"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

MARINA DIZ QUE A MARCA DO GOVERNO DILMA É A DO RETROCESSO NA ECONOMIA

Segundo a nova aliada de Eduardo Campos, a política econômica de Dilma vem sendo praticada ‘com alguma negligência em função da ansiedade política’. Marina afirmou, ainda, que o modelo de governabilidade chegou ao limite, com 40 ministérios
 

A ex-senadora Marina Silva em Recife, onde vai fazer palestra em universidade
Foto: Hans von Manteuffel/ O Globo
A ex-senadora Marina Silva em Recife, onde vai fazer palestra em universidade
Hans von Manteuffel  / O Globo

A ex-senadora Marina Silva partiu para o ataque nesta segunda-feira, ao afirmar que a marca do governo Dilma Rousseff “é a do retrocesso”, e que a política econômica da gestão de Dilma vem sendo praticada com "alguma negligência em função da ansiedade política", o que põe em risco as conquistas adquiridas desde o início da estabilização econômica, que começou a ser implantada ainda no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.
 
Para Marina, é preciso desenvolver esforços para que não se percam os ganhos com a estabilização de FH nem as conquistas sociais do governo Lula. Ela voltou a insistir no tripé geração de superavit primário nas contas públicas, câmbio flutuante e metas da inflação que vigorou nos dois governos anteriores, e lembrou que essas iniciativas já haviam sido defendidas em 2010, quando disputou a Presidência. Defendeu a autonomia do Banco Central, sem que, no entanto, ela seja formalmente institucionalizada.
 
— Imagine com esse Congresso que nós temos, colocarmos em discussão uma questão como essa e um grupo decidir que não teríamos autonomia. Estaríamos diante de fragilização de instrumento da nossa política macroeconômica, o que não é desejado.
 
Marina afirmou, ainda, que o modelo de governabilidade chegou ao limite, com 40 ministérios.
 
— E para manter a base novos ministérios têm sido criados, e isso é insustentável — criticou.
 
Ela disse que a união entre a Rede e o PSB já começa a tornar a presidente em refém das forças que a sustentam. Para Marina, Dilma cumpriu um papel, mas o modelo se esgotou.
 
— Não tem mais para onde ir.
 
Marina falou da sua filiação ao PSB, disse que não tem nenhum constrangimento de estar ao lado do governador Eduardo Campos(PSB), que em Pernambuco tem alianças com lideranças tradicionais e conservadoras.
 
— Nossa aliança é programática e não pragmática.

15 de outubro de 2013
Letícia Lins - O Globo

DATAFOLHA: CAMPOS, E NÃO DILMA, FICA COM MAIOR PARTE DOS VOTOS DE MARINA

Erramos: Campos fica com maior parte dos votos de Marina

Folha errou na edição do último domingo ao dizer que a maioria dos eleitores de Marina Silva (PSB) migram para a presidente Dilma Rousseff (PT) quando a ex-ministra do Meio Ambiente é substituída pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), na pesquisa Datafolha.
 
Segundo os dados corretos do instituto, 32% dos eleitores de Marina optam por Campos quando ela não está entre os concorrentes.
 
No cenário mais provável da disputa, é Campos, portanto, o maior herdeiro das intenções de voto de sua nova aliada, Marina Silva.
 
O segundo maior contingente dos eleitores da ex-ministra, 23%, votam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos oferecidos no cartão de resposta da pesquisa.
 
Candidata à reeleição, Dilma fica com 22% dos eleitores marineiros, não com 42%, como diziam a reportagem e o infográfico de domingo.
 
Já o senador tucano Aécio Neves (MG) herda 16% dos eleitores de Marina, não 21%.
 
O mesmo exercício pode ser feito no cenário em que o ex-governador de São Paulo José Serra aparece como candidato do PSDB no lugar de Aécio Neves.
 
Neste caso, Serra passa a ser o maior herdeiro dos eleitores de Marina. O tucano fica com 33% dos que manifestavam voto na ex-ministra. Campos vem logo atrás com 28%. Outros 18% optam pelo voto em branco, nulo ou em nenhum candidato. Dilma fica em último lugar com 17%.
 
A leitura equivocada de uma das tabelas produzidas pelo Datafolha gerou o erro da reportagem da Folha na página A4 do domingo.
 
No texto e nos gráficos daquela edição, os índices apresentados como migração de eleitores de Marina eram, na verdade, as intenções totais de voto de cada candidato.
 
Na pesquisa realizada sexta-feira, o Datafolha ouviu 2.517 eleitores em 154 municípios do país, o que resulta numa margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
 
15 de outubro de 2013
 RICARDO MENDONÇA - Folha de São Paulo
 
Editoria de arte/Folhapress

ESQUERDISMO É IDEOLOGIA. DIREITA É BOM SENSO APLICADO.

Esquerdismo é ideologia sim. No mais das vezes, aquilo a que se chama “direita” é só bom senso aplicado.

Vamos falar mais um pouquinho sobre direita e esquerda. Nesta manhã, escrevi um post sobre a pesquisa Datafolha. A versão online do jornal publicou as perguntas que permitiram fazer a classificação que vai da esquerda à direita. Vejam. Volto em seguida (se preciso, clique na imagem para ampliá-la e facilitar a leitura).
Clique na imagem para ampliar
Retomo
Há, já observei, o risco — nesse questionário e em qualquer outro que busque quantificar a população segundo a ideologia — o risco de se confundirem as pessoas generosas com a esquerda, e as mais, digamos assim, severas com a direita. Huuummm… Há uma possibilidade, nesta vereda que abro, de haver um pouco mais de “conservadores” — de direitistas — no Brasil do que aponta a pesquisa. Por quê? 
Peguemos as afirmações sobre a posse de armas:
Este seria o primado da esquerda:
Devem ser proibida, pois ameaça a vida de outras pessoas.
Este seria o primado da direita?:
 
Arma legalizada deve ser um direito do cidadão para se defender 
Notem: a arma, qualquer que seja o contexto e o pretexto, efetivamente ameaça a vida de outras pessoas. Esta condição é imanente ao objeto. A rigor, ela existe para isso mesmo. Tendo a achar que essa obviedade deita sua sombra sobre a questão, e a pessoa que responde a questão acaba expressando mais o seu bom sentimento e o seu cuidado do que a suja opinião. Vamos a um exercício? E se a definição da direita fosse esta?
“Arma legalizada deve ser um direito do cidadão; o que é preciso é proibir a arma ilegal”. 
 
