"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

SEM GOLPISMO


 
As manifestações a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, sejam nas ruas, sejam de políticos oposicionistas ou de meios de comunicação, podem ser precipitadas, inconvenientes politicamente, mas nunca golpistas, como defensores do governo as rotulam na expectativa de reduzir o seu ímpeto. Nada tem a ver, pois, com pedidos de intervenção militar, esses sim vindos de uma minoria golpista.
A razão da demanda existe pelo menos em tese, seria a indicação, feita pelo doleiro Alberto Yousseff, de que a campanha de 2010 foi financiada por dinheiro do petrolão. E ainda está para ser aprovada a prestação de contas da campanha deste ano, que até segunda ordem será analisada no TSE pelo ministro Gilmar Mendes. 
Ou ainda um crime de responsabilidade por não ter a presidente impedido o uso da Petrobras para financiamentos de sua base política, ou ter compactuado com esse esquema, durante o período em que foi a principal responsável pela área de energia. 
No mensalão, quando o publicitário Duda Mendonça confessou que havia recebido pagamento no exterior, num paraíso fiscal, pelo trabalho de campanha de 2002, abriu-se a possibilidade concreta de impeachment do então presidente Lula, que não foi adiante por uma decisão política da oposição.
E quem diz que não há golpismo em usar a Constituição para destituir um presidente da República é o ex-presidente Lula, que aparece em um vídeo que se espalha pela internet defendendo essa tese em um programa de televisão após o impeachment de Collor, liderado pelo PT na ocasião. Disse Lula: “(...) foi uma coisa importante o povo brasileiro, pela primeira vez na América Latina dar a demonstração de que é possível o mesmo povo que elege um político destituir esse político. Eu peço a Deus que nunca mais o povo brasileiro esqueça essa lição”.
As democracias mais sólidas do planeta preveem a possibilidade de impeachment do presidente da República, e um exemplo disso é os Estados Unidos, onde nos anos recentes dois presidentes foram alvos de uma ação dessas pelo Congresso. Um, o ex-presidente Bill Clinton, envolvido em um escândalo sexual na Casa Branca, escapou da punição no Congresso, e outro, Richard Nixon, acabou renunciado diante da certeza de que seria impedido pelo Congresso.

No Brasil, o presidente da República reeleito pode ser impedido por fatos ocorridos no mandato anterior, pois o artigo 15, da lei 1.079, de 10 de abril de 1950, que “define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento”, diz que a “denúncia só poderá ser recebida enquanto o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado definitivamente o cargo”.
De acordo com o parágrafo primeiro e seus incisos, do artigo 86 da Constituição Federal, “O Presidente ficará suspenso de suas funções: I – nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal; II – nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal”. 
Pelo mesmo motivo, o ex-presidente Lula não pode ser acusado de crime de responsabilidade por atos cometidos nos oito anos de sua gestão à frente da Presidência. Caso venha a ser acusado de algum crime, será julgado na Justiça de primeira instância, sem foro privilegiado.
Julgado procedente o pedido de impedimento pelo Senado do presidente da República (artigo 52, § único, da Constituição da República), assumirá o Vice- Presidente da República, em caráter definitivo, nos termos do artigo 79, caput, da Constituição Federal.
No caso da presidente Dilma, no entanto, se a acusação for o financiamento da campanha eleitoral por dinheiro ilegal provindo do petrolão, também o vice Michel Temer estará impedido, pois é a chapa que será impugnada, e nesse caso, de acordo com o artigo 81 caput, da Constituição Federal, “far-se-á eleição, noventa dias depois de aberta a última vaga”.
Seria um caso diferente do que aconteceu com o ex-presidente Fernando Collor, pois naquela ocasião apenas ele foi acusado dos desvios de dinheiro, enquanto seu vice Itamar Franco pôde assumir a presidência, pois não foi envolvido nas acusações. Caso, porém, a acusação contra a presidente for por crime de responsabilidade pela sua atuação no caso da Petrobras, apenas ela será impedida, podendo assumir o vice-presidente Michel Temer.
 
19 de novembro de 2014
Merval Pereira, Jornalista, é membro das Academias Brasileira de Letras e de Ciências. Originalmente publicado em o Globo em 18 de novembro de 2014.

VITÓRIA DE PIRRO



 
De 1999 a 2002, eu servi no Ministério da Defesa (MD), na Secretaria de Organização Institucional (Seori), que era chefiada pelo Dr. Varanda. Lá descobri que todo mundo era "doutor", desde que ocupasse um DAS, mesmo tendo só o 2º grau. Um nome bem apropriado, "varanda", já que o doutor "estava por fora" de muita coisa que ocorria em sua seara - como diziam as más línguas no "rádio corredor". Funcionário público de carreira e oriundo da Casa Civil, o que ele entendia mesmo era sobre cavalos, já que era proprietário de um haras.
 
