdade, pode ser considerada um prêmio. Pendura-se a toga, mas não se deixa de receber os vencimentos até o fim da vida, graças a um dispositivo constitucional.
Se os tribunais funcionassem, o pesado fardo financeiro até poderia não ser um problema. Não é o caso. “Nosso Judiciário é caro e não se reverte em serviços prestados. Ele não se vê como prestador de serviço público”, diz Luciana Gross Cunha, coordenadora do Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da Fundação Getulio Vargas de São Paulo. Essa postura, afirma, tem várias explicações. Uma cultura nacional que sempre enxergou a Justiça como apartada do Estado. Uma formação acadêmica exageradamente jurídica por parte dos magistrados. Juizes que parecem achar pouco digno preocupar-se com a administração.
A melhora da gestão seria a mudança mais urgente em um Judiciário à beira do colapso, acredita a acadêmica. Só no ano passado, 28 miIhões de novas causas chegaram aos tribunais. A taxa de congestionamento, índice que aponta quantos casos nunca tiveram qualquer decisão, chega a 71%. “O Brasil precisa de uma carreira de gestor jurídico, como os Estados Unidos fizeram há mais de cem anos”, diz Luciana Cunha. Infelizmente, as prioridades são outras.
(artigo enviado pelo comentarista Mário Assis Causanilhas)

28 de outubro de 2015
André Barrocal
Carta Capital

terça-feira, 27 de outubro de 2015

INDIGNADO?? ENTÃO, ALI TEM!!!

Lula culpa Dilma por ação da PF na empresa do filho.
(Folha) Dizendo-se indignado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva responsabilizou, nesta segunda-feira (26), a presidente Dilma Rousseff pela operação de busca e apreensão na empresa LFT Marketing Esportivo, que pertence a seu filho Luis Cláudio Lula da Silva. 

Nas conversas com aliados, Lula apresentou duas hipóteses para a ação da PF no escritório do filho, num desdobramento da operação Zelotes. Para Lula, ou essa é uma demonstração de desgoverno da presidente, ou uma prova de que Dilma orientou seu ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a unicamente protegê-la, ainda que seu padrinho político tenha que pagar o preço disso. Nos dois casos, afirmou, a responsabilidade é dela. 

Segundo aliados de Lula, o ex-presidente se diz cada vez mais convencido de que Dilma permite investigações contra ele para se preservar. Ainda segundo aliados, Lula está tão irritado que acusa Dilma de destruir seu legado para construir a imagem da presidente que combateu a corrupção. Ao criticar Cardozo, Lula disse que não quer "ganhar no tapetão", mas que é papel do ministro da Justiça zelar pela Constituição. 

Para confirmar sua tese, Lula diz que, quando quer, o governo trabalha para se defender na Justiça, como é o caso das pedaladas fiscais, e que faria o mesmo se tivesse o interesse de poupá-lo. Nas conversas, Lula repetiu que "passou dos limites". De acordo com petistas, ele disse também que Dilma destruiu a economia, o partido e agora quer acabar com seu legado. Na quinta-feira (29), Lula fará um discurso no encontro do partido.

A avaliação de aliados do petista é de que o episódio se trata de uma nova tentativa de enfraquecê-lo politicamente e demonstra que tem faltado pulso firme do Ministério da Justiça no comando da Polícia Federal. Para pessoas próximas ao petista, causa estranheza o fato de a Polícia Federal não ter feito busca e apreensão a escritórios de grandes empresas que estão no foco da Operação Zelotes, como Gerdau e Marcopolo, mas ter realizado no da empresa do filho do ex-presidente. 

Na nova fase da Operação Zelotes, que investiga um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), a Polícia Federal prendeu Mauro Marcondes, sócio da Marcondes e Mautoni (M&M). O escritório teve relações com Luis Cláudio. Em 2014, contratou a LFT Marketing Esportivo, por R$ 2,4 milhões. 

O ex-presidente não deve, pelo menos por enquanto, pronunciar-se publicamente. Ele tem dito que ainda não tem elementos para uma manifestação sobre o episódio. O posicionamento público ficou a cargo dos advogados do filho de Lula. O advogado Cristiano Zanin Martins, que defende o empresário, pediu à Justiça Federal e à Polícia Federal acesso a todo o material usado para justificar a medida. 