Penso que o resultado seria outro. Aliás, o resultado já foi outro. E quem tomou a decisão foi o eleitorado brasileiro. 
Em 2005, realizou-se o referendo das armas, lembram-se? O que se perguntava? 
Literalmente:
“O comércio de armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?”. 
A campanha começou, e o “Sim” era acachapante. Nunca antes tantas celebridades e tantos decolados se reuniram e favor de uma causa. Bastou ao “não” lembrar que a proibição, por óbvio, acabaria retirando a arma das mãos dos não-bandidos, já que o bandido, por definição, não se preocupa com a legalidade da arma. Diante dessa evidência e dada a incompetência do Estado para impedir a POSSE ILEGAL DE ARMAS, o “não” virou o placar espetacularmente. Saldo final: 59.109.265 rejeitaram a proposta (63,94%), contra 33.333.045 (36,06%) que a aprovaram. 
 
A questão da proibição de armas, portanto, quando aplicada à realidade, quando vista nas suas consequências práticas, empurrou a maioria — quase dois terços — para o que seria uma posição “de direita”. Se é de direita ou não, é preciso ver. Uma coisa é certa: era apenas matéria de bom senso. Ou desarmar os não-bandidos altera a condição dos bandidos? 
 
Tome-se um outro tema espinhoso, como o da migração. A resposta obviamente simpática, “humanista”, é a de que ela contribui para o desenvolvimento e a cultura. Perguntem, no entanto, aos moradores de Brasiléia, no Acre, que sofre uma verdadeira invasão de haitianos em situação ilegal, para ver qual é a opinião. Aposto que a esmagadora maioria dirá que “pobres que migram acabam criando problemas para as cidades”. Isso nada tem a ver com xenofobia, racismo ou discriminação de qualquer natureza. Trata-se apenas de um fato. 
 
O mundo como fato e o mundo como ideia
Chama-se, muitas vezes, de “pensamento de direita” ou “pensamento conservador” o que é nada além de bom senso. Nesse sentido, ideologia, esta sim, é a engenharia social a que se dedicam as esquerdas, ao tentar impor um ponto de vista ancorado em convicções e crenças que insistem em desafiar a realidade. Uma questão, para mim, é emblemática: a criminalidade 
Viés de esquerda: 
“A maior causa é a falta de oportunidades iguais para todos (36%)”
 
Viés de direita
“A maior causa é a maldade das pessoas (61%)”
 
Não gosto da palavra “maldade”. Ela me parece reducionista em excesso. E se as respectivas formulações fossem estas?
 
Viés de esquerda
“A pessoa não pratica crime porque quer, mas porque não teve melhores oportunidades”
 
Viés de direita
“Praticar crime é uma escolha; mesmo com uma vida difícil, o certo é se esforçar para vencer na vida”.
 
Corto a mão — a direita, que é a melhor — se a alternativa “de direita” não chegar a uns 90%. Notem, no entanto, que a opinião “de direita”, mesmo na formulação dada, é amplamente majoritária. A razão é simples, gente!  
O salário médio pago no Brasil é inferior a R$ 1.800. O pago a universitários (só 17% da mão-de-obra) é de R$ 4.135,06. O dos não-universitários (82,9%) é de R$ 1.294,70.  
Este pode ser um país rico, mas composto de uma esmagadora maioria de pobres. Onde mora o sujeito que recebe menos de R$ 1.300 por mês?  
Os esquerdistas do complexo PUCUSP podem não saber — a maioria só conhece pobre de ouvir falar —, mas esse trabalhador sabe que a delinquência é uma escolha, EM QUALQUER CLASSE SOCIAL, não uma necessidade. E sabe porque ELE PRÓPRIO DECIDIU SER DECENTE, APESAR DAS DIFICULDADES. 
 
Estou sustentando que a afirmação de que a pobreza induz a criminalidade é, ela sim, ideologia — uma construção artificial que busca, num primeiro momento, explicar a realidade, tentando, em seguida, substituí-la. Já a afirmação de que é criminoso quem quer, quem decide ser (não se trata de “maldade”), não é um artifício para explicar o mundo: é um dado da experiência.
 
“O Reinaldo está afirmando que ser direitista não é ideologia, que isso é uma tendência normal das pessoas, e que que ideologia mesmo é só a esquerda?” Não! Se o Reinaldo quisesse afirmar isso, ele afirmaria isso — ainda que o mundo gritasse o contrário. Estou afirmando, sim, que há uma tendência para demonizar como “coisa de direita” — o que é tomado como sinônimo de anti-humanismo — certas evidências dadas pela experiência. 
 
Encerro com a questão sobre drogas. As esquerdas — no Brasil ao menos — tendem a afirmar que as drogas devem ser liberadas porque, como se lê no questionário, é o usuário que arca com as consequências (George Soros também acha isso…).
 
Ora, basta circular no centro das grandes cidades para saber que a conta é paga por toda a sociedade — e é uma conta crescente, à medida que cresce o discurso da medicalização do problema, com essa mesma sociedade sendo chamada a arcar com os custos das “opções” feitas pelos “usuários” que se tornaram “doentes”. 
Se a ideologia ainda é uma espécie de jogo de ocultamento, em que um pensamento, orientado por algum ente de razão — partido, por exemplo —, tenta se sobrepor à evidência dos fatos, então as opiniões da esquerda, com raras exceções, é que merecem essa denominação. Aquelas que são atribuídas “à direita”, na maioria das vezes, são apenas matéria de bom senso.
Não fosse assim — e por exemplo, a criminalidade fosse uma consequência das carências sociais —, o Brasil não teria 50 mil homicídios por ano, mas 200 mil. Nos últimos anos, a Região Nordeste cresceu a taxas superiores às do resto do Brasil. Relativamente, ficou menos pobre. E a violência cresceu estupidamente. A afirmação de que a carência induz a violência é ideologia. A constatação de que isso é falso está no mundo dos fatos. 