Durante quase todo o ano de 2000, eu acompanhei a "malhação" que a imprensa fazia contra as Forças Armadas, por conta do estudo da nova Lei da Remuneração dos Militares, que estava sendo feito no Depad, Departamento da Seori que trata sobre legislação, entre outros assuntos. Esse acompanhamento era facilitado tendo em vista que na Secretaria recebíamos a resenha dos jornais e revistas feitas no MD.
 
Como disse, a malhação contra os militares era quase diária: para os jornalistas, éramos todos marajás, com um monte de regalias que não eram concedidas aos mortais comuns, como posto acima quando da ida para a reserva, quinquênios, auxílio moradia, pensão para filhas etc.
 
Quando finalmente saiu a nova Remuneração, eu não pude esconder um grande desapontamento. Afinal, durante mais de trinta anos eu tinha ouvido falar sobre um tal de "soldão" que estava em estudos, e, quando finalmente foi aprovado o tal "soldão", observei que tinha sido uma vitória de perro, um grande engodo.
 
Revoltado, mandei uma carta, por e-mail, a vários jornais. O Jornal da Comunidade, um semanal de Brasília com distribuição gratuita aos sábados, publicou meu texto na íntegra. A Folha de S. Paulo publicou a última parte, que é um resumo da "vitória de Pirro", com uma charge em que aparece um capitão com maus bofes, com uma pata de porco em cima e umas moedas caindo, sendo pegadas por uma unha de gato. Não sei se descobriram que eu era capitão. Cópia desses textos podem ser conferidos nas imagens abaixo.
 
O secretário Varanda, ao ler a resenha da Folha de S. Paulo, chamou seu chefe de Gabinete, Dr. Paulo Roberto, perguntando "esse Félix Maier é o nosso capitão?" O Dr. Paulo Roberto respondeu "não sei, mas vou perguntar a ele".
 
Foi um bafafá e tanto no Ministério da Defesa. Como pode um pica-fumo criticar o trabalho da Secretaria onde trabalhava?  Que sujeito abusado!
 
Já me via preso no 32º Grupo de Artilharia de Campanha, para onde são levados os oficiais do Exército em Brasília que dão alteração grave. Cadeia. Mas, depois de algumas discussões no MD, suponho, onde havia com certeza os falcões que queriam minha cabeça e a turma do "deixa pra lá", recebi apenas uma repreensão verbal, que não consta em meus assentamentos. O capitão-de-mar-e-guerra, gerente de Recursos Humanos, foi quem me chamou para dar a punição, ou seja, para dizer que eu estava repreendido. O comandante da Marinha, no entanto, fez questão de dizer que eu estava certo, que tínhamos sido enganados. E lembrou que havia lido o texto completo no Jornal da Comunidade.
 
Uma vitória de Pirro, que fez um estrago considerável no meio das Forças Armadas, pois, além de dar com uma mão e apanhar de volta com outra, não houve cálculo de transição (x/30), onde "x" eram os anos de serviço prestados, apenas uma regra: quem já tinha 30 anos de serviço mantinha os "privilégios", como posto acima e pensão para as filhas. O restante se danou. Não é preciso dizer que os generais todos, à época, já tinham mais de 30 anos de serviço. O deles estava garantido. O restante da tropa que se estrepasse. Teve militar que passou a receber menos no contracheque (líquido), por ter passado para outra alíquota do imposto de renda.
 
Essa sem-vergonhice instituída por uma Medida Provisória até hoje não foi votada pelo Parlamento. É uma medida exata do que pensam os deputados e senadores sobre os militares das Forças Armadas: que se fodam!
 
Mas nem tudo foi pro buraco. Sobrou o R$ 0,16 de salário família por dependente, essa fortuna toda (!), que ainda é paga até os dias de hoje aos militares. Não cobre a tinta de impressão do contracheque. Três filhos dão direito a R$ 0,48...
 
19 de novembro de 2014
Félix Maier, Capitão na Reserva do EB, é Articulista. Originalmente publicado no site Usina de Letras.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Repercussão internacional do Petrolão arrasa com imagem de Dilma e vai travar investimentos no Brasil

 

A base governista, prestes a ruir e trair, está alarmada e quase desarmada.
A tensão pode fazer mal à saúde dos poderosos: Lula da Silva e Dilma Rousseff.
O cagaço nervoso tem fundamento.
 
