Este é um blog conservador. Um canal de denúncias do falso 'progressismo' e da corrupção que afronta a cidadania. Também não é um blog partidário, visto que os partidos que temos, representam interesses de grupos, e servem para encobrir o oportunismo político de bandidos. Falamos contra corruptos, estelionatários e fraudadores. Replicamos os melhores comentários e análises críticas, bem como textos divergentes, para reflexão do leitor. Além de textos mais amenos... (ou mais ou menos...) .
"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville (1805-1859)
"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville (1805-1859)
"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.
segunda-feira, 25 de junho de 2018
FORAGIDO, O "DOLEIRO DOS DOLEIROS" QUER NEGOCIAR ACORDO PARA NÃO SER PRESO

Dario Messes está sendo caçado pela Interpol
Foragido há quase dois meses e com ordens de prisão do Brasil e do Paraguai, o doleiro Dario Messer se diz disposto a colaborar com a Justiça, mas quer negociar condições para que possa se entregar. Sobretudo, espera ter a possibilidade de responder aos processos em liberdade, disseram à Folha seus advogados nos dois países. Procurado pela Interpol desde maio, quando a Polícia Federal no Rio deflagrou a Operação Câmbio, Desligo, seu paradeiro é desconhecido.
Em junho, Messer virou réu sob acusação de atuar em uma organização criminosa que promovia lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Antes, já havia sido citado em casos como Banestado e mensalão.
BLOQUEIO DE CONTAS – As suspeitas da Câmbio, Desligo fizeram o Ministério Público do Paraguai, onde Messer vivia, também abrir investigações e obter na Justiça o bloqueio de contas do doleiro e de suas empresas —abertas, segundo as investigações, com dinheiro ilícito.
Caso Messer se apresente à Justiça do Paraguai, terá de responder a eventual acusação no país resultante dessas investigações, o que poderia demorar anos. Depois, seria extraditado ao Brasil para prestar contas novamente à Justiça.
No entanto poderia acordar com os procuradores de Assunção uma extradição rápida, que provocaria a paralisação do processo paraguaio. Essa possibilidade de extradição célere tem sido usada pela sua defesa como carta na manga para apresentar aos procuradores em troca de condições favoráveis.
ELE QUER FALAR – “Dario está aberto e quer falar tudo o que sabe, mas não quer ter a faca no pescoço”, diz José Marcondes de Moura, advogado brasileiro de Messer.
Ele também defendeu o traficante Jarvis Chimenes Pavão, que ficou preso quase oito anos no Paraguai antes de ser extraditado ao Brasil, onde cumpre nova pena.
Moura afirma que irá pedir habeas corpus a instâncias superiores da Justiça brasileira. Ele contesta pontos da denúncia do Ministério Público Federal contra Messer, principalmente a listagem de uma ex-secretária como testemunha de acusação, por ela já ter sido denunciada por promotores acusada de estelionato.
BALA E TONY – A Câmbio, Desligo foi baseada em delação dos doleiros Vinícius Claret e Claudio Barboza, conhecidos como Juca Bala e Tony. Eles apontaram Messer como “doleiro de doleiros”, responsável por estruturar uma rede de pagamentos ilegais para outros cambistas. Chegaram a ser feitas buscas na cidade de Hernandarias, na fronteira com Foz do Iguaçu (PR), onde Messer tinha residência, mas ele não foi encontrado.
Após ser considerado foragido também no Paraguai e ter seus bens bloqueados, os advogados Leticia Bobeda e Rodrigo Galeano assumiram a defesa de Messer no país.
A dupla critica a celeridade com que foi aberta a investigação contra Messer, que no país geralmente é precedida de uma pré-apuração, e o fato de não ter acesso a cópias do inquérito. Mas acrescenta que Messer estaria disposto a se apresentar e aponta possibilidades de abrir uma frente com o Brasil.