15 de outubro de 2013
Reinaldo Azevedo

A ÚLTIMA DE DILMA BOLADA... E O DESERTO DE IDÉIAS

Decidi manter este texto no alto da página

 
Dilma Bolada, o alter ego descolado de Dilma Rousseff, parece que continua no comando. No Rio Grande do Sul, ela concluiu que, atrás de uma criança, há sempre um cachorro. O que pretendeu dizer com aquilo permanece um mistério, e duvido que vá ter tradução algum dia.
Nesta segunda, ela esteve em Itajubá, em Minas, estado de origem de Aécio Neves, um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência. E voltou a refletir em voz alta — e, tudo indica, sem o planejamento do marketing. Afirmou o seguinte, segundo transcreve o Estadão Online:

“Tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da República querem é ser presidente. Eu sou presidente e não fico tratando… Para mim não é problema a eleição agora (…). Acredito que, para as pessoas que querem concorrer ao cargo, elas têm de se preparar, estudar muito, ver quais são os problemas do Brasil. Eu passo o dia inteiro fazendo o quê? Governando.”
 
Ai, ai…
A revelação certamente mais surpreendente, se a gente se atém apenas ao sentido das palavras, é mesmo esta: “Tudo o que as pessoas que estão pleiteando a Presidência da República querem é ser presidente”. Em si, trata-se de uma tolice. Mas é preciso ir um pouquinho além. O que vai nessa tautologia ultrapassa o limite da bobagem e expõe uma cultura política autoritária.
 
Há nisso um eco inequívoco de Lula. Desde que ele chegou ao poder, em 2003, trata a Presidência da República com uma espécie de recompensa natural, à qual o PT teria direito por ser… o PT! Sendo ele quem é no partido, mais de uma vez, tratou o cargo como se fosse mesmo matéria de justiça histórica — como se o Brasil lhe devesse essa recompensa. Lula já fez isso no passado:
“Olhem, o Serra está querendo o que nos pertence… Olhe, o Alckmin está querendo o que nos pertence…”. Nesta segunda, foi a vez de Dilma.
 
O que ela pretende caracterizar com essa fala é que todas as críticas de que possa ser alvo derivam do fato de que “há gente querendo o meu [dela] lugar”. Ora, numa democracia, é assim mesmo que funciona: as oposições se organizam para tentar conquistar o poder, que está com os adversários. Com essa fala aparentemente besta, mas metódica, o que se pretende é demonizar os críticos, que seriam, então, meros oportunistas, tentando tomar o que a ela pertence por direito.
 
Há também a evidente desqualificação dos adversários, que não teriam estudado o Brasil o bastante e estariam, depreende-se, despreparados para governar. Aécio Neves reagiu com uma nota:
“A presidente Dilma é sempre muito bem vinda a Minas, como é natural da hospitalidade mineira, mesmo não tendo, mais uma vez, trazido respostas para importantes demandas do nosso Estado que estão sob responsabilidade do governo federal. (…)
Se não tivesse se afastado por tantos anos de Minas, a presidente, e não a candidata, talvez estivesse apresentando respostas a essas demandas”.
Marina Silva ironizou:
“Acho que ela dá um conselho muito bom porque aprender é sempre uma coisa muito boa. Difícil são aqueles que acham que já não têm mais o que aprender e só conseguem ensinar”.
 
Pois é… Uma resposta tem um desnecessário sotaque regional — e a disputa, não custa lembrar, é nacional. Marina também não é o melhor exemplo, e deu mostras disso de sábado retrasado para cá, de pessoa disposta a aprender.
Dilma, por seu turno, está em franca campanha eleitoral faz tempo — como evidencia de modo escancarado o programa “Mais Médicos”… A sucessão já está aí, florescendo num impressionante deserto de ideias.
 
15 de outubro de 2013
Reinaldo Azevedo 

POR QUE A ELEIÇÃO DE 2014 SERÁ DIFERENTE

 

Há diversos fatores diferentes nesta eleição para a de 2010, a começar pela situação econômica do país. Mesmo que a economia não se deteriore a ponto de por si só derrotar a candidatura governista, não estaremos em situação nem mesmo próxima à da última eleição presidencial, quando o PIB cresceu 7,5%.

O então presidente Lula gozava de um prestígio popular tão grande que lhe permitiu tirar da cartola uma ilustre desconhecida para eleger presidente. Mesmo assim, Dilma foi menos votada que Lula em todas as regiões do país, com exceção do Sul, onde manteve o mesmo patamar de 44% dos votos, e foi para o segundo turno.

Até mesmo nas regiões onde teve votações avassaladoras, garantindo a vitória, Dilma teve menos votos: Lula teve 77,2% no Nordeste, e Dilma, 70,6%; e, no Norte, Lula teve 65,5% contra 57,4% de Dilma.

É verdade que Dilma venceria Serra mesmo descontados os votos de Norte e Nordeste, mas a diferença seria de apenas 0,25%. No Norte e no Nordeste, Dilma tirou vantagem de nada menos que 11.777.817 votos.

Há, porém, diferenças sensíveis no quadro atual a favor da oposição. O PSDB espera tirar de três a quatro milhões de votos de diferença em Minas, onde Dilma venceu por diferença de 1.797.831.

Minas pode ser para Aécio quase como São Paulo foi para Fernando Henrique nas duas eleições em que venceu Lula no primeiro turno, tirando vantagem de cerca de cinco milhões de votos em 1994 e 1998. Essa diferença a favor dos tucanos, porém, vem caindo em São Paulo: Alckmin venceu em 2006 por 3,8 milhões, e Serra, em 2010, por 1.846.036. Além disso, em 2014 o PT estará fortalecido por ter vencido a prefeitura de São Paulo.

Até mesmo no Norte e no Nordeste a situação de Dilma deve ser mais difícil, pois a oposição está mais bem representada em estados como Amazonas, Pernambuco e Bahia.

Nesses três estados, Dilma teve quase seis milhões de votos de diferença a seu favor, o que pode não acontecer em 2014. Desde 1994 a diferença entre o vencedor e os demais contendores tem ficado na base de 5% dos votos no primeiro turno, seja quando FH venceu direto, seja quando as oposições levaram a eleição para o segundo turno.

No segundo turno, fosse qual fosse o candidato, o PSDB teve cerca de 40% de votos, sendo que, em 2010, essa marca subiu para cerca de 45%. Com diferença crucial: em todas as eleições, candidatos adversários como Ciro Gomes e Garotinho aderiram a Lula no segundo turno, contra o PSDB, e, na eleição de 2010, Marina Silva ficou neutra, tendo feito uma campanha que dificilmente poderia ser tachada de oposicionista.