Se o Ministério Público Federal, com a colaboração da Receita e da Polícia Federal, sob ordens de membros da recém criada "Associação de Juízes Anticorrupção", mergulhar fundo na área de Saneamento, Desenvolvimento Urbano e FAS da CAIXA, o rombo da Petrobras irá parecer folguedo de criança.
 
Se houver uma devassa em contratos da Eletrobras e outras empresas estatais de economia mista, o mesmo modelo de negociatas do Petrolão, com propinas a partir de contratos superfaturados, pode se repetir.
O agravante é que as empreiteiras seriam as mesmas enroladas na Operação Lava Jato. Os corruptos envolvidos estão no poder, a maioria com direito a foro privilegiado para julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.
Oficiosamente, se fala em 32 parlamentares indiciáveis pela deduragem de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef. Mas o número pode passar de 70...
 
Ontem, o desgoverno Dilma Rousseff foi alvo, mais uma vez, de um vexame midiático internacional. Deu no New York Times:
 
 
O jornal norte-americano ressaltou que o Petrolão seria o maior caso de corrupção em um país democrático na história do mundo moderno. Eis uma barbaridade para o esquema PT-PMDB comemorar com orgulho, pelo desfeito inigualável...
O escândalo paralisa o Brasil. Investidores fogem daqui como o Diabo da cruz. A situação de Dilma é insustentável. Não tem moral para continuar governando. Que dirá tomar posse em janeiro para o segundo mandato.
No entanto, no País da impunidade, isto deve acontecer, para vergonha mundial...
 
Os números da vergonha são ainda imprecisos. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Augusto Nardes, que considera o Petrolão "o maior escândalo da história do TCU, estima que os desvios podem chegar a R$ 3 bilhões. O valor só se refere aos contratos das obras das refinarias Abreu e Lima, Presidente Getúlio Vargas e Duque de Caxias (RJ), do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), e ainda a compra da unidade de Pasadena no Texas (EUA).
 
Oficialmente, os orgãos de investigação da Lava Jato não têm estimativa clara do total de valores desviados no sobrepreço em vários contratos firmados com a Petrobras.
O valor final cobrado a mais e distribuído como propina ficará a cargo de um contabilista da 13a. Vara Federal de Curitiba, onde tramitam até agora 12 ações penais decorrentes da Lava-Jato. 
Quando isso ocorrer, apenas a parcela apurada como fraudes em licitações públicas terá chance de voltar aos cofres da Petrobras. Já o dinheiro recuperado proveniente de corrupção deverá ser encaminhado ao Fundo Penitenciário da União. 
 
Quando isto ocorrer - se realmente acontecer -, daqui a no mínimo uns 10 anos, que Brasil restará para os brasileiros honestos?
 
 
Próximo perseguido da Lava Jato?
 

O ricaço Eike Batista está pt da vida com a informação dada por um consultor empresarial de que seu nome pode ser alvo, também, do Juiz Sérgio Fernando Moro, da Operação Lava Jato.
 
Eike sentou ontem no banco dos réus, na primeira audiência da 3a Vara Criminal da Justiça Federal no Rio de Janeiro, para responder a acusações em três ações judiciais distintas sobre manipulação de mercado e uso de informação privilegiada (insider trading).
 
O MPF tenta responsabilizar Eike por operações irregulares de venda de ações das empresas OGX (atual OGPar, petroleira do grupo e em recuperação judicial) e OSX (braço naval, também em recuperação judicial) em 2013, obtendo lucro indevidamente.
 
Momento emblemático
 
Diante de Eike, o juiz Flávio Roberto de Souza ressaltou o significado simbólico de a Justiça Federal avançar no trato dos crimes de colarinho branco para além da mera esfera administrativa:
 
"Indica um momento de mudança. É um caso emblemático para nós. É a primeira vez que um réu de renome internacional e com empresas fortes no mercado senta no banco dos réus. Há crimes correlatos entre as três ações penais. Ainda que reunidas, as ações podem ter sentenças em separado. Caso condenado, considerando todas as ações, Eike poderia receber pena de seis a nove anos, por ser réu primário e ter bons antecedentes.
 
A sentença do caso Eike deve sair em janeiro de 2015.

Entregando...
 
 

A cúpula do PMDB está apertadinha com o alto risco de o lobista Fernando Soares ser forçado a aderir a mais uma "colaboração premiada", depois de se entregar ontem à Polícia Federal, em Curitiba.
 
Apontado como operador do PMDB no desvio de recursos da Petrobras, Fernando Baiano (como é mais conhecido) foi dedurado pelos executivos Júlio Camargo e Augusto Ribeiro, da Toyo Setal.
 
A dupla revelou ter pago R$ 154 milhões em propina aos operadores do PT e do PMDB dentro da Petrobras, com a intermediação de Baiano, que atuaria na diretoria Internacional da Petrobras, comandada por Nestor Cerveró.

