"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 27 de março de 2026

DIVAGANDO...

  Propositadamente, embora movido por sentimentos de ser ludibriado, assisto aos jornais da TV, as notícias políticas e os comentários desarvorados, movidos escandalomente, por eufemismos e subtração do bom-senso.

Onde está a verdade? Há mais de 2000 anos um homem da lei romana, perguntou a um Homem Inteligente, "o que era a verdade?"

Até aos dias de hoje, a pergunta sem resposta, repercute na mente dos que pensam, sobre a realidade fantástica dos nossos tempos, particularmente, do tempo Brasil.

O que leio nos comentaristas especializados, e que circulam nos corredores da política esotérica que enfeita os espaços, onde se discute o que é melhor, não para o Brasil, não para os brasileiros, não  para esse povo deserdado da sua cidadania. mas o melhor para eles, os políticos, os donos do poder, que arbitram o destino de milhões de brasileiros.

E o que eles confessam, com espanto velado, gera um sentimento confuso de que perdemos o fio da história. Penso que a farsa política, não é casual ou desordenada pela incompetencia, mas construída, planejada, maquiavelicamente projetada, para dificultar a leitura da realidade secularmente fraudada.

Ligo a TV, e como alguém que assiste um programa de humor, até consigo divertir-me com as lorotas e as descabeladas notícias, que procuram impressionar e garantir que tudo está bem no melhor dos mundos possíveis, como um dia escreveu Voltaire, no seu romance Candide.

Não enxergo no horizonte, por todos esses anos, em que acompanho de perto os principais e secundários acontecimentos mais relevantes, e até mesmo os mais banais. E cuido que até mesmo nas banalidades, encontro os interesses velados, de figuras sinistras, que há "séculos" determinam o que é bom ou ruim para esse desterrado Brasil, ou melhor, para eles.

Parece que as mesmas figuras gozam da vida eterna... Estão sempre aí, de plantão, um plantão permanente, de quem tem medo de adormecer e perder o lugar no bonde.

Será que estou sozinho nessa divagação?? Creio que não! Estamos vivendo tempos perigosos, em que a sanidade e a loucura se cumprimentam, e não deve escapar aos mortais que gravitam em torno desse "teatro", que repete a mesma história com uma bola vermelha no nariz, e que acreditam ouvir aplausos, quando na verdade começa a despertam um grande urro de raiva.

Onde encontrar as antigas instituições que nos garantiam a livre expressão e o ir e vir das contestações? O que aconteceu? Em que momento perdemos a História? Em que momento deixamos de ser uma nação, para nos transformarmos  em "massa"? Quem está decidindo o que deve ou não ser informado ao país? Quem manipula o direito à informação, e que propósitos ocultam?

Entediado, reporto as notícias, e todas são iguais, variando as circunstancias, valores, personalidades... mas essencialmente a mesma certeza de que estamos nos afundando no charco das areias movediças.

Fico repetindo esse jargão: será que estou sozinho, à parte a sempre presente exceção? Será que apenas os comentáristas (prefiro esse termo, ao de "jornalistas", que não pontua seriedade), estão atentos a "desgracença" - como diria o Bem Amado?

Acorda meu povo, as eleições estão chegando! Não troquem o seu voto por mentiras ou chinelos! Eles representam o futuro das gerações vindouras!

27 de março de 2026

prof.mario moura



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