A mudança de postura de Marina desta vez e seu acordo com Campos indicam que os dois estão dispostos a assumir candidatura oposicionista, colocando-se mais próximos do PSDB nas questões econômicas.

Ontem, Marina disse que a marca do governo Dilma é o retrocesso na economia e defendeu o tripé econômico dos governos de FH, mantido por Lula até a saída do ministro Antonio Palocci: equilíbrio fiscal nas contas públicas, câmbio flutuante e metas de inflação.

Segundo a aliada de Campos, a política econômica de Dilma vem sendo praticada “com alguma negligência em função da ansiedade política”. A questão é que os dois temem ser tachados de “traidores” de Lula, como já estão sendo tratados pelos petistas. E Dilma vem recuperando sua popularidade em ritmo suficiente para se manter como favorita.

15 de outubro de 2013
 Merval Pereira, O Globo

O OUTRO LADO DA BOLSA FAMÍLIA


bolsa2 300x201 Bolsa Família terá reajuste de até 45,5% “para atacar pobreza”

 
Em 2004, 5 milhões de famílias eram atendidas pelo programa Bolsa Família, uma evolução dos programas sociais implantados pelo PSDB nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso.
 
Atualmente, dez anos depois, o número subiu para 13 milhões de famílias atendidas. Este crescimento é dado como uma conquista pelo governo petista.
 
Há um outro lado nesta estatística: são 50 milhões de pessoas atendidas atualmente mas, desde 2003, apenas 1,7 milhão de pessoas deixaram de receber o benefício, porque saíram da linha de pobreza coberta pela Bolsa Família.
 
A verdade é escancarada: a Bolsa Família estanca e paralisa a pobreza absoluta, mas não garante nada além do dinheirinho ralo no final do mês. As pessoas permanecem paupérrimas, sem oportunidades, sem esperanças de crescimento e ascensão social.
 
Pouco mais de 3% das pessoas atendidas em 10 anos saíram da Bolsa Família porque ampliaram a sua renda para além das faixas cobertas. Cerca de 97% permaneceram. Vale repetir: 1,7 milhões de brasileiros saíram, mais de 48 milhões permaneceram ou ingressaram. Isso não é sucesso. É fracasso.

Para ter mais informações leia o editorial de hoje do Correio Braziliense. Clique aqui.
 
15 de outubro de 2013
in coroneLeaks

LULA SERÁ INTIMADO A DEPOR SOBRE OS DEPÓSITOS DO ESQUEMA DO MENSALÃO NA CAMPANHA DE 2002

                               BRASIL - Mensalão

A movimentação de contas bancárias no exterior segundo depoimento do publicitário Marcos Valério, a Procuradoria Federal, foram utilizadas pelo PT para receber doações ilegais que bancaram despesas da campanha presidencial na primeira eleição de Lula. Valério forneceu os números de três contas usadas para receber 7 milhões de dólares da Portugal Telecom. No Brasil a Usiminas teria feito doação que não foi contabilizada, nas contas apresentadas ao TSE.  

Outdoor da campanha de 2002
 
Em setembro do ano passado, o empresário Marcos Valério, o operador do mensalão, apresentou-se voluntariamente à Procuradoria-Geral da República em Brasília e prestou um longo depoimento em que formalizava algumas revelações acachapantes sobre o maior escândalo de corrupção da história do país. O julgamento do processo contra os mensaleiros, entre eles o próprio Valério, estava em pleno curso no Supremo Tribunal Federal (STF). O empresário queria proteção e um acordo de delação premiada.

Entre as novidades, Valério contou que o ex-presidente Lula não só tinha conhecimento do mensalão como avalizou as operações financeiras clandestinas. Disse ainda que o dinheiro usado para subornar parlamentares também pagou despesas pessoais de Lula, inclusive quando ele já ocupava a cadeira de presidente da República. O depoimento deu origem a várias investigações. Uma delas, envolvendo uma suposta doação ilegal de dinheiro ao PT, agora vai ganhar reforço internacional.

A Polícia Federal pediu ajuda para rastrear a movimentação de contas bancárias no exterior que segundo o publicitário Marcos Valério, foram utilizadas pelo PT para receber doações ilegais que bancaram despesas da campanha presidencial de 2002.

Em seu depoimento, o operador do mensalão forneceu aos procuradores os números de três contas usadas para receber 7 milhões de dólares da Portugal Telecom, gigante do setor de telefonia que tinha negócios no Brasil e interesse em se aproximar do governo recém-empossado. Valério disse que a doação foi acertada por Lula, José Dirceu e o ex-ministro Antonio Palocci, e que ele cuidou pessoalmente da operação em Lisboa.

Para despistar eventuais curiosos, os depósitos teriam sido feitos por fornecedores da Portugal Telecom em Macau, um pedaço minúsculo de terra no sul da China colonizado pelos portugueses onde a influência de Lisboa se faz presente até hoje.

Valério afirmou que os 7 milhões de dólares depositados nas três contas serviram para pagar dívidas contraídas pelo PT na campanha que elegeu Lula. Essa parte do depoimento, cheia de detalhes sobre encontros no Brasil e no exterior entre os petistas e os dirigentes da empresa portuguesa, deu origem a uma investigação específica — justamente uma das mais avançadas.

Segundo a Veja, a Polícia Federal e o Ministério Público, como manda a regra em casos assim, fizeram o elementar: decidiram seguir o rastro do dinheiro. Primeiro, solicitaram à Justiça autorização para quebrar o sigilo das contas bancárias dos supostos beneficiários. Depois, a PF requereu ao Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI), órgão ligado ao Ministério da Justiça, que acionasse os países envolvidos para conseguir acesso às informações sobre os titulares das contas, os saldos e detalhes da movimentação.

Com isso, a polícia espera descobrir, primeiro, se a história narrada por Valério de fato é verdadeira. Se confirmada, passa-se à etapa seguinte: identificar os depositantes e os destinatários finais do dinheiro.
 