À DISPOSIÇÃO – “Ele quer se pôr à disposição da Justiça e, sim, vai se pôr à disposição da Justiça. Isso garantimos”, diz Galeano. “Mas só quando acessarmos as documentações, analisaremos as provas e armaremos uma estratégia razoável, dentro de um prazo razoável que esteja na Constituição.”
“Logicamente nada está descartado, inclusive uma negociação com o Brasil”, diz Bobeda.
A estratégia de Messer tem esbarrado no Ministério Público do Paraguai, que não deu acesso completo das investigações aos defensores porque espera que ele se apresente à Justiça. No país, processos e inquéritos contra foragidos ficam suspensos.
“IRMÃO DE ALMA” – No Paraguai, há pressão pública para que Messer seja investigado e processado, porque é amigo do presidente Horacio Cartes, que já o chamou de “irmão de alma”.
“Eles [os advogados] estão querendo estabelecer procedimentos especiais. Ele é um foragido das Justiças brasileira e paraguaia. Se não confia no Ministério Público, pode se apresentar diretamente ao juiz”, diz o procurador René Fernandez, de Assunção. Os procuradores paraguaios ainda não estimaram os valores dos bens bloqueados, mas esperam que Messer apareça para recuperar o dinheiro.
Outras três pessoas são consideradas foragidas no país: Ilan Grinspun, braço direito do doleiro, Dan Messer, filho, e Juan Pablo Jímenez Viveros, primo do presidente e sócio de Messer. Viveros tentou sacar US$ 350 mil das contas das empresas de Messer depois que as investigações foram abertas.
25 de junho de 2018
José Marques
Folha
LUIZ ESTEVÃO TEM 37o. RECURSO NEGADO POR DESVIOS NAS OBRAS DO TRT EM SP
Estevão é uma espécie de “dono” da Papuda
O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) negou pedido de revisão criminal apresentado pelo ex-senador Luiz Estevão, condenado a 26 anos de cadeia pelos desvios nas obras do Fórum Trabalhista de São Paulo. O processo transitou em julgado, mas a defesa pediu a reforma do acórdão que condenou o empresário pelos crimes de peculato, estelionato, corrupção passiva, formação de quadrilha e uso de documento falso. Para o Ministério Público Federal, o pedido de revisão representou “uma espécie de 37º recurso”.
O julgamento da revisão criminal começou em 15 de março, quando o relator, desembargador Maurício Kato, julgou o pedido da defesa parcialmente procedente e reduziu a pena do ex-senador de 26 para 22 anos de cadeia. O magistrado absolveu Estevão pelo crime de corrupção ativa, mas manteve as outras penas. A análise foi interrompida por um pedido de vista.
DECISÃO FINAL – Com a retomada do julgamento na última quinta-feira, os outros quatro desembargadores da 4ª Seção rejeitaram o pedido da defesa. Eles mantiveram integralmente as sanções impostas ao empresário, que cumpre as penas no Complexo Penitenciário da Papuda desde março de 2016.
Em manifestação no processo, o Ministério Público Federal alegou que os argumentos de Luiz Estevão haviam sido rejeitados em todas as instâncias. Depois de ser absolvido pela Justiça Federal de São Paulo, em 2002, o senador cassado foi condenado pelo Tribunal Regional Federal, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O processo transitou em julgado em dezembro de 2016 — Luiz Estevão foi preso nove meses antes, graças ao entendimento da Corte de que a execução da pena pode ocorrer após condenação em segunda instância.
RETARDANDO – “A presente revisão criminal não passa de tentativa de eternizar discussões que foram amplamente submetidas e examinadas pelo Poder Judiciário em todas as suas instâncias, inclusive no bojo de uma miríade de recursos”, alegou o MPF no processo. Os procuradores argumentaram, ainda, que não é cabível “a mera reiteração de teses já expostas e analisadas, especialmente se os argumentos do ex-senador foram examinados e rechaçados por todas as instâncias”.