Cuidado com a comemoração
 
Nesta quinta-feira é feriado da consciência negra em vários estados e municípios.
 
Mas será que a turma do governo tem mesmo consciência de que a coisa, para eles, está mais que preta?
 
Já que eles não querem ter consciência, vamos celebrar neste 19 de novembro o Dia da Bandeira...
 
Sonho de Olim-piada
 
Meta irônica de preparação para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro:
 
"Quero correr mais rápido que um empreiteiro fugindo da Polícia Federal na Operação Lava Jato".
 
Treinamento perfeito para o Brasil desgovernado pelo crime organizado, seus clubes, facções e condomínios...
 
Divina picaretagem

 
                           
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!
 
19 de novembro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor

PSOL - PARTIDO DO SOCIALISMO E LIBERDADE

 

 

O artigo 5º da Lei Orgânica dos Partidos Políticos (Lei 009096 de 19 de setembro de 1995) estatui que: – “A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros”

A Constituição, por sua vez, define que: Art. 17. “É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: I - caráter nacional; II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes”.

O PSOL, de acordo com a Lei Orgânica dos Partidos Políticos e a Constituição Federal, não é um partido nacional. Apesar disso, em 15 de setembro de 2005 obteve registro definitivo concedido pelos juízes do Tribunal Superior Eleitoral, assim como outros, nas mesmas condições do PSOL – Partido da Causa Operária e Partido Socialista Unificado dos Trabalhadores – também o obtiveram anteriormente.

Em 9 de outubro de 2005, matéria do jornal Folha de São Paulo assinalou que “pelo menos dez agrupamentos já disputam espaço na nova legenda de extrema esquerda. Unidos por um vago projeto socialista, têm táticas e prioridades diferentes, que começam a ficar explícitas, mais ainda após o inchaço das últimas semanas”.

Prossegue a matéria da Folha: “A Democracia Socialista, conhecida como DS (...), a Ação Popular Socialista (...), o Movimento de Esquerda Socialista (...), a Corrente Socialista dos Trabalhadores (...) e ainda outros grupos menores oriundos do PT, além de dissidências do PSTU, do PDT e até uma ala que era ligada ao MR-8, identificada com o então cacique peemedebista Orestes Quércia , já falecido (...). Independentes e intelectuais completam a miscelânia”.

Os grupos trotskistas atuantes no Brasil, TODOS vinculados a alguma corrente internacional, pois nunca houve o caso de grupos trotskistas nacionais, conformam um emaranhado difícil de entender. Esse emaranhado teve início em 1938, com a fundação da Quarta Internacional e os seus seguidores ainda não chegaram a um denominador comum sobre como constituir UM partido internacional que coordenaria a miríade de grupos trotskistas ditos nacionais.
Àqueles que não sabem – e sempre é bom saber -, um relato, se bem que incompleto, sobre os grupos trotskistas atuantes em nosso país, que já se incorporaram ou poderão se incorporar ao PSOL:

Democracia Socialista é o ex-Núcleo Combate Brasileiro da década de 70, a ex-Organização Revolucionária Marxista Democracia Socialista da década de 80, sempre vinculada, como organização nacional, ao Secretariado Unificado da Quarta Internacional, cuja sede é na França e cujo partido majoritário é a Liga Comunista Revolucionária, dirigida por Alain Krivine.

Ação Popular Socialista é um grupo de militantes que se declarou tendência do PT em 11, 12, e 13 de junho de 2004, em um Encontro Nacional realizado em Brasília. Reunia dois deputados federais e quatro estaduais. Assinala como prioridade a luta pela construção da revolução social em termos nacionais e internacionais, a ruptura revolucionária e a transição para o socialismo. Seu lema, ao final dos documentos, é o mesmo utilizado pelaVanguarda Popular Revolucionária quando da luta armada dos anos 60 e 70: “ousar lutar, ousar vencer”.

Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), é o atual Movimento de Esquerda Socialista (MES). A CST é um grupo trotskista surgido em 1992 a partir de uma cisão na então Convergência Socialista (atual PSTU), em decorrência de um desmonte generalizado dentro da Liga Internacional dos Trabalhadores/Quarta Internacional (LIT/QI), da qual a Convergência era (e o PSTU continua sendo) a organização nacional em nosso país. OMES mantém sólidos vínculos com o Movimiento Socialista de los Trabajadores, da Argentina e ambos estão vinculados à tendência Corrente Revolucionária, constituída dentro da LIT/QI e mantêm ligações paralelas com a União Internacional dos Trabalhadores/Quarta Internacional (UIT-QI).