Foto: Agência O Globo
Marcos Valério apresentou provas que podem incriminar o PT e Lula
 
Se, logo após as declarações de Marcos Valério, Lula e os envolvidos trataram de menosprezar" o potencial de estrago, agora o desenrolar do caso atemoriza o comando petista. No mês passado, coube ao próprio ex-presidente queixar-se a companheiros de partido, após ser informado de que o ex-ministro Antonio Palocci, seu assessor direto até hoje, fora intimado a depor no caso.

A reclamação chegou ao gabinete da presidente Dilma Rousseff, que acionou o ministro da Justiça. José Eduardo Cardozo. Por sua vez, Cardozo incumbiu o comando da Polícia Federal, a ele subordinada, de averiguar as providências adotadas pelos delegados encarregados dos inquéritos abertos a partir das declarações de Valério. Iniciou-se, então, uma força-tarefa informal para mapear o andamento das investigações. Os policiais incumbidos da empreitada — nem sempre fácil, já que alguns delegados mais refratários a interferência política resistem a dar informações — souberam que a missão tivera origem numa queixa feita por Lula a Dilma. Dois deles confirmaram o ocorrido a revista Veja.

Em breve, o próprio Lula deverá receber uma intimação para prestar esclarecimentos ao Ministério Público Eleitoral em Brasília, mas sobre outro episódio derivado das revelações de Marcos Valério: uma doação não declarada de 1 milhão de reais feita pela Usiminas também à campanha presidencial de 2002.

Em seu depoimento, Valério contou que ele intermediou a doação da siderúrgica, uma das maiores do país. Como? Segundo o publicitário, a Usiminas já era cliente de uma de suas agências, a SM PB, havia mais de quinze anos e o então presidente da companhia, Rinaldo Soares, "quis dar uma ajuda" à campanha de Lula.

Acompanhado de um de seus sócios, Cristiano Paz, Valério foi a São Paulo para uma reunião com Delúbio Soares, então tesoureiro do PT, e José Dirceu, chefão da campanha que depois viraria homem forte do governo e ganharia o título de chefe da quadrilha do mensalão. No encontro ficou combinado, de acordo com Valério, que o dinheiro seria repassado ao partido através de uma triangulação, para ocultar o negócio: fornecedores da Usiminas fariam pagamentos diretos a fornecedores da campanha e a pessoas indicadas pelos dirigentes petistas através da SMPB.

Como Valério aponta para a existência de crime eleitoral, essa parte do depoimento está sob análise da seção do Ministério Público que investiga irregularidades em campanhas. O promotor eleitoral do Distrito Federal, Mauro Faria de Lima, já pediu informações detalhadas das contas da campanha do presidente Lula em 2002, e confirmou que a doação de 1 milhão de reais da Usiminas não aparece lá.

Além de Lula, Valério será chamado a depor. A depender do desfecho do processo, Lula pode ser pessoalmente responsabilizado pelo crime eleitoral, cuja punição chega a cinco anos de prisão mais multa.

A suposta doação irregular da Usiminas não chega a ser propriamente uma novidade nos expedientes da companhia. Em 2007, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou que fossem restituídos aos cofres da empresa 1 milhão de reais desviados para campanhas. Por coincidência, as doações também haviam sido feitas por intermédio de contratos de publicidade firmados com Marcos Valério.

15 de outubro de 2013
in toinho de passira
Post baseado na reportagem de Rodrigo Rangel e Hugo Marques
Fonte: 
Veja

AS SUTILEZAS DE UM NOVO MODUS OPERANDI DA CENSURA NO BRASIL

LOBÃO, OLAVO DE CARVALHO E GRAÇA SALGUEIRO, LEVANTAM O VÉU DA FANTASIA QUE ESCONDE O SISTEMA DE CENSURA E LAVAGEM CEREBRAL IMPOSTO PELO GOVERNO DO PT.

O vídeo acima é a gravação de uma bate-papo online realizado no último domingo, entre o músico e escritor Lobão e os jornalistas e escritores Olavo de Carvalho e Graça Salgueiro.
O assunto gira, principalmente sobre a questão da censura no Brasil que, sob o governo do PT, tem adquirido nuances muito particulares.
Em vez de censores oficiais, a censura praticada pelo petismo na atualidade é mais sutil e conta com uma horda de militantes a soldo, principalmente pagos por estatais, com o objetivo de calar qualquer voz discordante, qualquer opinião contrária aos interesses do governo do PT.

Esse novo tipo de censura opera principalmente no controle das redações da grande mídia. São os próprios jornalistas alguns catadores de caraminguás oficiais, outros por idiotia congênita.
Na internet, a horda de fanáticos patrulha as redes sociais e faz denúncias em massa contra aqueles que nas redes sociais expressam suas críticas. Foi o caso que aconteceu com Lobão, que de repente teve a sua conta suspensa pelo YouTube.

Aliás, o meu blog já foi alvo de assédio da malta comunista do PT, o que levou o Google Ad Sense, divisão que administra a veiculação de anúncios em sites e blogs, a suspender a publicação de anúncios no meu blog, uma das poucas formas de obter alguma receita visando à manutenção do blog.
Alegaram que eu teria descumprido as regras do Ad Sense. Ora, o meu blog não é adulto e enfoca prioritariamente o noticiário político e análises dos fatos.

Feito este interregno, retomo o que vinha falando sobre o vídeo. Vale a pena ver e ouvir esse bate-papo com Lobão, Olavo de Carvalho e Graça Salgueiro. 

Vocês terão a oportunidade de ver como a grande mídia escamoteia as informações mais importantes. Compreenderão as causas que levam os cidadãos brasileiros as sofrerem uma diuturna lavagem cerebral comunista pelo sistema de "desinformação" que domina o noticiário da grande mídia e que alcança as matérias culturais, o humor, as novelas, enfim, tudo que é veiculado. Recomendo que vejam o vídeo e usem as ferramentas de compartilhamento espalhando pelas redes sociais.

VENEZUELA: EM MANIFESTO, MILITARES AFIRMAM QUE INTERVENÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS PARA RECUPERAR DEMOCRACIA NÃO É GOLPE DE ESTADO


Desfile militar na Caracas, capital venezuelana.
Um total de 45 oficiais reformados - incluindo mais de uma dezena de generais e almirantes e um ex-ministro de Defesa, acusaram o chavismo de romper fio constitucional do país para instaurar um regime de fato, e afirmaram que uma sublevação militar estaria justificada sob a atual Constituição, para recuperar a democracia.
 