Condenado no mesmo processo, o ex-sócio de Estevão, Fábio Monteiro de Barros, também entrou com um pedido de revisão criminal no Tribunal Regional Federal. O processo está pendente de análise no TRF3. Advogado do senador cassado, Marcelo Bessa disse que a defesa recebeu a notícia com tranquilidade. “Respeitamos as decisões judiciais. Vamos aguardar a publicação do acórdão para termos ciência do inteiro teor. Depois disso, tomaremos as medidas pertinentes”, pontuou.
FOI CASSADO – O MPF denunciou Luiz Estevão em 2000 pelo escândalo da construção do TRT de São Paulo — mesmo ano em que ele teve o mandato cassado pelo Senado. A primeira condenação veio seis anos depois, mas, graças à apresentação de 36 recursos, o empresário conseguiu postergar o início do cumprimento da pena por mais de uma década.
Com relação à pena de multa imposta pela Justiça, a Procuradoria da Fazenda Nacional informou que o débito de multa criminal ainda não foi encaminhado pela Vara de Execuções Penais do DF para cobrança. Em ações de improbidade, o Ministério Público Federal cobra de Luiz Estevão e de outros réus envolvidos no caso a devolução de recursos desviados, que, em valores atualizados, superam R$ 1 bilhão.
Deflagrada no último domingo, a Operação Bastilha identificou regalias concedidas a Luiz Estevão dentro do Centro de Detenção Provisória da Papuda, onde o senador cassado cumpre pena. Os policiais localizaram pilhas de documentos do empresário, além de pen-drives, chocolate e até uma tesoura.
25 de junho de 2018
Deu no Correio Braziliense
AS "FAKE ANALYSIS" E O DEPLORÁVEL CASO DA JOVEM RUSSA COM OS BRASILEIROS
A mídia tradicional vem atacando, em bloco, a divulgação de notícias falsas através das redes sociais. Os próprios usuários das redes, aliás, deveriam apressar-se a fazê-lo.
O notável instrumento de informação e orientação que temos na ponta dos dedos, exatamente porque democratiza o direito de opinião, não deve agasalhar práticas irresponsáveis ou criminosas.
O notável instrumento de informação e orientação que temos na ponta dos dedos, exatamente porque democratiza o direito de opinião, não deve agasalhar práticas irresponsáveis ou criminosas.

Há algo mais nessa história, contudo. O jornalismo opinativo, que perdeu parte de seu poder com o advento das redes sociais, parece haver encontrado na pauta “fake news” o meio através do qual pretende desacreditar as redes como tais e obstar sua crescente influência.
ANÁLISES – Ora, mais do que os fatos, é a análise dos fatos que atua sobre os consumidores da informação. E que dizer das fake analysis em veículos da mídia tradicional? Sou dos poucos – pouquíssimos! – que denunciam a malignidade desse fenômeno comum, insistente, cotidiano e perigoso, observável em certos grandes veículos.
Para induzir a conclusões erradas, mas ideológica e politicamente convenientes, fatos verdadeiros são torturados nos porões das interpretações. É a versão, em relação aos eventos do tempo presente, daquilo que tantos professores promovem em relação ao passado em aulas de História.
Emitidas para produzir convencimento, essas análises fajutas atuam sobre a sociedade de modo simultâneo, fato após fato, mediante inúmeras e fontes, repetindo-se e se realimentando por longo período até que o mais desatento e infrequente ouvinte, leitor, ou telespectador não fique imune a seus efeitos.
A MOÇA RUSSA – Veja-se o caso da moça russa. Estima-se que 60 mil brasileiros estejam visitando a Rússia nestes dias de Copa. Durante uma fan fest, meia dúzia de rapazes fizeram com ela uma brincadeira de muito mau gosto, levando-a a pronunciar baixarias que a depreciavam. Não contentes com isso, expuseram o vídeo nas redes sociais.