Corrente Socialismo Internacional (CSI) é constituída por um grupo de militantes trotskistas que abandonaram o PT quando do 8º Encontro Nacional, realizado em novembro/dezembro de 1991. Esse grupo, então conhecido pela denominação de GrupoRebento passou a integrar uma Frente, denominada Frente Revolucionária, cujo objetivo era a construção de um partido revolucionário. Tal partido realmente foi constituído, em meados de 1993, majoritariamente por um grupo de militantes da Convergência Socialista, expulsa do PT. Esse partido revolucionário foi o PSTU. Por não aceitarem o PSTU da forma como foi constituído – uma simples mudança de nome de CS (Convergência Socialista) para PSTU – esses militantes criaram a CSI, cuja vinculação externa ainda não está clara.

Liga Quarta-Internacionalista do Brasil (LQB) tem suas origens na RevolutionaryTendency, do SWP, dos EUA. Após isso, passou a vincular-se a um emaranhado de organizações internacionais: ao Grupo Internacionalista (GI), dos EUA e México, cujos principais ideólogos são Jan Norden e sua mulher Stamberg, ambos expulsos da LigaComunista Internacional (LCI) em 1996; ao Groupe Internacionaliste, da França - anteriormente denominado Fração Revolução Permanente (FRP) -; antes, porém, em setembro de 1994, a LQB vinculava-se à Liga Comunista Internacional-QuartaInternacionalista (ex-Spartacist League). Mas não parou aí: em 6 de abril de 1998 a Liga Quarta-Internacionalista do Brasil, o Internacionalist Group/Grupo Internacionalista(EUA e México) e o Groupe Internacionaliste (França), anteriormente Fração RevoluçãoPermanente, constituíram outro centro de referência internacional coordenador: a Liga pela Quarta Internacional.

Liga Bolchevique Internacionalista (LBI), constituída, a partir de uma cisão, em 1992, na então Organização Quarta Internacional (OQI), atual Partido da Causa Operária, hoje registrado perante a Justiça Eleitoral. Em julho de 1996 vinculou-se, como seção nacional, àCorrente Bolchevique por la Cuarta Internacional (CBQI), constituída na Argentina, que passou a defender a palavra-de-ordem de luta “por um governo operário e camponês”, em contraposição à consigna apregoada pelo Partido Obrero (PO) argentino e pelo Partido da Causa Operária (PCO), do Brasil, de luta “por um governo dos trabalhadores”, considerada “não revolucionária”. A CBQI luta, com seções nacionais no Brasil, Argentina (além do Partido Obrero, também a chamada Fração Gamboa, do Partido Operário Revolucionário) e Chile, pela construção da Federação Socialista da América Latina. 
 
Em um panfleto datado de 12 de outubro de 2000 (tão logo foi deflagrada a Segunda Intifada, em setembro de 2000), a LBI deu vivas “à Intifada das massas palestinas rumo à destruição do Estado nazi-sionista de Israel! Abaixo os acordos de paz sustentados pela traidora OLP! Pela reconstrução do Partido Revolucionário do Proletariado Palestino, Árabe e Judeu!”.Posteriormente, em janeiro de 2005, em Porto Alegre, por ocasião da realização do Fórum Social Mundial, a Liga Bolchevique Internacionalistamanteve reuniões com a Unión Socialista de los Trabajadores, da Argentina, e com a Tendência Revolucionária Operária e Camponesa (TROC), constituída por um grupo de militantes que rompeu com oPartido dos Trabalhadores em julho de 2004. Essas reuniões foram denominadas de pré-Conferência de Construção do Partido Operário Revolucionário Trotskista, mais um centro internacional irradiador do trotskismo. 
 
Nessa pré-Conferência foram aprovadas as bases programáticas desse novo centro. É interessante assinalar apenas duas dessas bases programáticas: “Defesa das organizações que se enfrentam com o imperialismo e pela derrota e expulsão das tropas anglo-ianques no Iraque, Afeganistão, bem como pela destruição do Estado nazi-sionista de Israel, enclave do imperialismo no Oriente Médio”; “Denúncia dos governos de centro-esquerda burguesa como Chávez, Tabaré Vasquez, Lula e Kirchner na América Latina, por serem marionetes do imperialismo”.

Partido da Causa Operária (PCO)

Grupo trotskista vinculado ao Comitê de Ligação pela Reconstrução da Quarta Internacional (CRL/QI), que em abril de 2004 foi transformado em Coordenação pela Refundação da Quarta Internacional (CR/QI), órgão que coordena seções nacionais em 12 países, entre os quais o Partido Obrero (PO) argentino e o Partido dos Trabalhadores (PT)uruguaio. O Partido Obrero (PO) é o que detém a hegemonia nessa corrente trotskista internacional. E o principal ideólogo, tanto do PO como da CR/QI é o argentino José Saul Wermus, mais conhecido pelo codinome de “Jorge Altamira”, irmão de Felipe Belisário Wermus (ex-dirigente trotskista), mais conhecido como “Luiz Favre”, que por um tempo viveu no Brasil e foi considerado marido de Marta Suplicy. A Justiça Eleitoral concedeu ao PCO o status de partido político.