Em um manifesto, os oficiais acusaram o chavismo de entregar Venezuela a Cuba e permitir que Havana determine ordens dentro dos quarteis, doutrine as crianças com a ideologia castrista nas escolas e desmantele as instituições democráticas do país para instaurar um regime comunista.
 
“Consideramos oportuno expor à opinião pública nacional e internacional que uma ação militar dirigida a recobrar o fio constitucional, voltar ao sistema democrático como forma de goberno e defender a soberania, não constitui um Golpe de Estado, tudo de conformidade com o estabelecido em nossa Carta Magna vigente.
 
A informação consta de reportagem do jornal El Nuevo Herald, de Miami (EUA), assinada pelo jornalista Antonio Maria Delgado. É a primeira vez, em 14 anos de chavismo, que oficiais de alta patente das Forças Armadas se pronunciam com esta contundência.
 
Transcrevo, no original em espanhol, a parte inicial da matéria com link ao final para leitura completa. Leiam
 
EN ESPAÑOL - Cuarenta y cinco oficiales en condición de retiro —incluyendo a más de una docena de generales y almirantes y a un ex Ministro de Defensa— acusaron al chavismo de romper el hilo constitucional del país para instaurar un régimen de facto, y aseveraron que una sublevación militar estaría justificada bajo la actual Constitución para recuperar la democracia.
 
En una proclama, los oficiales acusaron al chavismo de haber entregado Venezuela a Cuba y permitir que La Habana imparta órdenes dentro de los cuarteles, adoctrine niños con la ideología castrista en las escuelas y desmantele las instituciones democráticas del país para instaurar un régimen comunista.
 
“Consideramos oportuno exponer a la opinión pública nacional e internacional que una acción militar dirigida a recobrar el hilo constitucional, volver al sistema democrático como forma de gobierno y defender la soberanía, no constituye un Golpe de Estado, todo de conformidad con lo establecido en nuestra Carta Magna vigente, en sus artículos 333 y 350, y en asunción de sus funciones establecidas en el artículo 328 del mismo texto constitucional.
 
El artículo 350 de la Constitución del República Bolivariana de Venezuela estipula que “el pueblo de Venezuela, fiel a su tradición republicana, a su lucha por la independencia, la paz y la libertad, desconocerá cualquier régimen, legislación o autoridad que contraríe los valores, principios y garantías democráticos o menoscabe los derechos humanos”.
 
La proclama es firmada por el ex Ministro de Defensa, Vicente Luis Narváez Churión (General de División), el ex Secretario de Defensa, Efraím Díaz Tarazón (Vice Almirante), el ex Comandante del Ejército, Carlos Julio Peñaloza (General de División) y el ex Comandante de La Armada, Jesús Rafael Bertorelli Moreno (Vice Almirante).
 
Asimismo, el documento es suscrito por el Inspector General de la Guardia Nacional Rafael Damiani Bustillos (General de División), el Jefe del Estado Mayor de la Fuerza Armada Nacional, Héctor Ramírez Pérez (Vice Almirante) y el Presidente del Instituto Nacional de Puertos, Freddy Mota Carpio (Vice Almirante).
 
Firmaron adicionalmente el vice Ministro de Seguridad Ciudadana, Luis A. Camacho Kairuz (General de División de la Guardia Nacional), y los generales de brigada de la Fuerza Aérea, Mariano Márquez Oropeza, Eduardo Báez y Pedro Pereira.
 
La lista también incluye más de dos docenas de coroneles, comandantes, capitanes y tenientes de las distintas ramas de la Fuerza Armada Nacional.
Los firmantes dijeron que emitieron el pronunciamiento en el marco de “un gran debate nacional” sobre la legitimidad de una posible intervención de la Fuerza Armada Nacional para solucionar la crisis política y social que atraviesa el país.
 
 
15 de outubro de 2013
in aluizio amorim

SÓ CORTANDO A RAIZ...

Resistência genética a qualquer agrotóxico

15 de outubro de 2013


 

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Investidores usam lei da Era Sarney para acionar MPF contra gestão temerária de petralhas em "estatais"
 
 
Atuais e ex-dirigentes da Petrobras, Eletrobras, OGX e afins, junto com membros da cúpula petralha que eram seus parceiros de negócios, já morrem de medo de ações judiciais capazes de evitar prejuízos ou obter ressarcimento de danos causados aos titulares de valores mobiliários e aos investidores do mercado por atitudes de “desgovernança” corporativa (como se diria em Saramandaia). Tais ações podem mexer com escândalos providencialmente abafados, como o Rosegate, e nos ainda não investigados desdobramentos do “mensalão” (outro primor de impunidade no Brasil).
 
Investidores dessas empresas já acionam o Ministério Público Federal para que faça cumprir a Lei 7.913, de 7 de dezembro do distante ano de 1989, promulgada quando o imortal José Sarney era Presidente da República e Maílson da Nóbrega seu ministro da Fazenda. O movimento pode ser lucrativo, já que “as importâncias decorrentes da condenação, na ação de que trata esta Lei, reverterão aos investidores lesados, na proporção de seu prejuízo” (conforme está escrito no artigo 2º da Lei).
A ação se aplica em três situações de má gestão. I — operação fraudulenta, prática não eqüitativa, manipulação de preços ou criação de condições artificiais de procura, oferta ou preço de valores mobiliários; II — compra ou venda de valores mobiliários, por parte dos administradores e acionistas controladores de companhia aberta, utilizando-se de informação relevante, ainda não divulgada para conhecimento do mercado ou a mesma operação realizada por quem a detenha em razão de sua profissão ou função, ou por quem quer que a tenha obtido por intermédio dessas pessoas; III — omissão de informação relevante por parte de quem estava obrigado a divulgá-la, bem como sua prestação de forma incompleta, falsa ou tendenciosa.
 

A previsão é que o mercado seja inundado por uma profusão de ações cíveis públicas de responsabilidade por danos causados aos investidores no mercado de valores mobiliários. Vai ser uma pancada forte na Comissão de Valores Mobiliários – CVM. O órgão regulador do mercado de capitais no Brasil tem arquivado muitos pedidos de investigação sobre grandes danos causados aos investidores de mercado.

O mais irônico da História é que usar uma canetada do Sarney contra a petralhada "não tem preço"...