Ele disse que a falta de acesso aos autos "impede que a defesa possa exercer o contraditório e tomar outras medidas cabíveis". No início da tarde desta segunda-feira, o ex-presidente se deslocou para o Instituto Lula, escritório de onde despacha em São Paulo.

27 de outubro de 2015
in coroneLeaks

ELEMENTAR, MEU CARO WATSON...

PF SUSPEITA DE EX-MINISTRO DE LULA NO ESQUEMA DE COMPRA DE MP, DIZ A PF
MINISTRO MAIS LIGADO A LULA, CARVALHO É SUSPEITO DE CONLUIO


GILBERTO CARVALHO ERA O MAIS ÍNTIMO MINISTRO DE LULA E FOI MANTIDO POR DILMA EM SEU PRIMEIRO GOVERNO, A PEDIDO DO EX-PRESIDENTE. (FOTO: WILSON DIAS)


A Polícia Federal suspeita de “conluio” entre Gilberto Carvalho, ex-chefe de gabinete do ex-presidente Lula, e lobistas acusados de pagar propinas para obter benefícios fiscais, segundo relatório dos investigadores da Operação Zelotes. 
O ex-ministro foi conduzido sob vara para depor na PF, na manhã desta segunda-feira (2&), na nova fase da Operação Zelotes.

Documentos indicam relação entre Carvalho e a Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia Corporativa e levantam suspeitas sobre venda de três medidas provisórias editadas pela Presidência da República, entre 2009 e 2013, que concederam incentivos fiscais para o setor automotivo.

A nova etapa da Zelotes investiga um consórcio de empresas acusadas de manipular julgamentos dentro do Carf e também de "comprar" medidas provisórias, pagando vantagens indevidas a autoridades públicas.

“Constatamos que as relações mantidas entre a empresa do lobista Mauro Marcondes e o Gilberto Carvalho, são deveras estreitas", diz o relatório assinado pelo delegado Marlon Oliveira Santos, da Polícia Federal.

Os documentos obtidos nas investigações, diz a PF, "fortalecem a hipótese da 'compra' da medida provisória para beneficiamento do setor automotivo utilizando-se do ministro que ocupava a 'ante-sala' do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, responsável direto pela edição de medidas provisórias".

Num dos papéis apreendidos, a PF diz que "fica evidenciada" a participação de Carvalho em projetos da firma "em especial na prorrogação dos incentivos para o setor do ano de 2015 a 2020". "Não há referência expressa de participação na prorrogação de 2010 a 2015, mas acreditamos que as relações profissionais entre essas pessoas tenham se iniciado ainda antes de daquele período do segundo semestre de 2009", diz o relatório.

A PF apreendeu anotações que apontam o nome de Gilberto Carvalho na casa do lobista Alexandre Paes dos Santos. Um dos trechos fala numa reunião ocorrida em 16 de novembro de 2009.

Num dos trechos, está escrito "Café: Gilberto Carvalho", seguido de siglas de impostos (PIS/Cofins), nomes de Nelson Machado (ex-secretário-executivo do Planejamento), Carlos Alberto (que a PF acredita ser Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono da Caoa, revendedora e distribuidora de veículos), Paulo Ferraz (representante da Mitsubishi), além de siglas das empresas seguidas de números ("CAOA – 16.000 – 2.500" e “MMC – 16.000 – 4.000 – 2.500 + 5 X 380").

Outro documento apreendido, segundo a PF, "reflete o grau de intimidade de relacionamento" entre Carvalho e a Marcondes e Mautoni. Nele, a PF diz que Cristina Mautoni, mulher do lobista Mauro Marcondes, , faz recomendação para comprar presentes para as filhas de Carvalho.

A nota de Carvalho

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada nesta segunda por Gilberto Carvalho:

“Na manhã desta segunda-feira, 26/10/2015, fui intimado pela Polícia Federal a comparecer, às 10 horas, à Superintendência da instituição a fim de “prestar esclarecimentos no interesse da Justiça”. Fui ouvido pela delegada Dra. Graziela Machado da Costa e Silva, sem a presença de advogado, respondendo a todas as questões por ela formuladas.