O Trabalho na Luta pelo Socialismo (OT-LPS) deve suas origens ao grupo trotskista francês Organização Comunista Internacionalista (OCI) que, em 1972, dirigido por Pierre Lambert, produziu um documento assinalando a necessidade da constituição de um Comitêde Reorganização da Quarta Internacional (CORQI). Logo aderiram a essa idéia, na América Latina, o Partido Operário Revolucionário (POR) boliviano e o Política Obrera (PO) da Argentina. Logo depois, em 1975, no Brasil, ocorreu a unificação da Fração Bolchevique Trotskista (FBT) com os também trotskistas Grupo Outubro (GO) e Organização de Mobilização Operária (OMO) – esta uma dissidência da Organização de Combate 1º de Maio (OC-1º de Maio) -, constituindo a Organização Marxista Brasileira (OMB). No ano seguinte, 1976, unificaram-se a OMB e a OC-1º de Maio, surgindo a Organização Socialista Internacionalista (OSI), vinculada à Quarta Internacional/Comitê Internacional (QI/CI). Esse novo grupo trotskista, face à sua grande influência no Movimento Estudantil, ficou mais conhecido como LIBELU. 

Em 1979, quando do seu 2º Congresso, a OSI, por divergências internas quanto à linha sindical a ser implementada pela Organização, sofreu uma cisão e os militantes que saíram criaram a Organização Quarta Internacional (OQI), posteriormente Partido da Causa Operária, já citado anteriormente. Em maio de 1984, quando do seu 7º Congresso, a OSI passou a denominar-se Fração Quarta Internacional (FQI), vinculando-se internacionalmente à Quarta Internacional/Centro Internacional de Reconstrução (QI/CIR), entidade constituída em 1981 em uma reunião da maioria das seções que anteriormente haviam formado a QI/CI. AQI/CIR passou a editar a revista “La Verité”, intitulando-a de “revista teórica da Quarta Internacional”, distribuída às seções nacionais em inglês, alemão, espanhol, português, russo, servo-croata, grego, árabe, chinês e bengali. 

Mais adiante, em agosto de 1997, a OT-LPS também sofreu uma cisão, atribuída “à degenerescência política da OT-LPS a partir do momento em que o Partido dos Trabalhadores elegeu os seus primeiros parlamentares e da capitulação do partido (PT) frente ao Estado-burguês”, daí surgindo um grupo denominado Fórum Marxista-Trotskista Internacional, o qual, aparentemente, já se dissolveu.

Partido Revolucionário Trotskista Posadista (PORT-P)

É o mais antigo grupo trotskista, com atuação no Brasil desde 1953. É membro da Quarta Internacional Trotskista-Posadista, também conhecida como Secretariado Latino-Americano da Quarta Internacional, grupo internacional fundado na Argentina, na década de 40 pelo argentino Homero Rômulo Cristalli Frasnelli, mais conhecido pelo codinome de“Juan Posadas”. 

O PORT-P está vinculado e é uma seção nacional do Secretariado Latino-Americano da Quarta Internacional. A principal liderança do PORT-P, na época, foi Afonso Carlos Vieira de Magalhães, funcionário do Banco Central, em Brasília. OPORT-P edita – ou editava - o tablóide “Revolução Socialista”, que se intitula “órgão da corrente posadista do PT, regulamentada junto ao Diretório Nacional”. Em nome de um comitê denominado “Comitê de Defesa da Revolução Internacionalista (CDR-I), também vinculado ao PORT, edita o tablóide “Moncada”, defendendo e fazendo proselitismo da revolução cubana.

Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) é o grupo trotskista mais visível no cenário nacional, também registrado pela Justiça Eleitoral. Está vinculado à Liga Internacional dos Trabalhadores-Quarta Internacional (LIT-QI), juntamente com 16 partidos, organizações e grupos trotskistas de 15 países, 6 dos quais da América Latina: Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai e Peru. Seu surgimento, como acima já mencionado, teve origem quando a Convergência Socialista foi expulsa do PT, em maio/junho de 1992, sob a acusação de “radicalismo extremado”. Um mês depois da expulsão, foi constituída uma “Frente Revolucionária”, com o objetivo de construir “o partido da revolução” e, em abril de 1993, finalmente, alguns grupos que integravam essa Frente Revolucionária constituíram o “Movimento pró-PSTU”. O Congresso de fundação do PSTU foi realizado em São Paulo em junho de 1994, sendo eleita uma coordenação composta por 37 militantes. O PSTU atribuiu a sua formação à “claudicação de setores de esquerda e da direção majoritária do PT diante da institucionalidade burguesa, a adaptação do programa a uma estratégia de colaboração de classes e da aceitação da ‘vitória’ do capitalismo”. 