Releia o artigo de domingo: A Casa do Boi vai cair?

http://www.alertatotal.net/2013/10/a-casa-do-boi-vai-cair.html
 
Mandou bem, Baixinho
 
Declaração do craque Romário, deputado federal e provável candidato a Prefeito do Rio de Janeiro nas próximas eleições, na véspera do Dia do Professor:
 
"O Brasil só vai deixar de ser um país tão atrasado quando a educação for valorizada. O PROFESSOR é uma das classes que menos ganha e é a mais importante. O Brasil cria gerações de pessoas ignorantes porque não valoriza a Educação. E seus PROFESSORES. Não há interesse de que a população brasileira deixe de ser ignorante. Há quem se beneficie disso. As pessoas que comandam o País precisam passar a enxergar isso. A Saúde é importante? Lógico que é. Mas a Educação de um povo é muito mais".
 
Carne confiável tem outro nome...
 
Outubro Rose

Isolar é Preciso...

 Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

15 de outubro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

ORDEM OU CAOS


 
 
Nos anos 60 do século passado, no Rio de Janeiro, Ary Toledo era sucesso, interpretando uma risível embolada sobre um imigrante comedor de Gilette para matar a fome. O mesmo Ary foi ao teatro, no papel de um menestrel que contava a história do Fazendão Santa Luzia, onde os trabalhadores, desde o berço, recebiam uma película de cera nos olhos, uma cegueira implantada, para que trabalhassem no eito a vida inteira, sem condições de enfrentar o oligarca fazendeiro.
 
Goulart era o presidente, a economia inflacionada pelas políticas internacionais facilitava a ação dos comunistas, que se diziam “no poder”. Com isto não concordava a “imprensa livre e democrática”, onde muitos jornalistas eram remunerados por “amigos estrangeiros bem informados”, para fomentar as dissidências internas. A igreja católica era francamente contrária aos comunistas. Afinal os crimes de Stalin haviam sido denunciados, dividindo os mesmos comunistas em bandos diversos.
 
Havia uma intelectualidade que buscava e apontava caminhos para a construção de uma nação soberana. Gustavo Corção, Mario Ferreira dos Santos, Gilberto Freire, Guimarães Rosa, entre outros, eram os gigantes de um processo de garimpagem cultural, que logo foi amordaçado por influências externas, revolucionárias com a invasão de Huxley, Marcuse, Althusser, Adorno, Bertrand Russel e outros promotores do socialismo e das drogas: maconha, LSD e mais tarde a cocaína, na onda do Woodstock, rock e sexo – Joplin, Hendrix e tantos outros a serviço da CIA, Tavistock e MI-6. Naquele tempo, ninguém sabia disto...
 
Hoje é bem sabido e bem escondido. A oligarquia do nosso quintal, serviçal da oligarquia Iluminatti que controla o mundo, abriu as portas para a invasão que esfacelou a educação e a cultura que nos poderia diferenciar como nação independente. A soberania foi arquivada e os legisladores aprovam todo o lixo que vem da ONU e suas agências. O progresso científico, responsável pelo bem estar do indivíduo, da nação, da humanidade, está paralisado, contido, porque só avança em virtude de esforços, estudo, reflexão individual, muitas vezes solitária.
 
A propaganda coletivista imposta pela globalização, isto é pelos controladores do mundo, perverteu os intelectuais, que agora fazem a defesa do dinheiro, esquecendo a defesa do bem comum, da liberdade plantada nas mentes pelo saber. Por falar em mente, há uma notícia que os analfabetos funcionais, isto é maioria absoluta dos brasileiros de hoje, nem sonham em meio a tanto futebol, baladas, espetáculos onde as mulheres são expostas como produtos de consumo e tanta diversão para o momento, sem pensar no futuro, sem condição intelectual para reagir à cegueira.
 
A notícia é que o senhor Obama, anunciou no dia 4 de Abril, há seis meses a destinação de 100.000.000 – cem milhões – de dólares para o “Brain Activity Map Project”. Dois coelhos de uma só paulada! Conhecer os mínimos detalhes do funcionamento do cérebro, dizem, é uma ferramenta avançada para a Neurociência, para a “cura de doenças”... E para ler a mente, ainda mais com o auxílio dos super computadores, chips implantados e sei lá mais o quê. “Matrix” na realidade. Mega agentes de inteligência robotizados. Se resta alguma privacidade... Já era!
 
Enquanto isto, numa colônia conhecida como Brasil, - riquíssima em minérios, biodiversidade, água... Um campo aberto para a corrupção, drogas, violência, prostituição, interferência de ONGs nos assuntos políticos e culturais... - os governantes fazem tudo para anular, esmagar os últimos resquícios de autonomia e liberdade, fingindo não saber que os controladores do mundo sabem tudo quanto se pensa, fala e se projeta.
 
Controladores não é referência às nações poderosas, e sim famílias e personalidades que ensaiam a ditadura cultural global, controlando todos os governantes, todo o ensino, toda a propaganda, toda a opinião. Além de controlar os avanços científicos e tecnológicos, filtram tudo quanto circula na rede mundial de computadores, tudo quanto é dito nos telefones celulares, todos os movimentos individuais com a localização por GPS, com as imagens em tempo real captadas por satélites.
 
Este governo, abraça o Mojica do Uruguai, ex-guerrilheiro Tupamaro, que hoje controla a comercialização das drogas em seu país, que é recebido e abraçado por Rockfeller, declarando: “Você, é o símbolo de uma realidade”. Depois da reunião, disse para a imprensa que o tema central do encontro foi a “regulamentação do mercado e consumo da maconha”. É política da ONU, controlada por Rockfeller. Logo o governo brasileiro vai copiar. Combate às drogas é piada. Os bancos lavam bilhões de dólares anuais deste comércio nojento. E investem para obter fabulosos lucros.
 