A conduta é condenável. Os envolvidos, para tomarem vergonha na cara, deveriam passar um mês lavando a língua com água e sabão na Praça Vermelha antes de acertarem suas contas indenizando a vítima. Segundo as fake analysis, porém, a inteira população masculina do Brasil é, de algum modo, cúmplice do acontecido!
Desde que o politicamente correto tomou posse como modelo de virtudes sociais, os brasileiros do sexo masculino passaram a ser rotulados com todos os defeitos que a grossura possa suscitar. Admitam ou não, são machistas, estupradores, abusadores. Não importa que o episódio da moça, em si, seja incomum a ponto de suscitar interesse mundial e esteja desalinhado do comportamento médio dos demais turistas.
BAIXARIAS NA TV – A conduta registrada no vídeo tem muito a ver com as baixarias que invadiram as TVs comerciais brasileiras. Não surpreenderia colher-se algo assim após toda sorte de depravações a que expomos nossa juventude – inclusive nossas crianças! – em certas exposições e museus que andam por aí. Ou quando, em nome de certos lifestyles, a vida sexual sai da intimidade, vai para as calçadas e desfila em carros de som.
É quase o que se poderia esperar da falta de limites na educação familiar e de disciplina nos ambientes escolares. É o desagradável produto da tolerância, da impunidade e da ruptura dos elos que unem a liberdade com a responsabilidade. E não nos surpreenda constatar que todas essas causas, ao longo dos anos, são promovidas nas fake analysis da mesma mídia que hoje se escandaliza quando desembarcam na Rússia alguns filhos dessas e de tantas outras imoderações.
Recomendo, a propósito, a leitura do artigo do médico gaúcho Dr. Milton Pires, com o título “A menina russa: ao corpo diplomático da Rússia no Brasil e ao povo russo”. Você lerá o que a turma das fake analysis jamais escreverá.
25 de junho de 2018
Percival Puggina
DECISÃO DE FACHIN ESFRIA O ÂNIMO DOS PETISTAS, QUE COMEÇAM A CAIR NA REAL
Charge do Duke (dukechargista.com.br)
A decisão do ministro Edson Fachin de arquivar o pedido de liberdade do ex-presidente Lula enterrou as esperanças que os petistas, embalados pela absolvição de Gleisi Hoffmann, vinham alimentando ao longo da semana de ter a sua principal liderança livre para as eleições. Se não para concorrer, pois já se enquadra lei da ficha limpa, ao menos tê-lo como um ativo cabo-eleitoral em favor de seu substituto na cabeça da chapa.
Como conduzir a campanha eleitoral com esse quadro é hoje o grande tema em discussão dentro da sigla. Há uma divisão de opiniões sobre a capacidade de Lula de transferir votos caso permaneça encarcerado em Curitiba até outubro. Para alguns caciques, o seu dom para eleger “postes” continuam intacto. Eles se fiam a isso para propagar que o candidato do partido, seja quem for, está garantido no segundo turno.
FAZER CAMPANHA – Mas aliados acreditam que a tarefa não será fácil se o ex-presidente não puder gravar programas eleitorais nem fazer comícios. O caminho para atenuar essa dificuldade seria indicar já um vice que, num futuro próximo, assumiria o posto principal da candidatura no futuro.
No seu pedido ao Supremo, a defesa de Lula pleiteava as suspensões da execução da pena de prisão e da inelegibilidade. Inicialmente, os petistas não alimentavam muitas esperanças de uma decisão favorável. Mas na terça-feira, quando a mesma Segunda Turma do STF absolveu a presidente do partido dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, o partido literalmente entrou em festa.
Numa reunião para tratar o tema no Congresso no dia seguinte, os petistas dançaram e cantaram como se comemorassem uma vitória da seleção na Copa do Mundo. Gleisi chegou a dizer que a decisão poderia ter “efeitos positivos” sobre a situação de Lula. Poucos acreditavam que os ministros da Corte livrariam Lula da inelegibilidade, mas muitos apostavam em sua soltura.