O PSTU possui, desde 1996, um “órgão de formação política”, oIES-Instituto de Estudos Socialistas, composto por uma maioria de professores universitários que ministra cursos de formação socialista a trabalhadores, estudantes, membros de organizações de esquerda e de movimentos populares, através de palestras, seminários e outras atividades. A sede do IES é na rua Domingos de Morais 348, sala 46, Vila Mariana, São Paulo/SP.

Liga Estratégia Revolucionária (LER) é um grupo surgido no final de 1999, expulso doPSTU, derivado de uma luta política no interior do partido. Em seu documento de fundação, a LER assinala: “fazemos parte da Fração Trotskista-Estratégia Internacionalintegrada, além de nosso grupo, pelo Partido de los Trabajadores por el Socialismo (PTS)da Argentina, Liga de los Trabajadores por el Socialismo (LTS) do México, Liga Obrera Revolucionária por la Cuarta Internacional (LOR-CI) da Bolívia e Agrupamento Clasecontra Clase (CCC) do Chile”. A LER-QI passou a editar o jornal “Palavra Operária” e seu site é www.ler-qi.org. Em 28 de novembro de 2004, a LER inaugurou a “Casa Socialista de Cultura e Política” na rua Piratininga 118, Brás, São Paulo/SP.

Tendência pelo Partido Operário Revolucionário (T-POR) é um grupo trotskista surgido no Brasil em meados de 1989. Trata-se de uma organização vinculada ao “Comitê de Enlace pela Reconstrução da Quarta Internacional (CER-QI)”, cuja sede é na Bolívia e seu partido hegemônico é o Partido Operário Revolucionário (POR) boliviano, que declara combater “a estratégia do reformismo petista e as correntes de esquerda centristas”. Possui seções nacionais na Bolívia, Argentina, Chile e Brasil. O POR passou a editar, em português, a revista “Revolución Proletária”, com periodicidade quadrimestral, intitulada “porta-voz do Comitê de Enlace pela Reconstrução da Quarta Internacional”. O ideólogo do POR e da CER-QI é o boliviano Guillermo Lora.
Esse é o quadro, embora certamente incompleto, da Quarta Internacional no Brasil ao qual se junta, agora, o PSOL.

Além dos “dez agrupamentos” já existentes como tendências dentro do PSOL, citados pelo articulista da Folha de São Paulo, podem ser mencionados mais os seguintes:

Socialismo Revolucionário, que se intitula “uma organização de esquerda, marxista e revolucionária, formada por jovens e trabalhadores que lutam pelo socialismo no Brasil e no mundo. É um movimento que ultrapassa as fronteiras do Brasil. Somos a seção brasileira do Comitê por uma Internacional Operária/Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores (CIO/CIT), fundado em abril de 1974”. O grupo “Socialismo Revolucionário” edita o jornal de mesmo nome, que se intitula “jornal da seção brasileira do CIO”.

Além do Socialismo Revolucionário, os seguintes grupos internacionais constituem oCIO/CIT que, evidentemente, teriam passado a discutir as táticas a serem implementadas pelo grupo brasileiro dentro do PSOL!


Seções do CIO
Grã Bretanha - Socialist Party
China - China Worker
França - Gauche Révolutionnaire
Austrália - Socialist Party
Nigéria - Democratic Socialist Movement
Estados Unidos - Socialist Alternative
Itália - Lotta per il Socialismo
Rússia - Sotsialisticheskoye Soprotivlemiye
Bélgica (em francês) - Mouvement pour une Alternative Socialiste
Belgíca (em holandês) - Linkse Socialistische Partij
Turquia - Mìlìtan
Holanda - Offensief
Suécia - Offensiv
Polônia - Grupa na rzecz Partii Robotniczej
Alemanha - Spzialistische Alternative
Escócia - International Socialists
Irlanda do Norte - Socialist Party
Irlanda - Socialist Party