Os temas versaram a respeito da atuação do escritório do senhor Mauro Marcondes junto ao Governo Federal, e da acusação de que teria havido pagamentos em relação à publicação de Medida Provisória que determinaria incentivos à indústria automobilística no Centro Oeste do País. Relatei à delegada federal os contatos que tive com o senhor Mauro Marcondes, dentro da minha função de Chefe de Gabinete da Presidência da República durante o mandato do Presidente Lula (2003 a 2010). Neguei qualquer interferência no andamento da referida MP, como já havia feito por meio da imprensa, assim como declarei jamais ter recebido valores da parte do senhor Mauro Marcondes ou de qualquer outra pessoa durante meu trabalho ao longo de 12 anos no Palácio do Planalto.

Ciente da minha conduta e interessado que toda a verdade venha à tona, tomei a iniciativa de colocar à disposição da Justiça meus sigilos telefônico, fiscal e bancário, o que ficou devidamente consignado. Reafirmo que jamais o Presidente Lula, a quem servi com orgulho, ou os componentes do seu gabinete, se envolveram neste tipo de negociação. Os projetos de lei, medidas provisórias ou iniciativas de qualquer natureza sempre foram tomados na estrita e preocupada política de defender o desenvolvimento econômico e social do País. Gilberto0 Carvalho."



27 de outubro de 2015
diário do poder

LULA: DEMISSÃO DE CARDOZO É "QUESTÃO DE HONRA"

QUESTÃO DE HONRA
EX-PRESIDENTE CULPA MINISTRO POR ESCÂNDALO ENVOLVENDO O FILHO


EX-PRESIDENTE CULPA MINISTRO POR ESCÂNDALO ENVOLVENDO O FILHO. FOTO: JOSÉ CRUZ/ABR


Foram as maracutaias na venda de medidas provisórias que motivaram a busca da Polícia Federal na LFT Marketing Esportivo, empresa do filho de Lula, Luís Claudio Lula da Silva, que levou R$ 2,4 milhões do esquema. Mas Lula e seu séquito culpam o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), por “não controlar” a PF. Para Lula, é “questão de honra” demitir Cardozo, segundo um dos líderes do PT no Congresso.

“Questão de honra”, para políticos como Lula, deveria ser não permitir que a corrupção invadisse sua própria casa.

Petistas ligados a Lula ignoram que a PF cumpre ordem da Justiça, nas prisões, nas buscas e conduções coercitivas. Nada a ver com Cardozo.

Lula se diz inconformado porque José Eduardo Cardozo não o “avisou” da nova fase da Operação Zelotes, deflagrada nesta segunda-feira.


27 de outubro de 2015
diário do poder

LULA DEVE DEPOR NA POLÍCIA SOBRE A VENDA DE MP

PRECISA EXPLICAR O ESQUEMA DA VENDA DE MEDIDAS PROVISÓRIAS

LULA DEVE DEPOR SOBRE ESCÂNDALO DA VENDA DE MEDIDAS PROVISÓRIAS. FOTO: JOSÉ CRUZ/ABR


O ex-presidente Lula deve ser convocado a depor no escândalo de venda de medidas provisórias, que, segundo a Polícia Federal, rendeu R$ 2,4 milhões a seu filho Luiz Cláudio Lula da Silva só no caso da MP 471, que prorrogou benefícios fiscais para montadoras de automóveis. 

Já investigado por tráfico internacional de influência, Lula também foi denunciado em casos de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato.

As referências a Lula no escândalo da venda de medidas provisórias, dizem experientes fontes policiais, tornam inevitável sua convocação.

Foi criada em 2011 a empresa do filho de Lula que recebeu dinheiro do lobista Mauro Marcondes Machado, preso ontem. Dilma era presidente.

Lula já prestou um primeiro depoimento ao Ministério Público Federal sobre a suspeita de ser um “lobista de luxo” da Odebrecht.

O MPF apura atuação de Lula viabilizando negócios para Odebrecht no exterior em “operação casada” com belos financiamentos do BNDES.


27 de outubro de 2015
diário do poder

O HUMOR DO ALPINO...

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27 de outubro de 2015