Por enquanto ficamos com as greves de professores, bancários, estivadores, protestos com baderna, “invasão da privacidade” e “dados estratégicos”, tudo arrumadinho, com muita propaganda para tapar os olhos dos que se informam com as notícias, cuja incoerência é acobertada com os véus de “inocência”, “honestidade”, “justiça”, “humanismo”,  dignos dos que servem ao mundo globalizado. Que nem os defensores de drogas, como FHC, Minc, Gabeira, Sergio Cabral e outros artistas e formadores da opinião, que você acaba pensando que é “sua opinião”.
Para quem ainda pode e deseja saber, é bastante dar uma olhada nas páginas deste livrinho: “Total Mind Controlled Slave”, por Cisco Wheeler e Fritz Springmeier, no endereço eletrônico:
 
É de esperar a reação da juventude, das gerações futuras, para que o planeta encontre o equilíbrio, praticando a justiça, a humanidade o respeito ao individuo e a aplicação dos recursos do saber, da ciência, para o bem comum, de fato. É a escolha: ordem ou caos.
 
15 de outubro de 2013
Arlindo Montenegro é Apicultor.

A ATIVIDADE DE INTELIGÊNCIA , OS GOVERNOS CIVIS E O CENÁRIO ATUAL - 2


 
Seria correto solicitar ao leitor que, para melhor compreensão, leia a primeira parte desta série de artigos.
 
Muitos desavisados ainda repercutem a velha crença de que o Brasil não tem inimigos e nem ameaças que justifiquem investimentos. Esta é mais uma falácia, até porque as vezes as maiores ameaças não vem dos inimigos. Também não me parece coerente criticar estadunidenses e ingleses por defenderem seus interesses estratégicos. Se estivéssemos no lugar deles provavelmente faríamos o mesmo. Já foi dito que os EUA não tem amigos, mas interesses. Isto posto, deixemos as ingenuidades de lado.
 
Existem no Brasil várias organizações criminosas de alto poder ofensivo atuando em diversas “operações”. Há células de pelos menos 5 grupos terroristas internacionais atuando desde a década de noventa. É bem conhecido que as redes Al Qaeda, Jihad Media Battalion, Hezbollah, Jihad Islâmica e Hamas já possuem células bem estruturadas e operacionais em nosso país.
 
Alguns brasileiros são treinados pelo “professor” iraniano Mohsen Rabbani em Qom (Irã). Há organizações criminosas voltadas para o tráfico de drogas e outros crimes, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho), que deixaram mais de 100 mortos entre a força policial de São Paulo e não foram detidas ou punidas. O Estado quedou-se prostrado.
 
No campo não é diferente e grupos como a LCP (Liga dos Camponeses Pobres) atuam ao estilo das FARCs sem nenhuma oposição. No seu “território” as autoridades brasileiras não entram; bem como não entram em várias outras porções do território amazônico. Ademais, aqui é o “paraíso” das agências de inteligência estrangeiras, que sabem mais sobre o que acontece no Brasil do que qualquer brasileiro. Ameaças sobejam por todos os lados.
 
A precariedade da segurança no Brasil é de assustar qualquer leigo: portos e aeroportos com vigilância insuficiente, deficiência de controle no espaço aéreo, maritimo e terrestre (faixas de fronteira seca e alagada mal patrulhadas) e equipamentos ultrapassados (baixa qualidade e quantidade para as dimensões da operação).
 
Não fosse o bastante até o arcabouço jurídico é deficiente; uma vez que o Projeto de Lei 728/2011 não foi ainda aprovado, logo não temos uma legislação que tipifique o crime de terrorismo. Adicionalmente, vaidades e a cultura organizacional de uma série de órgãos de inteligência, prejudica decididamente qualquer tentativa verdadeira e sincera de integração. São feitos lindos discursos, politicamente corretos, mas vazios. Não existe um banco de dados único e muitas vezes, para obter um elenco mais completo de informações, é necessário digitar 13 senhas diferentes em ambientes cibernéticos distintos. Para um trabalho mais completo tem de se chegar a 33!
O Sisbin simplesmente não funciona porque não há cooperação sincera, não há instâncias eficientes de solução de controvérsias e nem linha de comando. Basta olhar os incidentes ocorridos durante a operação Satiagraha, na posse da Presidente Dilma, na questão da insubordinação dos oficiais da Abin que se recusam a estar subordinados ao GSI/PR e ao episódio da visita do Papa Francisco, para citar 4 exemplos de domínio público quando as disputas ficaram expostas. Para não citar as verdadeiras “guerras” internas. Não existe ninguém que possa aglutinar os interesses divergentes dos vários atores e impor uma linha de atuação. Tapar o céu com a peneira não resolve.
 
A tentativa de aprimoramento geral do SISBIN (Abin), SISP (Senasp) e SINDE (Die) (Decreto 09 de 18 de fevereiro de 2009 que instituiu o Comitê Ministerial para Elaboração da Política Nacional de Inteligência e Reavaliação do Sistema Brasileiro de Inteligência) não deu em nada e continuamos na mesma.
 
Os conceitos e o entendimento sobre a AI precisam mudar, levando em conta a opinião e experiência de quem conhece o funcionamento dos serviços nos centros de excelência. A CIA foi montada após a segunda grande guerra com a cooperação decisiva de um grupo de militares alemães liderados pelo General Reinhard Gehlen, conhecido como pelo codinome de Herr Doktor ou Número 30. Em 1956 as OG (Organizações Gehlen) viraram a base do BND (Serviço Federal de Informação da Alemanha). Os estadunidenses precisavam de uma estrutura operacional (uma rede montada) e conhecimento, e foram busca-lo com quem os tinha.
 
O Mossad não tem nenhuma restrição em eliminar adversários com sua divisão Kidon. Os EUA também têm identificado e subtraído adversários com seus drones de forma maciça. A NSA vigia as comunicações globais e identifica alvos. O pessoal da Blackwater e Craft International atua livremente em todo o planeta, inclusive no Brasil, fazendo o trabalho “sujo” e sem vínculos diretos que incrimine os seus mandatários. Apenas para ficar em alguns exemplos.
 
Enquanto isso nossa Presidente falou na ONU, no dia 24/09/13, em regulamentar a atividade de espionagem/inteligência. Ora, isso foi motivo de piada em todas as rodas qualificadas, nos expondo ao ridículo. É o mesmo que pedir ao Mossad que acabe com suas divisões Kidon e Cesarea. Tolos que guiam tolos; e o riso (KKK......) foi geral, para constrangimento dos raríssimos brasileiros com acesso qualificado.
 
Dói assistir a tanto amadorismo, tanta ignorância.
 
15 de outubro de 2013
Luiz Antonio Peixoto Valle é Administrador de Empresas. Continua no próximo artigo.