Prosseguindo: Grupo PRAXIS, que se intitula uma “corrente marxista revolucionária do PSOL”. Vinculado ao grupo internacional Socialismo ou Barbárie. Uma de suas figuras de relevo é o revolucionário italiano Achille Lollo. Sobre o grupo PRAXIS há pouco a dizer, por enquanto. Mas o que se sabe sobre Achille Lollo dá uma idéia do que representa o PRAXIS. Achille Lollo é um foragido da Justiça italiana, condenado a 18 anos de reclusão por ter queimado vivas duas pessoas de uma mesma família, Virgilio Mattei, de 22 anos, e Stefano Mattei, de 8 anos. Na noite de 16 de abril de 1973, em Bologna, Achille Lollo e dois comparsas despejaram galões de gasolina por sob a porta de entrada do modesto apartamento onde moravam as vítimas, com o objetivo de liquidar com a família Mattei. Na época, Virgilio Mattei era militante do Movimento Sociale Italiano, tido como neofascista, e Achille Lollo era militante da facção Poder Operário, de esquerda e antifascista. Recorde-se que, nessa época, a Itália vivia os chamados “anos de chumbo” em face do terrorismo promovido pelasBrigadas Vermelhas, que contavam com a simpatia do Poder Operário. Achille esteve preso no Brasil, em 1993, por alguns meses mas teve negado pelo STF o pedido de extradição feito pela Itália, sob o argumento de seus advogados, aceito pelo STF, de que Achille Lollo havia cometido um crime político.

Finalmente, o que pensar de um partido que acolhe Achille Lollo como seu militante? Mais ainda: como dirigente de uma corrente?
Assim como o Partido dos Trabalhadores tem o MST como aliado, o PSOL também tem seu braço na área rural: o Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), fundado em 18 de agosto de 2002, em Goiânia/GO, resultante da unificação do Movimento de Luta Socialista (MLS), Movimento de Libertação dos Sem Terra de Luta (MLST de Luta) e Movimento dos Trabalhadores (MT). No Manifesto de Fundação, o MTL deixa clara aos analistas a sua vinculação ao PSOL e ao trotskismo internacional, quando assinala: “(...) Afirmamos o socialismo como estratégia; lutamos por um novo socialismo, um socialismo com liberdade; entendemos a construção de um novo socialismo como uma tarefa que extrapola as fronteiras de uma só Nação (...)”. Desde sua fundação, o MTL, a pretexto de fazer a reforma agrária, à semelhança de uma quadrilha organizada, promoveu a invasão de diversas fazendas, principalmente no Triângulo Mineiro e em Pernambuco, interditou rodovias e ferrovias, promoveu passeatas e apoderou-se de sedes do INCRA. Uma delas, em Recife, em 15 de abril de 2004 que somente desocupou após 25 dias.

O surgimento do Partido Socialismo e Liberdade representou, é verdade, uma amarga derrota para o PT. Todavia, pelo que se conhece até agora, o PSOL não passa de uma mera justaposição oportunista de tendências, algumas mais à esquerda que outras, com estratégias e programas inconciliáveis que seguramente se digladiarão dando lugar a outras tendências e frações. Alguns desses grupos propõem “forjar uma alternativa política e econômica para o país”, ou seja, atuar dentro da institucionalidade vigente, sem ruptura, enquanto outros afirmam que lutarão para que “os trabalhadores e as massas oprimidas tomem o Poder”.

Finalmente, par encerrar, leiam o artigo 21 do Programa do PSOL apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral que o aprovou e que resultou na sua legalização como partido político:
 
“A luta da classe trabalhadora é internacional. Em defesa da solidariedade e da coordenação das lutas latino-americanas. Defendemos a articulação política dos socialistas e internacionalistas de todos os países, o apoio às lutas e a busca constante de uma coordenação das mesmas. Pela unidade dos trabalhadores e do povo da América Latina. Pela Federação das Repúblicas da América Latina! Contra toda e qualquer intervenção imperialista na América Latina e no mundo, seja na Colômbia, na Venezuela, no Iraque ou na Palestina. Contra a vergonhosa intervenção do Brasil no Haiti, cumprindo o papel de tropas auxiliares dos Estados Unidos.
 
Consideramos decisiva a construção de uma frente de ação, política e social, que busque articular para a luta os movimentos e as forças sociais antiimperialistas no nosso continente. Na luta contra o imperialismo estamos pela mais ampla unidade de ação com todas as forças que estejam dispostas a uma ação concreta contra o mesmo”.
 
É só. Por enquanto...

Como diria Stanislaw Ponte Preta, “é o samba do crioulo doido!”

19 de novembro de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

JÁ QUE A COISA TÁ PRETA, VAMOS RIR... DELES.

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19 de novembro de 2014















 
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QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

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19 de novembro de 2014


KKKKKKK...

󾌴󾌴󾌴󾌴󾌴󾌴󾌴󾌴󾌴󾌴


 
    19 de novembro de 2014