PRISÃO DOMICILIAR – Alguns dirigentes mais prudentes, porém, avaliavam uma saída intermediária, em que o STF daria ao ex-presidente o direito de cumprir pena em prisão domiciliar. A transferência para o seu apartamento em São Bernardo não seria um sinal verde para Lula fazer política, já que nessas situações as visitas ao preso são limitadas, mas, de qualquer forma, a proximidade física facilitaria as articulações do líder que sempre deu as cartas dentro da legenda.
De quebra, o partido ainda poderia desmobilizar a vigília que sofre para manter em Curitiba há dois meses e meio. Mas a decisão de Fachin acabou com qualquer esperança. Nesse caso, os petistas foram derrotados antes mesmo de a partida começar.
25 de junho de 2018
Sérgio Roxo
O Globo
MARINA DEFENDE UMA SELEÇÃO RIGOROSA PARA NOMEAÇÃO DOS CARGOS PÚBLICOS (COM ISSO ELA AFIRMA QUE O NEGÓCIO DA NOMEAÇÃO ERA NO 'VAI DA VALSA')

Marina enfim começa a apresentar suas propostas
Marina Silva (Rede) gosta de ressaltar, sempre que pode, que sua profissão é professora —ela fez carreira na sala de aula antes de chegar à política, nos anos 1990. E será com rigor acadêmico que ela pretende tratar nomeações para cargos de confiança, se sair vitoriosa de sua terceira campanha presidencial. Seu programa de governo defenderá uma espécie de banca de seleção para candidatos. Os indicados para postos estratégicos na administração federal terão que exibir currículo compatível com a função pleiteada, capacidade de exercer o trabalho e ficha limpa.
Funcionários de carreira terão prioridade, por exemplo, em ministérios, estatais e agências de regulação.
SEM FAVORES – Gesto arriscado para a relação do Planalto com o Congresso, o combate à prática de trocar cargos por apoio político será uma evidência concreta do discurso de Marina contra o “toma lá, dá cá” que ela diz imperar no governo.
Indicações de deputados e senadores, por exemplo, poderiam continuar acontecendo. Mas os apadrinhados políticos teriam que passar pela mesma triagem imposta a candidatos de perfil técnico.
A proposta, que retoma ideia apresentada superficialmente por Marina em 2010 e em 2014, é criar comitês de busca para recrutar pessoas com qualificação, nos moldes do que faz o setor privado.
CASO DO ICMBio – No mês passado, a líder da Rede protestou contra a decisão do governo Michel Temer (MDB) de oficializar uma acomodação política na presidência do ICMBio (instituto federal de proteção ambiental).
Diante de uma série de críticas dentro e fora do órgão, o Planalto recuou da nomeação de um cientista político indicado pelo Pros que não tinha familiaridade com o setor.
A pré-candidata defende o que chama de presidencialismo de coalizão, modelo que reuniria os melhores de cada partido. Ela diz que há bons quadros em todos eles e que “os homens e mulheres de bem” não se furtariam a compor uma eventual gestão sua.
PROPOSTAS – Marina conta com um grupo da Rede e dezenas de colaboradores externos que ajudam a formular propostas em diversas áreas, da economia à segurança pública, da educação à política energética.
O trabalho é coordenado pelo ambientalista João Paulo Capobianco, assessor da presidenciável desde a gestão dela no Ministério do Meio Ambiente, no governo Lula (PT).
As regras que endurecem os critérios de indicação constam de versões preliminares do documento, que será publicado possivelmente antes do primeiro turno da eleição.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Excelente proposta de Marina Silva. É preciso moralizar a nomeação para cargos em confiança e comissionados. É um primeiro passo, excelente. (C.N.)
25 de junho de 2018
Joelmir Tavares
Folha
PT CONTINUA PRESO A LULA E NÃO CONSEGUE APRESENTAR UMA IDÉIA PARA O PAÍS

Charge do Jota A (O Dia/PI)
Pouco antes de ser preso, numa das cenas da narrativa épica em que tentou transformar o que, na verdade, era uma derrota sem precedentes, Lula cunhou a frase segundo a qual não era mais uma pessoa, mas uma ideia. Passados mais de dois meses de sua prisão, não houve comoção nacional, minguou a vigília, as tentativas de levar a sua soltura fracassam uma a uma e o PT, seu partido, segue preso à pessoa de Lula, sem uma única ideia a apresentar ao País.
Os debates presidenciais já começaram, a despeito do calendário eleitoral oficial ter sido propositalmente empurrado para a frente. Pré-candidatos reais e figurativos se revezam em encontros com associações, entrevistas e sabatinas de imprensa e ocupam as redes sociais com estratégias políticas e esboços de propostas.
AS PROPOSTAS – Instados por jornais, portais, rádio e emissoras, expõem aos eleitores ainda muito céticos suas propostas para temas cruciais para o Brasil, como reforma da Previdência, reforma tributária, educação, segurança pública e ajuste fiscal.
O PT, por vontade própria, insiste em se ausentar deste debate. O partido que venceu as quatro últimas eleições presidenciais no País não consegue formular um programa com o qual se apresentar de novo ao eleitor depois do impeachment de Dilma Rousseff e da prisão de seu maior líder.
O PT insiste “ad infinitum” na tese segundo a qual foi vítima de um golpe envolvendo o Supremo Tribunal Federal, as duas Casas do Congresso, quase todos os partidos, a imprensa, as demais instâncias do Judiciário, o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e quantas mais instituições houver. Haja perseguição!
SEM PROJETO – Os principais parlamentares petistas se abstêm de exercer seus mandatos, debater os projetos em pauta e os grandes temas nacionais. Se revezam na tribuna, nas visitas à carceragem de Curitiba e nas redes sociais com a mesma cantilena de #LulaLivre, sem perceber que esse discurso está restrito cada vez mais aos já convertidos e não terá o condão de dar ao partido um plano de futuro.
Diretamente do cárcere, Lula insiste em se fazer onipresente, não hesitando em atar o destino do partido que fundou ao seu próprio. Segura o quanto pode uma escolha que, dia após dia, se mostra irrefutável. O PT terá de escolher outro candidato, pois a candidatura de Lula será barrada pela Lei da Ficha Limpa, que ele próprio sancionou quando era presidente.
Escolher entre Fernando Haddad e Jaques Wagner implica definir por estratégias, estilos e discursos diferentes. As alianças possíveis a partir da nomeação de um ou de outro são distintas, pela característica de cada um.
IMPASSE – Alheio a isso, o partido segue como um assistente da defesa do ex-presidente, atando seu destino aos sucessivos e malsucedidos recursos para tentar tirá-lo da prisão.
A absolvição de Gleisi Hoffmann na semana que passou deu ao partido um alento de que a mesma Segunda Turma relaxaria a prisão de Lula. Mas ele durou só até sexta, quando duas notícias acabaram com a euforia petista: no mesmo dia, o TRF-4 negou a admissão de recurso extraordinário da defesa ao STF (o que fez o ministro Edson Fachin retirar um pedido da defesa da pauta de terça) e homologou a delação de Antonio Palocci.
Essas decisões mostram que, a despeito da tentativa petista de negar o que amplas e fartas investigações já comprovaram, a Justiça seguirá seu caminho. Resta ao partido optar entre acertar contas com esse passado recentíssimo – que legou ao País recessão e um escândalo de corrupção sem precedentes – e tentar engendrar algum futuro ou seguir preso a Lula. A opção, até aqui, parece ser a segunda.
25 de junho de 2018
Vera Magalhães
Estadão de S.Paulo
A QUEM INTERESSA DESMORALIZAR SÉRGIO MORO, O JUIZ MAIS PATRULHADO DO PAÍS?

Sérgio Moro já está se acostumando a ser patrulhado
De hábitos simples, mesmo depois de sofrer sucessivas ameaças o juiz Sérgio Moro insistia em ir de bicicleta ao trabalho, correr na rua e voltar à pé do almoço em um restaurante perto da Justiça Federal. Mas aos poucos, teve que mudar a conduta e desde março de 2016 passou a andar sob proteção policial 24 horas por dia. Para oferecer proteção, a Polícia Federal disponibilizou cinco agentes e um carro, levando Moro a aposentar o Golf que dirigia. E hoje só amigos muito próximos conhecem a sua vida fora do tribunal.
Além de vigiado, o juiz da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba é também patrulhado implacavelmente. Suas decisões processuais são vasculhadas em buscas de erros ou de segundas intenções, e a mídia tem publicado muitos textos de críticas a ele, sem a menor base factual.
PERSEGUIÇÃO – Na verdade, Moro está submetido a uma perseguição implacável. Tem de tolerar e respeitar o mau comportamento das dezenas de testemunhas de defesa de Lula, caso contrário vira alvo de ataques. Ao mesmo tempo, suas decisões sofrem críticas descabidas e até mesmo inventadas.
Agora, por exemplo, diz-se que diversos órgãos públicos (Tribunal de Contas da União, Fazenda Nacional, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Receita Federal, Advocacia-Geral da União e a Receita Federal) estão questionando um ato de Moro sobre uso de provas da Lava Jato contra delatores, porque colocaria em risco a cobrança de R$ 2,3 bi em débitos tributários.
“CARTEIRADA” – De concreto, mesmo, há apenas o ataque de um dos ministros do TCU, Bruno Dantas, que considerou a decisão de Moro como uma “carteirada”. À exceção dessa busca por 15 minutos de fama, nenhum dos outros órgãos públicos fez duras críticas a Moro, que atendeu a uma reivindicação do Ministério Público Federal.
A Procuradoria apenas solicitou que houvesse um maior controle das informações, para harmonizar o relacionamento entre os diversos órgãos públicos, de forma a evitar decisões conflitantes em relação aos acordos de delação.
Mas a imprensa caiu de pau, inventando que Moro havia “impedido” o uso de provas obtidas pela Lava Jato contra delatores. Na verdade, o juiz não proibira nada. Apenas determinou que as instituições solicitem autorização que indique o delator e a empresa cujos dados deseje obter.
UM ESCÂNDALO – A imprensa deu ares de escândalo ao fato, como se a decisão de Moro tivesse de fato a intenção de impedir o compartilhamento das informações, algo que nunca existiu nem consta do despacho dele.
“Entendemos que a decisão não tem esse alcance, mas a gente, em contato com o Ministério Público e com a própria 13ª Vara, vai solicitar um esclarecimento para que seja passado a limpo e realmente não haja nenhuma dúvida em relação a isso”, diz o coordenador-geral de Estratégias de Recuperação de Créditos da Procuradoria-Geral da Fazenda, Daniel de Saboia Xavier, colocando as coisas no seu devido lugar.
De tudo isso, ficam no ar duas instigantes indagações. A quem interessa desmoralizar o juiz Sérgio Moro? E por que a imprensa embarca com tanto entusiasmo nessas canoas furadas?
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P. S. – Segundo o juiz Moro, é necessário proteger de sanções excessivas de outros órgãos públicos o colaborador ou a empresa leniente, para não desestimular a própria celebração de acordos de delação. E a Procuradoria-Geral da República, que solicitou a decisão de Moro, compartilha esse entendimento. (C.N.)
P. S. – Segundo o juiz Moro, é necessário proteger de sanções excessivas de outros órgãos públicos o colaborador ou a empresa leniente, para não desestimular a própria celebração de acordos de delação. E a Procuradoria-Geral da República, que solicitou a decisão de Moro, compartilha esse entendimento. (C.N.)
25 de junho de 2018
Carlos Newton
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